Ano III - Fevereiro de 2010

Divulgação: Carlos Leite Ribeiro

Revisão e Arte Final:

Iara Melo

 


Participação de Diversos Autores

do Portal CEN

 

 


 
 
Soneto a Fevereiro

Nita Ferreira
 
 
O ano caminhando e é já Fevereiro
Do céu cinzento gotas cristalinas
E um vento agreste, frio e desordeiro
Varre a calma das horas peregrinas

Mascarado de alegre feiticeiro
No Carnaval dos anos a passar
Filho que mata a mãe ao soalheiro
Assim na meninice ouvi contar

Mas deve ser mentira ou balela
Pois que debaixo da minha janela
Vi passar o santinho Valentim

Trazia sorrisos, flores e abraços
Tudo numa caixa embrulhada em laços
E um bilhetinho de amor p'ra mim
 
 
 
 
 
 
EROSÃO
 
Ana Maria Nascimento
 
Cingida por imensa solitude,
Busco, afinal, ouvir a tua voz
para extinguir esta  tristeza algoz
que limitou a minha plenitude.
 
Mas, sem sucesso, vejo a finitude
surgindo em seu propósito veloz
acompanhada  da tristeza  atroz
presente em toda a sua latitude.
 
Àquele espaço ainda chega o pânico
entrelaçado num grande vazio
dando evasão ao ímpeto vulcânico.
 
A despertar, em torno, um arrepio,
transformando o aspecto do amor romântico,
numa tela de sonho em desvario.
 
 
 
 

Quadro sem nome
António Barroso (Tiago)
 

Era a imagem da degradação,
À porta do grande supermercado,
Apático, dobrado,
Com dois cães atados a um varão
Que suportavam a chuva, encolhidos,
Com olhitos meigos de sacrifício.
Ele amealhava, tostão a tostão,
As dádivas dos passantes mais sentidos,
Para, mais tarde, lá p'ro fim do dia,
Ir, de seringa em punho, matar o vício
Debaixo da ponte da ribeira.
Olhei o quadro e sem ironia,
Não senti pena de qualquer maneira,
Apenas me afastei, angustiado,
Calando fundo os sentimentos meus
Por ver os cães, com ar tão devoto,
Olharem aquele tipo escanzelado,
Porco, barbudo, sujo e todo roto,
Como um Deus!
 
 


 

Solidão

Cibele Carvalho
 

Que invade o meu quarto, minha cama,
quando minha alma, por ti, chama.
Que domina meu corpo e pensamento
quando, longe de ti, experimento
o gosto do vazio que ficou
no espaço aberto que você deixou.
Com a solidão converso a cada dia
- ela me faz companhia
em meus momentos de dor
e também me acaricia
nas minhas noites de amor.
Reconheço os passos dela
na ausência dos teus passos
e ela é quem se apresenta
quando busco os teus abraços.
Bem diferente de ti,
ela não sai do meu lado
e, em sua boca, deposito
o meu beijo apaixonado.

RJ, 22/02/10
 
 
 

 

 
NAS FOLHAS DA VIDA
Dalton Luiz Gandin

Do ponto,
partida ou morte.
Marco sul,
risco pro norte.
Desenho,
assim, seu nome.
 
 
 
 
 
Desistência
Eugénio de Sá


Enquanto outros combatem esforçados
eu trémulo me atenho, impreciso
afivelado ao rosto patético sorriso
num jeito que me traz desfigurado
 
Simulação de um homem de verdade
sou parco de vontade, de ambição
Mais me não move o gesto e a razão
que o gosto de qualquer frivolidade
 
Sei desta vida pouco mais levar
que o atavismo de uma alma breve
Já conformada à negação de amar
 
Que almo inda me pode tornar leve
a terra que me vai acobertar;
outra expressão que tudo isto releve?


Bogotá, Colombia
26.FEV.2010

 

 

 

PORTO
Fernando Morais


Aqui o silvo do comboio velho
ali o prédio acocorado à tarde
 
ouvem-se passos no lume do poente
é a mulher de xaile que vem de balde
 
ouvem-se vozes junto ao rio cinza
que o nevoeiro deixa tremeluzir a luz
 
mais outros passos esgueiram-se no leve
rodopiar das folhas … soma e segue …
 
o surdo mundo, pouco a pouco fala
nos rumores do voo de andorinhas
 
são as minhas mãos frias que apetece
meter nas tuas para matar o tempo
 
mas o tempo não passa como acontece ao dia
somos nós que passamos pelo tempo
 
e o Porto ajeita-se e estica as pernas
enquanto o sotaque, lindo, permanece.

 

 

 

 
JURO

Flor de Esperança (Maria Beatriz Silva)
 

Nunca brinquei no carnaval
Nem nos sentimentos da poesia
Tenho várias formas de expressar alegria

Do carnaval sempre tive outro conceito
Mas... Para encontrar você lindo amor
Na folia vou entrar, pois esse é o único jeito.

