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Dia do Nordestino Brasileiro

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Formatação: Iara Melo

08 de Outubro

1º Bloco

 

"O nordestino é, antes de tudo, um forte" (Euclides da Cunha)

 

 

 

 

 


   O Nordeste Brasileiro é ocupado pelos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Tem uma superfície de 1 548 672 Km2, o que corresponde a um quinto da superfície do Brasil. Esta grande região divide-se em dois sectores muito diferentes: o litoral fértil, rico em cana-de-açúcar e onde se verifica uma clara separação entre os senhores dos engenhos e os assalariados; e constituída pelo sertão semiário, afectado por grandes secas. Os seus naturais seminómadas possuem uma cultura rica e variada que tem inspirado diversas criações literárias. Apesar das adversidades, o nordestino conserva seus costumes, tradições e história, através do artesanato, da música e principalmente da religiosidade. É visível seu apego às coisas da sua terra. Quem nunca viu um nordestino não gostar do "Padim Ciço", de São Francisco do Canindé, das músicas de Luís Gonzaga ou da buchada de bode? Ele jamais esquece onde nasceu. Às vezes, devido às adversidades do tempo ou a situações económicas desfavoráveis, são obrigados a emigrar para outras regiões do país. Mas sempre que podem e as condições de vida mudam, voltam para os seus familiares e amigos e para a "terrinha querida".
Para a formação do povo nordestino participaram três etnias: o índio, o português e o africano. A miscigenação étnica e cultural desses três elementos foi o pilar para a composição da população do Nordeste, porém essa mistura de raças não aconteceu de forma uniforme. Em algumas regiões, como no Ceará, na Paraíba e no Rio Grande do Norte, predominaram os caboclos, já em outras, como a Bahia, Piauí, Pernambuco Oriental e o Maranhão, os mulatos predominam. Os cafuzos também são muito comuns no Maranhão. Cerca de um quarto dos nordestinos tem ancestralidade predominantemente europeia, sobretudo portuguesa.  Pesquisas genéticas recentes feitas por um laboratório genético brasileiro descobriu que 19% desses nordestinos brancos têm alguma ancestralidade holandesa. Entre nordestinos de outras etnias, a influência genética holandesa não foi avaliada, mas é presente.
As maiores cidades nordestinas, em termos populacionais, são: Salvador, Fortaleza, Recife, São Luís, Maceió, Natal, Teresina, João Pessoa, Jaboatão dos Guararapes, Feira de Santana, Aracaju, Olinda, Campina Grande, Caucaia, Paulista, Vitória da Conquista, Caruaru, Petrolina, Juazeiro do Norte e Mossoró.
Esta região está situada entre os paralelos de 01° 02' 30" de latitude norte e 18° 20' 07" de latitude sul e entre os meridianos de 34° 47' 30" e 48° 45' 24" a oeste do meridiano de Greenwich. Limita-se a norte e a leste com o oceano Atlântico, ao sul com os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e a oeste com os estados do Pará, Tocantins e Goiás.
Sub-regiões do Nordeste Brasileiro: Meio norte; Sertão; Zona da Mata:
Meio-norte: - o meio-norte é uma faixa de transição entre a Amazónia e o Sertão, abrange os estados do Maranhão e Piauí, também é chamada de Mata dos Cocais, devido as palmeiras de babaçu e carnaúba, no litoral chove cerca de 2.000 mm anuais, indo mais para o leste e/ou para o interior esse número cai para 1.500 mm anuais, já no sul do Piauí, uma região mais parecida com o Sertão só chove 700 mm por ano, em média.
Sertão: - o Sertão fica localizado, geralmente, no interior do Nordeste, possui clima semi-árido, em estados como Ceará e Rio Grande do Norte chega a alcançar o litoral, descendo mais ao sul, o sertão alcança o norte de Minas Gerais, no Sudeste. As chuvas são irregulares e escassas, existem constantes períodos de estiagem, a vegetação típica é a caatinga.
Agreste Nordestino: - O agreste é uma zona de transição entre a Zona da Mata e o Sertão, localizado no alto do planalto da Borborema, é um obstáculo natural para a chegada das chuvas ao sertão, se estendendo do sul da Bahia até o Rio Grande do Norte. O principal acidente geográfico da região é o planalto da Borborema. Do lado leste do planalto estão as terras mais húmidas (Zona da Mata); do outro lado, para o interior, o clima vai ficando cada vez mais seco (sertão).
Zona da Mata: - localizada no leste, entre o planalto da Borborema e a costa, fica a Zona da Mata, que se estende do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia, as chuvas são abundantes. A zona recebeu este nome por ter sido coberta pela Mata Atlântica. Os cultivos de cana-de-açúcar e cacau substituíram as áreas de florestas. O povoamento desta região é muito antigo.

