

MAGAZINE CEN
Junho 2012
Edição de Carlos Leite Ribeiro
- 2º Bloco -
pág. 3

JUSSÁRA C GODINHO
CAXIAS DO SUL - RS - BRASIL
|
LUA MINHA
Lua branca
Lua clara
Lua cheia
Lua dos namorados
Lua dos poetas
Lua de luz
Lualma!
Sob o céu minado de estrelas
Brilha teu esplendor
E minh’alma
Embriagada de lume
transborda fascínio
e transpira amor
JUSSÁRA C GODINHO
|

|
MINHA MÃE
A tua palavra
preenchia minhas linhas
em branco
a tua presença
confortava meu eu
aliviava meus ais
hoje resta o aperto
do peito em dor
que reclama tua falta
A tua ausência
é a presença pura
do imenso vazio
deixado em tudo
e tatuado
no nada
JUSSÁRA C GODINHO
www.jussaracgodinho.prosaeverso.net |

Sidnei Piedade
Assis / SP
|
Nascemos...vivemos e partimos
Nascemos como um botão que
floresce, com o primeiro amor que não se esquece e com fervor em
cada prece. Vivemos num mundo sem destino e cada um procurando
seu caminho como brinquedo nas mãos de meninos. Vamos
caminhando, rezando ouvindo os badalos dos sinos.....partindo
com a ternura que o coração sentia, com a saudade da amada que
não sabia.....pois temos que partir como tudo se acaba um dia. O
que eu não daria para viver novamente as fantasias e alegrias,
morar com o amor sem conhecer a dor. Queria retroceder no tempo
e amar....acolher em meus braços e meus sonhos realizar, pois
seu corpo percorri....e os mistérios conheci...e foi na noite
que amei que deste mundo parti. Me desculpe....mas deixo a Deus
o ato de julgar, e por favor me deixe descansar em paz.
Sidnei Piedade
|

|
Tenho um sonho em mim
Se algumas coisas se perderam são as
palavras que me escaparam. Sonhos que
vem e vão, sonhos em busca das
realizações. Tudo passa e um dia eu
tambèm vou passar...só não sei se alguèm
vai lembrar de mim, pois como um
guerreiro vou lutar até o fim. Sempre
joguei prá ganhar, mas tambèm já perdi.
Vou em frente , sou guerreiro na
fé...coração e mente. Tenho um sonho em
mim , sonho de amor, esperança sem
fim...pois Deus me fez um vencedor e
sinto que posso realizà-los. Chorar
quando houver motivos, discutir
realmente o que for justo e rogando
aprovação. Espero que meus sonhos se
realizem fazendo todas as siglas darem
as mãos, onde saberão o valor de um
abraço... deixando nas mãos de Deus a
decisão com seu abraço...pois este sonho
vai permanecer em mim.
Sidnei Piedade
|

Humberto Rodrigues Neto
São Paulo - Brasil
|
VIVA SÃO JUÃO!
Cumé bão festa junina,
Pois, véia, moça i minina,
Tudas éla entra na dança!
Nu pôntu ninguém num drómi,
Us cabôco mata a fómi
I túdu múndu ênchi a pança!
Eu vô cumê uma canjica
C’a minha cunhada Chica
Mais a cumádi Zabé...
I adispois di um bão quentão
Eu vô vê si inda to bão
Pra caí nu arrasta-pé!
U Tonho puxa a sanfona,
I a Bilica sorterona
Sórta prá Zéfa as fofoca...
Dissi qui viu u Zé do quêju
Na Candinha pregá um bêju
C’os bêiçu chêi di passoca!
Da fia du Zébedeu
Tudu mundu iscafedeu
Co’a farta di inducação!
Adispois qui arregalô-se
Di pinhão, batata dôci,
Garrô di sortá rojão!
I tântu fidia aquilo,
Nas venta, nus gragumilo,
Qui dava inté cumichão!
Mai dêxa u fedô pra lá,
Vâmu São Juão festejá
Cum rojão o sem rojão!
Humberto Rodrigues Neto |

