ADÃO E EVA
Alfredo dos Santos
Mendes
Uma folha de
parreira,
Serviu, de certa
maneira.
P’ra Adão tapar a
nudez.
O país nem tanga
tem.
Vamos ter de usar
também,
Essa folhinha, outra
vez!
Mote e glosa de: A.
Mendes
Que vida tão
desgraçada.
O dinheiro não dá
p’ra nada,
Eu vivo numa
canseira.
Fatos, não posso
comprar!
Por certo, vou ter
de usar:
Uma folha de
parreira!
Uma folha bem
verdinha,
Vou arrancar numa
vinha,
Faço uma tanga
ligeira!
Assim fez o Pai
Adão!
P’ra ficar todo
pimpão…
Serviu de certa
maneira!
A Mamã Eva, também,
Ao ver que ficava
bem,
Logo a mesma coisa
fez!
Lembrando, faz-me
sorrir…
De a verde parra
servir,
P’ra Adão tapar a
nudez!
Mas hoje fiquei
pensando,
Com meus botões
cogitando,
O que em tempos,
disse alguém!
No seu discurso
empolgado,
Ele deixou um
recado:
O país nem tanga
tem!
Fiquei triste
desolado.
Bastante preocupado,
P’lo País não estar
bem!
E fiquei pensando,
então.
Se a parra do Pai
Adão,
Vamos ter de usar
também?
Portugal tão pobre
está.
Se o dinheiro, p’ra
nada dá…
Fico a pensar que
talvez!
O povo, por este
andar,
Vai voltar a ter de
usar,
Essa folhinha, outra
vez!

QUERIA TANTO
FALAR-TE DE AMOR
Amália LOPES
Queria falar das
letras que me
escorregam dos dedos
noite após noite
entre o luar e dos
teus dedos, que
sinto famintos
dentro de mim.
Hoje entraste em
mim, num castelo que
te pertence, ontem
fui a rosa que se
desfolhou dentro dum
laço eterno.
Eu sabia que esta
historia deveria ser
contada a ti a mim,
a alguém algures nas
montanhas, aquela
onde te beijei
naquela tarde
escaldante que me
trouxe olhares,
beijos e tantos
afectos.
O tempo, meu amor,
são jasmins poisando
em plumas na
distancia do mundo
são laços eternos,
que se desatam
indefinidamente em
caricias de ti em
mim, és um sol em
jardim de corações,
tens tantos corações
que te amam, meu
amor.
Esta carta, é a vida
, a loucura, a tua
vida cheia de
castelos e rainhas
que se
tornam transparentes
de desejo e afecto e
que tu afagas nas
horas que o sol te
deixa, os minutos em
que beijas cada uma
diferente, igual,
tudo é diferente,
mas tudo é teu, é o
teu mundo com
impossíveis, com
lamentos, com dor,
mas com eterno amor.
É um vicio o amor,
mas é tão bom falar
de amor.
Vivê-lo é cânticos
de eternidade, é
bálsamo, são azuis
as caricias das
letras.
Perco-me em ti,
neste som de teclas
que me falam em
amor, poesia e
letras.
QUERIA TANTO
FALAR-TE DE
AMOR!!!!!!!
Mas na hora do
silencio as palavras
retiram-se de mim e
só te vejo em
olhares e beijos, tu
sabes que me custa
dizer-te algo, mas
um dia meu amor,
falarei para ti a
mais linda historia,
nem sei que
fragrâncias nos
separam, que grito
alucinante me
reprime na hora de
falar, não sei, é
uma memória
ancestral da muita
saudade.
Vou semeando flores
nos jardins da vida,
na emoção dos
espaços que ocupas
dentro de mim, no
orvalho das
madrugadas e
lágrimas perdidas no
perfume inquieto dos
meus pensamentos.
Não sei se penso, se
grito, se durmo
profundamente dentro
de ti.
Hoje fui dentro de
ti, percorri
galáxias de sonho,
murmúrios de ventos
em desalinho no
interior do teu
corpo quente e
macio, voltei
inundada de
estrelas, e ausente
de tudo, não te vi,
era outro mundo.
Gostaria de dizer,
para nunca deixares
de acreditar em
amor, num colar de
pérolas, numa noite
de aurora, nos meus
seios desnudos, num
terno louco e
libertador amor, em
sopros de vida, em
salpicos de
esperança, nunca
deixes a realidade
tomar a ordem da
vida, solta a
esperança e vive-a
em plenitude. Abraça
os murmúrios, as
canções, os
segredos, os
lamentos, as
lágrimas, tudo é
vida.
Tão cedo passa, nada
se sabe, mas…tudo,
tudo se sente…
Queria tanto,tanto,
falar-te deste amor…
poema de ti, já nem
sei se de mim…o que
escrevo, já não sei
se será de mim.
devolvo-te tudo
porque te gosto,
tanto… assim… meu
amor…
mas quando partires
não me abraces…
deixa solto o vento
nas marés...
noite 26junh2010

