Antologia Virtual

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Setembro 2012

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66 - SIDNEI PIEDADE

Sidnei Piedade, nasceu em Assis / SP no dia 25/Fev/1954 onde reside atualmente. Cursou o Segundo Grau. Casado com Selma Luíza Dias Piedade. Pai de 02 filhas, avô de 03 netos. 3º Sgt. PM aposentado. Escreve poesias. "Continuo estudando na escola da vida e não vou desistir enquanto o Senhor assim o permitir."
www.sidneipiedade.prosaeverso.net
http://sidneipiedade.blogspot.com
http://academiavirtualbrasileiraalmaartepoesia.com/academicos/s/sidnei_piedade/index.htm
www.sergrasan.com/sidneipiedade

 

EU NÃO POSSO VIVER SEM VOCÊ


Eu não poderia amanhecer sem seu amor, sem jamais sonhar, sentir e esperar. Não posso dizer adeus, me entregar prá solidão... Pois te amo e te quero no meu coração. Não posso viver sem seu amor, sem ele nada sou... Pois tu conheces o meu caminhar, modo de agir e falar. Tu és a fonte do meu desejo... Minha heroína na arca reconstruída, minha louca fantasia em noites de magia. Ao seu lado atravesso o mar e mundo... Pois és meu amor profundo. Seu amor é minha paz, sua presença me alegra e completa, com você sou mais feliz... Sou o que sempre quis. Quando as lágrimas sufocaram meu sorriso, você me deu a chance de te amar mais uma vez. Sou o homem mais feliz do mundo, pois em todos os momentos está por perto... Te amo demais e não posso viver sem você...pois só teus beijos me fazem viver a vida com mais prazer.

Sidnei Piedade

 

 

 

67 - SILVINO POTENCIO

S. S. Potêncio - (Silvino dos Santos Potêncio) é natural da Aldeia de Caravelas no Concelho de Mirandela – Trás-Os-Montes - Portugal.
- Autor de “Curriças de Caravelas” , livro de poemas sobre a vida na Aldeia até ao inicio dos anos “60” do século XX, como sendo este trabalho, uma colectânea de poemas e trovas comentadas sobre os usos e costumes da aldeia típica transmontana, o livro está parcialmente publicado em forma de textos. - Tem também centenas de crônicas virtuais publicadas sob o Título genérico de “Catramonzeladas” (140) além de um outro livro de poemas do inicio da década de “70” entitulado de “Eu o Pensamento e a Rima” ainda em fase de formatação e acabamento para edição.
Autor de “OS NÏZCAROS” (um conjunto 80 crónicas temáticas durante a ultima campanha para eleiçoes Presidenciais em Portugal e publicadas parcialmente em vários portais virtuais) , recentemente, deu inicio a uma nova série de crônicas sob o título de “Os Gambuzinos” (em andamento) por analogia critica à sociedade atual no mundo lusófono da emigração, e actualizadas periódicamente no Blog http://osgambuzinos.blog.com
– Tem em construção também um pequeno livro de histórias caricatas e/ou relatos de situações inusitadas, muitas das quais vividas de perto, directa ou indirectamente pelo autor, sob o título de “Estórias de Um Caixeiro Viajante”, de onde se extraem vários textos e versos comentados que costumam encabeçar alguns dos escritos para publicação.
Destaque para o “E-Book editado pelo Portal CEN – Cá Estamos Nós, com participação e Arte da WebDesigner Iara Melo sob o título “CONVITE PARA TOMAR CHÁ”!!!...
- Atualmente, o autor é residente em Natal ( capital do Estado do Rio Grande do Norte) – Brasil, onde faz trabalhos de Consultoria Autônoma de mercado internacional para empresas de turismo, comércio de importação e exportação, bem como corretagens e intermediações em operações imobiliárias e de investimentos diversos.
Blog pessoal: http://zebico.blog.com/ + http://osgambuzinos.blog.com
Página Literária: www.silvinopotencio.net

 

A DOR DE UM RETORNADO...


...Uma lágrima de dor,
Um suspiro de pouco amor,
- Uma nuvem ao sol-pôr,
- num oceano vermelho-rubro, de estertor!...

Um sentimento de puro abandono,
Qual andorinha no sono,
Desta primavera já sem dono,
- Sem inverno, sem verão e sem outono.
...Uma lágrima de dor e de saudade,
Um soluço não contido por maldade.

- Desta vã caminhada em tenra idade,
- Na esperança de um última vontade...
Se me escapa já por muito desalinho,
Da postura inconformada sem carinho,
- Da minha alma que se vai devagarinho.
- Contra o vento da quebrada do caminho!

