Portal CEN *** Pesquisas Carlos Leite Ribeiro ***

 

 

Fernanda Montenegro

(Grande dama do Teatro, Cinema e TV Brasileira)

Nasceu a 16 de Outubro de 1929

 

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

 

Fernanda Montenegro é o nome artístico de Arlete Pinheiro Esteves da Silva. O nome Fernanda foi por ter uma sonoridade que remetia aos personagens de Balzac ou Proust, seus autores preferidos. Já Montenegro veio de um médico amigo da família. Filha de um mecânico, funcionário da Light, e de uma dona de casa, Fernanda nasceu no Campinho. Aos 15 anos, começou a trabalhar como locutora na Rádio Ministério da Educação e Cultura. Ela fazia traduções e adaptações de peças literárias para radionovelas e, para completar o orçamento, dava aulas de português para estrangeiros na escola em que estudava inglês e francês. Ao lado da Rádio funcionava a Faculdade de Direito, onde havia um grupo de teatro amador. Fernanda se uniu a ele e logo foi chamada para uma participação no Teatro Ginástico. Sua estreia se deu em 1950, na peça “Alegres canções nas montanhas”, ao lado de Fernando Torres, com quem se casou em 1953. Da união, nasceram a actriz Fernanda Torres, de 44 anos, e o director Cláudio Torres, de 46. Em 1979, durante a ditadura militar no Brasil, Fernanda e seu marido foram alvo de um atentado por parte de um dos vários grupos paramilitares. Ela saiu ilesa, mas, na época, precisou cancelar apresentações e actuou com as luzes do teatro acesas e amparada por seguranças.  Em 1985, foi convidada pelo então presidente José Sarney para ser Ministra da Cultura. Obteve o apoio da classe artística e da opinião pública, mas Fernanda preferiu recusar o convite.

Peças teatrais em que Fernanda Montenegro entrou:

1954 - O Canto da Cotovia, de Jean Anouilh - direcção de Gianni Ratto; 1955 - Com a Pulga Atrás da Orelha, de Georges Feydeau - direcção de Gianni Ratto; 1955 - A Moratória, de Jorge de Andrade - direcção de Gianni Ratto; 1956 - Eurídice, de Jean Anouilh - direcção de Gianni Ratto; 1958 - Vestir os Nus, de Luigi Pirandello - direcção de Alberto d'Aversa; 1959 - O Mambembe, de Arthur Azevedo e José Piza. direcção de Gianni Ratto; 1960 - A Profissão da Sra. Warren] de Bernard Shaw - direcção de Gianni Ratto; 1960 - Com a Pulga Atrás da Orelha, de Georges Feydeau - direcção de Gianni Ratto; 1961 - O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues - direcção de Fernando Torres; 1963 - Mary, Mary, de Jean Kerr - direcção de Adolfo Celi; 1966 - O Homem do Princípio ao Fim, de Millôr Fernandes - direcção de Fernando Torres; 1967 - A Volta ao Lar, de Harold Pinter - direcção de Fernando Torres; 1970 - Oh! Que Belos Dias, de Samuel Beckett - direcção de Ivan de Albuquerque; 1971 - Computa, Computador, Computa, de Millôr Fernandes - direção de Carlos Kroeber; 1972 - Seria Cômico... Se Não Fosse Trágico, de Friedrich Dürrenmatt - direcção de Celso Nunes; 1976 - A Mais Sólida Mansão; 1977 - É... , de Millôr Fernandes - direcção de Paulo José; 1982 - As Lágrimas Amargas de Petra von Kant, de Rainer Werner Fassbinder - direcção de Celso Nunes; 1986 - Fedra, de Racine - direcção de Augusto Boal; 1987 - Dona Doida, a partir de escritos da poeta mineira Adélia Prado - direcção de Naum Alves de Souza; 1993 - The Flash and Crash Days, de Gerald Thomas - direcção de Gerald Thomas; 1995/96 - Dias Felizes, de Samuel Beckett - direcção de Jacqueline Laurence; 1998 - Da Gaivota, a partir da peça A Gaivota, de Anton Tchekhov - direcção de Daniela Thomas.

