"O MELHOR CARNAVAL DA MINHA VIDA"
 
Editora: Iara Melo
 
Formatação e Arte Final: Iara Melo
 
 
 
 
 

O Meu Melhor Carnaval – de Carlos Leite Ribeiro

 

Era o mais novo do grupo que naquele Carnaval fomos ao baile de Campo de Ourique.

 

Além de muito novo, também era muito tímido (não se riam pois eu ainda era uma criança). Fiquem a um canto do pavilhão desportivo, transformado em salão de festas, indeciso, melhor, sem saber o que estava ali a fazer. A malta amiga, quando passava por mim, dizia-me: “éh pá, quando resolves ir dançar?” ou “viste para cá para quê”? ou ainda pior: “não sabia que eras um copinho de leite (insípido)”.

 

Cheguei a ter vontade de me ir embora, tal a pressão que os amigos faziam sobre mim. O pior, era se me viesse embora, eles nunca mais se calariam com o tal “copinho de leite …”.

 

Muito timidamente, aproximei-me de onde as damas estavam sentadas e, com um pequeno gesto com a cabeça e um largo sorriso, convidei uma moça para dançar. Ou dirigi mal o olhar ou a tal moça visada não compreendeu, pois quem se levantou logo foi uma senhora já de certa idade, com peitos enormes e peso avantajado. Tive logo vontade de desistir, mas como cavalheiro, aguentei o embate e lá fomos rodopiar. O amigos sorriam ao ver a escolha que tinha feito e eu senti que andava de mau a pior. Quanto mais procurava me afastava-me dela, mais ela se aproximava de meu corpo… Felizmente a série terminou e eu foi para o meu canto procurando o momento mais propício para ir para casa. A tal dama aproximou-se de mim e toda sorridente começou a falar comigo e eu pensei logo “ai que lotaria me saiu – socorro quero ir-me embora”.

 

Mas o melhor da festa estava para vir. A dama confessou que há mais de vinte anos que não ia a uma festa, e estava ali porque uma sobrinha tinha tido um desgosto de amor e estava muito tristinha. Ao ouvi-la, parece que um raio de luz iluminou meu espírito. Disse-lhe que já tinha ajudado colega a superar momentos dolorosos de um amor perdido. Mais uns minutos de conversa, e a dama chama a sobrinha para me a apresentar. Não era nenhuma beleza, mas sempre melhor do que a tia.

 

Mesmo a dançar comigo, a (vamos chamar-lhe francisquinha) continuava muito triste algo chorosa, o que me levou a convidá-la a ir dar um passeio pela rua para ela desanuviar aquela tristeza. A muito custo ela aceitou e lá fomos passear por aquelas ruas circundantes, até chegarmos ao Jardim de Campo de Ourique (Maria da Fonte) onde nos sentámos num banco bem dentro de uma sebe. Procurei no fundo do meus coração palavras que suavizassem o desgosto daquela jovem. A determinada altura, a jovem começou a murmurar “nunca pensei que ele me traísse…”. Farto de ouvir aquela frase, resolvi dar-lhe um conselho muito amigo: “Francisquinha, como ele a traiu, traia você também, pois, assim psicologicamente ficará em paz consigo própria”. Começou por reagir negativamente, mas, com a minha insistência, foi pensando que eu teria alguma razão…

 

E os amigos, embora de ocasião, são sempre para a ocasião (mesmo das mais difíceis)

 

(Memórias in Carlos Leite Ribeiro)

 

 

 

 

 
 
CARNAVAL – “TRIUNFO” DE AMOR
 
Iara Melo
 
Lembras
Nossos olhos encontrando-se
A cada frevo tocado,
A cada samba sambado
A cada marcha entoada?
 
Foram quatro dias de
Adrenalina contida,
Sentimentos emudecidos,
refreados, adiados...
 
Finalmente as luzes acenderam-se
A orquestra silenciou
Restava tão somente
Serpentinas, confetes,
Restos da euforia pelo salão
Peles suadas,
Álcool saindo poros afora
E um anseio enorme aflorando
Nossas almas,
Que não mais contiveram-se
E finalmente deram-se as mãos
Sem se importar com os olhos
Curiosos, invejosos, repressores
Julgadores.
 
Mãos incontidas tocavam-se,
Acariciavam-se, amavam-se,
Festejavam o toque físico de um desejo genuíno
Fecharam-se as portas do clube,
Mas não as da fantasia.

Lábios finalmente encontraram-se
Beijo incontido, bocas famulentas saciadas por
Amarem-se, acariciarem-se,
Selarem um amor incontrolável,
Absorvendo a seiva de tão forte sentimento,
racional e tão real.

Foi a Apoteose de um,
Inesquecível carnaval.