Uma lágrima no rosto que padece,
Qual folha solta desta cepa que envelhece...
- Feito tronco de castanho que anoitece,
- Na ramada tão sem flor, que o frio nela desce.
...Um lágrima de dor!...
Desta primavera já sem cor,
Um soluço não contido ao sol-pôr.

- Uma lembrança tão distante desse amor!...
- Da minha alma, ela se afasta num vapor.
Essa dor...essa lágrima, essa flor...
Por lá ficou adormecida,
Não desceu pelo meu rosto já nublado,
Desta dor de ter saudade à despedida...
Que já pressinto estar aqui, ... bem a meu lado.
Uma dor...
Uma nuvem...
Uma lágrima,
- no oceano deste amor tão mal-tratado!
Mais um sonho que se apaga amortalhado.

Autor: Silvino Potencio (in Poesias Soltas)
Lisboa: Out/1979

 

 

 

68 - SAAVEDRA VALENTIM

Saavedra José Rios Valentim nasceu na pequena cidade de Miraí, Zona da Mata de Minas Gerais, em 26/12/1946. Sua geração não conheceu os tempos de horrores da Segunda Guerra Mundial, mas suas histórias a influenciaram fortemente. Miraí, inclusive, enviou três pracinhas para a Itália, de onde somente dois retornaram com vida e foram recebidos como heróis. Foi nesse ambiente do pós-guerra que Saavedra passou a infância e a juventude. Estudou, lá mesmo em Miraí, o primeiro grau e cursou o ginásio, onde conheceu o grande amor de sua vida, a esposa Maria Isabel, com quem se casou em 1973 e tem 2 filhos: a advogada Ana Paula e o biólogo Saavedra Junior.
Após concluir o curso técnico de contabilidade na vizinha Muriaé, em 1966, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Trabalho com câmbio e comércio exterior até se aposentar em 2008. Em 1991 mudou-se para Vitória, onde vive até hoje.
Graduado em Ciências Econômicas e pós-graduado em docência superior, lecionou comércio e relações internacionais em diversas faculdades do Espírito Santo.
Seu ingresso no mundo da literatura aconteceu ainda durante a juventude, através da poesia. Infelizmente, muito do que escreveu se perdeu ao longo do tempo. O autor lamenta a falta de organização e cuidado com o que produziu durante a sua vida. Mas, há alguns anos, vem catalogando e publicando seus poemas em diversos sites e dedica mais tempo a escrever, seu passatempo predileto.
Da poesia passou para ensaios, prosas, artigos que permanecem em seus arquivos pessoais. Publicou o seu primeiro livro de romance em setembro de 2010, Confissões de uma mente confusa.

 

UM SER NOTURNO


Gosto de sentir a noite! Cultivar os seus mistérios.
Sou um ser da noite, tal os morcegos, as corujas... Ah e a lua!
Compartilho com os seres noturnais suas preferências, suas companhias,
Seus amores, seus dissabores, jorros das lágrimas, de alegrias e de dores.
Dizem alguns, que para viver na noite tem de se ter luz própria.
Talvez um pirilampo, que, como as estrelas, cintilam seu esplendor,
Criando um céu único e nos trazendo a magia do seu brilho,
Que os torna ímpares, seres místicos, que nos envolvem e seduzem.
São as borboletas noturnas, em busca da rosa negra,
Espécie única para eles criada, cultivada no jardim do pecado.

Todos que brilham, cedo ou tarde, atraem os predadores,
Que povoam todas as noites, em todos os lugares, hienas!
Devoram sua carne, sugam o seu sangue e aniquilam a alma.
Ah, se as pessoas entendessem a noite, a respeitassem,
Iriam saber quão triste é o amanhecer, o nascer do dia.

O dormir é um tormento que invejo, mas repugno.
O meu corpo dormita, busca repouso numa morte temporária,
Já que a minha alma permanece sempre viva pela longa noite.
Na eternidade das noites, é que deixo minhas marcas na vida.
A nossa cumplicidade beira a monotonia de um casamento,
Quando busco nas trevas a luz da inspiração e sou negado.
Vago pelos caminhos obscuros das letras dos meus escritos,
Tiradas das inspirações ocultas na minha aura fumegante.

A morte rondante, impiedosa, costuma agir à noite, ceifando almas,
Destinando a carcaça ao pó, máquina enferrujada, desgaste da vida.
A noite, entretanto, é a mãe de todas as criaturas: as desviadas,
De almas confusas, presas ao crime, submissas ao mal, encerradas no vício.
Mas também abriga inspirados seres, que derramam seus queixumes,
Exalam seus amores, seus desamores, encontros e desencontros,
Em versos primorosos, ou nem tanto, medíocres até, mas jorram da alma.

