Antologia Virtual

- XI -

Outubro 2012

 

ORGANIZADORA:

Maria Beatriz Silva (Flor de Esperança)

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CARLOS LÚCIO GONTIJO

 

ESCAFANDRISTA


Quando eu morrer traga-me o escafandrista
Não me deixe sofrer na mão do médico-legista
Minha alma requer quem entenda de espírito
Alguém com a profundidade mediúnica de Chico Xavier
Capaz de mergulhar em mim com a túnica dos olhos
E me vislumbrar navegando para a prometida eternidade
Remando rumo ao mar de luzes com sobriedade e afã
Como se eu fosse irmão gêmeo de toda manhã!

Carlos Lúcio Gontijo

Biografia do Autor em:

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_c/Carlos_Lucio_Gontijo.htm


CLER RUVVER

 

NO COLORIDO DA HISTÓRIA


Quando sentiu algo novo nascendo, a professora influenciada fortemente, pelos trejeitos e manias de a tudo dar uma explicação lógica, ou um nome para atender, e ser reconhecido, deixou de lado a preocupação, com a classe gramatical, Substantivo; ao perceber na Poesia simplesmente, moça bela e formosa, que nasce espalhando alegria, já com música incutida; sem programas de metade, para enfeitar a vida. Manequim exato, de cifra e partitura e um estilo todo próprio de ser. Não, não é nenhuma loucura, é apenas liberdade, com a qual sempre sonhamos; essa que se não acorda nos deixa presos na roda, junto aos conservadores. Na verdade, “Poesias são Histórias Coloridas”, que dançam entre os neurônios, no ritmo da métrica e sob o poder da rima; um contexto de “derivados”, que apenas dá o recado, sem saber onde criados; sequer onde começa, ou termina. E dentro desta riqueza, é onde nasce o Poeta, esse eterno aprendiz que “jaz no conhecimento”, quando o trabalho, o eterniza. Sabemos a poesia ser, a paixão de momento. Mas, como toda a pedra, quanto mais preciosa for, sempre quanto mais polida, mais aumenta o valor. Algumas preciosidades rolam barrancas da vida, até ficarem polidas; encontrando pedras brutas, a se polir na subida. As chamadas pedras falsas, tão logo reconhecidas.

Cler Ruvver
04-10-2012

Biografia do Autor em:

 


CANDY SAAD

 

ALMA DA POESIA


Poetas viajam
buscam estrelas para enfeitar versos
pegam a lua nos braços como se fosse sua
...Param as águas dos rios
para eternizar um momento de amor
Com os sentimentos á flor da pele
depositam um beijo sagrado
na alma do amado
num poema de amor.

Candy Saad
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T2225615

Biografia do Autor em:

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_c/Candy_Saad.htm


CEZAR UBALDO

 

 COMO NEGROS QUE SOMOS


Nossas palavras não são palavras vãs.
Nós que falamos com os olhos,
nós que falamos com as mãos
somos as mães seculares,
somos os filhos dos ares
e construímos os lares
com sangue dos ancestrais...
Nós somos negros
e tão azuis quando distantes!...
Nós somos o orvalho
das nossas manhãs restantes,
nós somos o fruto-menino
sol radiante.
Nós somos o amor
que milhões de ventres guardam
como se guarda o tesouro
da vida de cada dia.
Nós somos a luta:
a foice,o machado,o martelo,
o malho,o pelourinho,o cutelo,
nós somos o Cristo vivo
(morto não serviria)
a receber chibatadas
ou velada mesquinhez...
Nós somos o tempo
disposto a renascer
como negros que nós somos
da flor do amanhecer...

Cezar Ubaldo

Biografia do Autor em:

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_c/Cezar_Ubaldo_de_Oliveira_Araujo.htm


DINÁ FERNANDES

 

VENTOS DA TARDE


O vento da tarde chega enlouquecido e quente, rodopia como bailarina em frente à minha casa, deixa seus rastros empoeirados, volta na madrugada, frio e sonoro, parece querer se desculpar da sua fúria vespertina.

Ó vento,
ca da minha sala
observo suas peripécias...

Como menino levado
que tudo desarruma
sem preocupar-se
com a rebeldia.

Esconde-se nas curvas
do tempo , nos seus intocáveis
e imperceptíveis aposentos.

Quisera ter a força do vento,
mas sou apenas pensamento
solto no ar.

dinapoetisadapaz

Biografia do Autor em:

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_d/Dina_Fernandes.htm


 
     

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