Antologia Virtual
-IV-
PÁGINA 4


 

11 -

Luiz de Carvalho Pádua

 

Até breve amor.
Prosa poética – p/ Luiz de Carvalho Pádua


Era noite. Nós, você e eu tínhamos o mundo inteiro.
Um mundo encantado cheio de sombras,
Iluminado apenas pelo luar.
Você em meus braços entre apaixonados beijos
Seus lábios cheios colavam-se ardentemente aos meus.
Sentia-me vivo e forte porque
Estávamos amando contentes e felizes.
Deixamos que o sonho nos levasse num encantamento sem fim.
Parecia que nós dois, a noite, as estrelas e a Lua
Formávamos um único ser estreitamente unidos.
Até que as estrelas foram empalidecendo no céu,
As sombras iam-se desaparecendo.
Nenhum de nós tinha coragem para se despedir.
Tomei a iniciativa e murmurei um adeus pesaroso
Com um apaixonante e úmido beijo
Com os olhos lacrimejantes você beijou-me os lábios,
Murmurando quase num cochicho:
Até breve, amor.
A Doença do crime
p/Luiz de Carvalho Pádua

~ * ~
A cadeia não tem sido o remédio suficiente para o criminoso, sendo, mais que outra coisa qualquer, um dos próprios sintomas da crueldade assassina. O crime é uma doença, embora seja uma doença mais da sociedade, sobre a qual se faça sentir sua ação deletéria.
Tanto o poder legislativo, quanto o executivo e Judiciário, têm agido com indiferença a tão grave problema sem, no entanto, sentir suas ações no sentido de extirpar de vez, a marcha constante desses psicopatas, sociopatas e criminosos comuns, nos caminhos da violência.
Segundo disse Thomas Payne: “Quanto mais uma doença se aproxima de uma crise, mais fácil é curá-la”.
Pois bem, a doença do crime chegou à sua crise.
Estaria próxima a cura?
Com a palavra as autoridades e os Doutores da lei.
A VIDA É UM TEATRO
Luiz de Carvalho Pádua
 

~ * ~
A vida é um teatro, o mundo é o palco, e o enredo se baseia nas nossas ações, mas todos conhecem o final da história: nascemos para morrer.
Nós somos os atores, cada qual com seu “script” para representar.
No entanto, não sabemos de onde viemos, porque viemos, ou para onde vamos. Afinal, o que viemos fazer aqui? Por que vivemos para morrer? Será que existe mesmo um ‘“Poderoso Chefão” dono de tudo isso?
Não sabemos de nada, “nadinha mesmo”; tudo é mistério indesvendável. Mas tem gente que acha que sabe e conhece tudo, principalmente em se tratando de “coisas do outro mundo”. Será que essa gente veio lá do outro lado, ou surgiram das cinzas de algum vulcão...
Teoria, cada um tem a sua. Mas alguns têm plena convicção que a doutrina religiosa que adotaram é a correta. Neste caso não respeitam nenhuma outra teoria. Porque respeitar, se tudo o mais é errado... Ateus por exemplo, não podem existir; eles não crêem naquilo que nós cremos; não crêem nos mistérios de Deus, pensam diferentemente. “Ateus são demônios”, dizem... Somente eles são os “certinhos”, mas ignoram que podem ser os vilões. .
Outros querem ganhar dinheiro â custa de pregações religiosas, mas na verdade não sabem nem onde está localizado o seu nariz. Falam baboseiras dos mistérios da vida, que só eles acham que conhecem. “Será que já deram um passeio por lá para saberem tudo que dizem”?
Na verdade são uns enganadores, mas com isso eles ganham muito dinheiro mesmo... Trabalhar pra quê? Quanto mais “besteira” falar, melhor; engana mais. É mais ou menos como certo político que temos por aqui: quando está em cima de um palanque só “vomita asneiras e palavras mentirosas, é um grande enganador”. E o povão bate palmas. É venerado como fosse um “deus”. É disso que o povo gosta. Mas mesmo assim esse tal político tem que falar também pra gente mais culta, neste caso ele tem gente especializada para escrever o que se deve falar. Bobo ele não é, pelo contrário: muito esperto mesmo.
Na realidade eles também são atores; Têm seu “script” e seguem-no à risca. Alguns do lado de cá, outros do lado de lá, e outros mais em cima do muro.
É bem mais fácil viver à custa da ignorância do seu semelhante do que ter que representar “dando duro”. Isso é fato. “Trabalhar dá trabalho, é trabalhoso e cansativo”. Viver à custa de quem trabalha é bem mais fácil. O negócio é ser esperto; “eles que trabalhem, enquanto eu construo minha riqueza em cima deles”, pensa o mais esperto.

Desde que nascemos, somos na verdade um títere manejado por alguém, ou pelas mãos de “não sabemos quem”.
Na verdade, passamos a vida representando, e desempenhando o nosso papel. Alguns têm o papel de “mocinho” e outros, de “bandido”. Aonde quer que estejamos, estaremos sempre representando e, só deixaremos de representar quando dormimos, ou... Morremos.

