Antologia Virtual

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Setembro 2012

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06 - ALUIZIO REZENDE

Aluizio Rezende carioca, poeta, contista, romancista. Formado em Letras e Engenharia Civil. 6 livros publicados, entre eles Desejos Descalços (contos e romance, 2006) e os de poesia Descaminhos (2007) e 14 Versos (2010). Publicado em antologias de prosa e poesia. Primeiro Lugar no XI Conc. Nac. de Poesia Francisco Igreja (APPERJ), no II Conc. de Poesia Cybelle de Ipanema e no Conc. Literário da ABRAMES 2011. Prêmios de Literatura UFF e FEUC 2008 e outros. Idealizador e fundador do Movimento Cultural Poveb (Poesia, Você Está na Barra). Membro da APPERJ (Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro) e do SEERJ (Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro). Engenheiro da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Caminho Literário:
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/alurez

 

PAÍS DAS ILUSÕES FEMININAS


“Srs. Responsáveis
Pelos setores de segurança desta nação, pelas Delegacias de Polícia, pelos órgãos de prevenção e repressão a todos os tipos de crimes, pelos órgãos de proteção à criança, ao adolescente e às mulheres, pelos órgãos que cuidam dos desaparecidos, senhores juristas e magistrados responsáveis por proposições visando a alterações no Código Penal, Ministros de Estado e, até onde for cabível, Ministros das Forças Armadas, senhores e senhoras que constituem esta bela nação que eventualmente tenho a honra de presidir,
Reconheço que não é esta talvez a melhor forma de me dirigir a Vs. Sas., mas o faço pela impetuosidade que me impõe o coração:
Esperando não ter omitido setores que possam estar incluídos entre os elencados, dirijo-me respeitosamente a todos no sentido de serem envidados incansáveis esforços para o esclarecimento e a redução dos crimes de morte, para a redução do espantoso número de desaparecimento de crianças, para a erradicação das cenas chocantes de espancamentos de presos que testemunhamos pela TV, pelo maior treinamento de policiais para que sejam evitados crimes de morte em nossas ruas contra cidadãos de bem – enfim, incansáveis esforços de Vs. Sas. no sentido de se estabelecer uma parcela maior de Justiça em nosso país.
Sei que o termo Justiça é amplo e que inclui a atuação dos políticos, os elevados índices de corrupção infelizmente ainda registrados e outras situações amargamente controversas. No entanto, estou convicta de que, se seus esforços forem coroados de êxito, teremos o resgate de uma importante fração de Justiça, culminando com o sentimento de maior segurança por parte da população. O que não é possível é continuarmos com o nível de acontecimentos dessa natureza que tornam acintosamente banais atos que todos deploramos. Entendo que muitos crimes e procedimentos condenáveis são inevitáveis. Ocorre que o seu não estancamento, através de medidas que podem estar ao nosso alcance, contribui para a banalização desses atos, que passam a ter uma importância secundária no nosso dia-a-dia”.
Que era aquilo? Que discurso era aquele no horário nobre? Todo mundo se espantou. Está certo que a Presidenta era mãe, avó, de origem comum e deveria estar chocada, como qualquer pessoa, com o recente noticiário na TV. Mas era totalmente inusitado este tipo de pronunciamento na telinha da parte do mandatário da mais elevada envergadura no país. A conclusão óbvia foi a de que “a Presidenta deve estar vendo muita televisão. Quando devia estar fazendo coisa mais importante”.
O fato é que, depois daquela advertência, crianças pararam de sumir de hospitais, pacientes deixaram de morrer na fila de atendimento, crimes há muito esquecidos foram elucidados, arbitrariedades cometidas por policiais não apareceram mais na TV, não houve mais notícias de cidadãos de bem mortos em incursões ou blitzes policiais, etc.
Houve, como eu, quem dissesse, logo após o pronunciamento da Presidenta, que vivíamos no país das ilusões. Tempos depois essas mesmas pessoas reconheceram que as ilusões podem se tornar realidades.
Chegada a época das eleições presidenciais, apesar do clamor da população para que tentasse a reeleição, a Presidenta foi taxativa quanto à decisão de se retirar da vida política. Alegava que seu sucessor poderia chegar ao resgate de outras parcelas de Justiça, agora que o país trilhava, reconhecidamente por todos, caminhos que já não eram mais os da esperança.
A eleição chegou e a faixa presidencial foi transmitida. Só que agora tínhamos um Presidente.

