Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
Formatação: Iara Melo
Desde o século Iº, os cristãos rezam pelos falecidos.
Visitavam os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram
sem martírio. No século IV, já encontramos a memória dos mortos na celebração da
missa. Desde o século V, a igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os
mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava, até que no
século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015)
obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano pelos mortos.
A partir do século XIII, esse dia anual por todos os mortos passou a ser
comemorado no dia 2 de Novembro, porque no dia 1º de Novembro se realiza a festa
de todos os santos. O dia de todos os santos celebra todos os que morreram em
estado de graça e não foram canonizados. O dia de finados celebra todos os que
morreram e não são lembrados na oração do dia de todos os santos, devendo-se
acender uma vela no cemitério para simbolizar a vida eterna do falecido.
O culto aos mortos é muito antigo e foi uma prática fundamental de quase todas
as religiões, principalmente as mais antigas, pois esteve inicialmente ligado
aos cultos agrários e da fertilidade. Acreditavam os mais antigos que, como as
sementes, os mortos eram enterrados com vistas à ressurreição (novo nascimento).
Por isso, a ideia central da festa dos mortos era a mesma dos ritos agrários e
da fecundidade: o retorno à vida que deve surgir de algo oculto e misterioso.
Dada a essa dupla aproximação, o primitivo dia dos finados era festejado com
banquetes e orgias perto dos túmulos, costume disseminado em várias civilizações
da antiguidade. A Igreja Católica instituiu a comemoração ao dia dos mortos
oficialmente no século X, passando então a ser um culto mais religioso.
Honremos a memória dos nossos estimados amigos e entes queridos no Dia de
Finados. Este dia é da tradição católica que entrou para o calendário civil como
feriado nacional, desde o século XVlll. Todos acorremos aos campos santos
(cemitérios) para oferecer aos mortos nossas homenagens: flores, coroas, velas,
preces, lágrimas... e sobretudo, saudades! Na nossa mente, entanto, fica na
lembrança os bons exemplos daqueles que aprendemos a amar em vida. Pois o amor,
o bem, as realizações não jamais morrerão.
Em Portugal e noutros países da Europa, o Dia de Finados é celebrado com
tristeza, pois recordam-se as pessoas de família e amigos que já morreram.
As pessoas vão aos cemitérios, deixam ramos de flores (nesta altura do ano
crisântemos) nas campas e acendem velas para iluminar os falecidos no caminho
até ao Paraíso e mandam rezar missas em seu nome.
O culto aos mortos é muito antigo e esteve presente em quase todas as religiões,
principalmente nas mais antigas. Inicialmente era ligado aos cultos agrários e
de fertilidade. Os mais antigos acreditavam que, como as sementes, os mortos
eram enterrados com vistas à ressurreição.
Na prática da Igreja Católica, o Dia de Finados surgiu como um vínculo
suplementar entre vivos e mortos, destinado a todos. O próprio mundo profano, em
geral, também aderiu a essa prática. Os falecidos, sempre estiveram presentes
nas celebrações da Igreja e no Momento dos mortos, no cânon da missa. Já no
século I, os cristãos rezavam pelos falecidos: visitavam os túmulos dos mártires
para rezar pelos que morreram. No século V, a igreja dedicava um dia do ano para
rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém
lembrava.
No século X, a Igreja Católica instituiu oficialmente o Dia de Finados. A partir
do século XI, os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015)
passaram a obrigar a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII,
esse dia passou a ser comemorado em 2 de Novembro, porque 1º de Novembro é a
Festa de Todos os Santos.
Com o passar do tempo, a comemoração ultrapassou seu aspecto exclusivamente
religioso, para revelar uma feição emotiva: a saudade de quem perdeu entes
queridos. Hoje, o Dia de Finados é um dos feriados mais universais. São cerca de
mil anos de celebração pela fé na ressurreição.
As pessoas costumam celebrar os mortos levando flores aos túmulos e rezando por
eles. Alguns preferem chamar a data de "Dia da Saudade", retirando o peso do
aspecto fúnebre e enfatizando as melhores lembranças daqueles que se foram.
Em Portugal, ainda são respeitadas crenças muito antigas, como por exemplo: "no
dia de Finados não se caça nem se pesca"; especialmente entre as populações do
interior e das praias. As assombrações e cortejos fúnebres, visitas macabras de
esqueletos e caveiras pertencem a esse dia simbólico. As almas dos afogados
passeiam por cima das águas do mar e dos açudes espalhando pavor. É o dia em que
as almas visitam os lugares onde viveram ou foram assassinados seus corpos.
Nas horas abertas é preciso ter-se coragem para atravessar os sítios onde houve
morte de homem e mesmo as encruzilhadas e cantos sombrios.
A comemoração Omnium Fidelium Defunctorum, datada do século X, mantém tradição
imemorial em todos os cultos religiosos.
Também outra tradição portuguesa era comer "Caldo de Castanha" receita frequente
no Dia dos Fiéis Defuntos em alguns pontos de Vila Real (Trás-os-Montes), mais
concretamente na zona entre os rios Douro e Tâmega.
Em aldeias de Bragança (Trás-os-Montes), existe ainda o costume de, nos
"Santos", comer a "machorra" ou "canhona", nomes que se dão às ovelhas que
atingiram o ano de idade sem terem tido crias.
À medida que caminhamos para o Sul, diminui a importância da castanha nas
celebrações dos Santos e dos Finados, tornando-se raridade no Algarve.