Portal CEN  *** Pesquisas Carlos Leite Ribeiro ***

 

 

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Dia Mundial da Poesia 
21 de Março

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Formatação: Iara Melo
 

 

 
A 21 de março, comemora-se o Dia
 
Mundial da Poesia
 
 


 
 
O Dia Mundial da Poesia celebra-se a 21 de março, foi criado na XXX Conferência Geral da UNESCO em 16 de Novembro de 1999. O propósito deste dia é promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo.
 
A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor. "Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice." O sentido da mensagem poética também pode ser importante (principalmente se o poema for em louvor de algo ou alguém, ou o contrário: também existe poesia satírica), ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos (no sentido de sua imaterialidade) e da possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.
Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, verbal).

História
A tábua Dilúvio da Epopeia de Gilgamesh em acadiano, por volta do segundo milênio a.C..
A poesia como uma forma de arte pode ser anterior à escrita. Muitas obras antigas, desde os vedas indianos (1700-1200 a.C.) e os Gathas de Zoroastro (1200-900 aC), até a Odisseia (800 - 675 a.C.), parecem ter sido compostas em forma poética para ajudar a memorização e a transmissão oral nas sociedades pré-históricas e antigas. A poesia aparece entre os primeiros registros da maioria das culturas letradas, com fragmentos poéticos encontrados em antigos monolitos, pedras rúnicas e estelas.
O poema épico mais antigo sobrevivente é a Epopeia de Gilgamesh, originado no terceiro milênio a.C. na Suméria (na Mesopotâmia, atual Iraque), que foi escrito em escrita cuneiforme em tabletes de argila e, posteriormente, papiro. Outras antigas poesias épicas incluem os épicos gregos Ilíada. e Odisseia, os livros iranianos antigos Gathas Avesta e Yasna, o épico nacional romano Eneida, de Virgílio, e os épicos indianos Ramayana e Mahabharata.
Os esforços dos pensadores antigos em determinar o que faz a poesia uma forma distinta, e o que distingue a poesia boa da má, resultou na "poética", o estudo da estética da poesia. Algumas sociedades antigas, como a chinesa através do Shi Jing, um dos Cinco Clássicos do confucionismo, desenvolveu cânones de obras poéticas que tinham ritual bem como importância estética.
Mais recentemente, estudiosos têm se esforçado para encontrar uma definição que possa abranger diferenças formais tão grandes como aquelas entre The Canterbury Tales de Geoffrey Chaucer e Oku no Hosomichi de Matsuo Basho, bem como as diferenças no contexto que abrangem a poesia religiosa Tanakh, poesia romântica e rap.
O contexto pode ser essencial para a poética e para o desenvolvimento do gênero e da forma poética. Poesias que registram os eventos históricos em termos épicos, como Gilgamesh ou o Shahnameh, de Ferdusi, serão necessariamente longas e narrativas, enquanto a poesia usada para propósitos litúrgicos (hinos, salmos, suras e hadiths) é suscetível de ter um tom de inspiração, enquanto que elegia e tragédia são destinadas a invocar respostas emocionais profundas. Outros contextos incluem cantos gregorianos, o discurso formal ou diplomático, retórica e invectiva políticas, cantigas de roda alegres e versos fantásticos, e até mesmo textos médicos.

O historiador polonês de estética Wladyslaw Tatarkiewicz, em um trabalho acadêmico sobre "O Conceito de Poesia", traça a evolução do que são na verdade dois conceitos de poesia. Tatarkiewicz assinala que o termo é aplicado a duas coisas distintas que, como o poeta Paul Valéry observou, "em um certo ponto encontram união. [...] A poesia é uma arte baseada na linguagem. Mas a poesia também tem um significado mais geral [...] que é difícil de definir, porque é menos determinado: a poesia expressa um certo estado da mente.

Gêneros poéticos
Permitem uma classificação dos poemas conforme suas características. Por exemplo, o poema épico é, geralmente, narrativo, de longa extensão, eloquente, abordando temas como a guerra ou outras situações extremas.
Dentro do gênero épico, destaca-se a epopéia. Já o poema lírico pode ser muito curto, podendo querer apenas retratar um momento, um flash da vida, um instante emocional. Poesia é a expressão de um sentimento, como por exemplo o amor. Vários poemas falam de amor. O poema, é o seu sentimento expressado em belas palavras, palavras que tocam a alma. Poesia é diferente de poema. o Poema é a forma que se está escrito e a poesia é o que dá a emoção ao texto.

