Edição de Carlos Leite Ribeiro
 
 

MAGAZINE CEN

Comemorativo do

Dia Internacional das Mães

Maio 2012

 

 

3ª Página

Ariovaldo Cavarzan
Campinas (SP) Brasil

DE MÃES E AQUARELAS

Terno é o balé de trinchas e pincéis,
fazendo restar tons vibrantes e pastéis,
em telas de amor e de candura,
representando afetos temperados em doçura.

Está composto um ritual de encantamento.

Vultos diáfanos e luminescentes deslizam em cortejo,
levitando por sobre perfumados canteiros.

Fragrâncias se espalham no ar e todo o derredor se encanta,
envolto em emanações que a saudade espanta.

Coloridas partículas flutuam, num balé de delicadezas,
coreografado ao sopro da brisa, fazendo acalmar incertezas.

Aquarelas representam filhos amados,
na intensidade do amor de Mães.

Brilhos são preces colhidas,
em jardins de corações,
depositadas em texturas de emoções.

O vermelho representa amor intenso;
o azul, a paz do Céu reproduzida;
o verde, em tons fortes ou esmaecidos,
imita afetos, vividos e esquecidos,
sinalizando limiares de esperanças,
nutridas em afiados cinzéis,
e depois em frinchas esvaídas.

Matizes amarelos,
mais claros, ou mais belos,
simbolizam amados filhos especiais,
que, embora jamais esquecidos,
ternos abraços não alcançam mais.

Difícil escolher entre elas,
aquelas que se digam as mais belas.

Matizes policrômicos sugerem flores,
num festival de saudades e amores,
transformando as virtuais pinturas,
em carinhos de afetos e canduras.

Há serenidade em mais um alvorecer,
e é domingo, o segundo, em Maio,
em que tudo está a acontecer.

Há festa nos corações daquelas em que
o doce mister das Mães as sustém.

Há alegria no plano das que já se foram,
e das que ficaram também.

PRESENÇA

Ela encontrou-me à mesa do café da manhã, achegando-se de mansinho, quase sem se fazer notar.
Exibia semblante calmo, e um suave perfume de flores inundou o ambiente.
Dave ter viajado nas asas de um bem-te-vi, desses que vêm me despertar em todas as manhãs, ou, quem sabe, passado a noite escondida entre as pétalas de uma rosa, dessas que enfeitam o jardim de minha casa.
Dava para entrever um quê de felicidade no sorriso que iluminava o seu rosto.
Um arrepio gostoso perpassou-me naquele instante, enchendo de alegria e paz o meu coração.
Faz tempo que aceitei a sua partida, rendendo-me à evidência de que, quando se ama, ausência física acaba se transformando em presença espiritual, eis que imortal é o princípio inteligente que nos anima.
Nascimento e morte não se inscrevem no rol dos acasos, por representarem marcos entre os quais imprimimos os registros de nossa breve passagem pela vida. Importa fazê-lo da melhor maneira possível.
A doce saudade impede que o passar do tempo nos faça esquecer as pessoas que mais amamos.
Guardo comigo por tesouro imperecível, tudo aquilo que com ela aprendi e que hoje entendo como valores do bem e do amor, aqueles mesmos que enfeitam o coração das Mães verdadeiras e que cimentam as bases sobre as quais fazem aprumar as vidas de seus filhos.
Torna-se imprescindível aproveitar com sabedoria a curta jornada a que se resume a nossa existência, colecionando amizades, espalhando afeto, amor e bem e fazendo felizes aqueles que nos cercam.
Meus olhos se fecharam por instantes, ao doce afago de suas mãos e esforcei-me para represar as lágrimas, antes que transbordassem.
Afinal, saudade se sente somente de quem se quer bem.
Agradeço a Deus por guardá-la em minha lembrança e em meu coração, deixando-me sentir amparado ante os percalços do resto da caminhada.
Os desafios da jornada nos acrescentam a força necessária que nos levará à conquista da felicidade e da paz.
Com certeza, a presença dela tornou especial aquela manhã em que chegou de mansinho, quase sem se fazer notar, encontrando-me à mesa do café.
Seu semblante e o suave perfume espargido no ar, indicavam que estava começando um novo dia dedicado às Mães.
Sou muito grato a ela, por sua missão de possibilitar-me oportunidade de aprendizado, de corpo e alma entregues ao cinzel das experiências cotidianas, a fim de tornar-me, a cada dia, um pouco melhor.
Do mesmo jeito que chegou, ela se foi, talvez pegando carona nas asas de um bem-te-vi, ou singrando os ares numa pétala de rosa soprada pelo vento, deixando apenas a lembrança de um suave perfume e da gostosa saudade do filho que ficou por aqui.
Obrigado, Mãe, por ter vindo me visitar.

