

MAGAZINE CEN
Junho 2012
Edição de Carlos Leite Ribeiro
- 13º Bloco -
pág. 14

Mônica Caetano Gonçalves
Belo Horizonte - MG - Brasil
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A Dança das
Estações
Hoje, muda,
Embala-me a melodia
Que a dança da vida
Em mim recria.
Mais tarde, silente,
Lanço sementes
De sonhos e desejos
Ao vento.
E por breves e eternos momentos,
Saboreio os doces frutos
Que o calor de teu sol
Fez brotar em minha terra.
Mônica Caetano Gonçalves
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Quadros e
Esquadros
Quero retas eretas
Em curvas acentuadas.
O côncavo e o convexo
Em movimentos suados...
A vida
E sua concretude abstrata.
O corpo que pulsa,
A alma que sente...
Dualidades complementares
E dúvidas cartesianas...
Mônica Caetano Gonçalves
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ODENIR FERRO
RIO CLARO, Estado de SÃO PAULO, BRASIL
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CANÇÃO FEITA DE
AMORES E SONHOS!
A vida, é sempre este exuberante, e intenso fascínio
transpondo
Os despertamentos das realidades, nas mudanças de
estações.
Nestes ciclos intermináveis, nuns avanços contínuos,
mutantes,
Enquanto todas as estruturas locais permanecem
sempre
As mesmas; muito embora constantemente, momento a
Momento, vão renovando-se com a força da constância
Atuante entre a metafísica da Vida, o Tempo, e as
forças
Envolventes entre todos os locais naturais,
espalhados
Pelo nosso arqui bilionário ancião eterno planeta
Terra!
Enquanto aqui, na América Latina, começamos a nova
Realidade da estação outonal, pelas grandes partes
da
Europa, começa a reflorir-se a primavera, recriando
todos
Os seus novos encantos. Por aqui, as folhas começam
a
Desprenderem-se das árvores, e a temperatura vai,
Gradativamente, tornando-se mais amena; e tudo
Vai ficando mais aconchegante, preparando-nos
Para o rigoroso, ou não, inverno que logo, logo,
Chegará até nós. Transmutando-se dentre dele
Mesmo, todos os magnifícos cenários locais.
Portanto, entretanto, acolá, na Europa, as
claridades
Das manhãs, já se enfeitam de flores tremeluzentes
ao
Som dos ventos, dos pássaros, dos murmúrios das
águas
Que vão circundando-se entre as pedras, compondo
cores
Nos sons dançantes dos impulsos da vida que se
revigora,
No tépido clima ameno da primavera, que se
refloresce
Perpetuando-se na realidade dos ciclos das estações!
E assim, vamos caminhando dentro desta invisível e
Sempre tão criativa história acolhida pela Sabedoria
Inquestionável da Divindade Criativa da força de
Deus!
Sempre regendo esta orquestra invisível, para
dar-nos,
Ano a ano, momento a momento, estes seus
misteriosos,
Supremos acordes da Canção feita de Amores e Sonhos!
Odenir Ferro
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CALEIDOSCÓPIO INTERIOR
Dentro do profundo tocante sobre tudo o que
pretendo traduzir em palavras no conteúdo do
enredo do livro Caleidoscópio Interior, procuro
referir-me de forma muito enfática,
principalmente aos sentimentos que vamos
carregando dentro do nosso universo interior.
Creio que somos exímios marinheiros das
histórias, velejando incansável e
habilidosamente, pelas ondas da vida. Num
contínuo vai e vem de sentimentos que vão se
espalhando pelos ares das estações que
transmutam as energias deste nosso Planeta!
Sempre predispondo-nos a avançarmos com os
nossos mais profundos anseios. Modelando-os
dentro do nosso incessante ato de sonhar,
construir, realizar, todas as nossas obras
inacabadas. Espelhando-nos, nos grandes amores e
grandes exemplos de grandes personalidades que
já fizeram as suas gloriosas travessias, cada
qual no seu tempo, por este amável, exótico e
exuberante Planeta Terra...
E também aqueles grandes homens e àquelas
grandes mulheres que ainda circulam entre nós.
Vivendo o cotidiano do dia a dia. Sempre
aprendendo, aprimorando, evoluindo a alma com as
exuberâncias que se mostram em cada momento, no
decorrer da vida.
Caleidoscópio Interior, procura retratar o nosso
cotidiano simples, mas que está a cada dia mais,
ficando complexo. Creio que estamos passando por
inumeráveis e bruscas transformações em muitos
sentidos. Enquanto vamos viajando pelos
incógnitos caminhos desta vida afora, somos nós,
os grandes personagens de nós mesmos. Formando o
corpo de um todo existencial humanitário.
Vivendo, íntegros, dentro deste Imenso Palco
Giratório, que se espelha dentro do viver nosso
de cada dia. Nós somos os primores das grandes
obras ainda inacabada, e que criados fomos,
pelas sapientíssimas mãos modeladoras da Arte
mais Inspirativa e incondicional do Amor de
Deus! E por nos apresentarmos tantas vezes
frágeis, volúveis, inseguros, dentro da nossa
própria pretensão e arrogância soberba, vamos
aprendendo a viver, sem muitas pretensões de
fazermos muitas transgressões às Leis naturais
que vêm do Universo!
A nossa fé sempre se mostra como uma rica fonte