Licença poética
A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para recorrer a recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o carácter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática.
Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas.

Poesia de Portugal

A poesia portuguesa tem raízes recuadas, ainda antes da afirmação da nacionalidade.
Poesia arábica em território nacional
Poesia na idade média cristã
Renascimento
Barroco e poesia arcádica
O século do Romantismo
Século XX

Poesia arábica em território nacional
Entre os árabes, enquanto estes povoavam o território que mais tarde viria a ser Portugal, encontramos um punhado de poetas de grande valor, o que era constante, aliás, na civilização islâmica da altura, muito dedicada à poesia. Al-Mu'tamid (rei do Taifa de Sevilha), Ibn Bassam (em Santarém, na altura chamada Xantarim), Ibn'Amar e Ibn Harbun (de Silves) são alguns exemplos.

Trovadores: imagem do Cancioneiro da Ajuda, século XIII
Poesia na idade média cristã
Com a Reconquista Cristã e a fundação da nacionalidade, inicia-se a época da poesia galaico-portuguesa. As cantigas de amigo; as cantigas de amor e as cantigas de escárnio e maldizer, foram compiladas em antologias da época, manuscritas, a que se deu o nome de Cancioneiros. Podemos fazer referência a alguns dos mais importantes:
Cancioneiro da Ajuda - Compilado em Portugal no final do século XIII ou no princípio do século XIV.
Cancioneiro da Vaticana - Compilado em Itália no fim do século XV ou no princípio do século XVI.
Cancioneiro Colocci-Brancutti ou Cancioneiro da Biblioteca Nacional - Compilado em Itália no fim do século XV ou no princípio do século XVI.
O trovadores e jograis (feminino: jogralesas) cultivaram ainda outros géneros poéticos, como as tenções, as cantigas de seguir, as cantigas de vilão, as pastorelas, os prantos, os descordos, os lais.
Existe uma época da história desta poesia, considerada como uma idade de ouro, que compreende um período afonsino (de 1240 a 1280), com os reinados de Afonso X de Castela (autor das Cantigas de Santa Maria) e de Afonso III de Portugal. Segue-se o período dionisíaco, com o reinado de D. Dinis (filho de Afonso III). O seu filho bastardo, Dom Pedro, Conde de Barcelos (que morre em 1354), autor de algumas cantigas que encerram um período de florescimento poético.
A poesia galego-portuguesa passa, então, por um período de decadência, desde fins do século XIV e ao longo do século XV. Forma-se uma escola castelhano-portuguesa (escrevendo-se nos dois idiomas emergentes). Será Garcia de Resende a efetuar a compilação desta produção poética no seu Cancioneiro Geral, em 1516.
A par desta poesia lírica, outros jograis divulgavam as gestas, poemas de cariz épico e hagiográfico, muitas vezes utilizadas como fontes de informação para os cronistas da época. Alguns estudiosos desta manifestação cultural, como António José Saraiva, Lindley Cintra e Diego Catalán acreditam que terá existido um poema épico, cantado pelos jograis, onde se narrariam os feitos de D. Afonso Henriques. Transmitido oralmente, parece ter servido de mote para cronistas portugueses e castelhanos, que a transformaram e prosa (a forma poética tem também a função de tornar mais fácil de memorizar os longos relatos). O Romanceiro português alia o épico ao lírico nos seus romances bastante diversificados. O alaúde era um instrumento muito usado na época.

