Portal CEN - "Cá Estamos Nós"

Revista Novos Tempos

Junho - 2013

Segundo Bloco

 

  Eduardo de Almeida Farias

  Eliana (Shir) Ellinger

  Eliani Kielin

  Elizaete Ribeiro

  Fahed Daher      

  Fátima Mota

  Geraldo José Sant´Anna

  Glória Marreiros

  Guacira Maciel

  Helena Melo

 

 

 

Eduardo de Almeida Farias

Brasil


VAIDADES


A pessoa vaidosa também tem seus momentos de lucidez. E muitas vezes jungido ao peso da amargura e desilusão com que é acometido deixa a desnudo um pouco daquilo que lhe atormenta a alma. Pois mesmo o vaidoso também tem alma, e seus momentos de desabafo, mormente quando constata que afinal não é tão importante como julgava ser e, muito menos amado por seus supostos amigos que não passam de bajuladores de ocasião.
Seu umbigo objeto de exacerbada idolatria, por um momento sente a fremente necessidade de um pouco de ar fresco renovador.
Quando isso acontece é momento de agradável e grata surpresa para aqueles que com ele ocasionalmente tem alguma relação, desinteressada, e suportam sua companhia.
A maior preocupação do vaidoso, ou da vaidosa é estar sempre em evidência, poder aparecer. Sua opinião tem que prevalecer sobre os demais. Chego a ter pena do cansaço e da amargura que devem sentir em certos momentos de maior solidão, quando sós, com seu pobre eu.
Permito-me pensar que, para lá da deformação, talvez genética ou defeito de criação, o outro grande problema que exacerba esse estado patológico do vaidoso (a) é a falsidade dos ditos amigos que o rodeiam, e por oportunistas ou outra desvirtude, costumam exacerbar e empanturrar o ego do dito cujo.
O nosso ego quando se transmuda em superego é semelhante a um simpático diabinho daqueles pintados de vermelho, de agulhão camuflado com o qual costuma espicaçar a todos, indistintamente. Mas há os que gostam, e há os que rejeitam tais ardilosas coçadelas. O tal mafarrico é por natureza, chocarreiro e traiçoeiro. Fácil é se deixar enredar em suas artimanhas, difícil é quebrar os tentáculos em que se deixou envolver. Ora, se até a Nosso Senhor, após seu prolongado jejum, o tal sedutor tentou!...
A humildade, o despojamento de orgulho, será com certeza o melhor, talvez único antídoto contra essa mazela da obliteração ou embotamento mental.
A humanidade, atualmente, dispõe de remédios para a maioria das doenças do nosso corpo, (não para todas, infelizmente), graças aos avanços da ciência; porém, para certos males da alma, a tarefa é ainda mais complexa, porquanto subjetiva.
Muita amargura, muitas decepções poderiam ser evitadas, se tivéssemos a coragem de trocar a dura couraça da empáfia pela diáfana leveza da modéstia, que ao fim e ao cabo é o contínuo exercício do bom senso; que, diga-se, torna-se tarefa por vezes nada fácil.
Se todos nós que gostamos de ter amigos, e penso que não há quem não deseje tal bem, quanto a mim, um dos mais preciosos bens; e se tivéssemos a coragem de romper certas barreiras e sobrepor preconceitos, talvez nossos olhos nos indicassem o caminho e as ferramentas com que se fazem amigos, ainda que haja quem diga que amigos não se fazem, mas algo que acontece até mesmo independentemente do acaso.
Amigos que podem estar ao alcance da distância de um abraço, logo ali ao dobrar a esquina.
 

 

 


Eliana (Shir) Ellinger
Hazorea/Israel


MINHA ESFINGE


Estou aqui, num deserto encoberto de esperanças.
Sobre mim, pairam nuvens carregadas de saudades
e o vento inquieto move as dunas de lembranças...

Estou aqui, envolta em mistérios tão etéreos
que se exalam e são levados pelo ar...
Em meu corpo faz-se a fera que te espera
sem enigmas que não possas acertar...

Eis-me aqui, uma esfinge sem charada a analisar.
Em meus sonhos não habitam os demônios,
nem incertezas que te possam perturbar.

