| Antologia
Virtual
VII
Maio
2012
ORGANIZADORA:
Maria Beatriz
Silva (Flor de Esperança)

Página 4

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21 - LENA FERREIRA |
Lena Ferreira, 43 anos, professora, mãe de dois
adolescentes, começou a escrever na infância como
terapia já que sentia dificuldade de se expressar
verbalmente. Sua primeira leitura poética foi OS
LUSÍADAS de Camões e pensa que daí veio seu encanto
pelas rimas. Tem um carinho especial por Florbela
Espanca, Clarice Lispector e Cecília Meireles mas lê de
tudo um pouco. Tem aprendido muito através das
participações nas comunidades virtuais de poesia.
DA BUSCA
Volta
o silêncio num diálogo breve
tão manso e terno e eloquente
exclamando o que ia reticente
aquece o peito como chama leve
A tristeza anterior se rende
semente de sorriso vai à boca
e embora a esperança seja pouca
é nela que minh'alma se prende
Volta o silêncio e comigo fala
da solitude que ronda sua sala
mas logo parte; tenho sede ainda...
Amar-te é verso que não cala
em excesso; perfume que exala
e me entorpece nessa busca infinda
Lena Ferreira |

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22 -
LUIZ CARLOS LEME FRANCO |
Luiz Carlos Leme
Franco, professor desde 1966 e
médico desde 1973, poeta com
trabalhos publicados em Inglês,
Espanhol, Chinês e Francês, além do
Português, nos E. U. A., Paris e
Brasil (três livros próprios, várias
antologias e poesias avulsas em
jornais e revistas em vários
estados). Tem poesias no google(
picasa ) e no you tube. Premiado
muitas vezes. É verbete em livro do
M. E. C. e pertence a mais de
quarenta academias de letras no
Brasil, Inglaterra e Itália. Foi
fundador e editor da revistas “
Poesia & Cia.” premiada
nacionalmente e “Unindo o Brasil
pela Trova”, bem como fundador da
academia de letras de Londrina (PR)
e de várias casas do poeta,
ex-presidente para o Paraná da
academia Municipais de Letras, da
caravelas, da casa do poeta de
Londrina, da casa literária lampião
de gás (SP). Pertence a quatro
institutos históricos e geográficos.
Pertenceu a academias de letras
maçônicas e clubes literários além
de membros de várias instituições
literárias. Julgou em muitos
concursos literários e escreveu
muitos prefácios e apresentações de
poetas. Atual governador para o
Paraná da Associação Internacional
Poetas del Mundo, tem algumas
páginas literárias virtuais e
escreve em várias.
O rio que flui é minha vida que
passa.
O rio que passa é minha vida que reflui.
Ao contrário do rio que só caminha,
flui,
minha vida flui, reflui e flui de novo.
Ora ela está em refluxo, para dentro,
para mim,
como uma maré baixa, sem muitas ondas,
sem movimento externo, sem avançar no
espaço e tempo.
Quando ela flui, as ondas são grandes,
poderosas, construtivas.
Quando reflui, pensa, recolhe o
conhecimento conseguido e o processa.
Quando caminha como o rio, para frente,
rumo ao mar,
leva todos os obstáculos, atinge seu
destino
alcança a união de todas as águas, de
todos os frutos,
de tudo que está entre a nascente e o
mar.
A vida minha - eu - se produz neste vai
e vem,
indo ao meu interior, ao meu deus
íntimo,
à fonte de toda existência, coletar
conhecimento,
e quando se consegue mais cheia de
energia, mais sábia,
volta ao mar eterno de sal da terra,
onde deixa os dissabores,
os gravetos do meio do caminho e flui e
reflui
novamente para a fonte das águas puras
na existência do inconsciente.
Depois de muito vai e vem, transborda
finalmente na água de todos
rumo ao fim do trajeto, o que produziu
no seu trajeto
nestas idas e vindas de aprendizado e
ensinamentos, enriquecendo este mar,
que volta a abastecer as minas através
de evaporação e chuvas,
mantendo o fluxo e refluxo da vida.
Nada se perde neste mundo, tudo de
recicla, sempre vive,
ora como água da mina, ora junto com o
sal do mar,
mas tudo é água que flui a vida,
como a minha vida que flui, reflui e que
passa como o rio.
Rumo à eterna água do mar, à vida maior.
luizcarloslemefranco |

