"A Travessia do Atlântico"

Do Livro de Bordo

São Luís

A Caminho de São Luís

1ª PARTE

Editor:Carlos Leite Ribeiro

Navio CUCO
Excursão (virtual) ao Litoral do Brasil
(Coordenação e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro)

Estava tudo dentro do previsto e chegaríamos à cidade de São Luís, dentro do prazo previsto. Todos estavam ansiosos por pisar terra do Estado do Maranhão. Tentavam passar o tempo nas piscina ou no bar a jogar uns jogos muito complicados que o von Trina bem tentava ensinar, mas que ninguém compreendia. Até mesmo ele parecia que não sabia o que pretendia ensinar !
          Todos estavam numa boa, quando a Marisa, algo escalandizada, apareceu no bar quase a gritar: "Vocês já viram a porcaria que puseram no navio ?... Vão ao hall e admirem aquela "desgraça" que lá está". Algo surpreendidos pelas palavras da Cancioneira, todos se dirigiram ao hall, onde ela dizia que estava a tal "desgraça". As senhoras taparam parcialmente os olhos, fingindo que não queriam ver, enquanto os homens começaram logo a reclamar, pois receavam uma concorrência. O caso não era para mais, pois alguém tinha colocado a bordo (imaginem) uma estátua de mármore, representando um homem nu !
          O reboliço foi enorme, mas vamos reportar-nos ao relato do Abílio e da Luiza, que muito bem retrataram a situação:
         
       A Estátua - (Trabalho de Abílio e Luiza Terra)
          E lá estava a estátua, mais parada que preso na forca.
          Um reboliço enorme no Navio "Cuco", afinal como fora parar ali aquela peça (sabe lá se não fora roubada de algum Museu?).
          Os homens da tripulação estavam querendo colocar um pano vermelho para cobrir a pobre estátua; mas ia ficar parecendo para quem visse ao longe, que era um navio comunista, que podia ser apreendido. Era melhor deixá-la como estava.
          As mulheres olhavam com admiração e diziam que não era novidade alguma, pois se pensarmos bem, Deus fez o homem nu, então porque repudiarmos agora aquela pobre estátua, ...afinal o belo é para ser admirado. A Comandante Manuela, nem queria saber, e dizia calmamente: "Afinal o que tem demais essa estátua? É bela, bronzeada. E que musculatura, meu Deus!
          A Rosélia ficava cochichando com as colegas e dando risinhos, quando encontrou com o Von Trina, que, ato contínuo, deu uma raspadela na garganta, acompanhada de tosse seca. O Carlos estava gesticulando, e andando de um lado para o outro, dizia baixinho: - "Jesus do céu, como esta coisa veio parar aqui? Afinal de contas, o que fazer?". O Abilio, embora não achando muita graça, não dava o braço a torcer. Parando perto da estátua, dizia para os colegas: " - Acho que é obra de algum desocupado! A Luiza espiava de banda, e colocando a mão na boca, exclamava: "Deus do Céu! Nem nome a pobrezinha tem". Arlinda, Célia, Arneyde, Cristina, Gislane e Henriette paravam perto dela, elas usavam óculos escuros e olhavam de um lado para o outro bem disfarçadas, assim ninguém saberia ao certo para que direção estavam olhando. A Flora com um arranjo na mão, (eram lindos girassóis) experimentava colocar na estátua, mas não parava em lugar nenhum, assim ela deixou como estava.
          Vilma, Márcia, Marisa, Malou e Regina resolveram enfrentar a estátua. Subiram num banco, começaram a dizer algumas palavras e em coro cantavam e davam pulinhos. Nesse momento umas ondas bem fortes começaram a balançar o navio. Segurem...segurem... gritavam com vozes estridentes. . Então, se voltaram para ver de quem eram algumas vozes aflitas que se faziam ouvir. Bem só podiam ser dos três mosqueteiros, Tito, Humberto e Paulo, uma vez que o Dartagnan (o Nilson) havia voltado para terra, por motivo de urgente trabalho a ser executado. Ouviu-se, então, um enorme estrondo! Era tarde demais. No chão estava espatifada em mil pedaços a pobrezinha da estátua!
          Todos correram, e em volta dela diziam uns para os outros: -" Não acredito! Viram só! Meu Deus e agora! Será que ainda podemos consertá-la? Será um castigo dos deuses da Grécia? Nisso passou o faceiro "Mi Burro", relinchando feito doido e dando pontapé às tortas e às direitas. Olhou para todos e como um gesto de protesto, zurrou mais alto ainda, e seguiu em frente. A Comandante Manuela calmamente falou com os tripulantes: -" Fazer o quê! Já eraaa! Quem não gostou...gostasse! -Vamos continuar a nossa divertida viagem. E tratem de retirar, rapidamente, os restos mortais, ou melhor, os destroços da extinta estátua, senão irão todos para a cozinha, para descascar batatas, cebolas e pimentas! Ninguém disse uma única palavra. Saíram e foram fazer o que a comandante pedira...
          (Um abração, - Luiza e Abilio)
          
