Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
Formatação de Iara Melo
Equinócio do Outono - Dia 23 de Setembro pela 10.15
horas
Equinócio significa "noite igual" e acontece quando o Sol "passa" pelo equador,
dando origem a um dia em que a duração do dia é a mesma da noite.
A palavra Equinócio vem do latim (aequinoctiu = noite igual; aequale = igual +
nocte = noite ) e indica o instante em que, ao meio-dia, em uma localidade na
linha do Equador, há um ponto onde os raios solares têm uma incidência
perpendicular à sua tangente. Nesse instante, os raios solares estão paralelos
ao plano do Equador e perpendiculares ao eixo de rotação. Ambos os hemisférios
são iluminados igualmente, o que faz com que a duração do dia (período
iluminado) e da noite (período escuro) sejam iguais.
Esse fenómeno ocorre duas vezes ao ano, entre os dias 20 e 21 de Março e entre
22 e 23 de Setembro. Tomando como base o hemisfério Sul, correspondem
respectivamente ao início do Outono e ao início da primavera.
Sempre temos metade do nosso planeta iluminada pelo Sol. A linha que divide o
dia da noite é um círculo cujo plano é sempre perpendicular à linha Terra-Sol.
Nos equinócios os dois hemisférios estão igualmente iluminados. Fora essas
datas, sempre temos um hemisfério melhor iluminado que o outro.
Devido ao movimento de rotação da Terra, a trajectória no espaço de uma
localidade, sempre será uma circunferência em um plano perpendicular ao eixo de
rotação da Terra. Nos hemisférios voltados para o Sol, mais da metade do
comprimento de cada uma dessas "trajectórias de localidades" fica na região
iluminada pelo Sol, resultando em dias mais longos que as noites. A diferença
entre a duração do dia e da noite, em cada localidade, fica extremada nos
solstícios.
Maior dia do ano: solstício de verão; maior noite do ano: solstício de Inverno;
duração igual do dia e da noite: equinócios.
Localidades ao longo do equador terrestre sempre têm dias e noites de 12 horas
cada. Quanto mais distante uma localidade está do equador, maior a diferença
entre o dia e a noite, em qualquer data. Os pólos terrestres passam períodos de
seis meses iluminados e seis meses às escuras (de equinócio a equinócio).
Durante o intervalo de um ano nós temos dois solstícios e dois equinócios desse
modo nós podemos dividir o intervalo de um ano em quatro períodos, a saber:
Primavera, Verão, Outono e Inverno. Esses períodos são chamados de Estações do
Ano. Os nomes foram dados em funções das condições climáticas gerais do período
dos habitantes das zonas temperadas, tais como:
Primavera [Do latim: primo vere `no começo do verão]; Representa a época
primeira, a estação que antecede o Verão.
Verão [Do latim vulgar: veranum, i.e., veranuns tempus, `tempo primaveril ou
primaveral' semelhante a vernal, isto é, relativo a primavera. Estação que
sucede a Primavera e antecede o Outono.
Outono [Do latim: autumno] Usualmente conhecida como o tempo da colheita
Inverno [Do latim: hibernu, i.e., tempus hibernus `tempo hibernal']; Associado
ao ciclo biológico de alguns animais ao entrar em hibernação e, se recolherem
durante o período de frio intenso. Estação que sucede o Outono e antecede a
Primavera.
O Outono
O Outono é a estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno. É
caracterizado por queda na temperatura , (excepto nas regiões próximas ao
equador) e pelo amarelar das folhas das árvores, que indica a passagem de
estações.
O Outono do hemisfério norte é chamado de "Outono boreal", e o do hemisfério sul
é chamado de "Outono austral". O "Outono boreal" tem início, no Hemisfério
Norte, a 23 de Setembro e termina a 21 de Dezembro. O "Outono austral" tem
início, no Hemisfério Sul, a 22 de março e termina a 20 de Junho.
Em astronomia, equinócio é definido como um dos dois momentos em que o Sol, em
sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a
linha do equador terrestre projectada na esfera celeste). Mais precisamente é o
ponto onde a eclíptica cruza o equador celeste.
A palavra equinócio vem do Latim e significa "noites iguais". Os equinócios
acontecem em Março e Setembro, as duas ocasiões em que o dia e a noite têm
duração igual. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol é o
instante em que metade do corpo solar está acima (ou metade abaixo) do
horizonte, e o pôr do Sol o instante em que o corpo solar encontra-se metade
abaixo (ou metade acima) do horizonte. Com esta definição o dia durante os
equinócios tem 12 horas de duração.
No hemisfério norte o equinócio da primavera ocorre no dia 21 de Março, e o
equinócio de Outono ocorre no dia 23 de Setembro. Estas datas marcam o início
das respectivas estações do ano neste hemisfério.
No hemisfério sul é o contrário. Aqui o equinócio da primavera ocorre no dia 23
de Setembro, e o equinócio de Outono ocorre no 21 de Março. Estas datas marcam
igualmente o início das respectivas estações do ano neste hemisfério.
Estas datas variam devido aos anos bissextos, que deslocam o calendário das
estações em mais um dia. Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais
ocorrem os equinócios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre
porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente
do que quanto está mais longe (afélio).
Na noite de 20 para 21 de Março, entramos na Primavera.
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Estamos perante um equinócio.
Isso dá-se duas vezes por ano, quando o Sol, na sua aparente rota, cruza o plano
do equador celeste. O equinócio de Outono é entre 22 e 23 de Setembro.
No hemisfério sul, ocorre o inverso.
A variação entre esses dois dias sucede por força dos anos bissextos que fazem
deslocar de um dia, o calendário.
Nessa precisa data, o dia e noite têm igual duração.
Sabe-se que, em Portugal, em épocas pré-históricas o acontecimento era festejado
em Foz-Côa. Crê-se que isso acontecia no lugar de Tambores, onde existe uma
gruta escavada num penedo de quase cinco metros de altura e que era um templo.
No México central, sendo os seus antigos habitantes adoradores do Sol, esta
celebração perde-se no tempo, muito antes de Colombo ter arribado ao continente
americano. O rito (hoje retomado) é para honrar Quetzalcoatl "a serpente
emplumada", o mensageiro dos deuses aztecas, relacionada, no céu, com o planeta
Vénus.
Mas também para os cristãos a data era festejada, dando continuidade a rituais
mais antigos, de gregos e romanos. Ela anuncia a transição do tempo das trevas,
a Quaresma, para o tempo da luz, a Páscoa - a ressurreição, o início duma nova
vida.
Um dos seus mais conhecidos ornatos, são os ovos da Páscoa, símbolo de
fertilidade, representada na Grécia pela deusa Persefone e em Roma pela
equivalente deusa Ceres.
(por Vieira Calado)