Maricá, 21/07/2012
Aluizio Rezende

 

 

 

07 - AUGUSTA SCHIMIDT

Augusta Schimidt - Nasci em Campinas/SP/Brasil. Sou professora do Ensino Fundamental, capacitada em projetos pedagógicos, escritora de histórias infantis, artigos pedagógicos e outros textos. Publicada em livros didáticos desde 2005.
www.coletaneadosaber.net

 

EXALTAÇÃO


Clara manhã rosada segue o dia,
Luz crescente, dissolve o sal da bruma
O sol, vida reduto da emoção,
Mistério que seduz exalta em lida.

Sai pelo mundo, evita a inércia, vai...
Conduz o seu destino e se profícuo
Pesado é o fardo que te impus à alma
Eu sei... Mas meu amor te vela e acalma...

Pariu meu peito, amor alvissareiro
Uma árvore plena, sabia fonte
Do poder é o dono e o sementeiro.

Da luz dourada o régio brilho aparecer
Pelas galáxias, há o teu ardor...
Prova brilhante o sol que podes ser.

Augusta Schimidt

 

 

 

08 - CARLOS LÚCIO GONTIJO

CARLOS LÚCIO GONTIJO é poeta do Estado de Minas Gerais/Brasil, residente na cidade de Santo Antônio do Monte. Cursou Jornalismo na FAFI-BH, hoje UNI-BH, em Belo Horizonte, no ano de 1976, passando então a atuar como jornalista – durante 30 anos –, no “Diário da Tarde”, veículo de comunicação impressa que circulou, ininterruptamente, de 14 de fevereiro de 1931 a junho de 2007.
É PORTADOR de título de Honra ao Mérito da Prefeitura de Santo Antônio do Monte (1977), do “Troféu Magnum de Cultura”, homenagem do Colégio Magnum Agostiniano, em comemoração aos 100 anos de Belo Horizonte (1997); Destaque Profissional Regional 2003/Conselheiro Lafaiete-MG; dá nome à biblioteca comunitária do Bairro Flávio de Oliveira e, também, à biblioteca do Instituto Maria Angélica de Castro (Imac), ambas em Santo Antônio do Monte.
É membro da Academia de Letras do Brasil-Mariana (ALB-Mariana), onde ocupa a cadeira nº 15 cujo patrono é o poeta Bueno de Rivera. Possui assento, também, na Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores (Avspe), com sede no Balneário Camboriú/SC; na Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO) e na Academia Santantoniense de Letras (ACADSAL). Foi presidente da Associação Mineira de Imprensa – AMI (2002/2005). No ano de 2012 recebeu, pelo conjunto de sua obra, o Prêmio Mérito Literário Poeta Antônio Fonseca, instituído pela Academia Betinense de Letras (ABEL).
Nos anos de 2005 e 2007, seu romance Cabine 33 foi indicado e adotado no vestibular da Faculdade de Administração de Santo Antônio do Monte – FASAM. Carlos Lúcio Gontijo foi agraciado com o título de cidadão honorário, em Reunião Extraordinária do dia 7 de agosto de 2007, por meio do Projeto de Resolução nº 022/2007, de autoria do vereador Arnaldo de Oliveira.
O autor integra o Movimento Poetas del Mundo e mantém no ar, desde 5 de junho de 2005, o site Flanelinha da Palavra (www.carlosluciogontijo.jor.br), no qual disponibiliza aos internautas toda a sua obra literária (14 livros), fotos, músicas e alguns artigos jornalísticos etc.
Obras de Carlos Lúcio Gontijo:Ventre do Mundo (Poesia – 1977). Leite e Lua (Poesia – 1977). Cio de Vento (Poesia – 1987). Aroma de Mãe (Poesia – 1983). Pelas Partes Femininas (Poesia e prosa – 1996). “Coletânea” (Editada em dois volumes, no ano de 1988,contendo os cinco primeiros livros do autor). O Contador de Formigas (Romance e poesia – 1998 – 1ª edição; 1999 – 2ª edição). O Ser Poetizado (Poesia e prosa – 2002). O Menino dos Olhos Maduros (Novela e poesia – 2002). Virgem Santa sem Cabeça (Romance e poesia – 2002). Cabine 33 (Romance e poesia – 2004). Foi indicado para o vestibular da Faculdade de Administração de Santo Antônio do Monte (FASAM) nos anos de 2005 e 2007. Lógica das Borboletas (Romance e poesia – 2007). Duducha e o CD de Mortadela (Livro Infantil – 2009). Jardim de Corpos (Romance e poesia – 2009). Quando a Vez é do Mar (Romance e poesia – 2012). Participa da coletânea “Poetas del Mundo em Poesias”.Volume I (abril de 2008), editora Gibim. Marca presença nacoletânea “Galeria Brasil 2009 – Guia de Autores Contemporâneos”, um livro organizado pela entidadeCeleiro de Escritores e publicado pela Editora Sucesso, São Paulo/SP. Inscreve-se na “Antologia da Associação Internacional Poetas de Mundo”. Volume I (setembro de2011). Insere seu nome na Antologia ALB-Mariana, Aldrava Letras e Artes e Inbrasci-MG (dezembro de 2011), intitulada “Lumens em prosa e verso”.

