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Antologia
Virtual
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Setembro
2012
Pág. 14 de 16 Págs.
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61 -
RICARDO DE BENEDICTIS |
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De Benedictis
- Massimo Ricardo, nasceu em
Poções (BA), a 30 de outubro de
1939. Filho do imigrante
italiano Massimo De Benedictis e
da Profª Nadir Chagas De
Benedictis. Seu pai era contador
e veio da Itália após a 1ª
Guerra Mundial, em 1927,
estabelecendo-se em Poções, no
comércio e na agro-pecuária. Sua
mãe foi a primeira professora
formada a lecionar em Poções,
homenageada post mortem com o
batismo do seu nome no Grupo
Escolar Profª. Nadir Chagas
Benedictis, localizada na sede
municipal.
De Benedictis estudou o primário
em Poções, o ginásio em Jequié e
Salvador. O secundário e o
universitário em Salvador e no
Rio de Janeiro; é professor e
jornalista; em 1970 iniciou sua
vida jornalística em Salvador,
no jornal IC, transferindo-se
para o Rio de Janeiro, onde
ajudou a fundar a revista
Estados & Municípios e, em 1974,
fundou a revista Atualidades;
Voltando a residir na Bahia, em
Vitória da Conquista, editou o
livro "A Bahia de Hoje", fundou
os jornais "O Radar" (1983),
"Opinião" (1992) e adquiriu o
jornal "Tribuna de Conquista"
neste mesmo ano, o qual dirige
até hoje. Foi responsável pela
circulação do jornal "Correio da
Bahia" no interior, entre 1987 e
1991. Em 1988 fundou o jornal
"Folha do Povo" que circulou em
Xique-Xique durante um ano.
Membro fundador da Academia
Conquistense de Letras, cadeira
nº 9, tendo como patrono o poeta
seiscentista Gregório de Matos e
Guerra, fundou e foi o 1º
Diretor do Centro de Cultura
Camilo de Jesus Lima, em Vitória
da Conquista; foi
vice-presidente em duas gestões
e Presidente da Academia
Conquistense de Letras, 1990/92.
Em sua 1ª gestão no Centro de
Cultura dotou a Academia
Conquistense de Letras e a Casa
da Cultura de Vitória da
Conquista de sede própria
registrando-as no Cartório de
Registro de Imóveis, além de
dotá-las de mobiliário, máquinas
de escrever, arquivos, etc. Em
1989 ajudou a fundar a Delegacia
do Sindicato de Jornalistas (SINJORBA)
em Conquista, tendo sido seu
delegado, indicando seu
sucessor. Em julho de 1992 foi
nomeado novamente diretor do
Centro de Cultura Camilo de
Jesus Lima, pelo então
governador Antonio Carlos
Magalhães, deixando o cargo em
janeiro de 1993 para assumir a
então Coordenação de Cultura
exigindo do então prefeito
Pedral Sampaio a autonomia da
coordenação de cultura,
desvinculando-a da Secretaria
Municipal de Educação -
guindando-a por Lei a
Departamento; assumiu a direção
do Departamento de Cultura da
Prefeitura Municipal de Vitória
da Conquista, onde realizou
trabalho sem precedentes, até 5
de dezembro de 1995, quando
solicitou exoneração do cargo
para voltar à direção do Centro
de Cultura Camilo de Jesus Lima
pela 3ª vez, convocado, desta
feita, pelo governador Paulo
Souto, em atenção à solicitação
das forças políticas locais.
Membro Efetivo da Academia
Serrana de Letras, cadeira nº
26, ocupou a presidência nas
gestões 1992/1995 e
1995/1998,sendo seu atual
presidente.
Fundador do CONSELHO REGIONAL DE
CULTURA DO SUDOESTE DA BAHIA -
COREC SUDOESTE, em 1993, quando
foi eleito 1º Vice-Presidente,
sendo reeleito em sucessivos
mandatos, diante da brilhante
atuação naquela instituição não
governamental que, em 1995,
apresentou 440 eventos culturais
nos 25 municípios filiados.
