MAGAZINE CEN

 

POESIA (com os temas "Lábios de Mel" e "Pergunta à Lua..."

 

Janeiro 2012

 

Edição de Carlos Leite Ribeiro

 

1º BLOCO

 

 

 

Adriano Augusto da Costa Filho

São Paulo-S.P./Brasil

 

LÁBIOS DE MEL !

Beijo os lábios a todos instantes,
Belos bonitos e atraentes.
São momentos emocionantes,
Lábios de Mel cativantes !

 Lábios  de Mel num semblante
Corta a mágoa ou desamor. 
Expulsa logo qualquer dor
E trás um amor distante !

Os cabelos são castanhos,
Os lábios de Mel em carmim.
 Lábios de Mel são lindos
Seus sabores são infindos!

Cada boca tem um gosto,
E cada rosto um olhar.
Mas, só tem valor o rosto
Com Lábios de Mel p'ra beijar !

 

 

Alba Albarello
Erechim-RS

 

LÁBIOS DE MEL

Linda Abelha!
O mel que produzes
beliscando
as belas flores
de pequenos
e imensos jardins.
Não fazes diferenças...
As resinas,
das árvores visitadas,
o frutos preciosos,
as sementes dos girassóis,
o encanto em suas finas flores.
Formando...
teus belos favos,
em tuas colmeias.
Com rapidez,
Paciência...
Ternura...
Do néctar das flores.
Enfrentas, sem olhar,
solo, clima e temperatura.
Todas as espécies da natureza,
mantém o teu equilíbrio na defesa da vida.
Em teus lindos lábios.

 

Alice Tomé
Lisboa – Portugal

 

Lua destino velaria…
Mulher Arte…


Talvez se deva à Lua
Ou à Terra onde nasceu
Ou então ao Sol ardente
Dessa ceifa de Verão!…

Da Arte fez conselheira
Isabel assim viveria
Modelos que eram seus
E que em Valongo se copiariam…

Em cada momento procurava
Beleza e primazia
E para o povo que tanto amava
Mulher Arte se chamaria.

Vivendo e criando
Perfeição sempre exigia
Do linho fazia seda
E a VIDA assim tecia!

Nos campos plantava flores
Que nunca murchariam
Isabel Mulher Arte…
Lua destino velaria!...

 

 

©Alice Tomé, (11-02-1990), dedica este poema a Isabel Pires Tomé, (minha mãe), Valonguense, Sabugalense, Guardiense, Beirã, Portuguesa, naturalmente poeta, artista e filósofa, e, muito mais (...).
Poema também editada no Magazine «Café Literário/Andarilhos das letras, SP, Brasil, 2001»; “Poeticamente canto a vida/E relato as vivências/Sociologicamente
analiso/A lógica da existência”
Alice Tomé é Professora Universitária, Doutora em Ciências da Educação, Cientista Educóloga, Socióloga, escritora, Poeta, Ensaísta..., Portugal.
http://atome.no.sapo.pt/index.htm ; <alice.maria.tome@gmail.com >

 

  

Amélia Luz

 Amélia Marcionila Raposo da Luz
Pirapetinga /Minas Gerais/ BRASIL

 

PERGUNTE  À  LUA

Pergunte à lua
porque, transparente e nua,
sai por aí banhando a mata
com seus belos fios de prata?
Ah! Por quê??? Pergunte à lua,
porque o índio guerreiro,
embriagado de paixão
cantou seu canto de amor
conquistando a sua amada
com tocantes versos de dor?
Pergunte à lua, que é tão minha,
e também tão sua, porque o sol debochado,
a engole esfaimado tomando conta do céu?
Na Taba todos se juntam, todos festejam,
do Cacique ao Curumim
bebendo bastante cauim
na celebração dos rituais sagrados...
O Pajé no oráculo invoca os espíritos,
todos dançam estranha coreografia
com seus corpos ornamentados
pintados a jenipapo, tatajuba e urucum...
No céu Jaci Çoba Jearóca, minguando vai,
Jaci Peçaçú, vem renovar,
Jaci Jemoturuçú,  crescente, valente,
vai tomando espaço no firmamento...
Então Jaci Çoba Oçu, cheia e majestosa,
vestida de gala, luminosa,
espalha seus raios nas águas do mar
chamando Iára, Iemanjá
e o Boto Rosa para espreguiçar...
A noite desta maneira, a chegar feiticeira
abraça-nos e nos aconchega
 levando-nos a sonhar!!!
 
