Antologia Virtual
-IV-
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Varenka de Fatima Araújo

Varenka de Fatima Araújo. Reside em Salvador-Bahia. Figurinista, funcionária pública, formada em Direção Teatral, artista plástica, dançarina, poetisa e escritora. Participou de trinta e cinco Antologias. Livro de sua autoria: “ELA EM VERSOS”, Edição 2011; Fatos e Retratos, Crônicas e Contos, Edição 2012 pela editora Celeiro de Escritores. Artpoesia,Prêmio Valdeck de Almeida de Jesus,Varal do Brasil, Poeta Mostra tua Cara,Cappaz, Del Secchi. Membro da Academia de Cultura da Bahia.
Blog: http://www.varenkadefatima.blogspot.com


 

PORQUE TE AMO


Pulsa meu coração forte sem preconceito
Quando de longe sinto o perfume excitante
E meus olhos ávidos, vislumbram teu peito
Se me amas não censure, favor não me afaste
Como poderei viver tão triste sem teu querer
E a minha alma sucumbirá sem teus afagos
Sei do teu amor, vem com todo frescor e poder
Tempo favorece, partilhamos nossos desejos
Abraçarei teu corpo na nudez sem culpa
Com todo ardor, meu corpo desnudo em gozos
Porque na entrega não existe dor desculpa
Apenas o sentir dos corpos belos unidos
Porque te amo, apenas tu sabes do nosso amor
Nada importa, se não existe o nosso amor.
Varenka de Fátima Araújo

 

~ * ~
Aquele Amor Vive


Aquele amor ainda vive perdidamente
Reacende este amor com teu sorriso atrevido
Não queria entalhar teu amor pedinte
Ficou esculpido as letras no peito vestido
Como hei de arrancá-lo, tu fincaste
Minha pompa desceu teu desenho fincado
Trago tuas quatro letras em escarlate
Rompendo as fronteiras do corpo ilimitado
É sempre assim, o amor em escala crescente
Enquanto tiro a roupa, mas sem remorso
Teu amor devastador no pensamento sente
Traga teu coração, guardarei a mil, preso
Na prosa e no verso este amor insiste
Sinto em todos momentos este amor persiste.

Varenka de Fátima Araújo

 

 

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Sidarta da Silva Martins

Sidarta da Silva Martins  - Mestre em Administração pela UNIMEP/SP. Professor e pesquisador universitário na UNIP/Jundiaí/SP. Escritor, poeta, tradutor e  fotógrafo, criador da Metodologia dos Sons, método para facilitar o ensino/aprendizado de línguas estrangeiras. LIVROS: Coletâneas: Nossas Mulheres; Homenagem às Mães; Nossos Amigos Animais; Introspecção; Antologia Poética I - Letras, Poesia e Prosa; Médicos e Pacientes, uma relação de amizade; 200 anos de Dança de Salão no Brasil; II Encontro de Poetas de Salto/SP e Educação para a Vida Toda, além da Minirrevista Literária Contando e Poetizando.

 

IRAQUE, A HUMANIDADE SE CALOU!
(Sidarta da Silva Martins)


Chega um momento em que percebemos que nos calamos para tantas maldades à nossa volta, para tantas ingratidões, tantas injustiças, tantas mentiras... E neste momento percebemos que precisamos erguer nossa voz, precisamos erguer nosso espírito, precisamos mostrar nossa indignação, nossa insatisfação, nossa  desilusão perante a ganância, o egoísmo, o pensar em si mesmo, em detrimento à  amizade, à bondade, à dedicação, à vida, enfim. Este é o momento, esta é a hora.
Ninguém mais pode fingir que não vê, que não entende, que não ouve, que não sente.
Não podemos mais viver o "faz de conta", o mundo é outro, e deve seguir seu rumo em
direção à paz, ao amor, à felicidade, à bondade, à verdade.

Iraque: A humanidade se calou!
Em meio ao deserto, uma fonte cristalina
Fonte milenar da cultura, da ciência, nascedouro da medicina
Oásis para os viajantes do mundo antigo
Elo de união entre o velho e o novo
Arte e escrita, comércio e religião
Música e dança, embalando a nova civilização.