 

 

 

 


Os nove Estados Nordestinos:


Estado de Alagoas

 

 

 


Alagoas é uma das 27 unidades federativas do Brasil e está situado a leste da região Nordeste. Tem como limites: Pernambuco (N e NO); Sergipe (S); Bahia (SO); e oceano Atlântico (L). Ocupa uma área de 27.767 km². Sua capital é a cidade de Maceió (01). É formado por 102 municípios e suas cidades mais populosas são Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Rio Largo, Penedo, União dos Palmares, São Miguel dos Campos, Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia, Coruripe e Campo Alegre. A costa do actual Estado de Alagoas, reconhecida desde as primeiras expedições portuguesas, desde cedo também foi visitada por embarcações de outras nacionalidades para o escambo de pau-brasil (Caesalpinia echinata). Quando da instituição do sistema de Capitanias Hereditárias (1534), integrava a Capitania de Pernambuco, e a sua ocupação remonta à fundação da vila do Penedo (1545), às margens do rio São Francisco, pelo donatário Duarte Coelho, que incentivou a fundação de engenhos na região. Palco do naufrágio da Nau Nossa Senhora da Ajuda e subsequente massacre dos sobreviventes, entre os quais o Bispo D. Pêro Fernandes Sardinha, pelos Caeté (1556), o episódio serviu de justificativa para a guerra de extermínio movida contra esse grupo indígenas pela Coroa portuguesa. Ao se iniciar o século XVII, além da lavoura de cana-de-açúcar, a região de Alagoas era expressiva produtora regional de farinha de mandioca, tabaco, gado e peixe seco, consumidos na Capitania de Pernambuco. Durante as invasões holandesas do Brasil de 1630 a 1654, o seu litoral se tornou palco de violentos combates, enquanto que, nas serras de seu interior, se multiplicaram os quilombos, com os africanos evadidos dos engenhos de Pernambuco e da Bahia. Palmares, o mais famoso, chegou a contar com vinte mil pessoas no seu apogeu. Constituiu-se em Comarca de Alagoas em 1711, e foi desligado da Capitania de Pernambuco (Decreto de 16 de Setembro de 1817), em consequência da Revolução Pernambucana daquele ano. O seu primeiro governador, Sebastião Francisco de Melo e Povoas, assumiu a função a 22 de Janeiro de 1819. Durante o Brasil Império (1822-1889), sofreu os reflexos de movimentos como a Confederação do Equador (1824) e a Cabanagem (1835-1840). A Lei Provincial de 9 de Dezembro de 1839 transferiu a capital da Província da cidade de Alagoas (hoje Marechal Deodoro), para a vila de Maceió, então elevada a cidade. A primeira Constituição do Estado foi assinada em 11 de Junho de 1891, em meio a graves agitações políticas que assinalaram o início da vida republicana. Os dois primeiros presidentes da República do Brasil, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, nasceram neste Estado.
(01) Maceió: - No início da colonização, no século XVII, navios portugueses atracavam em Jaraguá onde eram carregado as madeiras das Florestas Litorâneas. Este Porto também serviu, mais tarde, para o embarque do açúcar produzido pelos engenhos localizados nas proximidades da cidade. A vila de Maceió fora desmembrada em 5 de Dezembro de 1815, da Vila Madalena de Alagoas do Sul, (actual Marechal Deodoro). Em 9 de Dezembro de 1839 deu-se a elevação à condição de cidade, principalmente por causa do desenvolvimento advindo da operação do porto de Jaraguá, um porto natural que facilitava a atracagem de embarcações, por onde eram exportados açúcar, tabaco, coco e especiarias e em 16 de Dezembro de 1839, a inauguração do município de Maceió, tendo seu primeiro intendente Augustinho da Silva Neves. Com o contínuo processo de desenvolvimento do município, veio a se tornar a capital da Província de Alagoas em 9 de Dezembro de 1839, com o simbólico ato da transferência do baú do Tesouro da Província para Maceió, pelo ouvidor de sua majestade, o ouvidor Batalha. Este baú encontra-se no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, no centro de Maceió. Foi visitada em 1859 pelo Imperador Dom Pedro II, que, inclusive, participou de festas na capital antes de seguir viagem para outras cidades. D. Francisco Afonso Meneses Sousa Coutinho: Primeiro e único visconde e marquês de Maceió, foi um militar da marinha de Portugal que, aderindo à independência do Brasil, fora promovido a capitão de fragata. Alcançou a patente de tenente-coronel, passando a ministro da pasta da Marinha, em 1827. Filho de D. Rodrigo Domingos de Sousa Coutinho, 1.° conde de Linhares, e de Gabriella Maria Ignazia Asinari dei Marchesi di San Marzano. Irmão de D. Vitório Maria Francisco de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, 2.º conde de Linhares. Casou-se com Guilhermina Adelaide Carneiro Leão, filha de José Fernando Carneiro Leão, barão de Vila Nova de São José. Não houve descendência. Grande do Império, exercia a função de vereador na Corte Imperial. Era cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro e da Ordem da Torre e Espada, e comendador da Imperial Ordem de Cristo. Recebeu o viscondado com grandeza por decreto de 12 de Outubro de 1824 e o marquesado por decreto de 12 de Outubro de 1826.
 