Sou esfinge sem segredos! Domino do amor os medos!
Que seja eu imponente, mas adorada por ti somente!
Esculpida em teus desejos, penetrada por teus beijos,
tornando pura a areia que ora me torneia.

Mas se alguém te perguntar, sem o enigma decifrar,
grita, pois ecos não somem:
"Desta esfinge, sou eu seu homem!"

 

 

 

Nome: ELIZAETE RIBEIRO
Cidade: SÃO PAULO - SP


Vale à pena lutar?


O que eu tenho?
O que vale a pena ter?
Vale à pena lutar?
No presente momento o que seria melhor pra mim?
Será que realmente valerá a pena viver um novo romance?
São tantas perguntas sem respostas, fico imaginando qual será o meu fim.
Passaram-se os meses e nada absolutamente nada aconteceu, os planos, os projetos ficaram estagnados impossibilitados de saírem do lugar. O sentimento de insucesso toma conta dos meus sonhos e muitas dúvidas sobre o futuro surgem como densas nuvens em dias de inverno, impedindo-me de ver a luz do Sol.
Lutar ou desistir?
Alçar voo é tudo que desejo no momento. Antes que minha última gota de esperança escape por entre os dedos. Se amar fosse suficiente, os meus medos e anseios seriam resolvidos em um segundo, mas nem tudo depende do amor.
Será que realmente vale à pena lutar? Pelo que mesmo?
Procuro um espelho, em busca de um reflexo verdadeiro, procuro respostas... Sei que em algum canto no universo encontrarei.

 

Elizaete Ribeiro

 

 


Fahed Daher
Brasil


A NATUREZA E O QUE SOMOS
                                                       
Pois entre a natureza do que somos
e a natureza que buscamos ser,
existe uma incerteza que em assomos
lutamos muitas vezes, sem saber.
Quando criados para obedecer
às leis da biologia e então supomos
termos sido criados para ter
o domínio de tudo que compomos...
Pois entre a natureza, a que herdamos,
e a gula adormecida que guardamos,
que acorda quando dela não se espera...
É quando ela acordando e se exercita,
nossa voracidade mais se excita,
e o homem que era gente vira fera.

 

Fahed Daher

 

 

FÁTIMA MOTA
NATAL - RN - BR


SÃO JOÃO NA ROÇA

Quando chega o mês de Junho
Muita festança  acontece
No terreiro da fazenda
Tem quadrilha e tem quermesse
Tem arraiá enfeitado
Muito forró animado
Casais dançando colado
Tristeza desaparece.

O céu se enche de estrelas
Nesta noite de São João
Enfeitado de bandeiras
Terreiro vira salão
Meninas namoradeiras
Saias rodadas de chita
Com trança e laço de fita
Chegam com animação.

Uma fogueira é acesa
Põe-se milho para assar
Já tem comida na mesa
E pinga para esquentar.
Tem cocada e bolo preto
Canjica, arroz e pamonha
É  tanta gente risonha
Na barraca do arraiá.

Pra criançada tem jogos
De argola e pescaria
Pau de sebo, tiro ao alvo
Pula fogueira  Maria
E para  a namoradeira
Tem um  correio elegante
Assina um  rapaz  galante
De chapéu e galhardia.

Enfim começa a quadrilha
Arrasta-pé no salão
Sanfoneiro  puxa o fole
Casamento matutão
Mas antes da cerimônia
O noivo foge apressado
O padre fica amuado
E Maria sem João.

A sanfona toca um xote
O forró  já  começou
Dança João com Maria
Com  a benção do senhor
Explodem fogos no céu
E até  o  dia raiar
Festa mais bela não há
Que São João no interior.

