SEBO LITERÁRIO

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MULHER/MÃE
| E agora mulher? Vai teu filho chegar, te amar como santa, de mãe te chamar. Tomará tua vida outros rumos, para vê-lo crescer. Pois, a fraca mãe vira fera, para a cria defender, servindo apenas a sombra, do próprio viver. Depois que a mulher fica mãe, tudo é motivo para chorar: chora se o filho sofre, chora por pensar, que este possa sofrer, chora a beleza de vê-lo sorrir, chora se na vida vencedor, este volta para agradecer. Mãe, algo difícil de entender, impossível de analisar. Não sabe se ri ou chora, mas, mostra o que é ser mãe na hora, que do filho perigos rondar. No papel que desempenha onde ficará você? Será que te bastará ser mãe, esquecendo a mulher? Cada dia olhará infinitamente, para os que ama e não se verá. Porém, tens um dia especial. Te cobrirão de flores, de ti lembrarão, para serem, abraçados! Sim, mamãe, deram-te este dia, para o filho não esquecer, que muito amor nos braços abertos, a mãe sempre, terá para oferecer! Vera Aguiar |

SONATA ILUSÃO
| Sua
ausência musiquei! Nas noites inebriantes, ela é tédio, berros de dor, agonia em canção. O som que leva minha alma é, o mesmo que pulsa meu coração. Em ondas que afaga, te dedilho, te toco sonada, em sonata de paixão. A tumultuar-me vem você, terno a me circular, sombra tonta em noite calada, faço-me sua amada, em sons gélidos, de triste drama viver. Vera Aguiar |

EU E AS VIOLETAS
| As
violetas roxas ditam-me regras, Violetas azuis me inspiram, me transportam além do amar, dando-me rédeas imaginárias, o infinito posso alcançar. As violetas rosas e brancas, como anjo me fazem cantar. Sapateando nas estrelas, flutuando o azul do mar. Nas amarelas me vejo mulher, em plena forma-de-flor, correndo campos afáveis, em delírios de amor. Violetas vermelhas quero, presente na minha solidão, por serem frias sentinelas, nas agruras da paixão. As multicores sabem me tocar, antecedem paixões ainda por vir. Pois são almas que cintilam, para amores frontear. Ai! As violetas me esperam! Não importa a cor, posso ver, em disfarces de amor-em-flor, violetas me socorrer. Me vejo desde criança, nas violetas roxas e belas, dançantes em rimas poéticas, sorrindo em minha janela. Vera Aguiar |

AMOR AFIM
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Quero! Agora! Os teus beijos. Quero! Meus desejos, por você, realizados. Traga! O aroma do teu cheiro, nos tatos das tuas mãos. Quero! O paladar da tua boca, na minha, a salivar. Pois esta indecisa paixão, só cala, se eu te provar! Sem alarde! Bastam teus passos mansinhos, para meu corpo tremer! Pois nossas almas ansiosas, farão com carinho, o manifesto carnal! Assim, tu serás minha oferenda, eu serei a tua prenda, em um banquete divinal. Vera Aguiar |

DE LA MANCHA
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Eis que em
meu socorro vem o pensante cavalheiro. Pensa em me dar a mão. Pula ao mundo que se apetece de mim. O andante com seu subjetivismo, dá a primeira abocanhada. Sem saber do que sou feita. Em dúvidas e vacilos, não sabe se me ama, ou se fica na triste figura. Atropelo sua armadura. Sirvo no cálice minha essência. Sua degustação me amarela; dou-me ao mundo, ou De La Mancha? Vera Aguiar |

SUA ARTEIRA
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Fecha a porta, Vá para rua, Hoje ao mundo vou mostrar, E para você, também provar, com jetinho, sou tua! Montei um plano embolado, para o nosso amor gritar! Ditando todas as regras, para os caminhos facilitar. Ao sair da porta pra fora, verás quem te adora, quando o horizonte fitar. Com letras de cores fortes, tamanho bom de se ver, muros, paredes e montes, teu nome vou escrever. Corra o mundo sem pressa. Cansando podes voltar, admirando cuidadosamente, o caminho por refazer! Sem pensar que sou egoísta, Verá que sou sua artista, entre me receber! Abra a porta com cuidado, antes de entrar, exposta atrás estarei, entre risos te darei, meus braços pra descansar! Vera Aguiar |

NOSSOS LENÇÓIS
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Nossos corpos suados, sobre rosas despetaladas, pelas confusões dos sentidos ébrios. Tendo como cúmplice o perfume, reluzente de brancas luzes. Quando o gozo é pleno, no timbre único, de vivermos, você em mim, eu em você! O vinho inofensivo, envergonhado assite! Nós dois. Vera aguiar |

Não Deixe o Tempo Acordar
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Algumas horas é pouco para um beijo! Vou te encontrar programado! Esquecer o mundo atrás da porta, e ele que se comporta, não deixe o tempo passar. Gosto do teu beijo e não me iludo, no faz de conta do desejo. você, vê se vem logo, para o tempo não acordar! Estou sedenta para contigo, ter um dia para beijar! Vera aguiar |

PERPLEXAS LÁGRIMAS
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Sabe
aquelas flores? Aquelas, que sempre acreditei ser nossa. Joguei no lixo. Minha vontade era comé-las. Uma a uma, pétala por pétala, ou folha por folha, sei lá como você as vê! Sentada no chão da sala, depois de quebrar o vaso, sujar todo o espaço. Oh besteira! Emergiu tua essência, daquelas benditas flores, me levando até teus lábios, objeto de meus fetiches, trazendo-me teus olhos, que não posso entrar. Nos quais morreria, ou mataria minha insanidade! Vera Aguiar |

SONETO DA INQUIETUDE
| Não Quero
amor, para uma vida durar. Quero dele vida intensa, enquanto for meu. Que faça, de minhas inquietudes, aconchego teu. Quero alguém manhoso, para me aturar. Para ser meu amado, tem que ser maroto. Um amor pode durar pouco, em dias contados. Desde que mesmo longe, esteja do meu lado. Fazer-se, amante amigo, com graças de garoto. Quero descobrir por fatos, o amor certeiro. Para que eu possa no ato, amores diferenciar. Sedada, como a virgem, no amor primeiro. Quero palpando sonhos, descobrir amor de verdade. Tirando de encontros vis, eterna dose amar. Provar à mim, enquanto pude, amei com sinceridade. Vera Aguiar |

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