Estado da Bahia

 

 


A Bahia é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situada ao sul da região Nordeste e é o Estado que mais faz divisa com outras unidades da Federação, possuindo um total de oito estados limítrofes, a saber: Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Piauí (N); Tocantins e Goiás (O); Minas Gerais e Espírito Santo (S). Ao leste, possui divisa com o Oceano Atlântico. Ocupa uma área de 567.692,669 km², sendo pouco maior que a França. A Bahia é o estado mais rico e com maior exploração do turismo de todo o nordeste. A capital estadual é Salvador (02). Além dela, há outras cidades influentes como as capitais regionais B Feira de Santana, Vitória da Conquista e conurbação formada por Itabuna e Ilhéus, as capitais regionais C Barreiras e a conurbação entre Juazeiro e Petrolina[8], esta última é um município pernambucano e "núcleo" junto com Juazeiro da RIDE Pólo Petrolina e Juazeiro. E, devido ao contingente populacional, somam-se a elas três municípios integrantes da Grande Salvador: Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho; e os interioranos Alagoinhas, Jequié,Teixeira de Freitas, Porto Seguro, e Paulo Afonso. É o Estado brasileiro com maior número relativo de negros e mulatos e o que possui maior influência da cultura africana: a música, culinária, religião e o modo de vida de sua população apresentam grande contribuição dos escravos africanos. Foi na Bahia, na região de Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália, que a frota de Pedro Álvares Cabral chegou, em 1500, marcando o descobrimento do Brasil. Em 1º de Novembro de 1501, o navegante genovês Américo Vespúcio descobriu a baía de Todos os Santos. A povoação formada nessas margens tornou-se a primeira sede do governo-geral, com Tomé de Sousa chegando em 1549 para ocupar o cargo. É conhecida como a "A terra da felicidade", isso por causa de sua população alegre e festiva, fatos que contribuem para o seu alto potencial turístico, que vem sendo muito explorado através de seu litoral, o maior do Brasil, da Chapada Diamantina, do Recôncavo e de outras belezas naturais e de valor histórico e cultural. Apesar de ter a sexta maior economia do Brasil, com o PIB superior a 90 bilhões de reais, são quase sete mil reais de PIB per capita. Isso gera o quadro em que a renda é mal distribuída, e se reflecte no IDH: 0,742 em 2005, o nono pior do Brasil, equivalente ao IDH de 2005 do Sri Lanka, que é o 99º do mundo com 0,743. Além do IDH, reflecte também na esperança de vida de 71,4 anos, 12º em 2005 no Brasil, na mortalidade infantil de 34,5 mortes em 2007-2008 a cada mil nascidos, 7º pior do Brasil, e no analfabetismo de 15% da população baiana, 8º pior do Brasil em 2006. Local de chegada dos primeiros portugueses ao Brasil no ano de 1500, a região do que viria a ser o estado da Bahia começou a ser povoada em 1534. Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral, fundou Salvador, que se tornou a primeira capital do país em 1549, sendo por muitos anos a maior cidade das Américas. Em 1572 o governo colonial dividiu o país em dois governos, um em Salvador, e o outro no Rio de Janeiro, esta situação se manteve até 1581, quando a capital do Brasil passou a ser novamente apenas Salvador. A capital foi transferida para o Rio de Janeiro definitivamente em 1763, pelo Marquês de Pombal. Em Salvador concentrou-se uma grande população de europeus, índios, negros e mestiços - em decorrência da economia centrada no comércio com dezenas de engenhos instalados na vasta região do Recôncavo. O território original da Bahia compreendia a margem direita do rio São Francisco (a esquerda pertencia a Pernambuco). Estava, basicamente, dividido entre dois grandes feudos: a Casa da Ponte e a Casa da Torre, dos senhores Guedes de Brito e Garcia d'Ávila (01 Especial) , respectivamente - promotores da ocupação de seu território.