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23 -
MAIA DE
MELO LOPO
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Nascida a 25 de Janeiro de 1954
é natural de Lisboa. Artista Plástica Curso Artes
Gráficas-Escola de Artes Decorativas António Arroio
1969-1974. Curso pintura mestra alemã Maria Luíza
Pertl Heberhardt. Participou em exposições
Individuais e Colectivas e está representada em
vários Museus Nacionais como Internacionais.
Medalhas de honra Portugal. Menções honrosas Brasil.
Direito de Autor: Melopo.
Maia de Melo Lopo. Como poetisa iniciou-se em
Coletânea de Poesia na Antologia Delicatta IV e
Reflexões Para Bem Viver, livros editados pela
Editorial Scortecci na Bienal Internacional do Livro
2010/S. Paulo Brasil.
Participou também da Antologia Alimento da Alma Vol.
IV edição da Editora All Print e recebeu das mãos da
Comendadora e poetisa Jane Rossi diploma de
participação e medalha de Poetisa Destaque.
Autora e artista executiva da capa e contra- capa da
Antologia Alimento da Alma Vol. V Bienal
Internacional Rio Janeiro 2011. / Mil poemas a Pablo
Neruda-Chile. / Melhores Poetas Brasil 2011. São
Paulo. Brasil. / Mil poemas a Cézar Vallejo- Perú. /
Mil poemas a António Guimarães Dias- Caxias- Brasil.
/ Mil poemas a Miguel Hernandéz- Espanha./Brasil.
Poetisa Movimento Internacional Poetas del Mundo.
Membro da Academia de Letras Teófilo Otoni- Minas
Gerais./Brasil.
Embaixadora Universal da Paz Cercle Universel
Ambassadeurs la Paix- Orange- France & Genève /
Suiss.
Medalha de Mérito Pero Vaz de Caminha, Medalha
Palmas Académicas França Brasil. Comenda criada por
Napoleão Bonaparte e condecorada pelo Presidente e
poeta Thiago de Meneses FALASP. São Paulo/ Brasil e
Academia de Ciências de Lisboa.
Registo e Direito de Autor- Maia de Melo Lopo.
LISBOA-PT.
QUANDO
Quando só, te abandonares no
sofrimento, imagina seres uma acácia de
prata,
sempre que ouças o vento flutuar em cima
da montanha não te lembres do adeus,
todas as vezes que olhares um sinal de
luz e veres brilhar a lâmina de um
bisturi,
não sintas culpa ou medo que o tempo
desgaste as lembranças do quanto foste
ferida,
mais tarde é possível que a tristeza
desvaneça e a próxima lágrima não seja
ingrata,
pois se um dia fores acácia de prata,
sente, no Outono morrem folhas
espezinhadas,
em silêncio, se tiveste alguém ao lado e
tuas veias em devaneio desejaram ser
amadas,
quando, quando foram as vezes que
fingiste dizer não? Lembra… quando,
quando?
Quando te achares perdida na triste
escuridão, sou o lírico anjo do sonho,
deixa-me sorrir,
no tempo, longe da eternidade dei-te a
prata, escondi meu coração pois é lá o
teu lugar,
não sabes reconhecer a verdade da negra
realidade, aproxima-te bate no desejo
sem me abraçar,
oculto-me e se me despedir, não poderás
ver-me através de ti, a alma na prisão
quis fugir,
acariciei a vida, voltei a olhar-te,
vejo a paixão dos teus olhos tristes na
maior solidão,
não te iludas, o beijo do amor caminhou
num instante, foi pela ponte da palavra
quebrada,
sonhas, lavras o destino que anseias
encontrar, sentirás porque estou aqui e
tenho de ir,
quando, quando foi que na revolução eu
quis partir? Quando, quando?
Quando sentires lágrimas de gelo, nunca
verás no céu rugas errantes da minha
sombra,
enquanto teu coração prateado não
morrer, terás memórias aprisionadas das
noites quentes,
minha mente diferente vagueia na prata
mais brilhante das tuas pétalas
incandescentes,
se for embora a saudade eterna fica por
cá, em perdão o doce amor no segredo vai
renascer,
nas estrelas se notares um romance, digo
adeus na distância e nem me saberás
esquecer,
pelas serras e planícies irás perguntar
por mim, sem chance flores te dirão, o
livre anjo voou,
no cemitério do rio seu coração
sobreviveu numa acácia de prata, alguém
que tanto amou,
quando, quando imaginarás que na chama
de nós o amor não morreu? Quando,
quando? |
Maia de Melo Lopo. Lisboa/Portugal. 12.
Artista Plástica. Poetisa do Movimento
Internacional Poetas del Mundo. Embaixadora
Universal da Paz-Cercle Universel des
Ambassadeurs de la Paix-France & Genève- Suisse.