|
A SORTE DOS MAUS
Embora a misericórdia e o amor de Deus
sejam infinitos, implacável é, também, a sua justiça.
Os que foram maus, como os políticos corruptos, estupradores, pedófilos,
seqüestradores, inquisidores, torturadores, etc., esses permanecerão, depois
de desencarnados, sob o guante terrível dos mais acerbos martírios.
Daí a justificativa para o "Vesúvio", o "sunami", os acidentes aeronáuticos,
as inundações, os grandes incêndios e outras calamidades, naquilo que se
convencionou chamar de desencarnes coletivos, pois não há efeito sem causa.
Colhe-se o que se planta.
O pedreiro miserável que cai do andaime de um edifício em construção e deixa
ao desamparo uma viúva com 4 ou 5 filhos, também é uma prova do quanto Deus
é justo, pois tudo é meticulosamente planejado na espiritualidade consoante
as imutáveis leis de causa e efeito.
Quem poderá afirmar não tenha sido ele um dos inquisidores que gozava o
espetáculo terrível de grelhar em fogo lento um ser humano?
Segundo os espíritos, Hitler, que desencarnou há 64 anos, ainda se encontra
em profunda letargia no além e depois acordará em estado de total
imbecilidade mental, devendo assim permanecer até que transcorram cerca de
2.000 anos. A partir de então ser-lhe-á facultada, não a saída de lá, mas a
caridade de poderem descer vez por outra aos centros espíritas terrestres
para contarem as suas desditas e solicitar ajuda.
É a situação em que se encontram Átila, Nero, Calígula, Gêngis Kan, Gregório
o Grande (que foi Papa), Torquemada e tantos outros, muitos dos quais
comparecem em prantos convulsivos às sessões de tratamento e desobsessão,
como já dissemos, suplicando por ajuda ou, acreditando-se ainda vivos,
vociferando maldições contra Deus, Jesus e os circunstantes. Isso quando não
agridem fisicamente os médiuns que os atendem. É por tal motivo que em tais
sessões é vedada a presença de pessoas comuns, dela participando apenas
médiuns de larga experiência e de ilibada conduta moral.
Todos os maus também serão redimidos, claro, pois já dissemos que a bondade
de Deus é infinita, e o inferno não existe!
Mas a cada um é conferida a expiação condizente com o grau de suas
atrocidades.
O próprio Cristo disse: "Ali haverá choro e ranger de dentes"!
Os cursos da Doutrina, ministrados nos Centros, explicam muito bem essas
coisas, que vêm fartamente descritas no livro "O Céu e o Inferno",
integrante do Pentateuco de Kardec sobre a codificação do Espiritismo.
Claro que Deus não é aquele déspota cruel, vingativo e sanguinário em que o
transformaram as Escrituras, mas não tergiversa em se tratando do corretivo
que deva ser aplicado aos perversos.
Não quero assustar ninguém, mas não devemos duvidar dessas coisas.
Pautemos, pois, as nossas vidas dentro de parâmetros de decência e
humildade, a fim de que não sejamos conduzidos àquelas inóspitas regiões,
onde choram as lágrimas do martírio e uivam as maldições daqueles que nunca
se interessaram em conhecer um pouco do Espiritismo.
Humberto Rodrigues Neto |

Lauro Kisielewicz
Ponta Grossa - Paraná - Brasil
|
MOLDADOS POR DEUS
Tanto
quanto a gema,
nas hábeis mãos do lapidário...
Tanto quanto o ferro
nas fortes mãos do ferreiro...
Tanto quanto a argila
nas boas mãos do oleiro...
Tanto quanto o granito,
burilado pelo hábil escultor...
Estejamos sempre prontos
e disponíveis a sermos,
moldados por Deus!
Lauro Kisielewicz |

|
RETRATO ANTIGO
Por um momento,
foi como se o tempo desse
um salto para trás...
muito tempo atrás...
Vieram-me à mente,
pessoas que já não
existem...
Fatos que marcaram...
mas que acabaram...
tempos já esquecidos...
se redesenharam
na tela da mente...
e tal qual na velha foto
te vi feliz, sorridente...
A saudade dói...
mas faz bem à gente
que ama e sente,
o valor do sentimento
verdadeiro e eterno...
Lauro Kisielewicz |

