MAGAZINE CEN

 

Junho 2012

Edição de Carlos Leite Ribeiro

- 9º Bloco -

pág. 10

 

 

 

 

Elsa de Jesus Furtado
Calheta de S. Miguel- Açores
 

 

       De todos os males do mundo não ter “mal” nenhum é o pior de todos. Acontece normalmente quando se está desprovido de norte e se está acomodado no bem-estar da inanidade.
Muita gente confunde o bem-estar com o estar sem preocupações e destituído de reptos da vida. Errado! A existência é ela toda feita de desafios e aí é que está o cerne da vivência.
Longe de mim ser masoquista, ou desapreciadora das coisas belas da vida! Sou daqueles que acreditam que na existência, a luta, a procura de um sentido de vida, são requisitos essenciais para se alcançar a plena realização. E esta é feita adicionando prazer e gosto a tudo o que fazemos.
Mas vejamos: o contrário está tão impregnado no íntimo das pessoas, de todas as idades e de todos os níveis sociais, que chegamos a tal ponto que: Os alunos querem passar sem estudar, os professores querem dar aulas sem ensinar; Os filhos querem autonomia sem obediência e os pais querem ser progenitores sem educar; Os vendedores querem ganhar sem vender e os compradores adquirir sem comprar; Os amantes querem Amor sem amar e os Amigos amizade sem bem-querer; Os ascéticos santificar-se sem meditação e as pessoas de fé chegar ao Céu sem oração …enfim, uma panóplia de contrastes que igual só possível na Terra do S. Nunca, no dia 29 de Fevereiro do ano de mil, novecentos e jamais-acontece!
E nesta busca de encontrar sem procurar, neste corre-corre utilizando a lei do menor esforço, descobrimos a seguinte verdade: se aplaude os que nada fazem, se elogia os que desmerecem, dá- se o trono ao vilão e afunda-se a realeza!
E nós todos plácidos e coniventes, vamos assistindo a isso ante os nossos olhos! E como estamos todos contaminados pela febre de querer “não ter mal nenhum “ viramos para o lado, para não ter de enfrentar a dura realidade de ter que fazer alguma coisa! Porque é melhor não ter mal nenhum!

Elsa de Jesus Furtado
Calheta, aos 16 de Maio de 2012

 

 

 

Nancy Cobo

 

Não Sei Viver Sem Teu Amor


Não sei viver sem ter o teu Amor;
tudo o que faço, penso, olho, tem você.

Como posso imaginar minha vida sem você,
que me guia e ilumina os meu caminho

Ter teus Carinho, nos nossos momentos reais e verdadeiros
é o que me carrega para seguir em frente.

Ter teus beijos que me aquecem,
ter tuas mãos deslizando em meu corpo,
me fazem ter a certeza que estou viva,
que existo e que o Amor existe
para quem sabe e quer amar.

Nós sabemos fazer do nosso Amor
uma fonte de energia para podermos
passar os dias e as agruras que a vida,
às vezes, reserva em nosso caminho.

É por termos a certeza de que nos amamos,
que temos em nosso coração a Alegria,
a Felicidade de saber que você e eu
somos, verdadeiramente, nós,
dois corpos que se transformam em um só.

Quando juntos estamos e quando nos separamos
continuamos um só, pois os nossos corações batem juntos,
sentem juntos e amam juntos.

Por isso,
não sei viver sem teu Amor,
sem o nosso Amor!

Nancy Cobo

 

 

Foi Amor


Foi amor e paixão sentida e vivida por nós
momentos inesquecíveis, onde
várias vezes ao som dessa música
os nossos olhares se cruzavam,
e sem segurar à vontade e o desejo,
nossas roupas eram arrancadas
com a fúria que só os amantes
apaixonados fazem.

Nos entregamos, e com loucura nos amamos.

Entre pernas e braços entrelaçados
ficávamos sentindo o coração, bater no outro
novamente o desejo começava,
arrepiando a pele,
meu corpo chamando por você.

O teu roçando no meu,
tuas mãos me acariciando ,
as minhas te chamando,
então o amor se fez novamente,
e voce sentiu meu corpo
tremer em seus braços,
Gemer em seus ouvidos...
e mais uma vez nos lambuzamos
e bebemos o mel desse amor.

Me diz, depois disso tudo
Como esquecer você...

Nancy Cobo

 

 

Maria Tomasia
Rio de Janeiro-RJ/BR

 

TEM GENTE...


Que, assim tão de repente,
conquista o coração da gente.
Tem uma aura tão brilhante
e um semblante cativante.

É gente que tem alegria
e leva a vida a cantar;
que sente amor pela poesia
e ela sabe bem declamar.

Gente que a nós chega de mansinho
e o tempo todo nos dá carinho;
que nos ouve e não se cansa
e tem o sorriso da criança.

Gente assim é difícil de achar:
temos que muito procurar.
Mas, se formos ungidos pela sorte,
é nela que encontraremos suporte.

Maria Tomasia

 

 

MÃE TERRA


Mãe que és sempre tão gentil
com teus filhos que não agradecem;
tratam-te com esse desprezo vil
e de ti jamais se compadecem.

Mãe Terra, a todos dás a vida
e não deixas teus filhos ao léu,
mas eles te fazem tão sofrida
e te queimam num grande fogaréu.

Pobre mãe que deveria ser tão querida.
Teus filhos a ti não dispensam cuidados.
Mas quando têm fome te pedem guarida.
Contudo te maltratam como celerados.

Quando te sentes muito acossada,
trazes tsunamis, chuvas e desolação.
Aí, teus filhos fogem em debandada,
temendo uma possível e total dizimação.

Muitas tragédias ainda poderão suceder,
se não tiverem o bom senso de te proteger,
tratando-te com o carinho que mereces,
para, em troca, receberem tuas benesses.

Maria Tomasia

 

 

Adailton de Melo Guimarães
O Engenheiro Poeta

 

O DICIONÁRIO 18 DE ABRIL DIA DO LIVRO


Oh sábio mudo e surdo,
Que jazes no canto calado,
Eu,um profissional e mestre
A ti me rendo humilhado,
Pois me sinto ante ti,
Com teu terno amarrotado
Um simples fantoche ou títere,
Trôpego, por ti guiado.

Se tu cobrasses de mim,
Do teu labor justo preço,
Teria eu, no meu ganho,
O sócio de que mereço.
Mas tenho-te por escravo,
E, às vezes te escarneço,
Se não me serves a contento,
Enxotar-te-ei em arremesso.

Não te darei algum salário,
Não mais te tenho por aio,
Vai-te a outros servir,
Ou pro montura ao balaio,
Já não me confessarás,
Não serás mais meu emissário,
Adeus meu velho amigo,
Adeus fiel dicionário.


Adailton de Melo Guimarães

O Engenheiro poeta

Este poema foi feito especialmente para o meu velho Dicionário, após telo jogado fora simplesmente porque não encontrei a palavra que procurava. A você meu amigo dicionário, minhas desculpas...
“A Biblioteca é o templo do saber e este tem libertado mais pessoas que todas as guerras da história”

 

REIS DE ISRAEL


O primeiro foi Saul,
Mas Davi foi o maior,
Conquistou para Israel,
Todas as terras ao seu redor.

Davi foi um rei,
Segundo Deus o ordenou,
Teve acertos e pecados,
Mas Deus o perdoou.

Bate-Seba formosa,
Foi a sua tentação,
Despindo-se sensualmente,
Deixou David em tentação...

Mas Deus, senhor supremo,
Em sua grande compaixão,
Além de perdoar Davi,
Deu-lhe a compensação.

Filho dele e Bate-Seba,
De Israel a exaltação,
Nasce o mais sábio dos reis,
É o justo Salomão.

Salomão quase perdia,
O reinado de seu pai,
Pois seu irmão o Adonias,
O queria muito mais.

Com Joabe a Abeatar,
Houve até conspiração,
Mas Davi, filho de Deus,
Coroou foi Salomão.

A herança de Davi,
Ao filho entronizado,
Foi guardar as ordenanças,
Do Deus abençoado.

Constrói, oh filho meu!
O templo do senhor,
Meu reinado foi bem grande,
Mas o teu vai muito além,
Edifica para o teu povo,
O templo de Jerusalém.

Adailton Guimarães
O Engenheiro poeta

Extraído da realidade da Bíblia.
Cópia tirada especialmente para quem acredita na Bíblia

 

 

Mardilê Friedrich Fabre
São Leopoldo - RS

 

 

Doce Tristeza


Invade-me doce tristeza,
Saudade do céu luminoso
Dos dias de encanto e beleza.
Invade-me doce tristeza.
Lembro os momentos de pureza
Do nosso encontro carinhoso.
Invade-me doce tristeza,
Saudade do céu luminoso.

Toma-me a solidão com crueza.
É sina um futuro brumoso.
A noite envolve-me com frieza.
Toma-me a solidão com crueza.
No escuro da mente, a incerteza
De sentimento poderoso.
Toma-me a solidão com crueza.
É sina um futuro brumoso.

Mardilê Friedrich Fabre

 

 

No palco da vida


Num dia de festa,
Abriram-se para mim
As cortinas de um mundo misterioso.
Adentrei-o, personagem de sorriso tímido.
Maestrina inexperiente,
Tomei da batuta
E quis reger a orquestra da vida.
Emoções descompassadas
Desafinaram muitas vezes
As notas das partituras.
Cada manhã, movia-me
O ritmo da esperança.
Não me dobraram nem o vento da discórdia,
Nem a ruptura da alegria.
Palmilhei, ora banhada pela luz do sol,
Ora pelo brilho da lua,
Um caminho de glórias e de anonimato.
Nos braços das estrelas,
Adormeci borralheira
E despertei princesa.
Seduziram-me enigmas e encantamentos,
Impulsionaram-me desejos e valores.
Entre claros e escuros,
Fantasias e realidades,
Preenchi minha essência de perfume
Que destilo pelo ar,
Atingindo todos aqueles
Que de mim se acercam.

Mardilê Friedrich Fabre

 

 

Alice Tomé
Lisboa/PORTUGAL

 

Fado terroir... Guarda Minha Cidade
Destinos : Identidade(s) multi-referencial(ais)...


Nasceu no meio do sol
Em dias de verão
A foice ceifava o trigo
E fazia-se oração:
Porque o céu estremeceu
Com tamanho coração!
(...)
Que destino teria
Semelhante predição?
Brilhavam seus olhos verdes
Nessa terra de eleição:
Muito perto das estrelas
Que moravam nesse chão!
(...)
Seus cabelos voavam
Soltos para o vento
Pareciam fios dourados
A olhar o firmamento:
No rio sempre lavados
Parecia encantamento!
(...)
A vida a transportou
Por muitos outros caminhos
A descoberta a obrigou
A cruzar muitos destinos:
Na Gália foi parar
E aí se Diplomar.
(...)
Regressou ao seu "terroir"
Formada e muito lente
Para a Guarda trazia
Saber(es) de muita gente:
Destinos multiculturais
Da multidão Parisiense!
(...)

Alice Tomé

Poema inédito criado para a Professora Doutora Teresa Pires Carreira.

 

CR7 - Rei do football...Sport
Élan de Ousadia... Fado Destino estrelado!


Perguntei um dia ao vento
Porque tanto ele corria
Respondeu bem repente
Que se chamava ventania!
(...)
Com minha força diamante
Eu vou a todo o lugar
Corro o mundo num instante
Sem nunca me cansar.
(...)
CR7 voa em campo
Ninguém o consegue parar
Dança nas asas do meu vento
Com a bola sempre a rolar!
(...)
Faz da vida sua princesa
Do relvado sua Catedral
Pega na bola com destreza
Fazendo golos sem igual!
(...)
No seu clube madrileno
O Real Madrid canta glória
Temos CR7 com talento
Sempre pronto p’ra vitória.
(...)
Élan de ousadia
Fado destino estrelado
Joga a bola dia a dia
Cria reino iluminado.
(...)
Nos Anais deste sol
Em ouro se gravará
CR7 - Rei do futebol
É gente lusa... e sempre será.
(...)

Alice Tomé

 

 

Nadilce Beatriz

 

 

DESALINHO


Quero crer, por certo,
que as doces manhãs,
as cálidas noites,
e até meu passo incerto
não seja uma ventura,
uma luxúria,
uma paz moribunda
nesta ilusão madura,
que eu chamo vida,
e que muitos a deixam aborrecida...
O lixo não é só matéria,
é um pensamento rasgado
de dores sorridentes
dos que não tem ideia.
Não quero ver o desatino
do vento armado,
do mar embriagado
falando em destino.
Desculpas irão murchar
diante das sementes que deixamos blefar...
Ai que saudades! Direi,
da água do pingo da chuva,
do cheiro de um animal,
e da vontade que não forjei.
O tempo não é uma estrada.
Pode ser um socorro.
Um alerta disfarçado,
diante da última cartada.

Nadilce Beatriz

 

 

ESTAÇÕES


As primaveras deitaram-se com os outonos
e gestaram serenatas,
flores,
brisas
ventos fortes
auroras...
Os verões, todos varões,
amaram em demasia as areias já gestadas.
Nasceram-lhes os desertos,
faróis
naus
maresias
luxurias vadias...

Os invernos não querem descendentes.
Enamoram-se da quietude.
Infiéis às estrelas,
lacaios da madrugada,
enganam a solidão
Sonhando com as neves...

O ser humano ama o que lhe toca o coração.
Os animais amam o que lhes resta do homem.
Se nada sobrar,
às pedras vão-se os caminhos.
Nem a lua encanta-se com o sol,
nem o sol cobrirá a lua.

Nadilce Beatriz
www.escrevendootempo.zip.net

 

 

António Barroso (Tiago)
Parede/Portugal

 

Portugal a saque


Houvera mais Camões cantando a glória
Da pátria lusitana, bela e forte,
E outros Mouzinhos, enfrentando a morte,
Mais feitos deixariam na memória.

A alma dum povo reside na história,
Épica herança de homens com porte,
Que, honestos, seguem seu rumo, seu norte,
P’la pátria se doando, na vitória.

Mas quando a mesquinhez e a vilania
Vivem com capa de democracia,
E os valores morais vão destruindo,

Albuquerque, Cabral, os mares sulcando,
Sentem, oh! meu país, que os vão roubando,
E tantos, tantos, nos estão traindo.

António Barroso (Tiago)

 

 

A morte de escudo


Escudo meu, lindo, que te partiste
Tão cedo dum país onde eras gente,
Repousa lá no euro prepotente,
E viva eu, a chorar-te, sempre triste.

Se lá nessa Alemanha onde subiste,
Memória do teu povo se consente,
Não te esqueças que, agora, tudo mente,
O roubo e a corrupção mais inda existe.

E se vires que alguém pode acolher-te
C’o a dor que todo o povo te chorou,
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Pede à lei que o ladrão que te roubou,
Tão cedo haja castigo por vender-te,
Quão cedo o escudo lindo nos tirou.

António Barroso (Tiago)

 

 

Alceu Sebastião Costa
São Paulo – SP/BR

 

SERES ESPECIAIS


Eles não são seres humanos comuns.
Seus pés tocam o chão áspero
E suas cabeças alcançam os céus.
O suor lhes salga a pele,
Mas a fadiga não tolhe os seus compromissos.
São pássaros determinados, que encetam vôos sem temor
das alturas nem das longas distâncias.
Não esmorecem diante dos desafios do desconhecido.
Trazem na face o sorriso largo e não escondem as lágrimas solidárias.
Jamais deixam escapar expressões de desânimo ou lamúrias.
Tampouco dão oportunidade a julgamentos equivocados.
Primam pela sensatez e pelo altruísmo.
Não se apegam à materialidade e à longevidade terrena.
Importam-se em dar conta da sua Missão.
Eles não são seres humanos privilegiados pela
Mão Criadora.
São produtos da racionalidade e do discernimento no uso
e na interpretação do livre arbítrio, o que faz a efetiva diferença.
Mistos de criança, anjo e poeta,
a esses seres especiais eu dedico este canto de louvação e respeito.

Alceu Sebastião Costa

 

 

QUANDO AFLORAM AS VIRTUDES


Voar é uma ótima forma de relaxamento
Digo, com experiência, que voar sem o peso do corpo é altamente relaxante.
Obviamente me reporto ao vôo da alma do ser adulto, já se preparando para o novo estágio.
Uma necessidade natural, quando a massa de carne e osso vira uma espécie de prisão e a consciência lateja.
Diante do esgotamento dos mananciais de força terrenos há que se buscar reservas noutras paragens.
Eis a hora de se dar azo à robustez dos pensamentos, que chamo de asas da alma, com os sensores de direção e o trem de pouso muito bem ajustados.
Robustos e leves, esses seletos pensamentos emanam
do estado de plena lucidez, brotados das sementes do Bem e regados pelo altruísmo.
O desgaste natural do corpo até voltar ao pó é inexorável, mas tal deterioração não há que ser precoce.
Essa precocidade não fenecerá extemporaneamente se a alma for purificada pela aragem renovada através do flanar sereno e suave dos pensamentos asados.
E que não se temam as altitudes, pois encurtam as distâncias com o Criador e abonam o processo de purificação espiritual.
Porém, que se redobrem os cuidados com a vaidade e a soberba, hábeis e fingidos detratores da alma humana.
Quanto mais amenas e proveitosas essas viagens, menos dolorosa se avizinha a decolagem definitiva, amparadas nos procedimentos de Fé, Esperança e Caridade.

Alceu Sebastião Costa

 

 

Mario Rezende
Rio de Janeiro/BR

 

SONETOS DA PAIXÃO - POR UM LADO


Amar causa ânsia de viver
Uma vontade louca de correr
Para o futuro logo acontecer
E cair nos braços do bem-querer

A paixão é um estado de graça
Que nos deixa de coração aberto
Quando a outra metade nos abraça
Mais queremos ficar assim, bem perto

O gostar desse jeito é um vício
Droga que circula em nosso sangue
E ao coração só leva benefício

Faz a gente estar sempre ligado
Alegre, num mundo azul e florido
E no rosto um sorriso escancarado

Mario Rezende

 

 

SONETOS DA PAIXÃO - POR OUTRO LADO


Ah, Essa paixão que vem inocente!
Por vezes, deveras inconsequente
Mexe com o ânimo tão de repente
Alterando, sempre, a vida da gente

Estando loucamente apaixonado
Cheio de ciúme, descontrolado
Muito possessivo, desesperado
Torna o amor infeliz, destemperado

O sorriso perde o dócil encanto
E a magia que os corações unia
Desfaz em sofrido e sentido pranto

A paixão, sinal de grande amor
Na esteira do impulso doentio
Segue para a desilusão e rancor

Mario Rezende

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