Edição de Carlos Leite Ribeiro
MAGAZINE CEN
Comemorativo do
Dia Internacional das Mães
Maio 2012
3 ª Página
 
Ariovaldo Cavarzan
Campinas (SP) Brasil
DE MÃES E AQUARELAS
Terno é o
balé de
trinchas e
pincéis,
fazendo
restar tons
vibrantes e
pastéis,
em telas de
amor e de
candura,
representando
afetos
temperados
em doçura.
Está
composto um
ritual de
encantamento.
Vultos
diáfanos e
luminescentes
deslizam em
cortejo,
levitando
por sobre
perfumados
canteiros.
Fragrâncias
se espalham
no ar e todo
o derredor
se encanta,
envolto em
emanações
que a
saudade
espanta.
Coloridas
partículas
flutuam, num
balé de
delicadezas,
coreografado
ao sopro da
brisa,
fazendo
acalmar
incertezas.
Aquarelas
representam
filhos
amados,
na
intensidade
do amor de
Mães.
Brilhos são
preces
colhidas,
em jardins
de corações,
depositadas
em texturas
de emoções.
O vermelho
representa
amor
intenso;
o azul, a
paz do Céu
reproduzida;
o verde, em
tons fortes
ou
esmaecidos,
imita
afetos,
vividos e
esquecidos,
sinalizando
limiares de
esperanças,
nutridas em
afiados
cinzéis,
e depois em
frinchas
esvaídas.
Matizes
amarelos,
mais claros,
ou mais
belos,
simbolizam
amados
filhos
especiais,
que, embora
jamais
esquecidos,
ternos
abraços não
alcançam
mais.
Difícil
escolher
entre elas,
aquelas que
se digam as
mais belas.
Matizes
policrômicos
sugerem
flores,
num festival
de saudades
e amores,
transformando
as virtuais
pinturas,
em carinhos
de afetos e
canduras.
Há
serenidade
em mais um
alvorecer,
e é domingo,
o segundo,
em Maio,
em que tudo
está a
acontecer.
Há festa nos
corações
daquelas em
que
o doce
mister das
Mães as
sustém.
Há alegria
no plano das
que já se
foram,
e das que
ficaram
também. |

PRESENÇA
|
Ela
encontrou-me
à mesa
do café
da
manhã,
achegando-se
de
mansinho,
quase
sem se
fazer
notar.
Exibia
semblante
calmo, e
um suave
perfume
de
flores
inundou
o
ambiente.
Dave ter
viajado
nas asas
de um
bem-te-vi,
desses
que vêm
me
despertar
em todas
as
manhãs,
ou, quem
sabe,
passado
a noite
escondida
entre as
pétalas
de uma
rosa,
dessas
que
enfeitam
o jardim
de minha
casa.
Dava
para
entrever
um quê
de
felicidade
no
sorriso
que
iluminava
o seu
rosto.
Um
arrepio
gostoso
perpassou-me
naquele
instante,
enchendo
de
alegria
e paz o
meu
coração.
Faz
tempo
que
aceitei
a sua
partida,
rendendo-me
à
evidência
de que,
quando
se ama,
ausência
física
acaba se
transformando
em
presença
espiritual,
eis que
imortal
é o
princípio
inteligente
que nos
anima.
Nascimento
e morte
não se
inscrevem
no rol
dos
acasos,
por
representarem
marcos
entre os
quais
imprimimos
os
registros
de nossa
breve
passagem
pela
vida.
Importa
fazê-lo
da
melhor
maneira
possível.
A doce
saudade
impede
que o
passar
do tempo
nos faça
esquecer
as
pessoas
que mais
amamos.
Guardo
comigo
por
tesouro
imperecível,
tudo
aquilo
que com
ela
aprendi
e que
hoje
entendo
como
valores
do bem e
do amor,
aqueles
mesmos
que
enfeitam
o
coração
das Mães
verdadeiras
e que
cimentam
as bases
sobre as
quais
fazem
aprumar
as vidas
de seus
filhos.
Torna-se
imprescindível
aproveitar
com
sabedoria
a curta
jornada
a que se
resume a
nossa
existência,
colecionando
amizades,
espalhando
afeto,
amor e
bem e
fazendo
felizes
aqueles
que nos
cercam.
Meus
olhos se
fecharam
por
instantes,
ao doce
afago de
suas
mãos e
esforcei-me
para
represar
as
lágrimas,
antes
que
transbordassem.
Afinal,
saudade
se sente
somente
de quem
se quer
bem.
Agradeço
a Deus
por
guardá-la
em minha
lembrança
e em meu
coração,
deixando-me
sentir
amparado
ante os
percalços
do resto
da
caminhada.
Os
desafios
da
jornada
nos
acrescentam
a força
necessária
que nos
levará à
conquista
da
felicidade
e da
paz.
Com
certeza,
a
presença
dela
tornou
especial
aquela
manhã em
que
chegou
de
mansinho,
quase
sem se
fazer
notar,
encontrando-me
à mesa
do café.
Seu
semblante
e o
suave
perfume
espargido
no ar,
indicavam
que
estava
começando
um novo
dia
dedicado
às Mães.
Sou
muito
grato a
ela, por
sua
missão
de
possibilitar-me
oportunidade
de
aprendizado,
de corpo
e alma
entregues
ao
cinzel
das
experiências
cotidianas,
a fim de
tornar-me,
a cada
dia, um
pouco
melhor.
Do mesmo
jeito
que
chegou,
ela se
foi,
talvez
pegando
carona
nas asas
de um
bem-te-vi,
ou
singrando
os ares
numa
pétala
de rosa
soprada
pelo
vento,
deixando
apenas a
lembrança
de um
suave
perfume
e da
gostosa
saudade
do filho
que
ficou
por
aqui.
Obrigado,
Mãe, por
ter
vindo me
visitar. |
 