No meu bloco imaginário sempre criei nosso cenário
Princesa, feiticeira, cigana... Para você já desfilei
Dança do ventre, tango, salsa, lambada, valsa já dancei.

Mas hoje eu juro que vou entrar nessa folia
Batuque, frevo, samba, suor e poesia...
Sou seu par, sua magia!

Lindo amor por você eu juro
Que vou dançar até o sol raiar
Olha nos meus olhos com desejos de bailar

Pega-me com sede... Com força...
E jura que não vai mais soltar
E que nesse carnaval você veio para ficar

Permita-me uma dança sensual
Estou pronta... Me vesti de Deusa do Amor
Deixa-me ser seu vendaval

No amor fazemos um temporal
Venha com calor,
meu pássaro verde do amor
Sentir esse sabor!

Olha-me dentro do meu olhar
Agarra na minha cintura e jura
Que comigo vai dançar com ternura
Com desejo, com loucura...

Quero um banho do seu amor
Navegar no seu cheiro, no seu sabor
E no embalo dessa dança
Leva-me por onde você for

Sussurra juras de amor no meu ouvido
Beija minha boca com um beijo atrevido
Hortelã é o sabor

Lindo amor jura, por favor,
Que essa dança
vai selar para sempre o nosso amor

Laje do Muriaé - RJ
Em 13/02/2010

 
 
 
 
 
José Feldman (Um Dia...)
 

Um dia você pega as suas coisas, faz as malas, se despede de quem ama e sai porta afora, para um mundo novo, buscando a liberdade e a felicidade tão sonhada.
Um dia você aluga um apartamento ou uma casa, aprende que tem que cozinhar para si próprio, se quiser comer. Que tem que limpar sua casa, se quiser um lugar organizado, aprende que independência da casa dos pais não implica em fazer o que bem entende. A sociedade tem regras, e você começa a sentir isto na pele, e deve segui-las.

Um dia você vê que só o seu dinheiro poupado durante tantos anos a fio, já não é o bastante, então tem que procurar um emprego, para poder se sustentar. Sempre achava que a liberdade era uma coisa linda e maravilhosa, e você não precisaria se preocupar com nada. Agora vê, que ela engloba responsabilidades, deveres e direitos.

Um dia você se sente deprimido, pois a vida independente não é um mar de rosas, e se arrepende de ter saído da casa de sua família, e pensa em voltar. Mas, também pensa em tudo o que aconteceu para sair, e fica dividido entre o que fazer.

Um dia você descobre que apesar de estar sendo exatamente igual a seus pais, o seu lar é o seu castelo, e você se sente feliz consigo próprio, e assim como seus pais eram os reis na casa deles, você é o rei na sua.

Um dia você descobre que ser rei de seu castelo envolve deveres, direitos e responsabilidades, e que mesmo assim não é fácil, é uma batalha constante para manter seu pedacinho de chão.

Um dia você descobre que está envelhecendo, que está ficando mais chato, mais turrão, a memória está falhando, se sente mais cansado, se sente meio frustrado, pois seus sonhos eram apenas sonhos, e as lágrimas correm tão facilmente em momentos inesperados.
Um dia você percebe que nos momentos que deveria falar, se calou e em outros, quando deveria ficar calado, falou.
 
Um dia você descobre que muitas coisas que fez não tinham razão de ser, e que se pudesse voltar atrás, mudaria tudo, entretanto, existem tantas outras que mesmo com algum final desastroso, deixaria como está.
 
Um dia você descobre que os seus verdadeiros irmãos são aqueles que um dia passaram por sua vida e deram um encontrão em você e seguiram adiante. Outros, que estiveram sempre presentes, mesmo que ausentes.

Um dia você descobre que nunca esteve sozinho, que sua família esteve sempre ligada a você em todos os momentos de sua vida, e você sempre, na verdade, seguiu os passos dela, sem nem mesmo perceber.

Um dia você percebe que aquilo pelo qual você sempre lutou só vai ser reconhecido por você mesmo, pelos que acompanharam sua caminhada e aqueles que realmente te amaram, e sempre estiveram a seu lado torcendo por você e incentivando quando você cambaleava.

Um dia você percebe que os verdadeiros inimigos de sua evolução não estão nas ruas, mas dentro da casa que você abandonou, dizendo-se irmãos, primos, sobrinhos, etc. Percebe que você é infeliz, pois ainda está ligado ao que pensam de si.

Um dia você percebe que é hora de se desvincular disso tudo e seguir os seus próprios passos, caminhar com seus pés, fazer sua própria vida e ser aquilo que você quer ser, não aquilo que os outros querem que você seja.

Um dia você percebe que a felicidade está dentro de você, e você tinha este tempo todo a chave para abrir esta porta e liberta-la.

