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SEBO LITERÁRIO

POESIA
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FICAR
CONTIGO
Naidaterra
Como
um
vento
que
chega
repentino,
você
se
foi
com
a
brisa
inesperada
no
outono...
Um
silêncio
ensurdecedor
se
fez
presente
anunciando
o
vazio...
Cai
a
noite...
O
lume
que
me
aquecia
nas
noites
frias,
desapareceu
como
algo
místico...
Uma
tristeza
profunda
invade
o
meu
peito
cheio
de
cicatrizes,
são
frases
não
terminadas
sufocadas
por
suspiros
levadas
pelo
vento...
Ainda
sinto
tua
chama
voraz
percorrer
minhas
veias
que
arde
e me
consome...
Como
a
folha
seca
caída
que
caminha
pela
terra
procurando
um
lugar
para
ficar,
eu
amplio
a
tua
imagem
e
tento
penetrar
na
tua
retina
e
ficar
contigo
para
sempre...
Naidaterra
abril/2007 |
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DESENHANDO
AS
EMOÇÕES
Naidaterra
Tua
boca
delicadamente
percorre
meu
corpo...
Cada
cantinho
é
saboreado,
investigado...
Não
me
mexo!
Eu
quero
sentir
cada
onda
de
prazer
e
desenha-la
com
tintas
fortes
na
memória...
Um
fantástico
mergulho
na
essência
das
emoções...
Desenhar
o
palpitar
do
meu
coração
que
é
fogo
intumescido,
cheio
de
paixão...
Desenhar
a
sensação
de
cada
toque,
cada
sentir,
e
viver
a
delícia
de
ver
em
tela
o
instante
do
amor
acontecendo...
Desenhar
o
sublime
momento
em
que
o
tempo
indignado
se
perde,
não
entendendo
o
seu
poder...
Dominam
os
amantes
eternizando
os
segundos...
Quero
o
ápice
do
prazer...
Desenhar
o
sentir
que
lampeja,
contorce
e
estremece
meu
Ser...
Mostrar
em
tela
majestosa
a
forma
de
todas
as
emoções
que
você
fez
acontecer
em
mim...
Naidaterra
Sampa
Julho/2007 |
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SOLIDÃO
Naidaterra
Sinto
frio,
abandono
e
uma
dor
que
não
se
explica,
não
passa...
Noites
de
insônia
e o
vento
a
rondar
como
um
fantasma
triste
cantando
seus
lamentos...
O
pêndulo
do
relógio
me
atormenta
mostrando
que
a
madrugada
ainda
demora
a
findar...
Aguardo
o
sol
que
chega
soturno,
sombrio
e se
vai
taciturno,
não
me
diz
nada
e
não
me
aquece
mais...
E a
noite
novamente
cai,
surge
o
luar,
as
estrelas
brilham
no
céu...
lindas...
Desesperadamente
tento
abraçá-las,
quero
ver
um
sinal,
algo
que
me
faça
sentir
que
estou
viva...
Mas
logo
chega
o
vento
soprando
a
mesma
canção...
solidão...
Naidaterra
Julho/2007 |
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E A
LUA...
Naidaterra
E a
lua
suspirou
emocionada
prolongando
a
noite...
Testemunhou
o
nosso
amor
gota
a
gota
como
eu
gota
a
gota
me
servi
do
seu
excelso
néctar,
demoradamente...
Naidaterra
Julho/2007 |
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NOSTALGIA
Naidaterra
Sentei-me
no
chão
coberto
de
folhas
que
outrora
caíram
das
árvores
e o
sol
no
seu
recolher
e
despertar
absorveu
o
verde
deixando-as
numa
tonalidade
opaca,
secas
e
frágeis
a
mercê
dos
ventos
e de
outros
caminhos.
Senti-me
como
elas,
arrancada
da
vida,
dos
carinhos,
dos
beijos
e
dos
sonhos
planejados
arrebatados
sem
tempo
de
vivê-los.
Cerrei
meus
olhos
e
deixei-me
levar
pelo
aroma
da
terra
molhada
e
pela
suavidade
do
vento...
Parti
em
busca
do
passado,
dos
dias,
das
noites,
dos
sorrisos,
das
luas...
Fui
ao
encontro
do
fascínio
expresso
de
um
olhar
querendo
me
amar,
sentir
o
toque,
ver
os
gestos...