Ser Imortal
Ana Maria Nascimento
Mote:
Quando a morte nos
ocorre
Deus vem aqui nos
buscar
pois o trovador não
morre...
muda apenas de
lugar.
(Ademar Macedo)
Quando a morte nos
ocorre
deixando
consternação
nosso Bom Pai nos
socorre
no momento da
aflição.
Quem faz verso
sempre diz
Deus vem aqui nos
buscar,
por isso aceito
feliz
seguir para o novo
lar.
E chegando ao céu
discorre
com total
encantamento
pois o trovador não
morre...
com esse
acontecimento.
Fazendo verso,
afinal,
consegue logo julgar
que aquele que é
imortal
muda apenas de
lugar.
Lágrimas de Mulher
Ana Lucila Maranhão
Paro e fico a pensar
no choro de cada
mulher, nas lágrimas
a rolar,
Nasceu a filha,
olhava o berço
feliz, ela sorria,
mas, também
chorava,
Gerar uma criança,
ser mãe, faz a
alegria de um lar.
Vejo uma mulher
abraçada ao corpo do
filho morto, triste
infeliz e
desesperada,
tão jovem... Rapaz
ao volante veloz, o
matou, ela chorava
de dor e, lamentava.
Lembro ainda da
mulher que pedia
ajuda para o filho,
muito transtornada,
era a mãe de um
rapaz viciado em
drogas, ela
chorava, não sabia
como lidar.
Escutei no silêncio
da clínica, outra
mulher, chorava e
sorria com um papel
na mão,
resultado de uma
biópsia, e,
resultado negativo,
ela chorava feliz
pela bênção.
Mulheres são anjos,
que choram, lavam a
alma, na felicidade,
dor e comoção...
Mas, sempre com
muita intensidade,
porque ela é a
própria emoção.
A lágrima da mulher
expressa
sentimentos. O
cérebro dela enxerga
e sente.
Quando meiga doce e
suave, tem voz que
encanta, e, de vida
nos dá lição.
Suas lágrimas são
gotas d’água
brilhantes, que
salienta o seu olhar
cativante.

TRIBUTO A UM POETA
Aparecido Donizetti
Hernandez
Sob a sombra da
velha paineira
Repousa o antigo
arado,
Arado que rasgou as
terras de massapé,
Onde vi plantar as
sementes das
esperanças
De ver nossos campos
verdes brotando...
Velha paineira que
nos abrigava sob
seus galhos,
Onde João de Barro
construía seu ninho
de amor,
Lá nos encontrávamos
todas as tardes de
outono,
Onde víamos o
entardecer, pensando
que nunca haveria
dor...
Velha paineira que
hoje como nós
Entristece ao
contemplar as
queimadas
Que ofuscam o
pôr-do-sol
Do nosso lindo
interior,
Levando embora seu
esplendor.
Velha paineira que o
poeta
José Fortuna
eternizou com suas
palavras de amor.

