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Chegada à Índia (Caminho marítimo

para a Índia)

 

 

20 de Maio de 1948

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Formatação: Iara Melo



A frota, já preparada por D. João II para a grande Viagem à Índia, encontrava-se então reunida na praia do Restelo (Belém – Lisboa).

Compunha-se de 3 naus (S. Gabriel, São Rafael e Bérrio) e uma barcaça de mantimentos, levando todas, aproximadamente, uma tripulação de 170 homens.

Era seu almirante Vasco da Gama, e piloto, da nau da capitania, Pêro de Alenquer. Assim constituída, e depois de desfraldadas as velas, em que se via a Cruz de Cristo, a armada partiu de Belém com destino à Índia, no dia 8 de Julho de 1497.

A 22 de Novembro, dobrava o Cabo da Boa Esperança, a 15 de Abril de 1498 aportava em Melinde, e a 20 de Maio do mesmo ano chegava finalmente a Calecute (Índia), depois de ter visitado toda a costa oriental da África.

Estava descoberto, por mar, o Caminho do Oriente.

 

Os Lusíadas - Canto V

    1 -  Parte de Belém a expedição do Gama
     "Estas sentenças tais o velho honrado
     Vociferando estava, quando abrimos
     As asas ao sereno e sossegado
     Vento, e do porto amado nos partimos.
     E, como é já no mar costume usado,
     A vela desfraldando, o céu ferimos,
     Dizendo: "Boa viagem", logo o vento
     Nos troncos fez o usado movimento.

    2
     "Entrava neste tempo o eterno lume
     No animal Nemeio truculento,
     E o mundo, que com tempo se consume,
     Na sexta idade andava enfermo e lento:
     Nela vê, como tinha por costume,
     Cursos do sol catorze vezes cento,
     Com mais noventa e sete, em que corria,
     Quando no mar a armada se estendia.

    3
     "Já a vista pouco e pouco se desterra
     Daqueles pátrios montes que ficavam;
     Ficava o caro Tejo, e a fresca serra
     De Sintra, e nela os olhos se alongavam.
     Ficava-nos também na amada terra
     O coração, que as mágoas lá deixavam;
     E já depois que toda se escondeu,
     Não vimos mais enfim que mar e céu.

    4 - Em alto mar
     "Assim fomos abrindo aqueles mares,
     Que geração alguma não abriu,
     As novas ilhas vendo e os novos ares,
     Que o generoso Henrique descobriu;
     De Mauritânia os montes e lugares,
     Terra que Anteu num tempo possuiu,
     Deixando à mão esquerda; que à direita
     Não há certeza doutra, mas suspeita.

Os Lusíadas - Canto VII
 1 - Chegada da frota à Índia
     Já se viam chegados junto à terra,
     Que desejada já de tantos fora,
     Que entre as correntes Indicas se encerra,
     E o Ganges, que no céu terreno mora.
     Ora, sus, gente forte, que na guerra
     Quereis levar a palma vencedora,
     Já sois chegados, já tendes diante
     A terra de riquezas abundante.

    2 - Elogio a Portugal
     A vós, ó geração de Luso, digo,
     Que tão pequena parte sois no inundo;
     Não digo ainda no mundo, mas no amigo
     Curral de quem governa o céu rotundo;
     Vós, a quem não somente algum perigo
     Estorva conquistar o povo imundo,
     Mas nem cobiça, ou pouca obediência
     Da Madre, que nos céus está em essência;

    3
     Vós, Portugueses, poucos quanto fortes,
     Que o fraco poder vosso não pesais;
     Vós, que à custa de vossas várias mortes
     A lei da vida eterna dilatais:
     Assim do céu deitadas são as sortes,
     Que vós, por muito poucos que sejais,
     Muito façais na santa Cristandade:
     Que tanto, ó Cristo, exaltas a humildade!

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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