Renascimento
Os poetas portugueses representados no Cancioneiro de Garcia de Resende demonstram algum conhecimento de outras poéticas: Dante Alighieri, Petrarca, Juan de Mena, Marquês de Santillana, além de autores do classicismo romano.
Gil Vicente e Francisco de Sá de Miranda marcam, na poesia, o início do Renascimento em Portugal, onde também se destaca António Ferreira.
Luís Vaz de Camões é, contudo, o vulto maior da poesia portuguesa. Os Lusíadas, 1572 é o poema nacional por excelência. Não se deve, porém, esquecer a sua poesia lírica, a todos os níveis incomparável, reunida nas Rimas, postuamente, em 1595.
É com Camões que se faz, também, a nível de estilo e conteúdo, passagem para o Maneirismo, de uma poesia melancólica e de profundo questionamento existencial que já se verifica em Camões (onde a temática do exílio, na sua lírica, e a crítica aos aspectos menos heróicos de Portugal, como o "gosto d'hua austera, apagada e vil tristeza", n'Os Lusíadas, já faz entrever). Diogo Bernardes, Vasco Mouzinho de Quevedo, Baltasar Estaço, D. Manuel de Portugal, Sá de Miranda e Francisco Rodrigues Lobo são alguns dos nomes mais importantes deste período que irá desembocar no Barroco.
Luis de Góngora, na Espanha, a par com Francisco de Quevedo, é o modelo a imitar, no que diz respeito à poesia Barroca. Os poetas portugueses da altura, como Jerónimo Baía, Barbosa Bacelar e D. Tomás de Noronha (entre muitos anónimos), sem o mesmo brilho dos mestres espanhóis, glosam, então, num virtuosismo formal intrincado, os temas da Morte, e da inconstância da Sorte e da Fortuna, transmitindo um sentimento que marcava, também, a religião na Península Ibérica, na altura.
 
Marquesa de Alorna: representante da Arcádia Lusitana Barroco e poesia arcádica
Como reacção ao Barroco, seguindo o lema Inutilia truncat (cortar o inútil) o Neoclassicismo, inspirado nos modelos gregos e latinos (e no próprio Renascimento), inicia-se com Pedro António Correia Garção (pseudónimo arcádico: Córidon Erimanteu), na segunda metade do século XVII. A Arcádia Lusitana vai ser o movimento poético mais importante desta época até à primeira metade do século XIX, reunindo os nomes de Francisco Manuel do Nascimento (mais conhecido pelo pseudónimo arcádico Filinto Elísio), Manuel Maria Barbosa Du Bocage, Francisco Joaquim Bingre, Marquesa de Alorna, José Anastácio da Cunha, José Agostinho de Macedo, Nicolau Tolentino de Almeida, António Dinis da Cruz e Silva, entre outros.

O século do Romantismo
O século XIX trouxe consigo alguns dos maiores vultos da poesia portuguesa. Ainda que não tivesse sido pródigo na quantidade, este foi o século de Almeida Garrett, Antero de Quental, Gomes Leal, António Nobre, João de Deus, Cesário Verde, Guerra Junqueiro...
O século XX, no entanto, é, segundo as palavras de um dos grandes poetas contemporâneos (Eugénio de Andrade), o século de ouro da poesia portuguesa.
A quantidade e qualidade é, realmente, assombrosa. Destacam-se Florbela Espanca, Teixeira de Pascoais, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Camilo Pessanha, António Botto, Afonso Duarte, Irene Lisboa, Edmundo de Bettencourt, Vitorino Nemésio, José Régio, Saúl Dias, António Gedeão, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner Andresen, Jorge de Sena, Carlos de Oliveira, Natália Correia, Mário Cesariny, Alexandre O'Neill, António Ramos Rosa, Albano Martins, David Mourão-Ferreira, António Manuel Couto Viana, Alberto de Lacerda, António Maria Lisboa, Fernando Echevarria, Rui Knopfli, Ruy Belo, João Pedro Grabato Dias, António Osório, Liberto Cruz, José Carlos Ary dos Santos, Manuel Alegre, Fernando Assis Pacheco, Luiza Neto Jorge, Vasco Graça Moura, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel de Magalhães, António Franco Alexandre, Carlos Eurico da Costa, Nuno Júdice, Al Berto, Luís Filipe Castro Mendes, Adília Lopes, Ana Hatherly, Herberto Helder, Luís Miguel Nava, António Franco Alexandre, Daniel Faria , Casimiro de Brito, Gastão Cruz, Pedro Sena-Lino, José Carlos González, Natercia Freire.