de Luz imensurável, aonde depositamos a cada
segundo do nosso viver, os nossos mais profundos
anseios. Tão impregnados que somos pelo éter
perfumado de fortes esperanças. Esperanças de
que tudo o que estamos produzindo, realizando,
sonhando, amando, sentindo, vibrando, dentro
deste universo que se molda dentro de nós,
poderá gradativamente transformar-se num
avolumado quadro carregado com fortes tons
feitos por enérgicas pinceladas cheia de luzes
cores e sombras, que vão moldando e delineando
os mais fimbrio fios dos tracejados da nossa
alma! Expondo-nos vivos, dentro de uma fortaleza
exuberante aonde poderemos expor os nossos
amores e sonhos, desencontros e encontros,
encantos e desencantos, derrotas, conquistas...
E acima de tudo, uma grande e significativa
somatória de muitas e enternecidas,
emocionantes, alucinantes, vitórias!
Somos vitoriosos somente pelo fato de
existirmos. Somos bravios guerreiros
empreendedores de muitas lutas! Carregamos nos
genes as mais complexas estruturas adquiridas,
herdadas, dos nossos ancestrais. Que amando,
viveram e morreram por nós, atravessando muitas
e muitas Eras... E quanta beleza indescritível
há, nisto tudo!
Até nas mais ínfimas realizações e crenças que
temos, depositamos a força do amor. Sempre
predispostos a saciarmos a sede de justiça, ao
saborearmos os frutos das nossas vitórias! Pois
por mínimas que sejam, elas sempre são muito
significativas para a nossa evolução pessoal.
Amar é uma Arte! Talvez a mais sublime de todas
as Artes! Tudo na vida espelha-se na força
enaltecedora dos corações que são impulsionados
pelo magnetismo carismático que se desprende das
Artes! E as Artes, são uma sublime e inenarrável
manifestação do Amor!
E Amar é uma Arte, pois todas as Artes se
concentram nas origens da força sublime de uma
única e imensa Arte: - A Arte do Amor!
E nós somos as incondicionais sementes geradas
pela Arte do Amor!
Nós seres humanos, somos perpétuos, porque somos
eternamente sublimes!...
Enquanto vamos vivendo a constância de cada dia,
vamos realizando os nossos anseios, projetando
as nossas vontades, procurando a possível
realidade de se ser feliz, ao menos que
temporariamente, sendo de que forma for.
Sofremos! Mas, realizamos dentro de nós a doce
arte de ao menos, procurar os íntimos caminhos
da felicidade!
Amamos, porque acreditamos na luz soberana dos
nossos sonhos!
E amando, vamos realizando o cotidiano tracejado
nos aspectos expressados dos Registros de Vida.
Registro que o temos intimamente escrito dentro
do nosso mundo interior. E que segundo a
segundo, vamos escrevendo-o ou transcrevendo-o,
dentro das páginas pessoais da nossa ímpar
história. Vamos assim realizando a construção do
nosso imenso quebra-cabeça, formando o nosso
Caleidoscópio Interior! Crentes que acima de
tudo, um fascinante mundo espiritual nos
assemelha e nos afeiçoa numa Perfeição que
amorosamente se faz, ao nos auxiliar a
realizarmos a construção da História sempre
inacabada que reside na perpetualidade do nosso
espírito. E que é a primordial essência da alma
corpórea que nos apresenta em vida, e, na qual
através dela, nos manifestamos física e química
intelectual e espiritualmente, perante os
caminhos que percorremos na trajetória do nosso
viver.
Sempre rumando incógnitos e errantes, através
deste nosso imenso belíssimo e apaixonante
Planeta Terra!
Odenir
Ferro
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Ivonita Di Concílio
São José - Santa Catarina - Brasil
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A ÚLTIMA FLOR DO
LÁCIO
“A Pátria não é a raça, não é o meio, não é o
conjunto dos aparelhos econômicos e políticos: é o
idioma criado ou herdado pelo povo”
(Olavo Bilac)
Ah! Meu querido Olavo, se já existisse aquela tão
almejada máquina do tempo e se voltasses à vida,
hoje, certamente terias que rever teus conceitos.
Não acredito que persistirias nessa idéia, pois
acredito que ao pronunciares essa sentença, nossa
Pátria ainda estava longe da miscigenação verbal que
se propagou e ainda se reproduz.
Com o advento da Internet e suas consequências, cada
vez mais são criados novos hieróglifos – alguns de
dar inveja aos escribas pré-históricos.
Então, meu caro Olavo, deves reconhecer que estavas
errado e que nada mudou depois do teu soneto “Última
Flor do Lácio”, pois juntando as corruptelas dos
escravos e indígenas com dialetos colhidos dos
imigrantes das várias nacionalidades, os
regionalismos de um país tão diversificado, como o
Brasil, mais os galicismos, americanismos e outros
ismos, acrescentando o dialeto internetês, nossa
Língua Portuguesa, antes tão rica ficou muito pobre
e transformou-se numa Babel descomunal.
Misturam-se os pronomes e o Vossa Mercê da tua época
ficou sendo você e desbancou o velho tu, que
perde-se no vocabulário dos jovens que não sabem
como aplicar os verbos na segunda pessoa do
singular(muito menos do plural). Fica, então, para
os puristas aquele constrangimento ao ouvir:
- se você quiser, eu te levo...
Ou:
- eu disse prá senhora que tu tem que fazer isso...
E outras barbaridades do gênero.
É, meu querido poeta, as coisas mudaram muito e a
Pátria, modernizada, adota um idioma e um povo que
está longe daquele que deveria caracterizar os teus
preceitos.
É bom que tenhas partido com essa ilusão.
Um abraço, meu poeta e continua conversando com as
estrelas.
Ivonita Di Concílio
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DA PENA DE
GANSO À ESFEROGRÁFICA
Desde a antiguidade, chega até nós o uso de
canetas para registros de fatos triviais ou,
mesmo, históricos. Inicialmente eram usadas
penas de gansos, ou outras aves, cuja ponta era
mergulhada em tinta para imprimir nos
pergaminhos ou outro tipo de base para a
escrita. Com o tempo, a evolução foi
transformando as hastes das penas, até que
surgiu uma inovação: a primitiva caneta. Penas
foram substituídas por cilindros de madeira, com
um artefato apropriado para gravar as letras, ao
qual chamaram “pena”, numa referência ao
antecessor da caneta.
Quem usou esse artefato deve lembrar os
problemas que a tal pena causava quando “se
abria” e borrava todo o trabalho –
principalmente os deveres escolares. Pobres de
nós, crianças que estreávamos essa novidade, nos
“exames de fim de curso”, pois as provas eram
feitas em sala de aula, com todos os borrões e
aberturas de penas... Uma pena...
Surge então, em 1939, uma caneta-tinteiro!
Solução para os problemas de derrames de tinta
nas carteiras escolares e na mesa de casa... É a
magnífica, moderníssima e perene Parker 51, que
foi criada para comemorar os 51 anos de fundação
da fábrica Parker, dos EUA e nos acompanha até
hoje. Ah... Foi o supra-sumo da elegância e da
limpeza. Era oferecida em estojos próprios para
presentear, com mérito, qualquer vitorioso.
Acredito até que o orgulho de ostentar um anel
específico, quando o universitário colava grau
ficou em segundo plano, pois ganhar uma Parker
51 devidamente gravada com seu nome era a
glória. Isso acontece até hoje, se não me
engano...
A revista Times, de 1944, mostra em sua capa, o
General Eisenhover com uma Parker 51, após
assinar o fim da Segunda Guerra Mundial. Em
1945, com a mesma caneta, o General assina a
rendição da Alemanha de Hitler.
Mas, embora ainda faça o orgulho de muitos, seu
lançamento foi, na época, uma espécie de
transição para uma revolucionária inovação.Falo
da esferográfica, ou mais precisamente, a BIC.
Lançada na França, em 1950 terminou com o
suplício dos estudantes, que não tinham acesso à
Parker e continuavam usando a antiga “caneta de
pena” e seus consequentes derramamentos. De
plástico, baratinha e acessível para todos os
bolsos, o sistema de mini-esfera na ponta da
caneta mantinha a letra uniforme e muito mais
fácil de desenhar. Das invenções, nessa área,
essas duas foram de enorme valia.
Ivonita Di Concílio
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Susana Zilli de Mello
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ALMA DE POETA
Quem irá entender
a alma de um poeta,
que é capaz de chorar,
quando sorri,
que ama a vida,
os amores
e os dissabores.
Rejeita o impossível,
aceita o desafio
na sua grandiosidade.
Vive de pensamentos
e de cada momento,
restando apenas uma saudade.
Susana Zilli de Mello
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A PARTIDA
A tarde se deitava, o sol se desmoronou sobre o
horizonte, que se transformava pouco a pouco num
braseiro coberto de um imenso manto. A noite
calmamente chegou, o mar vibrava de emoção e os
pássaros em revoada agradeciam por mais um dia.
Pelos caminhos dos homens, mendigos estendiam a
mão numa súplica e o forte olhar impedia um não
vibrante. Pelas águas do mar, navios se
despediam. As águas molhadas e sem medo corriam
sucessivamente para a praia e lá se perdiam na
areia quente. Nos campos trabalhadores deixavam
seus afazeres e ingeriam o sacrifício ganho
naquele dia, e o repouso era somente uma pausa
para o amanhã. Um poeta ao longe gritou: Noite,
és ao mesmo tempo glória e sepultura, pureza e
impureza dos corações amantes. O transparecer da
água, o brilho dos olhares longínquos, o romper
dos abraços e o último som se fez ecoar. Pelas
fazendas galos corriam entre os milhos
espalhados pelo chão, por entre cascalhos de
pedras e poças de lama. Um canto encheu de
saudade, amor, lágrimas, de ritmos suaves um
olhar de criança. Por entre os cabelos a noite
se fazia presente, nos olhos o dia era tranqüilo
e claro, anunciando mais um raiar do sol, que
ainda se sentindo lento e sonolento se
despertou. As mãos estendidas agradeciam essa
nova promessa de vida num pedido suplicante e
sem cessar, quase como um devaneio dizendo sem
pausa: volta, volta, volta.
Susana Zilli |