 

 

12 -

Sá de Freitas

Samuel Freitas de Oliveira, mas uso o pseudônimo de Sá de Freitas para escrever. Bacharel em Letras. Quatro livros publicados por conta própria, as duras penas: Raios de Otimismo, Luzes de Esperança, Fragmentos D'Alma e Folhas Dispersas, já esgotados, sendo que os dois primeiros foram transformados em E-Books. Comecei a rabiscar, como faço até hoje, desde criança e, aos treze anos de idade, pus-me a publicar poesias, crônicas, contos, pensamentos e artigos, em vários jornais e revistas do Estado de São Paulo. Meus trabalhos, quase sempre, são dedicados à paz mundial, à paz íntima, à esperança e à defesa ecológica. Sou membro efetivo das Academias: AVPB (Academia Virtual Poética do Brasil) AVSPE (Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores) AVBL ( Academia Virtual Brasileira de LETRAS) e ACADEMIA BRASILEIRA DE POESIA - CASA DE RAUL DE LEONI - não virtual-. Cônsul dos Poetas Del mundo em Avaré-SP , faço parte de vários Sites e Grupos no Brasil e fora dele. Em 03-12-2011, ganhei a Comenda CHAVE DE OURO no 5º Festival de Sonetos, promovido pela ACADEMIA JACAREHYENSE DE LETRAS -Jacareí-SP, não virtual, Mais recentemente,2012, venci um concurso com "versos livres" na MINIRREVISTA LITERÁRIA "CONTANDO E POETIZANDO", não virtual também, e participei de várias Antologias.
Gosto e componho em todos os estilos poéticos, mas opto para o Soneto, por considerá-lo a essência da poesia. Entendo um pouco de música e de pintura. De resto sou muito simples no viver, no agir e no vestir-me, pois entendo que é na simplicidade que compreendemos a razão verdadeira da vida.

 

 MEU LIVRO ÍNTIMO


Meu íntimo era um livro desfolhado,
Por torturas mentais e pelo pranto;
Pela saudade, pelo desencanto,
E pelas dores vindas do passado..

Por muito tempo assim abandonado,
Ficou na Estante do viver... Enquanto,
Bibliotecário eu, sentado a um canto,
Indiferente o via mutilado.

Mas resolvi reencaderná-lo em cores:
Antes tirei-lhe as manchas e os bolores,
Deixados pela minha intemperança.
À sua capa dei mais resistência,
Seu título mudei: pus "persistência",
E quem o prefaciou foi a esperança.
=(Samuel Freitas de Oliveira)
Avaré-SP = Brasil


~ * ~
SÍNTESE DE ALFA E ÔMEGA
Sá de Freitas


Miopia mental, poeira nos olhos,
Trombadas na estrada, feridas nos pés...
O dia amanhece, a gente procura correr mais depressa,
Buscando ilusões.
A Terra girando, a tarde chegando,
O corpo cansado,
Move-se mais lento...

Olhar aguçado não tem o que ver,
Além de um passado,
Perdido em lembranças,
Que cheiram saudade.
A noite vem lenta, luar de remorso,
Estrelas sumindo,
Nuvens de adeuses,
Holocausto de sonhos,
No templo do tempo,
Relógio batendo na torre do nada,
A girar seus ponteiros,
Anti-horário mostrando retrocesso constante,
De uma existência,
que teve seu brilho,
Blackout total.

Estrada findada,
O corpo em poeira,
E a alma no Espaço...
SÓ!
Samuel Freitas de Oliveira
Avaré-SP-Brasil


 

13 -

Anna Paes Leme Jota

Anna Paes Leme Jota - Goiana de Itumbiara; nasceu a 07 de Março de 1955. Filha de português e mineira descendente de franceses cursou seus estudos sempre em colégios salesianos de onde veio sua formação católica praticante e ao final suas ramificações, como a maioria, espiritualista. Casada, mãe de quatro filhos, reside em Brasília.
Sempre escreveu histórias infantis e na adolescência já fazia poeminhas (o que na verdade não é seu forte e sim as artes plásticas). Desenhar era primordial e fazia parte do dia-a-dia estendendo-se até os dias de hoje com óleo sobre tela. Bibliografia:Livros digitais editados - Recortes; Ensaios; Sin Estribillo;Do nada, a ti; Rascunhos; Tin-Tin; Sem Sentidos; Faces;perambulando; Noites de Amor; Ouse ser e outros.

 

Certezas
Anna Paes


Alma minha, vagará triste e confusa
Voará entre as nuvens
Ou se cobrirá de saudade?
A despedida se dará a tarde?

Levarás as flores e os perfumes
dos jardins cultivados?
Sem abraços tardios, romperemos
Carne - essência.

Com certeza a matéria
em pó se esvanecerá!
Só um grito ecoará entre as nuvens:
- Liberdade!