Arlete Piedade
Santarém (Portugal)

MÃE NEGRA

Mãe que teu filho carregas,
em tuas costas esforçadas,
no teu dia a dia de refregas,
nos trilhos, em caminhadas...

Procurando o parco sustento,
que noutras mesas, é sobejo...
impotente em teu sentimento,
de perda, frustração e desejo...

Queres para teu filho, o melhor,
por ele te sacrificas com amor,
em dias de desespero a sofrer...

Nesse teu quotidiano de horror,
lutas contra a doença e a dor,
para veres teu filho sobreviver!

As Mães da Minha Vida

Convidada a escrever um texto sobre o Dia da Mãe, que será dirigido a leitores de Portugal e do Brasil, deparo-me com múltiplas escolhas sobre o que escrever e a quem dedicar a minha prosa. Geralmente escrevemos nestes dias, sobre a nossa mãe e também se diz que Mãe há só uma!
Sim, cada um tem a sua mãe, que também foram filhas e tiveram a sua mãe, que foi a nossa avó. Das avós também se diz que são mães duas vezes. Mães dos seus filhos e dos filhos dos seus filhos. Depois temos as nossas sogras, as mães dos nossos cônjuges, aquelas que geralmente têm má fama, mas que muitas vezes é imerecida, pois acabam por ser também mães duas vezes. Mães dos seus filhos ou filhas e mães das pessoas que foram escolhidas para parceiros de vida, através do casamento - ou não - dos seus filhos(as).
As nossas sogras além de serem também um pouco nossas mães, por sermos casados com seus filhos, são também as outras avós dos nossos filhos, que seguindo o mesmo raciocínio, são mães a dobrar dos nossos filhos, que amamos tanto.
Então segue-se que temos não só as nossas mães, como também as nossas avós e ainda as nossas sogras, todas elas com o papel de nossas mães.
Depois - e aqui falo de outros casos que não o meu - temos as mães adotivas, as mães de acolhimento, as mães afetivas, as mães de criação, as madrastas, enfim, mulheres que em alguma altura das nossas vidas, nos acolhem e nos dão a ternura e a educação que a mãe biológica, não pode dar, seja por morte, afastamento, falta de condições económicas, ou outros motivos.
Mas voltando ao meu caso, as mães da minha vida, com que intitulei esta crónica, terei que falar em primeiro lugar da minha mãe. Nasci numa pequena aldeia no interior centro de Portugal, em finais da década de 50 do século passado. A vida era difícil, minha mãe vinha de uma família pobre, mas ainda hoje diz que nunca passou fome, ela e as suas quatro irmãs, apesar de no inverno não haver trabalho e viverem só das reservas que a terra dava e do crédito na mercearia. No verão ela e as suas irmãs trabalhavam no campo nos ranchos que vinha para a lezíria de Santarém, trabalhar para os grandes proprietários, nos trabalhos do campo sazonais, como a monda, a vindima, a apanha da azeitona e outros. O meu avó, seu pai, era pedreiro mas naquela época, as casas eram construídas com adobes, blocos feitos com terra seca ao sol e que portanto só no verão era possível construir. Meu pai, também filho de uma família dedicada aos trabalhos no campo e a pequenos negócios, foi serrador na sua juventude. Iam em ranchos, os homens para os pinhais da Beira Baixa, distantes mais de 100 a 200 kms, nas suas bicicletas a pedal, carregados com mantimentos, roupas e instrumentos de trabalho para ficarem fora de casa, dois a três meses, e lá ficavam cortando os pinheiros e outras árvores que serravam em tábuas, tudo á mão com trabalho manual, portanto, até poderem regressar a casa. Era uma vida dura, o trabalho era muitas vezes feito debaixo de neve e chuva, e a comida era feita numa fogueira e mantida pendurada nas árvores em sacos, para não ser comida pelos animais e se manter por mais tempo. A única maneira de se aguentar, era o sal com que era acondicionada, nomeadamente a carne que levavam, para cozer e fazer a sopa com feijões ou grãos. Um dia o meu pai teve uma zanga com os companheiros penso que devido a contas, e jurou que nunca mais iria serrar. Veio para casa, e foi tirar a carta de condução de motorista profissional, o que na década de cinquenta, e nas aldeias, era um grande feito.