Nos últimos anos, publicou 11
edições da ANTOLOGIA ESCRITORES
BRASILEIROS em prosa e verso, as
antologias 7 ESTRELAS DA POESIA,
5 ESTRELAS DA POESIA e mais
recentemente seu mais novo livro
de poemas ESTADOS d'ALMA.
Meus sites e blogs:
www.apoloacademiadeletras.com.br
www.cidadeemfoco.tk |
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A SAGA DO VELHO CHICO
O beato Conselheiro
Já dizia há tantos anos
O sertão vai virar mar...
O profeta benzedeiro
Nem imaginava os planos
Que iriam arquitetar...
Em Alagoas, Sergipe
O mar vai tomando o rio,
Evacuando as cidades...
Quem diria que um Ripe
Num insano desvario
Estivesse com a verdade...
Gaiolas, carrancas, lendas,
O misticismo ancestral,
Era o Chico navegável
Viagens de boas vendas
Circulava o capital
O que hoje é impensável...
Quinhentos e quatro anos
Velho Chico promovendo
A Unidade Nacional
Não só em vendas e planos,
Os sonhos foram crescendo,
Junto do bem e do mal...
Grande Américo Vespucci
Cartógrafo Italiano
São Francisco o batizou
Dizendo ao povo, não lute,
Guarde o rio sempre sano
E a viagem continuou...
Com nau de Gonçalo Coelho
Na bendita expedição
Lá na foz do Velho Chico
Missa e reza de joelho
O rio que une a Nação
No dia de São Francisco
Depois, Teodoro Sampaio
O Chico imortalizou
Com todo o mapeamento...
Longas viagens, ensaios
Seu curso inteiro estudou
Desde a foz ao nascimento...
Os grandes bancos de areia
Que se formaram em seu leito
Fruto do assoreamento,
É um coração sem veia
Arqueja dentro do peito
Morre sem bombeamento...
Chega a tal Transposição
Com a desatada sangria
Insana e irresponsável...
Sem Revitalização
Levantou-se a Bahia
Chegando ao imponderável...
A cizânia entre irmãos
Sertanejos, nordestinos
Nunca deve prosperar...
São interesses pagãos
Gerados nos intestinos
Que não vão se consumar...
Da Barra, o Frei Luis Cappio
Com onze dias de fome
Em greve contra o projeto
Levando a imagem e o esculápio
Quase sua vida consome
Pra parar o plano infecto...
A ordem agora é fazer
Grande reflorestamento,
Dragagem, essa é a voz
Do povo que pensa em ver
Seu rio desde o nascimento
Pujante até sua foz...
Ricardo De Benedictis
Nota Explicativa:
O Rio São Francisco foi batizado
pelo cartógrafo e navegador
Américo Vespucci e pelo
navegador Gonçalo Coelho, com o
nome do santo do dia 4 de
outubro, São Francisco de Assis,
em 1501, em sua foz no Estado de
Alagoas.
O Velho Chico, como é
carinhosamente tratado pelos
nordestinos, nasce na Serra da
Canastra, em Minas Gerais,
atravessa todo o sertão da
Bahia, parte de Pernambuco,
Sergipe e Alagoas, onde tem sua
foz (encontro com o mar).
Há alguns anos, vários governos
trabalham a hipótese da
Transposição das suas águas para
atender parte do sertão dos
estados de Pernambuco, Paraíba,
Ceará e Rio Grande do Norte,
podendo também beneficiar o
Piauí.
O projeto é polêmico, os
impactos ambientais não se
encontram devidamente
equacionados ou esclarecidos e
teme-se que a sangria das suas
águas sem a execução de um
grande projeto de revitalização,
faça o rio secar, trazendo
enormes prejuízos para todo o
Nordeste, uma vez que as
hidroelétricas nordestinas
localizam-se na Bahia e na
divisa com Pernambuco. Além de
outros impactos econômicos
negativos para as comunidades
ribeirinhas, nos seus mais de 3
mil Kms. de extensão. |
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Rui
de Oliveira Lima, jovem
poeta português
residente na cidade de
Braga, licenciado em
gestão pelo Instituto
Politécnico de Viana do
Castelo.
