21 de
Junho
Pesquisa Carlos Leite Ribeiro
Arte Final: Iara Melo

O Verão (também chamado Estio) é uma das
quatro estações do ano. Tem início com o
solstício de Verão (cerca de 21 de Junho no
Hemisfério Norte e de 21 de Dezembro no
Hemisfério Sul), e finda com o equinócio de
Outono (que tem lugar em cerca de 23 de
Setembro no hemisfério Norte e a 21 de Março
no Hemisfério Sul).
Solstício é o momento em que o
Sol, durante seu movimento aparente na
esfera celeste, atinge o seu maior
afastamento, em latitude, do equador. Os
solstícios ocorrem duas vezes por ano: em 21
ou 22 de dezembro e em 21 ou 22 de junho. No
hemisfério Sul, o de dezembro é o solstício
de verão e o de junho é o solstício de
inverno. O oposto acontece no hemisfério
Norte.
21 de Junho é o 172º dia do ano no
calendário gregoriano (173º em anos
bissextos). Faltam 193 para acabar o ano.
Este dia é um solstício, em que o Sol se
encontra sobre o Trópico Celeste de Câncer,
sua posição mais ao norte. É, portanto, o
começo do inverno no hemisfério sul e do
verão no hemisfério norte.
O equinócio é definido como um dos
dois momentos em que o Sol, em sua órbita
aparente (como vista da Terra), cruza o
plano do equador celeste (a linha do equador
terrestre projectada na esfera celeste).
Mais precisamente é o ponto onde a eclíptica
cruza o equador celeste. A palavra equinócio
vem do Latim e significa "noites iguais". Os
equinócios acontecem em Março e Setembro, as
duas ocasiões em que o dia e a noite tem
duração igual. Ao medir a duração do dia,
considera-se que o nascer do Sol é o
instante em que metade do corpo solar está
acima (ou metade abaixo) do horizonte, e o
pôr do Sol o instante em que o corpo solar
encontra-se metade abaixo (ou metade acima)
do horizonte. Com esta definição o dia
durante os equinócios tem 12 horas de
duração. No hemisfério Norte o equinócio de
Março é o Equinócio de Primavera (chamado de
Verão ou Vernal), e o de Setembro é o
Equinócio de Outono. O inverso ocorre no
hemisfério Sul. O Equinócio de Primavera
(hemisfério Norte) ocorre nos dias 20 ou 21
de Março ( nas culturas nórdicas esta data
era festejada com comemorações que deram
origem a vários costumes hoje relacionados
com a Páscoa), e o de Outono em 22 ou 23 de
Setembro. A data varia devido aos anos
bissextos, que deslocam o calendário das
estações em um dia. Devido à órbita elíptica
da Terra, as datas nas quais ocorrem os
equinócios não dividem o ano em um número
igual de dias. Isto ocorre porque quando a
Terra está mais próxima do Sol periélio
viaja mais velozmente do que quanto está
mais longe afélio.
O Calendário gregoriano é o
calendário utilizado na maior parte dos
países ocidentais. Foi promulgado pelo Papa
Gregório XIII a 24 de Fevereiro do ano 1582
para substituir o calendário juliano.
Depois do decreto, o Papa Gregório
XIII reuniu um grupo de especialistas para
reformar o calendário juliano e passado
cinco anos de estudos, foi elaborado o
calendário gregoriano, que foi sendo
implementado lentamente em várias nações.
Oficialmente o primeiro dia deste calendário
foi 15 de Outubro de 1582. O calendário
gregoriano é o que actualmente usamos e
distingue-se do juliano porque:
Omitiram-se dez dias (5 a 14 de
Outubro de 1582).
Corrigiu-se a medição do ano
solar, estimando-se que este durava 365 dias
solares, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos,
o equivalente a 365.2424999 dias solares.
Acostumou-se a começar cada ano novo em 1 de
Janeiro. Poucos anos seculares se consideram
bissextos, só aqueles que sejam divisíveis
por 400. Deste modo evita-se o desfasamento
de um dia em cada cem anos.