Portanto quando eu nasci, meu pai já trabalhava como motorista e minha mãe tomava conta das propriedades que cultivavam, além do trabalho da casa, de dar comida aos animais que tinham, e de ir lavar a roupa ao ribeiro, porque nem tanque tinha em casa e era hábito naquele tempo.
Era uma vida trabalhosa, mas feliz. Quando chegou a altura de eu ir para a escola primária, que era numa aldeia vizinha, sede da junta de freguesia, ia a pé com as outras crianças, através dos campos, cerca de três quilómetros, e além dos livros, levava o almoço que a minha mãe me mandava e comia frio. Como eu era boa aluna e segundo as professoras era inteligente, foi recomendado aos meus pais, para me "colocaram a estudar". Meu pai nessa altura trabalhava numa cerâmica com um camião que ia levar materiais de construção para Lisboa, principalmente tijolos e já ganhava relativamente bem para a época. Foi portanto decidido que eu iria estudar para Alcanena, uma vila que ficava a cerca de 15 Kms, e que tinha uma escola preparatória.
Mas não era fácil. Eu tinha que ficar fora de casa todo o dia e só tinha onze anos. Saía de casa ás 7 h da manhã e regressava ás 20h ou mais tarde. Levava mais uma vez o almoço numa lancheira, embrulhada em jornais, para manter o calor, mas quando chegava a hora do almoço, já estava frio. Minha mãe ainda há dias me dizia que naquela época, levantava-se ás 2 h da manhã para fazer o almoço para o meu pai levar para o trabalho, pois ele saía de casa de madrugada, a seguir levantava-se de novo ás 6 h da manhã para me preparar para ir para a escola e quando regressava a casa de me ir acompanhar ao autocarro, eram horas de chamar a minha irmã mais nova, para ir para a escola primária a tal que era a 3 kms de casa, através dos campos, e para lhe fazer o almoço também para ela. Mas chegou nova época, quando eu terminei os dois anos da escola preparatória e tive que enfrentar nova escolha para continuar os estudos. E essa escolha implicou uma mudança radical para a família, em especial a minha mãe, pois foi decidido que eu viria estudar para Santarém, a capital do distrito, onde havia o curso que eu devia seguir, ou seja o Curso Geral de Comércio.
Dada a distância, 30 kms, não era viável eu ir de autocarro e regressar a casa todos os dias. Não havia horários compatíveis e era muito cansativo para mim. Portanto a opção dos meus pais, foi a minha mãe mudar-se para Santarém connosco, eu e a minha irmã para continuarmos os estudos, enquanto meu pai permaneceu na aldeia sózinho, indo só ficar connosco á nova casa alugada na cidade, quando as viagens de trabalho lhe permitiam passar perto de Santarém e fazer uma paragem. Meus pais venderam os animais - cabras, porcos, uma mula e a carroça que ela puxava - porque não havia quem tratasse deles, e sei como essa mudança foi dolorosa para eles. Especialmente para meu pai e também para minha mãe que estava habituada á vida da aldeia e a ter o seu marido com ela.