Relação de Fernanda Montenegro com o cinema:

A sua primeira importante participação veio de “A Falecida”, de 1965. Depois disso, Fernanda Montenegro não parou de actuar fazendo uma série de filmes, onde se destacam: “Eles Não Usam Black-Tie”, vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza; “O Que é Isso, Companheiro?”; “Gémeas”, “O Auto da Compadecida” entre outros. Seu principal trabalho foi em “Central do Brasil” em 1999, de Walter Salles, pelo qual conquistou o Urso de Prata de Melhor Actriz no Festival de Berlim e ainda foi indicada ao Óscar de Melhor Actriz, se tornado a primeira actriz latino-americana a disputar o prémio. Sua indicação já mereceria comemoração se não fosse o fato de ter perdido o prémio para Gwyneth Paltrow, por “Shakespeare Apaixonado”. Em 2004, Fernanda Montenegro realiza dois importantes projectos: “Olga”, de Jayme Monjardim; e “O Outro Lado da Rua”, onde trabalha ao lado de Raul Cortês e Laura Cardoso. O filme marca ainda o reencontro da actriz com Marcos Bernstein, co-roteirista de “Central do Brasil” e que neste é director. E em 2005 foi dirigida pelo genro Andrucha Waddington em "Casa de Areia", longa metragem em que actua ao lado de sua filha, Fernanda Torres.

 