Poesia do Brasil
A história da poesia do Brasil começa no século XVI, o primeiro século da colonização, com a chegada dos padres da Companhia de Jesus ou, mais exatamente com José de Anchieta, jovem jesuíta das Canárias, evangelizador e mestre, que, segundo a tradição, escreveu 4072 versos latinos à Virgem nas areias da praia de Iperoig, atual Ubatuba, em São Paulo, com seu bastão. Ao longo dos séculos, a poesia brasileira passou por várias escolas, até chegar ao final do século XX, com o chamado de pós-modernismo.

Poesia existencial
Poesia lírica
Poesia social

Poesia existencial
Poesia cujos temas são grandes experiências da vida, como a angústia, a dúvida, a solidão, a velhice, a morte. Os poetas da segunda geração do modernismo brasileiro, a chamada "geração de 1930" (Drummond, Murilo Mendes, Vinícius de Moraes), oferecem em sua obra grandes exemplos dessa tendência. Drummond, sobretudo, tematiza, em poemas célebres, o impasse existencial (E agora José?), a velhice (Dentaduras duplas e Versos à boca da noite, por exemplo), a dúvida e o desengano filosófico (A máquina do mundo, etc).

Poesia lírica
Centrada na primeira pessoa do discurso (o eu lírico, que não deve ser confundido com o poeta), sua expressão é marcada por subjetividade.
Geralmente, mas não sempre, o conteúdo do poema lírico são emoções do sujeito (o eu lírico) expressas em forma musical (por isso o nome lírica, que, na Antiguidade, indicava o acompanhamento musical da lira). O poema lírico tende a ser breve como a canção e obedece a um ritmo associativo (conexão emocional dos sentidos e das imagens).
Tematiza questões políticas e sociais. No Brasil, grandes exemplos são, no Romantismo, a poesia abolicionista de Castro Alves e, no Modernismo, os poemas de Carlos Drummond de Andrade, escritos na altura da Segunda Guerra Mundial e publicados em seu livro A rosa do povo (1945).

Quinhentismo (1500-1600)
O Quinhentismo corresponde ao estilo literário que abrange todas as manifestações literárias produzidas no Brasil à época de seu descobrimento, durante o século XVI. É um movimento paralelo ao Classicismo português e possui idéias relacionadas ao Renascimento, que vivia o seu auge na Europa.
A literatura do Quinhentismo tem como tema central os próprios objetivos da expansão marítima: a conquista material, na forma da literatura informativa das Grandes Navegações, e a conquista espiritual, resultante da política portuguesa da Contra-Reforma e representada pela literatura jesuítica da Companhia de Jesus.

Barroco (1601 – 1768)
O Barroco sucedeu o Renascimento, abrangendo do final do século XVI ao final do século XVIII, estendendo-se a todas as manifestações culturais e artísticas europeias e latino-americanas. O momento final do Barroco, o Rococó é considerado um barroco exagerado e exuberante, e para alguns, a decadência do movimento.
Não há um consenso quanto a origem da palavra Barroco. A mais aceita diz que o termo deriva da palavra Barróquia, nome de uma região da Índia, grande produtora de uma pérola de superfície irregular e áspera com manchas escuras, conhecida pelos portugueses como barroco. Aproximando-se assim do estilo, que segundo os clássicos era um estilo "irregular", "defeituoso", de "mau gosto".
Em sua estética, o barroco revela a busca da novidade e da surpresa; o gosto pela dificuldade, pregando a ideia de que se nada é estável tudo deve ser decifrado; a tendência ao artifício e ao engenho; a noção de que no inacabado reside o ideal supremo de uma obra artística.
A literatura barroca se caracteriza pelo uso da linguagem dramática expressa no exagero de figuras de linguagem, de hipérboles, metáforicos, anacolutos e antíteses.