 

Fátima Mota

 

 

 

 

Geraldo José Sant´Anna
São José do Rio Preto/Brasil


BICHO DA SEDA
 
tenho em mim um sossego
e nele me alongo
na rede me acolho e me aconchego
rede trançada em longos dias
medida e amarrada em horas cansadas
me espreguiço no dengo inútil de meus sonhos
neles me perco
por instantes
fugazes momentos que me escapam
enquanto no balouçar do tempo
me ajeito como posso
sem me apossar do instante em que devo me levantar
e nessa rede
trançada em tantas cores, dores e amores
me estabeleço
qual casulo do bicho-da-seda
nos dias que se passam
ora me mostro, ora me escondo
conveniências minhas
e o balanço mudo anuncia
demente em suas citações
vazio no seu regaço
afundado no que teço enquanto balanço
o tempo é fino como a seda

 

Geraldo José Sant´Anna

 

 

 

Glória Marreiros
Portimão/Portugal

 

CARTA A UM FILHO POR NASCER


   Um dia nascerás. Espera-te a ordem e a desordem da sociedade onde ficarás inserido. Reivindicarás, decerto, com o teu trabalho, os bens essenciais para conseguires uma vida com a dignidade a que toda a gente tem direito. Elaborarás e projectarás para o espaço dos teus sonhos, gritos de derrota e de vitória. Não desanimes e luta heroicamente pelos Direitos a que cada indivíduo tem direito.
   Filho, aprende a governar e a ser governado, alternadamente. Deixa que as fragrâncias existentes no teu coração adociquem outros corações mais rebeldes, os que ainda não descobriram  o valor do Ser sem o Poder. Ensina-lhes que a doutrina do Poder, bem administrada, é a face da liberdade consciente do verdadeiro cidadão.
   Eu, tua futura mãe, acredito que não há morte na vida dos ideais. Antevejo o retorno de Santo Agostinho e a volta de Aristóteles, demonstrando-se, de maneira eficaz, a sua presença na cultura onde pareciam desaparecidos.
   Assim, tu serás a minha continuação, demonstrando no meio onde viveres que a liberdade tem leis e direitos para serem cumpridos por todos os cidadãos. Eu tenho a consciência tranquila, por isso te peço que conserves no âmago da tua alma uma réstia da minha vivência.
   De qualquer forma, não concordo com tudo o que me é imposto. Jamais consentirei que a civilização possa ser uma forma de repressão! Aceito que a verdadeira liberdade nos traga, por vezes,  alguns sacrifícios. A vida em sociedade nem sempre é fácil, mas quando conseguimos alcançar a maioria dos nossos objectivos, apodera-se de nós um profundo bem estar que, sem reservas,  é transmitido às pessoas que nos rodeiam.
   Filho, um dia quando nasceres serás um novo Ser introduzido na história, nunca estarás fora dela. Tudo o que te envolve e afecta te deve interessar. A tua vida é parte da vida da sociedade onde comungarás os teus ideais. Na família, no trabalho, nas relações sociais, no campo da política, nos tempos livres e na diversão.
   Faz com que as tuas ideias sejam puras e justas, que assumam peso social e se transformem num oásis de valores, modificando os comportamentos menos correctos dos grupos onde, porventura, estiveres inserido.
   Peço-te, ainda, que dês vida ao teu pensamento, na sua dimensão existencial, incorpora-o à circunstância de toda a gente! Que ele seja palavra perfumada e que possa voar, como um condor, de geração em geração.
   Chegará o dia, meu filho, em que todos os homens e todas as mulheres terão, em conjunto, uma única alma, capaz de abraçar o mundo inteiro.
   Sei que a minha saúde é precária e que viverei pouco tempo depois de tu, meu amor, nasceres. É esse o motivo porque me sinto estimulada a escrever-te esta carta. Faz dela o teu amuleto!
   Um grande BEIJO!

 ***


ESTRELAS E LUAR

Nas noites estreladas pões magia.
Escreves os teus versos de lilás,
Pondo no espaço etéreo o cartaz
Das ilusões tecidas com mestria.

Entornas os silêncios do teu dia
Sobre a prata da lua, que te traz
Visões dum infinito, aonde a paz
É cintilante estrela que te guia.

Teu rosto, de açucena e de saudade,
Guarda, em si, a pureza, a liberdade,
Dos sonhos transformados em dever.

Estrelas e luar são um poema
Trazendo a dimensão do maior tema,
Que és tu Poeta e Mãe, Avó, Mulher!