Fernanda Montenegro - Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fernanda Montenegro, nome artístico de Arlette Pinheiro Esteves da Silva, nasceu no Rio de Janeiro a16 de Outubro de 1929, é uma consagrada atriz brasileira de cinema, teatro e televisão indicada ao Óscar. É considerada tanto pelo público como pela crítica como uma das grandes damas do teatro, TV e cinema de todos os tempos. Recentemente foi eleita a melhor actriz do Brasil. Fernanda também é torcedora do Fluminense Football Club
Iniciou sua carreira no ano de 1950, com o espectáculo "Alegres Canções nas Montanhas", ao lado daquele que seria seu marido por toda a vida, Fernando Torres. Sua estreia em cinema se dá na produção de 1964 para a Tragédia Carioca de Nelson Rodrigues, A Falecida, sob direcção de Leon Hirszman. Além de ter sido cinco vezes agraciada com o Prémio Molière, ter recebido três vezes o Prémio Governador do Estado de São Paulo e de inúmeros outros prémios em teatro e cinema, ganhou ainda o Urso de Prata de melhor actriz e concorreu ao Óscar de melhor actriz em 1999 e ao Globo de Ouro de Melhor actriz em filme dramático  pelo filme Central do Brasil de Walter Salles. Recebeu também vários prémios da crítica americana, no mesmo ano (Los Angeles Film Critics Award, National Board of Review Award). Em televisão participou de centenas de teleteatros na extinta TV Tupi de São Paulo, telenovelas na extinta TV Excelsior e na TV Rio e na Rede Record e dezenas de produções na Rede Globo. Tem dois filhos: a actriz Fernanda Torres e o director Cláudio Torres, um dos sócios da Conspiração Filmes, produtora de publicidade e cinema. Seu nascimento foi perto do bairro de Cascadura, subúrbio do Rio. Era filha de uma dona de casa (filha de sardos da localidade de Bonarcado) e de um operário, com estudos de mecânica. Fernanda cresceu neste ambiente, frequentando colégios públicos locais e o sítio dos seus avós em Jacarepaguá. Com doze anos de idade, conclui seu primário e dedica-se a formação para o trabalho, matriculando-se no curso de secretariado Berlitz, que compreendia inglês, francês, português, estenografia e dactilografia. Frequentava ainda o "curso de madureza" (espécie de supletivo) à noite, conseguindo concluir o equivalente ao ginasial em dois anos. Aos quinze anos, porém, Fernanda, ainda no terceiro ano do curso de secretariado, inscreveu-se num concurso como locutora na Rádio Ministério da Educação e Cultura, factor que foi decisivo para a sua carreira. O concurso, chamado "Teatro da Mocidade", era voltado a despertar jovens talentos para o radialismo. Localizada na Praça da República (Campo de Santana), a Rádio situava-se ao lado da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, na qual funcionava um grupo de teatro amador dos alunos da faculdade, coordenado pelo professor Adauto Filho. Ligada a Magalhães Graça e Valquíria Brangatz (também chamada artisticamente de "Neli Rodrigues"), alunos da Faculdade e colegas na Rádio, Fernanda passa a integrar o grupo de teatro, ao participar da peça "Nuestra Natascha", de Cassona. Posteriormente, foi levada pelo professor Adauto para participar de atividades no Teatro Ginástico. Seu primeiro papel como radio-atriz foi numa obra de Cláudio Fornari, que, na época, era um autor muito importante, chamada "Sinhá Moça Chorou", na qual fez o papel da Manuela, que era uma jovem - o segundo papel feminino - que se apaixonou pelo Garibaldi. E aí foi dada a partida. Fernanda permaneceu na Rádio por dez anos, inicialmente como locutora e depois como actriz. Foi lá que Fernanda, ao começar a escrever, adoptou o pseudónimo "Fernanda Montenegro". Paralelamente, a actriz passou a leccionar português para estrangeiros no Berlitz, curso que havia frequentado por quatro anos. Era a forma de obter alguma remuneração, já que o trabalho na Rádio nem sempre era remunerado. Foi a primeira actriz contratada pela recém-criada TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1951. Na emissora, entre 1951 e 1953, participou de cerca de 80 peças, exibidas nos programas Retrospectiva do teatro universal e Retrospectiva do teatro brasileiro. Sob a direcção de Jacy Campos, Chianca de Garcia e Olavo de Barros, actuou ao lado de Paulo Porto, Heloísa Helena, Grande Otelo, Fregolente e Colé. Participou também de programas policiais escritos por Jacy Campos e Amaral Neto. No teatro, Fernanda Montenegro ganhou o prémio de actriz revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, em 1952, por seu trabalho nas peças Está lá fora um inspector, de J.B. Priestley, e Loucuras do Imperador, de Paulo Magalhães. Ainda na década de 1950, fez parte da Companhia Maria Della Costa e do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Entre 1953 e 1955, a actriz participou de diversos