          A cidade de São Luís já estava muito perto. Era hora de começar a falar desta cidade que íamos visitar. Foi feito o sorteio dos oradores que iam falar da capital do Maranhão, e calhou à Vilma Matos começar a falar:

          São Luís – (Estado do Maranhão – Brasil)
          "A cidade de São Luís, foi fundada pelos franceses, em 1612, que pretendiam fixar-se no Maranhão. Porém, foram expulsos em 1615 e a cidade passou para o domínio dos portugueses, que entretanto, lhe conservaram o nome (de um rei francês , Luís Xlll). Tornou-se então, num dos pontos mais activos do litoral brasileiro, integrando-se no comercio colonial português. A partir do início do século XlX, começou a destacar-se no comércio do algodão, cultura que se expandiu, pelo vale do Rio Itapecucu. A partir de 1872, começou um período de decadência".
          Logo a seguir calhou à Regina Lyra falar, não sem antes compor bem o cabelo e dar um toque de baton nos lábios. Perguntou: "– É a minha vez ?..." Ela sabia muito bem que era, mas isto de mulheres ...:
          "A economia do Maranhão foi pouco a pouco abandonando a sua base agrícola, voltando-se para o extrativismo vegetal: Exploração de coco e cera de carnaúba. Regrediram as culturas de cana-de-açúcar e do algodão, criando o padrão de vida da população ao nível das regiões extrativistas. São Luís, foi declarada património histórico da humanidade, em 1997, preserva as ruas estreitas e os sobradões com fachadas de azulejo e sacadas de ferro".
          A Drª. Maria Nascimento, como já vem sendo hábito, tinha um belo trabalho feito sobre São Luís :
          (Trabalho da Drª Maria Nascimento)
         
          Como o nosso navio " CUCO " vai ancorar no Porto de São Luís, sugiro que, para maior comodidade, os tripulantes se hospedem no Hotel Brisamar que está situado numa esplêndida localização, com vista para a Praia e muito próximo a vários restaurantes populares, de boa qualidade, onde os clientes podem degustar despreocupadamente os pratos típicos da Cidade, com destaque para os frutos do mar ( peixes, lagostas, camarões, caranguejos, siris e outros crustáceos ), caldos, pizzas e tudo o mais que o cliente imaginar.
          O Hotel Brisamar, além de oferecer as vantagens já descritas, fica relativamente próxima da Lagoa do Jansen, Shopping center, centro Histórico, Teatro Arthur de Azevedo, Campos Universitário e CEPRAMA - Centro de Artesanato.
          O Maranhão está localizado na parte oeste da Região Nordeste. Foi uma área disputada por europeus, durante o período colonial. As marcas desse período estão em diversas construções, como as da cidade de Alcântara, tombada pelo Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Algumas das mais importantes áreas de proteção ambiental estão no Maranhão, tais como o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, com dunas de até 50 m de altura, e o delta do Parnaíba, entre Maranhão e Piauí. Na ilha do Caju, vivem espécies raras de aves, como o carcará.
          A agricultura e a pecuária são atividades importantes na economia do Maranhão, além da pesca, que lhe dá a liderança na produção de pescado artesanal do país. Afinal, o estado possui 640 km de litoral, o segundo maior do Brasil, que fornece produtos bastante utilizados na culinária regional, como o camarão, caranguejo e sururu.
         
          A produção O Maranhão aumentou de grãos, em 2000, e teve significativo crescimento industrial, de acordo com a Sudene. Apesar disso, o estado está entre os mais pobres do país. Possui renda per capita inferior à do Piauí, conforme o Ipea-Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. A população de grande parte do estado ainda sofre com problemas de saneamento básico e de desnutrição infantil. O Maranhão apresenta altos índices de desnutrição entre as crianças de 0 a 5 anos, de acordo com levantamento do Unicef (Fundo da Nações Unidas para a Infância), feito em 1999.
         
