Navio CUCO
Excursão (virtual) ao Litoral do Brasil
(Coordenação e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro)
Depois, de um
merecido descanso após o almoço, todos os amigo se reuniram novamente no
salão, para desta vez falarem do :
Estado do Pernambuco
Pernambuco imortal
Bandeira de
Pernambuco
A Zena Maciel fez questão em descrever a Bandeira do seu Estado: -
"Nossa bandeira foi idealizada
pelos revolucionários de 1817 e oficializada, anos depois, pelo governador Manoel Antonio
Pereira Borba. A cor azul do retângulo superior simboliza a grandeza do céu
pernambucano; a cor branca representa a paz; o arco-íris em três cores (verde, amarelo,
vermelho) representa a união de todos os pernambucanos; a estrela caracteriza o nosso
estado no conjunto da Federação; o sol é a força e a energia de Pernambuco;
finalmente, a cruz representa a fé na justiça e no entendimento".
Brasão do
Pernambuco
E a Selma Amaral, também fez questão em falar, mas desta vez do Brasão do Pernambuco: -
O brasão de Pernambuco foi
oficializado pelo governador Alexandre Barbosa Lima, em 1895.
O leão representa a bravura do
povo pernambucano; os ramos de algodão e de cana-de-açúcar simbolizam nossas riquezas;
o sol é a luz cintilante do equador; as estrelas são os municípios. Ainda estão no
brasão o mar e o farol de Olinda. Na faixa, aparecem as datas históricas mais
importantes do estado: 1710 (guerra dos Mascates), 1817 (Revolução Pernambucana), 1824
(Confederação do Equador) e 1889 (Proclamação da República)
E ambas, fizeram também questão
de cantarem o Hino do Pernambuco, acompanhadas por um coro, mais ou menos desafinado: -
Letra
do Hino do Estado de Pernambuco
"Salve! Oh terra dos altos
coqueiros!
De belezas soberbo estendal!
Nova Roma de bravos guerreiros
Pernambuco, imortal! Imortal!
Coração do Brasil! em teu seio
Corre sangue de heróis - rubro
veio
Que há de sempre o valor traduzir
És a fonte da vida e da história
Desse povo coberto de glória,
O primeiro, talvez, no porvir.
Esses montes e vales e rios,
Proclamando o valor de teus brios,
Reproduzem batalhas cruéis.
No presente és a guarda avançada,
Sentinela indormida e sagrada
Que defende da Pátria os lauréis.
Do futuro és a crença, a
esperança,
Desse povo que altivo descansa
Como o atleta depois de lutar...
No passado o teu nome era um mito,
Era o sol a brilhar no infinito
Era a glória na terra a brilhar!
A República é filha de Olinda,
Alva estrela que fulge e não finda
De esplender com seus raios de luz.
Liberdade! Um teu filho proclama!
Dos escravos o peito se inflama
Ante o Sol dessa terra da
Cruz!" |
Calhou à Marcia Agrau ser a oradora seguinte. Embora afirmasse que era essencialmente
poetisa, leu e muito bem o seu apontamento: -
"Localizado no litoral do Nordeste do Brasil, Pernambuco é um dos maiores centros
turísticos do Brasil. Com inúmeras praias e uma arquitectura que mostra a presença
holandesa nos tempos do Brasil colónia, Recife e Olinda são as cidades mais visitadas. O
centro histórico de Olinda foi transformado em património da humanidade pela UNESCO. O
Carnaval e o Recifolia (carnaval fora da época) atraem grande número de foliões.
Destacam-se ainda a Festa de São João, em Caruanu, e o espectáculo da paixão de
Cristo, em Nova Jerusalém, ambas no Agreste".
Para continuar estes apontamento,
convido a Marry Charme para chegar aqui. Muito obrigado ! : -
"Nos seus 187 Km de costa
situa-se uma das praias mais procuradas do Nordeste, o balneário de Porto de Galinhas, no
Sul do Estado. Outra atracção é a Ilha de Fernando Noronha, a 340 Km do litoral
brasileiro. Na culinária tradicional têm destaque a buchada de carneiro e a de bode, o
sarapatel, a carne-de-sol com macaxeira e a moqueca de frutos do mar".
