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Morreu, hoje 08/08/09, o Ator Português Raul Sonaldo

 

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Fonte: Lusa

Aos 79 anos actor estava internado no hospital Santa Maria e esta manhã não resistiu às complicações de uma operação.
Raul Solnado morreu este sábado aos 79 anos. O actor estava internado no hospital Santa Maria e esta manhã, pelas 10h50m, foi confirmado o óbito. Segundo informou o hospital, Solnado sucumbiu na sequência da evolução de um quadro clínico Cardiovascular grave.
No palco destacou-se como actor de mil faces, mas foi com as gargalhadas que Raul Solnado se tornou uma figura mítica do espectáculo. Um génio do humor que conseguiu pôr Portugal a rir de uma guerra sem sentido (com famosa rábula "a guerra de 1908"), numa altura em que a guerra colonial era um assunto tabu.
Gargalhadas que venceram uma guerra e que fizeram de Raul Solnado um recordista de vendas discográficas com um disco que nem canções tinha. O êxito dos monólogos «a guerra de 1908» e "a história da minha vida" foi de tal maneira que superou as vendas de Amália Rodrigues. Raul Solnado assinou assim um tipo de humor nunca visto em Portugal, um humor que esgotou bilheteiras nas principais salas de espectáculo.

 

Raul Solnado começou a representar em Lisboa no Sociedade Guilherme Cossoul. Com um sketch no Máxime, a 10 de Dezembro de 1952, iniciou uma verdadeira carreira de êxitos, quase sempre como cómico, em que tirou partido das suas características pessoais, incluindo a espontaneidade, e que tem abrangido tanto o teatro como “Vison Voador” em 1968, que esteve 2 anos em cartaz; como no cinema desde “O Noivo das Caldas” e “Perdeu-se um Marido”, ambos em 1956; na rádio, entre muitos outros “A Guerra de 1908, em 1961; na televisão ficaram célebres “Zip-Zip em 1969 e “Faz de Conta” em 1986. A sua actuação no filme “As Pupilas do Senhor Reitor”, mereceu-lhe em 1960, o Prémio de Melhor Actor, outorgado pelo SNI.

De 1975 a 1987, Raul Solnado viveu no Brasil.

 

O seu último amor...

 (...) A Casa do Artista, é um projecto ao qual dedico grande parte do meu tempo. Agora sou o presidente da Direcção e por isso tenho de seguir de perto os seu dia a dia. Isto foi uma ideia que me assaltou desde os tempos do Brasil. Lá havia o Retiro do Artista, mas eu achava que a palavra "retiro" era muito forte e quando, em 1960, apresentei o projecto aos meus colegas, já foi como Casa Artista. A ideia andou a germinar durante muitos anos e, um dia, o Armando Cortês decidiu pô-la em prática. Durante a direcção dele eu vinha aqui todos os dias ajudá-lo. Em quatro anos mobilámos estes 12 000 metros quadrados com coisas que nos foram oferecidas! Mas quando ele começou a ficar muito doente, pediu-me para eu assumir a direcção e cá estou (...).

 

