Portal CEN *** Pesquisas Carlos Leite Ribeiro ***

 

 

Aquilino Ribeiro

 

Nasceu a 13 de Setembro de 1885

 

 

 

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro



Aquilino Ribeiro, natural de Carregal da Tabosa, no concelho de Sernancelhe, fez os primeiros estudos em colégios de padres, seguindo depois para Viseu, em 1902, onde estudou Filosofia e, já em Beja, no Seminário, donde acabou por ser expulso, Teologia.
Em 1906, já em Lisboa, vivendo do jornalismo, liga-se ao movimento republicano e participa activamente na revolução que antecedeu a queda da Monarquia, de tal modo que acaba por ser preso. Evade-se e foge para França, onde vive exilado até à proclamação de República a 5 de Outubro de 1910.
Torna, no entanto, a Paris para frequentar a Sorbone e chega a viver na Alemanha, onde casa. Com a eclosão da Primeira Grande Guerra, em 1914, volta a Portugal, sendo então professor do Liceu Camões e segundo-bibliotecário da Biblioteca Nacional. Nesta época liga-se ao grupo da Seara Nova, mas, em 1927, é obrigado a emigrar novamente por estar implicado na revolta contra a ditadura militar. Só em 1932 se instala definitivamente em Portugal, depois de novo regresso clandestino e de outro movimento revolucionário falhado.
Ficcionista de opulenta linguagem, condessa no material linguístico que utiliza toda uma tradição que vai da linguagem arcaica de velha crónica medieval ao léxico moderno, utilizando não só a gíria como linguagem rústica, o termo familiar e o erudito, numa mescla vigorosamente cromática. A sua vasta obra incide também na crítica e biografia, na etnografia, no ensaio, na literatura infantil.
A linguagem de Aquilino Ribeiro caracteriza-se fundamentalmente por uma excepcional riqueza lexicológica e pelo uso de construções frásicas de raiz popular, cheias de provincianismos.
Aquilino foi sobretudo um estilista e, por isso, a sua linguagem vernácula e sem estrangeirismos é arejada, frequentemente condimentada nos diálogos com expressões entre grotescas e satíricas.
Apesar de ter optado por uma literatura de tradição, Aquilino procurou ao longo da sua vida uma renovação contínua de temas e processos, tornando-se assim muito difícil sistematizar a temática da sua vastíssima obra.
Num número considerável de obras, Aquilino reflecte, ainda que distorcidas pela imaginação, cenas da sua vida: o convívio com as gentes do campo, a educação ministrada pelos sacerdotes, as conspirações políticas, as fugas rocambolescas, os exílios.
Até 1932, ano em que fixa residência na Cruz Quebrada, todos os ambientes, contextos e personagens que Aquilino cria, remetem para a sua querida Beira natal. O Malhadinhas, Andam Faunos pelos Bosques e Terras do Demo constituem o melhor exemplo desta situação. De facto, ver-nos-emos, com uma extrema facilidade, envolvidos com as suas personagens beirãs, os seus costumes, tradições e modos de falar típico. Aquilino Ribeiro como escritor não pode ser enquadrado em nenhuma das escolas e tendências da sua época.
Em 1952, faz uma viagem ao Brasil onde é homenageado por escritores e artistas, na Academia Brasileira de Letras.
Em 1956, funda e preside a Sociedade Portuguesa de Escritores.
Aquilino foi, sem dúvida um dos maiores escritores da Língua Portuguesa.
Faleceu em Lisboa, em 1963, permanecendo a sua obra como a mais rica experiência artística do século XX, através da linguagem. Seus restos mortais encontram-se no Panteão Nacional.]

Obras de Aquilino Ribeiro
Contos:
A Filha do Jardineiro (1907)  -;- Jardim das Tormentas (1913) -;- Valeroso Milagre (1919) -; Estrada de Santiago, onde se inclui o Malhadinhas (1922) -;- Quando ao Gavião Cai a Pena (1935) -;- Arca de Noé I, II e III (todos de 1963) -;- Sonhos de uma Noite de Natal (1934).
Romances e novelas:
A Via Sinuosa (1918) -;- Terras do Demo (1919) -;- Filhas da Babilónia (1920) -;- Andam Faunos pelos Bosques (1926) -;- O Homem Que Matou o Diabo (1930) -;- A Batalha sem Fim (1932) -;- As Três Mulheres de Sansão (1932) -;- Maria Benigna (1933) -;- Aventura Maravilhosa (1936) -;- S. Bonaboião, Anacoreta e Mártir (1937) -;- Mónica (1939) -;- O Servo de Deus e a Casa Roubada (1941) -;- Volfrâmio (1943) -;- Lápides Partidas (1945) -;- Caminhos Errados (1947) -;- O Arcanjo Negro (1947) -;- Cinco Réis de Gente (1948) -;- A Casa Grande de Romarigães (1957) -;- Quando os Lobos Uivam (1958) -;- Casa do Escorpião (1963) -;- O Romance da Raposa (1959).

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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