Tenho o prazer de chamar a querida
Gislaine Canales ... : -
"O povoamento efectivo de
Pernambuco começou em 1534, com a divisão do Brasil em capitanias hereditárias. A
território actual Estado do Pernambuco, correspondiam quase toda a capitania de, que
havia sido doada a Duarte Coelho, e parte da Itamaracá, que havia sido doada a Pero Lopes
de Sousa. No ano seguinte, Duarte Coelho chegou à sua capitania e chamou-a Nova
Lusitânia, tomando depois o nome indígena de Pernambuco, que quer dizer "mar
furado". Em 1537, Duarte Coelho fundou as vilas de Olinda, capital administrativa, e
Igaraçu. As duas vilas foram pontos de partida das expedições desbravadoras do
interior. Uma dessas expedições foi comandada por Jorge de Albuquerque, que penetrou o
sertão pernambucano até ao Rio São Francisco, assegurando a expansão da capitania e
combatendo tribos de índios hostis".
Márcia Smith, por gentileza chegue
aqui pois é a sua vez de ouvirmos a sua linda voz: -
"Os caetés, que não aceitaram a presença do colonizador branco, foram totalmente
exterminadas nas inúmeras guerras que se travaram. Como Duarte Coelho deu grande
incentivo à lavoura da cana-de-açúcar e do algodão, o crescimento económico da
capitania tornou-a num ponto cobiçado por piratas de países europeus. Sendo assim, e
1630, os holandeses invadiram Pernambuco.
Vindo de Belo Horizonte (Minas
Gerais) temos cá os amigos Abílio e Luiza Terra. Embora, as snhoras sejam sempre as
primeiras, vou alterar esta ordem de ideias e chamar o Abílio ...: -
"O então governador, Matias
de Albuquerque, prevenido, tentou uma reacção que acabou por não resultar devido à
superioridade dos invasores. Em Janeiro de 1637, Johann Moritz von Nassau Siegen
chegou ao Recife como comandante das tropas holandesas e governador geral. Em 1645,
um ano após a partida de Nassau, irrompeu a insurreição pernambucana, movimento de
grande amplitude que visava a expulsão definitiva dos holandeses. Destacaram-se os
líderes André Vidal de Negreiros, Henrique Dias, António Filipe Camarão. As lutas
intensificaram-se e, em 1654, os holandeses foram expulsos da colónia".
Chega aqui Luiza ... Tenho o prazer
de chamar a minha esposa ... Palmas para ela ! : -
No texto que acabou agora de ser
lido, falámos de:
"Duarte Coelho: - Duarte
Coelho Pereira, fidalgo português, nasceu em Miragaia (Porto) entre 1480 e 1485 e morreu
em Olinda em 1554. Filho de Gonçalo Coelho, foi donatário da capitania hereditária de
Pernambuco, em 1554. Fundou as vilas de Iguaraçu e Olinda. Venceu os índios caetés,
aliou-se aos tabaíres (ou tabaiares), desenvolveu o cultivo da cana-de-açúcar e
instalou os primeiros engenhos, proporcionando grande prosperidade à capitania".
Para continuar ainda neste tema,
chamo a queridíssima Flóra Cavalcanti, que fez umas belas pinturas nas unhas da Rainha
Gladis ! : -
"Matias de Albuquerque : -
Conde de Alegrete. Militar e administrador colonial. Como governador do Pernambuco,
combateu os holandeses que em 1624 tinham invadido a Bahia e aprisionado o seu governador,
Diogo Furtado de Mendonça. Sucedeu a este no cargo, mas em 1625 regressou a Portugal, sem
ter conseguido a reconquista. Por ocasião da nova invasão dos holandeses, desta vez a
Pernambuco, retornou rapidamente ao Brasil e infligiu-lhes algumas derrotas, à frente dos
guerrilheiros do Arraial do Bom Jesus. Obrigado, porém, a uma retirada estratégica ante
das forças de Diedrick Van Waerdenburch, incendiou os armazéns do Recife e continuou a
luta através de guerrilhas, conseguindo forte adesão popular. Com o reforço das tropas
do Conde de Bagnuolo, enviadas pelo então rei de Espanha e de Portugal, retomou Porto
Calvo e mandou enforcar Calabar. Em 1635, vítima de intrigas e invejas dos fidalgos da
Corte, foi encarcerado em Portugal, durante cinco anos. Após a Restauração da
Independência de Portugal, saiu da prisão e foi nomeado Comandante do Exército do
Alentejo, tendo derrotado os espanhóis em 1644, nas planícies do Montijo (Espanha) mas
foi derrotado em Telena".
A querida amiga e muito apreciada
trovadora, Maria Nascimento, vai continuar este tema: -
"Rio São Francisco: - Tem um comprimento de 2.624 Km, e é o rio dos Estados de
Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, pertence à bacia a que dá o nome, e nasceu
na Serra da Canastra (Minas Gerais) a mais de mil metros de altitude e desagua no Oceano
Atlântico. Forma diversas quedas de água (cachoeiras) das quais, a mais alta é a de
Paulo Afonso, entre a Bahia e Alagoas. Navegável em quase toda a sua extensão, é o
maior dos rios genuinamente brasileiros, denominado "rio da unidade brasileira",
por servir desde os tempos coloniais, como elemento de ligação entre o Sul e o Nordeste
do Brasil".