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24 - MARCELLO DOS ANJOS |
Edvaldo Marcelo Vieira da Silva
(1974). Nome artístico: Marcello dos
Anjos
Professor, escritor amador, o
paulistano Edvaldo Marcelo Vieira da
Silva, nascido em 1974. Natural de
Guarulhos, formado em História,
Pedagogia, Pós-Graduado em
Psicopedagogia, começou a escrever
alguns textos ainda criança. Mas foi
na sua juventude a partir de 1996
que demonstrou ainda mais interesse
pela escrita, e por aquilo que
pessoalmente classificou de ensaios,
sem se preocupar com modelos ou
regras, mas apenas em colocar para
fora de si, todas as suas
experiências e emoções pessoais,
além das suas observações do
cotidiano. E foi mesmo na fase
adulta a partir de 2009, após
conhecer a célebre poetisa Jane
Rossi, grande admiradora, e
incentivadora dos seus textos, que
ele demonstrou talento para escrever
poesias. E foi ainda por meio de
seus elogios e orientações, que ele
realmente se impulsionou a
realizar-se como poeta, fazendo com
que seus escritos, começassem a ser
divulgadas em algumas publicações
antológicas sobre poesia. Fato esse
que se dá até os dias de hoje.
Neste ano do centenário de Luiz,
O fruto bendito do senhor Januário
O nosso saudoso Gonzagão
Quero eu, que não sou cantador,
Nem sanfoneiro, vaqueiro,
Repentista ou mesmo nortista
Mas por meio de minhas rimas
Como paulistano e bom brasileiro que
sou,
prestar esta seleta homenagem
A um grande, cabra da peste,
Gonzagão o nosso rei do baião
Nascido no sopé da Serra de Araripe
Em Exu, no sertão de Pernambuco
Homem, que nunca abandonou suas raízes
Um autêntico representante
Da cultura nordestina
Acompanhado de sua
Sanfona, triângulo e zabumba
Com fé no seu padinho Cícero Romão
Gonzagão o rei do baião
Tocou o sertão, como uma oração
Sanfonou xote, forro, xaxado e o baião
Ele, Luiz que ainda jovem
Deu baixa no exército
Se indo como um bom soldado
Que o país perdia
Mas sorte a nossa e do povo brasileiro
Que ganhava o mundo
Um grande músico e artista
E mesmo na baixa meretriz
No Arco da Lapa,
O rapaz não se envergonhou
Cantou, tocou e encantou
E quando dele menos se esperou
Ao Brasil o músico se apresentou
Ele mesmo o grande sanfoneiro Luiz,
O fruto bendito de Januário
O Gonzagão o nosso rei do baião
E agora para findar
Esses humildes versos,
Meio sem métrica,
Mas com boa rima
Eu venho e me despeço
Mas ainda teimando
A ouvir na rádio Nativa,
A só mais uma linda melodia
“Asa branca” a imortalizada canção
De Teixeira e de Luiz,
Sim, o Gonzagão
O nosso eterno rei do baião
Marcello dos Anjos/28/02/2012 |

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25 –
MARIA DA CONCEIÇÃO RODRIGUES MOREIRA |
Maria Moreira,
Natural de Ubá, Minas Gerais. Mora
em Belo Horizonte, capital de Minas.
Cursou artes pelo Arena da Cultura e
Escola de belas artes da UFMG. Fez
diversas oficinas de livros infantis
pela UFMG.Tem quatro livros infantis
inéditos. Não sendo profissional,
mas, apaixonada por literatura
Escreve para valorizar o tempo e dar
liberdade à alma. Um livro de
poesia, publicado pela All Print na
nona bienal internacional do livro
do Rio Janeiro. Cujo nome é
"OBJETIVO INDEFINIDO". Duas
antologias: NOS DA POESIA,
organizado por Brenda Marques,
presidente do IMEL. Instituto
Imersão Latina.
OS MELHORES DA POESIA DO BRASIL,
organizados por Jane Rosse Monica
Rosembergue. Faz parte do Semente de
Poesia ,fundado e dirigido por
Regina Mello. Munap Museu Nascional
da Poesia, dirigido e fundado por
Regina Mello apresentação no Palácio
das Artes no Terças Poéticas,com a
curadoria do poeta da trpofonia,
Wilmar Santos. Um livro ilustrado.
Diversas exposições de artes
plástica.
Publico no Recanto das Letras
Http://www.recantodasletras.com.br/autor-textos-php?=101333
Varanda das Estrelícias
wwwjoaquimevonio.com/espaco/maria-moreira/maria-moreira.html
QUATRO MENINAS NO MEU JARDIM
Corro para pegar quatro rosas
Com cuidado por ter espinhos
No vaso que plantei cravos
Plantei rosas com carinho
Violeta açucenas e jasmim
Plantei no centro do jardim.
Às da sombra do jatobá
Eu dei para Laura cuidar.
E os demais dei para Vitoria!
No canto que restou
Semeei sempre vivas
Para enfeitar quatro vidas.
A primeira se chama Fernanda
A segunda se chama Vitoria
A terceira é Laura do céu
E a quarta é Elisa de Deus,
Que de Fernanda nasceu!
A minha roseira floriu
E muitos botões se abriram.
Mesmo não sendo verão
As rosa em meio a estação
Deu calor encanto e beleza,
Coma vinda das quatro princesas.
Maria da Conceição Rodrigues Moreira
(Maria Moreira) |