Idê Maria Bitencourt Beck
Florianópolis - SC - BR
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LUZ
A ponte do tempo
Nasceste de um sonho!
Fortaleza do amanhecer
E do anoitecer...
És bela, forte, exuberante
Com teus braços independentes
Uniste a Ilha ao Continente.
A inauguração...
Numa tarde chuvosa de maio
Não impediu de mostrar
Tua incomparável beleza.
A tua forte presença
Aliviou o sofrimento
Não só dos habitantes desta Ilha!
Por ti passaram...
Pedestres
Bicicletas
Carroças
Carros... Diversos
Passaram governantes
Passaram muitos sonhos!
Incontáveis amores
Ah!! Incertezas também
Veio a saudade!
Por ti!
Mas...
O tempo é um grande amigo
O tempo te conquistou
O tempo te amou
O tempo te guardou
Como um troféu!
Sendo uma rainha
Recebeste a coroa
Para marcar
Teu imenso reinado.
Nesse salão em mar aberto
As luzes...
Refletem o teu brilho
Dançam por ti
Nas águas desse mar
Nas noites enluaradas.
Os olhares do mundo
Encantaram-se...
E por mais que passe o tempo
Não se cansam de te admirar
E se encantar...
Com a tua marcante beleza.
E enches de alegria
Olhares de todos
Os que aqui chegam
Nessa Ilha de sol e mar
Onde és...
Luz, beleza e Ponte!
Idê Bitencourt
|
(Esse poema é uma homenagem à Ponte Hercílio Luz de
Florianópolis -SC)