Um dia você vai ter coragem suficiente para deixar suas coisas de lado, abandonar as malas do passado, carregar dentro de seu coração aqueles a quem ama e quem realmente estiveram a seu lado e sair porta afora, para um mundo novo, livre e feliz...

Um dia você vai perceber que finalmente realizou seu sonho e finalmente é feliz.
 
(Ubiratã, Paraná, 22/05/08)
 

 

 

"GUERREIRA"
Hermoclydes S. Franco

Pelos sonhos de mulher,
guardados no coração,
sonhados a vida inteira...
Pela visão da existência,
pelo calor da emoção,
tu foste, sempre, a primeira...

Nos dons da emotividade,
das intenções mais sutís,
tu és frondosa roseira
que dás perfume e dás flor,
espinhos tornas ternura,
do orvalho fazes goteira...

Pela graça do sorriso,
pelo calor dos abraços
e pelo ser companheira...
Pelo brilho dos olhares
- uma lágrima a esconder -
quanta vez te vi faceira...

Pelo enfrentar dissabores
sem blasfêmias, sempre altiva,
alma quase feiticeira,
que, na fé inquebrantável,
tua força espiritual
forjou-te a Grande Guerreira!...

 

 

 


A ÚLTIMA NAMORADA

Humberto Rodrigues Neto

 
Já vem descendo sobre mim o outono
desta existência de gentis primores,
quando fui presa e ao mesmo tempo dono
de inesquecíveis e sutis amores!
 
Quantas premi de encontro aos lábios loucos
num fervilhar de anseios e arrepios,
paixões que agora vão tornando, aos poucos,
meus dias de sol cinzentos e vazios!
 
Mas neste inverno de uma vida finda,
que me aproxima da eternal morada,
no anonimato eu sei que me ama ainda
a minha derradeira namorada!
 
O amor que me dedica é uma benesse,
pois nunca teve algo em comum comigo;
dela só espero o mimo de uma prece
e o ramo de uma rosa em meu jazigo!

 
 

 

 

 

A Escola de Cristo e a escola dos homens

Ivone  Boechat

 

 

Hoje, fala-se na educação moderna, discutem-se leis e métodos que poderiam socorrer os "cansados e oprimidos" da escola dos homens, todavia, os especialistas da educação se esqueceram de estudar e analisar a estrutura e o funcionamento da escola que Jesus propõe à humanidade.

O Serviço de Orientação Educacional tem funcionado, na maioria das escolas, como delegacia de polícia, para onde são encaminhadas crianças com problema; depois, por falta de pedagogia, são transferidas, expulsas, discriminadas, reprovadas e registradas no rol da evasão.

Cristo fez tudo diferente. Certa vez, o Mestre estava na Galiléia e as crianças, como sempre o rodearam, porém, os discípulos (chefes de disciplina), ficaram preocupados e começaram e levá-las para longe. Só que foram severamente advertidos: "Deixai vir a mim as crianças".  O conselho de classe da maioria das escolas, geralmente, consiste no encontro periódico do corpo docente para "avaliar" o desempenho dos alunos na aprendizagem. É um julgamento apressado. O aluno é culpado por todo tipo de fracasso. Só ele falhou, só ele mora longe, só ele é mal alimentado, por isto não se interessou e não aprendeu. Os "especialistas", dão depressa o resultado, ano após ano: reprovação em massa. O réu é condenado, e se algum professor "bonzinho" erguer sua voz em defesa, quase é massacrado: ”Assim a educação não vai pra frente!” ”Você vai aprovar todo mundo?”

 Cristo fez diferente. Um dia, Ele estava no templo, ensinando, quando professores, “escribas e fariseus" lhe trouxeram uma aluna que havia cometido uma falta grave. Já haviam realizado o conselho de classe entre eles e resolveram reprová-la. Uns citavam artigos da Lei de Moisés (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), outros alegavam seu comportamento social condenável, porém queriam ouvir a palavra final do Mestre. Perplexos, viram quando Ele se dirigiu não a eles, mas a ela: "Vai e não peques mais". Jesus criou o conselho de classe para avaliar também a escola. No processo educacional, onde destaca, sobretudo, o comportamento do professor, Ele deu o exemplo, no dia em que se colocou no meio de seus discípulos e perguntou: "E vós quem dizeis que eu sou” ?

 Nem seria preciso dizer, mas a gente diz que o sistema de recuperação que se implanta por aí não recupera.

Na Escola de Cristo é diferente. O aluno Pedro estava em recuperação e o Mestre preparou-lhe um teste oral, com apenas três perguntas: ”Pedro, amas-me? -Senhor, tu sabes que te amo. - Pedro, amas-me?
- Senhor, tu sabes que te amo. - Pedro, amas-me? - Sim, Senhor, tu sabes que te amo.” Foi uma prova duríssima, mas Pedro foi aprovado e ainda levou o dever de casa: "Apascenta minhas ovelhas". Jesus criou o sistema de recuperação para recuperar o aluno. O aluno recuperado recupera a nota!