Arcadismo no Brasil (1769 – 1789)
O Arcadismo desenvolveu-se no Brasil do século XVIII e se prendeu ao estado de Minas Gerais, onde se havia descoberto ouro, fato que marcou o local como centro econômico e, portanto, cultural da colônia portuguesa.
No apogeu da produção aurífera, entre as 1740 e 1760, Vila Rica (hoje Ouro Preto) e o Rio de Janeiro substituíram a cidade de Salvador como os dois pólos da produção e divulgação de idéias.
Os ideais do Iluminismo francês eram trazidos da Europa pelos poucos membros da burguesia letrada brasileira - juristas formados em Coimbra, padres, comerciantes, militares.
Alguns autores destacados desse momento são Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Basílio da Gama e José de Santa Rita Durão.
O Arcadismo, também chamado Neoclassicismo, terminou em 1836, no Brasil, e abriu as portas para o Romantismo.

Romantismo no Brasil
O Romantismo no Brasil teve como marco fundador a publicação do livro "Suspiros poéticos e saudades", de Gonçalves de Magalhães, em 1836, e durou 45 anos terminando em 1881 com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, por Machado de Assis. O Romantismo foi sucedido pelo Realismo.

Modernismo no Brasil (1922 - 1945)
O modernismo brasileiro foi um amplo movimento cultural que repercutiu fortemente sobre a cena artística e a sociedade brasileira na primeira metade do século XX, sobretudo no campo da literatura e das artes plásticas.
Comparado a outros movimentos modernistas, o brasileiro foi desencadeado tardiamente, na década de 1920. Este foi resultado, em grande parte, da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas europeias no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, tendo como exemplo do Cubismo e do Futurismo, refletindo, então, na procura da abolição de todas as regras anteriores e a procura da novidade e da velocidade.
Contudo, pode-se dizer que a assimilação dessas ideias europeias deu-se de forma seletiva, rearranjando elementos artísticos de modo a ajustá-los às singularidades culturais brasileiras. Considera-se a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, em 1922, como ponto de partida do modernismo no Brasil. Porém, nem todos os participantes desse evento eram modernistas:
Graça Aranha, um pré-modernista, por exemplo, foi um dos oradores. Não sendo dominante desde o início, o modernismo, com o tempo, suplantou os anteriores. Foi marcado, sobretudo, pela liberdade de estilo e aproximação com a linguagem falada, sendo os da primeira fase mais radicais em relação a esse marco. Didaticamente, divide-se o Modernismo em três fases: a primeira fase, mais radical e fortemente oposta a tudo que foi anterior, cheia de irreverência e escândalo; uma segunda mais amena, que formou grandes romancistas e poetas; e uma terceira, também chamada Pós-Modernismo por vários autores, que se opunha de certo modo a primeira e era por isso ridicularizada com o apelido de neoparnasianismo.

Parnasianismo
O parnasianismo é uma escola literária ou um movimento literário essencialmente poético, contemporâneo do Realismo-Naturalismo. Um estilo de época que se desenvolveu na poesia a partir de 1850, na França.

Simbolismo
Simbolismo é uma tendência literária da poesia e das outras artes que surgiu na França, no final do século XIX, como oposição ao Realismo, ao Naturalismo e ao Positivismo da época.

Poesia concreta
Poesia concreta é um tipo de poesia vanguardista, de caráter experimental, basicamente visual, que procura estruturar o texto poético escrito a partir do espaço do seu suporte, sendo ele a página de um livro ou não, buscando a superação do verso como unidade rítmico-formal. Surgiu na década de 1950 no Brasil e na Suíça, tendo sido primeiramente nomeada, tal qual a conhecemos, por Augusto de Campos na revista Noigandres de número 2, de 1955, publicada por um grupo de poetas homônimo à revista e que produziam uma poesia afins.
Também é chamada de (ou confundida com) Poesia visual em algumas partes do mundo.