Borboleta
Cyroba Cecy B. O.
Ritzmann
Borboleta não
persigo
é lindo vê-las voar,
afasto todo inimigo,
que as queira
magoar!
Sempre que posso
trabalho,
eu cuido do meu
jardim,
mas às vezes me
atrapalho,
fico com pena de
mim.
Preciso arrumar o
abrigo
e deixá-las livre
voar...
Só assim delas
consigo
que fiquem a me
enfeitar.
Dançando ao sabor do
vento,
alegres voando
assim,
só vê-las não me
contento...
Que venham atrás de
mim!
RESTO DE MIM
Diana Camargo (São
Sepé/RS)
Numa manhã de final
de outono
Fria e chuvosa
Vejo tua
indiferença...
Tua inquietude
Como a fugir da
minha presença.
Meu coração, que em
outras vezes,
Tanto te procurava,
E sempre se
aconchegava no teu
abraço...
Hoje está vazio.
Uma estranha
sensação de
indigência
Toma conta de mim...
Tudo ao redor parece
não ter sentido.
Quero fugir desse
lugar
E das lembranças que
trazem de volta
Os momentos felizes
que passamos juntos.
E nessa manhã fria e
chuvosa
De final de outono
Vejo tua
indiferença...
E o que restou de
mim...
DECLÍNIO
ELIANE ARRUDA - CE
Que lindo o sol
descendo a escadaria
Do poente, e o céu
tingindo de
vermelho!
Aos poucos, vai
perdendo a
serventia,
E a graça que revela
nos lampejos.
As cores do poente,
ah!... São risíveis
Àqueles que na tela
reproduzem
O que os olhos
trazem de incrível:
Matizes desse
instante e pouca
luz.
Um dia, a nossa
vida será noite,
U`a noite eterna sem
mais ver o sol,
A lua chorará sem
ver seu noivo?
No outro dia, raios
seus bebamos,
De u`a ponte ou
janela, estando sós,
Diante da beleza,
os poetas cantam.
ELOS PARTIDOS
-eron-
Que será de ti
quando amanhã,
aflita, me chamares
e não me encontrares
mais aqui?
Sentirás, então,
só e insegura,
tanta amargura,
que o teu coração
vai morrer de culpa,
porque já parti!
E eu... sem ti...
montado numa
estrela,
cavalgando ao léu,
concluirei no céu,
que passei pela
vida...
e não vivi!
helenarmond
sim... eu poderia...
ousaria...
garantir...
vendo a parede
branca
que antecede uma
palmeira
que antecede
o monumental
concreto
que antecede...
um morar
comunitário...
dizer que tenho
as mais belas
fractais
de um arco-íris
nos vidros da minha
janela...
DRAMA DA EXISTÊNCIA
HUMANA
Ilda Maria Costa
Brasil
Será que há alguém
que não tenha
consciência
da realidade social?
Quando me vejo a
olhar a chuva,
penso... repenso...
penso...
Como seria
fantástico
se água da chuva
pudessem levar
as impurezas
sociais,
morais, políticas e
culturais.
Meu Deus, as
impurezas humanas
são tantas que seria
preciso uma grande
e prolongada
enxurrada
para limpar tamanha
sujeira!
Algo, no entanto,
preocupa-me.
Estaria o problema
resolvido
ou apenas estaria
sendo removido
para outros locais,
não apresentando
nenhuma solução
satisfatória
a tais dramas da
existência humana?
Sabe-se que, na
sociedade,
predomina
pessimismos,
amarguras e falta de
bons objetivos de
vida.