E Jaci encantada por Tupã
Passeia soberana pela floresta
Espantando Anhangá!!!

 

 

Nota: Anhangá (Fantasma), Tupã (Deus-Trovão), Jaci (Lua), Jaci Çoba Jearóca, (Lua Minguante), Jaci Paçaçú (Lua Nova), Jaci Jemoturuçú (Lua Crescente), Jaci Çoba Oçu (Lua Cheia) – Palavras da Língua Tupi – chamada Língua Geral dos indígenas do Brasil.

 

Alfredo Santos Mendes
Lagos  Portugal

                                     
O futuro de nossas vidas,
nossas mãos, dizem: conter.
Por isso as trago escondidas…
Minhas mãos não deixo ver!

Quadra e Glosa de
Alfredo Mendes

Tenho procurado em vão,
saber se quando nascemos
nosso destino trazemos,
como por obrigação,
traçado na nossa mão!
Se as linhas, curtas, compridas,
poderão mesmo ser lidas?
Se acaso não nos iludem...
E realmente traduzem,
o futuro de nossas vidas!

Há uns que dizem que sim!
Outros há, que dizem não!
Quem será que tem razão?
Será que olhando p’ra mim
logo ditam o meu fim?
Será que existe poder,
Para o poderem fazer?
Que tudo está registado…
Que o futuro e o passado,
Nossas mãos, dizem: conter!
                                 
Desconheço meu futuro,
o que tenho reservado,
para o que estou guardado!
O meu fim é obscuro?
Aguardo firme, seguro!
De pessoas atrevidas,
fujo às suas investidas!
Querem ver a minha mão?
Não lhes dou satisfação,
Por isso as trago escondidas!

O destino, Deus me deu.
Se é bom ou mau, é o meu!
Se não o posso evitar,
para quê contrariar?
P’ra quê fugir? Quem sou eu?
Passado? Quero esquecer!
Futuro? Não quero ver!
Assim, por essa razão,
Aos bruxos não dou a mão…
Minhas mãos não deixo ver!

Alfredo Santos Mendes

 

 

António Joé Barradas Barroso
Parede - Portugal

 

Perguntar à lua

Perguntei, à lua, se o meu sentimento
É fruto do sonho que ouso sonhar
Ou se é só amor que eu quero conjugar           
Na rima dum verso, em cada momento.

E ela me responde, pela voz do vento,
Que, se o meu coração determinar,
Não há qualquer maneira de escapar,
O amor será meu fado, meu tormento.

E eu amo cada flor, o malmequer,
A bela rosa, um corpo de mulher
Que se cruza comigo, em qualquer rua.


Se pretendo saber qual a razão
Por tanto amor haver no coração,
Olho, ao longe, o céu, e pergunto à lua.

 

Claudia Dutra Gallo (Rahna)
Nilópolis/Rio de Janeiro/Brasil

 

Psicose

um rosto escondeu-se
na escuridão da rua
na estrada obscura
dos meus pensamentos
nos guetos tristonhos
plúmbeos, lamacentos
de onde emergem
meus medos medonhos...

uma face ocultou-se
na penumbra da noite
na lágrima açoite
do meu orar fervoroso
no breu do disfarce
do meu riso nervoso
desfez-se em névoa
no ar... vaporoso...

a esmo eu vago
e grito e choro
e oro e rio
e clamo e imploro
em meio ao delírio
da tumba tu voltas
em meio a revoltas
tão duros martírios

Pergunto à Lua:
verdade ou mentira?
retornam os mortos
de seu descansar?
a verdade é que amas
ainda e sem termo
os mortos é mentira
que podem voltar...

 
Dalton Luiz Gandin
São José dos Pinhais - Paraná - Brasil
 

PERFUME

 

As rosas vermelhas exalam amor

fazendo paixão quando plantadas

no silêncioda tua boca

que aberta para o beijo

beija minha alma.