Helena Armond
|
VIVER
é saber-se
em sagrados componentes
naturais
e do poder na palma
sem perder a C´alma
Helena Armond |

em jornadas ... longas ou
curtas
há se plantar novo mundo
sem muralhas ...
muros apenas de murta
Helena Armond |

poucas palavras
ações adequadas ...
em meus versos
silêncios em textos
interrogatórios ...
maiores acertos
helena armond
2012 |

Fabrício Maurício de Oliveira
Goiatuba-Goiás
|
Boneca de Ferro Carrinho de Porcelana
Quem foi que disse que Deus
escreve certo por linhas
tortas?!
Também existe Boneca de Ferro
assim como Carrinho de Porcelana
Ela é dura, prática e sente
menos as dores do mundo.
Ele é sensível, sonhador e arde
nos contatos.
Ele gosta de carrinho, Ela gosta
de boneca.
Deus também escreve torto, sua
semelhança é torta, como poderia
não ser!
Apesar das diferenças, as coisas
se encaixam.
Se extrapolar o ter e o parecer,
as coisas se encaixam.
Todo suspiro genuíno vai te
trazer novos ares.
Se extrapolar o ter e o parecer
as coisas passarão a ser...
Ele gosta de carrinho e ama
Ela... Ela?!?! Também!
Ela ama boneca, se gosta dele
não sei... Ele nonsense.
Fabrício Maurício de Oliveira |

|
Natureza Selvagem
Quando o Libertar-se do TER,
O propor-se à um autêntico
encontro consigo mesmo da
forma mais íntima e
verdadeira possível,
O queimar dinheiro,
O buscar seu mais ardente e
genuíno sonho,
Não forem mais vistos como
sinais de insanidade;
Você está evoluindo
Quando o simples ato de
comer uma maçã
se transformar em um evento
de contemplação,
De conhecimento e percepção
de detalhes tão sutis das
coisas do mundo,
De alegria e prazer de VIVER
com toda intensidade o aqui
e AGORA
como sendo o único momento
que temos;
Estou evoluindo
E quando o matar um alce
para se alimentar
E não conseguir cumprir a
finalidade sem qualquer
maldade
Te fizer chorar do fundo de
sua alma
E for considerado uma das
"maiores tragédias de sua
Vida"!
Atrevo-me a dizer que enfim
encontrou o sentido de VIVER
Enfim encontrou a Beleza do
SER
Estamos evoluindo
"A Verdadeira felicidade só
pode ser sentida quando
Compartilhada!"
Fabrício Maurício de
Oliveira |

Gerci Oliveira Godoy
Porto Alegre/BR
|
MEU PAI
São
vivas minhas lembranças
dos anos de convivência
meus choros e minhas manhas
era ele que entendia
o pai fingia de brabo
mas eu sabia de tudo
tinha que impor o respeito
ou a prole que era grande
ultrapassava o limite
quando vinha do trabalho
e entrava naquela porta
o silêncio imperava
e era um Deus nos acuda
servia-se logo a janta
depois era o mate doce
do fogão à mão passando
e a conversa rolando
era lei, sua palavra e
a gente ouvia encantada
o que o nosso herói pregava.
Gerci Oliveira Godoy |

|
ENGENHO
Meu tio fazia melado,
os bois brincavam de roda
a roda amassava cana
o caldo regava minha
pequenez
arregalada
meu tio falava, falava, eia
boi, eia Teimoso
a cantilena empurrava a
força dos bichos
e o meu sono que chegava
ciranda cana garapa melado
Gerci Oliveira Godoy |

