Abade de Baçal

 

Morreu a 13 de Novembro de 1947


 

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Formatação: Iara Melo

 

 

Arqueólogo e historiador, nasceu a  de   e morreu a 13 de Novembro de 1947. Sacerdote a 13 de Junho de 1889, foi até sua morte pároco da sua aldeia natal; de 1925 a 1935, foi director-conservador do Museu regional de Bragança (desde 1935 é designado por Museu do Abade de Baçal). Dedicou a vida à recolha de elementos arqueológicos e históricos respeitantes a Trás-os-Montes e, em especial, ao distrito de Bragança. Autodidacta erudito, rústico e pitoresco, faltou-lhe por vezes sistematização e adequado poder interpretativo. “Memórias Arquiológico-Históricas do Distrito de Bragança, escrito entre 1909 a 1947, em 11 volumes, é a sua obra principal.
Para além das citadas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. Vols I a IV.  Porto, 1909, 1911, 1913 e Coimbra, 1911-1918; Vol.  V. Os Judeus.  Bragança, 1925; VI. Os Fidalgos.  Porto, 1928; VII. Os Notáveis.  Porto, 1931; VIII.  No Arquivo de Simancas.  Porto, 1932; IX e X. Arqueologia, Etnografia e Arte. Porto, 1934; XI.  Arqueologia e Etnografia. Porto 1947; Moncorvo, Subsídios para a sua História.  Porto, 1908; Castro de Avelãs, Mosteiro Beneditino.  Coimbra, 1910; Notabilidades antigas e modernas da villa de Anciães, In Revista de História, V (1916) pp. 364-375 e VI (1917) pp. 74-80; Trás-os-Montes, na Colecção Portugal na Exposição de Sevilha. Lx.ª , 1929; Chaves, Apontamentos arqueológicos.  Gaia, 1931; As Terras Bragançanas.  Coimbra, 1932; Catálogo dos Manuscritos de Simancas, respeitantes à História Portuguesa. Coimbra, 1933; Lista de Provesende e Sepulcros Luso-Romanos. Lx.ª, 1938; Aforamento de Propriedades em Outeiro na era de 1308, ano de Cristo de 1270. 1940; Correcção de uma notícia errónea dos escritores espanhóis referentes às Guerras de Restauração. Lx.ª 1940; A Restauração de 1640 no Distrito de Bragança, in Anais da Academia Portuguesa de História, 1ª série, III, Lx.ª, 1940; Homenagem a Martins Sarmento. Porto, 1933; O Clássico Frei Lucas de Sousa, Tragédias Marítimas.  Notas Inéditas.  Porto, 1933; Vinicultura Duriense, Régua, 1938; Achegas para a História Místico criadora de atmosfera propícia à Restauração de 1640, Lx.ª 1939; Epistolrio.  Coimbra, 1955; Cartas Inéditas do Abade de Baçal, in Presença, Coimbra, 1965; Vimioso, Notas Etnográficas, Braga, 1968; cartas a José Montanha, Braga, 1973; Cartas ao Prof.  Manuel Maria Chamorro, in Mensageiro de Bragança, n.º 703, 7.2.1958.