          Fatos Históricos :
          O rei João III, de Portugal, criou a capitania do Maranhão em 1534, entregando-a ao tesoureiro e historiador João de Barros. A região ficou abandonada por alguns anos, devido, em parte, à falta de ajuda oficial. Essa situação despertou a cobiça de estrangeiros, especialmente os franceses, que estabeleciam contato direto e vantajoso com os índios. Em 1612, os franceses, em expedição comandada por Daniel de la Touche, Senhor de la Ravardière, instalam a França Equinocial, e fundam São Luís, nome que homenageava o rei francês Luís XIII. Em 1615, os portugueses de Pernambuco, comandados por Jerônimo de Albuquerque, derrotam os invasores e iniciam a colonização. Em 1641, São Luís é invadida pelos holandeses, também expulsos por Portugal. Até o início do século XVIII, o governo português impõe medidas enérgicas aos lavradores, que são obrigados a produzir somente o que a metrópole julga de interesse comercial. Depois de um período de progresso econômico, com as exportações de algodão, a economia do Maranhão entrou em declínio. O empobrecimento de parte da população e a economia estagnada geraram revoltas, como a Balaiada em 1838. Os investimentos da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a partir dos anos 60 e 70, impulsionaram a modernização e o desenvolvimento do estado. No entanto, os grandes projetos resultaram na devastação da floresta Amazônica e em graves conflitos com os índios pela disputa das terras.
         
          Dados Gerais :
          Localização : Oeste da Região Nordeste
          Área : 331.918.05 km2.
          População : Cerca de 6.500.000 habitantes
          Relevo : costa recortada, planície litorânea com dunas e planaltos no interior
          Ponto mais elevado : chapada das Mangabeiras ( 804 m )
          Rios principais : Tocantins, Gurupi, Pindaré, Mearim, Parnaíba, Turiaçu e Itapecuru
          Vegetação : Mata dos Cocais, a Leste, mangues no litoral, floresta Amazônica a Oestee cerrado, ao Sul
          Clima : tropical
          Horário local : horário de Brasília
          Capital : São Luís
          Habitante : Luísense
          População : Cerca de 1.300.000 de habitantes
          Data da fundação : 08 de setembro de 1612
          Patriônio Histórico da Humanidade : declarado pela Unesco, em 1997.
         
          O Maranhão está localizado no Nordeste brasileiro e está limitado ao norte pelo Oceano Atlântico, a leste pelo Piauí, ao sul por Goiás e a oeste pelo Pará. Ocupa uma área de 328.663 km2, o que significa dizer que corresponde a 3,86 % da superfície do território nacional. Por sua posição privilegiada, o Estado apresenta características de unidade de contato entre o Nordeste, o Norte e o Centro Oeste, constituindo com o Piauí,o Nordeste Ocidental. A região meridional é o prolongamento do planalto central brasileiro com chapadas e chapadões tubulares cujas escarpas baixam gradativamente em direção ao Norte. Dadas as explicações preliminares, espero conseguir tecer comentários sobre São Luís, a Capital do Maranhão, uma vez que, dada a precariedade da permanência do " CUCO " e seus tripulantes no Porto, torna-se impossível conhecer melhor o Estado do Maranhão.
              
          São Luís
          São Luís, capital do Maranhão, encanta o visitante com seu charme arquitetônico, a variedade cultural e a deliciosa culinária. Seu Centro Histórico, considerado o mais harmônico conjunto colonial português da América Latina, garantiu à cidade o título de Patrimônio da Humanidade, concedido pela Unesco.
          Dentro da Ilha é possível ainda conhecer a religiosa cidade de São José de Ribamar. Indo ao continente, em uma rápida viagem de barco, em mais ou menos uma hora e vinte minutos, chega-se à cidade histórica de Alcântara, que fascina o visitante com o contraste entre suas ruínas coloniais e a moderna base espacial da Aeronáutica brasileira.
          Em São Luís os grandes destaques são o Centro Histórico e suas praias. O conjunto arquitetônico é um dos mais significativos do Brasil, com cerca de mais de 3.500 imóveis dos séculos XVIII e XIX. As praias , próximas ao Centro, oferecem excelente condição para o lazer e alimentação. O pólo de São Luís é bem estruturado, com magníficos hotéis e restaurantes. Pela sua localização próxima à linha do Equador, a temperatura é quente e úmida, o que recomenda o uso de roupas leves, protetor solar e óculos escuros. O visitante deve também se munir de roupas de banho para aproveitar as delícias das praias que ficam próximas do Centro da cidade.
          São Luís ocupa uma área de 518 km2 é está situado no litoral oeste da ilha de São Luís, no estuário dos rios Mearim – Pindaré, Itapecuru e Munim. A mais extensa parte da cidade se estende sobre um tabuleiro terciário da série Barreiras. É uma das cidades mais antigas do Brasil. São Luís foi fundada pelo francês Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière , no dia 8 de setembro de 1612. Apesar do apoio que receberam dos indígenas, os franceses foram expulsos pelos portugueses , liderados por Jerônimo de Albuquerque, em 1615.
         
