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Poesias
DÉCIMAS
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Pág.
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XXXI
Quem
se
diz
um
sabichão,
Quem
pensa
que
sabe
tudo,
É
quem
nunca
olhou
pro
chão,
E
nem
pro
céu
–
sobretudo.
Somos
um
ser
tão
pequeno,
Talvez
um
simples
aceno
No
meio
da
multidão,
Humildade
é o
que
aconselho,
Pedir
a
Deus
de
joelho,
De
fronte
baixa,
perdão.
Raymundo
Salles
Brasil |
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XXXII
Não
preciso
olhar
pro
céu
Para
ver
meu
Criador,
Nem
andar
de-déu-em-déu,
Basta-me
olhar
uma
flor.
Nas
coisas
mais
triviais,
Na
flora,
nos
animais,
Nosso
Deus
é
tão
presente!
Mas
no
homem
–
não
garanto,
Embora
se
gabe
tanto
De
ser
tão
inteligente.
Raymundo
Salles
Brasil |
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XXXIII
Não
há
tristeza
no
mundo,
Nem
uma
dor
mais
pungente
Que
se
pensar,
lá
no
fundo,
Que
ninguém
gosta
da
gente.
O
remédio,
antes
de
tudo,
É
amar
a
Deus
sobre
tudo,
E
querer
a
nós
também,
E
como
a
nós,
nosso
irmão,
Bons
ou
maus,
como
eles
são,
E
viver
fazendo
o
bem.
Raymundo
Salles
Brasil |
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XXXIV
A
natureza
sagrada,
Pós
o
inverno
e
seus
horrores
Fica
toda
ensolarada,
Coberta
toda
de
flores,
Nasce
nova
Primavera!
Eu
queria
tanto,
sim,
Meu
inverno
fosse
assim,
Que
depois
de
longa
espera,
Uma
nova
primavera
Nascesse
dentro
de
mim!
Raymundo
Salles
Brasil |
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XXXV
Em
Deus
buscando
a
bondade
Poder
e
sabedoria,
Achei
a
felicidade
Que
todo
mundo
queria.
Para
lha
dar
de
presente,
E
fazer
você
contente
Neste
dia
auspicioso,
Embrulhei-a,
fiz
um
laço,
E
lhe
envio
com
meu
abraço
Muito
sincero
e
carinhoso.
Raymundo
Salles
Brasil |
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