Arlete Piedade
Santarém (Portugal)
MÃE NEGRA
Mãe que teu filho
carregas,
em tuas costas
esforçadas,
no teu dia a dia de
refregas,
nos trilhos, em
caminhadas...
Procurando o parco
sustento,
que noutras mesas, é
sobejo...
impotente em teu
sentimento,
de perda, frustração
e desejo...
Queres para teu
filho, o melhor,
por ele te
sacrificas com amor,
em dias de desespero
a sofrer...
Nesse teu quotidiano
de horror,
lutas contra a
doença e a dor,
para veres teu filho
sobreviver!
|

As Mães da Minha Vida
Convidada a
escrever um
texto sobre o
Dia da Mãe, que
será dirigido a
leitores de
Portugal e do
Brasil,
deparo-me com
múltiplas
escolhas sobre o
que escrever e a
quem dedicar a
minha prosa.
Geralmente
escrevemos
nestes dias,
sobre a nossa
mãe e também se
diz que Mãe há
só uma!
Sim, cada um tem
a sua mãe, que
também foram
filhas e tiveram
a sua mãe, que
foi a nossa avó.
Das avós também
se diz que são
mães duas vezes.
Mães dos seus
filhos e dos
filhos dos seus
filhos. Depois
temos as nossas
sogras, as mães
dos nossos
cônjuges,
aquelas que
geralmente têm
má fama, mas que
muitas vezes é
imerecida, pois
acabam por ser
também mães duas
vezes. Mães dos
seus filhos ou
filhas e mães
das pessoas que
foram escolhidas
para parceiros
de vida, através
do casamento -
ou não - dos
seus filhos(as).
As nossas sogras
além de serem
também um pouco
nossas mães, por
sermos casados
com seus filhos,
são também as
outras avós dos
nossos filhos,
que seguindo o
mesmo
raciocínio, são
mães a dobrar
dos nossos
filhos, que
amamos tanto.
Então segue-se
que temos não só
as nossas mães,
como também as
nossas avós e
ainda as nossas
sogras, todas
elas com o papel
de nossas mães.
Depois - e aqui
falo de outros
casos que não o
meu - temos as
mães adotivas,
as mães de
acolhimento, as
mães afetivas,
as mães de
criação, as
madrastas,
enfim, mulheres
que em alguma
altura das
nossas vidas,
nos acolhem e
nos dão a
ternura e a
educação que a
mãe biológica,
não pode dar,
seja por morte,
afastamento,
falta de
condições
económicas, ou
outros motivos.
Mas voltando ao
meu caso, as
mães da minha
vida, com que
intitulei esta
crónica, terei
que falar em
primeiro lugar
da minha mãe.
Nasci numa
pequena aldeia
no interior
centro de
Portugal, em
finais da década
de 50 do século
passado. A vida
era difícil,
minha mãe vinha
de uma família
pobre, mas ainda
hoje diz que
nunca passou
fome, ela e as
suas quatro
irmãs, apesar de
no inverno não
haver trabalho e
viverem só das
reservas que a
terra dava e do
crédito na
mercearia. No
verão ela e as
suas irmãs
trabalhavam no
campo nos
ranchos que
vinha para a
lezíria de
Santarém,
trabalhar para
os grandes
proprietários,
nos trabalhos do
campo sazonais,
como a monda, a
vindima, a
apanha da
azeitona e
outros. O meu
avó, seu pai,
era pedreiro mas
naquela época,
as casas eram
construídas com
adobes, blocos
feitos com terra
seca ao sol e
que portanto só
no verão era
possível
construir. Meu
pai, também
filho de uma
família dedicada
aos trabalhos no
campo e a
pequenos
negócios, foi
serrador na sua
juventude. Iam
em ranchos, os
homens para os
pinhais da Beira
Baixa, distantes
mais de 100 a
200 kms, nas
suas bicicletas
a pedal,
carregados com
mantimentos,
roupas e
instrumentos de
trabalho para
ficarem fora de
casa, dois a
três meses, e lá
ficavam cortando
os pinheiros e
outras árvores
que serravam em
tábuas, tudo á
mão com trabalho
manual,
portanto, até
poderem
regressar a
casa. Era uma
vida dura, o
trabalho era
muitas vezes
feito debaixo de
neve e chuva, e
a comida era
feita numa
fogueira e
mantida
pendurada nas
árvores em
sacos, para não
