SEBO LITERÁRIO

autor


JEITO-DE-CHUVA
| Quando chove sou feliz. Trago todas as paixões para meu colo. Faço-me berço de todas as ausências. O invisível, se eterniza na beleza dos próprios sentidos. Eu choro, pois em meu peito pula, um anjo de sonhos perplexos. Vera Aguiar |

SOLIDÃO A TRABALHAR
| Lá vai minha amiga solidão a vagar: Cidades, campos, mares, Comunidades e bares. Até lares e mesmo salas de reunião. Bailando sempre faceira, em face de brincadeira, não perde uma ocasião. Assim como o amor, nasce dentro dos seres, vivente do seu bel-prazer. Nas horas de desventura, a primeira a chegar, montada em cavalo branco, sem prepara não assustar. Do descuido coitado abusa. Fazendo dela freguês. Mas de frente com a magrela, malfadada tomba ela, sempre em face de alguém. Vera Aguiar |

O QUE NÃO VEJO TAMBÉM DÓI
| Hoje minha saliva é amarga e canta! As palavras já avisei, ligação direta com meu teclado, ( geralmente as pronuncio antes de escrever ). Quem hoje me ver chorar baixinho, finja não perceber. Do outro, em mim hoje, cabe apenas a discrição! Pois bela carga de ausências, povoa-me o coração! Vera Aguiar |

ASSIM QUE TE AMO
| Desculpa meu amor se insisto, mas aprendi que o tempo, a espera, são inimigos, de quem ama. Amigos apenas de quem quer esquecer. Eu não quero me acostumar sem você, nem aprendera não ouvir sua voz! Nunca quis me apaixonar. Temo o amor! Hoje tenho pavor do tempo! Sei que o homem não tem tempo, para pensar nessas coisas. A mulher faz com mais sutileza. Mas o homem tem que colaborar. Amor não tem dono, ambos precisam cobrar! Vera Aguiar |

FANTASIA!
| Para meu mundo de faz- de- conta, hoje te levei, brincando de cabra-cega, teus olhinhos vendei. Quando então suas fantasias, em meu comando por um dia, quase todas realizei. Vaca-amarela lenço-atrás, Ciranda-cirandinha ole-olá. Balança-caixão upa-upa, começou a esquentar. Bem na hora em que pensei, de você me aproveitar, coelhinho chegando na toca! Vieram me acordar. Vera Aguiar |

FICO ASSIM POR VOCÊ
| Nooooooooooooossa! Amoooooooooooooo! Amarrrrrrrrrrrrrrrrrr-te. Misto-de-dor-e-amor. Gosssssssssssto disso. Viajo de carooooonas, naaaaaaaaaaaaaaa dor. Por seerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr, frutos disstannnnnnntes, Assiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, temmmmmmm que ser. Emmmmmmmmmmm. coorpo de amor e dor, felizzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Por te pertennnnnncer! Vera Aguiar |

RESTOS DE NÓS
| A perfumar teu corpo, segue imortalizado nosso amor. Entre túmulos a gritar na imensidão vou eu, carregando o peito estilhaçado, em partículas de sonhos. Sorrisos ébanos levam-me, sombra, do que fomos. A rastejar vida, ciente para não cometer o pecado de interromper, o que vivemos, vamos nós, no meu singular desejo! Vera Aguiar |

CORDEIRO EU?...
| Estou a gaivota sem asas que não
comeram. Um cão de olhos rubros, dentes pontiagudos, crava-me, ( com linguagens subterrâneas ). Sanguinária do próprio corpo, dores desavisadas tomei! Vestida de nojo, sigo a sina do filho da ovelha, só que em mim? Amputação a sangue frio. Vera Aguiar |

NEM SÓ DE AMOR
| Hoje é claro. Vem da mesma víbora, o veneno que esfacela minha pele e, choca meu sangue! Hoje renego Lúcia! Hoje quero sangue ruim, dor e nem uma compaixão. Vera Aguiar |

A MOÇA CHOROU/O POETA NÃO VIU!
|
Esta noite chorei enfadada, por sonhos vil. chorei baixinho, você poeta e meu cúmplice não viu! De certo outras estrelas galgava, em outro céu a mirar. Amigo hoje disperso acredite, não sabes o que é sofrer, quando tal circo de horror, Em meu peito veio tecer. Poeta venha chore comigo meu desamor, pois ao som de flauta não mais doce, Vejo trevas ao meu dispor. Sei que andas em luas afáveis, assuntando madrigais, nos abraços de bela dama, sem ouvir que vos chama, meu pobre e triste ais. Hoje o sonho é traiçoeiro, preciso alguém matreiro, não basta homem qualquer. Para berçar tamanha dor, Tem que ter verso certeiro, Carregadinho de amor. Pois fato assim tem identidade, nada menos que poeta, sem maldade e muito carinho, para oferecer-me seu colo amigo e, assistir meu choro baixinho. Vera Aguiar |

Registre sua opinião no
Livro de Visitas: