Portal CEN *** Pesquisas Carlos Leite Ribeiro ***

 

 

 

 

 

 

Ano Novo
(o povo diz: "Ano Novo vida Nova")


 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Formatação: Iara Melo


 
No Egipto antigo, 3.750 anos antes de Cristo, a estrela Sirius alinhava-se com a estrela Canopus no rumo Sul ao centro da Via-Láctea; exactamente às zero horas sobre as Pirâmides de Guiza. O calendário egípcio deu lugar ao cristão.
A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de Janeiro como o Dia do Ano-Novo, em 46 antes de Cristo. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás. Nas culturas ocidentais nas quais o ano começa no 1º de Janeiro.
Em Portugal,  na cidade do Porto a celebração mais famosa é a da Avenida dos Aliados em que toda a gente espera o novo ano, atentos no relógio da Câmara Municipal do Porto, memorável pelo seu fogo de artifício cruzando os edifícios, e pelos concertos populares  Na Região Autónoma da Madeira, onde o fim de ano é provavelmente o dia mais festivo durante o ano. O reveillon na principal cidade, Funchal, é um dos mais famosos do mundo, estando o espectáculo de fogo de artifício no livro de recordes do Guinness como o "maior espectáculo pirotécnico do mundo". Este espectáculo ganha especial interesse pois o Funchal é uma cidade em anfiteatro, onde as pessoas espalham-se numa área com mais 17 km e com mais de 600 metros de altitude. A cidade recebe ainda na orla marítima dezenas de navios de cruzeiro, o que aumenta o ambiente de festa. Durante 5 dias a ilha recebe mais de cinquenta mil turistas, que aproveitam para, mesmo em Dezembro, banharem-se nas águas temperadas do arquipélago e apanharem algum sol. À noite, ainda há tempo para vislumbrar as inúmeras decorações de cambiantes luzinhas que se espalham por quase todas as ruas da cidade.
Em outros países:
Em Nova Iorque, a celebração mais famosa de Ano-Novo é a de Times Square - onde uma bola gigante começa a descer às 23 horas e 59 minutos até atingir o prédio em que está instalada, marcando exactamente zero-hora (00:00:00).
No Rio de Janeiro, a celebração mais famosa é a dos fogos de artifício em Copacabana. Milhões de cariocas e turistas de todo o mundo juntam-se nas ruas à beira-mar e nas praias para assistirem ao longo espectáculo, que começa pontualmente à meia-noite do novo ano.
Em São Paulo, a avenida Paulista é o palco de atracções e queima de fogos. São milhões de pessoas que se juntam ao longo do principal centro financeiro da metrópole para celebrar a entrada de um novo ano. Em 31 de Dezembro de 2008, a festa reuniu 2 milhões e 400 mil pessoas, sendo que mais de 100 mil eram turistas, registando um novo recorde para o evento.
Na Escócia há muitos costumes especiais associados ao Ano-Novo - como a tradição de ser a primeira pessoa a pisar a propriedade do vizinho, conhecida como first-footing (primeira pisada). São também dados presentes simbólicos para desejar boa sorte, incluindo biscoitos.
Na Espanha, exactamente à meia-noite, as pessoas comem doze uvas, uma a cada badalada do relógio da Puerta del Sol, localizada em Madrid.
Em muitos países, as pessoas têm o costume de soltar fogos de artifício em suas casas, como é o caso de Portugal, do Brasil, dos Países Baixos e de outros países europeus.
Muitas pessoas tomam decisões de Ano-Novo, ou fazem promessas de coisas que esperam conseguir no novo ano. Elas podem desejar perder peso, parar de fumar, economizar dinheiro e arrumar um amor para suas vidas.
Em países de língua inglesa, cantar e/ou tocar a música Auld Lang Syne é muito popular logo após a meia-noite.
O Ano-Novo chinês é adoptado por diversas nações do Oriente que seguem um calendário tradicional distinto do Ocidental, o Calendário chinês. As diferenças entre os dois calendários fazem que a data de início de cada Ano-Novo chinês caia a cada ano em uma data diferente do calendário ocidental. Os chineses relacionam cada novo ano a um dos doze animais que teriam atendido ao chamado de Buda para uma reunião. Apenas doze se apresentaram, Buda em agradecimento os transformou nos signos da Astrologia chinesa. Os doze animais do Horóscopo chinês a que correspondem os anos chineses são, de acordo com a ordem que teriam se apresentado a Buda na lenda acima citada: rato, búfalo, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, cabra, macaco, galo, cão e o javali. Desta forma, se 2008 é o ano do rato, 2009 é atribuído ao Boi (búfalo), 2010 ao Tigre, e assim por diante. Buda não deixou nada escrito. De acordo com a tradição budista, ainda no próprio ano em que o Buda faleceu teria sido realizado um concílio na cidade de Rajaghra onde discípulos do Buda recitaram os ensinamentos perante uma assembleia de monges que os transmitiram de forma oral aos seus discípulos. Porém, a historicidade deste concílio é alvo de debate: para alguns este relato não passa de uma forma de legitimação posterior da autenticidade das escrituras. Por volta do século Iº antes de Cristo, os ensinamentos do Buda começaram a ser escritos. Um dos primeiros lugares onde se escreveram esses ensinamentos foi no Sri Lanka, onde se constitui o denominado Cânone Pali. O Cânone Pali é considerado pela tradição Theravada como contendo os textos que se aproximam mais dos ensinamentos do Buda. Não existem contudo no budismo um livro sagrado como a Bíblia ou o Alcorão que seja igual para todos os crentes; para além do Cânone Pali, existem outros cânones budistas, como o chinês e o tibetano. O cânone budista divide-se em três grupos de textos, denominado "Triplo Cesto de Flores" (tipitaka em pali e tripitaka em sânscrito): Sutra Pitaka: agrupa os discursos do Buda tais como teriam sido recitados por Ananda no primeiro concílio. Divide-se por sua vez em vários subgrupos; Vinaya Pitaka: reúne o conjunto de regras que os monges budistas devem seguir e cuja transgressão é alvo de uma penitência. Contém textos que mostram como surgiu determinada regra monástica e fórmulas rituais usadas, por exemplo, na ordenação. Estas regras teriam sido relatadas no primeiro concílio por Upali;  Abhidharma Pitaka: trata do aspecto filosófico e psicológico contido nos ensinamentos do Buda, incluindo listas de termos técnicos. Quando se verificou a ascensão do budismo Mahayana esta tradição alegou que o Buda ensinou outras doutrinas que permaneceram ocultas até que o mundo estivesse pronto para recebê-las; desta forma a tradição Mahayana inclui outros textos que não se encontram no Theravada.
Ano Novo no Judaísmo: Dentro da tradição rabínica, o Rosh Hashaná ocorre no primeiro dia do mês de Tishrei, primeiro mês do ano no calendário judaico rabínico e sétimo mês no calendário bíblico. A Torá refere-se a este dia como o Dia da Aclamação (Yom Teruá Levítico 23:24), pelo que os judeus caraítas seguem esta data mas não o consideram como princípio do ano. Já a literatura rabínica diz que foi neste dia que Adão e Eva foram criados e neste mesmo dia incorreram em erro ao tomar da árvore da ciência do bem e do mal. Também teria sido neste dia que Caim teria matado seu irmão Abel. Por isto considera-se este dia como Dia de Julgamento (Yom ha-Din) e Dia de Lembrança (Yom ha-Zikkaron), o início de um período de introspecção e meditação de dez dias ( Yamim Noraim) que culminará no Yom Kipur, um período no qual se crê o Criador julga os homens. A comemoração é efectuada durante os dois primeiros dias de Tishrei conforme o costume pós-exílico para se garantir a comemoração no dia correcto nas comunidades da Diáspora. A celebração começa ao anoitecer na espera com o toque do shofar. É costume se comer certos alimentos representativos durante o Rosh Hashaná como maçãs com mel e açúcar para representar um ano doce. Também se come "Rosh shel Dag", cabeça de peixe. Esse alimento incentiva a começar um ano bom com a cabeça, a parte mais alta do corpo. Durante a tarde do primeiro dia se realiza o tashlikh, um costume de recitar-se certas preces e jogar pedras ou pedaços de pão na água como um símbolo da eliminação dos pecados. Durante os Yamim Noraim muitas orações (selichot) e poemas religiosos ( piyuttim) são entoados junto com as orações normais.
O ano judaico se inicia em Setembro ou Outubro. Segundo a tradição judaica foi nessa data que Deus criou o mundo de Adão, o primeiro homem. Rosh Hashaná, também chamado Dia do Julgamento, da início a um período de julgamento para a humanidade, que termina em Hoshana (sétimo dia da festa de Sukot), quando Deus senta em seu trono e determina o destino de cada indivíduo no ano em que se inicia.
No dia 29 de Dezembro, o calendário islâmico entrará no ano 1430. O calendário dos muçulmanos, baseado nas fases da lua, é composto por 12 meses, como o gregoriano, sendo que cada mês tem 29 ou 30 dias. O início da contagem se deu com a migração do profeta Mohammad para Medina, onde fundou o primeiro estado islâmico, no ano de 622 depois de Cristo. A mudança dos meses se dá quando observada pela primeira vez a lua crescente após o pôr-do-sol. A cada ano o calendário islâmico retrocede alguns dias em relação ao calendário gregoriano. Isso ocorre porque o calendário lunar tem aproximadamente 11 dias a menos no ano do que o calendário solar.
 