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26 –
MARIA
MAGALI MIGUEL OLIVEIRA |
Maria Magali
Miguel Oliveira, filha de Wilson
Dias de Oliveira e Maria Miguel de
Oliveira. Natural de Santo Antônio
de Pádua-RJ.
Professora cursou Faculdade de
Controladoria Empresarial pela FIC –
Fortaleza-CE. Acadêmica da AFELCE –
Academia Feminina de Letras do Ceará
e Membro Correspondente da ACLAC–
Academia de Ciências e Letras de
Arraial do Cabo – RJ. Cônsul dos
Poetas Del Mundo Pádua –RJ.
Empresária no ramo cultural, com o
Jornal Palavras ao Vento, Estrela
Poética Editora e Organizadora de
Congressos e lançamentos de livros.
Trabalhou no INPI – Instituto
Nacional da Propriedade Industrial –
Brasília – DF, Em Salvador-BA no
Jornal o Correio da Bahia, atuando
como Artista Plástica com exposição
de seus quadros, cerâmicas e
virtuais. Em Recife trabalhou na IOB,
depois proprietária da “Look
Fashion” e “Restaurante Terraço
Bar”. Foi Redatora responsável pelo
boletim informativo do Lions Clube
Mulher Rendeira – Fortaleza – CE. Em
Setembro de 2000, lançou seu
primeiro livro solo, “A Procura da
Paz Perdida”. Foi jurada da FAMP –
Festival Aperibense de música –
Aperibé – RJ. Criou o registro do
Projeto de Antologia dos Poetas
Virtuais em 2006, lançando o 1º, 2º
e 3º volumes no período de 2007 a
2009. Em 2010 criou o I Congresso
Nacional dos Poetas Virtuais
(agregando os poetas de sua
antologia e de todo Brasil).
Participou de vários congressos,
vários seminários, vários
lançamentos literários. Refúgio dos
Falcões em Friburgo-RJ, Agito
Cultural em São Paulo-SP, Sarau em
Escola – Búzios, Encontro Cultural
Sobre Consciência Negra em
Aperibé-RJ, Encontro dosa Poetas Del
Mundo em Búzios-RJ, Recebeu em 2010
o prêmio Sua Majestade Qualidade
2010 – Ativista Cultural
Noite escura...
Onde as estrelas foram adormecer
Para dar descanso aos olhos
Dos poetas, apaixonados e românticos
Hoje o céu está reluzindo
Estrelas dançando ao redor da Lua...
Trazendo o fogo da paixão
Dos casais eternamente enamorados.
Quando elas se calam
Percebem-se as lágrimas caindo em forma
de chuva
Os trovões jangados pela amada triste
Faz um barulho ensurdecedor.
Raios rasgam o céu
Iluminando na marra
Tentando copiar as estrelas
Mas nunca pode se comparar a sua beleza!
Assim minhas noites estreladas
Me salva das tempestades
Que insiste em me atingir
Levando minha paz e alegria.
Minhas estrelas falam na alma
Trazendo inspiração ao poeta
Ajudando-me a cada dia
A ser mais feliz!
Magali Oliveira
10-04-2012 |