ser comida pelos
animais e se
manter por mais
tempo. A única
maneira de se
aguentar, era o
sal com que era
acondicionada,
nomeadamente a
carne que
levavam, para
cozer e fazer a
sopa com feijões
ou grãos. Um dia
o meu pai teve
uma zanga com os
companheiros
penso que devido
a contas, e
jurou que nunca
mais iria
serrar. Veio
para casa, e foi
tirar a carta de
condução de
motorista
profissional, o
que na década de
cinquenta, e nas
aldeias, era um
grande feito.
Portanto quando
eu nasci, meu
pai já
trabalhava como
motorista e
minha mãe tomava
conta das
propriedades que
cultivavam, além
do trabalho da
casa, de dar
comida aos
animais que
tinham, e de ir
lavar a roupa ao
ribeiro, porque
nem tanque tinha
em casa e era
hábito naquele
tempo.
Era uma vida
trabalhosa, mas
feliz. Quando
chegou a altura
de eu ir para a
escola primária,
que era numa
aldeia vizinha,
sede da junta de
freguesia, ia a
pé com as outras
crianças,
através dos
campos, cerca de
três quilómetros,
e além dos
livros, levava o
almoço que a
minha mãe me
mandava e comia
frio. Como eu
era boa aluna e
segundo as
professoras era
inteligente, foi
recomendado aos
meus pais, para
me "colocaram a
estudar". Meu
pai nessa altura
trabalhava numa
cerâmica com um
camião que ia
levar materiais
de construção
para Lisboa,
principalmente
tijolos e já
ganhava
relativamente
bem para a
época. Foi
portanto
decidido que eu
iria estudar
para Alcanena,
uma vila que
ficava a cerca
de 15 Kms, e que
tinha uma escola
preparatória.
Mas não era
fácil. Eu tinha
que ficar fora
de casa todo o
dia e só tinha
onze anos. Saía
de casa ás 7 h
da manhã e
regressava ás
20h ou mais
tarde. Levava
mais uma vez o
almoço numa
lancheira,
embrulhada em
jornais, para
manter o calor,
mas quando
chegava a hora
do almoço, já
estava frio.
Minha mãe ainda
há dias me dizia
que naquela
época,
levantava-se ás
2 h da manhã
para fazer o
almoço para o
meu pai levar
para o trabalho,
pois ele saía de
casa de
madrugada, a
seguir
levantava-se de
novo ás 6 h da
manhã para me
preparar para ir
para a escola e
quando
regressava a
casa de me ir
acompanhar ao
autocarro, eram
horas de chamar
a minha irmã
mais nova, para
ir para a escola
primária a tal
que era a 3 kms
de casa, através
dos campos, e
para lhe fazer o
almoço também
para ela. Mas
chegou nova
época, quando eu
terminei os dois
anos da escola
preparatória e
tive que
enfrentar nova
escolha para
continuar os
estudos. E essa
escolha implicou
uma mudança
radical para a
família, em
especial a minha
mãe, pois foi
decidido que eu
viria estudar
para Santarém, a
capital do
distrito, onde
havia o curso
que eu devia
seguir, ou seja
o Curso Geral de
Comércio.
Dada a
distância, 30
kms, não era
viável eu ir de
autocarro e
regressar a casa
todos os dias.
Não havia
horários
compatíveis e
era muito
cansativo para
mim. Portanto a
opção dos meus
pais, foi a
minha mãe
mudar-se para
Santarém
connosco, eu e a
minha irmã para
continuarmos os
estudos,
enquanto meu pai
permaneceu na
aldeia sózinho,
indo só ficar
connosco á nova
casa alugada na
cidade, quando
as viagens de
trabalho lhe
permitiam passar
perto de
Santarém e fazer
uma paragem.
Meus pais
venderam os
animais -
cabras, porcos,
uma mula e a
carroça que ela
puxava - porque
não havia quem
tratasse deles,
e sei como essa
mudança foi
dolorosa para
eles.
Especialmente
para meu pai e
também para
minha mãe que
estava habituada
á vida da aldeia
e a ter o seu
marido com ela.
Mas havia épocas
em que era
necessária a sua
presença na
aldeia, para
fazer certos
trabalhos do
campo - como a
apanha da
azeitona - e
nessas ocasiões,
