Antologia Virtual

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Setembro 2012

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56 - OLYMPIO DA CRUZ SIMÕES COUTINHO

Filho de Olympio da Cruz Coutinho e de Maria Luiza Simões Coutinho, Olympio da Cruz Simões Coutinho nasceu em Ubá, na zona da Mata mineira, em 9 de outubro de 1940. Em Ubá, fez o primário e o secundário, tendo exercido diversas atividades esportivas como atleta da Praça de Esportes (natação e basquete), do Tabajara Esporte Clube (basquete e vôlei) e do Esporte Clube Aimorés (futebol). Deixou sua cidade natal em 1962 e foi para Belo Horizonte, onde trabalhou no então Banco de Minas Gerais enquanto fazia na Faculdade de Filosofia da UFMG o curso de Jornalismo, tendo se formado em 1965 e iniciado suas atividades profissionais: estagiário na edição mineira de Última Hora e repórter na Folha de Minas, Jornal de Minas, Diário de Minas e Estado de Minas, onde entrou em 1967, saindo em 2003. Em 1966, tomou posse na cadeira nº 11 (patrono Cassimiro de Abreu) na Academia Mineira de Trovas e lançou a primeira edição de Festival de Trovas, livro que reunia 101 trovas feitas desde sua adolescência em sua terra natal. Trabalhou ainda nas Assessorias de Imprensa das Secretarias de Estado da Saúde, da Educação, da Fundação Hospitalar de Minas Gerais, da Prefeitura de Belo Horizonte e da Companhia de Processamento de Dados do Estado de Minas Gerais (Prodemge). Foi ainda Assessor de Imprensa da Associação Médica de Minas Gerais, da Associação dos Hospitais de Minas Gerais e da Secretaria de Estado do Trabalho. Em outubro de 2003, criou um jornal de bairro, o Jornal Sion, que edita até hoje, juntamente com os jornais de Lourdes, da Lagoa e Savassi News, dirigidos por seus filhos. Em 2008, voltou a fazer trovas e participar de Jogos Florais e concursos, tendo obtido dezenas de premiações. Trabalha atualmente na Assessoria de Imprensa da Controladoria Geral do Estado de Minas Gerais. Tem três filhos: Liliana, Alexandre e Vítor, e dois netos, Tiago e Carolina.

 

TROVAS


Felicidade... encontrei,
depois de buscar a esmo,
naquele dia em que olhei
para dentro de mim mesmo.

- “Querido, diga porque
acorda sempre risonho?”
-“Um sonho lindo, você,
enfeita sempre o meu sonho”.

Tenho ciúmes da lua,
ciúmes loucos, meu bem,
que passeia em tua rua
e no teu corpo também.

Essas rosas que florescem
em jardins de casas pobres
são as mesmas que fenecem
enfeitando covas nobres?

Eu não lamento a saudade
que a tudo invade porque
é tão bom sentir saudade
quando a saudade é você.


A chuva que cai molhando
este chão que nós pisamos
parece Jesus chorando
pelo mundo que mudamos.

Eram alegres os meus olhos
e tristes eram os teus,
por serem tristes teus olhos
ficaram tristes os meus.

Felicidade, um ranchinho
e, dentro dele, nós dois,
nove meses de carinho
e um molequinho depois.

Ao homem Deus deu a Terra
e veja o que o homem faz:
cria as hienas da guerra
e mata as pombas da paz.

A ciência se renova,
é a senhora da razão;
e o que melhor a comprova
é a grandeza do perdão.

Ao Pai implorou Jesus
para os incréus piedade;
mesmo pregado na Cruz,
deu lição à Humanidade.

Nos momentos de fraqueza
sofro dores, mas resisto,
toda a minha fortaleza
vem do exemplo de Cristo.

O trabalho do banqueiro
está no seu jogo impuro:
tem lucro com meu dinheiro
e ainda me cobra juro.

Olympio da Cruz Simões Coutinho
Belo Horizonte (MG)

 

 

 

57 - PENÉLOPE LSTEAK

Adoto o pseudônimo de Penélope Lsteak, por opção e, assim, assino todas as minhas obras poéticas.
Nasci em 13 de maio, como Creusa Negris, na cidade de São João da Boa Vista, no Estado de São Paulo.
Graduada em Administração de Empresas pela FAE, hoje aposentada.
Coordeno comunidades e outras atividades virtuais em web site, cuja finalidade é a divulgação da poesia.
Um trabalho feito com muito carinho por apreciar a Literatura.
www.cafecomverso.net

 

SEU RETRATO


Eu queria ser a sua poesia,
estar em sua mente permanente
como aquele retrato na estante
de cor desgastada pelo tempo.

