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Dia Mundial do Meio Ambiente - 05 de Junho

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Meio ambiente é o conjunto de forças e condições que cercam e influenciam os seres vivos e as coisas em geral. Ecologia vem de eccus que significa casa e logus que significa estudo, portanto estudo da casa, isso inclui tudo, imagine o estudo da sua casa, incluindo a estrutura, a energia, os tipos de organismos que existem nela, a interacção dos indivíduos, enfim, agora imagine isso sendo a Terra a casa. Começaram a se preocupar com o planeta quando começaram a existir grandes desastres e mataram muitas pessoas, animais e plantas, o qual não conseguiram reverter a situação, isso começou a ser constante no planeta e o principal culpado o homem. Mas no final das contas é que conseguiram ver q se continuar assim o próprio homem vai deixar de existir. A vida distribui-se, tanto à superfície do globo terrestre como nos oceanos, por uma grande variedade de meios muito diferentes, que constituem a biosfera. Aplicando a este conjunto critérios de homogeneidade, podemos dividi-lo em vários elementos, os biótopos, cada um dos quais povoado por uma comunidade de seres vivos, a biocenose. O ecossistema, objecto de estudo da ecologia, define-se, assim, como a reunião de uma biocenose com um biótopo. A biocenose compreende um maior ou menor número de espécies, de acordo com as condições do meio e a antiguidade do povoamento. Sendo o biótopo, por definição, um território homogéneo, as condições que apresenta num período determinado são relativamente constantes.
O aparecimento de uma maior sensibilidade em relação aos problemas do ambiente data, na Europa, do início dos anos 60. Às organizações apolíticas, como as associações para a protecção da natureza, sucederam-se os movimentos políticos: nascimento e desenvolvimento dos partidos ecologistas, expressão de uma contestação social multiforme, o ecologismo beneficiou simultaneamente do facto de a tomada de consciência dos problemas do ambiente por parte dos grandes partidos ter sido relativamente tardia, da crise socioeconómica e do movimento pacifista. Os Estados e as organizações internacionais preocupam-se igualmente com os problemas do ambiente, como ficou demonstrado pela II Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Ambiente que teve lugar no Rio de Janeiro, em Junho de 1992.
O ambientalismo, movimento ecológico ou movimento verde consiste em diferentes correntes de pensamento de um movimento social, que tem na defesa do meio ambiente sua principal preocupação, demandando medidas de protecção ambiental, tais como medidas de anti-poluição. O ambientalismo não visa somente os problemas ligados ao meio ambiente. Ele vai muito além. Visa as atitudes a serem tomadas para uma possível diminuição ou até mesmo solução deste. Considerando-o um movimento social, pode-se inserir neste contexto, todas as instituições, agências, organizações-não-governamentais, políticas, activistas independentes e outros, cuja actuação tenha por princípio a defesa do meio ambiente seja através de manifestações sociais, projectos para a conservação ecológica etc. O movimento por justiça ambiental considera que os problemas ambientais ligam-se aos sociais. Um ambientalista é alguém que acredita que o meio Ambiente, por ser a fonte de recursos da humanidade, deveria ter sua exploração de forma mais planejada a fim de não esgotar o planeta para as gerações futuras. Não é obrigatório que um ambientalista o seja, mas também pode ser aquele que estuda ciência ambiental, formação interdisciplinar dada em forma de pós-graduação. Podem cursar ciência ambiental formados nas mais diversas áreas do conhecimento e não apenas na graduação de gestão ambiental, curso de graduação que aborda a ciência ambiental de forma mais empírica. Segundo os ambientalistas o consumo desenfreado de matérias-primas sem reposição, a poluição, o devassamento, entre outros estão consumindo todos os recursos do planeta e dentro de algumas décadas tais recursos não estarão mais disponíveis. Os ambientalistas partem da Teoria de Evolução de Charles Darwin, que afirma que os seres humanos são animais como quaisquer outros, frutos da evolução das espécies, ou seja: Todos os seres humanos vêm da natureza. E que precisamos conservá-la, para assim conservarmos a nós mesmos. O ecologismo é uma ideologia política surgida a partir do questionamento sobre o esgotamento dos recursos naturais e o futuro da vida no planeta. O diálogo entre a ecologia e a política não é recente, mas também está muito longe do seu esgotamento. O primeiro partido ecologista do mundo surgiu na Nova Zelândia em 1976, mas foi somente na década de 1980, principalmente com os Verdes da Alemanha Ocidental, que o movimento ganhou força e notoriedade. Incorporando temas caros aos movimentos sociais emergentes de então (como o ambientalismo, o feminismo, o pacifismo e luta de identidade racial) à prática política, os verdes ocuparam importantes espaços de poder em todo o mundo. Esse fato, acirrou a divisão entre os chamados "realistas" (em geral, defendem o relaxamento de posições em troca de resultados eleitorais imediatos) e os "fundamentalistas" (mais apegados aos temas clássicos do ecologismo). É difícil tentar enquadrar um movimento heterogéneo e complexo dentro de duas ou três categorias. Entretanto, a tensão entre a necessidade dos resultados eleitorais e a manutenção de bandeiras ditas "ruins de voto" pautou grande parte das discussões internas dos partidos verdes pelo mundo, na década de 1990. Indivíduo: é a unidade de vida que se manifesta. É um representante de uma espécie.
Espécie: é o conjunto de indivíduos altamente semelhantes, que na natureza são capazes de entrecruzarem, produzindo descendentes férteis.
