FAROL ORANGE (Amapá)
Semira Adler Vainsencher
semiraadler@gmail.com
Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco

Por falta de recursos financeiros, e
sob a alegação de que a navegação litorânea no extremo nordeste da
Amazônia se dava muito afastada da costa, os primeiros registros do
Farol Orange datam de 1947. Ele fica situado em oiapoque, no Amapá.
Após a Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar, realizada na
década de 1920, a presença de um farol nas proximidades do Cabo Orange
foi tida como de grande importância, pois, além de apoiar a navegação,
funcionaria como um marco relevante, indicando os limites das águas
brasileiras jurisdicionais.
O local escolhido para abrigar o farol apresentava, porém, muitos
obstáculos à sua construção: o terreno era alagadiço, dificultando o
desembarque de material; havia a predominância de manguezais (com raízes
com quase dois metros de altura); e ele estava situado em plena mata
equatorial, em um meio ambiente verdadeiramente inóspito, em se tratando
de empreendimentos de obras arquitetônicas.
Devido a tais obstáculos, uma das estacas da base teve de ser fincada a
80 metros de profundidade. O Farol Orange possui uma torre de 50 metros,
feita de tubulões metálicos, e levou 11 meses de labor ininterrupto para
ser construído.
Nele, há uma placa de bronze onde pode-se ler:
Este farol, denominado Orange, demarca geograficamente o limite norte da
contribuição da Marinha do Brasil à segurança da navegação de nossa
costa. Sua luz assinala nossa soberania e a vigilante presença
brasileira nas mais remotas plagas amazônicas pertencentes ao Brasil.
Fonte consultada:
SIQUEIRA, Ricardo. Luzes do novo mundo: história dos faróis
brasileiros. Fotos Ricardo Siqueira; texto Ney Dantas. Rio de
Janeiro: Edição do Autor, 2002.
Semira Adler Vainsencher