SER POETA
Hermoclydes Siqueira
Franco
SER POETA não é
viver de sonhos,
Mas, saber aplicar o
seu lirismo
Nas estrofes dos
hinos mais risonhos
E, ao fazê-lo,
conter o ufanismo.
SER POETA é dar
aulas aos tristonhos
A ensinar-lhes,
deste mundo, o
realismo...
SER POETA é sorrir
ante os medonhos
Pesadelos, à beira
de um abismo!
SER POETA é compor
frases diletas
E empregar o segredo
dos estetas
Ao filtrar, em seu
verso, as emoções!
SER POETA é
juntar-se à linda
musa
E seguir, pela vida,
à luz difusa
Que ilumina, em um
só, dois
corações!...
Aqueles olhos negros
Heralda Víctor
Aqueles olhos negros
como a noite,
Carregados de
mistério e
incertezas
Perpassam desnudando
a minha alma
E repousam em
silencio no meu
corpo.
Aqueles olhos negros
como as sombras
Desvendam meus
desejos mais
secretos
Alimentam com
carícias minha pele
Seqüestram meu
pensar e o meu
sossego.
Aqueles olhos negros
cintilantes
Encantaram as
meninas dos meus
olhos
Num bailado sedutor
e envolvente.
Aqueles olhos negros
atrevidos
Possuem o que nenhum
olhar consegue,
Ater minha atenção
no seu sorriso
Desejando a beleza
só em mim...
AGOSTO
Iraí Verdan
É madrugada ainda...
A noite, parece
não querer terminar!
Contudo, o
despertador toca,
o galo canta, o
carro
passa em disparada!
E tudo a um só
tempo,
fazendo a gente
acordar...
Lá fora, a natureza
gélida de frio,
chora!
Mas, sei que em
breve
o céu, nevoento e
escuro
vai deixar o Sol
chegar
de mansinho...
Com seus raios,
coloridos,
qual agulhas
afiadas,
romperá a densa
névoa
pra despertar a
aurora.
De repente,
como se houvesse no
ar
coisas a acontecer,
vem chegando sons,
não de flauta ou
flautim,
mas, de engenho
moendo cana;
e de vibrantes
assobios,
açoitando as folhas
no jardim...
Sinfonias de
palmeiras
bailando,
na dança ritmada do
vento
frio, constante, sem
fim!
Ouço o estalar
dolorido
dos galhos da
mangueira,
a espalhar flores e
o pendão.
E com força
exagerada,
quedarem-se ao chão!
Ouço, ainda, o som
ruidoso
do vento:"Uah!..."
Que parece dizer:
"Vim...Vim..."
E a natureza,
responder-lhe.
Nesta hora,
o impiedoso vento,
faz seus redemoinhos
e caracóis.
Levanta tudo, o que
encontra
em seu lufar:
Tira a poeira do
chão,
revira as folhas das
hortas.
Ao som da valsa
triste, de J. Kosma
dá asas às "Folhas
Mortas",
que dos galhos, as
fez despencar!
Faz chorar a
desventurosa rosa,
que nascera hoje!
Espalhando suas
pétalas
pelo ar!
Junto àquele uivado,
ouço o cantar do
passarinho,
que ficou sem abrigo
e sem ninho...
No gorjeio, a
comoção,
pelos filhotes da
Primavera,
que jamais,
nascerão...
Os cães ladram nos
quintais,
tal qual uma trilha
sonora!
Que do vento, se
escondem de medo...
E do outro
cão-danado de
raiva!...
E, assim, este vento
frio,
às vezes quente,
em meio ao inverno
intenso
que a Natureza,
desarrumou,
veio só pra
anunciar:
que AGOSTO...
Chegou!...
Magé-RJ.