População: grupo de indivíduos de mesma espécie Genericamente, uma população é o conjunto de pessoas ou organismos de uma mesma espécie que habitam uma determinada área, num espaço de tempo definido
Comunidade ou biocenose: conjunto de espécies diferentes que sofrem interferência umas nas outras.
Uma comunidade pode ter seus limites definidos de acordo com características que signifiquem algo para nós, investigadores humanos. Mas ela também pode ser definida a partir da perspectiva de um determinado organismo da comunidade. Por exemplo, as comunidades possuem estrutura trófica, fluxo de energia, diversidade de espécies, processos de sucessão, entre outros componentes e propriedades.
Ecossistema é o conjunto formado por todos os factores bióticos e abióticos que actuam simultaneamente sobre determinada região. Considerados como factores bióticos as diversas populações de animais, plantas e bactérias e os abióticos os factores externos como a água, o sol, o solo, o gelo, o vento.  A base de um ecossistema são os produtores que são os organismos capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos utilizando como matéria prima a água, gás carbónico e luz. Em ambientes afóticos (sem luz), também existem produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica não é luz mas a energia liberada nas reacções químicas de oxidação efectuadas nas células (como por exemplo em reacções de oxidação de compostos de enxofre). Este processo denominado quimiossíntese é realizado por muitas bactérias terrestres e aquáticas. Dentro de um ecossistema existem vários tipos de consumidores, que juntos formam uma cadeia alimentar, destacam-se:
São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, são as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou na água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a maior fonte de alimento do planeta. Os consumidores primários podem ser desde microscópicas larvas platónicas, ou invertebrados bentónicos (de fundo) pastadores, até grandes mamíferos terrestres como a girafa e o elefante. São os animais que se alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de animais carnívoros.
São os grandes predadores como os tubarões, orcas e leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de topo de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande tamanho e menores densidades populacionais.
São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se tornam novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores, representados pelas bactérias e fungos, são o último elo da cadeia trófica, fechando o ciclo. A sequência de organismos relacionados pela predação constitui uma cadeia alimentar, cuja estrutura é simples, unidireccional e não ramificada.
Nicho Ecológico é o modo de vida de cada espécie no seu habitat. Representa o conjunto de actividades que a espécie desempenha, incluindo relações alimentares, obtenção de abrigos e locais de reprodução, ou seja, como, onde e à custa de quem a espécie se alimenta, para quem serve de alimento, quando, como e onde busca abrigo, como e onde se reproduz. Numa comparação clássica, o habitat representa o "endereço" da espécie, e o nicho ecológico equivale à "participação, activa ou passiva, no ambiente".
Redundância funcional - Em ecologia, o conceito de redundância funcional foi introduzido no âmago da discussão sobre a relação da diversidade com a estabilidade das comunidades biológicas.
Numa comunidade biológica, formada pelas espécies que interagem no e com o ambiente em um dado local, o número de espécies é uma forma de descrever sua diversidade e complexidade, muitas vezes denominada de riqueza de espécies ou biodiversidade. Uma discussão que ainda persiste entre os ecólogos é se comunidades com mais espécies são mais estáveis ou mais instáveis que comunidades com menos espécies. Uma questão importante seria qual a importância da diversidade? Ou ainda, qual a implicação do grande número de extinções que ocorrem nos ecossistemas e comunidades devido a mudanças climáticas e impactos causados pela humanidade? Nesta perspectiva, algumas espécies podem desempenhar papeis equivalentes num ecossistema (funcionalmente redundantes) e podem tornar-se localmente extintas sem causar perdas substanciais no funcionamento do ecossistema (Walker 1992, Lawton & Brown 1993). Entretanto modelos adaptados de Lotka-Volterra mostram incompatibilidade da redundância funcional com a coexistência das espécies (Lorreau 2004).
Relações Ecológicas: Nas comunidades bióticas dentro de um ecossistema encontram-se várias formas de interacções entre os seres vivos que as formam, denominadas relações ecológicas ou intera(c)ções biológicas. Essas relações se diferenciam pelos tipos de dependência que os organismos vivos mantêm entre si. Algumas dessas interacções se caracterizam pelo benefício mútuo de ambos os seres vivos, ou de apenas um deles, sem o prejuízo do outro. Essas relações são denominadas harmónicas ou positivas.
Outras formas de interacções são caracterizadas pelo prejuízo de um de seus participantes em benefício do outro. Esses tipos de relações recebem o nome de desarmónicas ou negativas.
Tanto as relações harmónicas como as desarmónicas podem ocorrer entre indivíduos da mesma espécie e indivíduos de espécies diferentes. Quando as interacções ocorrem entre organismos da mesma espécie, são denominadas relações intra-específicas ou homotípicas. Quando as relações acontecem entre organismos de espécies diferentes, recebem o nome de interespecíficas ou heterotípicas.
Ecótono é a região de transição entre duas comunidades ou entre dois ecossistemas. Na área de transição (ecótono) vamos encontrar grande número de espécies e, por conseguinte, grande número de nichos ecológicos.