 
 
 
 
 
 
Um baile de Carnaval em Pelotas
 
por Lígia Antunes Leivas

                             
O clube lotado não comportaria a presença nem mesmo de uma simples mosquinha.

Gente se acotovelando por todos os espaços.

A música, uma alegria só! 

Mulheres bonitas, enfeitadas, fantasiadas, esbanjando charme e sensualidade.
Homens procurando chamar a atenção das 'luluzinhas': um detalhe no bigode ou no cabelo ou na roupa, mas todos 'checando' a mulherada para poderem curtir a noite.

Tudo festa!... A vida é uma festa!

CARNAVAL... vale tudo... exagero não conta... até o sol raiar a folia vai rolar!!!

Ela, com a fantasia certinha para o calor  quase mortal da época: havaiana - pouca roupa, colorida, flores no cabelo, na barra da saia; colares pelo pescoço, nos pulsos, nos tornozelos. Cara bem maquiada e muita vontade de sambar!

E a folia já pegando fogo!

De repente, alguém a segura pelo braço e a leva para o meio do salão.

Ela nem sabia bem de quem se tratava, mas a 'fachada' não lhe era assim tão estranha.

Sambaram juntos, separados-agarradinhos-separados de novo; pularam; fizeram roda, cordão. Jogaram confete, serpentinas. Cantaram no microfone onde a orquestra tocava. Entraram no concurso do par mais enfezado: 'traçaram' todos os ritmos: marcha, samba, frevo, maxixe, ieieiê... enfim, o que rolasse na hora! Ganharam o prêmio: uma viagem ao Rio. Parecia que o mundo era só Carnaval e que a festa nunca terminaria... Mas terminou... depois de muitos beijos, muitas juras; depois da descoberta do "amor... de CARNAVAL'' e do banho na piscina... e ainda acompanhar a folia que sempre fazia a volta no quarteirão.

Dali saíram e já na esquina, antes de se separarem, sortearam a passagem do prêmio: ela ganhou.

Um mês depois, no aeroporto, quem está lá para viajar também? ELE! ! !

Foi o melhor Carnaval já vivido!... Até a 'pedrinha de gelo' derreteu!!!!... ... rrrsss...
 
 
 
 

 
 

Saudades dos carnavais da  minha Infância - Ana Lucila Maranhão

Meus antigos carnavais... minha infância..
tempo de mocinha...
quantas saudades...
Paro e busco na minha memória,
fecho os olhos e, me vejo como uma porta-bandeira...
como  era bom...éramos crianças apenas...
tanta alegria... tanta felicidade...
quantas saudades...
Saíamos de porta em porta, dançando, cantando...
era bom nos exibirmos...
ganhávamos refrigerantes, bombons e chocolates...
tudo sem violências, sem drogas, sem maldades...
Tempos bons que não voltam mais...
Fico imaginando ... se eu pudesse voltar o tempo...
Hoje é tudo tão diferente.... se eu pudesse voltar no tempo......
Saudades dos carnavais de outrora...
Tempo bom, tempo que não voltará jamais!
Mas, que também nunca será esquecido!
Ah ! Doces lembranças..
Quantas saudades....
 
 
 

 

PERDI MEU CARNAVAL - Amilton Maciel Monteiro

 
Pulei feliz nos carnavais de outrora,
Um tempo bom e muito diferente
De tudo o que se escuta e vê agora
No modo de brincar de tanta gente.

As graciosas marchas, feito a “Aurora”
E a “Jardineira”, mais que de repente
Sumiram da folia, foram embora,
Expulsas num barulho ensurdecente...
 
O romantismo todo que existia
No jogo de confete e serpentina,
Em busca do romance tão sonhado,

Suponho que entrou em agonia...
Agora é a adrenalina o que domina...
Pra que xodó?... Tá tudo liberado!
 


 
 
 

MEU PIERRÔ - de Regina Bertoccelli

Saudade de nossos antigos bailes de carnaval,
dos anos dourados e inesquecíveis
Lembro das noites enfeitadas,
dos confetes e serpentinas espalhados no salão
Ainda canto as velhas modinhas que ficaram
na lembrança, intactas, vivas
Doces lembranças elas me trazem de você,
meu querido Pierrô, que me tomando em seus braços,
me levava ao delírio em rodopios pelo salão
Foram noites de folia, de risos e fantasias
E hoje, passado tantos anos, revivo em meu pensamento
a sua imagem que escondida ficava atrás de uma
máscara que emudecia sua voz,
cobria seu sorriso, tirava o brilho de seus olhos
E vejo nossas fantasias amassadas, suadas,
jogadas em um canto de algum salão que
perdeu-se no tempo, assim como nós...
Mas a lembrança dos beijos intensos e ardentes
que escondidos foram trocados, trouxe uma saudade
nostálgica de uma época que jamais será esquecida
Hoje, meus olhos cansados passeiam pelos
bailes da vida, onde apenas revivem momentos,
matam saudades...
 