Lúcio Reis
Belém do Pará - Brasil
|
Seu admirador (Para Carlito)
Não consigo fingir que nada li
De suas obras e scripts
encantados
Nem meus ouvidos ficarem surdos
Ante a melodia que ouvi
E assim meu coração
Impulsiona-me a também falar de
ti
És no meu entendimento também
Um dos poucos genios que até
aqui assisti
Anjos caidos na terra e vindos
do além
Deixastes-nos inesquecíveis
criações
Que fazem e fizeram soluçar
Nossos pobres corações
Antes as sensíveis emoções
De tua sensibilidade no criar
Dirigir e magstralmente
interpretar
Em muitas cenas nem falavas
Pois do amor e do sentimento
Basta apenas a faisca do olhar
Ao ver o cenário em que atuavas
Para de tudo dizer, falar e
cantar
E quando fazias pilheria
Com toda tua maestria
Na verdade eras muito sério
Na mensagem que transmitias
Charles Chaplin, o Carlito que
sensacional
O ditador vagabundo fenomenal
Não sei disfarçar meu emocional
E muito menos enganá-lo
Como tu, também sou ariano
O que me envaidece a cada ano
Quando nosso abril vem chegando
E nas demais datas sigo cantando
Na mente a esperança guardando
De que mesmo um errante
vagabundo
Pela graça de Deus criando e
compondo
Contribua para que o mundo
Consiga aqui, entre seus
semelhantes
Viver em harmonia doravante
Excluindo o egoismo maltratante
Que só afasta e é instingante
Para os dissabores, perdas e
muitas dores
E assim haja ponto final nas
guerras
Nas lágrimas e horrores
E prevaleça o abraçar de todos
os amores.
Lúcio Reis |

