REVISTA "NO CANTAR DAS LETRAS"
 
SÃO PAULO - BRASIL

 

 
Ano 1
 
1ª Edição - Agosto/2006
 
Entrevistas - Prosa e Poesia
MASP - Museu de Artes de São Paulo
na Avenida Paulista
 *Clique na imagem para saber mais*
Meus queridos amigos e amigas que sempre prestigiam meu trabalho e de tantos poetas amigos. Foi com prazer que aceitei o gentil convite do amigo e Diretor do CEN "Cá Estamos Nós", durante conversa informal, no II Encontro no CEN, em Copacabana - RJ.
Agradeço a todos que participam desta primeira edição e saibam que "No Cantar das Letras" tem como objetivo acarinhar nossos leitores e agrupar o maior número de amigos nesta nova fase do CEN, como colaboradores e integrantes desta grande família luso-brasileira!
Obrigada a todos pelo carinho!
Ligi@Tomarchio®
 
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FADO MENOR
© Alberto Peyrano
Versão: María Petronilho

 
Nostalgias de um tempo eterno
envolto em auras de ausência
meu barco navega quieto
pelas águas deste fado
e busca que a teus beijos
o levem as brancas velas.
 
Fado de meu coração ferido,
fado de canções antigas
que se adornaram de flores
de teu jardim tresnoitado.
fado que hoje me tem preso
nas cordas de cem guitarras
que te pedem esta noite
não deixes de escutar minha esperança.
 
O barco segue seu rumo
até um porto de vento.
Capitão de velhos mares,
vai navegando até um faro
em fado menor, minha alma.
 
Buenos Aires - Argentina
 
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Fascinação
Eda Carneiro da Rocha (Poeta Amor)

 
És Fascinação, Amor!
És meu corpo no espaço,
flutuando,
planando,
procurando pelo teu!..
 
És Fascinação, Amor!
ventura,
alegria,
carinho,
desejo,
em meu corpo,
em fantasia!..
 
Nessa valsa dolente,
tomo-te, em meus braços,
valso contigo,
nessa total imensidade,
no nosso céu,
coberto de estrelas,
respingando,
gotas de Amor!..
 
E, valsaremos juntos,
nesse espaço sideral,
onde vivem os amantes saudosos
de um encontro,
pois és
Fascinação ,"Amor"
 
Araruama - RJ - Brasil
 
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Trova de Amor em Sol Maior
Eugénio de Sá

 
Da longíncua distância imaginada
Do outro lado deste imenso Atlântico
Chegam ecos de uma trova encantada
São os sons do amor no embalo desse cântico
És trova em sol maior nesta visão amada.
E solta-se o pudor, cresce o desejo em mim
De abraçar e beijar esse corpo que adoro
Apertar-te ao meu peito num amplexo sem fim
Fazer amor contigo até tremer de choro.
Depois sentir-te calma, aconchegada e terna
E ouvir nos teus sábios os sons da doce trova
Enchendo a minha alma como luz em lucerna
Aquietando o desejo que sempre se renova.
Com o cair da noite renasce em mim a esperança
De voltar a ouvir a trova em sol maior
E ser eu a levar-te deste enlevo a lembrança
Ou seres tu a trazer-me a prova deste amor.
 
2006
Lisboa - Portugal
 
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Menina... Menina... Ah menina!...
© Marilena Trujillo
 
Menina... menina... ah menina!...
Que pena... a vida te cobrou tão caro!
Teus sonhos eram inocentes, tão lindos...
Cortaram-te as asas, faltou-te amparo...
 
Menina... menina... ah menina!...
Roubaram tua vida... tua alegria...
Jamais te fizeste entender...
Foste presa fácil da imensa covardia!
 
Menina... menina... ah menina!...
Em nome do amor, cruel e mentiroso,
Esmagaram teu futuro. Tuas ilusões,
Morreram nas mãos de um falso bondoso.
 
Menina... menina... ah menina!...
Era tão pouco o que tu querias!...
Mas extraviaram o teu caminho...
Ceifaram tuas aspirações e alegrias!
 