 Os estudantes da Escola Profissionalizante de Cristo saem habilitados como "pescadores de homens". O problema da evasão é tratado com muita firmeza: "Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, perdendo uma delas, não deixa noventa e nove no aprisco, e não vai após a perdida, até que a encontre?". Jesus estava preocupado com a estatística de um aluno perdido na turma de 100. Hoje, de cada 100 alunos matriculados na primeira série do Ensino Fundamental somente oito chegam ao Ensino Médio.

Jesus mostrou-se preocupado não só com os alunos perdidos que abandonam a escola, ao contar a parábola da dracma, Ele estava preocupado com os alunos que se perdem dentro da escola e deixou claro que é preciso "varrer a casa, buscando-os até encontrá-los".

Quem fundou a obra educacional de recuperação dos meninos de rua foi Jesus. Ele criou também o Centro de Estudos Supletivos. Havia aulas durante todos os dias da semana: de manhã, à tarde e à noite. Zaqueu, chefe dos publicanos, cobrador desonesto de impostos, fez sua matrícula de cima da árvore e começou a estudar, naquele mesmo dia, em casa. Nicodemos, príncipe dos judeus, preferiu estudar à noite, levando no caderno de anotações as suas dúvidas. Após a primeira aula, levou a resposta de tudo e uma advertência: "Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas?".

Na Escola de Cristo, estudavam ricos e pobres. Quando fundou a Educação Especial, após a aula, curou a todos... Não temos esse poder, todavia, temos o dever de respeitar os deficientes físicos e também a obrigação constitucional de fazê-los parte integrada do sistema educacional. A pedagogia da inclusão foi inaugurada ali

E a merenda escolar quem a instituiu?  Basta ler a narração bíblica da multiplicação dos pães para responder a pergunta. Todas as vezes que o Mestre ministrava suas aulas, ele mesmo providenciava a merenda. Jesus sempre trabalhou em equipe, não fazia o que os discípulos podiam fazer. Numa aula, dentro do cemitério de Betânia, todos choravam pela morte de Lázaro, Ele também chorou, quando chegou à cidade. Seguido por grande multidão (suas turmas eram enormes), foi visitar o túmulo, mas uma pedra o impedia de ver o aluno - defunto. Fez a chamada nominal, também criada por Ele: “Lázaro, levanta-te.” Se Ele não fizesse a chamada, quando disse “levanta-te”,  era pra quem se levantar? Todos os mortos se levantariam...Com seu poder, bastava também ordenar e a pedra se tornaria pó. Não! Preferiu trabalhar em equipe: "Tirai a pedra".

O alunos da Escola de Cristo são tratados com justiça e igualdade. Judas que tanto lhe perturbou o magistério não foi expulso nem transferido: estudou na sua escola até o fim.

 

 

 

 

 


VENTOS E TEMPESTADES

Regina Bertoccelli
 

Não temo os ventos fortes,
nem as tempestades violentas
que chegam varrendo tudo,
escancarando minhas janelas,
roubando meu sossego...
 
Não me importa que raios e trovões
gritem em meus ouvidos,
emudeçam minha voz,
tumultuem meus pensamentos...
 
Sei que isso é passageiro,
que a bonança virá e me trará de volta
o sol e a revoada de pássaros
farão festa em minha janela...
 
Mas temo os ventos e as tempestades
de teu coração que atingem o meu
num ímpeto de raiva e fúria descomunal
 
Chegam de repente, escurecem o meu dia
e me aprisionam no calabouço sórdido
de tua mente perversa e insana
 
Ah, quanta insensatez há em ti...
Do amor nunca saberás enquanto
viver em teu ser tanta estupidez...
 
 
 

 

Ø Um Retornado em Belém!...

Silvino Potencio
 

...Popularmente se dizia em Luanda, no período imediato ao pré-independência, que... depois de "tomar àgua do Bengo" (um riacho nas proximidades da capital Angolana) jamais se esqueceria de lá voltar, ou... jamais se deixará de gostar daquela terra!!!... era algo assim como fazer perdurar a sensação de lhe pertencer, mesmo sem lá ter nascido!...
- Anos mais tarde, e já depois da hecatombe dos efeitos da aplicação do conturbado (não fazer confusão com o uso do turbante descaído por sobre as melenas dos guerreiros em desalinho evadidos do bando de Argel, que foram gerados na aplicação do "golpe de mão")  e famigerado Código Dá VintchCinco de Abriu-loooooooo!... passou-se a substituir o apelido dos naturais ou de lá oriundos, por Retornados!... Os execráveis empecilhos retornadas à santa terrinha, os pentelhos embirrentos e  arreliadores retornados, chatos, imbecis, ignorantes!!!... tantas vezes incómodos, ao arranhar dos timbernilhos dos governantes da época, alguns ainda na activa Luz & Tana, como que a “encher o saco” de pancadas sobre o manso habitante do Recto Ângulo Ibérico, O Ti Zé Pô Vinho... eles estão de volta!...
Éh... e nada mais nada menos que, na figura retumbante do ilustre Candidato à cadeira do poder maior em Portugal, será!?...
 