Mas havia épocas em que era necessária a sua presença na aldeia, para fazer certos trabalhos do campo - como a apanha da azeitona - e nessas ocasiões, vinha a mãe nº 2, a minha avó materna, para cozinhar e tomar conta de mim e da minha irmã. Se era difícil para a minha mãe, para a minha avó, era mesmo um sacrifício, mas ela lá se aguentava, até que uma trombose a apanhou e teve que ficar acamada na sua casa na aldeia.
Novo sacrifício para a minha mãe, já que naqueles tempos, não se falava em por os pais em lares. Quando adoeciam ou ficavam velhos, os filhos revezavam-se á vez, para tomar conta deles, cuidando-os e providenciando o que fosse necessário mesmo com prejuízo da vida familiar. Assim a minha mãe dividia os dias da semana com as outras três irmãs, que moravam junto á minha avó, sendo a minha mãe a única que morava mais longe, na cidade a trinta quilómetros, e dois a três dias, de duas em duas semanas, ia para casa da mãe, para cuidar das suas necessidades mais básicas, já que estava paralizada na cama, até que ela faleceu. Eu e a minha irmã, ficávamos sozinhas em casa. No entanto foi a minha irmã a que mais sofreu, pois eu entretanto já tinha casado e ido para a minha casa. E em especial, o meu pai, que mais uma vez ficou sozinho e teve que fazer de pai e mãe, nesses dias de ausência da esposa.
Mas não vou contar toda a vida da minha mãe e os sacrifícios que passou pelas filhas e a família, porque também quero falar um pouco da outra mãe da minha vida, já falecida: a minha sogra.
Contrariamente ao habitual quando se fala de sogras, a minha foi sempre como uma mãe para mim. Acolheu-me na sua casa e na sua família, desde o primeiro momento em que eu apareci como namorada do seu filho, com os meus 19 anos. Tive desde o primeiro momento, um grande carinho e admiração por essa mulher franzina, sofrendo desde sempre com graves problemas de reumatismo, que se viu viúva quando tinha cerca de quarenta anos, com sete filhos para criar, o mais velho dos quais tinha 18 anos e mais pequena, era ainda bebé. Nessa altura, eram colonos em Moçambique, ao abrigo dum programa do governo daquela época, que cedia as terras para cultivar ás pessoas pobres que quisessem ir para lá.
Como é óbvio só conheço essa história por me ser contada pela família, porque só os conheci mais tarde, mas ao regressar ao continente, com os sete filhos, teve que recomeçar sozinha a vida desde o zero. Trabalhando no campo com os filhos mais velhos, enquanto os do meio, tomavam conta dos mais pequenos, com uma casa que foi sendo construída por eles e que inicialmente, só tinha quatro paredes e um telhado, com piso térreo, num terreno alugado, conseguiu unir a família em torno de si, e todos conseguiram bons trabalhos e boas casas, e uma vida digna. Era verdadeiramente a matriarca da família, em torno da qual tudo girava e todos se uniam, e agora que se foi, com noventa anos, o seu espírito e os seus ensinamentos e exemplos de vida continuam vivos na família.
Da minha avó paterna, guardo também carinhosamente boas recordações, mas ela faleceu quando eu tinha quinze anos e portanto só a recordo quando eu era criança e ia á noite a sua casa, com o meu pai, e estavam a jantar á luz da candeia. Geralmente eram batatas cozidas com bacalhau, pelo menos é o que recordo e sempre me convidavam para comer com eles. Muitas vezes era apenas um pouco de pão molhado no molho do bom azeite das suas oliveiras, que ainda estão lá dando os seus frutos, mas que me sabia muito bem.
Quem teve paciência para ler até aqui, eu agradeço por poder partilhar algumas recordações das mães da minha vida, e dedico esta crónica, em especial á minha mãe, única que ainda se mantém viva a meu lado, neste Dia das Mães.