 

Dalton Luiz Gandin

 

 Donzilia Martins
Paredes  Portugal

 

Perguntem à lua
Por que ela é a magia dos amantes
Por que sua luz de prata é acender de paixões
Por que longe atrai o mar ainda que tão distantes
É parteira, mãe, saudade destroçando corações.


Perguntem à lua
Por que é das mulheres o ventre enchido em nove luas
Por que é do tempo as horas acesas nas alvoradas
Por que é sempre aquele rosário pendurado nas mãos nuas
Por que é sino, voz plangente acordando as madrugadas.

Perguntem à lua
Por que dá voltas ao mundo reflectindo a luz do sol
Por que regressa bailando em passo de caracol
Por que sendo o amor maior, traz alegria e tristeza
Por que é penumbra da noite e veste tanta beleza.

Perguntem à lua
Por que é berço de embalar o bebé do coração
Por que é verso, poema, voz, palavra e oração
Por que vive escondendo parte do corpo na sombra
Por que a dormir é suspiro, é sonho paixão e honra.

Perguntem à lua
Por que na eterna claridade cobre o manto da magia
Por que no cair da tarde sabe prolongar o dia
Por que, se é nova e mulher, conhece o amor d’alguém
Enche! Esvazia! Dobra o amor depois de ter sido MÃE.
«»

Lábios de mel

Teu beijo, lábios de mel, são gomos de terra, boca,
Como vagas de romã a sorver luz dos meus olhos
Quando acordo de manhã.
Silêncio! Nas paredes o lenço branco estendido
Apaga o negro da noite no meu corpo acendido.
Teu beijo, asa voando na minha alma a levitar.
Desfolhada em tua boca, teus lábios cor de rubi
Têm a cor da alvorada quando sorriem para mim.
O que o tempo apaga, o beijo acende!...
Podem não ter a paixão, mas são labareda rubra,
Lábio ardente, pousado em meu coração.
Das estrelas nem sinal! Da lua sobe o luar…
O teu beijo verte a seiva acesa no meu olhar.
Sendo noite é sempre dia quando teus lábios de mel
Deslizam pelo meu corpo!
Como ondas sobem, descem, pelas veias em tropel
E, é tão grande a sensação pelo meu corpo a correr
Que faz de mim oceano nos teus lábios a nascer.
Quero o meu 1º beijo de inexplicável sabor!
Foi roubado em vão de escada. Era o beijo do amor.

Donzilia Martins

 

Glória Marreiros
Portimão

 

DEITADA SENSUAL
 
Deitada sobre os campos, sensual,
A beijar as videiras, as espigas,
Trinando melodias e cantigas
E mostrando o seu dom original.
 
Vestida de alvoradas de cristal,
Enfeitada de joias tão antigas,
Amando como as outras raparigas
Num sorriso divino, angelical.
 
Majestosa, discreta, doce, austera,
Parecendo verão e primavera,
Em bailados de luz, num carrossel.
 
Beijou, sofreu, amou, em ardentia,
Mostrando a dignidade mais sadia
No sabor dos seus lábios feitos mel.
 
           Glória Marreiros

 

Heidy Keller
São Paulo Brasil

 

LÁBIOS DE MEL


Nestes seus lábios tão doces,
Encontrei a verdadeira paixão,
Adoçou minha alma,
E também meu coração.
Esses seus lábios de mel,
Quando encostam aos meus,
Me levam até o céu,
Flutuo com seu beijo,
O meu guia mais fiel.
Realiza os meus sonhos,
Ascende a verdadeira chama,
Um presente,o meu troféu,
serei sempre o seu eterno donzel,
Por esses teus doces macios lábios de mel.
«»

PERGUNTE PARA A LUA

 

Pergunte para a lua,
Quantas vezes  fiquei na rua,
Fazendo pedidos a ela,
Tudo por causa tua.
Pergunte para a lua,
Meu coração espetado com uma pua,
Ferido de saudades  feito andua,
A tua procura no céu flutua.
Pergunte para a lua,
A quem ilumina com tanta candura,
E me guia nessa amargura,
Onde caminho só nesta tristura.
Pergunte para a lua,
A quantas noites espero por mais uma aventura,
De seus carinhos e sua ternura,
Só ela é testemunha de nossa loucura,
Ainda te espero minha formosura.

 

 

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