vinha a mãe nº
2, a minha avó
materna, para
cozinhar e tomar
conta de mim e
da minha irmã.
Se era difícil
para a minha
mãe, para a
minha avó, era
mesmo um
sacrifício, mas
ela lá se
aguentava, até
que uma trombose
a apanhou e teve
que ficar
acamada na sua
casa na aldeia.
Novo sacrifício
para a minha
mãe, já que
naqueles tempos,
não se falava em
por os pais em
lares. Quando
adoeciam ou
ficavam velhos,
os filhos
revezavam-se á
vez, para tomar
conta deles,
cuidando-os e
providenciando o
que fosse
necessário mesmo
com prejuízo da
vida familiar.
Assim a minha
mãe dividia os
dias da semana
com as outras
três irmãs, que
moravam junto á
minha avó, sendo
a minha mãe a
única que morava
mais longe, na
cidade a trinta
quilómetros, e
dois a três
dias, de duas em
duas semanas, ia
para casa da
mãe, para cuidar
das suas
necessidades
mais básicas, já
que estava
paralizada na
cama, até que
ela faleceu. Eu
e a minha irmã,
ficávamos
sozinhas em
casa. No entanto
foi a minha irmã
a que mais
sofreu, pois eu
entretanto já
tinha casado e
ido para a minha
casa. E em
especial, o meu
pai, que mais
uma vez ficou
sozinho e teve
que fazer de pai
e mãe, nesses
dias de ausência
da esposa.
Mas não vou
contar toda a
vida da minha
mãe e os
sacrifícios que
passou pelas
filhas e a
família, porque
também quero
falar um pouco
da outra mãe da
minha vida, já
falecida: a
minha sogra.
Contrariamente
ao habitual
quando se fala
de sogras, a
minha foi sempre
como uma mãe
para mim.
Acolheu-me na
sua casa e na
sua família,
desde o primeiro
momento em que
eu apareci como
namorada do seu
filho, com os
meus 19 anos.
Tive desde o
primeiro
momento, um
grande carinho e
admiração por
essa mulher
franzina,
sofrendo desde
sempre com
graves problemas
de reumatismo,
que se viu viúva
quando tinha
cerca de
quarenta anos,
com sete filhos
para criar, o
mais velho dos
quais tinha 18
anos e mais
pequena, era
ainda bebé.
Nessa altura,
eram colonos em
Moçambique, ao
abrigo dum
programa do
governo daquela
época, que cedia
as terras para
cultivar ás
pessoas pobres
que quisessem ir
para lá.
Como é óbvio só
conheço essa
história por me
ser contada pela
família, porque
só os conheci
mais tarde, mas
ao regressar ao
continente, com
os sete filhos,
teve que
recomeçar
sozinha a vida
desde o zero.
Trabalhando no
campo com os
filhos mais
velhos, enquanto
os do meio,
tomavam conta
dos mais
pequenos, com
uma casa que foi
sendo construída
por eles e que
inicialmente, só
tinha quatro
paredes e um
telhado, com
piso térreo, num
terreno alugado,
conseguiu unir a
família em torno
de si, e todos
conseguiram bons
trabalhos e boas
casas, e uma
vida digna. Era
verdadeiramente
a matriarca da
família, em
torno da qual
tudo girava e
todos se uniam,
e agora que se
foi, com noventa
anos, o seu
espírito e os
seus
ensinamentos e
exemplos de vida
continuam vivos
na família.
Da minha avó
paterna, guardo
também
carinhosamente
boas
recordações, mas
ela faleceu
quando eu tinha
quinze anos e
portanto só a
recordo quando
eu era criança e
ia á noite a sua
casa, com o meu
pai, e estavam a
jantar á luz da
candeia.
Geralmente eram
batatas cozidas
com bacalhau,
pelo menos é o
que recordo e
sempre me
convidavam para
comer com eles.
Muitas vezes era
apenas um pouco
de pão molhado
no molho do bom
azeite das suas
oliveiras, que
ainda estão lá
dando os seus
frutos, mas que
me sabia muito
bem.
Quem teve
paciência para
ler até aqui, eu
agradeço por
poder partilhar
algumas
recordações das
mães da minha
vida, e dedico
esta crónica, em
especial á minha
mãe, única que
ainda se mantém
viva a meu lado,
neste Dia das
Mães. |
 