          Principal via de acesso ao Centro de São Luís : Elevado Alcione Nazaré, em homenagem à cantora Alcione, a Marrom. Construído como um ponto defensivo, seu porto tornou-se um dos pólos do comércio marítimo no período colonial. Exportou açúcar e algodão e foi uma das cidades da economia mais desenvolvida do país até o final do século XIX, quando começou o seu período de decadência. A diversificação das atividades econômicas para o extrativismo vegetal e a cultura do arroz não impediu uma queda brusca no padrão de vida da população. A cidade estacionou o seu crescimento, preservando, contudo, um dos mais completos monumentos da arquitetura colonial brasileira, época em que foram tombados diversos edifícios e o acervo paisagístico e arquitetônico da cidade. As principais atividades econômicas de São Luís são as indústrias de beneficiamento e transformação, agricultura e exportação de produtos extrativos. Famosa como centro cultural no Brasil Império, a cidade é hoje um núcleo de riqueza folclórica. Atualmente, detentora de uma boa infra - estrutura de hotéis e outros equipamentos de hospitalidade, a cidade oferece atrativos ímpares de uma arquitetura secular disposta por ruas sinuosas, becos, escadarias e casarões com fachadas de azulejos portugueses, holandeses e franceses, reconhecida como Patrimônio da Humanidade, por suas inigualáveis características. Na Ilha em que está localizada São Luís, também se encontram Alcântara , que se destaca pelo seu conjunto arquitetônico, com visitas obrigatórias ao Pelourinho, que fica na Praça da Matriz, e aos prédios de imensurável valor histórico, bem como São José de Ribamar, com sua já conhecida tranqüilidade, belas paisagens e a culinária de excelente qualidade, com deliciosas peixadas, que por si sós, já justificariam a visita, sem falar na Basílica de São José de Ribamar. A cidade é considerada o santuário da fé dos maranhenses. O Maranhão, seguindo o exemplo de Goiás e Minas Gerais, implantou o Fórum Estadual de Turismo, o FORETUR / MA, onde serão criados espaços para discussões e reflexões relativas as ações voltadas para o desenvolvimento do turismo, ainda pouco difundido dentro e fora do Estado. O evento para instalação do Fórum ocorreu em São Luís, no dia 10 de julho de 2003, no Palácio Henrique de La Roque, quando contou com as presenças dos Srs. José Reinaldo Tavares, Governador do Estado, Walfrido dos Mares Guia, Ministro do Turismo, Eduardo Sanovicz, Presidente da EMBRATUR e muitas outras autoridades civis e militares e profissionais do ramo. Com a finalidade de intensificar a divulgação da indústria do turismo no Maranhão, foi realizado, em são Luís, nos dias 7, 8 e 9 de agosto do ano em curso, o segundo Congresso Maranhense de Turismo que contou com a participação maciça dos profissionais da categoria, para estudo de meios mais convincentes que possibilitem o enriquecimento teórico e criação de atrativos que possam aquecer o setor turístico, através da atualização de informações e divulgação das belezas naturais da região.
          Em setembro, fazendo parte das comemorações do aniversário da Cidade, 391 anos de fundação, houve uma programação muito intensa em São Luís:
          6º Festival Universitário de Reggae – Uni-Reggae, com a participação de compositores e intérpretes "amadores " , buscando incentivar o aparecimento de novos artista.
          17º Festival Maranhense de Poesias, objetivando o surgimento de novos poetas, bem como a formação de platéias apreciadoras de poesias.
          47ª Exposição Agropecuária Estadual do Maranhão, no Parque da Independência, em São Luís.
          Lançamento do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade – prêmio para a preservação do patrimônio cultural brasileiro, que abrange concorrentes de todo o Território Nacional.
          Na cidade de São Luís podemos destacar como principais pontos turísticos, além das Praias Ponta D’Areia, de São Marcos, do Calhau, do Caolho, Praia Grande, Praia Olho D’água, Raposa, Araçagy, ( a praia dos ricos ) etc. podemos visitar: a Pedra da Memória, o Palácio dos Leões, o Mercado das Artes, a Igreja da Sé, a casa do Maranhão, o Museus de Artes Visuais, o Mercado da Praia Grande, o Teatro João Vale, a Escola de Música, o Espaço Viva Cidadão, o terminal da Integração, o Solar dos Vasconcelos, o Convento das Mercês, a Igreja do Desterro e mais uma infinidade de logradouros que ajudam a compor o cenário turístico e cultural de São Luís e enriquecem, evidentemente, o Estado do Maranhão. Além do dos tesouros culturais, artísticos e religiosos acima citados, o Museu de Arte Sacra do Maranhão é um capítulo à parte, porque, sobre ele e o que o cerca, tudo que se escrever em seu louvor ainda é muito pouco. Foi fundado no dia 6 de março de 1991 pelo então Governador do Estado, João Alberto de Souza, anexado ao Museu Histórico e Artístico do Maranhão que possuía uma coleção de arte sacra de grande valor cultural, o que incentivou os administradores da época a destinarem um local de destaque para a exposição das peças. O sobrado escolhido, que fica na rua 13 de Maio, possui uma fachada em estilo neoclássico, revestido de azulejos portugueses do século XIX. Ao seu lado está situado a Galeria Floriano Teixeira, que contém também um rico acervo cultural. Nesse mesmo sobrado residiram Carlos Fernando Ribeiro, o Barão de Grajaú, que fazia parte da história política da Província, bem como José Matias Neves.
          O acervo do Museu de Arte Sacra do Maranhão é composto por belíssimas coleções de imaginária, ourivesaria, mobiliário e indumentária dos séculos XVII, XVIII e XIX.A história da imaginária religiosa no Brasil teve início em 1500, quando Pedro Álvares Cabral trouxe, a boro de sua caravela, o frei Henrique Soares de Coimbra e a imagem de Nossa Senhora da Esperança. Foi de Portugal que herdamos a religiosidade e a imagem sacra como peça essencial em nossas residências. No Maranhão, esta arte só foi introduzida no século XVIII. Em várias peças do Museu predominam características de objetos provenientes da cidade do Porto, em Portugal, que influenciou a ourivesaria em todo o Brasil. A entrada do Museu de Arte Sacra fica na rua do Sol, 302 e as visitas podem ser feitas de terça a sexta – feira, das 9:00 às 18:40 horas e sábados, domingos e feriados, das 9:00 às 18:00 horas.
          Principais igrejas de São Luís : Igreja da Sé, Igreja do Desterro, Convento das Mercês, Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Nossa Senhora do Carmo, São Pedro, Igreja da Boa Morte, Igreja da Graça, Igreja de Santana, Igreja Santo Antônio, Capela Laranjeiras e a Igreja de São João Batista que está localizada na Rua Colares Moreira, em frente á antiga Faculdade de farmácia e Odontologia e é a quarta igreja mais antiga de São Luís. Foi fundada em 1665, encontrando-se ainda bem conservada. Como muitas outras, a Igreja de São João Batista tem uma história: foi construída como pagamento de uma promessa feita pelo Governador Ruy Vaz de Siqueira.
          Um dos fatos mais curiosos da velha igreja, é que nela se encontra sepultado o delator da Inconfidência Mineira, o coronel JOAQUIM Silvério dos Reis, que se fingia amigo dos conspiradores, traiu os companheiros, em troca do perdão de dívidas fiscais, veio ao Maranhão e perseguido pelo seu remorso faleceu em São Luís.
          Padroeira de São Luís : Nossa Senhora Vitória.
         