Raul Solnado - Wikipédia, a enciclopédia livre.
Raul Augusto Almeida Solnado, nasceu em Lisboa no dia 19 de Outubro de 1929 e morreu também em Lisboa, a 8 de Agosto de 2009. Foi um humorista, apresentador televisivo e actor português.
Unanimemente reconhecido como um dos maiores nomes do humor português, começou a fazer teatro na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (1947), profissionalizando-se em 1952.
Em 1953 estreia-se no teatro de revista com "Viva O Luxo", apresentado no Teatro Monumental. Entra também em "Ela não Gostava do Patrão".
1956 é o ano de "Três Rapazes e Uma Rapariga" no Teatro Avenida. Participa ainda nos filmes "O Noivo das Caldas" e "Perdeu-se um Marido".
No ano de 1958 participou nos filmes "Sangue Toureiro" e "O Tarzan do Quinto Esquerdo". Desloca-se pela primeira vez ao Brasil em 1958 mas correu tudo mal.
Em 1960 torna-se primeiro actor na peça "A Tia de Charley" apresentada no Teatro Monumental. Participa no filme "As Pupilas do Senhor Reitor" (Prémio S.N.I.).
"A Guerra de 1908", um sketch do espanhol Miguel Gila, adaptado para português por Solnado, é interpretado na revista "Bate o Pé", estreada no Teatro Maria Vitória em Outubro de 1961. Entra também no filme "Sexta-feira, 13".
O disco que reunia "A Guerra de 1908" e "A História da Minha Vida", editado em Abril de 1962, bateu todos os recordes de vendas de discos.
Em 1962 entra em "Lisboa à Noite", em cena no Teatro Variedades, onde interpreta os sketcks "É do Inimigo" e "Concerto do Inimigo". É protagonista do filme neo-realista "Dom Roberto", de José Ernesto de Sousa. Vence o Prémio de Imprensa para melhor actor de cinema.
Após 1963, faz teleteatro no Brasil e na RTP. "Vamos Contar Mentiras" é o grande espectáculo do ano de 1963. Torna-se em 1964 fundador e empresário do Teatro Villaret. A estreia foi em 1965 com "O Impostor-Geral" onde foi o protagonista.
Mariema e Raul Solnado recebem os Prémios de Imprensa para melhores actores de teatro de revista.
Em Maio de 1966 foi lançado o EP "Chamada Para Washington."
O Ep "Cabeleireiro de Senhoras" foi lançado em Dezembro de 1968. Em Janeiro de 1969 foi editada a compilação "O Irresistível Raul Solnado" que incluía alguns dos principais exitos editados anteriormente em EP (Historia do Meu Suicídio, Chamada para Washington, O Bombeiro Voluntário, A Guerra de 1908, O Cabeleireiro de Senhoras, Historia da Minha Vida).
No dia 24 de Maio de 1969 foi gravado o primeiro programa do "Zip-Zip", no Teatro Villaret. A última emissão foi no dia 29 de Dezembro do mesmo ano. O programa da autoria de Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz foi um dos marcos desse ano.
Em Dezembro de 1969 é o protagonista de "O Vison Voador".
A peça "O Tartufo de Moliére" é estreada em Janeiro de 1972. Ainda em 1972 participa na revista "Prá Frente Lisboa". A canção "Malmequer" tornou-se um grande êxito popular.
Em 1974 entra no filme "Aventuras de um Detective Português".
O programa "A Visita da Cornélia" é um grande sucesso da televisão portuguesa em 1977.
Com César de Oliveira adapta a Peça "Checkup" do dramaturgo brasileiro Paulo Pontes. "Isto É Que Me Dói" incluía no elenco Raul Solnado, Guida Maria, Helena Matos, Joel Branco, Cândido Mota, Luís de Mascarenhas e David Silva.
O single "Dá O Cavaquinho, Os Ferrinhos e a Pandeireta" de 1978 inclui dois temas de Luiz Miguel d'Oliveira: "É Tão Bom Sabe tão Bem" e "Viste O Lino?".
Repete o enorme êxito com a peça "Há Petróleo no Beato" de 1981. "Super Silva" foi outro êxito enorme.
Com Fialho Gouveia e Carlos Cruz apresenta na RTP o programa "O Resto São Cantigas" onde foram recordados músicos e compositores da época áurea da música ligeira portuguesa.
No concurso televisivo "Faz de Conta" mostra todo o seu talento ao contracenar e improvisar com os concorrentes que lhe davam réplica.
Na televisão é o protagonista da sitcom "Lá Em Casa Tudo Bem" que dura vários meses.
Em 1987 interpreta um papel dramático no filme "A Balada da Praia dos Cães", de José Fonseca e Costa, baseado no livro de José Cardoso Pires.
Foi actor convidado do Teatro Nacional D. Maria II, como protagonista da peça "O Fidalgo Aprendiz", de D. Manuel de Melo.
Publicou a sua autobiografia – A Vida Não Se Perdeu (1991).
Em 1992 foi actor convidado do Teatro Nacional de S. Carlos, na personagem Frosch da opereta "O Morcego", de Strauss.
Em 1993 participou, ao lado de Eunice Muñoz, na telenovela "A Banqueira do Povo" de Walter Avancini.
Entrou na peça "As Fúrias", de Agustina Bessa-Luís, no Teatro Nacional D.Maria II, em 1994.
Em 1995 fez "O Avarento", de Molière, no Teatro Cinearte, encenado por Helder Costa. Nesse editado a compilação "Best Seller dos Discos".
Em Março de 2000 realizou-se em Tondela uma homenagem, organizada pelo grupo Trigo Limpo ACERT, que foi acompanhada por uma exposição biográfica sobre o actor, baseada no livro de Leonor Xavier, "Raul Solnado - A Vida Não Se Perdeu".
Em 2001 voltou aos palcos do teatro com um papel de grande relevo na peça "O Magnífico Reitor" de Freitas do Amaral. Recebe o Prémio Carreira Luís Vaz de Camões.
Foi homenageado em 2002 com a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa e recebeu, em 10 de Junho de 2004, do Presidente Jorge Sampaio a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
A compilação "Tá Laáa…? O Melhor de Raul Solnado - volume 2" inclui o inédito "O Paizinho do Ladrão", "A História do Meu Suicídio" e ainda gravações "No Zip Zip", "No Teatro" e "Nas Cantigas". Além de "Fado Maravilhas" e de "Malmequer" inclui duas novas gravações: "Eu Já Lá Vou" e "Haja Descanso (Viva o Chouriço)".
Foi, até à sua morte, Director da Casa do Artista, sociedade de apoio aos artistas, que fundou juntamente com Armando Cortês, entre outros.
 Álbuns
O Riso é... Solnado (LP, Odeon, 1964)
O Irressistivél (LP, Parlophone, 1969)
Volume 2 (LP, Parlophone, 1973)
O Raul Solnado Conta Histórias Para Nós (LP, Polygram)
Uma Visita de Natal (LP, Orfeu)
Humor
Isto É Que me Doí (2LP, EMI, 1977)
Best-Seller dos Discos (CD, EMI, 1995)
A Guerra de 1908 - Colecção Caravela (CD, EMI, 1996)
Solnado ao Vivo no Zip (CD, Strauss, 1999)
Tá Laáa...? (CD, EMI, 2004)
Singles e EPS
Soldado Que Vais P'rá Guerra [Guerra de 1908/História da Minha Vida (EP, Parlophone, 1962) 1133
Ida Ao Médico/A Selva E Os Seus Leopoldos (EP, Parlophone, 1962) 1143
É do Inimigo?/Concerto de Violino (EP, Parlophone, 1963) 1150
A Bombeiral da Moda [O Bombeiro Voluntário/É da Maternidade] (EP, Parlophone, 1964) 1184
O Impostor-Geral ()
Chamada Para Washington/O Repuxo (EP, Parlophone, 1966) 1237
O Pinguinhas (1ª e 2ª parte) (EP, Parlophone, 1967) 1305
O Cabeleireiro de Senhoras/A História do Meu Suicídio (EP, Parlophone, 1968) 1344
A Campanha do Casca (Single, Exito, 1968)
Raul Solnado (Ludgero Olodualdo) canta Badaladas (Single)
Cirurgia Plástica (1ª e 2ª parte) (Single, Parlophone) 006-40 189
O Palhaço Verde - História Infantil (1ª e 2ª parte) (Single, Parlophone)
Malmequer/Faduncho (Single, 1972)
Algumas Histórias Com Juízo (Single, Zip-Zip, 197) 10038
Fado Fadinho [Fado Maravilhas/Fado Calcinhas] (Single, Zip-Zip, 197) 30032/S
Es Preferible/Es Meson Del Gitano (Single, Zip-Zip, 197) 30007/S
O Mosquito e o leão/O Corvo e a Raposa (Single, Philips) 6031039
Dá O Cavaquinho, Os Ferrinhos e a Pandeireta (Single, Orfeu, 1978) Ksat645
Fado Do Regresso/A Nossa Cidade (Single, 1979)
Zé Canal (Single, 1981)
No cinema participou em dez películas entre 1956 e 1975, de realizadores como Arthur Duarte, Henrique Campos, Augusto Fraga, Perdigão Queiroga, José Ernesto de Sousa, entre outros, contracenando com alguns dos maiores nomes do teatro e cinema de então - Laura Alves, Eugénio Salvador, Raul de Carvalho, João Guedes, Curado Ribeiro ou António Silva. Os seus mais recentes trabalhos no grande ecrã remontam a Requiem de Alain Tanner (1998), Senhor Jerónimo de Inês de Medeiros (1998), O Bobo de José Álvaro Morais (1987) e A Balada da Praia dos Cães, de Fonseca e Costa (1987).

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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