 

O poeta Bueno de Rivera


Somos todos acadêmicos e literatos à medida que nos deixemos tocar pela beleza e pela sensibilidade da palavra escrita. Serei breve em minha fala, pois me remeterei a Bueno de Rivera, um poeta maior, um fazedor de horizonte, um receptor de luzes, cuja chama não se transpõe, ou melhor, recusa-se a ficar inteiramente no papel; é calor que só o coração e o espírito podem acolher, conter e guardar.
Bueno de Rivera, agora patrono da cadeira 15 que ocupo na Academia de Letras do Brasil-Mariana (ALB-Mariana), era o nome artístico do mineiro Odorico Bueno, que há muito é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa, com tradução em diversos países e referência obrigatória para todo e qualquer estudioso da verdadeira poesia feita no Brasil.
Bueno de Rivera nasceu em 1911, na cidade mineira de Santo Antônio do Monte, município do Centro-Oeste de Minas Gerais, onde eu passei minha infância, parte de minha juventude e bate lá o meu coração. Era menino ainda quando, pela primeira vez, ouvi a citação de seu nome. Não por um professor ou sequer um estudante, mas por intermédio do pedreiro João Bueno, que à época trabalhava em uma reforma na casa de meus pais e se gabava de ser parente do festejado poeta.
Em 1976, tive o prazer e a honra de conhecer o grande poeta mineiro Bueno de Rivera, em visita a seu apartamento, na região central de Belo Horizonte, e imediatamente me lembrei do pedreiro João Bueno, pois me deparei com uma pessoa simples, um engenheiro da palavra – tijolo por tijolo –, um intelectual avesso a qualquer tipo de badalação e devotado pai de família. Infelizmente, por seu recato e discrição, o incomparável Bueno de Rivera permanece autor desconhecido do grande público até os dias de hoje, como costuma acontecer com os que, como ele, Emílio Moura e Henriqueta Lisboa – por exemplo – se entregam de forma voluntária ao isolamento e à escassa divulgação em solo das Gerais.
Contudo, como ia dizendo, procurei o poeta Bueno de Rivera com o intuito de solicitar um prefácio para o meu segundo livro (Leite e Lua). Bueno não se fez de rogado, mas com jeitinho bem mineiro cuidou de me dar alguns conselhos sobre a busca de estilo próprio e a indispensável lapidação do dom que carregava comigo. Pois bem, como para bom entendedor meia-palavra basta: lancei o livro prefaciado pelo poeta mineiro de Santo Antônio do Monte em 1977 e, seguindo as orientações do mestre, só voltei a editar dez anos depois, quando me julguei mais bem preparado.
Lamentavelmente, Bueno de Rivera faleceu em 1982, deixando-nos três importantes livros de poesia: Mundo Submerso (1944); Luz do Pântano (1948); e Pasto de Pedra (1971). E só não publicou mais obras literárias porque o enorme sucesso de crítica não lhe trazia o necessário retorno financeiro e, com família para criar, ele – mineiro pé no chão, homem da montanha – optou por ganhar o pão de cada dia exercendo outras atividades, como a publicação do “Guia Rivera”, livreto vendido nas bancas de jornais e revistas, que trazia o número, o trajeto e o ponto de todos os ônibus coletivos da capital mineira.
Porém, seus livros jamais deixaram de ser lidos e comentados nos altares iluminados dos amantes da boa poesia mundo afora. Ainda recentemente, Bueno de Rivera foi premiado com a publicação de vários poemas seus numa bela seleção feita por Affonso Romano Sant’Anna, onde seus versos luzidios, enxutos e precisos arrancaram aplausos e, mais uma vez, semearam conscientização e sensibilização do ser humano, como em O Apocalipse do Aleijadinho:

Dobram os sinos
do Carmo
— pelo ricaço
— pelo devasso.

Dobram os sinos
das Mercês
— pelo ouvidor
— pelo marquês.

Dobram os sinos
choram os sinos
pelos Nobres blão
pelos Brancos blão
— pelo Aleijadinho N Ã O !