|
Criando a vida.
A jovem modesta e de hábitos simples e
que, desde seus primeiros passos na vida
e visões dos relacionamentos familiares,
testemunhando diariamente sua mãe
executando os labores do lar, cresceu e
naturalmente se tornou mulher, tendo
como perspectiva de futuro a continuação
da família que lhe servira de berço.
Na pia batismal recebeu o nome de Maria,
assim como muitas de suas amigas e
colegas que juntas frequentavam a única
escola do lugarejo e cuja professora
também atendia pelo nome de Maria.
Por ser a comunidade de área pequena,
todos se conheciam e a professora Maria
era a de todas a mais conhecida, pois
por suas lições diárias todas as
crianças do pequeno município passaram e
algumas, foram buscar em centros mais
avançados, títulos que ali jamais
conseguiriam e, sendo assim, aquela
Maria já havia dado e continuava a dar
sua importante e incondicional
contribuição à sólida formação de sua
sociedade.
A aluna Maria moça de visão e horizontes
não muito largos, em função do meio no
qual desenvolvia o seu dia a dia. Porém,
um certo dia dos tantos naturais
transcorridos em suas rotinas
reiteradas, ao sair da escola, e
caminhava de volta para sua casa, quando
encontrou na calçada em frente ao
correio uma revista, que possivelmente o
carteiro distraidamente deixara cair.
Juntou-a e sentou-se no banco da praça
que ali também existia e pos-se a
folhear e ler o que acabara de
encontrar.
Era uma revista na qual todas as folhas
impressas traziam poemas de um grupo de
amigos e, a cada um que lia, extasiada
ficava e instigada outros mais buscava.
Leu várias páginas e sentiu a maioria
dos conteúdos e assim, nem se deu conta
de que a noite se aproximava, pois as
estrelas já piscavam no negritude do
horizonte, como a enfeitar o colo de uma
bela dama.
Despertou daquele extase, pois havia se
transportado para os mundos que ali vira
criados, em cada rima, em cada
sensibilidade saída de almas e naquelas
folhas registradas e despertou pelo som
do sino da matriz, que majestosa ali
recebia as famílias da comunidade,
convidando os fies para mais um ritual
litúrgico a logo mais acontecer.
A jovem, como despertada de um sonho,
tropegando e tropeçando nos prórpios
pés, saiu correndo para sua casa, onde
sua mãe, já deveras preocupada a
aguardava, receiosa de que algo
indesejado houvesse acontecido a sua
filha amada, pois a rotina implicava que
muitas horas antes ela já deveria ter
voltado ao lar e para aconchego dos
pais.
Aliviada com a chegada da filha única e
depois das explicações que lhe fora dada
para o até então, desconhecido atraso, a
mãe percebeu que outra Maria havia para
lar retornado. Pois percebera no olhar
daquela jovem trajada de simples tecido,
que o brilho diferente dava-lhe ao
semblante o ar de uma outra e nova
mulher. Porém guardou para si as
interrogações que lhe bombardeavam a
mente e afligiam seu coração.
Serviu-lhe o jantar e quando juntas,
lavavam a louça e que o pai da menina
havia se retirado para ouvir, como de
costume as noticias em seu radio, passou
a conversar com a filha, para descobrir
a razão daquela mudança tão rápida, tal
como uma mágica inexplicável.
Com a voz pausada e total tranquilidade,
ela contou para sua mãe o que lhe havia
ocorrido, ao encontrar aquela revista
cheia de poemas. Disse-lhe que não sabia
que outros mundos haviam e que as
próprias pessoas podiam criá-los a sua
maneira e que ela, gostaria e queria ser
também uma criadora de outros mundos e
portanto mãe a dar vida e luz a novos
mundos e diferentes totalmente daquele
que ela apenas conhecia em seus livros
escolares e no dia a dia de sua simples
cidade.
Aquela humilde mãe, de imediato percebeu
que naquela praça, havia perdido sua
filha para outros espaços e dimensões, e
sentiu também que, a modesta Maria,
através do que doravante passaria a
criar, estava também criando novas
Marias e assim aumentando as
oportunidades de que em outros mundos
Marias tantas e mais outras um dia
transformariam este mundo egoista,
discriminador, preconceituoso e covarde,
em outros mundos nos quais a igualdade,
a humildade, o entendimento e o
respeito, de mãos dadas com o amor,
farão os corações pulsarem lentamente e
só sendo agitados ao pulsar pelas
emoções das poesias geradas e criadas
por Marias poetisas, que adornam as
estrelas, aspergem perfume na lua e
enfeitam de carinho o ar de qualquer
lugar ou estação, ofertando a meigo
afagar a cada coração em lindos buquês
de flores e de muitos amores.
Lúcio Reis
|

Ivone Boechat
|
Projeto de vida
Eu
não quero me acostumar
a ver, com tédio, as belezas da
vida!
Não quero me declarar solitária
com a minha companhia.
Nunca dizer que é rotina
acordar de manhã com o sol,
entrando e me aquecendo.
Não quero dizer
que é tolice o discurso
bravo ou sereno das ondas do
mar.
Jamais ficar triste
e declarar-me cansada
de ouvir a natureza.
Deus me livre de começar
a contagem regressiva
dos meus dias no mundo.
Quero discar SOS
para me livrar do pessimista,
e nunca optar nem andar
pelo caminho da desistência.
Quero chegar inteira,
completa, única, verdadeira,
ao topo da vida
para de lá contemplar,
com entusiasmo total,
o esplendor da vida,
do outro lado da vida!!!
Ivone Boechat |