Pedi
para
o
tempo
parar
e
deixar-me
nesta
nostalgia
cheia
de
carinho
acalentando
meu
coração...
Eternizar
o
momento...
Não
me
tirar
do
ninho...
Naidaterra
Julho/2007 |
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SENTIR
VOCÊ...
Naidaterra
Mesmo
antes
de
tudo
acontecer,
nossos
olhos
já
sentiam
saudades
e
nossos
corpos
pressentiam
uma
certa
ausência...
Indecifrável
esse
sentir,
mas
tão
real
quanto
a
premência
de
estarmos
juntos
e
fazer
calar
nossos
desejos...
Um
dia,
o
inverno
se
esconde
e o
Sol
se
abre
nos
aquecendo,
ternura
e
loucura
se
misturam
e
nossas
bocas
pareciam
profetizar
nossos
momentos,
tão
longos
quanto
sentidos...
Sentir
você
despertou
meu
corpo
adormecido,
uma
estrela
escondida
em
busca
de
seu
brilho...
Ouvir
tua
voz
ofegante
sussurrando
teus
desejos,
levou-me
a
delírios,
senti-me
de
repente
uma
flor
em
eclosão,
ares
risonhos,
paixão,
satisfação...
Sentir
você
me
penetrando,
caminhando
dentro
de
mim
nas
dores
de
um
intenso
prazer
me
fez
reviver
a
mulher
que
sou...
Sentir
a
tua
nudez
na
minha
saciou
minha
sede
e no
fervor
da
tua
boca,
meu
corpo
a
você
entreguei...
Sentir
você
é
bom
demais...
Antes,
durante
e
depois....
Naidaterra
Julho/2007 |
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Meu
Pai...
Naidaterra
Imortal
o
meu
amor...
Um
sentimento
que
o ar
me
mostra
a
todo
instante
espargindo
com
carinho
um
perfume
de
flor,
folhagem
e
terra
molhada...
Ah!
como
eu
amava
ver
teu
sorriso
quando
contava
teus
feitos,
acompanhava
o
brilho
nos
teus
olhos
e
podia
ouvir
as
batidas
do
teu
coração...
Meu
pai,
minha
vida,
um
homem
que
me
ensinou
que
onde
corre
água
há
vida,
nasce
muita
flor...
Papai
tinha
uma
terrinha,
nela,
cultivou
um
lindo
pomar,
laranja,
tangerina,
manga,
banana,
maracujá,
caqui,
morango,
abacate
e
amoras...
Nunca
vendeu
uma
só
fruta,
ele
doava,
partilhava
com
qualquer
pessoa
e
dizia,
a
terra
me
dá
de
graça,
os
frutos
todos
os
anos
na
época
certa,
não
é
justo
que
eu
cobre
o
que
me é
ofertado
de
graça...
Esse
homem
era
o
meu
pai,
uma
vida
que
amava
a
terra
e a
água...
Saudade
de
beijar
teus
olhos,
papai...
Homenagem
ao
meu
papai
querido
que
deve
ter
agora
um
pomar,
no
céu...
Naidaterra
Julho/2007 |
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INDIFERENÇA
Naidaterra
Se
nas
minhas
idas
e
vindas
tua
imagem
foi
se
diluindo,
penso
ser
a
minha
própria
desistência,
cansada
da
insistência
de
não
entender
tamanha
inconstância...
Parei
o
tempo
para
mantê-lo
imutável,
irretocável
e
imbatível,
manipulei
as
horas
dos
meus
dias
e
noites,
desviei
tempestades,
abri
caminhos
e
prolonguei
as
excitações
decorrentes
das
estações...
Ofereci
o
hálito
da
vida
presente,
Amor,
emoção
e
calor
que
cala
a
dor...
Rejeitou,
esperei,
se
calou,
cansei...
Eu
caminhei
e
não
percebi
que
ultrapassei
você
sem
sentir
mais
dor.
Nas
minhas
idas
e
vindas,
percebi
que
alguns
detalhes,
como
teu
nome
e
endereço
você
mesmo
foi
apagando,
tudo
por
conta
da
tua
indiferença...
Naidaterra
Agosto/2007 |
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Livro de Visitas
 
Para
pág. 8 |
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