Um tanto ou quanto de soslaio, nós já olhámos e vimos as qualidades do dito cujo Retornado, agora rebelado (ou seria revelado???...) revoltado (aquele que revolta às origens )transeunte analista da situação cá óptica actual, que se vive na "santa terrinha", do ponto de vista de fora do poder local, autárquico, distrital, provincial, regional e por último nacional, racionalista.... iiiii   aatão lá bai!
 
– Voismecê de onde é???!!!
(perguntava-nos a rapariga atrás da mesa do IARN ainda em desalinho, pelas três noites no aeroporto da Portela de Sacavém à procura do resto das “bicuatas”  que vieram num avião da Aeroflot Russa, e se desencaminharam do dono que as tinha embarcado em Luanda, depois de mais de uma semana a dormir no chão da base aérea!... enfim coisas de gente pobre!)...
Repartição essa que fora ali montada às pressas ainda num prédio inacabado, lá para as bandas de Belém próximo ao Hospital do Ultramar, onde... quinze anos antes havíamos ido tomar as “bacinas”!... da “málària” que é uma doença emigrante, que só dá a quem mal arruma a mala para atravessar a linha do écu à dor)logo fica com febre de voltar para casa,... e... no braço, também tomamos a “bacina” da febre amarela... (reclamemos  muito!.... e juramos pela alma da burra Russa, que éramos do Benfica!!!!,... que até morámos na Damaia de Baixo, logo ali junto às Portas de Benfica, que queríamos uma vacina de cor “burmelha”, mas... não teve jeito!...
- espetaram-nos a agulha toda da febre AMARELA, no braço esquerdo, mas sob um vírus lento protesto!!!... somos do Benfica!!!!!!!...  carago!, e eu só quero a cor direita!!!
Quando demos por ela já estava o enfermeiro com outra agulhada de nome “Varíola”!?... undé ke a keres...hein???
Aí então gritamos ... varía-la!,... varía-la!,... a agulha, carago!... 
– ACTO CONTÍNÚO...ELE ORDENOU; BAIXA AS CALÇAS, depressa que tem mais gente p’ra aviar!!!
- Com essa mania das pressas ele se esqueceu-se de nos aplicar uma vacina contra o paludismo Angolano,  que viemos a adquirir na Roça do Chitondo, enquanto revirávamos o café, por falta dos comprimidos de “Rezo Quina”!!!... –Ora como naquele tempo, nós não sabíamos rezar, lá ficamos então com essa doença do paludismo que nos acompanha até hoje... e já lá vão quase cinqüenta anos!
- Os Retornados são assim!... muito conservadores mesmo nas doenças de estimação.
Nestas andanças pela área da medicina molecular tropical ultramarina (entenda-se é uma medicina multipluralista, multiracista, multiplicista, e até desconfiamos que seja de carisma “xuxialista” mas... que seja!...) a verdade é que a “medicina moleque u lar” daquele tempo não era nada comparada com a de hoje!... já não se fazem uns “muleques” como os de antigamente... os de hoje são mais espertos...
 
- Antes de continuarmos com o tema da nossa crônica de hoje, gostaríamos de lembrar aos leitores que, já por várias vezes, nós escrevemos aqui sobre o nosso maior cientista, galardoado inclusivé com o tal do Prémio Nó Belo da Medicina, o Ti É Gás Moniz (data vênia).
  
   De volta à vaca fria!!!...dizemos que estamos aí com a perspectiva de ter um Nobre Retornado em Belém, e a quem nós apoiamos desde já solidáriamente tal atitude do Xô Doutô Nobre atitude... Nobre atitude!, sim siô patrão!!!
Aaca!... do jeito que o Recto Ângulo está doente!... dos cabeça!...
- só mesmo um “Doutô Mèdico” poderá nos salvar desta pandemia de poder, desta agonia em roubar aquilo que é dos outros, e nunca mexer nos cordelinhos da própria bolsa!...
E,  admirem-se voismecês!!!... cavalheiros e “cavalheiras” que o país acaba de assinar pedido de empréstimo para mais de três bilhões de Euros...com a emissão de obrigações do Tesouro que está mais do que “teso” está um “tesouro” falido, arruinado, esculhambado, esgotado, vilipendiado, injuriado, massacrado em concordata temporária junto à Comunidade Europeia.
Este número (3.000.000.000 Euros) é assim um número com muitos zeros à direita, aqui colocados pelos governantes da esquerda!!!!
- Eles sim... são uns autênticos “zeros à esquerda”! em matéria de governação pública com a face oculta!,... com o justo arbítrio “free” à revelia de todas as maledicências e... sobretudo, com o conteúdo das gravações da grafanola, que já foram mortas e sepultadas na pasta “H”... de “hide” que na nomenclatura britânica significa “escondido” com o rabo de fora!
 