          Ainda em São Luís, uma grande pedida é fazer uma visita ao grandioso centro de eventos, o Rio Poty Hotel São Luís que está situado na praia D’ areia, com fácil acesso ao centro da cidade e a 20 minutos do Aeroporto Internacional de São Luís. É dotado de 142 apartamentos , um pátio de estacionamento próprio, com garagens cobertas, lojas de conveniência, salão de beleza, sala virtual, salão de jogos, sala de massagem, piscina com cascata, saunas seca e a vapor, american bar e dois restaurantes. É considerado o maior centro de eventos do estado do Maranhão e tem seus salões climatizados e uma excelente infraestrutura de áudio – visual, além de ampla área destinada à realização de congressos, feiras, convenções, banquetes e coquetéis. Possui onze salões destinados a eventos, que ocupam mais de mil metros quadrados: Salão das Palmeiras, salão Carnaúba, Salão Juçara, salão Babaçu, salão Buriti, salão Olho D’ água, salão São Marcos, salão Araçaçy, salão Ponta D’ areia, sala Executiva ( 3 ) e Café São Luís. Seus restaurantes oferecem um cardápio bastante variado, destacando-se a Cozinha Árabe, às quintas- feiras, frutos do mar às sextas, feijoada com música ao vivo aos sábados e festival gastronômico aos domingos. Está situado na Av. dos Holandeses, na Praia da Ponta D’ Areia.
          São Luís impressiona o visitante desde o primeiro momento em que ele chega à cidade, pela diversidade de logradouros, praças, museus, praias etc. Mas, o que talvez impressione mais o visitante, é verificar o fenômeno que ocorre quase dentro da cidade, no cais, onde os catamarãs embarcam turistas para Alcântara e outros pontos turísticos. O cais fica situado num braço de mar, um igarapé, que sofre influência total das marés. Há uma evasão de água para o oceano de cerca de 7 metros. Isto significa que nas marés altas, o igarapé fica com mais sete metros de profundidade e quando atinge a maré mais baixa, com a evasão da água para o oceano, o igarapé desaparece, ficando sua areia totalmente descoberta, numa área tão extensa que não dá para se perceber onde é coberta pelas águas. Dado ao fenômeno, os catamarãs obedecem rigorosamente os ciclos das marés, sob pena de ficarem encalhados nos igarapés, sem a menor possibilidade de deslocamento dos mesmos.
         
