SEBO LITERÁRIO

autor


LÚCIA
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Adoro quando Lúcia chega! |

O MUNDO EM SEUS BRAÇOS
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Se você abrisse os braços, me colocasse dentro? O céu choraria com pena da tristeza, que envergonhada suicidar-se-ia, dopara-peito do amor em grande estilo! Se você abrisse os braços, me deixasse sentir o tremor, de sua pele na minha? Os deuses dos sentidos se repugnariam da dor, que sem local tombaria, nas avenidas da incompetência! Se você abrisse os braços, me agasalhasse nos carinhos ternos? Os anjos em louvores inutilizariam a solidão, deixando caminho para as coisas de primeira grandeza. Então cantaríamos a beleza, sobre rupturas de futilidade! Se você abrisse os braços, valsasse comigo? Envergonhada de pensar por mim mesma, me esqueceria como rabiscos, em uma cantiga de amor, no tom de seu viver. Se por fim em seus braços, me convidasse para o amor? eu usaria cada uma das cores existente, para corresponder a cada suspiro seu, do amor então, seríamos arco-íris
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IDÉIAS DE AMAR
| Hoje, posso dizer o que sinto! Vem que te quero. Vem quero te olhar! Preciso te falar! Preciso de você para amar! Hoje o mundo não está presente, por certo não serei condenada. Hoje tocarei sua pele como há muito desejo. Sentirei teu calor e a essência de teus beijos. Como deusa de ti e senhora, a relutar as horas! Ao compasso do meu peito, que a te esperar me ordena, como julgo aprovado não ditar a minha pena. As horas passam. O silêncio faz frio na minha existência. Percorro me feito louca, tateio-me insana, em busca da doçura que tem sua boca, então vejo que não vens. Vendo que a hora passou. Eu, pobre amada inquieta, resignada, refugiada na possibilidade do poeta, fiz cumprir a ilusão, em doloroso tema: te olhando te falando te tocando, te amando! Neste poema!
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EXPLOSION
| Hoje sou
atômica! Sinto-me, mais destrutiva, que a assassina de Hiroshima. Cada átomo dimim, não encontra seu espaço. lutam entre si, pela maior radioatividade. Não posso ser tocada, sei que exalo negativismo. Hoje sou mais peçonhenta, que a serpente, Deixo o veneno fluir pelos poros! Sinto-me, mais má que a Medusa, se olhar para alguém sei que se dissipa. Sou mais cega que a própria, está na minha essência a escuridão. Apoderam-se de meus instante. Em um pulsar absoluto, passa por mim o trem da agonia deixa em meu paladar o gosto do negro! Minha saliva fora da boca, autentica lápide de sepulcro. Este momento não é momento é eternidade! Esta alma nesse momento não é a minha, está sob reflexos de uma mente depressiva, ao sabor do mundo cão. Vera Aguiar |

FOI ASSIM
| Quando ontem nos despedimos, não te deixei ir. Teu cheiro, se impregnou nas minhas roupas, teus olhos na minha mente, teus beijos na minha boca. Ficaste vulto na minha noite. Luz no meu despertar. Fizeste com sutileza, o que um anjo de veras não faz. Confesso com toda franqueza. O gostinho de quero mais! Vera Aguiar |

Déjà Vu
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Jeito maroto. Homem-moleque. "Senhor", deliciosamente atrevido. Tudo em ti me faz de sonhos viajar. Passo por seu rosto, te beijo mansinho. Toco seus cabelos, que em meus dedos deslizam. Tomo suas mãos, Trêmulas, quase úmidas, em calafrios, que suponho circular seu corpo. Vou agora até seus lábios, minha trajetória completar. Opa! O mundo nos olha. É preciso acordar. Vera Aguiar |

DIAS ESCUROS
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!...Aquilo tinha perfume e
cor. Trazia calafrios. Quando acontecia era sempre hora de sofrer. Na espera provocava a cólera do súbito desejo. Uma dor sem local tinha sua vez. Considerando o deplorável estado, vinha uma entrega de um estranho poder. Muitas pernas, muitas cabeças e muitos tudo. Em consequente ao fogo que devorava, lágrimas bem quietas rolavam, figurando uma tez deformada. Em lugar do sangue certamente, era bombeado gélido suor com impressão de vida. Dias, este circulo seboso a custa de uma paixão sonsa. Possibilidades! Possibilidades? Possibilidades. Coisa estranha era sentir-se, corpos de atração de todos aqueles troços. Vera Aguiar |

NO TOM DA DIFERENÇA
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Quando não te vejo, a saudade me assusta, pois no encontro com o desencanto, me pego sofrendo tanto, ai, esse amor tão caro custa. Como amante penso então: para meu doente coração, a vida é injusta. Quando te ouço me assusta, pois tudo em mim dói, a tua voz ofusca. Quando te olho me assusta, pois na menina de teu olhar, tem um homem querendo me amar. Quando te amo me assusta, pois mais distante fica a busca. Quando minha noite chega, tua ausência me assusta, pois meu abraço vazio, conforta-se no travesseiro, na minha cama o frio é, meu fiel parceiro. E minha alma assustada, busca a tua para ser amada, pois no sonho tudo é verdadeiro. Vera Aguiar |

LOUCURA POR OPÇÃO
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Rendo-me! Aos que pensam ser lúcidos. Aos que se acham perfeito e me julgam. Aos que conseguem ver em mim, o que sinto e não vejo. Aos que sabem tudo e se acham capazes, de estarem certos de sou louca. Deslumbra-me, os que dizem que os loucos, vêem o que não existe e, possibilitam o inevitável. Quero estar louca. Precisarei refugiar-me, na loucura, ao atingir a lucidez! Vera Aguiar |

SEU NOME
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Sim sou louca, mas não babo. Bebo! Não nego! Da fonte do amor sem medida. Louco? Os insanos. Loucura, em mim é um nome! Vera Aguiar |

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