O calendário Gregoriano promulgado pelo Papa Gregório XIII a 24 de Fevereiro do ano 1582 para substituir o calendário juliano. Gregório XIII reuniu um grupo de especialistas para reformar o calendário juliano e, passados cinco anos de estudos, foi elaborado o calendário gregoriano, que foi sendo implementado lentamente em várias nações. Oficialmente o primeiro dia deste calendário foi 15 de Outubro de 1582. Segundo o calendário gregoriano. O calendário gregoriano é o que hoje em dia se usa e distingue-se do juliano porque: Omitiram-se dez dias (de 5 a 14 de Outubro de 1582).
Corrigiu-se a medição do ano solar, estimando-se que este durava 365 dias solares, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, o equivalente a 365,2425 dias solares.  Acostumou-se a começar cada ano novo em 1 de Janeiro.  Nem todos os anos seculares são bissextos. Para um ano secular ser bissexto tem de ser múltiplo de 400. Deste modo, evita-se a diferença (atraso) de três dias em cada quatrocentos anos existente no calendário Juliano (01).   A mudança para o calendário gregoriano deu-se ao longo de mais de três séculos. Primeiramente foi adoptado por Itália, Portugal, Espanha e França; e de modo sucessivo, pela maioria dos países católicos europeus. Os países onde predominava o luteranismo e o anglicanismo tardariam a adoptá-lo, caso da Alemanha (Baviera, Prússia e demais províncias) em 1700 e Reino Unido (Inglaterra) em 1751. A adopção deste calendário pela Suécia foi tão problemática que gerou até o dia 30 de Fevereiro. A China aprova-o em 1912, a Bulgária em 1917, a Rússia em 1918, a Roménia em 1919, a Grécia em 1923 e a Turquia em 1927.
De onde advém os nomes dos meses:
Janeiro: Jano, Deus romano das portas, passagens, inícios e fins.
Fevereiro: Februus, Deus etrusco da morte; Februarius (mensis), "Mês da purificação" em latim, parece ser uma palavra de origem sabina e o último mês do calendário romano anterior a 450 a. C.. Relacionado com a palavra "febre".
Março: Marte, Deus romano da guerra.
Abril: Os estudiosos modernos associam o nome a uma raiz antiga com o significado de 'outro', isto é, outro mês que não Março.
Maio: Maia Maiestas, Deusa romana.
Junho: Juno, Deusa romana, esposa do deus Júpiter.
Julho: Júlio César, ditador romano. O mês era anteriormente chamado Quintilis, o quinto mês do calendário de Rómulo.
Agosto: Augusto, primeiro imperador romano. O mês era anteriormente chamado Sextilis, o sexto mês do calendário de Rómulo.
Setembro: septem, "sete" em latim; o sétimo mês do calendário de Rómulo.
Outubro: octo, "oito" em latim; o oitavo mês do calendário de Rómulo.
Novembro: novem, "nove" em latim; o nono mês do calendário de Rómulo.
Dezembro: decem, "dez" em latim; o décimo mês do calendário de Rómulo.
 