Autor do livro «Raiz do
Pensamento» publicado em
2011 pela WordArtFriends
Editora, com o nome
apenas de Rui Lima, e
participante com 1 poema
na antologia poética
«Entre o Sono e o Sonho
III» publicado em 2012,
pela Chiado Editora"
Caminhos literários:
http://worldartfriends.com/pt/users/rui-lima
http://ruilima.50webs.com/index1.html
http://www.blocosonline.com.br/literatura/autor_poesia.php?id_autor=3460&flag=internacional |
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TEMPO QUE O TEMPO
NÃO TEM
espera monótona pelo
futuro
concreto ou incerto
talvez inseguro
longe ou perto
feliz, triste ou
discreto
melancólico tempo de
espera
por algo que não se quer
aguardar
algo que nos prende
e que não nos deixa
libertar
emoções, sofreguidões
necessidades de
sensações
algo concreto e que nos
enerva
disserto que nos
conserva
na incerta apatia da
reserva
© Rui De Oliveira Lima
http://worldartfriends.com/pt/club/poesia/tempo-que-o-tempo-n%C3%A3o-tem |
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Meu nome é
Rita de
Cássia
Teixeira
Rocha.
Assino meus
trabalhos
como Rita
Rocha. Nasci
e resido em
Santo
Antônio de
Pádua – RJ,
num 29 de
agosto. Sou
casada,
tenho dois
filhos e
netos.
Professora
inativa, da
Rede
Estadual de
Educação do
RJ, com
licenciatura
em
Geografia.
Trabalhei
muitos anos
em sala de
aula, onde
eram
desenvolvidos
Projetos
Pedagógicos,
sempre
incluindo,
poetas e
poesias nos
temas
apresentados.
Gosto de
literatura,
música,
internet, um
bom filme e
viajar.
Desde cedo
costumava
rabiscar uns
versinhos,
que acabavam
indo pro
lixo. Quando
me apaixonei
pelos
famosos PPS´s
, vi a
possibilidade
de usar meus
poemas nos
slides. Isso
há uns três
anos atrás.
Não foi
fácil,
soltar na
rede o que
havia sido
retido por
tantos anos.
Foi assim
que comecei
a fazer meus
rabiscos e
soltar na
net... Hoje
me encontro
entre
grandes
mestres da
poesia, isso
me deixa
extremamente
feliz.
Estou
preparando
meu primeiro
e-book.
Todos nós
temos poesia
na alma, é
uma questão
de
disponibilizá-la.
O poeta
possui alma
ardente,
pois envolve
nos próprios
sonhos, os
sonhos de
muita gente
http://www.recantodasletras.com.br/autores/ritarocha
http://www.sergrasan.com/ritarochaslides
http://www.academiavirtualbrasileiraalmaartepoesia.com
http://www.avspe.eti.br/poetas2012 |
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LUA
Oh, Lua tão
bela e tão
amada!
O espaço é a
tua morada
Porque me
deixas tão
triste
Nesta fria
madrugada?
Segue teu
rumo
brilhando
Tal qual
nave
imantada
Que te
importas
minha
tristeza
Se tu és
sereia
encantada!
Vendo-te
assim,
parece-me
alada
A bailar no
universo,
calada...
Serás que
tens
percebido,
O quanto me
sinto
isolada?
Sou alma
sozinha
atada
Aos
mistérios da
vida.
Sou folha
branca
assolada
E num
tornado,
inserida.
Olho-te
assim,
tristemente
Nesta triste
madrugada
Mitigando
minhas dores
Também sigo
a
caminhada...
