Portal CEN *** Pesquisas Carlos Leite Ribeiro ***

 

Dia da Consciência Negra

 

20 de Novembro

 

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

 

Formatação: Iara Melo

 


 Um dos dias comemorativos que me diz muito pouco é este. Devia de ser mudado para "Dia da Consciência Humana". Lamento e muito, que ainda hoje, os que nasceram com a pele mais escura, dêem a impressão de terem que passar a vida a pedir desculpa de terem nascido como Deus determinou.
- Será que alguém com pele mais escura tenha menos valor de alguém de pele mais clara ?
Claro que não! Todos devem ter é as mesmas oportunidades a todos os níveis – sejam brancos, amarelos, negros, etc. Em todas as cores de pele, existem os bons e os maus. É inegável. Houve escravos negros como houve escravos brancos, amarelos, etc. Por isto é que afirmamos que o dia 20 de Novembro devia ser comemorativo da Consciência Humana, e nunca, de uma cor de pele. Estamos no século XXl e o século XlX, já passou há muito.
Um livro escrito em 1918, "O Quilombo dos Palmares", de autoria de Jayme de Altavilla (alagoano), parece ser como uma bíblia para este assunto. Mas só foi publicado em 1925.
Quilombos, na língua banto significam "povoação", que funcionavam como núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que abrigavam escravos fugidos de fazendas. No Brasil, o mais famoso deles foi Palmares.
Criado no final de 1590 a partir de um pequeno refúgio de escravos localizado na Serra da Barriga, em Alagoas, Palmares se fortificou, chegando a reunir quase 30 mil pessoas. Transformou-se num estado autónomo, resistiu aos ataques holandeses, luso-brasileiros e bandeirantes paulistas, e foi totalmente destruído em 1716.
Zumbi foi o grande líder do Quilombo Palmares, considerado herói da resistência anti-escravidão. Documentos da época indicam que nasceu em 1655 no Quilombo, sendo descendente de guerreiros angolanos. Com poucos dias de vida, foi aprisionado pela expedição de Brás da Rocha Cardoso, sendo entregue depois a um padre, conhecido como António Melo que o baptizou com o nome de Francisco.
Aos 15 anos, foge da casa do padre e retorna a Palmares, onde muda o nome para Zumbi. Ficaria conhecido em 1673, quando a expedição de Jácome Bezerra foi desbaratada. Um ano antes de sua morte, caiu num desfiladeiro após ser baleado num combate contra as tropas de Domingo Jorge Velho, que seria mais tarde acusado de matá-lo. Dado como morto, Zumbi reaparece em 1695, ano de sua morte.
Aos 40 anos (1695), morre após lutar contra as milícias organizadas por donos de terras durante dezassete anos. Durante mais uma incursão comandada por Domingos, Zumbi foi abatido no seu esconderijo na Serra Dois Irmãos, em Pernambuco. Mas só foi descoberto depois da traição de um seus principais comandantes, de nome António Soares, que revelou onde o líder se encontrava.
Durante cem anos (1595-1695), O Quilombo dos Palmares constituiu um foco de resistência aos ataques da Coroa Portuguesa, conseguindo também ter uma vida social extremamente organizada, chegando a contar, em 1640, segundo estimativas dos holandeses, quase dez mil habitantes. Sempre foi de grande interesse dos grandes proprietários das terras aniquilar Palmares, para tentar recuperar escravos e para evitar que, tendo Palmares como referência, os escravos tivessem maior motivação para a fuga e local de acolhimento. Para Zumbi, o mais importante não era viver livre, mas libertar todos os negros ainda escravos.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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