Menina... menina... ah menina!...
Agora é tarde... o tempo passou...
Não há quem tire de ti a dor...
A rebeldia que de ti se apossou!!!
 
Teria sido tão simples...
Se tivesses tido amor!

07.08.2006
São Paulo - SP - Brasil
 
 
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EMBALOS DE LUZ
NANY SCHNEIDER

 
Sem ao menos esperar,
Puxa-me pela mão e enlaça nossos corpos,
Para que juntos possamos sentir a harmonia,
Daquele som que inebria.
 
Pela madrugada escura, brilha a luz desses momentos.
Pois deles sempre renasce, a sensação violenta do amor.
Dançando sobre o tapete, pés descalços, só o toque.
Sentindo mais e mais a proximidade que nos envolve.
 
Essa é a dança da luz, luz que vem do coração.
Só a música quebra o silêncio, dos beijos apaixonados.
Dança da luz, onde estrelas descem para acompanhar,
A pureza de sentimentos, da beleza desse  par.
 
Luz que dança a nossa volta,
Luz que está dentro de nós.
Luz que embala nossos passos,
Nesta dança que me faz tão sua em seus braços.
 
29/03/2005 06:43
Curitiba - Pr - Brasil
 
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OLHAR DE POETA
Ógui Lourenço Mauri
 
Olhar de poeta capta diferente...
Em vez de empecilhos, vê a beleza!
É o poeta que sempre passa pra gente,
Dos  puros sentimentos, a sutileza.
 
Da adversidade ele tira poesia,
Nas densas trevas, o poeta põe luz;
Sabe transformar tristeza em alegria,
No vulto de Judas, projeta Jesus.
 
O poeta olha com a percepção
De quem sabe pôr encanto em sua rima.
O olhar do poeta deixa a sensação
De um ser altaneiro que enxerga por cima.
 
A Pátria, sob o olhar de um poeta,
Reconhecida é em seu esplendor.
Uma atitude de postura correta,
De quem em seus versos lhe dedica amor.
 
No olhar do poeta há a magia
Que a tudo transforma em inspiração.
Para os versos de amor ou de rebeldia,
Seu olhar é antena do coração.
 
11/03/2006
Catanduva - SP - Brasil
 
 
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Atravessando os Mares
Rivkah Cohen

Não é fácil enfrentar os mares!
A água
é o sentimento acumulado
São segredos guardados
É o interior dos seres!
 
É caminho perigoso,
por muito pouco se pode magoar!
Portanto,
muito cuidado quando viajar!
Existe sempre um momento sinuoso...
 
A gente nunca sabe
que lágrimas a pessoa chorou
Quanto veio machucando
Quanto tempo
aquela dor se demorou..
 
Atravessando os mares,
vi pessoas que estão sempre rindo,
chorarem...
Pessoas que nunca riem,
 falarem de seus males.
Pessoas ricas,
exporem suas pobrezas
Pessoas pobres,
mostrarem suas nobrezas..
 
Atravessando os mares..
Encontrei o meu lugar.
 
