“Visconde de Don Mi-Burro”

 

 

 

 

Correspondente Internacional do Portal CEN –

“Cá Estamos Nós”

 

 

Secretário-geral da Academia “TóKandar” -;- Colaborador efectivo de “Brincar sem Abusar” -;- Locutor da Rádio Criativa -;- Amigo de todos as amigas e amigo do boss Carlos -;- Organizador do “Clube de Fãs do “Visconde de Don Mi-Burro”.

Um doce para as mulheres e um amargo para os homens !

 

Flashs do IIIº Encontro do Portal CEN –

“Cá Estamos Nós”

12 a 15 de Junho de 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como devem calcular, esta vida de burro não está nada fácil. Como o meu grande amigo do coração, o boss Carlos, alega sempre dificuldades de tesouraria para não me pagar os meus mais que merecidos honorários, tive de contrair um empréstimo bancário para ser pago (não sei como) em 144 prestações mensais. Não estou a tentar imitar o meu querido amigo e colega jornalista, Luiz Alberto Machado, que em seu dizer, passou 144 horas maravilhosas em Blumenau.

No dia 6 de Junho deste ano da Graça de 2008, disfarçado com gabardine, barba comprida e óculos escuros, embarquei no mesmo avião que o boss Carlos e a minha querida Iarazinha com rumo a São Paulo, seguindo depois para Florianópolis. A minha cadeira era mesmo atrás dos “presidentes” do CEN. A viagem decorria normalmente, quando (existe sempre um quando ou um mas …), a Iarazinha disse ao Carlos que lhe doía as pernas e que precisava de espaço; que fosse procurar outro lugar pois ela precisava de esticar as pernas e dormir. O Carlos quase a “fuzilou” com os olhos, mas para não armar bronca, procurou outra cadeira. Assim, a Iara pode dormir profundamente, com um ressonar que mais parecia que estávamos a viajar num avião de hélice.

Quando chegámos ao aeroporto de São Paulo, tive o prazer e a honra de encontrar a minha querida e fã Henriette Effenberger. Falámos uns minutos e eu indiquei-lhe onde se encontravam o Carlos e a Iara, pedindo-lhe que não divulgasse a minha presença. A querida amiga assim fez.

Já no aeroporto de Florianópolis, o meu particularíssimo amigo Caminha, reconheceu-me e piscou-me os olhos. Sua esposa Seluta, viu a tal piscadela de olhos e logo quis saber a que eram dirigidos (coisas de mulher). Respondeu-lhe o Caminha que eram dirigidos a um colega dele. Meteram-se todos no carro do Caminha com a Seluta a dirigir, rumo a Ratones, onde o casal mora. Como devem de calcular, cá o Visconde de Don “Mi-Burro” tive de correr atrás do carro. Quando chegámos à moradia Caminha/Seluta, este amigo deixou o portal aberto para eu poder ficar no ante-jardim em amistosa e alegre convivência com os seus três cachorros. Estes, gentilmente me trouxeram um osso, mas, um burro como eu só come vegetais. Assim, assaltei as alfaces, couves, e outros legumes. Só não gostei das laranjas que o Caminha considera muito doces, mas são amargas como fel.

E os dias foram passando com uns passeios até ao Centro da cidade de Florianópolis, uns banhos naquelas maravilhosas lagoas. Curiosamente, só eu, o burro, é que tomou banho da lagoa, pois, os outros, alegavam que estava frio. Enfim …

Finalmente, chegou o dia da partida para a cidade de Blumenau. Como devem de calcular, tive de correr durante duas horas atrás do carro do Caminha.

E chegámos ao lindo Viena Park Hotel …

Numa das galerias que circundam a cúpula deste hotel, montei o meu posto de observação, com microfones direccionais dirigidos para o sector entre a recepção e a rampa que dava para os elevadores/restaurante/salões de eventos e jardins. Neste local, o boss Carlos esperou pelos participantes.

A primeira figura a aparecer, foi uma figura nada alta, com um andar saltitante cruzando os pés como se estivesse a actuar numa passerelle. Alguém não identificado comentou: “aquela moça parece uma velinha de bolo de aniversário, só lhe faltando um pavio acesso na cabeça”. Era a Vilma, com uma euforia que nunca tínhamos visto. Trazia sempre com ela, como se fosse um talismã, uma máquina de filmar (filmadora). Para seu “câmara-men” , convidou, primeiro o Tchello de Barros, mas, devido à enorme disparidade de alturas, este amigo teve de declinar o honroso convite, pois, para a filmar teria de se pôr de joelhos ou curvar demasiadamente o pescoço, com grandes possibilidades de contrair um torcicolo. Mas a Vilma não é pessoa para desistir e assim, logo aproveitou para convidar o Luiz Alberto Machado, de altura mais maneirinha, para ser o seu “Câmara-men”, convite que ele com todo o seu brio levou profissionalmente a contento. Mas esta querida amiga, tentou (e quase conseguiu) ficar em quase todas as fotografias tiradas pelos outros participantes. Durante o Encontro, este burro vosso amigo, ouviu frases como: “pessoal, vamos aproveitar a Vilminha está no jardim, a dormir ou a dançar, para tirarmos umas fotos !”

 

Outra figura se aproxima do Carlos, interpelando-lhe: “Carlos ! como está ? não me conhece?”. O boss ficou um pouco atrapalhado. A moça, gozando com esta atrapalhação, deu-se a conhecer: “sou a Andrea Motta !”. Tentando-se desculpar, o Carlos respondeu-lhe: “a Andrea mandou-me uma foto tirada contra-luz, em Óbidos (Portugal) que nem se nota a sua carinha”. A Andrea foi uma figura muito importante neste Encontro e o Carlos não se esquece, não. Na primeira oportunidade, será publicamente reconhecida.