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27 –
MARIA
MENDES CORRÊA |
Maria Mendes
Corrêa é professora, pedagoga,
psicopedagoga e escritora, possuindo
o curso superior de
Pedagogia-Administração, Supervisão
e Orientação, Curso Normal Superior
e Pós- Graduação em Psicopedagogia
Institucional. Na busca de reflexões
sobre o ser humano cursou
Relacionamento Humano, Teologia e
vários cursos na Educação.
Desenvolve trabalhos voluntários,
visitas e palestras, relacionados á
luta pela inclusão do ser humano na
sociedade a qual pertence. Nasceu em
Itapecerica- MG, em 7 de julho de
1954. Reside em Mateus Leme- MG, há
30 anos e leciona atualmente em
Juatuba. È autora de três livros:
Poesias.com.Sentimentos, Sob a
nuance acinzentada da terra /
Mensagens e A Cortina da Existência
.
Todo poeta é antes de tudo um
sonhador! Sonha com um mundo melhor,
onde o amor ao próximo possa falar
mais alto no coração da humanidade!
Tudo que hoje te dissesse
Não teria como expressar
O quanto pra mim é importante
Mais um dia contigo compartilhar.
Pensei em buscar entre as flores
Entre todas a mais perfumada
Pra que o perfume exalado
Em suas mãos, o aroma deixasse.
No universo entre as estrelas, eu iria
Buscar a que irradiasse mais luz
Pra iluminar sempre seu caminho
Cobrindo–o de um brilho que reluz.
Se pudesse iria até as montanhas
Descobrir uma pedra preciosa
Quem sabe poderia encontrar
Uma pepita rica e valiosa.
Mergulharia nas águas cristalinas
Buscando no fundo do mar
Descobrir uma ostra escondida
Com uma pérola capaz de te encantar.
Procuraria então nas florestas
As borboletas e os pássaros multicores
Pra enfeitar o seu aniversário
E encantar este dia com louvores.
E nesta busca encontrei maravilhas
Tantas belezas que nem julguei merecer
Olhei pros céus e agradeci então a Deus
Principalmente por ter me dado você.
E nas flores, nas estrelas, no céu,
Nas montanhas, nos animais e no mar.
Encontrei um amor tão divino
Com ele, quero te parabenizar.
MARIA MENDES CORRÊA |

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28 –
MARISA SCHMIDT
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Nascida em São
Paulo, Brasil em 16 de outubro de
1947, reside atualmente em Bertioga,
litoral paulista. Pedagoga
aposentada, casada, mãe e avó,
escreve desde menina, mas trouxe
seus textos à luz pela internet há
pouco mais de quatro anos. Participa
de várias comunidades voltadas à
literatura, escrevendo poesias,
crônicas e, mais recentemente alguns
contos.
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=83467701&tid=5573151380578344039
http://www.inspiraturas.com/search/label/of.%201%20-%20Marisa%20Schmidt
LETRAS TORTAS
Quisera a simples esperança
da mulher que planta flor em lata
esperando em confiança
que a primavera lhe seja grata
e traga o perfume extemporâneo
de um raquítico gerânio
Quisera a certeza ociosa
pintada nas cartas do tarô
pondo na alma ansiosa
a calma de quem já esperou
por um amor a vida inteira
e crê ser essa a espera derradeira
Quisera um leitor com bondade divina
que o imperfeito não comporta
pois os olhos que examina
lê maravilhas nas letras tortas
acolhendo com emotiva gratidão
os escritos do coração
Pois ao fim o que se espera da vida
é a felicidade das coisas pequenas
que atenuem o cansaço da lida
e nos embale em aragens amenas
nesta viagem em que o trajeto não se
sabe
mas desejamos que nunca acabe...
Marisa Schmidt
Bertioga - SP |