MEU CANTO
Ivone Boechat
Eu faço versos
pra espantar meus
sustos,
dores, angústias e
tristezas vãs...
vou caminhando pra
esquecer o tempo,
e, nesse alento,
vou buscando as
mágoas
pra apagar as chagas
e recomeçar!
Sou como lírio
que ilumina o vale
escuro,
sou como águias
à procura do
infinito,
busco no vento a
força
contra o muro,
e, nesse alento,
vou buscando as
mágoas
pra apagar as chagas
e recomeçar.
Chuva miúda,
dor pequena,
tarde calma,
luz maior,
partir sem medo,
sem fazer segredo,
voltar sorrindo,
se puder voltar,
e, nesse alento,
vou buscando as
mágoas,
pra apagar as chagas
e recomeçar.
Revendo amigos,
conhecendo mundos,
atravessando
abismos,
pra poder sontar,
vou com as flores
enfeitando estradas,
pra poder na volta
te encontrar,
e, nesse alento,
vou buscando as
mágoas,
pra apagar as chagas
e recomeçar.

NO SUL DO MEU OLHAR
José Liberato P.
Ferreira
Sob o céu do meu
sul, meu olhar
Se faz poesia, minha
noite de quimeras
Pois o lume das
estrelas me encantam
E alumbram minha
alma de tapera.
A saudade vem na
brisa viageira
Na retina, luz de
prata vem pintar
Só o amargo do meu
mate me consola
Quando a flauta das
taquaras vem tocar.
E nas asas desta
noite vôo longe,
Quando o lume das
estrelas pousam em
mim
Todo o chão se faz
céu em luz dos
fachos,
Vaza o teto, pelas
frestas do capim.
Na aurora do meu sul
me ilumino,
Quando as luzes
vermelhadas vem
nascer
E de paz, meu
rancho, na geada,
Vem o sol, meu
sorriso aquecer!

PROSPERAR SEM
MUTILAR
Josias Alcantara
Enxergar o mundo e
ter a certeza
de que é possível
nele prosperar
o fraco o forte, ou
o que mais lutar
em prol da vitória,
mas com nobreza.
Olhar ao lado e não
discriminar
o próximo que vive
na pobreza;
estender-lhe a mão,
com plena certeza
de que o mundo gira,
a quem ousar...
Que bom seria, não
tivesse guerra,
aflição, tortura
aqui nessa terra
e fosse a união, a
maior ventura.
Infelizmente não
basta viver
apenas do sonho, sem
o saber;
é preciso ousar em
cada aventura.

NÓS, E O SILÊNCIO DO
NOITE
Juçara Medeiros
Lasmar
No silêncio da noite
só nós dois.
Uma música distante,
mais ninguém....
Uma carícia, um
beijo...
Palavras murmuradas,
apenas nós dois
sozinhos
de mãos dadas...
O amor foi aos
poucos nascendo
no silêncio daquela
noite clara...
Sob um céu com
nuvens apagadas
Entre abraços,
carícias e beijos,
Amor e prazer se
misturavam....
Sua boca quente
sobre a minha,
Suas mãos, seu corpo
com calor...
Só nós dois no
silêncio da noite,
uma música
distante...
Nós conhecemos o
amor!...
BIS !
Lígia Antunes Leivas
E vens com jeito
... teu sorriso
pronto
e palavras vestidas
de arco-íris
(... rende-se minha
resistência...)
Caleidoscópio no céu
cinza!
Hoje a chuva é de
prata
e a sombrinha? ...
pede bis!
IARARTE
Luiz Poeta
Luiz Gilberto de
Barros - às 22 h e 4
mi do dia 25 de
agosto de 2010
do Rio de Janeiro,
especialmente para o
coração da
webdesigner e irmã
dos poetas na arte
que realiza, Iara
Melo
Eu gosto de te ouvir
quando te leio,
porque tuas palavras
nunca mentem,
retratam o que teus
desejos sentem
e o teu mais
expressivo devaneio.
Humana, não escondes
teus anseios
e embora alguém te
ache impiedosa,
espetas quem te fere
e, como a rosa,
perfumas quem te lê
sem vãos enleios.
Por trás de um
sentimento
compulsivo,
está um coração
compreensivo,
capaz de
emocionar-se...
emocionando,
pois quando o teu
trabalho é
concluído,
revelas, num sublime
colorido,
um rosto que sorri,
mesmo chorando.

EXPERIÊNCIA COMO
MULHER
Luíza Benício
Minha experiência
foi valiosa
Aprendi a viver como
menina
Depois como
adolescente
Jovem, desejando ser
gente
Lutando por melhores
empregos
Por melhores
salários...
Para uma melhor
remuneração
Precisava batalhar
para pagar a
faculdade.
Para comprar uma
casa
Enfim, lutei muito!
Na medida do
possível
Tinha uma vida
alegre
Entusiasta e
esperançosa!
Parece que hoje
poucos jovens
Preparam-se para uma
vida melhor
Fazendo isto com seu
próprio esforço
As exceções são
poucas
E preferem o muito
fácil
Casam-se logo, antes
da profissão
E aumentam os
problemas
Para si, seus pais e
para a sociedade!
Principalmente como
mulher
Tem-se que pensar
muito
Batalhar, tomar
consciência
Do que é família
Para alicerçar
A sua vida!
Esta é a minha
experiência como
mulher!
Recife-Pernambuco