(02) Salvador: - Fundada em 29 de Março de 1549, Salvador foi a primeira capital do Brasil, posição que manteve durante 214 anos (1549-1763). A Baía de Todos os Santos era conhecida pelos navegadores portugueses desde 1501; sua localização estratégica na costa brasileira propiciava as ligações Portugal - Brasil - África - Ásia e a equidistância entre as regiões Norte e Sul do Brasil, aliada às condições requeridas para o abrigo seguro e a correcta manobra das embarcações. Tudo isso determinou a sua escolha como local ideal para a construção da capital do Brasil. O conjunto arquitectónico colonial de Salvador é de grande importância para a História, possuindo inclusive o título de "Património Histórico e Artístico da Humanidade" conferido pela O.N.U - Organização das Nações Unidas. Ao longo dos três primeiros séculos posteriores ao descobrimento do Brasil, Salvador - Capital entre 1549 e 1763 - serviu de palco dos acontecimentos mais marcantes do País e se transformou na principal localidade do Atlântico Sul. Em 1501, uma expedição de reconhecimento à terra descoberta por Pedro Álvares Cabral deparou-se com uma grande e bela baía - baptizada de Baía de Todos os Santos pelo navegador Américo Vespúcio, por ter sido descoberta no dia 1º de Novembro. O grande golfo tornou-se, então, uma referência para navegadores, passando a ser um dos pontos mais conhecidos e visitados no litoral do Novo Mundo. Alguns registos históricos da época relatam ocorrências, como a saga do português Diogo Álvares, em 1510. Náufrago de uma nau francesa, ele foi acolhido pelos indígenas Tupinambás da região e chamado de Caramuru. Posteriormente, tornou-se membro influente da comunidade, formou as primeiras roças de cana-de-açúcar e algodão e casou-se com uma índia, baptizada com o nome de Catarina Paraguaçu (filha de um cacique da tribo Tupinambá). Caramuru desempenhou importante papel na implantação do Governo Geral. Em 1549, o rei de Portugal D. João III nomeou o militar e político Tomé de Sousa para ser o governador-geral do Brasil e decidiu enviá-lo para a missão no dia 12 de Fevereiro do mesmo ano. A armada, capitaneada pela nau Conceição, trazia mais de mil pessoas em seis embarcações: as naus Conceição, Salvador e Ajuda, duas caravelas e um bergantim. Depois de 56 dias, a esquadra aportou no porto de Vila Velha - fundada pelo donatário da capitania hereditária da Bahia, Francisco Pereira Coutinho - e foi recebida com festa pelos Tupinambás e por Caramuru. Tomé de Sousa ficaria no cargo até 1553, quando voltou à Lisboa e foi substituído por Duarte da Costa. Em 1550, a Capital viu os primeiros escravos chegarem nos navios vindos da Nigéria, Senegal, Angola, Moçambique, Congo, Benin e Etiópia. Com o trabalho dos negros, a cidade prosperou por influência económica das actividades portuárias e da produção de açúcar, do fumo e do gado do Recôncavo. Em 1583, Salvador tinha duas praças, três ruas e cerca de 1.600 habitantes. A riqueza da Capital atraiu a atenção de estrangeiros, que promoveram expedições para conquistá-la, já que participou do ciclo da mineração como provedora de víveres e escravos. Durante 11 meses - de Maio de 1624 ao último dia de Abril de 1625 -, Salvador ficou sob ocupação holandesa. Em 1638, mais uma tentativa de invasão (desta vez de Maurício de Nassau) não obteve êxito. Salvador permaneceu na condição de Capital da América Portuguesa até 1763, quando este foro foi transferido para a cidade do Rio de Janeiro. Porém, a capital baiana preservou sua importância económica, histórica e cultural e, em 1808, recebeu a família real portuguesa - em fuga das investidas de Napoleão na Europa. Nessa ocasião, o príncipe regente D. João abriu os portos às nações amigas e fundou a escola médico-cirúrgica, que viria a ser a primeira faculdade de medicina do País. A consciência libertária da população de Salvador deu origem a vários movimentos de contestação, com destaque para a Conjuração dos Alfaiates, em que um grupo de revoltosos inconformados com o domínio português, tentou fundar a República Baiense. Em 1823, mesmo depois da proclamação da Independência do Brasil, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas do brigadeiro Madeira de Mello. No dia 2 de Julho do mesmo ano, o exército nacional entrou na cidade pela Estrada das Boiadas, actual Liberdade. A data passou a ser referência cívica dos baianos, comemorada anualmente com intensa participação popular. Fonte: Salvador da Bahia Convention Bureau
 


Estado do Ceará

 

 

 