|
Escola de Cristo e
a escola dos homens
H oje,
fala-se na educação moderna, discutem-se
leis e métodos que poderiam socorrer os
"cansados e oprimidos" da escola dos
homens, todavia, os especialistas da
educação se esqueceram de estudar e
analisar a estrutura e o funcionamento
da escola que Jesus propõe à humanidade.
O Serviço de Orientação Educacional tem
funcionado, na maioria das escolas, como
delegacia de polícia, para onde são
encaminhadas crianças com problema;
depois, por falta de pedagogia, são
transferidas, expulsas, discriminadas,
reprovadas e registradas no rol da
evasão.
Cristo fez tudo diferente.
Certa vez, o Mestre estava na Galiléia e
as crianças, como sempre o rodearam,
porém, os discípulos (agentes de
disciplina) ficaram preocupados e
começaram e levá-las para longe. Só que
foram severamente advertidos: "Deixai
vir a mim as crianças" (Lc. 18:16).
O conselho de classe geralmente consiste
no encontro periódico do corpo docente
para "avaliar" o desempenho dos alunos
na aprendizagem. É um julgamento
apressado. O aluno é culpado por todo
tipo de fracasso. Só ele falhou, só ele
mora longe, mal educado, não se
interessou e não aprendeu. Sob a batuta
de "especialistas", vem o resultado, ano
após ano: reprovação em massa. O réu é
condenado e, se algum professor
"bonzinho" erguer sua voz em defesa,
quase é massacrado:
- Assim a educação não vai pra frente!
- Você vai aprovar todo mundo?
Cristo fez diferente.
Um dia, Ele estava no templo, ensinando,
quando "professores, escribas e
fariseus" lhe trouxeram uma aluna que
havia cometido uma falta grave. Já
haviam realizado o conselho de classe
entre eles e resolveram reprová-la. Uns
citavam artigos da Lei de Moisés (Lei de
Diretrizes e Bases da Educação), outros
alegavam seu comportamento, porém
queriam ouvir a palavra final do Mestre.
Perplexos, viram quando Ele se dirigiu
não a eles, mas a ela: "Vai e não peques
mais" (Jo. 8:11).
Jesus criou o conselho de classe para
avaliar o processo educacional, onde
destaca, sobretudo, o professor. Isto
ficou muito claro, principalmente, no
dia em que se colocou no meio de seus
discípulos e perguntou: "E vós quem
dizeis que eu sou?" Estava criada a auto
avaliação.
Nem seria preciso dizer, mas a gente diz
que o sistema de recuperação que se
implanta por aí não recupera. Na Escola
de Cristo é diferente. O aluno Pedro
estava em recuperação e o Mestre
preparou um teste oral, com apenas três
perguntas:
- Pedro, amas-me?
- Senhor, tu sabes que te amo.
- Pedro, amas-me?
- Senhor, tu sabes que te amo.
- Pedro, amas-me?
- Sim, Senhor, tu sabes que te amo.
Foi uma prova duríssima, mas Pedro foi
aprovado e ainda levou o dever de casa:
"Apascenta minhas ovelhas" (Jo. 21:16).
Jesus criou a recuperação para recuperar
o aluno e não a nota. O aluno recuperado
recupera a nota!
Os estudantes da Escola
Profissionalizante de Cristo saem
habilitados como "pescadores de homens".
Líderes para atuar em todas as Eras.
O problema da evasão é tratado com muita
firmeza: "Qual de vós é o homem que,
possuindo cem ovelhas, perdendo uma
delas, não deixa noventa e nove no
deserto, e não vai após a perdida, até
que a encontre?" (Lc.15:4). Jesus orava
preocupado com a estatística de um aluno
perdido na turma de 100. E nós? De cada
100 alunos matriculados na 1ª série do
Ensino Fundamental, somente oito chegam
ao Ensino Médio.
Jesus se mostrou preocupado não só com
alunos perdidos, que abandonam a escola,
ao contar a parábola dos que se perdem
dentro da escola: "varrer a casa,
buscando-o até encontrá-lo" (Lc. 19:5).
Quem fundou a obra educacional de
recuperação dos meninos de rua foi Jesus
(Mc. 9:42). Ele criou também o Centro de
Estudos Supletivos. Havia aulas durante
todos os dias da semana: manhã, tarde e
à noite. Zaqueu, chefe dos publicanos,
cobrador desonesto de impostos, fez sua
matrícula de cima da árvore e começou a
estudar, naquele mesmo dia, em casa (Lc.
19:5). Nicodemos, príncipe dos judeus,
preferiu estudar à noite, levando no
caderno de anotações as suas dúvidas.
Após a primeira aula, levou a resposta
de tudo e uma advertência: "Tu és mestre
em Israel e não sabes estas coisas?"
Na Escola de Cristo, estudavam ricos e
pobres. Quando fundou a Educação
Especial, após a aula, curou a todos.
Não temos esse poder, todavia, temos o
dever de respeitar os deficientes
físicos e também a obrigação
constitucional de fazê-los parte
integrada do sistema educacional (Mt.
15:31-32). Estava criada a educação
inclusiva.
E a merenda escolar? Basta ler a
narração bíblica da multiplicação dos
pães para responder a pergunta. Todas as
vezes que o Mestre ministrava suas
aulas, ele mesmo providenciava a merenda
(Mt. 14:17; Mt. 15:36; Lc. 15:32).
Jesus sempre trabalhou em equipe, não
fazia o que os discípulos podiam fazer.
Em Betânia, choravam pela morte de
Lázaro e ele mesmo chorou, quando chegou
à cidade. Seguido por grande multidão
(suas turmas eram enormes), foi visitar
o túmulo, mas uma pedra o impedia de ver
o aluno-defunto. Com seu poder, bastava
ordenar e a pedra se tornaria pó. Não.
Preferiu trabalhar em equipe: "Tirai a
pedra" (Jo 11:39).Jesus sempre fazia a
chamada. Dentro do cemitério, se não
fosse feita a chamada nominal do aluno
Lázaro, seria uma ressurreição em massa:
Quem deveria “sair para fora?” Sairiam
todos!
Na prova final de Pedro, Jesus lhe deu
"cola" para repor a peça. O aluno errou
a última questão: cortou a orelha do
centurião romano. Não foi reprovado nem
ficou em recuperação. Continuou na
Escola, porque o Mestre sabe que o erro
é pedagógico.
Quem foi que criou módulos para o ensino
à distância? E os módulos foram escritos
pelos próprios alunos, Mateus, Marcos,
Lucas e João, observando o universo
vocabular...
O alunos da Escola de Cristo são
tratados com justiça e igualdade. Judas
que tanto lhe perturbou o magistério não
foi expulso nem transferido: estudou na
sua escola até o fim.
Cristo implantou a inclusão digital:
"Pedro, tudo o que ligares na Terra será
ligado no céu." Providenciou a
globalização do ensino: "Ide por todo o
mundo"... para que os homens se
religassem na Internet divina e
navegassem na mídia celestial: fé@graça.comJesus
A palavra rede(web) “hoje” é ultra
moderna, todavia, Jesus a usou como
palavra chave na Sua Escola e deu aula
aos discípulos de web: “Lança a rede
para o lado de lá”. Ou seja, para o lado
do Bem.
Ao criar seu twiter, olhou para Pedro e
disse-lhe: segue-me. Hoje, o Mestre tem
milhões de seguidores ao redor do mundo.
Ivone Boechat
|

Ilze Soares
|
Menino de Rua
Descalço, pés queimando no chão,
Lá vai o menino de rua
Em busca de uns trocados para o
pão.
Nas esquinas, faz malabarismos,
Recebe centenas de nãos,
Nenhum centavo cai em suas mãos.
Se voltar pra casa assim,
Sem ao menos um tostão,
É surra na certa, não tem
perdão.
Onde fica seu direito de ir e
vir,
Sua obrigação da escola
frequentar,
Sem comer, sem brincar, sem
sorrir?
Espero, um dia, que os nossos
dirigentes
Prestem um pouco mais de atenção
Nestas pobres crianças de pés no
chão.
Sem saúde, estudo ou segurança,
Disposição, fé ou esperança,
Elas tambem são o futuro da
nação.
Ilze Soares |

para Índice Geral
para
pág.4

Registre sua opinião no
Livro de Visitas:
|
|
| | | | |