         
ALCÂNTARA - MARANHÃO
          Levando - se em consideração a fase nativa do Estado do Maranhão, quando o povoamento se processa através dos índios, no local onde hoje está o município de Alcântara, existia uma grande aldeia dos índios tupinambás, cujo nome era Tapuytapera (que significa residência dos tapuios cabelos compridos), e que por sua vez tinham - na conquistado dos índios tapuios. Transformada em Arraial, Tapuytapera foi presídio militar em 1697, transformando-se mais tarde em paróquia, sob a invocação de São Matias e Transformada em freguesia em 1622.
          Em 1621, Tapuytapera passou a fazer parte da Capitania de Cumã, de quem era a capital, tendo como seu donatário o desembargador Antonio Coelho de Carvalho, irmão de Francisco de Albuquerque Coelho de Carvalho, Governador do Maranhão entre 1625 a 1636. Em 1648, a aldeia foi elevada a categoria de vila, quando recebeu o nome de Alcântara. Com a construção de engenhos para produção de açúcar a partir de 1645, começa o progresso da região. Foi criado a Câmara Municipal com quatro vereadores, um procurador e um escrivão.
          Em 1651 foi construído o convento dos Mercedários e dos Carmelitas. Em 1716 os padres jesuítas fundaram um colégio. A carta régia de 1754 extinguiu a doação de Alcântara e incorporou-a aos domínios da coroa.
          Alcântara era considerada um grande centro de produção devido a sua proximidade com São Luís. Era responsável pelo abastecimento da capital de vários produtos, principalmente de sal. A necessidade de produzir cada vez mais e a incapacidade de ter os índios como escravos, colaborou para que fossem levados um grande número de negros para Alcântara, transformando-a em um grande centro de escravidão. Em 1850 e 1860 Alcântara possuía 81 fazendas de produtos agrícolas, 22 engenhos de açúcar, 24 fazendas de gado e mais de uma centena de salina, o que lhe dava para a época uma posição invejável na economia do Estado, fazendo com que se destacasse como grande exportadora de produtos tais como: 1º lugar em sal, 2º lugar em açúcar, cachaça, couro e carne; 3º lugar em algodão, arroz, farinha e milho, 4º em tapioca e peixe seco. Com a participação do Maranhão no comércio de exportação de algodão para a Inglaterra, Alcântara alcançou o mais alto grau de desenvolvimento econômico e social, pois pelo fato de possibilitar a exportação de todo o espaço rural através do seu porto e pela proximidade com São Luís, ali se fixou a mais requisitada aristocracia rural do Maranhão, composta de ilustres famílias descendentes de nobres que ali construíram os seus inúmeros sobrados, com padrões de conforto iguais aos da Europa na época, mandando inclusive seus filhos estudar nos grandes centros universitários europeus Um dos grandes fatores que contribuiu para o desenvolvimento da produção econômica de Alcântara foi o seu espaço territorial, isto porque dos quinze municípios que ocupam a Baixada Maranhense, exceto Santa Helena e Anajatuba, todos faziam parte do município de Alcântara. Entre 1865 e 1870 inicia-se a decadência de Alcântara. Dentre as causas mais importantes destacam-se a produção açucareira de outras regiões, o deslocamento da economia em direção aos vales fluviais, a perda do Maranhão na exportação do algodão, e a partir de 1888 a libertação dos escravos. Atualmente, a economia da cidade de Alcântara tenta se equilibrar através do turismo, tendo como ponto de atração o que resta da arquitetura da época do império Transformada em Arraial, Tapuytapera foi presídio militar em 1697, transformando-se mais tarde em paróquia, sob a invocação de São Matias e Transformada em freguesia em 1622. Em 1621, Tapuytapera passou a fazer parte da Capitania de Cumã, de quem era a capital, tendo como seu donatário o desembargador Antonio Coelho de Carvalho, irmão de Francisco de Albuquerque Coelho de Carvalho, Governador do Maranhão entre 1625 a 1636. Em 1648, a aldeia foi elevada a