O Ceará é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região Nordeste e tem por limites o Oceano Atlântico a norte e nordeste, Rio Grande do Norte e Paraíba a leste, Pernambuco a sul e Piauí a oeste. Sua área total é de 146.348,30 km², ou 9,37% da área do Nordeste e 1,7% da superfície do Brasil. A população do estado estimada para o ano de 2008 foi de 8.450.527 habitantes, conferindo ao território a oitava colocação entre as unidades federativas mais populosas. A capital e maior cidade é Fortaleza, sede da Região Metropolitana de Fortaleza (03). Outras cidades importantes fora da RMF são: Juazeiro do Norte e Crato na Região Metropolitana do Cariri, Sobral na região noroeste, Itapipoca na região norte, Iguatu na região centro-sul e Quixadá no sertão. Ao todo são 184 municípios. O estado é conhecido nacionalmente pela beleza de seu litoral, pela religiosidade popular e pela imagem de berço de talentos humorísticos. A jangada, ainda comum ao longo da costa, é considerada um dos maiores símbolos do povo e da cultura cearenses. O Ceará concentra 85% de toda caatinga do Brasil, bioma relacionado às estiagens que, aliado a políticas ineficientes, castigam a população do campo, da qual a maioria ainda é pobre O Ceará é conhecido como Terra da Luz, actualmente propagada pelo bordão turístico aludindo aos dias ensolarados, mas que remonta ao fato do estado ter sido o primeiro da federação a abolir a escravidão, em 1884, quatro anos antes da Lei Áurea e por esse fato o jornalista José do Patrocínio considerou o estado como a terra da luz. O nome Ceará, significa literalmente "canta a jandaia". Segundo o escritor José de Alencar, Ceará é nome composto de cemo - cantar forte, clamar, e ara - pequena arara ou periquito (em língua indígena). Há também teorias de que o nome do estado derivaria de Siriará, referência aos caranguejos do litoral. O povo cearense foi formado pela miscigenação de indígenas catequizados e aculturados após longa resistência, colonizadores europeus e negros que viviam como trabalhadores livres ou escravos. O povoamento do território foi bastante influenciado pelo fenómeno natural da seca. Era uma sociedade rural baseada, sobretudo na pecuária, principalmente no sertão, e na agricultura, em especial nas serras e vales. A elite latifundiária, mediante o poder económico e complexas relações de parentesco e afilhadagem, possuía controle de quase todos os aspectos da vida social. Os "coronéis" mantinham em suas propriedades muitos dependentes que lhes prestavam serviços ou entregavam parte de sua produção em troca da posse de um lote de terra, além de trabalhadores assalariados. O desenvolvimento independente do Ceará aconteceu apenas depois de sua desagregação de Pernambuco em 1799, e sua história foi marcada por lutas políticas e movimentos armados. Essa instabilidade se prolongou durante o Império e a Primeira República, normalizando-se depois da reconstitucionalização do País em 1945. O Ceará era habitado ancestralmente por indígenas dos troncos Tupi (Tabajara, Potiguara, Parangaba, Tapeba, entre outros) e Jê (Kariri, Inhamum, Jucá, Kanindé, Tremembé, entre outros), cujas tribos ainda hoje denominam vários topónimos no Ceará. Os colonizadores portugueses chegaram em 1603 através do litoral, mas o povoamento pelos europeus foi bastante dificultado nas primeiras décadas de colonização, devido à intensa resistência dos nativos - que destruíram o primeiro forte edificado para marcar o domínio português e mataram muitos dos primeiros povoadores - à interveniência de secas e às incursões de piratas estrangeiros. Os navegadores espanhóis Vicente Yáñez Pinzón e Diego de Lepe desembarcaram na costa cearense antes da viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil. Pinzón chegou a um cabo identificado como "Porto Formoso", que se acredita ser o Mucuripe, e Lepe, à barra do rio Ceará, em Fortaleza. Essas descobertas não puderam ser oficializadas devido ao Tratado de Tordesilhas (1494). As terras equivalentes à Capitania do Ceará foram doadas a António Cardoso de Barros, que, porém, não se interessou em colonizá-las. Ficaram assim entregues à acção de corsários, notadamente franceses, que em 1590 estabeleceram a Feitoria da Ibiapaba, para explorar o âmbar-gris, as madeiras de lei, a pimenta e o algodão nativo. Os esforços de povoamento pelos portugueses visavam principalmente a vencer a resistência indígena e garantir o domínio luso contra estrangeiros.
(03) Fortaleza: enquanto Capitania, o Ceará não recebia atenção alguma. Sua ocupação de fato foi iniciada por Martim Soares Moreno, o capitão português que serviu de inspiração para um dos personagens centrais do romance "Iracema", de José de Alencar. O local escolhido para a fundação da cidade foi onde, em 1603, Simão Nunes, a mando de Pêro Coelho, construiu o Forte de São Tiago, na Barra do Ceará, local onde está edificado o Clube António Bezerra. Existiu e ainda existe ainda, uma polémica de muitos anos de que Matias Beck foi o verdadeiro fundador de Fortaleza. Foi ele quem a fundou no local onde hoje está erguido o prédio da 10ª Região Militar. No século XVII, duas expedições holandesas estiveram no Ceará, sendo que a segunda fundou o forte Shoonenborch, marco inicial de Fortaleza. No século seguinte, o povoado foi elevado à condição de vila. Quando, no século XVIII, seu porto começo a exportar algodão para a Inglaterra, Fortaleza passou a ter expressão económica e, daí em diante, seu desenvolvimento entrou em ritmo acelerado. A despeito do flagelo das secas, o século XX transcorre Fortaleza permeado de grandes conquistas sócio-económicas. Afinal, não há desafio que resista à força de seu povo. Uma das capitanias hereditárias criadas na época da colonização portuguesa, a Capitania do Ceará praticamente foi relegada por seu donatário, António Cardoso de Barros. Apenas índios habitavam o sítio onde viria a surgir Fortaleza.  