Depois de estudarmos o perfil do candidato Nobre Retornado de Angola... sim, porque quem nasceu em Angola é Angolano!!!, mas... quem nasceu na Província de Angola é Retornado, certo???
(voismecês não podem ver, mas... o gesto que se faz aqui é aquele do levantar do punho erguido em direção ao Pai do Céu, agitar o braço no sentido rotativo vertical e assumir aquela postura do Velho Jagunço Sinhozinho Malta)...
 
Portanto!... e por conseguinte!... ‘Nhas Xeñoras e Mous Xeñores...
...ghrrrrrrrrruum, ghrrrrrrrrruum,         
Bamos ókintressa!
-No mou guberno, caso eu seja escolhido pelo Povo que lava no Rock In Rio Lisboa, eu vou incrementar o uso de camisas de Macau de cor vermelho vivo!...com colarinho verde “alfacinha”!... 
---Não admito nunca mais o uso de “crimes do colarinho branco”!...
Quem quiser dar golpes na banca, terá que ser submetido primeiro a uma consulta da AMI (Angolanos Mais Inteligentes)...
- Quem quiser ser Ministro tem que apresentar Diploma de Nivel Superior com Pós Graduação na Nobre Sala Manca Universitatis, que... como todos sabem, lá só se fala a Linguagem do Galaico-Duriense com tradução do Mirandez pelo sistema Magalhanensis Homus Urbanus ET Orbis Ibericus ad hoc chatice esta de subir ao poleiro para curar doenças crônicas...da administração dos últimos 36 anos de plena democracia manca ora de uma perna ora da outra!...
-Peráíiiii... Oh Xô Doutô!...
Se o problema do país está dentro do nosso Recto Ângulo, que manca... porque é que voismecê quer empregar Ministros da região de Sala Manca?...
Isto não vai dar certo!... (gritava o camarada da cadeira do lado)
-  Ora se o governo atual mandou fechar as maternidades, os hospitais, as creches, os postos de saúde... p’ra que é que precisamos de empregar mais médicos, hein?!
- Cala-te aí ó páaa!!!... aatão tu ná sabes que agora os trabalhadores são todos formados!
- Temos direito à liberdade, e por isso todos precisamos de ter um “canudo”, carago!... basta dependurar o canudo na parede da sala e prontos, resolve-se logo o maior problema do desemprego!
Já imaginaste a quantidade de pregos que é preciso espetar na parede, para dependurar tantos canudos!?... e depois!... quem é que segura o prego?... e quem é que segura o martelo?!... e quem é que dependura o canudo?!... parece qu'éis burro!... ou comes palha d’óbos???!!!...hein... hein???!!!...
- Tá certo!... t´a certo!... bamos a continuar!!!... na mesma cepa torta!...
- Então ele levantou-se de sopetão e começou a trautear... ir os do maaar, na são balentiiiiiiii....moral... alubantai oige de nobo o eis plendor Du Portugal...
...ai, ai!... este Portugal é Eterno… e nunca se diga Adeus para sempre! ~

Silvino Potencio - Emigrante Transmontano. - O Home de Caravelas - Mirandela 
Ex Retornado² Angolano, Ex Patriado Voluntário, Ex Combatente, Ex Comungado do IARN… Ex Pulso do Campo de Aulgarveschwitz!
http://osgambuzinos.blog.com  + http://osnizcaros.blog.pt + http://zebico.blog.com    
 
 

 

“M” E “H” NO 609

Tchello d'Barros
 

São Paulo é uma cidade grande, muito grande. M e H conheceram-se numa dessas situações inesperadas, que talvez por comodidade convencionamos chamar de acaso. M, há tempos que estava acostumada com a rotina do metrô, meia hora para ir e outra longa meia hora para voltar. Para suportar melhor esse limbo de tempo inútil, lia revistas de fotonovelas, que adquiria numa loja de livros usados, próxima à estação da Praça da Sé. A monotonia desse trajeto só era quebrada lá de vez em quando, com alguma paquera, pelo fuzuê com algum trombadinha ou algum ator fazendo sua performance e passando o chapéu.
 
Aquela manhã de sábado com garoa não prometia muito. Vagão cheio, M incomodou-se um pouco por ter que ficar em pé, e cavalheirismo, como se sabe, não anda muito na moda. Incomodou-se um pouco mais quando, no frenesi das pessoas que apressadamente entravam e saíam do vagão, um sujeito passou por trás dela, encostando-se, inevitavelmente. Este momento deve ter durado apenas um segundo, mas foi o suficiente para ela sentir um hálito de hortelã, e ele percebeu a fragrância de alfazema nos cabelos dela. Quando ele se afastou, ela olhou de soslaio, para identificar o atrevido, ao tempo que H, também discretamente, observava sua silhueta bem desenhada pelo reflexo da janela. Ato seguinte, um assento que ficou vago permitiu que a vida voltasse ao normal no escapismo de mais algumas páginas da fotonovela.
 