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29 -
MARTA BITTENCOURT |
51 anos
Artesã...
Morando atualmente no Rio Grande do
Sul...
“Sou essa mulher que se doa... que
se dá sem medidas....
Sem preconceitos... e intensamente
plena...
sou como as ondas do mar...
vem rasgando...
mas acalentando ...
com leves lambidas a areia...
para despir-me de toda a minha
selvageria insana...
e me transformar no tudo....
do que no nada se transformou...
não sou guerreira ...
porque sou da paz...
mas tenho armas...
que só minha sabedoria...
me permite...
Então vem....
e vamos caminhar ...
olhando na mesma direção....
porque é nessa que meu coração...
sabe o caminho...
e nesse caminho que minh'alma...
busca VOCÊ...”
Prazer...Sou...
Marta Bittencourt
RECANTO DA LETRAS
http://www.recantodasletras.com.br/autores/martabittencourt |
PERFEIÇÃO!
"Dê sua mão...
Vem...
Vou te levar para ver os jardins...
Onde não se colhem flores...
Apenas as observamos...
Apenas olhamos seu movimento...
Sentindo a vida se fazendo suavemente...
Olhe...
Elas não debatem...
Apenas se movimentam com o toque do
sopro...
Suave de Deus...
Vem...
Caminha mais um pouco comigo...
Quero levar você para conhecer meu
rio...
Observe...
Ele desliza lentamente...
Sem revoltas...
Se deixa levar lambendo as margens sem
querer permanecer...
Continua olhando...
Ele vai de encontro ao meu mar...
A espera é doce...
É pacífica...
É feita de alegrias...
Veja...
Agora eles se misturam...
São um só...
Não há mais mar...
Não há mais rio...
Há apenas imensidão...
De caminhos esperados...
Há apenas o infinito...
Para onde irão juntos?
De mãos dadas?
Quem vai saber...
Eu?
Você?
Para que respostas?
O Mistério...
É a busca pela Perfeição".
Marta Bittencourt |

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30 -
MIRIAN MARCLAY LEMOS MELO |
Mirian Marclay Lemos Melo.
Nascida a 22 de Março de 1977. Advogada, pós
graduada em Direito Ambiental, membro da Comissão de
Meio Ambiente da Seccional do estado Mato Grosso, já
teve poesias publicadas em 1992 e 1993 no projeto
“Palavra Viva do Colégio Positivo - Curitiba/PR.
Cônsul do Estado de Mato Grosso - Brasil -
representando a Associação dos Poetas Del Mundo.
Cresceu em Cuiabá, onde viveu de 1980 a 1991, tendo
cursado o curso de Direito em Curitiba/PR e
regressado a Cuiabá em 2004. Escreveu
esporadicamente durante estes anos, mas regressou a
sua essência, a da poesia, no ano de 2011, contando
com mais de 111 poemas registrados sob o título de
“LIRISMO À FLOR DA PELE”, 146 poesias registradas
sob o título “O AMOR LÍRICO”, e na iminência de
encaminhar mais 150 poesias para o devido registro.
Autora do e-book “JULIETA & ROMEU Romance em forma
de poesia”, que foi lançado recentemente pela
Editora Online Corujito, de forma gratuita para
incentivar a divulgação da poesia lírica,
ultrapassou mais de 1.500 downloads em menos de um
mês após sua divulgação e lançamento.
A retomada poética teve como plataforma o mundo
virtual através do Facebook e de seu blog de poemas,
resultando em sua participação, já confirmada para o
ano de 2012, em três coletâneas que ainda serão
lançadas, sendo duas de diversos poetas do estado de
Mato Grosso, e a terceira antologia denomina-se
“Versos Vampíricos”. É também certo, para o presente
ano, o lançamento de seu primeiro livro, o qual está
em fase de edição com diversos poemas inéditos e
algumas ilustrações.
Blog:
www.lirismoflordapele.blogspot.com
Publicações:
http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com.br/2012/02/mirian-marclay-lemos-melo-poemas.html
http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com.br/2011/11/mirian-marclay-lemos-melo-poeta.html
http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com.br/2011/11/julieta-romeu-livro-gratuito-de-mirian.html
POEMA PARA UM GRANDE AMOR
Ainda não me fui de ti, olvidada
flor desse jardim...
Tampouco pertenço a mim - essa rosa
solitária
Perdulária dos beijos teus que quero!
À vista do onipotente, clementemente
rogo prazo
Para que em vôo raso, razoavelmente
volte à vida
E encante novamente um grande bem, meu
bem...
Prometido cântico é o amor!
Em que as notas essenciais e musicais
tomam os
Corpos, apaziguam as almas das danças
solitárias.
O tempo revela até o que a palavra não
exime
E assim imprime o desejo que nada no
existir suprime.
Prometido cântico é o amor!
Entre todos os elementos materializados
em poema
Alimentado de essência de ambrosia, sou
teu sonho
Da reinvenção do ato de amar em si na
vida e além
Dos passos que te trazem quando digo que
te amo.
Prometido cântico é o amor!
E assim aguardo, no mesmo banco em que
te vi, pura
Ainda plantada em teu jardim, doce
fissura, em que
O vento castiga vez que o tempo passa e
a noite gela
Sou aquela que ama noite e dia esse amor
em poesia!
MIRIAN MARCLAY LEMOS MELO |


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