Vou chamar o Paulo Tamiazo, também
conhecido por " Paulinho da Câmara" ... : -
"André Vidal de Negreiros: -
Nasceu em 1606 em Engenho São João PB e morreu em 1681 em Engenho Novo, Goiana PE.
Combateu os holandeses na Bahia e depois no Pernambuco, onde foi o cérebro da
Insurreição Pernambucana. Destacou-se nas duas batalhas de Guararapes.
Henrique Dias: - Guerreiro
brasileiro que se distinguiu na luta contra os holandeses. Em 1638, defendeu a Bahia o que
lhe valeu o título de fidalgo e o hábito da Ordem Militar de Cristo. Foi ainda
capitão-do-mato para extinguir os quilombos da Bahia. Participou em 1648 e 1649, nas
batalhas de Guararapes contra os holandeses e, colaborou em 1654, na recuperação do
Recife".
Chamo a Adriana ... Palmas para ela
! :-
"António Filipe Camarão: -
Índio potíguar, herói da guerra contra os holandeses (Pernambuco 1601 e no Recife 1648.
Chamado Poti pelos indígenas, foi um incansável batalhador nas lutas do Rio Grande do
Norte à Bahia, nas batalhas de São Lourenço, Porto-Calvo e Mata Redonda. Teve
actuação decisiva na primeira batalha dos Guararapes, comandando uma ala do exército
brasileiro. Em reconhecimento, a Coroa Portuguesa concedeu-lhe o título de Don e
investiu-o na função de governador e capitão-mor de todos os índios da costa do
Brasil, entre o Rio São Francisco e o Maranhão. Sua mulher Clara, participou a seu lado,
na luta contra os holandeses, destacando-se na batalha de Porto Calvo, em 1637".
Tenho aqui a indicação para
chamar o Sr. von Trina, aproveitando para lhe desejar uma rápida recuperação da sua
doença "chopinho" ... : -
"Ocupação Holandesa: - Na sua segunda investida no Brasil, os holandeses ocuparam a
mais rica das capitanias, Pernambuco. Coube a Matias de Albuquerque a fortificação e
defesa da cidade. Em 1630, chegaram as forças holandesas comandadas por Hendrick Lonck,
que desembarcaram em Olinda, obrigando a retirada dos brasileiros. Matias de Albuquerque
incendiou o porto e organizou guerrilhas, fazendo com que o inimigo recuasse e fosse para
o Recife. Posteriormente, criou um posto fortificado, com o nome de Arraial do Bom Jesus.
Novas forças vieram da Holanda e houve promessas de reforços de Portugal e de Espanha
(de 1580 a 1640, Portugal esteve sob o domínio de Espanha, só recuperando a soberania no
dia 1º de Dezembro de 1640). Apesar da bravura dos brasileiros, a partir de 1632, os
holandeses passaram a dominar a luta, na qual contaram com a colaboração de Calabar. Em
1635, rendeu-se o Arraial do Bom Jesus, devido à desproporção de forças beligerantes.
Com os reforço vindos de Portugal e de Espanha, os brasileiros já dominavam a faixa
costeira que vai do Rio Grande do Norte até Alagoas. Os holandeses organizaram as suas
forças e nomearam governador o Conde Maurício de Nassau. Destacaram-se nestas lutas,
além de Matias de Albuquerque, o índio Filipe Camarão, o negro Henrique Dias e o branco
Vidal de Negreiros, unindo-se as três raças na defesa contra o invasor".
E vem a minha linda e amada
Cristininha, para continuar, ainda, este tema: -
"Calabar: - Domingos Fernandes
Calabar (1600 1635). Militar brasileiro, foi educado pelos jesuítas. Incorporou-se
às forças de lutavam contra os holandeses e, mais tarde, passou-se para o invasor,
conseguindo, com seu conhecimento do terreno, mudar o curso dos acontecimentos.
Aprisionado em Porto Calvo por Matias de Albuquerque, que se retirava para o Sul, foi
enforcado.
Zumbi: - Chefe do quilombo dos
Palmares, na sua fase final. Tinha o seu mocambo (povoação) a 16 léguas do Porto Calvo
(Alagoas)".
Carlos Leite Ribeiro
A seguir:
(03)
índice da Viagem
Midi: Frevo Mulher - Zé Ramalho