Desceu na estação de sempre e depois de mais uma manhã rotineira, ao meio-dia em ponto estava livre, seu fim-de-semana começou com o fim da garoa. Logo ela estava zanzando pelas barracas da feirinha da Liberdade, onde adquiriu umas bonequinhas de origami. O almoço se resumiu à alguns camarões no palito, assim, almoçava caminhando, observando os artesanatos e antigüidades espalhados pelas banquinhas. Naquele vai-e-vem de tanta gente, julgou ter visto o sujeito do metrô, próximo à uns quadros de paisagens japonesas que um pintor apresentava no chão de uma pracinha. Tímida do tipo ousada, aproximou-se para ter certeza, mas não viu mais o vulto, certamente era outra pessoa.
 
Lembrou-se que precisava renovar o estoque de suas revistas antigas de fotonovelas, e lá foi ela em direção ao sebo. Ao chegar foi diretamente à sala das tais revistas, onde levou um susto, pois ninguém menos que H estava ali, escolhendo alguns exemplares de bolsi-livros de faroeste, sua única distração literária. M imaginou inicialmente que H estivesse lhe seguindo, mas logo concluiu que isso não poderia ser, pois quando ela chegou ele já se encontrava no local. Depois pensou em coincidência, em destino, essas coisas que não entendemos muito bem, e logo já estava fantasiando que fosse algum investigador contratado, um tipo de detetive. Saiu de tais devaneios quando percebeu que ele já não estava mais naquela sala, então tratou de escolher alguns exemplares de revistas para sua coleção. O segundo susto foi na hora de pagar, pois ambos chegaram juntos ao balcão, o que fez com que o balconista perguntasse o típico 'quem está na vez?', o que inicialmente causou um certo constrangimento para ambos, mas foi a ocasião para uma breve troca de olhares e o esboço de um sorriso. O fato de H ter permitido que M pagasse primeiro, foi a senha para continuarem conversando e o manuseio do pagamento permitiu que ambos vissem que nenhum dos dois estava usando aliança.
 
As recentes aquisições permitiram que a conversa se prolongasse num café próximo dali. Esgotado o assunto das preferências literárias, trataram de puxar outros temas corriqueiros, amenidades bem triviais, apenas umas desculpas para poderem continuar se olhando, um adentrando o semblante do outro, tentando desvendar camadas de personalidades e nuances dessa atração inusitada. Esse mesmo ardente encontro de olhares, sequer permitiu que falassem sobre relacionamentos, fossem anteriores ou atuais, profissões ou endereços, esses itens que definem tanta gente. Eram apenas dois intensos olhares cruzados, que em seguida receberam a cumplicidade de duas mãos que se tocavam de leve, no início, e assim não demorou para que um certo par de lábios ávidos também se encontrassem. A vida naquele momento era apenas um sabor de hortelã e um suave aroma de alfazema, naquela esquina da megalópole.
 
Não se conheciam, não queriam se conhecer, mas desejavam se entregar. Talvez essa substância abstrata que chamamos de natureza humana, explique o fato de que dentro de poucas horas, já no número 609 de um hotel da rua Ipiranga, o par estivesse resfolegando num faiscante entrelaçamento com fusão de corpo e alma. O caos e o céu ao mesmo tempo. Depois, quando os corações foram desacelerando, o suor foi secando e os instintos permitiram que alguma lucidez se instalasse no recinto, começaram a conversar e, conversaram demoradamente, outro prazer que descobriram assim, sem querer. Concluíram que esse enigma, que as pessoas chamam de amor, pode acontecer assim, de repente, numa nublada tarde de sábado, no labirinto da gigantesca cidade. Ao saírem do hotel, ninguém sabia nome, idade, telefone, e-mail ou o que quer que fosse sobre o outro, esses ítens que identificam muita gente, o que não impediu de combinarem se encontrar no saguão do mesmo hotel, no mesmo horário, uma semana depois.
 