teleteatros na TV Tupi de São Paulo, apresentados no programa Grande teatro Tupi. De volta à Tupi carioca, actuou em mais de 160 peças apresentadas naquele programa de 1956 a 1965. Em 1959, formou sua própria companhia teatral, a Companhia dos Sete, com Sérgio Britto, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, Luciana Petruccelli, Alfredo Souto de Almeida e Fernando Torres. A atroz é considerada uma das grandes damas do teatro brasileiro, tendo recebido diversos prémios ao longo da carreira, por espectáculos como A moratória (1955), de Jorge Andrade; Nossa vida com papai (1956); Vestir os nus (1958); O mambembe (1959), com direção de Gianni Ratto; Mary, Mary (1963), dirigido por Adolfo Celi; Mirandolina (1964), de Carlo Goldoni; A mulher de todos nós] (1966), dirigida pelo marido, Fernando Torres; As lágrimas amargas de Petra von Kant (1982); Dona doida, um interlúdio (1987), entre muitas outras peças. Em 1963, contratada pela TV Rio, actuou nas novelas Pouco amor não é amor e A morta sem espelho, ambas de Nelson Rodrigues, com direcção de Fernando Torres e Sérgio Britto, respectivamente. Em 1964, fez mais duas novelas dirigidas por Sérgio Britto: Vitória e Sonho de amor, esta última uma adaptação feita por Nelson Rodrigues do romance O tronco do ipê, de José de Alencar, produzida pela TV Rio e exibida também em São Paulo pela TV Record. Em 1965, na recém-criada TV Globo, Fernanda Montenegro participou do programa 4 no Teatro, que apresentou uma série de teleteatros sob a direcção de Sérgio Britto. Em sua estreia na emissora, a actriz actuou nas peças Massacre, de Emanuel Robles, e As três faces de Eva, de Janete Clair. No ano seguinte, na TV Tupi, interpretou a personagem Amália, na novela Calúnia, de Talma de Oliveira. Em 1967, estreou na TV Excelsior como Lisa, em Redenção, novela de Raimundo Lopes. Dirigida por Reynaldo Boury e Waldemar de Moraes, Redenção foi um grande sucesso, atingindo 596 capítulos e se tornando um marco na história das telenovelas brasileiras. Ainda na TV Excelsior, em 1968, Fernanda Montenegro viveu a Cândida em A muralha, adaptação de Ivani Ribeiro da obra de Dinah Silveira de Queiroz. Com direcção de Sérgio Britto e Gonzaga Blota, a novela foi considerada uma superprodução em sua época. Na mesma emissora, em 1969, a actriz viveu a personagem Júlia Camargo, de Sangue do meu sangue, escrita por Vicente Sesso, quando foi novamente dirigida por Sérgio Britto. Fernanda Montenegro deixou a TV Excelsior em 1970 e manteve-se afastada da televisão durante nove anos, intervalo quebrado apenas pela realização de dois trabalhos: o teleteatro A Cotovia, de Jean Anouilh, para a TV Tupi, em 1971, e um Caso Especial da TV Globo, em 1973. Este Caso especial estrelado pela actriz era uma adaptação da tragédia Medéia, de Eurípedes, feita por Oduvaldo Vianna Filho. Levado ao ar no mesmo dia e horário da estreia do programa do Chacrinha na TV Tupi, o especial da TV Globo surpreendeu conseguindo 20 pontos de vantagem sobre o concorrente, segundo as pesquisas do Ibope. Ainda na década de 1970, a actriz integrou o elenco da novela Cara a cara (1979), de Vicente Sesso, na TV Bandeirantes. Na trama, dirigida por Jardel Mello e Arlindo Barreto, a actriz viveu a personagem Ingrid Von Herbert, ingressa de um campo de concentração nazista. Fernanda Montenegro estreou em novelas da TV Globo em 1981, em Baila comigo, de Manoel Carlos. Sua personagem, Sílvia Toledo Fernandes, foi escrita especialmente para a actriz, que foi dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan. No mesmo ano, viveu a milionária Chica Newman de Brilhante, novela de Gilberto Braga. Na trama, Luísa (Vera Fischer) é escolhida por Chica Newman para se casar com seu filho Ignácio (Dennis Carvalho), que é homossexual. Mas a moça acaba se envolvendo com Paulo César (Tarcísio Meira), homem de origem humilde, casado com Isabel (Renée de Vielmond), filha de Chica. Em 1983, Fernanda Montenegro protagonizou cenas hilariantes ao lado de Paulo Autran, como os primos Charlô e Otávio de Guerra dos Sexos, novela escrita por Sílvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando e Guel Arraes. Obrigados a conviver na mesma casa e na mesma empresa devido ao testamento de um tio, os dois empreendiam “batalhas” diárias, numa verdadeira guerra. A censura impôs mudanças em personagens, diálogos e cenas. Ainda assim, a novela foi um sucesso e recebeu diversos prémios da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre eles o de melhor actriz para Fernanda Montenegro. Em 1986, a actriz participou de Cambalacho, outra comédia de Sílvio de Abreu, dirigida por Jorge Fernando. Como o título sugere, o ponto de partida da trama eram os trambiques armados por Leonarda Furtado, a “Naná”, personagem de Fernanda Montenegro, e