 
 

 
Fantasia de Pierrô - de Luciano Spagnol
 
Com meu Pierrô apaixonado
Quero ser o mais animado
No meu bloco de carnaval
 
Espalhando minha alegria
Com riso solto pelo chão
Livre no meio da multidão
 
Mesmo tendo sofrido de amor
Neste enredo vou evitar a dor
E as lágrimas triste de um Pierrô
 
Se cruzar com a Colombina
Ao maestro darei propina
Pra dobrar em outra esquina
Me desviando desta menina
 
Animado e em outra direção
Cantando perdido no cordão
Vou no meu corso dançando
Ao ritmo alegre de tamborim
Envolto nesta folia até o fim
Na companhia do Arlequim
 
Então quando o sol despontar
Lá na manhã de quarta-feira
Ai sim, como verdadeiro Pierrô
Vou chorar... chorar e chorar
Não pelo amor da Colombina
Mas pela folia que acabara de findar.
 
 
 
 

 
MELHOR CARNAVAL DA VIDA
 
de Lairton Trovão de Andrade

Quero dançar carnaval,
carnaval como jamais;
desejo erguer meu astral,
sufocando os tristes ais!

Serei, de novo, o Pierrô,
saltitando na avenida;
qual tempo do meu avô,
terei alegria e vida.

Venha linda Colombina,
seja par deste Pierrô!
Venha, cheirosa bonina,
brinquemos como ioiô!

Até do gordo Rei Momo
iremos roubar a cena;
você será linda ( e como!),
ornada de açucena!

Veja o engraçado Arlequim,
pulando como palhaço,
 mas coração tenha em mim!
Dancemos no mesmo paço!

Enche-nos de fantasias
folias de fevereiro;
em meio às alegorias.
brinquemos o dia inteiro!

No brilho da serpentina,
não percamos nosso enredo;
sou Pierrô – és Colombina,
amemo-nos, sim, sem medo!

19.02.09

 
 
 

 
O MELHOR CARNAVAL DE MINHA VIDA -
 
de Maria Luiza Bonini
 

Éramos quatro
Pai, mãe e filhos
Dos filhos, meus tesouros, eram um par
Menino e menina, na ânsia do carnaval chegar
Uma perfeita e sagrada família
Preparativos para o evento, eram feitos
Para que tudo saísse perfeito
Malas prontas
E lá íamos os quatro
Para aquela bela estância
Onde a água pura nos brindava
Toda vez que lá a nossa troupe chegava
A comemoração do carnaval
Coincidia com o aniversário
Da pequena Camila, que feliz
Apagava de seu lindo bolo as velinhas
E , em sua  bela baiana se exibia
Na sua inocente fantasia
O baile era infantil
Desfilavam colombinas
pierrots e bailarinas
Com muito confete e serpentinas
Meu filhote, de pirata, se vestia
E com sua espada altaneira
Divertia-se com sua brincadeira
Eu, coruja, observava que a todos
meus rebentos encantavam
Eram dias de muito sol
Chuvas de verão aumentavam a confusão
Quando resolviam andar na chuva
Experimentando o prazer do viver
Com aquele toque de plena liberdade
Eram assim os carnavais
Que se tornaram passado
Lembranças do que não volta mais

 
 
 

 
Carnaval - de Helena Armond

Aprendi com a minha Mãe
que a palavra vem da proposta
Só a Carne -Vale.
A partir daí vejo a cada ano a proposta aprovada radical.
Sem moralismos ...
ponto
Acho que o gosto é discutível sim.
Tédio
é a palavra que sinto ao ver o carnaval que vejo.
Acredito que meu melhor Carnaval vai ser
quando :
do Lello Universal editado em Portugal
" Gomorra
antiga cidade da Palestina  destruída com
Sodoma
...pelo fogo celeste..."
de novo acontecer....rsrsrsr
ponto pra risos
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Carlos e equipe abraços !!
vocês são ótimos !

 
 

 

O vício de linguagem nas cinzas do carnaval -
 
Roberto Dexheimer

 
Portugal é carnaval! O maior espetáculo da terra foi lusitano e durante oitenta minutos de desfile encantou a multidão que com sua peculiar sabedoria entoava a passagem perfeita da escola aos gritos de: é campeã... é campeã. O ano, o nem tão distante 2006.

Ainda guardo fresco na memória cada passagem, cada acenar da arquibancada, cada paradinha da bateria (e que bateria). Recordo-me na concentração de sentir irradiar de todos os componentes uma energia indescritível. Uma energia Tijucana. Uma energia lusitana. O desfile - que é apenas uma festa para muitos – simboliza a concretização de todo um ano de árduo trabalho. É a purificação da alma, do credo, da cor. É a mais eficiente demonstração de trabalho em equipe. Não há empresa com seus feedbacks e ferramentas de gestão que consiga reunir tantas pessoas em prol de um mesmo objetivo. E naquele dia tínhamos um objetivo inequívoco. Ser campeão.