POEMA DAS CORES...
AZUL
- L. Stella Mello -
Meu céu é azul...
Como a calma
mansidão dessas
montanhas gloriosas,
Que para o céu se
erguem, e onde
As asas dos meus
sonhos esvoaçam,
Tocando de leve a
leve atmosfera...
Minha esperança é
azul...
Embainhada pelo
alaranjado-ouro
De um pôr do sol de
abril,
Que se desdobra qual
manto franjado
Por sobre o vale
iluminado...
Meu sentimento é
azul...
Pontilhado de cores
e perfumes,
Que saltam por sobre
a relva
Em forma de flores
mimosas,
Como a borboleta
airosa...
Meu amor é azul...
Como águas claras de
um lago
Encantado, sonhando
um dia
Alcançar o mar, e
misturar-se
Com o céu no limite
do horizonte!

SANTIDADE NO SENHOR
Malude Maciel
Almejamos atingir a
santidade
Com obras que ficam
bem aquém
Mas sabemos que na
realidade
Certamente não somos
ninguém
Senhor de soberania
Poder, supremacia e
grandeza,
Deus mostra a nossa
fraqueza
Sufocando a rebeldia
Desprovidas de toda
qualidade
Nossas obras são
trapos de imundícia
Nem precisa de fazer
qualquer perícia
Para comprovar essa
verdade
Caindo palmo a palmo
na desgraça
Tal cego cambaleante
Andamos no mundo
errante
Necessitando da
graça
E Deus que é Bom
Pastor
Todo Amor e
fidelidade
Prova-nos que a
"santidade"
Só depende do
Senhor.
Membro da
ACACCIL - Academia
Caruaruense de
Cultura,
Ciências e Letras
O LIVRO
MARIA LUISA BOMFIM
O LIVRO ENCANTA
MINHA VIDA !
É AMIGO, AMANTE,
FEITICEIRO.
VIAJA COMIGO,
REALIZA SONHOS,
APAGA TRISTEZAS.
SECA MINHAS
LÁGRIMAS,
DEVOLVE ALEGRIA AOS
MEUS DIAS.
O LIVRO
É SÁBIO,É MESTRE, É
POETA
ESCUTA MEUS
SEGREDOS,
ALEGRA EM SILÊNCIO
AS DORES D' ALMA.
SATISFAZ MINHA FOME
DE PALAVRAS
TRANSPORTA FANTASIAS
ALÉM-MAR,
DANÇA EM PENSAMENTOS
ENCANTADOS
BUSCANDO LEMBRANÇAS
APAGADAS.
PRIMAVERA
Maristela M. Machado
Se eu pusesse
escolher
Queria ser a
primavera
Brisa leve...
Campos floridos...
coloridos
Homem...natureza
beleza infinita.
Ser feliz é fácil
Na primavera.
Se pudesse escolher,
Inverno...
Não queria ser
Impreguína...
Lembra-me
As dores mais
fortes,
a escuridão.
Se pudesse escolher,
Usaria vestes de
primavera.
Libertaria meu corpo
E minha alma,
Deste nebuloso
inverno.
Deste frio... tão
frio
Que insiste
Em querer aconchego,
Sentir-se dono
Do meu coração!
A MULHER QUE AMO
Odone Antônio
Silveira Neves
A mulher que amo
reconhece meu
silêncio
Ouve meu coração
Envolve-me em seus
braços
Afaga-me os cabelos
Encantam-se seus
olhos
Seu perfume me atrai
A mulher que amo me
ama
Ama-me como a quero
Esconde-se em meus
versos
Desnuda-se em meu
peito
Possui-me em seus
lábios
Seu desejo é doce
como o mel
Intenso é seu
carinho
A mulher que amo
É apenas a mulher
que amo
TODOS CHORARÃO
Prof. Garcia
Se não houver mais
flores nos jardins,
se faltar o perfume
dos rosais,
sofrerão nossos
anjos querubins
ao romper das
auroras matinais.
Se faltarem belezas
campesinas,
sabiás e os mais
lindos rouxinóis,
que serão das
auroras tão divinas
sem os cantos que
encantam todos nós?
Sem os perfumes
virginais dos
campos,
sem a voz maviosa
das cascatas,
chorarão os poetas
pirilampos
no silêncio final da
voz das matas.
Todos nós choraremos
de desgosto,
nunca mais os poetas
vão cantar,
rolarão muitos
prantos pelo rosto,
"as almas dos poetas
vão chorar"!