Brasília - DF - Brasil
 
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ENTREVISTA
 
José Roberto Abib
 
Ligia: Qual é o seu nome completo?
José Roberto: O meu nome completo é José Roberto Abib.
Ligia: Quando e onde nasceu?
José Roberto: Nasci no dia 24 de maio de 1954, na cidade de Campinas - SP.
Ligia: Onde reside atualmente?
José Roberto: Atualmente resido na cidade de Capivari, no interior do Estado de São Paulo, no Brasil.
Ligia: Qual é o seu estado civil?
José Roberto: Solteiro
Ligia: Qual é a sua atividade profissional?
José Roberto: Sou Técnico Administrativo Tributário - da Fazenda Estadual.
Ligia: Você é uma pessoa caseira ou gosta de uma vida social mais agitada?
José Roberto: Predomina em mim a preferência por um estilo de vida mais tranqüilo, estou de fato, mais para um jeito doméstico de ser e viver, que predisposto à vida social agitada.
Ligia: Quais as atividades de lazer que pratica?
José Roberto: Gosto muito de pescar.
Ligia: Gosta de freqüentar restaurantes, bares ou bailes?
José Roberto: Certamente, gosto de restaurantes e alguns poucos bailes, de bares, nem tanto.
Ligia: Qual é o seu prato preferido?
José Roberto: Para mim esta é uma questão de difícil resposta, pois me dou bem de fato, com vários pratos, o meu paladar é diversificável, é realmente eclético. Por exemplo, dou-me bem com: massas em geral, pizzas me atraem, pratos à base de carne, e da cozinha internacional também, embora ainda não tenha experimentado tantos quantos imaginei e gostaria...
Ligia: Qual é a sua bebida preferida?
José Roberto: Evito álcool, mas aprecio muitíssimo, um saboroso café.
Ligia: Desde quando escreve?
José Roberto: Escrevo, na condição de colaborador espontâneo, no jornal Correio de Capivari, desde 1978, quando em uma crônica, fiz uma homenagem póstuma a um ex-professor de Matemática, de quem também fora aluno.
Ligia: Qual o livro que leu e mais gostou?
José Roberto: Nunca desista de seus sonhos - autor: Augusto Cury.
Ligia: Gosta de qual estilo literário, além da poesia?
José Roberto: Prosa e crônicas.
Ligia: Como ingressou na Internet?
José Roberto: De forma muito aleatória, pois na época da compra de meu primeiro computador, eu mal sabia como navegar, e menos ainda, não tinha objetivos e formas de pesquisa mais práticos, interessantes e úteis, mas atualmente, já me defini por navegar em todos os sites de poesia que puder, intercambiando informações com que for possível ou necessário a este respeito.
Ligia: Qual é a sua opinião sobre o trabalho de divulgação da literatura através da Internet?
José Roberto: Prezados amigos, penso o seguinte, e com clara certeza: o trabalho hoje desenvolvido é de bom nível, creio que supre à imensa maioria das necessidades que se referem ao meio e à atividade poética.
Ligia: Já conhecia o CEN "Cá Estamos Nós"?
José Roberto: Não, ainda não havia tido a oportunidade de conhecer o CEN, isto está me acontecendo agora, por intermédio da ação de minha amiga Lígia Tomarchio.
Ligia: Conte-nos sobre seu processo de criação de maneira resumida e se sofre influência de algum autor em especial.
José Roberto: Quando escrevo, faço-o da forma mais livre e espontânea possível, as fontes e formas de inspiração são as mais naturais, e a isto me proponho devido à consciência que tenho da importância que se refere à sensibilidade, e ao renascer das emoções, diria, a meu próprio respeito, sou um aprendiz de poeta que ainda está em busca de seu próprio aprimoramento técnico.
E, quanto a autores, ainda não me defini muito bem com relação a alguns, assim como, estou muito consciente de que, ainda menos, estaria seguindo uma determinada linha de expressão poética.
Ligia: A escrita para você é um instrumento ou uma arma?
José Roberto: A escrita é para mim, um verdadeiro e mui importante instrumento de comunicação, pois elaboro-a constantemente atento à todas as formas e conseqüências possíveis, pois sinto-me naturalmente levado a fazê-lo, uma vez que as emoções me são profundamente marcantes e a sua renovação, criação e sucessão, de extrema importância.
Vejo-me personificado na imensa maioria, se não, totalidade do que escrevo, pois quero e aprecio bastante expor parte do que a imaginação e sensibilidade me permitem criar e compartilhar com todas as pessoas do mundo.
Ligia: Qual o período que prefere: dia, tarde ou noite?
José Roberto: Os percentuais mais elevados de minha preferência e predisposição para escrever manifestam-se mais nos períodos da tarde e também da noite, quando, no caso desta, me é possível fazer introspecções mais profundas e marcantes.
Ligia: Gosta de animais? Quais? Tem algum em casa?
José Roberto: Sim, gosto bastante de animais, tendo predominante a preferência por passarinhos, principalmente pelo mavioso cantar dos canários-do-reino e sua mui agradável variedade de cores. No momento não tenho nenhum em meu lar.
Ligia: Quais seus estilos musicais prediletos?
José Roberto: Orquestrada e também a instrumental eletrônica.
Ligia: Se considera uma pessoa religiosa? (sem mencionar a religião)
José Roberto: Com evidente e absoluta certeza, definida e definitiva desde a própria infância, quando comecei a sentir toda a importância de me voltar para Deus, seja Ele uma pessoa, ou puro espírito, ou força criadora, ou também, algo entendido, percebido e também aceito como uma conseqüência  clara e direta de teorias predominantemente conceituais, isso o afirmo por conta própria e em função de tudo aquilo que me foi possível saber e sentir, quando em profunda e sensível busca do nosso Deus, fonte de toda a religiosidade inerente ao espírito e à mente humanos.
Ligia: Tem livros publicados? Quais?
José Roberto: Ainda não os tenho, e nem tão já estou me sentindo e dispondo de condições ideais para fazê-lo, mas já tenho o nome incluído em 4 livros diferentes, dois deles, devido à participação em concursos de poesias, assim como agora em 2006, na edição de duas antologias poéticas.
1) Além das Letras - referente à IV Seletiva de Poesias de Barra Bonita - SP
2) Margens do Atlântico - Editora Abrali
Ligia: Tem e-books publicados? Quais?
José Roberto: Não, ainda não os tenho, mas considero esta hipótese mais viável que a da edição de um livro impresso.
Ligia: Possui um web site? Qual o link?
José Roberto: Sim, com imensa honra agora posso dizer que possuo um website, pois está no ar desde 04/07/2006, o seguinte endereço eletrônico:
www.jrabib.com/
Ligia: Qual é o seu e-mail para contato?
José Roberto: Disponho e ofereço este:
jrabib@dglnet.com.br 
Ligia: Gostaria de ingressar no CEN, e por quê?
José Roberto: Gostaria, mas não tão já, uma vez que me encontro com a atenção muito mais voltada para a evolução de meus conhecimentos específicos, e conseqüente aquisição de estilo, em conjunto com todo o aprimoramento que me for possível e necessário obter. Mas quem sabe, as condições poderão em breve, se alterar e me permitir que isso também seja possível, é apenas uma questão de tempo, quem sabe.
 