 

Uma figura linda, alta e elegante, acompanhada por uma amiga, dirigiu-se ao boss. Mas esta senhora, o Carlos reconheceu-a: “Olá, querida amiga Lucy Nazaro !”. Aproveitou para apresentar a sua amiga, a Luiza Josefina (que segundo lhe disse, nunca teve nada com o imperador Napoleão Bonarparte). Ambas as amigas, de grande categoria intelectual, dignas representantes de Palmas PR.

 

Vinda de Erechim, a Alba Albarelo apresentou-se na dita cuja rampa. Mas esta amiga, o Carlos identificou-a logo. Ela foi-lhe dizendo que não estava muito habituada a estes Encontros do CEN e que lhe perdoasse qualquer falhazinha. Se Deus nos perdoa, porque os simples mortais não haviam de perdoar qualquer falha involuntária ? Mas nadinha aconteceu.

 

Luiz Poeta e Denise, fazem a entrada triunfal. Abraços e beijinhos para todo o mundo. Além da tralha, trazem o violão (do Luiz) e a máquina da Denise (máquina fotográfica, entenda-se). Pareciam dois noivos em lua de mel, e não era para mais, pois, comemoravam anos de casados. Cá o burro teve vontade de sair do seu posto de observação para oferecer um bolo de noivos com uma vela em cima (até podia ser a Vilma) e acesa. Por falta de oportunidade, não lhe ofereci o bolo que não passou de intenção (boa).

 

Antes de ser convidado/contratado para “Câmara-Men” da Vilma, o Luiz Alberto Machado, foi cumprimentar o Carlos: “Oi, você não me conhece ?”. Sorriu-lhe, o Carlos disse-lhe que se lembrava do Tararitaritatá (por talvez, naquela ocasião não se lembra-se de seu nome). Este amigo teve intervenções valiosas durante o Encontro, em que anunciou a sua intenção de rescrever a História Colonial do Brasil, contando o que não se conhece dos povos subjugados.

Vinha acompanhado pelo amigo Otto, uma figura simpatiquíssima e educada. O Otto, deve ser uma pessoa muito religiosa pois, algumas vezes anda acompanhado pelos “santos óleos”.

 

Em seguida, foi a vez do amigo Tchello de Barros cumprimentar o boss Carlos. Embora não se conhecessem pessoalmente, já eram amigos há cerca de dez anos. Este amigo, é uma alta figura, de farto bigode e, para que ninguém saiba a cor de seus cabelos, tem o crânio rapado. Além de poeta, é um belíssimo e apreciado pintor. Mais tarde, no salão onde fez a sua exposição, o Carlos ouviu uma senhora que estava a admirar um dos seus trabalhos em formato de targeta: “deve ser o alfabeto egípcio”. A Carlos riu-se e respondeu à senhora: “se reparar melhor, verá que é o alfabeto romano !”.

 

Virei a minha teleobjectiva para outro ângulo e viu um grupinho formado pela Seluta, Andrea e Iara a falarem demasiadamente baixinho (não as consegui ouvi). Talvez falassem da organização da secretaria do evento. Nem me cabe na cabeça que tivessem a fazer comentários a quem aparecia na rampa. Só notei que as orelhas do Carlos, estavam algo vermelhas …

 

E mais vermelhas ficaram quando ele (o boss), descaradamente fixou seu olhar na entrada do hotel, quando uma linda figura loira (digna de Hollyood) entrou no hotel. Pensando que ainda tinha trinta anos, quando a Heralda Victor começou a subir a rampa, a interpelou : “você é a Zena ? (claro que ele sabia bem que não era a Zena…). Sorrindo-lhe ela respondeu-lhe: “não, não sou a Zena ! sou a Heralda”. Para tentar continuar a cantata, ele continuou: “veio para o Encontro do CEN ?”. Sempre simpática, ela disse-lhe que sim. Claro que o Carlos a pôs à vontade para tudo que ela precisasse. Agradecendo-lhe a atenção, a Heralda respondeu-lhe: “se precisar de alguma coisa, procurarei a sua ajuda”. Mas nunca precisou de ajuda …

 

Na volta de acompanhar a Heralda até ao elevador, apareceu a Lígia Antunes Leivas, já sua conhecida do Encontro no Rio de Janeiro, que vinha acompanhada por uma senhora que trazia uma linda boina. Foi um momento de grande amizade e recordaram o Rio de Janeiro. A Lígia teve intervenções de grande mérito.

 

Entretanto, tinha chegado a hora da Abertura Oficial do Encontro, no Salão Salzburg (fez-me lembrar o filme “Música no Coração – a aventura da Família Trapp”. Procurei um local bom para observação, que foi um dos cantos do salão.

Ia havendo uma grande bronca, quando a apresentadora se esqueceu de chamar a Iara Melo para a mesa, em detrimento de outros que, inicialmente, não seriam chamados. Conhecendo o boss Carlos como eu conheço, só por distracção momentânea ele deixou passar esta gafe.

- Carlos, não compreendo porque não fui chamada para apresentação da Mesa. Sou Vice-Presidente do CEN e Presidente da Liga dos Amigos do Portal CEN. E o nosso CEN vale mais do que muitos grupos …

- Iara, pessoalmente peço-te desculpa por esta minha distracção. Podes crer que não vai haver mais nenhuma gafe durante o Encontro …

 

À noite, grande parte dos participantes dirigiram-se para a Biblioteca Municipal Fritz Muller, para assistirem ao Sarau do Dia dos Namorados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Webdesigner: Iara Melo

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