A origem das estações do ano
Os nomes que o Português (e o
Espanhol) usa para as estações do ano
procedem do Latim, embora não coincidam
exactamente com o conceito que os romanos
tinham delas.
No princípio, o ano era dividido
em apenas duas estações básicas: ver, veris,
o bom tempo, a estação da floração e da
frutificação, e hiems (ou hibernus tempus),
o mau tempo, a estação da chuva e do frio.
Aos poucos, o grande período englobado pelo
nome "ver" começou a ser subdividido em
três: (1) o princípio da boa estação,
denominado de primo vere (mais tarde prima
vera); (2) a segunda parte do "ver" , o
veranum tempus, de onde resultou o nosso
vocábulo verão: e (3) a última parte do
"ver", o aestivum, de onde veio o nosso
vocábulo estio. Com relação às nossas
estações atuais, essas três divisões do
"ver" tinham a seguinte correspondência
cronológica : (1) o período denominado de
prima vera correspondia aos dois primeiros
terços da atual. primavera; (2) o veranum
tempus correspondia ao final da nossa
primavera e ao início do nosso verão; (3) o
aestivum correspondia ao final do verão
atual. Hiems, a estação do mau tempo, também
se subdividiu em tempus autumnus (o outono)
e tempus hibernus (o inverno). No
Diccionário Etimológico de la Lengua
Castellana, do famoso Juan Corominas, vemos
que este modelo de cinco estações foi
adoptado na Espanha até o século XVI:
primavera, verão, estio, outono e inverno. A
partir do século XVII, difunde-se o atual.
sistema de quatro estações, inspirado pela
possibilidade de dividir o ano em quatro
segmentos iguais, assinalados pelos dois
equinócios (primavera e outono) e pelos dois
solstícios (inverno e verão). Não é novidade
essa divisão do ano em sistemas sazonais
diferentes do tradicional: na China,
reconheciam as mesmas cinco estações que
descrevemos acima, cada uma delas associada
a um dos elementos primordiais: primavera
(Madeira); verão (Fogo); final do verão
(Terra); outono (Metal); e inverno (Água).
Na Índia, o sistema das monções torna
evidentes três estações anuais: uma estação
seca e fresca, de dezembro a fevereiro; uma
estação seca e quente, de março a junho; e a
estação chuvosa, de junho a novembro. E
assim por diante, por este grande mundo
afora. Além dos conhecidos vocábulos
derivados de primavera (primaveril,
primaveral), de verão (veranear, veranico,
etc.), de outono (outonal, outoniço, etc.) e
de inverno (invernada, invernia, etc.), é
bom ressaltar que de estio vieram estival
(relativo ao verão), estiagem (a estação
seca), estiar (a cessação da chuva); de
"ver" veio o adjectivo vernal (relativo à
primavera) e seus derivados; de "hiems" veio
hiemal (organismo que prospera no inverno) e
hiemífugo (animal que migra no inverno),
entre outros.
Literatura:
"Sonho de Uma Noite de Verão" - de
William Shakespeare
Numa noite de verão, num bosque,
quatro jovens enamorados encontram-se e
desencontram-se: Lisandro ama Hérmia que ama
Lisandro e é amada por Demétrio, que é amado
por Helena; depois, Demétrio ama Helena, que
ama Demétrio e é amada por Lisandro, que é
amado por Hérmia. Na manhã seguinte, tudo se
resolve, e há um casamento triplo, pois
casam-se também o Duque de Atenas e a Rainha
das amazonas. Na festa, no palácio do Duque,
apresenta-se uma peça de teatro amador,
escrita e encenada por trabalhadores locais.
É hilariante de tão ruim a "comédia
trágica", que teve ensaio naquela noite de
verão, naquele bosque, habitado por fadas e
duendes que têm seu Rei e sua Rainha, que
disputam a guarda de um menino indiano, e
por isso esta Rainha apaixona-se, naquela
noite de verão, por um mortal com cabeça de
burro. Acção e movimentação, paixões e
casamentos, brigas e reconciliações,
equívocos e finais felizes. É um Shakespeare
muito divertido e nada trágico, um "sonho"
originalmente escrito para uma festa de
casamento na vida real.
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande –
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