*Com sua permissão, caro amigo José Roberto, apresento dois poemas seus, para que todos conheçam seu talento poético.
 
POEMAS
 
Paixão
José Roberto Abib
 

Que desencontros causa-nos o desencanto
Que dores, há somente no pranto,
Qual seria o poder da lembrança de ti?
Ora bolas, não é hora de sentir somente
Aquilo que se chama saudade
E tu, que estás comigo,
Não te esqueças,
Não permitas que feneça
Esta paz de te amar
Amo-te, e te espera,
Meu coração
Certamente as lágrimas secaram
Contaremos doravante
Das dores o termo,
Do amor, a festa,
Enfim, no coração, o início
Do que há de inesquecível
Nos meandros da paixão.
 
Capivari, 14/07/2005
 

Nunca
José Roberto Abib
 
Não finda em mim a esperança
Nem mesmo findará a espera
Não fenece em meu peito a confiança
Nunca em mim, findará a primavera
E em sua solicitude eternizada
Trará inserida a dor que me agrava
No mais profundo do ser
Mas mesmo assim,
Não fenecerá em mim
A necessidade suprema,
O amor maior
Pela arte de viver!
 

Capivari, 13/11/2005
 
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CEN SEMPRE
Nova revista do Portal CEN - "Cá Estamos Nós" com composição e edição da nossa querida amiga e já antiga Autora do CEN, Lígia Tomarchio, a que muito agradecemos.
Carlos Leite Ribeiro
/Director do Portal CEN - Cá Estamos Nòs" desde 15 de Julho de 1998)

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