Arneyde Tessarolo Marcheschi
Vitoria-Espírito Santo- Brasil
HOMENAGEM Á VOCÊ MAMÃE QUERIDA.
" Mãe, você é um sonho de DEUS, que
o amor realizou"
ZENEYDE SIMÕES TESSAROLO. in
memorium"
Quantos sorrisos,
quantas lágrimas,
quantos conselhos
quantos avisos...
nem sempre atendidos.
Quantos perdões!
Quantas vezes virastes
para o lado,
fingindo não notar...
as travessuras que fazíamos.
Quantas vezes fechavas o olho
para não nos repreender das
traquinas que aprontávamos.
Quantas noites mal dormidas
à nossa cabeceira
pela febre alta...
pela garganta inflamada,
pela chuva que apanhávamos...
para brincar...
Quantas orações!
Quantos pedidos á
Virgem Maria!
Quantas interferências
diante do papai cansado,
às vezes zangado,
pelas nossas artimanhas...
pelas aulas que gazeávamos!
Quanta ternura lia em seus olhos
quanta bondade tinha em seu coração
Quantos conselhos....para
abrir meus olhos,nas horas difíceis...
Quanto peso carregastes, Mãe...
e eu não percebia...nem via
suas lágrimas escondidas...
no silêncio das noites, mal
dormidas..pelas preocupações
da vida.
Quantas alegrias....quantas
doces recordações, a
enriquecer minha vida.
Quantos afagos,
beijos e carinhos;
milhões de preocupações
de temores...de angústias...
de sonhos que não se concretizaram.
e você nada reclamava...nada
lamentava...sofria calada...sozinha.
Quantos perdões!
e eu não tinha tempo para entender!
Hoje que sou mãe também....penso
e entendo você, mãe querida.
Mas, acho que as mães,
não deveriam morrer nunca,
pois a maior dor...a imensa tristeza
dessa vida, é quando vocês partem.
Quando fecham os olhos queridos...
para sempre, deixando para nós
os filhos...as mais ternas saudades...
e o remorso pela vida que passou...
por tantas coisas que não fizemos...
por tantas coisas que não dissemos...
pelas vezes que te fizemos chorar...
e pelas vezes que deixamos de te
dizer: MÃE, QUERIDA! AMO VOCÊ! |
 