Somente em 1603, o açoriano Pêro Coelho de Sousa, acompanhado de Martim Soares Moreno, veio ao Ceará numa fracassada bandeira, onde ali Martim fez amizade com os índios locais, aprendendo os dialectos e familiarizando-se com costumes nativos. Pêro construiu o forte de São Tiago, na barra do rio Ceará, ao lado do qual surgiu o povoado de Nova Lisboa. Martim Soares Moreno encontra-se como tenente do forte dos Reis Magos, no Rio Grande, em 1609, fazendo incursões pelo litoral cearense, combatendo traficantes. Em fins de 1611, acompanhado de um padre e de seis soldados, o capitão português Martim Soares Moreno regressou ao Ceará para efectivar a posse da capitania, fundando na Barra do Ceará, com ajuda dos índios de Jacaúna, um pequeno forte - o de São Sebastião - no mesmo local, mais precisamente junto à ermida de Nossa Senhora do Amparo. A Capitania do Ceará esteve subordinada ao Estado do Maranhão e Grão-Pará, e depois a Pernambuco, além de ter sido alvo da cobiça colonialista europeia. Em 1637 chegou ao Ceará a primeira expedição holandesa, que ocupou o semi-abandonado forte de São Sebastião, onde permaneceu por sete anos explorando sal e âmbar gris, até que seus integrantes foram dizimados pelos índios. 0utra expedição holandesa, comandada por Matias Beck, desembarcou em 1649 no Mucuripe e construir então o forte Schoonenborch, na embocadura do rio Pajeú, para defender-se dos nativos aliados dos portugueses, ali permanecendo também por sete anos. Assim que os invasores foram expulsos, o forte foi apropriado pelos portugueses e redenominado de Forte de Nossa senhora da Assunção.  Entre 1660 e 1698 houve o surgimento de um acanhado povoado, no qual foi erigida uma capela dedicada a Nossa Senhora da Assunção, além de uma praça de armas. A Carta Régia que autorizou a criação da Vila do Ceará ou de são José do Ribamar em 1699 originou muitas contendas em torno de uma questão fundamental: onde instalar o Pelourinho, coluna de pedra ou madeira simbolizando a autonomia municipal. Os desentendimentos entre as autoridades levaram à decisão de elevar Aquiraz à condição de vila e sede da Capitania em 1713. Assim, somente graças aos ataques indígenas desferidos em Aquiraz é que Fortaleza, em 13 de Abril de 1726, finalmente foi denominada de Vila de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. A condição de vila com uma população relativamente expressiva não foi suficiente para garantir a sustentação económica de Fortaleza, isolada do interior, onde se desenvolvia a chamada civilização do couro e do gado. Dependente de Aracati comercialmente, Fortaleza continuou sem expressão político-económica até o início do século XIX, época da emancipação do Brasil de Portugal e quando passam a ser criadas as províncias do Império brasileiro, incluindo a do Ceará. Curiosidade histórica: José Martiniano de Alencar, pai do romancista homónimo, foi um dos expoentes do movimento pela independência do Ceará, tendo proclamado a República do Crato em 1817. Preso pela Coroa Portuguesa, caminhou acorrentado à mãe e aos irmãos as cem léguas que separavam Crato de Fortaleza. Em 17 de Março de 1823, Fortaleza é elevada pelo Imperador D. Pedro I à condição de cidade, mais precisamente sob a denominação de Cidade da Fortaleza de Nova Bragança. Esse topónimo pouco durou e logo a cidade reassumiu seu nome anterior, ou seja, Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Nas décadas seguintes, continuou convivendo com problemas como a inexistência de um cais, dificuldades de desembarque, o areal incómodo, condições sanitárias precárias e surtos epidémicos. Sua população, no entanto, já era descrita por viajantes estrangeiros como notoriamente alegre e simpática. Outro traço que viria a ser reconhecido nacionalmente é a bravura do povo cearense. Dois episódios salientaram tal característica: a Confederação do Equador em 1824, e o movimento abolicionista , nas décadas de 1870 e 1880. O primeiro movimento, iniciado em Pernambuco e de tendência separatista, enfrentou as tropas imperiais de D. Pedro I e teve grandes heróis cearenses que pereceram durante ou em decorrência da luta. Quanto à campanha abolicionista, o Ceará foi a primeira província brasileira a libertar seus escravos, em 25 de Março de 1884, quatro anos antes de a abolição ser oficialmente decretada em todo o país, em 13 de Maio de 1888. Francisco José do Nascimento, também conhecido como Chico da Matilde e mais ainda como Dragão do Mar, liderou a participação dos jangadeiros no movimento abolicionista. Foi a demanda externa pelo algodão produzido no Ceará o factor gerador de um surto de desenvolvimento no Estado que, a essa altura, já contava com uma população numerosa e se debatia com o problema das secas. O porto de Fortaleza exportava o produto para a Inglaterra, e daí em diante a cidade passou a exercer de fato seu papel de capital e sede do poder. Essa condição se intensifica com a implantação das ferrovias, que estabeleceram o fluxo de escoamento da produção agrícola e pastoril do interior até o porto de escoamento na capital. Além disso, a centralização político-administrativa ocorrida principalmente a partir do Segundo Reinado contribuiu para que Fortaleza assumisse uma posição de maior importância em relação ao interior cearense.
 