"Transição entre duas ou mais comunidades diferentes é uma zona de união ou um cinturão de tensão que poderá ter extensão linear considerável, porém mais estreita que as áreas das próprias comunidades adjacentes. A comunidade do ecótono pode conter organismos de cada uma das comunidades que se entrecortam, além dos organismos característicos" (Odum, 1972). "Zona de transição que determina a passagem e marca o limite de uma biocenose à outra" (Dajoz, 1973). "Zona de transição entre dois biomas que se caracteriza pela exuberância dos processos vitais e mistura relativa de espécies circundantes. A estas características se chama efeito de borda" (Carvalho, 1981). "Zona de contacto entre duas formações com características distintas. Áreas de transição entre dois tipos de vegetação. A transição pode ser gradual, abrupta (ruptura), em mosaico ou apresentar estrutura própria" (ACIESP, 1980). "Zona de contacto ou transição entre duas formações vegetais com característica distintas" (Resolução n° 12, de 4.05.94, do CONAMA).
Exemplo: Matas de cocais - mata de transição entre o Bioma Amazónio e a Caatinga.
Biotópo ou ecótopo é uma região que apresenta regularidade nas condições ambientais e nas populações animais e vegetais, das quais é o habitat.
Para viver, a biocenose depende de factores físicos e químicos do meio ambiente. No exemplo duma floresta, o biótopo é a área que contém um tipo de solo (com quantidades típicas de minerais e água) e a atmosfera (gases, humidade, temperatura, grau de luminosidade, etc.) Os factores abióticos dum biótopo afectam directamente a biocenose, e também são por ela influenciados. O desenvolvimento de uma floresta, por exemplo, modifica a humidade do ar e a temperatura de uma região.
Biomas é uma comunidade biológica, ou seja, fauna e flora e suas interacções entre si e com o ambiente físico: solo, água e ar.
Área biótica ou biótopo é a área geográfica ocupada por um bioma. O bioma da Terra compreende a biosfera. Um bioma pode ter uma ou mais vegetações predominantes. É influenciado pelo macroclima, tipo de solo, condição do substrato e outros factores físicos), não havendo barreiras geográficas; ou seja, independente do continente, há semelhanças das paisagens, apesar de poderem ter diferentes animais e plantas, devido à convergência evolutiva.
Um bioma é composto da comunidade clímax e todas as sob - clímax associadas ou degradadas, pela estratificação vertical ou pela adaptação da vegetação.
São divididos em:
1. Terrestres ou continentais
2. Aquáticos
Geralmente se dá um nome local a um bioma em uma área específica. Por exemplo, um bioma de vegetação rasteira é chamado estepe na Ásia central, savana na África, pampa na região subtropical da América do Sul ou cerrado no Brasil, campina em Portugal e pradaria na América do Norte.
Biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas da Terra. É um conceito da Ecologia, relacionado com os conceitos de litosfera, hidrosfera e atmosfera. Incluem-se na biosfera todos os organismos vivos que vivem no planeta, embora o conceito seja geralmente alargado para incluir também os seus habitats.
O termo "Biosfera" foi introduzido, em 1875, pelo geólogo austríaco Eduard Suess. Entre 1920 e 1930 começou-se a aplicar o termo biosfera para designar a parte do planeta ocupada pelos seres vivos. O conceito foi criado por analogia a outros conceitos empregues para nomear partes do planeta, como, por exemplo, litosfera, camada rochosa que constitui a crosta, e atmosfera, camada de ar que circunda a Terra. Biosfera é o conjunto de todas as partes do planeta Terra onde existe ou pode existir vida. A biosfera é um tanto irregular, devido à escassez, ou mesmo inexistência, de formas de vida em algumas áreas. Os seus limites vão dos fins das mais altas montanhas até às profundezas das fossas abissais marinhas. Existe mesmo quem considere a Terra como um autêntico ser vivo. A vida na Terra terá surgido há cerca de 3800 milhões de anos.