Augusta Schimidt
Campinas/BR
MÃE
Mãe,
Inspiração e ternura
Luz dos olhos de Deus
Criatura abençoada
Eleita pelo Criador
Para gerar a semente do amor
Mãe,
Cujo nome em verso e prosa é magia
Que tem no coração a esperança,
Você é tal qual uma flor
Que desabrocha ao amanhecer
E exala o suave perfume do amor
Mãe,
Que tem o brilho das estrelas no olhar,
Que diz palavras sabias ao educar,
Que tem a força nos braços para proteger,
Que tira as pedras do caminho,
Que consola com carinho...
Mãe,
Que quando entrelaça as mãos em oração
Pedindo a paz e a união
É a bem – aventurada entre todas as mulheres
Porque através de seu ventre
Permitiu que seus filhos realizassem na sua história
O mistério da criação. |
 
Benedita Silva de Azevedo
Rio de Janeiro - Brasil
MARIA, MÃE DE JESUS!
Maria, mãe
de Jesus,
Vinde
socorrer a
humanidade
Tão sofrida
e
abandonada!
Vinde, minha
mãe querida!
Iluminai os
corações
endurecidos
Por
interesses
duvidosos!
Protegei os
inocentes e
pecadores!
Permitais
que todos
busquem
consolo
Em vosso
semblante
sereno e
acolhedor.
Iluminai com
vossa luz
resplandecente
Os passos
humanos
sobre a
terra,
Para que se
entendam as
nações!
Precisamos
de
Liberdade,
Paz,
Fraternidade...
Mostra-nos o
caminho a
seguir, mãe
querida!
Para que
alcancemos
esses
objetivos.
Sei que
precisamos
estar
atentos;
Dá-nos
sabedoria e
discernimento
Para não
olvidarmos
com
displicência
Os
ensinamentos
do Pai.
Neste Dia
das Mães,
protegei-as,
Santa Mãe!
As nossas
mães santas
para
cuidarem de
seus filhos!
Acolhei em
vossa
companhia,
Todas as
mães que já
partiram
deste mundo!
Para que ao
vosso lado,
olhem pelos
filhos seus
Que precisam
de consolo,
na falta
delas na
terra!
E às mães
que perderam
seus filhos,
Cobris com
seu manto
sagrado,
Rainha das
mães!
Para que
encontrem
conformação
e deixem de
sofrer.
AMEM!
Rio de
Janeiro,
8.5.2012 |
 
Candy Saad
Mãe
Tuas mãos santas são ungüento
que acalentam e acariciam
Que acolhem os filhos amados
São suaves como o leve vento
Dão aos filhos proteção e alento
Seus braços são o abrigo
Onde encontra-se refugio amigo
Neles acabam os perigos,o choro e a dor...
Guerreira ,luta com todas as armas
para sua cria defender.
A noite vigias o sono com tanto zelo
Incansável doar...
Incondicional é teu amor!
És o mistério criado por Deus...
Teu ventre é o ninho que gera...
Teu coração é o ventre que cria...
Quanto amor!
Bendita seja entre as mulheres!
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T2242730 |
 
Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal
À MINHA MÃE
Num Dia de Reis,
longínquo, mãe,
nasceste!
Trazias inato o porte de
rainha,
Mas não passaste de aia,
e na bainha
Da realeza, na vida te
moveste.
Do rei, senhor teu pai,
ficaste escrava,
E da sua apelidada “mão
de ferro”;
Pois duro era o castigo
por leve erro,
E p’lo não beija-mão
quando chegava!
Então, na mesa, o prato
era voltado,
A relembrar as filhas
esquecidas,
Que sem o beija-mão não
há comidas,
E à permuta da ceia,
fazia-se amado!
Mas fez-te forte a vida,
sem carinhos,
Porém, sempre orgulhosa
das raízes!
E não te sendo fáceis os
caminhos
Soubeste contorná-los
sem deslizes!
Foste mulher e mãe,
grande leoa!
E de ti, herdei a garra,
a fortaleza;
Dos rectos sentimentos,
a nobreza,
E o repúdio à mentira
que atraiçoa!
Muito obrigada, mãe, por
me gerares;
Plos nãos aos meus
caprichos contrariados,
E, também, pelos mimos
sonegados!
- Da minha construção,
rijos pilares!
Mais grata sou-te, mãe,
por não temer,
Quer os dias sejam odres
de fartura,
Quer sejam esvaziados de
ventura...
E porque ao bem moldaste
esta Mulher! |
 