E passados sete dias, na tarde paulistana, desta vez ensolarada, lá estavam M e H novamente, tentando ser discretos na recepção do hotel, mas mal disfarçando a gana de avançar um sobre o outro, o que aconteceu de fato, logo que fecharam a porta do mesmo quarto 609. Pura selvageria. Frisson e êxtase. Volúpia e lascívia. Concupiscência e atração. Luxúria e lúbricas intimidades. Umidade e fricção. Ou o que muitos preferem resumir como tesão. Apagado o primeiro de muitos incêndios, M percebeu então que H havia trazido champanhe com morangos, e H pode enfim também notar os detalhes da lingerie provocante que M escolheu para o novo encontro. Algumas labaredas mais tarde, fruíram daquele prazer de conversar, de poder falar das sensações, dos sentimentos e das percepções desses momentos incandescentes. E falavam da saudade, e dos desejos, e dos medos, e das vontades, e das fantasias, e de todo um outro labirinto, o das afetividades que se entrelaçavam nas relações e no relacionamento. Antes de se despedir, H notou entre os pertences de M uma pequena réplica de espada japonesa, dessas para abrir envelopes, sinal de que ela devia ter passado novamente pela feirinha oriental. Já M, percebeu que H havia adquirido mais alguns livrinhos com histórias de bang-bang. Mas ninguém quis comentar nada, nada de observações, nada de perguntas. Manter algum mistério era muito mais excitante.
 
E assim se despediram, e assim se reencontraram, e assim foram repetindo seus encontros semanais, pontuados pela entrega total em suas experiências, preservadas por segredos mútuos, quase como se suas vidas particulares nem existissem, como se a vida real acontecesse apenas naquele idílico quarto 609. E mais não precisava. E como é próprio dessas raras uniões onde o casal se completa, se complementa e se funde, chegaram à um nível de cumplicidade e simbiose onde era possível sentir plenamente o estado emocional do outro, apenas pelo olhar, pela voz, pelo toque. Não raro, depois do descanso, abriam os olhos ao mesmo tempo, sonhavam um com o outro, e muitas vezes um ía dizer uma coisa e o outro completava. Ao final de um ano a sintonia era tanta que de vez em quando já se conseguia até mesmo ler o pensamento.
 
Foi mais ou menos por essa época que M começou a pensar na possibilidade de investigá-lo, de tentar saber mais sobre esse homem misterioso, que lhe fazia tão feliz. Talvez desvendar o cotidiano desse íntimo desconhecido, saber o que ele fazia durante a semana, onde morava, se era casado, no que trabalhava, essas coisas. Mas refletiu bem e escolheu deixar de lado a curiosidade, preferiu não quebrar a magia que os unia, não queria desconfianças, não queria que ele fizesse o mesmo, que descobrisse tudo sobre ela. E assim continuaram, já que toda a felicidade do mundo cabia naquele singelo quarto. Ali era o endereço do amor, da paixão, do romance e do desejo. O resto, era apenas o mundo. E pequenas mudanças naquele quarto eram quase um acontecimento. O dia em que trocaram as cortinas. Uma pequena gravura que apareceu em uma das paredes. Os desenhos florais na estampa de um lençol. E um dia as paredes receberam uma nova tonalidade, o salmão suave passou para um rosa pálido. Isso foi uma grande novidade.
 
E o tempo foi passando. As fronhas dos travesseiros foram naturalmente se gastando, perdendo a cor, a textura. As conversas agora tinham diminuído um pouco, entremeadas de breves silêncios, que aos poucos foram se prolongando e muitas vezes a falta de assunto era compensada com a leitura de fotonovelas e os livrinhos de bolso. Num dos encontros sequer fizeram amor, apenas trocaram carícias. Depois, uma viagem impediu o próximo encontro, e uma desculpa aqui e outra ali fizeram rarear os sábados dos amantes. Até que numa dessas tardes de muito calor, as paredes do 609 sequer viram o casal se despir, apenas conversaram, olharam-se demoradamente, choraram, abraçaram-se e então convenceram-se de que poderiam parar de se encontrar. O rio da vida que seguisse seu fluxo. Sem culpa, ou rancor, deram-se ainda um longo e afetuoso último beijo.
 
Na saída para a rua, nenhuma palavra, apenas dois semblantes que se encontravam quem sabe pela última vez e cada um seguiu para um lado. H dobrou a próxima esquina, refletindo sobre isso que as pessoas chamam de amor. Se isso existe mesmo, dura pouco, uns dois anos, concluiu. De seu destino nada sabemos, apenas que deixou de freqüentar uma certa loja de livros usados daquele lado da cidade. M, que tomou o metrô mais próximo, olhava demoradamente as fotografias da revista, mas nada via, apenas pensava em como era possível conhecer alguém com tal profundidade e sintonia sem sequer saber seu nome. Dela também pouco sabemos, apenas que continua usando xampu com perfume de alfazema e adquiriu o hábito de comprar pastilhas de hortelã.
 
Dizem que aquele sebo fechou. Dizem também que vai reabrir em outro ponto da cidade, mas não se sabe bem onde, pois como sabemos, São Paulo é uma cidade grande, muito grande.

 
 
 
 

 

 

Arte final topo da página criada por Iara Melo

Fundo Musical: Catedral

Compositor: Tanika Tikaram

Versão: Christiaan Oyens/Zélia Duncan

Resolução do Ecrã 1024 * 768

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 

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