Rita Rocha |
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Natural de Porecatu no Paraná, 51 anos, casada há 31 anos com José Jorge, 03 filhos maravilhosos, Web designer e dona de casa. Meu hobby é ler, sou viciada em livros, adoro escrever e principalmente adoro enfeitar a poesia e pra isso que dedico bastante do meu tempo. |
| QUEM ME DERA...
Quem me dera voar pelo infinito
e lá de cima libertar meu grito,
descrever a cantar como é bonito
termos nascido neste chão bendito!
Pra olhar lá de cima a face da terra
quem me dera voar pelo infinito!
Ah, se eu pudesse eliminar a guerra,
e a dor findar neste planeta aflito!
Queria ter asas iguais às dos anjos
pra ver meu sonho se concretizar,
e através de mil líricos arranjos,
A paz no mundo voltaria a reinar.
Seria a mais feliz das criaturas
se Deus ouvisse o meu orar contrito
e a terra povoasse de almas puras...
Quem me dera voar pelo infinito!
SuelyDam |
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Meu nome é Samuel Freitas de Oliveira, mas uso o pseudônimo de Sá de Freitas para escrever. Bacharel em Letras. Quatro livros publicados por conta própria: Raios de Otimismo, Luzes de Esperança, Fragmentos D'Alma e Folhas Dispersas já esgotados, sendo que os dois primeiros foram transformados em E-Books. Comecei a rabiscar, como faço até hoje, desde criança e, aos treze anos de idade, pus-me a publicar poesias, crônicas, contos, pensamentos e artigos, em vários jornais e revistas do Estado de São Paulo. Meus trabalhos, quase sempre, são dedicados à paz mundial, à paz íntima, à esperança e à defesa ecológica. Sou membro efetivo das Academias: AVPB (Academia Virtual Poética do Brasil) AVSPE (Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores) AVBL ( Academia Virtual Brasileira de LETRAS), ACADEMIA BRASILEIRA DE POESIA - CASA DE RAUL DE LEONI - não virtual e CASA DO POETA BRASILEIRO DA PRAIA GRANDE-SP-. Cônsul dos Poetas Del mundo em Avaré-SP e AUTOR DO PORTAL CEN.
Faço parte de vários Sites e Grupos no Brasil e fora dele. Em 03-12-2011, ganhei a Comenda CHAVE DE OURO no 5º Festival de Sonetos, promovido pela ACADEMIA JACAREHYENSE DE LETRAS -Jacareí-SP, não virtual, Mais recentemente, 2012, venci um concurso com "versos livres" na MINIREVÍSTA LITERÁRIA "CANTANDO E POETIZANDO" de Marcos Toledo, não virtual também. Participei de várias Antologias, incluindo a dos " MELHORES DA POESIA BRASILEIRA" em Livro impresso.
Gosto e componho em todos os estilos, mas opto para o Soneto, por considerá-lo a essência da poesia. De resto sou muito simples no viver, no agir e no vestir-me, pois entendo que é na simplicidade que encontramos e compreendemos a razão verdadeira da vida
http://www.recantodasletras.com.br/escrivaninha/publicacoes/index.php
http://www.crlemberg.com.br/poeta/safreitas/cancaoaoamor.htm
brppoetasdelmundobrasil@gmail.com
http://www.avspe.eti.br/poetas1/freitas.htm |
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ACORRENTADOS
Tão forte em mim é o amor! Tão dominante,
Que já não mais farei conjecturas,
Se ele traz afagos ou torturas,
Ao meu ardente coração de amante.
Sei que, igual a chama crepitante,
Ele incinera as minhas amarguras,
Reduz a cinzas minhas desventuras,
E faz minh'alma se tornar gigante.
Porque o amor ninguém, no mundo, explica,
Quem tentar explicá-lo se complica,
Pois será sempre algo inexplorado.
Ele é a corrente forte que nos prende...
Disso sabe quem ama, mas não entende,
Porque vive feliz acorrentado.
Sá de Freitas
Avaré-SP-Brasil |
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