Envergonho-me das minhas fraquezas, das minhas impurezas,
Das minhas solidões a dois, a três, a mil, castigo que aos insones se impõem.
Tristeza profunda esmaga o meu peito, comprime meu coração,
Infartado pelo bloqueio das palavras que não vêm.
A morte anda me rondando, mas não a temo, desde que seja breve,
Leve, sem dores nem sofrimento, pois assim será um alento.

O que me amedronta não é a morte, mas a própria vida,
Um nascer e um morrer diários, cujo sentido não decifrei ainda.
Os corvos agoureiros grasnam nas árvores próximas,
Farejando putrefatos corpos, mesmo antes da sua consumação.
Carniceiros, seres demoníacos, a serviço dela, a ceifadora.

Exponho minh’ alma, declaro minhas paixões, minhas ilusões,
Apiede deste ser, que vive uma busca incessante do amor sem dor.
Mas ela é uma adversária intransigente, impiedosa, compulsiva,
Não negocia, nem se corrompe, cumpridora dos seus deveres!

Amigos, já não os tenho. Se foram mundo afora, noite adentro.
Mulheres? Muitas entraram e passaram na minha vida.
São como o ar que respiro, inspiro, expiro para viver,
Até saber que começa a nos matar desde o nascer.
Pura traição! É o melhor desempenho delas.
Com todos os pesares, as guardei bem aqui dentro,
Uma a uma, sem distinção.
O sol já vai nascer, o ser noturno se recolhe
Até o próximo anoitecer.

Saavedra Valentim

 

 

 

69 - TÉKA CASTRO

Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro ( Téka Castro)
Escritora e professora de Química - SP - SP- BRASIL
Autora do Projeto Reaproveitamento Alimentar da EE Prof. Dr. Lauro Pereira Travassos
Participante de várias antologias.
http://alegabema.bogspot.com
http://recantodasletras.com.br/autores/tekacastro
http://youtube.com/alegabema

 

NATUREZA


O respeito á Natureza começa em casa
Na partilha e convivência com a família
No gesto simples de água, energia, não desperdiçar
E, no alimento com amor preparar.
Saber aproveitar, grãos, talos, cascas,
E, nada fora jogar,
Saber reciclar, reutilizar, e repensar
São coisas de um bom e respeitável cidadão.
A Natureza pede socorro,
Nos morros que caem com as chuvas,
Sem encostas, sem vida às margens dos rios,
O deserto incerto a nós.
O tempo que destruímos, hoje temos que resgatar,
Maneiras simples não faltam,
Basta a gente re-aproveitar.
Comermos o que a Natureza nos dá,
E, a ela ofertar nosso agradecer.
Saber com a criação divina conviver,
E, não destruir a Terra, com guerras, e devastação.
Na África, sofrem seres de toda espécie,
E, os países desenvolvidos, nada resolvem, e de lá esquecem.
Vivem nas crises financeiras, seja aqui ou as estrangeiras,
O homem deve amar a Deus,
E, não ter o dinheiro, como senhor.
Seja como for, precisamos reverter logo.
A aurora se aproxima.
Já não haverá mais poesia,
E, choro de crianças famintas devorarão nossa alma.
A esperança é anciã,
Temos que bendizer a Vida,
A criação divina,
Respeitar a Natureza é uma prova de amor!!!
Faça algo útil, aqui, ali, seja onde for!!!

Téka Castro

 

 

 

 

70 - VARENKA DE FÁTIMA ARAÚJO

Varenka de Fatiam Araújo: Reside em Salvador-Bahia. Funcionária Pública. Participou de várias antologias. È colaboradora do Artpoesia; do Jornal Raizonline; Celeiro de Escritores, Varal do Brasil.
LIVROS:
“Ela em Versos” Edição 2011;
“Fatos e Retratos” Edição 2012, Ed. Celeiro de Escritores.
Membro da Academia de Cultura da Bahia.

 

PORTUGAL


Em tempos idos e louvados
Portugal com um rei poderoso
Tão querido e amado por todos
E por mandado seu, uns portugueses
Por mares navegaram a descobrirem terras
Avistam uma bela e tropical
Sendo a mãe pátria do Brasil
Os lusos aportaram na terra rica
Construíram a cidade de Salvador na Bahia
Com semelhança da capital de Portugal
O Pelourinho e o Carmo no centro histórico
Com arquitetura igual a Lisboa tropical
Aqui é a nova Lisboa, tão festejada
Neste novo tempo vibramos no pelourinho
Com tambores coloridos e musicas contagiantes
Daqui canto, elevando e meu amor por Portugal.

Varenka de Fátima Araujo

 
      

                                 para 16ª pág.