MAGAZINE CEN / Fevereiro 2012 “POESIA“

 

5º BLOCO

 

 

Edição de Carlos Leite Ribeiro

 

 

 

 

ADAILTON GUIMARÃES
 PORTO VELHO RO

 

Sou o engenheiro poeta
E quero agora agradecer
A Deus Nosso Senhor
Que me fez compreender

Como é gratificante
O que estou a fazer
Em homenagem à revista Magazine
Nesta terra hospitaleira
Para orgulho, graça e glória
Da pujante Nação Brasileira

 

«»

A ENFERMEIRA.
 
Se vejo a branca enfermeira
dirigindo-se a mim
a  pesar dela bonita
delicada bel catita
não queria vê-la assim.
 
É que esta graça sensual
cuja presença é um prazer
traz apertada à mão
a maldita injeção
que me faz estremecer.
 
Dê-me o braço! Ela ordena
e passa o algodão gelado
sinto-me frio.sinto-me
diz ela,pronto!E eu aliviado.
 
Que invenção dos demônios
quem teria isso inventado
que o braço põe dolorido
e, às vezes até o bumbum escondido
muitas vezes é picado
 
Ouvi-me ó cientistas
fazei das seringas pilhas
e das agulhas pastilhas
e o mundo agradecerá.
 
ADAILTON GUIMARÃES

 


 

 

Alfredo Santos Mendes
Lagos

 

 

A JUVENTUDE



Serão homens amanhã,
crianças que em seu afã,
percorrem a minha rua.
Lá vão desnudos, descalços...
Ultrapassando percalços,
sonham alcançar a lua!

São meninos sonhadores.
talvez amanhã, doutores,
e quem sabe, governantes!
A caminho da escola,
levam sonhos na sacola,
os meninos estudantes!

Desfolham livros sonhando.
As histórias transformando,
em aventuras reais!
Desenham em leves traços,
aventuras nos espaços,
para além dos siderais!
                                               
Astronautas destemidos,
fazem frente, decididos,
aos seres transcendentais!
Desenvencilham enredos...
O cosmos não tem segredos,
p´ra meninos geniais!

Meninos que vão crescendo,
não se percam, vão mantendo,
vosso o garbo, vosso apuro.
Pois não podem esquecer,
o mundo sempre há de ter:
Na juventude...O futuro!

        

Alfredo dos Santos Mendes

 

 

 

Aluizio Rezende
Rio de Janeiro

doce menina
sou a menina
que não posso ter
mexer
me ver
passear
brincar
alisar os cabelos
correr pro mar
comprar algodão doce
fingir que ela fosse
um torrão de mel
ou talvez Rapunzel
e as suas tranças
sou a criança
que não quer
crescer
mas quer
o prazer
de existir
de sentir
o vento no rosto
no mês de agosto
sem ter o suposto
dia infeliz
sou a menina
que quer ser
feliz
onde tiver que
ficar
no parque, no barco
na roda gigante
na beira do lago
azul
andar de elefante
África do Sul
bola de gude
Borel
sou a menina
que fugiu
do céu

Aluizio Rezende

 

 

 

 

Cezar Ubaldo
Feira de Santana BA

COMO VERBO.


O que tenho como verbo
é o sorriso de liz,
não de Elizabeth,
da flor,
que comigo sangra
nos campos e estações...

 

Cezar Ubaldo

 

 

 

 

Edileuza Vieira da Silva de Souza
Guarulhos-SP

 

 

VÔOS


Gostaria de ser,
pequena borboleta
dar grandes vôos...
Por entre flores, pontes e jardins.
Em manhãs frescas
ou tardes ensolaradas
nos quadros de Monet.

Poetisa Menina 
Edileuza Vieira da Silva de Souza

 

 

 

 

 

Elen de Moraes Kochman

(borboleta poeta)
Rio de Janeiro

 

 

 MIRAGEM



Eu não estou aqui... Sou simples miragem,
Ilusão que teus olhos teimam ver,
Que tu'alma carente fez imagem
E a ela se agarra para viver.

Eu não estou aqui... Sou uma quimera.
Alguém que habita o louco pensamento
Dos sonhadores! E de quem espera
Encontrar o amor pelas mãos do vento.

Eu não estou aqui... Sou só uma idéia.
Sombra obsessiva que te acompanha!
O teu sonho sem cor, a odisséia
Do teu inconsciente. A força estranha.

Sou, sim, quem apazigua os teus rancores,
Alguém que vive na tua saudade,
Acalma tuas desilusões de amores
E... que te espera além, na eternidade.