 

Glória Marreiros

 

 

 

 

Guacira Maciel

Brasil


Alma Barroca do Povo Brasileiro (excerto do livro “Cruz do Meu Rosário; um amor na Chapada  Diamantina”

 

Aqui precisaria trazer uma compreensão sobre essa analogia, pois entendo que o barroco representa fortemente a alma do povo brasileiro, por sua profunda teatralidade expressada com muita ênfase, propriedade e força na obra do Aleijadinho, que externou esse fenômeno em suas esculturas. Uma obra plena de drama, de metáforas, de musicalidade, constituídas por olhares, postura corporal, gestos e movimentos que absorvem e partem da apropriação de elementos da natureza. Nela se encontra retratada, pioneira e reconhecidamente, a identidade mestiça da alma e do sangue desse povo, evidenciada por seu caráter expressionista. Eu diria que na obra do Aleijadinho está o genoma da composição genética em cujos códigos se pode identificar o sangue indígena, nativo do país, acrescido daqueles outros que foram incorporados a posteriori, que são o do negro e do europeu, com marcantes características humanas e pleno de sensualidade, percebidos nos movimentos das suas esculturas.
Com o olhar, e na busca, na tentativa  de compor uma identidade própria desses espaços, encontramos referenciais bastante contemporâneos no hipertexto que se realiza na obra do artista, reconhecido, inclusive, como um majestoso conjunto arquitetônico; eu iria mais longe, ousando dizer que essa arquitetura se transmuta numa veste também imaterial, quando imagino o que consegue estimular na dimensão da criatividade, para moldar características mestiças. Na montagem do seu teatro em pedra-sabão, ainda que em sua imobilidade material, fundado em 1957, na então Freguesia de Nossa Conceição das Congonhas – exemplo de uma história icônica, o artista mineiro construiu o que os estudiosos denominam de “arquitexto” (arquitetura e texto), que eu diria também no sentido de dimensões imaginárias colossais quanto às possibilidades, composto de um cenário e uma coreografia (movimentos) que conseguem nos transportar à própria gênese da história humana. Ali se encontra em plenitude outras linguagens, como a muda e imutável musicalidade, percebida sutilmente pelo movimento das posturas e roupagens que dão suporte a essa coreografia; nela os 12 Profetas, em imponente posição corporal, realizam uma conferência imaginária, que me transporta à não menos mágica Távola Redonda, do lendário Rei Artur.
O caráter barroco da obra teatralizou a arte brasileira em suas características multirraciais, representando-a com nuances de musicalidade, que tanto têm em comum com o nosso caráter, expressão do corpo, criação e imaginário, mas também ciência (cálculos e precisão). A maior marca dessa teatralidade, dessa dramaticidade lhe é conferida magistralmente nessa linguagem visual, através do movimento dançante das roupas enfunadas por um vento quase palpável e não menos imaginário e dramático; pela sugestão da impetuosidade e autoridade anunciadas por esses personagens/divindades, como um portal entre o divino e o humano, livre de qualquer crença específica. A dramaticidade do barroco está muito plena na obra, até pela similaridade com as condições físicas do seu criador, severamente mutilado pela lepra, segundo consta,  enfermidade que foi consumindo sua carne e seus movimentos tão lenta e perversamente. Nela também estão registrados a dor e o sentimento de transitoriedade do homem, que o artista tão bem consegue comunicar; a impossibilidade da perfeição e do reconhecimento de que a arte capta um momento muito fugaz da condição humana de criar; portanto, do reconhecimento das suas limitações.
Talvez até possamos entender certa ‘crueldade’ ou desespero vistos nas deformações das esculturas de pedra-sabão, escolhida - sugerem alguns - por sua composição com ferro e, portanto, sujeita à oxidação, como uma forma de retratar seu estado físico legado pela inexorável enfermidade, ou ainda pela possibilidade de ter o controle ao roubar-lhes a integridade, a beleza e a vida, como acontece consigo mesmo, sem que possa interferir nesse processo. Pelo menos em sua obra poderia ter, ainda que fugazmente, o controle da sua vulnerabilidade; aqui volto a chamar a atenção sobre a representação e a utilização da arte como possível expansão do Eu; o Eu que lhe escapa e adquire vida e personalidade, e existência  próprias.
Segundo consta, há uma referência de que os Profetas também representariam os inconfidentes mineiros, tese desconsiderada com acidez por Waldemar de Almeida Barbosa em “O Aleijadinho de Vila Rica”, que diz ser a hipótese “excesso de imaginação ou falta de assunto”. Entretanto, como entendo a criação um terreno sem paternidade e movido por amplas compreensões de mundo e caminhos do imaginário, não a desconsideraria, uma vez que aquela fase se constitui uma vivência histórica plena de muita dramaticidade na nossa história, pois naquele período Minas Gerais passava por um momento de grande exploração de suas riquezas e reivindicações sociais, atingindo o desfecho que conhecemos.
Essa compreensão busca explicitar com lucidez, com muita pertinência, a similaridade que entendo existir, e busco explicar, entre a natureza do povo e a teatralidade da fase barroca brasileira, especialmente o trabalho desse artista, onde está implícita a multiplicidades rítmica e outras linguagens artísticas tão plenas, tão claramente representativas, e o  seu envolvimento com o clima e a voluptuosidade dos  nossos relevos, em que o elemento nativo, acrescido dos outros já mencionados e que compõem nossa genética tão múltipla, se fazem esplendidamente presentes, ampliando suas formas em nossos espaços.