Caminho da seda, caminho da luz
Caminho da alegria, caminho da paz
Caminho para um novo tempo humano
Humano?
O matraquear da metralha, um estrondo!
Crime hediondo!
A explosão da ganância, implodindo nossa história
Destruindo a vida e sedando nossa memória.

Crianças destroçadas, famílias aniquiladas, mulheres estupradas
Bibliotecas destroçadas, escolas arrasadas, cidades aniquiladas
Uma nação invadida, oprimida, destruída, abandonada à própria sorte
Sorte?

Mentiras construídas, farsas, enganos sem fim
Mortes forjadas e filmadas, de líderes inventados
Traidores de sempre, do presente e do passado
Iraque!

Uma, duas, dezenas, centenas de milhares de vidas
Arrebatadas em vão, destruídas sem razão
Crime de guerra! Crime hediondo!

Tortura, opressão, em nome de uma farsa
Uma farsa enrustida, construída, difundida
Perpetrada por nações corruptas, covardes!
Vidas ceifadas e riqueza roubada
Na calada da noite, riqueza roubada
Crime de guerra! Crime hediondo!

Iraque, Iraque, pobre de ti, pobre de nós
Que, omissos, coniventes, não ouvimos tua voz
Igrejas, templos, pastores e sacerdotes
Falsos profetas e verdadeiros profanos
Pobre de nós que não ouvimos tua voz
Escolas, mídias, governos, organizações, países inteiros
Omissos!
Pobre de nós, Iraque
Pobre de nós que não ouvimos tua voz.


Iraque! Iraque!
Sua resistência, brava, heróica
Como a heróica resistência francesa
Não será em vão. Não, não e não
Com certeza não será em vão
Perdão, Iraque, perdão.


 

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Nadilce Beatriz

Nadilce Beatriz, 58 anos Caxias do Sul, RS – Brasil. http://escrevendootempo.zip.net
Não possuo nada além do caminho que me foi ofertado, onde, felizmente ainda trilho.
Estou aprendendo a viver com toda a vida. Dedico-me então, a escrever o que dela aprendo.
Meu currículo é breve, mas já está definido; já a biografia... Só a eternidade poderá concluí-la.

 

NOSTALGIA


Uma tristeza sem fim
de um tempo que tenta matar a saudade,
mas não quer contar a idade
do vazio que atrofia a ilusão,
cravado num passado tão curto,
que se fosse hoje, seria até justo.

E, se a bailar nesta dança
reúnem-se inocência e juventude,
a saudade sendo eterna, o homem seria plenitude.
Na madrugada de lua prenha,
onde esperar é somente um detalhe,
é olvidar até que o coração falhe.

Mesmo que a alegria exista
neste mundo apressado, ela intimida.
A nostalgia é atrevida
sempre que o sorriso oculta a dor,
é um atraso burlar as recordações,
nem cabem em épocas e nem medem emoções.
 

~ * ~

PAI NOSSO E DE TODOS


Olhos choram pedidos de amparo,
para tantos danos sofridos.
Mendigos poderosos nada entendem
Além de moedas em orações.
- Pai Nosso que estais do outro lado do porto,
estais a construir novos corações?

As manhãs frias da solidão,
cobrem os lares de minguados dias
em mesas de pouca vida e muitas dores.
Há poucas mãos e palavras unidas.
- Santificado os nomes que te aludem,
venha desatar as juras feridas.

Se a chuva é farta, farta-se o homem.
Mesmo que o destino nunca parta,
há na vida tudo o que nada se entende,
E por milagres vende-se até devaneios.
- Seja feita toda caridade na bondade,
assim para o asno como para os carneiros.

Há um sorriso na última lágrima,
qual uma tempestade sem aviso,
partindo o chão, fazendo nascer flores,
além ou aquém de quem de joelhos pede.
- O pão que criastes mofa em nossos dias,
perdoa, pois, que ainda queremos viver.