Arneyde Tessarolo Marcheschi
Vitoria-Espírito Santo- Brasil

HOMENAGEM Á VOCÊ MAMÃE QUERIDA.
" Mãe, você é um sonho de DEUS, que o amor realizou"
ZENEYDE SIMÕES TESSAROLO. in memorium"

Quantos sorrisos,
quantas lágrimas,
quantos conselhos
quantos avisos...
nem sempre atendidos.
Quantos perdões!
Quantas vezes virastes
para o lado,
fingindo não notar...
as travessuras que fazíamos.
Quantas vezes fechavas o olho
para não nos repreender das
traquinas que aprontávamos.
Quantas noites mal dormidas
à nossa cabeceira
pela febre alta...
pela garganta inflamada,
pela chuva que apanhávamos...
para brincar...
Quantas orações!
Quantos pedidos á
Virgem Maria!
Quantas interferências
diante do papai cansado,
às vezes zangado,
pelas nossas artimanhas...
pelas aulas que gazeávamos!
Quanta ternura lia em seus olhos
quanta bondade tinha em seu coração
Quantos conselhos....para
abrir meus olhos,nas horas difíceis...
Quanto peso carregastes, Mãe...
e eu não percebia...nem via
suas lágrimas escondidas...
no silêncio das noites, mal
dormidas..pelas preocupações
da vida.
Quantas alegrias....quantas
doces recordações, a
enriquecer minha vida.
Quantos afagos,
beijos e carinhos;
milhões de preocupações
de temores...de angústias...
de sonhos que não se concretizaram.
e você nada reclamava...nada
lamentava...sofria calada...sozinha.
Quantos perdões!
e eu não tinha tempo para entender!
Hoje que sou mãe também....penso
e entendo você, mãe querida.
Mas, acho que as mães,
não deveriam morrer nunca,
pois a maior dor...a imensa tristeza
dessa vida, é quando vocês partem.
Quando fecham os olhos queridos...
para sempre, deixando para nós
os filhos...as mais ternas saudades...
e o remorso pela vida que passou...
por tantas coisas que não fizemos...
por tantas coisas que não dissemos...
pelas vezes que te fizemos chorar...
e pelas vezes que deixamos de te
dizer: MÃE, QUERIDA! AMO VOCÊ!

Augusta Schimidt
Campinas/BR

MÃE
Mãe,

Inspiração e ternura
Luz dos olhos de Deus
Criatura abençoada
Eleita pelo Criador
Para gerar a semente do amor

Mãe,

Cujo nome em verso e prosa é magia
Que tem no coração a esperança,
Você é tal qual uma flor
Que desabrocha ao amanhecer
E exala o suave perfume do amor

Mãe,

Que tem o brilho das estrelas no olhar,
Que diz palavras sabias ao educar,
Que tem a força nos braços para proteger,
Que tira as pedras do caminho,
Que consola com carinho...

Mãe,

Que quando entrelaça as mãos em oração
Pedindo a paz e a união
É a bem – aventurada entre todas as mulheres
Porque através de seu ventre
Permitiu que seus filhos realizassem na sua história
O mistério da criação.

Benedita Silva de Azevedo
Rio de Janeiro - Brasil

MARIA, MÃE DE JESUS!
Maria, mãe de Jesus,
Vinde socorrer a humanidade
Tão sofrida e abandonada!

Vinde, minha mãe querida!
Iluminai os corações endurecidos
Por interesses duvidosos!

Protegei os inocentes e pecadores!
Permitais que todos busquem consolo
Em vosso semblante sereno e acolhedor.