Abade de Baçal - de  Manuel Cordeiro em
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O Padre Francisco Manuel Alves, por todos conhecido como Abade de Baçal, foi um historiador, etnógrafo e arqueólogo. Nasceu em 9 de Abril de 1865 e faleceu em 13 de Novembro de 1947. Frequentou o liceu, onde fez os preparatórios, ingressando de seguida no Seminário de Bragança, onde foi ordenado padre em 13 de Junho de 1889.
Pouco tempo depois foi nomeado pároco da sua terra natal, Baçal, onde permaneceu toda a sua vida de pároco, vivendo para os seus paroquianos e para os trabalhos agrícolas nas terras herdadas de seus pais. Paralelamente desenvolveu uma actividade de investigação arqueológica e histórica por terras do distrito de Bragança. Digno de realce é o facto de o Abade não ter tido estudos específicos que o capacitassem para tal. Apenas o seu saber de experiência feito e a sua intuição natural, aliado à ajuda que muitos dos seus amigos lhe davam, permitiu que a sua obra fosse tão vasta e de tanto valor científico, aliás reconhecido mais tarde com a filiação na Academia das Ciências, na Associação dos Arqueólogos Portugueses, no Instituto Etnológico, na comissão de História Militar, como vogal e como membro de vários institutos académicos estrangeiros. Em 1925, em reconhecimento à sua contribuição para um melhor conhecimento das terras do distrito, foi nomeado director-conservador do Museu Regional de Bragança, mais tarde Museu Abade de Baçal (*), em sua homenagem.
Não se pense que a sua vida se cingiu apenas à arqueologia e à história. Foi sempre uma voz activa e respeitada em todos os assuntos que à igreja diziam respeito. Escreveu textos em muitos jornais, tanto regionais como nacionais, onde opinava sobre os mais variados temas, como as polémicas em que a igreja bragançana esteve envolvida nos princípios do século XX, em defesa do seu bispo, D. José Alves Mariz.
Dos jornais nacionais em que colaborou destacaria O Comércio do Porto, O Diário de Notícias, O Século e O Primeiro de Janeiro. Também os jornais regionais tiveram a sorte de publicar escritos seus. Destaco, entre outros, o Anuário de Viana do Castelo, A Palavra, A Torre de D. Chama, o Distrito de Bragança, Gazeta de Bragança, Leste Transmontano, Notícias de Bragança, O Comércio de Chaves e O Bragançano. Toda esta actividade em prol da sua terra teve, como consequência natural, um reconhecimento público em 1935 quando lhe foi prestada uma grande homenagem nacional, a atribuição do seu nome ao Museu de Bragança, a condecoração com o Grande Oficialato da Ordem de Santiago pelo e a inauguração de um monumento da autoria do escultor Sousa Caldas, segundo projecto do arquitecto Januário Godinho. Ainda bem que foi em vida que as suas gentes lhe prestaram esta homenagem.
Estamos habituados a que isto só aconteça após a sua morte.
Neste primeiro texto realçarei algumas das suas obras, deixando para o próximo a sua obra principal e algumas das características que o tornaram um homem querido por todos os que com ele trabalharam e o ajudaram a tornar realidade uma obra gigantesca.
Os seus estudos estenderam-se por todo o distrito de Bragança, chegando mesmo a todo o Trás-os-Montes. São prova do que afirmo o texto que intitulou de Trás-os-Montes e foi publicado na Colecção Portugal aquando da Exposição de Sevilha. Lx.ª , 1929; Chaves, Apontamentos arqueológicos,Gaia, 1931; Vinicultura Duriense, Régua, 1938; Catálogo dos Manuscritos de Simancas, respeitantes à História Portuguesa. Coimbra, 1933 e Lista de Provesende e Sepulcros Luso-Romanos. Lx.ª, 1938.
Respeitante ao distrito de Bragança publicou, entre outros, Moncorvo, Subsídios para a sua História, Porto, 1908; Castro de Avelãs, Mosteiro Beneditino, Coimbra, 1910 e As Terras Bragançanas, Coimbra, 1932
Postumamente foram publicadas algumas cartas nomeadamente Cartas Inéditas do Abade de Baçal, in Presença, Coimbra; cartas a José Montanha, Braga, 1973 e Cartas ao Prof. Manuel Maria Chamorro, in Mensageiro de Bragança, nº 703, 7.2.1958.
Registo com muito agrado a homenagem que a cidade de Bragança lhe prestou no ano do centenário do seu nascimento, 1964. Bem merecida.


Museu do Abade de Baçal


O Museu do Abade de Baçal é um museu localizado na cidade de Bragança, Portugal.
O museu foi fundado em 1915, instalado no edifício do antigo Paço Episcopal de Bragança, com o nome de Museu Regional de Bragança, em 1935 muda para o nome actual em homenagem ao Abade de Baçal.
Acervo:
O acervo original do museu era constituído por colecções de arqueologia, numismática e peças do recheio do Paço Episcopal.
Ao longo dos anos a colecção foi aumentando, especialmente com as dádivas de Abel Salazar e da família Sá Vargas nos anos 30, o legado de Guerra Junqueiro, nos anos 50 e o de Trindade Coelho no início dos anos 60.
O museu apresenta actualmente colecções de pintura com quadros de Malhoa, Abel Salazar, um conjunto de cerca de 70 desenhos de Almada Negreiros , escultura, ourivesaria e mobiliário.
Em 2001 foi adquirida uma importante colecção de máscaras transmontanas.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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