categoria de vila, quando recebeu o nome de Alcântara. Com a construção de engenhos para produção de açúcar a partir de 1645, começa o progresso da região. Foi criado a Câmara Municipal com quatro vereadores, um procurador e um escrivão. Em 1651 foi construído o convento dos Mercedários e dos Carmelitas. Em 1716 os padres jesuítas fundaram um colégio. A carta régia de 1754 extinguiu a doação de Alcântara e incorporou-a aos domínios da coroa. Alcântara era considerada um grande centro de produção devido a sua proximidade com São Luís. Era responsável pelo abastecimento da capital de vários produtos, principalmente de sal. A necessidade de produzir cada vez mais e a incapacidade de ter os índios como escravos, colaborou para que fossem levados um grande número de negros para Alcântara, transformando-a em um grande centro de escravidão.
          Em 1850 e 1860 Alcântara possuía 81 fazendas de produtos agrícolas, 22 engenhos de açúcar, 24 fazendas de gado e mais de uma centena de salina, o que lhe dava para a época uma posição invejável na economia do Estado, fazendo com que se destacasse como grande exportadora de produtos tais como: 1º lugar em sal, 2º lugar em açúcar, cachaça, couro e carne; 3º lugar em algodão, arroz, farinha e milho, 4º em tapioca e peixe seco.
          Com a participação do Maranhão no comércio de exportação de algodão para a Inglaterra, Alcântara alcançou o mais alto grau de desenvolvimento econômico e social, pois pelo fato de possibilitar a exportação de todo o espaço rural através do seu porto e pela proximidade com São Luís, ali se fixou a mais requisitada aristocracia rural do Maranhão, composta de ilustres famílias descendentes de nobres que ali construíram os seus inúmeros sobradões, com padrões de conforto iguais aos da Europa na época, mandando inclusive seus filhos estudar nos grandes centros universitários europeus.
          Um dos grande fatores que contribuiu para o desenvolvimento da produção econômica de Alcântara foi o seu espaço territorial, isto porque dos quinze municípios que ocupam a Baixada Maranhense, exceto Santa Helena e Anajatuba, todos faziam parte do município de Alcântara. Entre 1865 e 1870 inicia-se a decadência de Alcântara. Dentre as causas mais importantes destacam-se a produção açucareira de outras regiões, o deslocamento da economia em direção aos vales fluviais, a perda do Maranhão na exportação do algodão, e a partir de 1888 a libertação dos escravos. Atualmente, a economia da cidade de Alcântara tenta se equilibrar através do turismo, tendo como ponto de atração o que resta da arquitetura da época do império. Alcântara é um precioso legado do passado nos tempos modernos, uma recordação viva de um modo de vida há muito obsoleto pelo progresso da tecnologia, como se estivesse selada numa cápsula do tempo. Quando ainda era uma Aldeia Tupinambá, chamou-se Itaperei, Tapui-Tapera, Santo Antônio, Santo Antônio de Alcântara e finalmente Alcântara. Explorada pelos portugueses no limiar do século XVII, já em 1648, foi elevada à categoria de sede do Grão Pará e Maranhão, uma vez que Grão Pará e Maranhão eram fundidos e geridos por uma só administração. Alcântara chegou ao auge do progresso com a produção de algodão e cereais com a vasta mão de obra escrava e o incremento externo com a emigração dos seus intelectuais formados em Coimbra. A decadência de Alcântara se deu com a queda do comércio externo, a partir de 1865, já próximo à Abolição da Escravatura e a proclamação da República do Brasil.
          Alcântara é cheia de ruínas de construções que remontam ao século XVIII e início do XIX. O IPHAN não permite recuperar as ruínas, apenas conservá-las de acordo com um planejamento muito bem coordenado.