Alma minha, só tu resitirás ao tempo
Ao eterno clique do Pai
Indo e vindo entre matérias

Estrelando em outro palco,
Alma minha, roupagem diversa te cobrirá!
E, nos palcos d'outra era - estrelarás!
Anna Paes- 18/02/12

 

Delírios no Deserto
Anna Paes


Os sonhos se desfazem quando já não acreditamos que um dia fomos amados
...por um minuto apenas, mas amados realmente.
Aquela sensação gratificante de que somos lembrados com frequência,
desaparece quando nenhuma linha chega, nenhum e-mail acontece!
Fica na areia solta ao vento, no temporal do deserto,
todo o sentimento.
Eu dizia um dia: Não quero que me peça em casamento...
Tudo flui de maneira irreparável, os sonhos murcharam
Sem regas ficaram

Aconteceram tormentas, os barcos sobre as águas, naufragaram!
Os camelos morreram de sede e o oásis secou...
Foi-se o sonho mais puro, o amor mais criança
Foi-se minha túnica, seu manto, rasgou-se com o vento
todas as cortinas, os véus!
Quebrou-se o vaso da Flor...
As tendas vazias, solitárias, guardam apenas as lembranças
Perfumes exóticos pairam, ainda no ar!
Almofadas sujas de amor, derramadas sobre os tapetes
lágrimas de agora, quase secas, recém choradas!
Sonhos escoados...
Apenas a tumba delirante me chama.

Foi-se o Poeta ao Deserto,
Murchou-se a Flor no Cerrado!
apagaram os rastros de seus pés?

Que história ainda tens a contar?

 

14 -

Gal Braga

Gal Braga, nascida em Salvador/BA, psicopedagoga, sempre amei ler, principalmente, biografias e poesias.Trabalhei com Projetos Educativos com meninos da periferia.Comecei a rabiscar uns versinhos, como uma terapia, isso me fazia bem e foi através do Poeta Jorge Linhaça que comecei a escrever.Sou ariana, persistente , corro sempre atrás de meus objetivos.
 

Marcas do Silêncio


Uma criança chora
no silencio da noite.
Ela se retrai
aos toques não permitidos.
Em posição fetal,
ela se cala e chama por Deus.
Falta-lhe força.
Imobilizada
ouve impropérios, ameaças.
Sente a força bruta
a superar sua fragilidade,
a macular sua pureza.
Num murmúrio silencioso,
a criança clama:
-- Deixou-me só, Mãe?
-- Não me escutou, Ò Deus?

GAL BRAGA (sh@nti
)




~ * ~
Caçadora de mim
Gal Braga


Cansei de ser presa fácil,
submissa, por opção,
troféu em exposição,
disponível, "slave", enfim
pois, quero daqui prá frente
ser caçadora de mim!

As algemas não visíveis,
vendas, cordas perfumadas
que me prendiam a você .
Esses "fetiches" criados,
por nós idealizados,
que só nos dava prazer.

Quero estar sempre ao seu lado
por toda a eternidade
e unidos até o fim.
Sem elos e sem amarras,
resgatei a liberdade,
sou caçadora de mim!

Gal Braga (sh@nti)


15 -

Itana Goulart

Nascida em Salvador- BA no dia 16 de maio.
Residente no Rio de Janeiro.
Formação Superior
Escrever é minha paixão.

 COMO?
Itana Goulart


Como ficar sem teus afagos?
Não ter tua mão a acariciar meus cabelos
nos meus momentos de desespero
Falta-me teu meigo sorriso
teu olhar profundo e amigo
a acalentar minhas noites insones
Tornando meu sono tranquilo

Como não chorar tua ausência
nessa minha grande carência?
Como não ter do teu corpo
o calor nas noites frias
que me abraçava e me aquecia?
Tudo que sei, foi contigo que aprendi
Por que não me ensinaste como viver sem ti?

 ( ME PERDESTE..)
Itana Goulart


Sou nômade, animal selvagem.
Não tenho parada, nada há de me prender
Nem mesmo o teu amor ...


Liberta-me dos grilhões
Desse amor doentio que me castra.
Creia, acabou!



Cansei de ti, do nosso amor, cansei de nós...

O amor só existe se houver liberdade.
 

 

TEU OLHAR NO MEU
Itana Goulart


Em meio a multidão
Meu olhar encontrou o teu
Fiquei hipnotizada, vidrada
Com tudo que teu olhar falava...

Meu olhar no teu
sorrindo indagava:
será mesmo pra mim
ou estarei enganada?

E o teu olhar no meu
respondeu e perguntou,
são teus os olhos meus,
neles não vês refletido
o mesmo amor que há nos teus?

Meu olhar penetrou,
no fundo da alma tua,
e segredos desvendou...
Meu olhar descansado,
no teu ficou fixado...

Lá estava guardado,
o amor que tens por mim
e nunca me foi revelado...

 

 

 
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