Izabel Eri Camargo
Porto Alegre/ RS
|
Cruzada do tempo
Embarquei no oceano
dei a volta ao mundo
tremi de medo das ondas
ingeri o calmante das águas
firmei os olhos aos céus
cruzei a tempestade
vi um novo tempo
cheguei ao ancoradouro
pisei na Terra firme
senti abraço de mãe
o ar gelado me recebeu
bati pedra com pedra
a faísca clareou fogo
na madeira prosperou
aqueceu meu coração
na mesa Terra trabalhei
com a ferramenta de arte
Fogo Água Ar ventoso
a escultura comecei
na madeira brasileira
obra de arte apresentei...
Izabel Eri Camargo |

|
Saudação
“Consciência em expansão”
Aos cantadores do refrão:
desejo manifestar
minha grande saudação
masculinos, femininos
buscando harmonização
ao passar para outra dimensão
com corpos conectados.
O físico fala centrado
apoiado no mental
passa a ponte do astral
integrado ao causal
soa a voz do eletrônico
irradiando energia
para os corpos que ele guia.
Cantadores do refrão
são seres muito especiais
olhos firmes no holismo
percepção extrasensorial.
Peço à estrela da manhã
que os oriente na caminhada
para que cheguem com êxito
a cada nova morada
agradecidos ao Mestre
pela vida diplomada....
Izabel Eri Camargo
|

Iza*Bel Marques Fernandes
Silves - Portugal
Pintei meu rôsto da cor das
papoilas
no suor da meia tarde, deu-me gozo
e prazer, ver minhas faces rosadas,
como se fosse o Sol a nascer,
ao romper da madrugada, na jovialidade
dos meus verdes anos, apreciando
o crescer das searas de trigo, no campo
dos sonhos realizados, amadurecidos
no seio da Primavera e assimetrados,
no Verão caloroso a restolhar,
nos meus ouvidos, a ceifa por entre
o murmúrio da água fresca da fonte,
bebida a golfejos; tilintando na garganta
de quem trabalha a terra, com sabor
a cortiça e argila, provente do cocharro,
barril ou bilha de barro, contendo
a frescura dos veios submersos da terra,
nos campos da Natureza, aonde
se construiram fortalezas e castelos,
recheados de medos, por entre o sorriso
do trigo e das papoilas, na juventude
do meu tempo, ora adormecidos,
na censurada mas persistente vontade
de acordar. Choram nos braços da terra
memórias daqueles que se dedicaram de alma
e coração a produtivas searas, que o tempo
vai levando ao mesmo tempo que arrasta
resteas de sementes, na cor viçosa do caule
e do rosto bem rosado, das papoilas
que continuam a germinar, renascendo-lhes
sempre um sorrir de esperança, em tantos
campos, ao abandono nas Terras do meu País!
Iza*Bel Marques Fernandes |

|
Meus
Cânticos
Eu canto ao luar e ao vento,
à brisa vinda do Mar, ao Sol
disperto que abraça o ar,
às nuvens feitas algodão de água,
cada alegria, cada mágoa,
canto às aves sem agasalho,
que poisam despidas em cada galho,
canto a tesouros que são crianças,
Jovens e Seniores, esperanças
que nasceram para saborear em pleno
a vida, e nesta Terra Portuguesa,
canto também para o Mundo nas dunas
do areal deserto, aonde desagua um caudal,
vivo… que não quedou porque o canto,
por enquanto, expressa o cântico do amor,
na sua liberdade vestida de multicôr,
canto à Bandeira da Paz,
a imensa alegria que ela traz,
e na minha meia tarde da Vida,
canto e continuarei a cantar,
de forma bem sentida
meus cânticos de Amor,
até ao meu Sol-Pôr!
Iza*Bel Marques Fernandes
|
(Poetisa / Embaixadora da Paz, desde 21 de Março de
2011, pelo C Universel A de la Paix Suisse/ France
Dama Comendadora de Justiça, desde 27 de Janeiro, S O E
P da P. Reg. nº 1008 / 2012 - A.D. Brasil

Carlos Couto
|
'A SUSTENTÁVEL
LEVEZA DE SER '
Ser criança. Ser imaginação. Quando o fardo da vida
fica demasiadamente pesado e sufocante, é prá minha
infância que de vez em quando viajo, num doce
regresso. E não é fuga, é só uma busca por momentos
de leveza. Funciona. Ataúlfo alves, disse, em
Saudades de Miraí, " que daria tudo que tivesse /
Prá voltar aos dias de criança ", e acrescenta " eu
não sei porque que a gente cresce / Se não sai da
gente essa lembrança " . Quando visito o passado, e
me desligo do corre-corre angustiante, vejo o
moleque que fui, em dias de chuva, tampando com
troncos de bananeira a boca da manilha, do pequeno
córrego que cortava nosso quintal, fazendo-o
transbordar. Me vejo subindo nas mangueiras,
cajazeiros, abiuzeiros e todas, absolutamente todas
as árvores escaláveis, sempre " xixizando" a cabeça
dos que ficavam embaixo. Gosto de lembrar da cara de
ódio e dos xingamentos do nosso senhorio "Seu"
Bernardo, hoje de saudosa memória, mas na época um
chato, quando por pura vingança defequei em cima do
seu bicho de estimação, uma enorme tartaruga,
detalhe, era dia de festa, o quintal estava cheio, e
ela foi caprichosamente para próximo dos convidados.
Pique esconda, pique beijo, esse meu preferido, se
pegássemos a garota, beijávamos, se fôssemos pégos,
éramos beijados. Garota bonita, corríamos pouco,
para sermos logo alcançados, garota feia, voávamos.
Peão, bola de gude, pipa, pelada, pular corda, etc,
etc, etc...
Hoje vejo meu neto em frente ao computador, feliz,
interagindo, brincando com seus joguinhos. Penso,
são outros tempos aqueles. Como Belchior diz na
canção, era "quando havia galos, noites e quintaes".
Me conforta a idéia de que ele não sofre, porque não
conhece o que conhecí, não vivenciou. Ataúlfo Alves
disse com propriedade; daría mesmo tudo que tivésse.
Só discordo, quando ele diz que "era feliz e não
sabia". Eu sabia. Sempre soube.
Carlos Couto
|

Roze Alves
Rio de Janeiro/BR
|
Inútil Saltimbanco
Quando me pedistes que te seguisses, e eu não quis,
lembro-me bem do espanto surgindo em teu frio rosto.
Achavas que tinhas poder, me manipulavas a teu
gosto,
só não percebias que em minha vida não terias um
bis.
Recordo que desfolhastes um canteiro de maravilhas,
que por certo estava insana em deixá-lo sozinho
partir.
Tu que não me conhecias, não iria teu caminho
seguir,
não era um albatroz que sobrevoa em todas as ilhas
Tua vida era uma imensa coleção de coisa alguma.
Em meu baú, colecionava muitas caixas de esperança,
sonhava em ser uma estrela, isso vinha desde criança
Me prometestes amor feliz e um palco com luzes
douradas.
Mentira, não me amavas e só me destes lâmpadas
apagadas,
eras um péssimo saltimbanco, não valias coisa
nenhuma.
Roze Alves
Amanhecer-M
RJ: 28/05/2012 |

Larissa Loretti
Rio de Janeiro/BR
|
AMANHECER SOBRE
A SAUDADE
No retângulo do tempo-
como num espelho -
a imagem do amor antigo
ressurge.
Talvez o último sonho
possa abrigar-se
na lembrança.
É apenas um espectro, eu sei.
É insensatez, eu sei.
Assim mesmo te bendigo.
No farrapo da esperança,
teia rompida.
Mas a força da vida
traz o sol da poesia...
E nas horas frias
desta saudade,
acordo o dia
sobre o painel
da minha fantasia.
Larissa Loretti
|

|
SONETO
EM LUZ E SOMBRA
Nos braços da saudade estás presente...
Nos meus olhos um pranto prematuro
não te verá., na dor que agora sente,
nas esquinas vazias do futuro...
Salvar o coração, infelizmente,
sempre nos vãos do tempo, enfim, procuro...
A minha vida é como um sol poente,
que morre, pelo céu, em dia escuro...
Só em meus versos sigo meu caminho,
a saudade dormindo em nosso leito,
junto a taças vazias, sem o vinho...
Nosso amor tão imenso agora é nada,
no projeto de vida, já desfeito...
sombra de dor na luz da madrugada!...
Larissa Loretti
Poeta, escritora, musicista, trovadora,
cronista, contista
|
para Índice Geral
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