          Alcântara apresenta um valioso patrimônio arquitetônico, lembrança de sua colonização portuguesa. A ausência de pressa é também um dos principais atrativos, condição essa necessária até para que se possa conhecer a cidade, que é praticamente calçada com pedra tipo cabeça de negro. Depois que foi tombada pelo Patrimônio Nacional, Alcântara, por sua posição geográfica estratégica, foi escolhida para abrigar a mais moderna base de lançamento de Satélite da América Latina. A sete quilômetros da sede, a base não interfere diretamente no processo cultural da cidade, nem tampouco na tranqüilidade dos turistas, mas é bom se acostumar a encontrar militares circulando pela cidade.
          Há em Alcântara uma infinidade de pontos turísticos, conforme discriminado abaixo: Ladeira do Jacaré, Capela das Mercês, Fonte das Pedras, Igreja do Desterro, Sobrado do Clóvis Beviláqua, Praça da Matriz, Pelourinho, Ruínas da Matriz, Palácio Municipal, Solar do Antônio Manoel Becmam ( ruínas ), Conjunto de Sobrados com Mirantes, Museu Histórico, Sobrado da Família Sousândrade, Palácio Preto – Artes Palácio Episcopal ( ruínas ), Paço da Quaresma, Solares dos Barões ( maiores números de ruínas ), Sobrado do Divino, Conjunto de Sobrados com eiras – e – beiras, Cavalo de Tróia ( sobrado de três andares ), Palácio do Imperador ( ruínas ), Igreja do Carmo ( atual Matriz ), Convento das Carmelitas ( ruínas ), Palácio do Imperador ( 2º, ruínas ), Forte de São Sebastião(ruínas), Igreja de São Francisco ( ruínas ), Largo do Rosário de São Benedito, Centro de Lançamento de Alcântara – C. L. A. , Praia da Baronesa ( Falésia e Mangue ), Igarapé da Itatinga, ( passeio ecológico dependendo da maré Praia da Itatinga, a melhor da região, de areia firme e plana, dependendo da maré o acesso é feito a pé ou de canoa. ( área ambiental e limitada.
          Matriz : Situa-se na Praça da Matriz. Não há informações precisas sobre a origem desta igreja, é provavelmente do século XVII. As ruínas da Matriz compreendem a fachada principal, um único campanário completo (o do lado esquerdo), uma torre sineira e parte das paredes laterais, formado por largas paredes de alvenaria de cal e pedra. A porta principal possui portada em cantaria. O frontão é determinado por cruz de ferro. Junto à porta principal da igreja, ficava o pelourinho. E do outro lado da praça ficava a cadeia (onde, hoje é a Prefeitura).
          O Pelourinho também está localizado na Praça da Matriz. É exemplar de elevado mérito arquitetônico, urbanismo e histórico. É uma coluna em cantaria, tendo na parte superior um trabalho em relevo. Sua base é muito simples, apoiando-se em piso de cantaria, está envolto por grossas correntes apoiadas em suporte de madeira. O Pelourinho, monumento simbólico de autoridade das Câmaras e prerrogativa dos municípios portugueses, foi erguido em dezembro de 1648 e tinha por finalidade o castigo dos escravos. Por muitos anos a parte superior do Pelourinho, a seção cilíndrica principal da coluna, ficou enterrada diante da porta arruinada da matriz, ali colocada em novembro de 1889. Seguindo informações de uma ex-escrava a peça foi encontrada, restaurada e colocada no local em que agora se encontra, em 1984. Tem as armas de Portugal lavradas em cantaria.
          O Forte de São Sebastião foi construído no ano de 1763. Em 18 de julho desse ano já se encontrava concluído. Em 1797 estava arruinado, estado em que se encontra até hoje. Do forte existe apenas muralha de pedra circundando o terreno, e velhos canhões dispersos. No local do Forte hoje se encontra um campo de futebol.
          A população comum continua morando, como morava no século passado, em habitações de pau-a-pique, em Alcântara e na maior parte da zona rural do Norte e Nordeste do Brasil. Em Alcântara, como em São Luís, há muitas praias com extensão média de 3 km. A maioria delas ainda está sem urbanização. O acesso às mais distantes é um pouco difícil, as principais praias da cidade são:

         Fim da 1ª Parte

A seguir:(02)

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         Carlos Leite Ribeiro

    Música de Fundo: Amante a Moda Antiga.