AO RELER MEU SONETO
Raymundo de Salles
Brasil
Um verso eu quis
fazer melhor
elaborado,
Um clássico soneto
igual aos de Bilac,
Soneto à moda
antiga, e bem
metrificado,
Como o fizera
Arthur, que foi do
verso um craque.
Fiquei ante o papel,
horas a fio, parado,
Buscando um verso
puro, um verso sem
sotaque,
Corri atrás da rima
até ficar cansado,
Coloquei a cesura em
lugar de destaque.
Achei que o meu
soneto já estivesse
pronto,
Mas quando o fui
reler, verso por
verso, vi
Que em cada um
faltava ainda um
contraponto
Que lhes pudesse dar
riqueza à melodia;
E as cordas dedilhei
de novo, e descobri:
Faltava-lhe a unção
– e dá-la eu não
sabia.
20/08/2010

É PRIMAVERA
Regina Bertoccelli
Hoje vestirei as
cores da Poesia
Quero recepcionar a
Primavera
Com o coração cheio
de alegria
Farei uma homenagem
sincera
Sentirei o perfume
da cada flor
Que há no jardim do
meu coração
Uma linda canção
quero compor
Preciso falar do
amor e da paixão
Hoje só quero paz e
harmonia
Que todo o mal fique
ausente
Neste clima de festa
e euforia
Minha alegria é
transparente

QUEM SABE?!!!
Ricardo De
Benedictis
O amor de mil
mulheres
Acrescentam-me
misteres
Que não canso de
aprender.
Quem sabe, um dia,
quem sabe,
Esse amor todo
desabe
Bem antes de amor,
ser!...
Quem sabe, a bela
amizade
Livre-me dessa
ansiedade
De tais amores
conhecer!
Quem sabe, um dia,
quem sabe,
Conheça o amor que
me cabe
E enfim, o possa
descrever!...
A vida nos prega
peças,
Nos faz crer em vãs
promessas,
E o tempo a nos
corroer!
Até que velhos, um
dia,
Compreendendo a
utopia,
Quem sabe, possamos
ver
Que tudo na vida
passa,
Como um jato de
fumaça
A cobrir nossa
visão!
Quem sabe, então,
poderemos
Conhecer o que de
menos
Nos afeta o coração!

ANTES DE A VIDA
PASSE
Sá de Freitas
Há tanta gente
trôpega e caída
Ao seu redor... Que
já não mais persiste
Na luta, por sentir
que não existe,
Mais condição para
encontrar saída.
Conforte então a
alma deprimida,
Console a quem
padece e vive
triste,
Ampare aquele que já
não resiste,
As cruciantes provas
desta vida.
Se faz o bem,
esqueça o que tem
feito,
Se não o faz,
procure dar um
jeito,
De o fazer antes que
a vida passe.
E aí verá então que
tudo muda:
O pranto seu em riso
se transmuda
E no seu coração
Jesus renasce.
Samuel Freitas de
Oliveira
Em Avaré - SP -
Brasil