Estado do Maranhão

 

 


O Maranhão é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado no oeste da região Nordeste e tem como limites o Oceano Atlântico (N), o Piauí (L), Tocantins (S e SO) e o Pará (O). Um pouco maior que a Itália e um pouco menor que a Alemanha, o Estado ocupa uma área de 331.983,293 km². A capital é São Luís (04), e outras cidades importantes são Imperatriz, Açailândia, Timon, Caxias, Codó, Santa Inês, Bacabal, Balsas, São José de Ribamar,Barra do Corda e Itapecuru. É o 4º Estado mais rico(PIB) do Nordeste, e a 16ª maior economia(PIB) do Brasil.
Não há só uma hipótese para a origem do nome do estado do Maranhão. A teoria mais aceita é que Maranhão era o nome dado ao Rio Amazonas pelos nativos da região antes dos navegantes europeus chegarem ou que tenha alguma relação com o rio Marañón no Peru. Mas há outros possíveis significados como: grande mentira ou mexerico segundo o português antigo. Outra hipótese seria pelo fato do Estado ter um emaranhado de rios. Também pode ser referente ao caju, fruta abundante no litoral ou ainda mar grande ou mar que corre. No contexto da história do Brasil, porém, o nome deriva dos tempos coloniais em que o Brasil esteve dividido entre apenas duas entidades administrativas: o Estado do Maranhão, ao norte, e o Estado do Brasil, ao sul. Com o fraccionamento do antigo Estado do Maranhão-Grão Pará, formou-se a capitania e logo província do Maranhão, que até então incluía o território do hoje vizinho Estado do Piauí. Em 1534, D. João III divide a Colónia Portuguesa no Brasil em Capitanias Hereditárias, sendo o Maranhão parte de quatro delas (Maranhão primeira secção, Maranhão segunda secção, Ceará e Rio Grande), para melhor ocupar e proteger o território colonial. Porém, a ocupação no Maranhão aconteceu a partir da invasão francesa à Ilha de Upaon-Açu (Ilha de São Luís) em 1612, liderada por Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardière, que tentava fundar colónias no Brasil. Os franceses chegaram a fundar um núcleo de povoamento chamado França Equinocial e um forte chamado de "Fort Saint Louis". Esse foi o início da cidade de São Luís. Entretanto, os portugueses expulsaram os franceses em 1615 na batalha de Guaxenduba, sob o comando de Jerónimo de Albuquerque Maranhão, e passaram a ter controle das terras maranhenses. Nesse episódio, foi importante a participação dos povos indígenas que somaram forças a ambos os lados e estendendo o tamanho da batalha.
Depois de terem invadido a maior parte do território do Nordeste da Colónia portuguesa na América, os holandeses dominaram as terras da Capitania do Maranhão em 1641. Eles desembarcaram em São Luís e tinham como objectivo a expansão da indústria açucareira com novas áreas de produção de cana-de-açúcar. Depois, expandiram-se para o interior da Capitania. Os colonos, insatisfeitos com a presença holandesa, começaram movimentos para a expulsão dos holandeses do Maranhão em 1642, sendo o primeiro movimento contra a dominação holandesa. As lutas só acabaram em 1644 e nelas se destaca António Teixeira de Melo como um dos líderes do movimento. Em 1682, a Coroa Portuguesa decidiu criar a Companhia de Comércio do Maranhão. Tal Companhia tinha o dever de enviar ao Estado do Maranhão um navio por mês carregado de escravos e alimentos como azeite e vinho. Assim, Portugal pretendia incrementar o comércio da região. Mas a estratégia não surtiu efeito: a Companhia abusava nos preços e, por vezes, atrasava os navios. Isso, somado às difíceis condições de vida à época, fizeram com que, entre os colonos, se criasse um clima de hostilidade contra a Metrópole. Liderada por Manuel Beckman (Bequimão) em 1684, começou uma revolta nativista conhecida como a Revolta de Beckman. Os revoltosos queriam