Sou vórtice da tua realidade.
Teu fantasma. A tua dualidade!

 

Elen de Moraes Kochman

 (borboleta poeta)

 

 

 

 

 

Fátima Mota

Natal- RN

 

Camuflagem



As estações já não me  colhem   desatenta
Não me desarvoram  os quentes verões
Causticando a pele nua .

Não desapaixono nos invernos indecentes
E  desafio  a neve que  se acumula
Nas paredes do meu frágil  querer.

Quando chega o outono  coaduno   paixões inquietantes
Que se multiplicam com os fios brancos
Assentados em  minhas têmporas.

Algumas , tal folhas ao vento, deixo-as ir
Partem sem contratempos. 
Sou estacional, brinco com a camuflagem do tempo.

Nos cheiros da primavera
Afoitamente exilo as incertezas.

Desconjugo o tempo presente
Retorno à era em que ser feliz
Foi a minha in­_sensata lei.

Fatima Mota

 

 

 

 

Gerci Oliveira Godoy
Porto Alegre RS

 

 

 

 A costureira


Dilacero panos
teço fibras
construo ideias
me envolvo
enredando fios em zigue-zague
acelero o destino
na beleza de corpos, uno figuras
escritas em priscas eras
aprisiono voláteis sonhos
e traço entre fagulhas de grafite
histórias e lendas
babados e rendas.

 

Gerci Oliveira Godoy

 

 

 

 

 

Glória Marreiros
Portimão

 

A CASA


 
Desmoronou-se, em dor, aquela casa
que parecia ser antiga e forte.
Agora, ali, prostrada à sua sorte
agoniza no gelo onde se abrasa...
              
Quem passa não se importa que ela jaza
por terra, espezinhada pela morte.
Ninguém recorda a linha do seu porte,
deixá-la, assim, tombada em campa rasa.
              
Dos alicerces gritam vozes de alma,
em febril tempestade que se acalma,
querem saber do corpo que era seu.
                
Agora está no chão, eu sempre soube
que era frágil, erguida só de adobe,
a casa... sombra e cinza que sou eu.

 

Glória Marreiros

 

 

 

 

 

Ione Barbieri da Silva
Cananeia - SP

 

HAJA O QUE HOUVER



Estarei sempre aqui
A esperar por ti
Haja o que houver
Seja em que tempo for
Estarei aqui a te esperar.

Eu sei quem és
Sei o bem que fazes ao meu coração
Sei os sentimentos que me despertas
Por isso haja o que houver
Estarei sempre aqui
A esperar por ti.

Quando quiser voltar
Quando necessitar do meu sentimento
Quando ele te fizer falta
Volta... Volta no vento
Volta depressa
Estarei sempre aqui
A esperar por ti.

 

Ione Rubra Rosa

 

 

 

 

Maia de Melo Lopo
Lisboa

TERRA


Luminosas lágrimas são raios de luz, terra minha viela desgostosa,
E nas águas do rio flores andam a navegar no bico de uma gaivota,
No rosto tomba o mar no olhar de minha mãe, saudade vertiginosa,
Nasceu a briza no céu, Alfama vive para o Bº Alto, cisma Madragoa,
No intímo doce infortúnio, volúpia e desejo, pobre amor que magoa.

Triste andou Pessoa, nas lendas de um trovador a nobreza de Camões,
Se passassem caravelas, abririam amorosas janelas, fado livre ao vento,
Nas asas das velas o abismo do sol arde em bocas perdidas de ilusões,
Terra de graça e galante carinho, minha linda amada riso no meu leito,
Sorrateira amante, dama fatal no portal Peninsular, beija a dor do meu peito.

Maia de Melo Lopo

 

 

 

 

 

Maria Beatriz Silva

(Flor de Esperança)
Laje do Muriaé -RJ

 

SAUDADE



Saudade é viajar na ausência
Revivendo o belo que ficou na lembrança
É um aperto no peito que a gente sente
Sem saber de onde vem
Saudade é a luz do alvorecer
Que tua ausência congelou
Impedindo o florescer
Do nosso amor que no passado ficou
Hoje para a saudade amenizar
Te descrevo nos meus versos
Confidencio com a lua
Te procuro nas estrelas no mar
Tentando buscar o inverso
Caminhando pelas ruas
Para não sentir tanta dor
Vou vivendo de lembranças
Do teu beijo doce nos meus lábios tatuado
Do teu perfume no meu corpo impregnado
Saudade que faz dos meus dias esperança
 Saudade que me faz semeadora do amor


Maria Beatriz Silva

(Flor de Esperança)

 

 

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