(01) O ano Juliano começou  46 antes de Cristo.  Júlio César, percebendo que as festas romanas em comemoração à estação mais florida do ano, marcadas para Março (que era o primeiro mês do ano), caíam em pleno Inverno, determinou que o astrónomo alexandrino Sosígenes corrigisse o calendário. As modificações realizadas a partir desses estudos modificaram radicalmente o calendário romano: dois meses, Unodecembris e Duocembris foram adicionados ao final do ano de 46 antes de Cristo, deslocando assim Januarius e Februarius para o início do ano de 45 antes de Cristo. Os dias dos meses foram fixados numa sequência de 31, 30, 31, 30... de Januarius a December, à excepção de Februarius, que ficou com 29 dias e que, a cada três anos, teria 30 dias. Com estas mudanças, o calendário anual passou a ter doze meses que somavam 365 dias. O mês de Martius, que era o primeiro mês do ano, continuou sendo a marcação do equinócio. Foi abandonado o formato luni-solar do calendário romano se fixando para um calendário predominantemente solar, se substituiu o mês intercalar Mercedonius de 22 e 23 dias por apenas um dia chamado de dia extra que deveria ser incluso após o 25º dia de Februarius, "ante die sextum kalenda martias", que, em função da forma de contagem dos romanos acabou criando o conceito de ano bissexto, de 366 dias que deveria ocorrer de três em três anos. Os anos bissextos definidos no calendário juliano aproximavam o ano trópico por 365,3333 dias, incorporando pequenos erros no alinhamento das estações ao longo dos anos. O imperador Augusto acabou corrigindo essas diferenças em 8 depois de Cristo, determinando que os anos bissextos ocorressem de quatro em quatro anos. Pela inclusão destes dois meses Unodecember e Duodecember e mais o mês intercalar Mercedonius, este ano de 46 antes de Cristo, acabou ficando com uma aparente duração de 445 dias uma vez que os romanos estavam acostumados a que o ano só findava ao término de Februarius. Na realidade, os meses de Januarius e Februarius, que seriam os últimos meses do ano de 46 antres de Cristo, com a inclusão destes dois meses a mais, passaram a ser os primeiros meses do ano de 45 antes de Cristo. Pela confusão que ocorreu, este ano 46 antes de Cristo,. foi chamado pelos romanos de "Ano da Confusão", pois, no calendário anterior, os anos já vinham com uma sequência irregular de 355, 377, 355 e 378 dias. Em 44 antes de Cristo, o líder Júlio César foi homenageado pelo Senado romano, que mudou o nome do mês Quintilis para Julius, um mês de 31 dias.
 
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal
 

 

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