JOVEM QUE SABE MAIS
Selene Antunes
Jovem.... futuro de
nosso lindo país.
Tudo de bom você
merece
Mas é preciso também
lutar
Estudar ser forte e
verás o que
acontece.
Não perder tempo não
ficar desatento
O tempo é precioso
pense no futuro
Conquiste o seu
lugar no mundo
Batalhe tenha
coragem viva seguro.
Todo jovem
inteligente não vive
descontente
Pensa sempre no
futuro e em melhores
condições
Vive sempre sonhando
como será sua vida
Se preocupa com a
família e sente
grandes emoções.
Embora tudo pareça
difícil
Nunca jamais pense
em desanimar
Você é jovem basta
querer não desista
Pode e deve sonhar e
vai conseguir tudo
quanto desejar.
Nesta fase linda e
maravilhosa da vida
Acontece tudo como é
linda a adolescência
Jovens lindos vivam
em paz amem a vida
Aproveitem para amar
esqueçam a violência
.
Cultivem apenas as
boas qualidades
Você pode mostrar a
todos o seu valor
Se quiser pode até
mudar o mundo
Pode provar para
todos que o mundo
melhor
É o mundo feito só
de paz e amor .

<<O TEMPO É
BREVE!...>> (8)
Silvino Potêncio
O tempo é breve...
Já vou andando,
Descendo por escadas
em poeira.
Vou caindo p´ra
morada derradeira,
Que existe na terra
guardando.
P’ra sempre os
restos de um corpo,
Do mundo,... já se
vai porque está
morto!
Sinto náuseas
fedorentas,
Em contacto ao
pensamento.
Sinto passos de
almas lentas!????...
- Ah!... mas já não
me fazem tormento.
Saudades não levo
nem deixo.
Tristezas!?...
morreram já há algum
tempo.
Concordem que não
fui contratempo,
E só porque já não
me queixo,
Não pisem no meu
mausoléu...
Se alguém o ergueu
para o céu!
(in: Eu, O
Pensamento e a
Rima... Silvino
Potêncio -
Luanda/Anos 70)
O CAMINHO É O AMOR
Sueli Bittencourt
O amor traz
solidariedade,
traz bom senso,
consciência, perdão.
Afasta a ganância, a
violência, a
maldade...
traz paz ao nosso
coração!
Amar ao próximo e a
muito mais
afasta males e a
própria dor,
leva-nos a uma vida
em paz
e à certeza de que o
caminho é o amor!
Minha mente e suas
coisas
Sonia Rita Sancio
Lóra (Sunny)
Clareza às tardes,
nebulosidade ao
raiar,
Desce pranto do meu
rosto, mas não
quero.
Sou vento calmo ou
chuva torrencial,
Amo loucamente e
depois brinco de
odiar.
Vago sozinha, sorrio
pra mim e pra todos,
Faço versos enquanto
sopra-me inspiração,
Sou um pouco de
tudo: carícias
meigas
ou fortes paixões,
furacão em galopes,
menina desaforada,
pensativa e zangada.
Amo muito, sempre...
até choro de amor...
Depois peço Deus
vivo em mim (e
consigo),
Deixo saudades do
cheiro da minha
pele.
Coisas minhas...
minha mente e suas
coisas.
Tchello d'Barros
aporta
saudade
aperta
o peito
flechado
fechabre
a porta
AMIGOS
Tito Olívio
Amigos que comigo se
cruzaram
Nas ruas da
existência, com
calor,
E à minha vida deram
sal e cor,
Nas curvas do
passado evaporaram.
Douraram minha
infância e jogaram
Jogos que só a idade
dá valor
E adolescente já,
mágoas de amor
Comigo comungando,
partilharam.
Felizes tempos
foram!... De olhos
postos
Nos anos que
passaram, os seus
rostos
Sumiram como o sol
entre os vitrais.
Quanto vos devo pago
com saudade…
E agora, que cheguei
a esta idade,
Lamento não saber
aonde estais.
O pouso poético
Violetta
A poesia visita-me
Qual pássaro
vespertino
De repente pousa
expressante
Cantarola pensares, aromas e
dores
Então alça vôo
Um tempo a retornar
Dá-me uma dor
saudosa
Anoitece e minha
janela aguarda
Amanheço olheiras
Um nada apenas...
Ah! Ave egoísta!
Quando retornas?
Quero teus ditos
Pois necessito
Sussurrar aos
ouvidos
De quem muito quero
Só assim saberá ele
Por meio do teu
gorjeio
O quanto peno.