Cecília Rodrigues
Viseu/Portugal
MÃE
Mãe chega perto da gente
Com carinho e um sorriso
Tudo á volta é um paraíso
Mãe está sempre presente
E quando ri de contente
É porque todos os seus
Estão felizes por Deus...
É assim que agradece
Sorrindo com uma prece
E uma oração de "Mateus"
Não se esquece de ninguém
Nem sei como descrever
Ela cumpre o seu dever
Nem o perigo a detém
Mãe coragem é também
Fortaleza do seu lar
Tem carinho no olhar
E beleza em seu perfil
Como os cravos de Abril
Mãe é flor é vida e ar
É pra nós Mãe transparente
Em tudo que diz e faz
é divertida e assaz
E ajuda o seu semelhante
De imutável semblante
Segue em frente sua missão
Dá-nos tudo e compreensão
Sem nada em troca pedir
São brincos o seu carpir
Gotejado pelo chão
Quando diz: - Vais ser alguém!
O faz com toda a certeza
Pois só vê pura beleza
Pró futuro que aí vem.
Pró futuro que aí vem...
Pró futuro que há-de vir
Não te quero o meu carpir
Quero sol em tua vida
Que ela seja bem comprida
Diz-nos sempre e a sorrir.
"Mãe chega perto da gente
Não se esquece de ninguém
É pra nós mãe transparente
Quando diz: - Vais ser alguém!"
Editado em: "Minha Prenda para o Futuro" 2010 |
 
CERES MARYLISE
MÃE
Quando nasceu a vida,
tudo disse: MÃE!
Dona da vida e da força,
gritaram os homens exaltados.
Maria, que na hora do evangelho,
conforta a alma dos humildes
que têm fé e esperança.
Mater Dolorosa que sente o filho
quando rompe suas entranhas.
A que geme junto ao túmulo do filho
que nunca mais a beijará de novo.
A que sofre o martírio do abandono
cujo desvelo alguns filhos já esqueceram,
mas que perdoa, que perdoa sempre,
e bendiz ao filho que tanto lhe magoa.
Mães dos que buscam paz sem encontrá-la
e dos que vencem com fortuna e fama.
Mães de mendigos e de paladinos,
sejam benditas em todos os idiomas!
Mães de todos os homens de todas as raças,
mães admiráveis, todas nossas mães,
que nos deram tanto sem nunca
pedir nada! |
 
Cibele Carvalho
Rio de Janeiro/BR
DOCE ESPERA
Doce momento da espera...
pode ser inverno ou primavera,
não faz a menor diferença,
quando se sente a presença
de um ser especial
que torna tudo sem igual.
O tempo passa a ser contado,
o dia é mais iluminado,
e o nosso mundo trivial
torna-se um reino encantado.
Cada novo movimento
é um acontecimento,
e a gente sai espalhando
o nosso contentamento.
Quando estamos aguardando
o filho que estamos gerando,
cada dia é especial,
parece noite de Natal... |
 
Daria Farion
MINHA LÁGRIMA
Adivinhava seus pensamentos,
Aliviava seus sofrimentos.
Choramos abraçados nossas derrotas,
Celebramos junto nossas vitórias.
Colhemos flores da verdades,
Você poetizou todos os momentos,
Eu cantei todas as glórias
Meu fenômeno de luz, minha mãe.
Amei, amo com paixão ,
Quem me deu vida, amor e trabalho também
Carreguei no colo, velei o sono,
Segurei com força sua mão.
Pedi, chorei, rezei.- Não consegui.
Agora está coberta de flores.
Beijo a testa fria. Não acredito!...
Fecham o caixão.
E hoje era
Dia das Mães... |
 
Dhiogo José Caetano
Uruana, Brasil
CRIATURA MÃE
Tu és divina uma raridade real,
tu és feminina e delicada,
tu és mãe e sempre amada pelos homens.
Uma criatura iluminada.
A ternura é parte da sua composição.
A nascente do amor...
Mesmo quando não é amada.
Um ser que mesmo em meio as lágrimas,
tem o dom de socorrer, e acalmar a dor da alma.
És tu que da vida ao cidadão que compõe toda uma nação.
És tu que semeaste a paz do mundo.
Quero dizer a todas as mulheres,
obrigado pela sua valentia.
Pois junto a ti não temeremos a morte.
Obrigado minha mãe! |

Coração de Mãe
Ser mãe é ser amor, é a arte da renúncia, é ser paz, luz, esperança... É deixar de existir!
Em nome do amor aos filhos.
Embora o amado filho, tenha se perdido na caminhada da existência,a esperança semeada fora renunciada,pelas drogas ou a criminalidade.
Mesmo assim ela continua a amar. Ele é eternamente filho, e o ser mãe o julga digno de piedade.
oração de mãe é algo além do imaginável.O nosso vocábulo seria insuficiente para definir.
Nós devemos tudo a esta belíssima mulher,pois ela que nos deu vida!
Ela é nossa mãe. |
 
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