Carlos Lúcio Gontijo
Poeta, escritor e jornalista
www.carlosluciogontijo.jor.br

 

 

 

09 - CÁRMEN NEVES

Cármen Neves - Nasceu em Porto Alegre RS em 05 de abril de 1966( Ama Porto Alegre!).Mas o seu coração é criciumense - mora em Criciúma SC, desde 1972.
Não se considera escritora - "sou apenas um instrumento da minha inspiração!"
Tem cinco livros editados:
Pensando em ti - 2000;
A Magia do Farol - 2002;
Castelo dos Desejos - 2008
e O Sapo, a Bruxa e a corrente do bem - 2010( todos com edições esgotadas).
O Sapo, a Rainha e o maior dos sentimentos - o Amor! - 2012
Pensando em ti II e A Missão da Fada Azul (inéditos).
Atualmente escreve o terceiro livro da série infantil, O Sapo, o Príncipe e a Superação e um romance.
Participação em algumas antologias e sites literários.
Graduada em Gestão de Recursos Humanos, Faculdade Michel.
Membro da Academia Virtual Brasileira de Letras - Cadeira de número 263.
Blog: http://fadassaposebruxas.blogspot.com
/
Site: www.carmenneves.prosaeverso.net

 

NÃO FUJAS!
ESPERA MAIS UM POUCO.


Não fujas!
Espera mais um pouco.
Deixa-me mostrar a beleza
Do céu, do mar, da lua e das estrelas.

Não tenhas medo de mim.
Sou frágil como a flor
Inocente como uma criança.

O meu espírito é que é velho,
Sofreu séculos por amor.
E, por sofrer, não sabe magoar
Não sabe mentir
Não sabe ferir...

Não fujas!
Espera mais um pouco

Cármen Neves

 

 

 

 

10 - CLAUDIO PRINCIPE DOS POETAS

Pessoa comum escrevo poesias desde cedo, tanto que tenho um casal amigo, que estão casados ate hoje, por causa de poesia, minha, eu conquistei a namorada pra ele, com a poesia, ai depois ele disse a verdade a ela, isso em 80 mais ou menos. Devo ter beirando umas 1200 poesias, escritas, de todo gênero agora, ate as sensuais, diria, são 7 blogs, 6 de poesias,
Moro em São Paulo interior, cidade Presidente Alves, 4500 habitantes, pequena, mas linda cidade. Tenho um blog dado a ela, de presente, terra dos sonhos do poeta e da princesa.
Participei da antologia, da editora all print , alimento da alma, com vários poetas e poetisas, a maioria renomados, diria sou o peixinho neste lugar, e isso graças a minha amiga, Janne Rossi, sou casado, com a princesa Rosi Freitas, esse blog amor em poesias vivas fiz a ela, do link, além do outro entre as estrelas e a poesia, nome do meu livro sonhado,
Ex bancário, antigo Banespa, técnico em radio e tv, auxiliar de enfermagem sem concluir o ensino, tenho dó das pessoas, não dava certo, medicina comigo, calmo, acho que e isso, simplesmente um poeta, que acredita nos sonhos, e no amor, o meu começou na internet, do orkut para o céu, sempre.
Todas as poesias, são minhas de fato, não tenho problemas quanto a isso.
Claudio Príncipe dos Poetas e Princesa Rosi
www.umpoetaaqui.blogspot.com
www.amorempoesiasvivas.blogspot.com

 

SAUDADE



Quando a saudade bater, e quiser machucar,
E você se esconder, para sozinha chorar,
Quando tudo lhe parecer, que não da pra suportar,
Não te esqueças.
Amor não se prende no olhar,
Amor não acaba ao se distanciar,
Amor não se perde, ao se mudar,
Esteja onde estejas.
Quando a saudade for bater,
Lembre se que o amor, de mim por você,
Não há como acabar.
Não ha como diminuir,
Não há nem mesmo como explicar,
Faço e sempre farei parte de ti.
Se a saudade dói, constrói um pensamento,
Simples e pequeno.
Não há neste mundo mesmo que imenso,
Capaz de lhe tirar dos meus mais nobres sentimentos.
Assim, anjo, se a saudade tentar lhe bater,
Saiba que eu estarei sempre dentro de você,
Em seu coração, como estas no meu.
Por que sei, isso, pelo simples fato de saber,
Que tu és um lindo presente de Deus,
E por ti, e para ti, sempre ei de viver...
Agora se for difícil ou impossível se segurar,
Saiba que onde eu estiver, estarei sempre assim,
De braços abertos a te esperar,
Por que o amor que sinto, vai muito alem de mim,
Por isso, anjo lindo, não chores, nem fique triste,
Pois eu estou aqui, e nosso amor, não tem fim...

Claudio Príncipe dos Poetas

 
      

                                 para 4ª pág.