E nesses versos e reversos,
mundos paralelos e reais,
compartilhar ternuras como outrora.

Lembro o brilho do seu olhar quando
fazíamos amor na madrugada...
Nós dois sozinhos como estrelas
perdidas no céu.

Sorvendo um beijo teu,
mesmo não sendo real,
tinha um doce sabor de mel.

E assim, inserida em versos,
busco resposta no universo...
Quero ser para sempre sua inspiração,
mesmo que nossos caminhos não mais se cruzem.

Ficaremos com nossa visão noturna
no véu da madrugada...
Como o retrato na estante.

Penélope Lsteak

 

 

 

58 - POETISA MENINA

Edileuza Vieira da Silva de Souza nasceu 19 de Novembro de 1972 em Poço das Trincheiras, no estado de Alagoas, ainda recém-nascida veio para São Paulo sendo criada por seus tios. Desde pequena sempre gostou de pintura, música, teatro, de escrever e ouvir histórias que eram contadas por sua avó paterna e seus pais. Em 1991 formou-se no magistério. Em 2002 começou a lecionar na Rede Municipal de Guarulhos, onde está até hoje. Fez parte como soprano do grupo EduCANÇÃO um grupo formado por professores da Rede Municipal. Tem desenvolvidos vários projetos na escola voltados para o meio ambiente, ciências e música, e tem trabalhado no projeto Alfabetizando e Letrando Guarulhos desde 2010. Participou de Saraus e algumas peças infantis: “A Floresta Encantada” “ A cigarra e a Formiga” “ O Inverno e o Outono” ao lado de sua amiga e escritora Tessália Lemos. Em 2004 por gostar de Literatura e Língua Portuguesa formou-se em Letras pela Universidade de Guarulhos ( UNG). Em 2008 concluiu sua pós-graduação em Especialização na Educação Infantil pela Universidade de São Paulo. Participou do projeto Poesias Encantadas e Editora Scortecci, do Organizador Luciano Becalete, onde sua poesia com o título Adormecida foi publicada.
Escreve com o pseudônimo “Poetisa Menina” e através das palavras, expressa com simplicidade seus mais puros sentimentos. Seus poemas têm como temas principais: o amor, a vida e a natureza...
Tú se tornas ETERNAMENTE responsável por aquilo que cativas! O Pequeno Príncipe
“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor”
“ Aprendemos palavras para melhorar os olhos” “ O ato de ver não é coisa natural” Rubem Alves
Blog: http://edileuzavieira.blogspot.com/
http://www.recantodasletras.com.br/autores/poetisamenina

 

UMA GRANDE E VERDADEIRA AMIZADE



Pedi a Deus amor, lealdade e vida,
Ele sorriu como uma levada criança,
e com carinho reservou uma surpresa.

Uma grande alegria: alguém que me escuta,
e não me nega a voz da esperança.
Que me dá as mãos quando preciso.

Que respeita o meu silêncio e dor,
as minhas atitudes e lágrimas,
e não condena as diferenças.

Alguém que nas horas tristes, sorri...
Que faz dos pequenos momentos,
estradas de felicidade...

Que me diz as verdades, quando necessito.
Que guarda os meus segredos,
e sei muito bem que nesse coração, habito.

Obrigada a você por ser meu amigo.
Obrigada meu Deus por esse valioso presente:
A dádiva da verdadeira amizade!

Poetisa Menina

 

 

 