Só existe lar onde existem habitantes para este lar. Isto é, a figura do lar Terra só pode ser concebida sendo protagonizada pelos seres vivos. O lar é feito com a função
essencial de ser habitado. Assim, percebe-se que, através da Ecologia, o planeta Terra é assimilado como o lar dos seres vivos telúricos e que, por isso, deve ser estudado sempre do ponto de vista de suas influências e interdependências para com seus habitantes. Tal concepção é que tem aproximado e, mais do que isso, vinculado a Ecologia com a Biologia. Entretanto, os processos dinâmicos e complexos que aguam na natureza englobam, e em muito transcendem, os processos biológicos. Significa dizer que, para compreendermos o nosso lar maior, temos que incorporar conhecimentos mais abrangentes, mesmo que estes sirvam, como fim último, para justificar a presença e manutenção da vida na Terra. O renomado Ecólogo Eugéne P. Odum declarou e escreveu: “Por muitos anos, eu tenho apontado que a Ecologia não é mais uma subdivisão da Biologia, mas tem emergido de suas próprias raízes Biológicas  para tornar-se uma disciplina separada que integra organismos, o ambiente físico e os seres humanos. Actualmente estamos observando a difusão de uma concepção da Terra, não como um lar que abriga a vida, mas sim com características funcionais que a assemelhariam com um próprio ser vivo. Tal concepção, denominada Teoria de Gaia, postula que os processos telúricos encontram paralelos associativos nos processos fisiológicos ocorrentes nos seres vivos. Por esta concepção, a Terra, mais do que uma nave da qual estaríamos na condição de passageiros, seria um todo integrado, pulsante, onde todos os seus componentes, bactérias, clima, ser humano, processos geomorfológicos, etc., estariam associados e interdependentes, cumprindo funções interativas e complementares, no corpo de Gaia. Tal teoria, proposta pelo químico inglês James Lovelock, gerou, e ainda tem gerado muita controvérsia no meio científico, apesar de já ser respeitada como teoria científica. Antes de Lovelock, o renomado geólogo James Hutton já havia sugerido conceber a Terra como um super-organismo, além de ter criado o termo Geofisiologia. Antes deles, no entanto, várias culturas antigas já incorporavam em suas tradições a compreensão de uma Terra viva. Em síntese, embora faça uso de conceitos e metodologia explorados em várias áreas do conhecimento, o que não é de forma alguma inusitado, a Ecologia incorpora uma abordagem precisa, única e facilmente assimilável, que é a da compreensão dos mecanismos que relacionam reciprocamente os seres vivos e seu meio ambiente. Várias ciências tratam de diferentes aspectos relacionados a isto, mas apenas a Ecologia reúne-os e proporciona a possibilidade de os entendermos de forma estruturada, sistémica e integrada, como episódios de um mesmo épico. E é esta possibilidade que faz da Ecologia a ciência do terceiro milénio, pois incorpora em suas postulações básicas a abordagem da complexidade e o pensamento sistémico, muitas vezes também denominado pensamento ecológico.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal

 
 
 
 
 
 

 

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