Dinossauros

Era uma vez um Achado Arqueológico... de Carlos Leite Ribeiro

 

Vamos falar de Dinossauros...
O nome Dinossauros (do grego "deinos" ou seja terrível e sauro e "lagarto") é na realidade uma denominação abrangente que envolve cerca de sete "grupos" de répteis fósseis.
Os saurópodes eram animais frequentemente de grande porte, quadrúpedes e herbívoros possuindo um longo pescoço e uma cabeça comparativamente pequena, enquanto que os terópodes eram répteis bípedes, predominantemente carnívoros, com membros anteriores curtos e dotados de garras e cabeça avantajada com número considerável de dentes afiados.
E posto isto, vamos começar com a nossa história ...

Achado arqueológico
Era uma vez um Achado Arqueológico... de Carlos Leite Ribeiro

Vamos falar de Dinossauros...
O nome Dinossauros (do grego "deinos" ou seja terrível e sauro e "lagarto") é na realidade uma denominação abrangente que envolve cerca de sete "grupos" de répteis fósseis.
Os saurópodes eram animais frequentemente de grande porte, quadrúpedes e herbívoros possuindo um longo pescoço e uma cabeça comparativamente pequena, enquanto que os terópodes eram répteis bípedes, predominantemente carnívoros, com membros anteriores curtos e dotados de garras e cabeça avantajada com número considerável de dentes afiados.
E posto isto, vamos começar com a nossa história ...