Pós-Modernismo
Pós-modernidade é a condição sócio-cultural e estética que prevalece no capitalismo contemporâneo após a queda do Muro de Berlim e a consequente crise das ideologias que dominaram o século xx. O uso do termo se tornou corrente, embora haja controvérsias quanto ao seu significado e a sua pertinência.
Algumas escolas de pensamento tem-na como fundamento do alegado esgotamento do movimento modernista, que dominou a estética e a cultura até final do século XX. Assim, substituindo a modernidade. Enquanto, outros afirmam que a pós-modernidade seria a extensão da modernidade, englobando-a, para cobrir o desenvolvimento no mundo, onde houve a perda da aura do objeto artístico pela sua reprodução em múltiplas formas: fotografias, vídeos, etc. (Walter Benjamin).
Pós-modernidade pode significar uma resposta pessoal para uma sociedade pós-moderna, as condições na sociedade que fazem-na pós-moderna ou o estado de ser que é associado a uma sociedade pós-moderna. Em muitos contextos, poderia ser distinguido de pós-modernismo, a consciente adoção de filosofias pós-modernas ou traços na arte, literatura e sociedade.
O crítico brasileiro Mário Pedrosa foi um dos primeiros a utilizar este termo em 1964 (Madeira, A. p.1). Em importante artigo sobre a arte de Hélio Oiticica Pedrosa afirmava na ocasião (Pedrosa,1981:205): A esse novo ciclo de vocação antiarte chamaria de arte pós-moderna.

Pós-modernidade pode significar uma resposta pessoal para a sociedade pós-moderna. As condições nas quais a sociedade faz-se pós-moderna ou o estado de ser que é associado com uma sociedade pós-moderna. Na maioria dos contextos pode ser distinguida de pós-modernismo, a consciente adoção de filosofias pós-modernas ou traços na arte, literatura e sociedade.

Poesia contemporânea de âmbito lusofóno na Internet: um novo futuro
(1.998 palabras - 9 páginas)

José Ángel Martínez Usero ©Diplomado em Biblioteconomia na Universidad de Murcia - Espaha

Patrícia Martins Pereira ©Graduada em Biblioteconomia pela (UFG) Universidade Federal de Goiás - Brasil e Doutoranda na Departamento de Ciencias de la Información, da Universidad de La Laguna, Islas Canarias

