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António de Sousa Neto

 

(proclamou em 11 de Setembro de 1836, a República Rio-Grandense)

 

 

 

Morreu a 02 de Julho de 1866

 

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Formatação: Iara Melo



O General António de Sousa Neto frente a suas fileiras, no dia 11 de Setembro de 1836, depois da vitória da Batalha do Seival (Arroio Seival - Bagê):

"Bravos companheiros da 1ª Brigada de Cavalaria!
Ontem obtivestes o mais completo triunfo sobre os escravos da Corte do Rio de Janeiro, a qual, invejosa das vantagens locais de nossa província, faz derramar sem piedade o sangue de nossos compatriotas, para deste modo fazê-la presa de suas vistas ambiciosas. Miseráveis! Todas as vezes que seus vis satélites se têm apresentado diante das forças livres, têm sucumbido, sem que este fatal desengano os faça desistir de seus planos infernais.
São sem número as injustiças feitas pelo Governo. Seu despotismo é o mais atroz. E sofreremos calados tanta infâmia? Não, nossos companheiros, os rio-grandenses, estão dispostos, como nós, a não sofrer por mais tempo a prepotência de um governo tirânico, arbitrário e cruel, como o actual. Em todos os ângulos da província não soa outro eco que o de independência, república, liberdade ou morte. Este eco, majestoso, que tão constantemente repetis, como uma parte deste solo de homens livres, me faz declarar que proclamemos a nossa independência provincial, para o que nos dão bastante direito nossos trabalhos pela liberdade, e o triunfo que ontem obtivemos, sobre esses miseráveis escravos do poder absoluto.
Camaradas! Nós que compomos a 1ª Brigada do Exército Liberal, devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a independência desta província, a qual fica desligada das demais do Império, e forma um estado livre e independente, com o título de República Rio-Grandense, e cujo manifesto às nações civilizadas se fará competentemente. Camaradas! Gritemos pela primeira vez: viva a República Rio-Grandense! Viva a independência! Viva o exército republicano rio-grandense!
Campo dos Menezes, 11 de setembro de 1836 – António de Sousa Neto, coronel-comandante da 1ª brigada".

Recuamos aos anos entre 1835 a 1845, em plena Guerra dos Farrapos ou Farroupilha. Vencida a resistência dos índios guaranis, as fazendas de gado espalharam-se pelo território gaúcho. O Rio Grande do Sul tem também importante participação nas lutas da Independência. No entanto, ao sentir seu crescimento barrado pelo centralismo do Império, entra em conflito com o poder central da Guerra dos Farrapos, entre 1835 a 1845. Posteriormente, envolve-se também na Guerra do Paraguai, de 1865 a 1870…
 
António de Sousa Neto

António de Sousa Neto, nasceu em Rio Grande a 11 de Fevereiro de 1801, e morreu em Corrientes (Argentina), no dia 2 de Julho de 1866. Foi um político e militar brasileiro, um dos mais importantes nomes do Rio Grande do Sul. Nasceu na estância paterna, em Capão Seco, no distrito de Povo Novo, da actual cidade de Rio Grande, onde é lembrado pelo CTG General Netto (de Povo Novo).
Era filho de José de Sousa Neto, natural de Estreito (São José do Norte) e de Teutónia Bueno, natural de Vacaria. Por parte de pai era neto de Francisco Sousa, natural de Colónia do Sacramento. O seu bisavô, Francisco de Sousa Soares, fora oficial de Auxiliares no Terço Auxiliar da Colónia do Sacramento e que casara, em 1791, com Ana Marques de Sousa , na capela da Fortaleza São João.
Descendia, pelo lado materno, do português João Ramalho que vivia em São Paulo, antes do povoamento e que casou com a índia Bartira (Isabel) filha do cacique Tibiriçá. Também pelo lado materno, descendia do paulista capitão-mor Amador Bueno da Veiga.
Participou da reunião que decidiu pelo início da Revolução Farroupilha em 18 de setembro de 1835, na "Loja Maçónica Filantropia e Liberdade". É reconhecido por seu árduo trabalho neste confronto que durou quase dez anos (de 1835 a 1845), como o segundo maior líder revolucionário.
Era o general da primeira brigada do exército liberal republicano. Após a Batalha do Seival, proclamou a República Rio-Grandense, no Campo dos Menezes a 11 de setembro de 1836. Lutou em diversas batalhas pelos republicanos, tendo comandado o cerco a Porto Alegre, durante vários meses, e a retomada de Rio Pardo, que estava nas mãos dos imperiais.
Abolicionista ferrenho, foi morar no Uruguai após a guerra, com os negros que o acompanharam por livre vontade. Continuou com a criação de gado. Fora requisitado, juntamente com seu exército pessoal, em 1864 pra lutar na Guerra do Paraguai. Na batalha de Tuiuti, foi ferido a bala e mandado para um hospital em Corrientes, Argentina, onde morreu.
 
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal
 
Nota: Em laboração final “Estado do Rio Grande do Sul – um Estado pouco conhecido pelos portugueses continentais”.
 

 

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