Os dias não mais dizem ‘dia de sol’,
porque o tempo já é uma noite fria.
Os templos só se alimentam de oratórias,
as criaturas creem num céu somente azul.
- Assim, perdoamo-nos até sem razões,
em caminhos sem abrigos de norte a sul.

E agora, pouco falta para se saber de vida.
Mesmo de alma ígnea e coração mouco,
a misericórdia é a eternidade sempre,
porque não queremos conhecer só as decidas.
- Não deixeis que a humildade caia na miséria,
mas deixai nossa liberdade sem dívidas,

Pois para o ‘amém’, aqui somos perenes.

 

 

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JUSSÁRA C GODINHO

JUSSÁRA C GODINHO - CAXIAS DO SUL – RS - Licenciada em Letras - Português e Espanhol, Especialista em Leitura e Produção Textual Cônsul do Movimento Poetas del Mundo de Caxias do Sul, filiada à UBT - União Brasileira de Trovadores seção Caxias do Sul, associada à AGES (Associação Gaúcha de Escritores)
Participação em dezenas de Antologias, premiação e classificação em vários concursos literários Autora de Alma Trovadora, livro com mais de 300 Trovas Literárias.

 

Encontro dos Deuses


A luz dos olhos meus
Quando se encontra com a dos teus
Brilham fantasias

Dissolvem-se medos
Faíscam desejos
Brindam Poesia

Eros e Afrodite
Furtam-se
Dos dedos de Dionísio

Sonham despertos
Os desertos
Recônditos do Deus amor

Ferve(m) nas veias
Vermelho-quente
Sangue vivo

E dos olhos o brilho
Fagulha fogos
de artifício

o brilho rebrilha agonias
não resiste, aceita solene
dos deuses amores o doce convite


 

20 -

Mario Rezende

Mario Rezende é psicólogo e administrador de empresas. Tem imenso prazer em escrever.
Suas emoções, sentimentos e amores, junto com a observação da sociedade e da vida;
Com isso, conseguiu diversos prêmios pelos seus textos em estimulando sua imaginação, fornecendo prosa e verso.
Começou a escrever numa época em que aconteciam muitos festivais estudantis, a princípio, em forma de letras de músicas, e delas para a poesia e a prosa foi um passo. É acadêmico correspondente da Academia de Artes de Cabo Frio – ARTPOP, da Academia de Letras y Artes de Valparaiso – ALAV – Chile, da Academia Niteroiense de Belas Artes, Letras e Ciências - ANBA e membro da Academia Poçoense de Letras - Livros publicados: Diversas antologias de contos, crônicas e poesias; Causos da Boleia, editado em dezembro de 2010 pela Madio Editorial.

 

A GAROTA DA SACADA


Na rua Barão de Ubá, tem lá um sobrado
pintado de branco com as janelas azuis.
Na sacada do quarto de dormir, todos os dias ao entardecer,
fica uma jovenzinha de cabelo escuro em cascata de caracóis.
O que pensa a linda menina, cuja figura enfeita a varanda
fazendo inveja às flores, o sol se retardar e
em mim a esperança de encontrar?
Que nome terá a garota de pele branquinha e olhos trigueiros
que me seguem até a esquina e me dedica um sorriso maroto
toda vez que eu passeio sob o seu altar?
Acho que ela anda sonhando e, pelo mesmo motivo, imagino,
já me peguei a devanear.



~ * ~

BOLHAS DE SABÃO


Muitas bolhas de sabão
eu soprei na sua direção:
uma cheia de carinho
atingiu os seus cabelos
como se fosse a minha mão.
Outra era um sorriso
carregado de alegria
para animar o seu dia.
Uma bem sugestiva,
armada de sedução,
isca do meu desejo,
para chamar a sua atenção.
Outra nos seus lábios,
um beijinho bem roubado.
Desfilaram junto ao seu rosto,
meus olhos refletidos nos seus,
a esperança e suspiros,
galanteios, muitos sorrisos,
beijos, beijos, beijos doces,
coloridos e de todos os tipos,
esperando acontecer.
Mas aquela especial,
carregada de amor,
estourou em seu peito,
bem pertinho do coração.

 

 
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LIVRO de VISITAS