A ligação dos conceitos poesia contemporânea e Internet, à primeira vista parece inconcebível, mas vamos ver que não é bem assim. Além de apresentar as relações poesia/tecnologia, constitui o nosso objetivo analisar as possibilidades que a rede Internet oferece para o desenvolvimento da poesia atual, assim como proporcionar um guia básico para a navegação pela Rede neste âmbito.
Ao nível científico, considera-se poesia contemporânea o movimento lírico que nasce no fim do século XIX e chega até os nosso dias, abarcando portanto, diversas tendências, nomeadamente a literatura científica que identifica de forma geral as seguintes: Neo - Romantismo, simbolismo - Decadetismo, Geração de "Orpeheu", Geração de "Presença", Novas Tendências Realistas e finalmente a denominada Poesia Experimental.
Para os nossos objetivos é preciso tornar claras as diferenças entre o que se denomina poesia contemporânea e aquilo que poderia ser denominada "poesia de última geração", considerando esta última como uma das tendências líricas atuais representada pelos poetas que desenvolvem a sua obra nos últimos 10 - 20 anos.
"E se bem é patente - hoje faz-se mais visível - a existência dum grupo de poetas novos com uma expressão poética nova nos últimos anos, cujos contributos artísticos corresponde serem estudados e analisados pela crítica uma vez que o tempo outorgue perspectiva necessária".
Uns poetas de última geração, cuja característica diferenciadora e de ruptura com respectivo à anteriores tendências concretiza-se no desconhecimento global da sua obra; tanto por parte da maioria dos leitores, como também, de muitos veteranos pertencentes aos "circuitos literários". Uns novos poetas que vivem num ambiente de contínuo desenvolvimento tecnológico, uns poetas que veem restringida a difusão da sua obra a um círculo vicioso mais ou menos fechado, uns poetas que ouvem a sua poesia da boca do cantor em voga, tantos outros poetas buscam novos meios de difusão.
Estes poetas e o conjuntos dos setores que giram à sua volta (leitores, editores, livrarias, associações, bibliotecas, etc.) começam a aproveitar as possibilidades que as novas tecnologias da informação lhes oferecem. Nascem, portanto, os "cyberpoetas"e como consequência disto a "cyberpoesia".
Esta cyberpoesia está obtendo um grande sucesso no âmbito lusófono, incluindo portanto o conjunto de poetas que escrevem em língua portuguesa, independente da sua nacionalidade ou "contimentalidade", estamos a falar, nomeadamente, dos poetas de Portugal, Galiza, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Macau e Timor Leste.
Não só estamos falando de poetas mas também de todos os setores implicados na manifestação poética, claramente influenciados pela revolução das tecnologias da informação.
A já mencionada relação Poesia - Internet oferece múltiplas possibilidades em todos os sentidos e para os agentes que participam nesta revolução.
Os leitores convencionais, agora "poetnautas", podem ler, imprimir ou gravar qualquer obra do seu autor preferido; comunicar com o próprio autor; enviar uma sugestão, comentário, inclusive algum poema próprio; assinar no livro de visitas; consultar revistas especializadas,  comprar todo tipo de documentos, assim como criar uma página Web com os seus autores preferidos e muito mais.
Os autores têm a possibilidade de difundir a sua obra ao resto da comunidade ligada à Rede através de exposições virtuais; estabelecer contato com outros autores, leitores, associações, editoras, etc.; publicar em revistas, oferecer os seus serviços à comunidade; obter informações sobre concursos, encontros, congressos, etc.
As Editoras, Livrarias e Associações podem oferecer e vender os seus produtos; lançar novidades, inserir publicidade; difundir autores; promover acontecimentos culturais; editar folhetos ou revistas eletrônicas, enfim fazer tudo aquilo que seja possível imaginar.
As Bibliotecas e Centros de Documentação podem e devem conhecer e difundir os diferentes serviços e produtos; elaborar documentos de referência (listas, dossiers, índices, diretórios, etc.) neste âmbito; colaborar pontualmente com o resto dos agentes implicados na realização de atividades culturais, sites com DSI – Disseminação Seletiva da Informação eletrônicos e muitos mais.
O rol da Biblioteca e Centros de Documentação são os principais acolhedores e difusores dos fenômenos que estão acontecendo na Internet. Uma biblioteca ou sistema de Difusão usando a Internet como fonte de pesquisa com o objetivo de fornecer mais uma ferramenta de informação, formação e cultura para os seus usuários. Os Centros de Documentação e Bibliotecas podem desenvolver parcerias, bem como produtos, serviços e animações, tais como:
- Elaborar dossiers temáticos.
- Realizar exposições.
- Organizar encontros de Cyberpoetas veteranos e recém chegados no mundo da Internet ou poesia.
- Projetar, organizar e promover campanhas de marketing.
Como: enviar guardanapos com mensagens, citações de cyberpoetas e difundir os poetas e sua Cyberpoesia.
Em Goiânia (Brasil),em bares e tabernas, por exemplo: no Flower Cave, Alemdalenda, Pátio Verde, Tem Arte Ateliê, Oficina de Expressão, Don Sebastian, Pequeno Burquês, dentre tantos outros. Em Murcia (Espanha): No "Bar de la puerta Falsa", Itacá. Barcelona (Brasil): No "Café de las Artes".   Em bares da famosa Savassi em Belo Horizonte (Brasil), ou nos eventos promovidos pela Bella Carta. No Rio de Janeiro (Brasil), no Café do Centro Cultural Banco do Brasil CCBB ou no Café da Biblioteca Nacional. São Paulo: nos bares dos centros culturais. Em Miami (Flórida - EUA), no Café Livraria "Barnes & Noble", "News Café" em Miami Beach (EUA) dentre inúmeros espaços de cultura e entretenimento.
- Publicar e difundir artigos e notícias de eventos culturais e poéticos, nos diversos meios de comunicação.
- Criar clubes de leitura sobre assuntos específicos. Ex. Clube da Cyberpoesia.
- Contactar os Cyberpoetas da cidade a fim de desenvolver atividades em cooperação, como: Oficinas de Poesia para escolas da comunidade local.
De fato, todos podemos aproveitar as vantagens da rede Internet em relação direta com a poesia atual; quer pelo prazer de ler e desfrutar, quer pelo prazer de colaborar e difundir.

O Portal CEN desde a sua fundação tem como filosofia divulgar textos de escritores e poetas da atualidade, editando mensalmente e gratuitamente revistas eletrônicas, publicando-as em seu site e repassando-as aos milhares de leitores do mundo lusófono.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal

Fontes: Diversas

 

 

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