Cada componente tem uma função bem definida e a minha era no coração da escola. Lá estava eu, junto com 300 guerreiros que expeliam sangue e suor em cada instrumento castigado, no meio da bateria nota 10. Não tocávamos... dávamos show! O público pedia e paradinhas eram executadas com precisão cirúrgica. A cada evolução, a cada metro adiante, os setores se levantavam com a sinergia hipnótica de um culto religioso.

A nossa escola. A minha escola. A união de dois povos deu forma ao que hoje é o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca. A passagem foi apoteótica, fomos perfeitos em todos os quesitos. Harmonioso era o cântico que ecoava na avenida. O bailar da evolução emoldurava a majestosa apresentação dos guardiões do pavilhão. Alegorias humanas arrancavam um som de espanto da platéia que incrédula assistia, acima de tudo, um espetáculo teatral de grandes proporções. A confirmação da apoteose, como não podia deixar de ser, foi ratificada na praça que leva o seu nome. Foi lá, nos setores populares, no meio do povão que sofre e é feliz, que o sentimento de euforia misturado a exaustão e ao choro copioso daqueles que tornaram realidade o maior desfile da agremiação em toda sua existência, foi concretizado. Saímos pelas ruas a batucar e a entoar o hino daquele carnaval que nos seus versos dizia. Bravo, Unidos da Tijuca!

A tijuca foi brava e aos brados do público foi eleita a campeã do carnaval. Foi eleita por todos os veículos de comunicação a escola do ano. Mas faltava a quarta feira de cinzas. Faltava a abertura dos envelopes. A cada nota 10 todos os componentes explodiam em emoção na quadra da escola. Era lá, na quadra, que todos se sentiam em casa. A disputa foi acirrada. Ponto a ponto como em uma corrida de cavalo disputada cabeça a cabeça, até o momento em que aconteceu.
Seria sofrido. Apenas na abertura do último envelope o campeão do carnaval carioca seria reconhecido. Era barbada. O samba era lindo e já tinha sido eleito pela mídia o mais bonito e entoado de todo carnaval. Todos se abraçavam e beijavam-se em uma demonstração de total credibilidade com a obtenção do caneco. Todas as emissoras haviam mandado repórteres e toneladas de chopes comprados para a eclosão da vitória. A escola toda esperava a nota máxima para explodir em alegria, quando, a indefectível voz do locutor anunciou: Unidos da Tijuca, nota................................................................ após um suspense tolo ecoou por toda a extensão da cidade, em todos os televisores sintonizados, a referida nota: 9,5.

Havíamos perdido o tão sonhado título. A alegria deu lugar a lágrimas de uma pureza tocante. Pessoas dos mais diversos níveis sociais se abraçavam e se confortavam ignorando títulos de nobreza e colorações de suas peles. Eram todos uma só pessoa sob um único sentimento: a dor.

A quadra que lotada até o teto promovia uma ensurdecedora algazarra deu lugar ao silêncio “cemiterial” que se tornou o lugar. Perdemos o título naquilo que éramos exaltados como melhores. Perdemos pelo nosso hino. Pelo nosso tão entoado samba enredo. Na verdade, perdemos pelo preciosismo de um jurado que não compreende a evolução a que todos estamos fadados a trilhar. Perdemos pela sisudez de um jurado que sentado a uma cadeira de alguma academia literária deveria estar a degustar um amargo chá acompanhado de suas divindades literárias. Aquele não era o local para um jurado tão cartesiano. Um jurado que não entende o significado da licença poética. Que não entende a beleza da arte. A beleza do carnaval. Fomos corrigidos como uma horda de vestibulandos. Fomos corrigidos como alunos colegiais em seus testes de conhecimentos. Diante de todo aquele esplendor, recebemos 9,5 porque o canto estaria prejudicado por uma cacofonia no verso mais repetido do carnaval “com a música ganha...” Além disso, o douto jurado apontou outro problema no início da composição que tinha o deslocamento da sílaba tônica, segundo ele, no verso "Minha Tijuca", que virava "Minhá Tijuca".

Perdemos para a incoerência exacerbada de um pseudo intelectual que nada tem a ver com o carnaval. Que distante do ambiente onde nasceu toda a folia, se vangloria de ter decorado todas as regrinhas de português. E que, para seu espanto, acabam de ser alteradas por um simples motivo, a língua é viva e como tudo que é vivo: se transforma.
 
Autor Roberto Dexheimer
 
 

Fundo Musical: Turbilhão

Intérprete: Moacir Franco

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