59 - PAOLA VANNUCCI

Escrevo desde os 15 anos. Nasci em São Paulo, em 28/08/1971, no Hospital Matarazzo. Sou filha de Erico Vannucci Mendes e Dirce de Paula e Silva Mendes. Iniciei a Faculdade de Administração em Finanças, mas decidi por não concluir - não era minha vocação. Fui morar em Curitiba em 1996, onde tive duas filhas. Formei-me em pedagogia e exerço atualmente a profissão.
Executo concomitantemente trabalhos de digitação, orientação extra escolar, escrevo poesias e artigos de blog. Desenvolvo um projeto pessoal denominado: PROJETO POESIA LIVRE NAS ESCOLAS. O Projeto Poesia Livre Nas Escolas é o resultado da união tripartite das minhas observações e experiências como professora, pedagoga e cidadã. Ao longo deste tempo percebi que as habilidades cognitivas e emocionais dos indivíduos são frequentemente sufocadas por fatores inerentes ao próprio convívio social e a emancipação destes indivíduos é, por vezes, um processo difícil e doloroso, com sequelas que se arrastam até a vida adulta, comprometendo seus relacionamentos reflexivo, empático e profissional. A aplicação do meu projeto em sala de aula resultou, não apenas em desenvolvimento da expressão poética dos alunos, mas também levou aos mesmos a auto-compreensão de suas potencialidades, anseios e, por que não dizer, carências.
Em 1989, participei do "1º Concurso Nacional de Poesia”, onde fui premiada com uma Menção Honrosa e participei de outros concursos. Em 2010, na cidade de Santo Antônio de Pádua, no Rio de Janeiro, participei no “I Congresso Nacional dos Poetas virtuais do Brasil”, fazendo parte da equipe organizadora e também declamando poesias de minha autoria.
Sou membro titular da “nova Academia Momento Lítero Cultural” com a cadeira nº 27. Atualmente tenho publicações poéticas em Antologias espalhadas por este Brasil: Antologia dos Poetas Virtuais, III e IV; Reflexões para o Bem Viver (Coletânea) Antologia Alimento da Alma I, III e IV: Antologia Beco dos Poetas, I e IV; Projeto Literário Delicatta V; Seleção Poética (I Congresso Nacional dos Poetas Virtuais) “nova Academia Momento Lítero Cultural”
http://academiamomentoliterocultural.blogspot.com/2009/05/cadeira-n-15_29.html

 

AMAR É PARA SER...


Quando o amor está em causa,
Não quero ter
Apenas quero ser.
Ser é amar, é viver.
Ter é ter certeza de não mais amar.
Por isso eu não o tenho,
Apenas sou,
E me faço ser notada por simples jeito de ser.
Eu amo,
Assim dou espaço àquele que me ama...
Deixo de ter amor para
Ser amor.
Deixo de ter ardor para
Ser puro amor.
E,
Amar é para ser.
E,
Não para ter...

Paola Vannucci

 

 

 

 

60 - RENATO ARAÚJO T. M. MOUL

Renato Araújo T. M. Moul é estudante de Biologia e amante da escrita. Desde o tempo de escola, com redações e produções de texto, exercita o ofício literário. Atualmente escreve para blogs de autoria própria e conjunta; além de publicar textos em sites afins.
http://renaultmoul.blogspot.pt
http://causosdeamor.blogspot.pt
http://renatomoul.wordpress.com/

 

MADRE ABERTA, NASCE O PROFETA


Um suspiro, uma lágrima, um murmúrio, uma oração
Elcana em casa estava, alegrando-se então,
Com os filhos de Penina, que lhe enchia de amor.
Mas em segredo orava, Ana serva do Senhor.

Ana há tanto já sofria, grande mal que lhe assolava
Era estéril e improdutiva, o seu ventre nada dava.
Com o tempo só crescia, sua dor e amargura
Tendo em casa uma rival, que a deixava insegura.

Mas no templo Ana tinha, um refúgio ao coração
Sempre humilde e sincera, elevava a petição
Dai-me um filho de minha carne, firmemente ela pedia
E ele todo Teu será, votos ao seu Deus fazia.

O sacerdote a julgando, lhe acusou de embriaguez,
Não sabia ele assim, que Ana tinha sensatez.
Logo ela abriu a boca, seu dilema então contou
E o velho homem de Deus, sua benção empretou.

Vai em paz à tua casa, que o Senhor hoje te ouviu,
A madre que está fechada, o Senhor Deus já abriu
Teu marido a ti virá, aceita-o sem temor
Um milagre tu verás, teu cativeiro mudou.

Em Siló um novo culto, todo o povo a Deus prestava,
a rotina era cabida, todo ano assim se dava.
Mas um algo diferente, o protocolo quebrou
A pedinte atribulada, um novo cântico entoou.

Curiosos todos estavam, com uma alegre criança
Que em meio à escória, trouxe uma nova esperança
Samuel era seu nome, separado assim pra Deus,
Uma vida purificada, ele era um nazireu.

Os que não tinham visão, ficaram logo espantados
Quem é esse, quem é esse? Perguntavam em embaraço.
Deve ser mais um menino, de Penina e Elcana
Mas abriu-se uma boca e disse, não, esse é filho de Ana!

Renato Araújo T. M. Moul

 
      

                                 para 14ª pág.