Achado arqueológico

Num dia de sol ardente, estava o Caminha a fazer umas escavações numa terra perto da cidade de Florianópolis, para a construção de uma casa.
A certa altura das escavações, o Caminha começou a encontrar uns ossos, e logo exclamou:
 - Olha que engraçado encontrar uns ossos ... mas, têm tão formas esquisitas, bem, vamos averiguar ...
Voltando-se para os trabalhadores que o estavam a ajudar nas escavações, disse-lhes:
- Podem ir para as vossas casas descansar, pois hoje ... trabalharam o suficiente ...
Demais intrigado com o achado, o Caminha dirigiu-se rapidamente a casa para ir contar a sua mulher, a D. Seluta, a boa nova, pois, se fosse aquilo que ele julgava ser, ia-lhe dar uns tostões na sua exploração .
- Seluta, Seluta ", óh mulher, estás aí ou saíste?
A mulher, quando o ouviu a sua voz tão aflita, começou logo a descer as escadas de uma das torres da casa, e, por fim respondeu-lhe:
- Sim homem, estou aqui. Aonde é que querias que eu estivesse ?!
- Óh mulher, tu nem calculas como estou nervoso ! é que eu ... eu encontrei nas escavações que estou a fazer para a casa do Eduardo ...
Tentando dizer alguma coisa com graça, a Seluta alvitrou:
- Pela tua cara... deixa cá ver, deixa cá ver: já sei, encontraste uma cobra !" - disse-lhe em tom de gozo.
- Deixa-te de ironias, pois encontrei uns ossos que não sei de quem poderão ser. Percebeste Seluta ?!
- Óh Caminha, eu não sou estúpida e já compreendi há muito tempo o que tu encontraste : uns ossos. Mas diz-me uma coisa: já foste falar com o Tchello ?
Caminha, antes de responder à mulher, sentou-se num banco e só depois lhe respondeu:
- Minha esposa esperta, é lógico que não fui falar com o Tchello, pois vim logo para casa e além disso, estou muito cansado. Talvez amanhã vá falar com ele. Entretanto, já estava a esquecer-me de algo muito importante:
- Peço à minha querida "comandante" e esposa que não vá contar isto a ninguém.
A Seluta tirou o avental, compôs o cabelo a pôs-se em posição de sentido, respondendo ao marido:
-  Muito bem, meu comandante ! O meu excelentíssimo e digníssimo comandante e esposo quer que eu guarde mais alguma coisa, ou esta chega ?
O Caminha sorriu.
No outro dia logo pela manhã, o Caminha foi ter com o seu compadre Tchello, que ao avistá-lo, logo o saudou:
- Olha o compadre Caminha ! que bom vento o trás por cá ?
- Compadre Tchello, nem sei como hei-de começar...
O compadre começou a ficar muito curioso e desconfiado com aquela visita do Caminha e, sem perder tempo, disse-lhe:
- Não faço ideia do que me quer, mas desde já, peço-lhe que esteja à vontade comigo. Vá lá, diga-me o que me quer ...?- Então aqui vai ... sabe, eu tenho andado a fazer uns alicerces para a casa do Eduardo e, qual o meu espanto, quando em determinada altura encontrei uns ossos. Ora, como você é perito nesta matéria de ossos, gostava de saber se aqueles ossos são ou não humanos ?
Embora algo admirado, o Tchello não "desarmou" e com uma certa vaidade, respondeu ao Caminha:
- Fez muito bem em vir ter comigo, pois como diz (e muito bem) eu sou um grande especialista em ossos ! vamos então lá ver esse seu achado ...".
E lá foram os dois compadres a caminho das fundações da casa em construção. Ao chegar ao local, logo o Tcello se meteu na vala para melhor examinar os ossos. Depois de um demorado exame, saltou da vala, encarou o compadre, tossiu, piscou os olhos e com ar de pessoa "muito entendida" expressou-lhe a sua avalizada opinião:
- Compadre Caminha, são ossadas de ... dinossauro !
- Óh compadre Tchello, fiquei tão nervoso que nem sei se chore se me ria ! ... Olhe lá, e se fossemos contar o sucedido à D. Fúfia ?
- Plenamente de acordo, Caminha !
E os dois compadres dirigiram-se a casa da D. Fúfia, uma senhora de certa idade, que não era nada bonita, mas que há muito tinha aprendido a comer com faca e garfo.
Chegaram e logo bateram à porta. Do outro lado respondeu-lhes uma voz muito rouca e autoritária:
- Quem é é é?!
Depois dos compadres se terem identificado, a D. Fúfia abrir-lhes a porta com o seu ar quase marcial, olhando-os por cima dos seus óculos encarrapitados no seu quase adunco nariz.
- Olá ! entrem, entrem e ponham-se à vontade. Querem um cházinho ?... pelas vossas caras estou mesmo a ver o que vocês queriam era aquilo que eu, para o conseguir beber, tenho sempre que fechar os olhos para o não ver, ou seja, vinho ! Mas infelizmente bebi ainda à pouco a última pinguinha que tinha cá em casa ...
- D. Fúfia, por favor não se incomode "cá com a gente" - disse-lhe o Tchello, e logo o Caminha concluiu:
- Para não maçar muito a senhora, podemos ir já à questão que cá nos trouxe ?".
A dita cuja senhora mais uma vez os convidou a sentarem-se, sentando-se em seguida; tirando antes de um cesto a sua enorme jibóia de estimação que a pôs ao pescoço.
- Digam-me lá então que questão é essa ... será dinheiro ...?
Os compadres sorriram e o Caminha respondeu-lhe :
- A questão, desta vez, não é de dinheiro. É o seguinte: eu estava a fazer um buraco numa construção que ando a fazer aqui perto, e qual o meu espanto, que em determinada altura, encontrei umas ossadas, que aqui o nosso distinto Tchello diz que são ossos de dinossauro".
Ao ouvir isto, a D. Fúfia quase que deu um pulo na cadeira e, agarrando a jibóia com a mão esquerda e espetando o dedo indicador em direcção dos compadres, logo deu a sua opinião:
"Óh gentes !... vocês tomem muito cuidado, pois o que encontraram pode ser uma manobra política/ social / desportiva, e até pode estar conectado o terrorismo internacional.  Tomem muito cuidado !
O Caminha,  ficou um tanto ou quanto atrapalhado e foi o seu compadre Tchello que ousou perguntar à D. Fúfia :
- Então, sua opinião, o que é que podemos fazer com as ossadas que o meu compadre achou ?
- Pois é ... deixem-me cá ver, deixem-me cá ver ... áh, já sei ! vocês vão já falar com o director do Museu de Arte Natural de Florianópolis, e apresentam este intricado caso.
Em princípio, o Caminha não estava nada, mas mesmo nada disposto a ir falar com o director do Museu, pois chegou a pensar que aquelas ossadas de dinossauro lhe podiam dar-lhe umas boas coroas (cacau). Mas por fim e aproveitando a sugestão da D.Fúfia, lá foram os compadres falar com o director.
Algum tempo depois vieram uns técnicos de Brasília e, ao fim de alguns meses o enorme esqueleto já se encontrava montado.
No dia da exposição para a apresentação ao público das ossadas do dinossauro, a D.Fúfia, embrulhada na sua enorme echarpe bolorenta e já com alguns buracos de traça, orgulhosamente dizia a toda a gente que tinha sido dela a iniciativa para que as ossadas fossem entregues ao Museu.
Mas, ao aproximar-se mais do esqueleto para o melhor poder admirar,  perante a estufacção geral, deu um enorme grito e exclamou:
- Mas ... mas, estas ossadas são do meu querido e único namorado que morreu há mais de 60 anos !!!".
E dizendo isto, caiu redondamente no chão.

Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal

http://www.carlosleiteribeiro.caestamosnos.org
leiteribeiro@netcabo.pt

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