o fim da Companhia de Comércio do Maranhão e a expulsão dos jesuítas, pois a Companhia de Jesus era contra a escravidão indígena, principal fonte de mão-de-obra na região, à época. Em São Luís, os revoltosos chegaram a aprisionar o capitão-mor e outras autoridades, assim como expulsaram os jesuítas, mas foram derrotados pelas forças da Coroa. Manuel Beckman foi condenado à morte e enforcado em praça pública, apesar de seu irmão, Tomás Beckman ter ido a Portugal para expor directamente ao rei o motivo da revolta. O movimento conseguiu fazer com que a Companhia fosse extinta mas não foram atendidos sobre a expulsão dos jesuítas. Adoptando ao modelo de déspota esclarecido, D. José I nomeou a Primeiro-Ministro, em Portugal, o Marquês de Pombal que teve importante papel na História do Maranhão. Pombal fundou o Vice Reino do Grão-Pará e Maranhão com capital em Belém e subdivido em quatro capitanias (Maranhão, Piauí, São José do Rio Negro e Grão-Pará). Além disso, expulsou os jesuítas e criou a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão cuja actuação desenvolveu a economia maranhense. Na fase pombalina, a Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão incentivou as migrações de portugueses, principalmente açorianos, e aumentou o tráfico de escravos e produtos para a região. Tal fato fez com que o cultivo de arroz e algodão ganhasse força e logo colocou o Maranhão dentro do sistema agro exportador. Essa prosperidade económica se reflectiu no perfil urbano de São Luís, pois nessa época foi construída a maior parte dos casarões que compõem o Centro Histórico de São Luís que hoje é Património Mundial da Humanidade. A região enriqueceu e ficou fortemente ligada à Metrópole, quase inexistindo relação comercial com o sul do país. Mas os projectos do Marquês de Pombal foram abalados quando subiu ao trono D. Maria I que extinguiu a Companhia de comércio e muitas outras acções do Marquês na Colónia.
(04) São Luís (Maranhão): no local da cidade habitavam nativos de uma aldeia tupinambá até a chegada de franceses em 1612, vindos das cidades francesas de Cancale e Saint-Mailo comandados por Daniel de La Touche Senhor de La Ravardière, que construíram um forte e o nomearam São Luís, em homenagem prestada a Luís IX patrono da França, e ao rei francês da época Luís XIII. Os franceses se aliaram aos índios tupinambás na resistência aos portugueses e, 3 anos depois, em Novembro de 1615, foram expulsos, sob o comando de Jerónimo de Albuquerque, que se tornou o primeiro capitão-mor do Maranhão. A curta estadia francesa e eles não terem construído uma cidade (construíram um forte) traz discussões sobre a fundação de São Luís, se foi feita pelos portugueses ou pelos franceses. Foi fundada no dia 08 de Setembro de 1612. São Luís também esteve sob o controle holandês no período de 1641 a 1644. Somente depois desses ataques o governo colonial decidiu fundar o estado do Grão-Pará e Maranhão, independente do resto do país. Nessa época, a economia era baseada na plantação, e depois exportação, de cana-de-açúcar, cacau e tabaco. Conflitos entre as elites por motivos económicos levariam à Revolta de Beckman. Em 1860, com o início da Guerra Civil Americana, a região passou a fornecer algodão para a Inglaterra. A riqueza proporcionada por essa actividade foi usada para modernizar a cidade, com a chegada de religiosos para leccionar nas suas escolas e a implantação de redes de água e saneamento. A cidade chegou a ser a terceira do país em população, mas no fim do século XIX a agricultura entra em decadência e, desde então, a cidade busca outras actividades para manter-se.
 
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal
 
Fim do 1º Bloco

 

 

 

 

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