Iluminai com vossa luz resplandecente
Os passos humanos sobre a terra,
Para que se entendam as nações!

Precisamos de Liberdade, Paz, Fraternidade...
Mostra-nos o caminho a seguir, mãe querida!
Para que alcancemos esses objetivos.

Sei que precisamos estar atentos;
Dá-nos sabedoria e discernimento
Para não olvidarmos com displicência
Os ensinamentos do Pai.

Neste Dia das Mães, protegei-as, Santa Mãe!
As nossas mães santas para cuidarem de seus filhos!

Acolhei em vossa companhia,
Todas as mães que já partiram deste mundo!
Para que ao vosso lado, olhem pelos filhos seus
Que precisam de consolo, na falta delas na terra!

E às mães que perderam seus filhos,
Cobris com seu manto sagrado, Rainha das mães!
Para que encontrem conformação e deixem de sofrer.

AMEM!

Rio de Janeiro, 8.5.2012

Candy Saad

Mãe

Tuas mãos santas são ungüento
que acalentam e acariciam
Que acolhem os filhos amados
São suaves como o leve vento
Dão aos filhos proteção e alento
Seus braços são o abrigo
Onde encontra-se refugio amigo
Neles acabam os perigos,o choro e a dor...
Guerreira ,luta com todas as armas
para sua cria defender.
A noite vigias o sono com tanto zelo
Incansável doar...
Incondicional é teu amor!
És o mistério criado por Deus...
Teu ventre é o ninho que gera...
Teu coração é o ventre que cria...
Quanto amor!
Bendita seja entre as mulheres!

Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T2242730

Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal

À MINHA MÃE

Num Dia de Reis, longínquo, mãe, nasceste!
Trazias inato o porte de rainha,
Mas não passaste de aia, e na bainha
Da realeza, na vida te moveste.

Do rei, senhor teu pai, ficaste escrava,
E da sua apelidada “mão de ferro”;
Pois duro era o castigo por leve erro,
E p’lo não beija-mão quando chegava!

Então, na mesa, o prato era voltado,
A relembrar as filhas esquecidas,
Que sem o beija-mão não há comidas,
E à permuta da ceia, fazia-se amado!

Mas fez-te forte a vida, sem carinhos,
Porém, sempre orgulhosa das raízes!
E não te sendo fáceis os caminhos
Soubeste contorná-los sem deslizes!

Foste mulher e mãe, grande leoa!
E de ti, herdei a garra, a fortaleza;
Dos rectos sentimentos, a nobreza,
E o repúdio à mentira que atraiçoa!

Muito obrigada, mãe, por me gerares;
Plos nãos aos meus caprichos contrariados,
E, também, pelos mimos sonegados!
- Da minha construção, rijos pilares!

Mais grata sou-te, mãe, por não temer,
Quer os dias sejam odres de fartura,
Quer sejam esvaziados de ventura...
E porque ao bem moldaste esta Mulher!

Cecília Rodrigues
Viseu/Portugal

MÃE
Mãe chega perto da gente
Com carinho e um sorriso
Tudo á volta é um paraíso
Mãe está sempre presente
E quando ri de contente
É porque todos os seus
Estão felizes por Deus...
É assim que agradece
Sorrindo com uma prece
E uma oração de "Mateus"

Não se esquece de ninguém
Nem sei como descrever
Ela cumpre o seu dever
Nem o perigo a detém
Mãe coragem é também
Fortaleza do seu lar
Tem carinho no olhar
E beleza em seu perfil
Como os cravos de Abril
Mãe é flor é vida e ar

É pra nós Mãe transparente
Em tudo que diz e faz
é divertida e assaz
E ajuda o seu semelhante
De imutável semblante
Segue em frente sua missão
Dá-nos tudo e compreensão
Sem nada em troca pedir
São brincos o seu carpir
Gotejado pelo chão

Quando diz: - Vais ser alguém!
O faz com toda a certeza
Pois só vê pura beleza
Pró futuro que aí vem.
Pró futuro que aí vem...
Pró futuro que há-de vir
Não te quero o meu carpir
Quero sol em tua vida
Que ela seja bem comprida
Diz-nos sempre e a sorrir.