A festa dos teus olhos (Guacira Maciel)
 
Me leva à festa
que o mar faz em teus olhos
pega a minha mão
e me ensina a dançar
como os raios dourados do sol
dançam na tua iris azul
não quero mais
sentir essa saudade devagar
não quero mais o silêncio da lembrança
que tanto faz doer a tua ausência
me leva à festa dos teus olhos
segura a minha mão
me ensina a dançar
o mistério
da eternidade da nossa melodia
preenche com teu abraço
o vazio da tua saída
mais uma vez
agasalha-te em minha pele
e ressona sem cuidado
esquecerei então o amanhecer
incerto de ti e de mim mesma
mas terei ouvido já
palavras doces
promessas vãs
ainda quero ouvir teu riso
quero dançar no mar
me leva pela mão
à festa azul do teu olhar...

 

 

MENSAGENS DIVERSAS

 

Autora: Helena de Melo

Coimbra - Portugal

 

 

As tuas Mãos exalam um Perfume difícil de Comparar , um Perfume de Flores Simples apanhadas nesse Chão onde o Amor semeou a Igualdade a Paz o Perdão.
 
De Helena Melo
 
 ***
 
Viajar dentro de Si é sentir a Paz nos Inundar, é também se descobrir e Amar as paisagens que encontrar.
 
De Helena Melo
 
 ***

Somos tantas Palavras, somos tantos Recados, tantos Pensamentos trazidos, levados pelo Esquecimento, somos Milhares de Desejos e de Criações somos Únicos na Diversidade, cada Palavra um código a seguir cada momento não se volta a Repetir, cada um de Nos é um Mundo um Planeta, uma Esfera a Descobrir.

 
De Helena Melo
 
 ***

O Homem e a Alma um Projecto em Construção, o Corpo não é uma Prisão, é antes um Instrumento para alcançar a Razão.

 
De Helena Melo
 
 ***

Sou de muitos Mundos trago mil Histórias para contar de Reflexos de Luz é feito o meu Peito, não sei como aqui cheguei mas sinto que há algo que me Guia e me Obriga a Avançar.

Trago-vos notas de Cor, melodias e pensamentos, trago tormentos trago as minhas Dores e muitos Amores trago Encantos Prantos, e Paz no Silêncio do Branco, asas para Voar onde poiso o meu Olhar.
 
De Helena Melo
 
 ***

Não podemos medir todos os gestos nem mudar acontecimentos, podemos antes tentar no lugar do outro nos Colocar e perceber a Dor que não se pode Conter a mão que precisa se fechar e outra mão Agarrar.

 
De Helena Melo
 

***

Sobre uma Folha de Papel escrevi um Poema que nunca mais voltei a ler, passaram anos sem perceber que este Poema trazia o registo de momentos Vividos de Sonhos Traídos que são a Repetição do que no traz a Vida Vivida retratada Florida, Apagada construída, de muitos enganos, de muitos planos Abraços Paixões, cálculos medições, livros desfolhados folhas perdidas, e Novos Poemas para Descobrir.

 
De Helena Melo

 

 

 

 

 

 

 

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