Jerónimo Machado, o “Gegê”, interpretado por Gianfrancesco Guarnieri. Quatro anos depois, Fernanda Montenegro fez uma participação especial, no papel de Salomé, em Rainha da Sucata, novela de Silvio de Abreu, Alcides Nogueira e José António de Souza. Ainda em 1990, interpretou a Vó Manuela na minissérie Riacho doce, de Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzsohn. A minissérie se passa em uma cidade do nordeste liderada por Vó Manuela, uma mulher mística e poderosa que exerce total domínio sobre seu neto Nô (Carlos Alberto Riccelli). Em 1991, na novela O dono do mundo, de Gilberto Braga, Fernanda Montenegro foi Olga Portela, uma requintada cafetina que, apesar de picareta, conquistou a simpatia do público. Dois anos depois, apresentou uma actuação marcante como Jacutinga, a dona de um bordel no interior da Bahia, na primeira fase da novela Renascer, de Benedito Ruy Barbosa. Ainda em 1993, participou – como Madalena Moraes – da novela O mapa da mina, a última de Cassiano Gabus Mendes. Em 1994, como Quitéria Campolargo, a actriz integrou o elenco estelar de Incidente em Antares, que reuniu nomes como Marília Pêra, Regina Duarte, Gianfrancesco Guarnieri, Paulo Goulart, Nicette Bruno, Flávio Migliaccio, Betty Faria e Diogo Vilela. A minissérie era uma adaptação de Nelson Nadotti e Charles Peixoto do livro homónimo de Érico Veríssimo. Em seguida, em 1997, Fernanda Montenegro viveu o papel-título de Zazá, novela de Lauro César Muniz. Sua personagem é uma mulher idealista, que tenta buscar uma solução para a vida medíocre dos sete filhos, ao mesmo tempo em que enfrenta várias adversidades para fazer seu projecto de avião atómico – o BR-15 – sair do papel, e provar que não é louca quando afirma ser filha de Santos Dumont. Em 1999, por sua actuação no filme Central do Brasil, de Walter Salles, foi a primeira artista brasileira a ser indicada para o Óscar de melhor actriz. Um ano antes, ainda por sua actuação naquele filme, recebeu o Urso de Prata do Festival de Berlim. Ainda em 1999, a atriz fez o papel de Nossa Senhora na minissérie O Auto da Compadecida, adaptação da premiada peça de Ariano Suassuna feita por Guel Arraes, Adriana Falcão e João Falcão, e transformada em filme no ano seguinte. Em 2001, viveu a Lulu de Luxemburgo de As filhas da mãe, de Silvio de Abreu, Alcides Nogueira e Bosco Brasil. Fernanda Montenegro participou da primeira fase de Esperança de 2002, novela de Benedito Ruy Barbosa, em que fez o papel da italiana Luiza, a avó da protagonista Maria, interpretada por Priscila Fantin. Em 2005, na premiada minissérie Hoje é dia de Maria, dirigida por Luiz Fernando Carvalho, a actriz interpretou a madrasta, voltando a actuar na segunda jornada da série como Dona Cabeça, narradora da trama. Em 2006, brilhou na novela Belíssima como a vilã Bia Falcão, matriarca da família Assumpção. A trama de Silvio de Abreu prendeu a atenção dos telespectadores até o último capítulo, quando a personagem de Fernanda Montenegro, em vez de receber a esperada punição, terminou numa suíte em Paris ao lado do jovem Matheus (Cauã Reymond). Um de seus mais recentes trabalhos na TV Globo foi a minissérie Queridos amigos de 2008, de Maria Adelaide Amaral, como intérprete de Iraci. Ao longo de sua trajetória profissional, Fernanda Montenegro recebeu prémios importantes por seus trabalhos tanto no teatro quanto no cinema. Em 1985, foi convidada pelo então presidente José Sarney para ocupar o Ministério da Cultura, mas recusou. Em 1999, foi condecorada com a maior comenda que um brasileiro pode receber do presidente da República, a Ordem Nacional do Mérito Gran Cruz, “pelo reconhecimento ao destacado trabalho nas artes cénicas brasileiras”. Na época, uma exposição realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, comemorou os 50 anos de carreira da actriz. Em 2004, aos 75 anos, recebeu o prémio de Melhor Atriz no Festival de Tribeca, em Nova Iorque. Entre os filmes em que actuou no cinema estão A Falecida de 1964 e Eles não usam black-tie de 1980, ambos de Leon Hirszman. E, mais recentemente, Olga, de Jayme Monjardim, onde interpretou Leocádia Prestes, mãe do líder comunista Luís Carlos Prestes; Redentor de 2004, dirigido por seu filho, Cláudio Torres; Casa de areia em 2005, filme dirigido pelo genro Andrucha Waddington, marido de sua filha, a atroz Fernanda Torres; e O amor nos tempos do cólera (Love in the time of cholera), de Mike Newell, lançado em 2007, onde fez a personagem Tránsito Ariza, mãe do personagem do actor espanhol Javier Bardem.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

Envie esta Página aos Amigos:

 

  

 

 

 

Por favor, assine o Livro de Visitas:

 

 

 

Todos os direitos reservados ao Portal CEN
Página criada por Iara Melo
http://www.iaramelo.com