"Mãe chega perto da gente
Não se esquece de ninguém
É pra nós mãe transparente
Quando diz: - Vais ser alguém!"

Editado em: "Minha Prenda para o Futuro" 2010

CERES MARYLISE

MÃE

Quando nasceu a vida,
tudo disse: MÃE!
Dona da vida e da força,
gritaram os homens exaltados.
Maria, que na hora do evangelho,
conforta a alma dos humildes
que têm fé e esperança.
Mater Dolorosa que sente o filho
quando rompe suas entranhas.
A que geme junto ao túmulo do filho
que nunca mais a beijará de novo.
A que sofre o martírio do abandono
cujo desvelo alguns filhos já esqueceram,
mas que perdoa, que perdoa sempre,
e bendiz ao filho que tanto lhe magoa.
Mães dos que buscam paz sem encontrá-la
e dos que vencem com fortuna e fama.
Mães de mendigos e de paladinos,
sejam benditas em todos os idiomas!
Mães de todos os homens de todas as raças,
mães admiráveis, todas nossas mães,
que nos deram tanto sem nunca
pedir nada!

Cibele Carvalho
Rio de Janeiro/BR

DOCE ESPERA

Doce momento da espera...
pode ser inverno ou primavera,
não faz a menor diferença,
quando se sente a presença
de um ser especial
que torna tudo sem igual.
O tempo passa a ser contado,
o dia é mais iluminado,
e o nosso mundo trivial
torna-se um reino encantado.
Cada novo movimento
é um acontecimento,
e a gente sai espalhando
o nosso contentamento.
Quando estamos aguardando
o filho que estamos gerando,
cada dia é especial,
parece noite de Natal...

Daria Farion

MINHA LÁGRIMA

Adivinhava seus pensamentos,
Aliviava seus sofrimentos.
Choramos abraçados nossas derrotas,
Celebramos junto nossas vitórias.

Colhemos flores da verdades,
Você poetizou todos os momentos,
Eu cantei todas as glórias
Meu fenômeno de luz, minha mãe.

Amei, amo com paixão ,
Quem me deu vida, amor e trabalho também
Carreguei no colo, velei o sono,
Segurei com força sua mão.

Pedi, chorei, rezei.- Não consegui.
Agora está coberta de flores.
Beijo a testa fria. Não acredito!...
Fecham o caixão.

E hoje era
Dia das Mães...

Dhiogo José Caetano
Uruana, Brasil

CRIATURA MÃE

Tu és divina uma raridade real,
tu és feminina e delicada,
tu és mãe e sempre amada pelos homens.
Uma criatura iluminada.

A ternura é parte da sua composição.
A nascente do amor...
Mesmo quando não é amada.
Um ser que mesmo em meio as lágrimas,
tem o dom de socorrer, e acalmar a dor da alma.

És tu que da vida ao cidadão que compõe toda uma nação.
És tu que semeaste a paz do mundo.
Quero dizer a todas as mulheres,
obrigado pela sua valentia.
Pois junto a ti não temeremos a morte.
Obrigado minha mãe!

Coração de Mãe

Ser mãe é ser amor, é a arte da renúncia, é ser paz, luz, esperança... É deixar de existir!
Em nome do amor aos filhos.
Embora o amado filho, tenha se perdido na caminhada da existência,a esperança semeada fora renunciada,pelas drogas ou a criminalidade.
Mesmo assim ela continua a amar. Ele é eternamente filho, e o ser mãe o julga digno de piedade.
oração de mãe é algo além do imaginável.O nosso vocábulo seria insuficiente para definir.
Nós devemos tudo a esta belíssima mulher,pois ela que nos deu vida!

Ela é nossa mãe.

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