Adélia Einsfeldt
Porto Alegre - RS
Brasil


DELÍRIO

Pelas ruas
da minha cidade
falo meus poemas
em voz baixa

as pessoas passam
observam,
curiosas

o que pensam
pouco importa
deliro poesia.

Autora Portal CEN http://www.caestamosnos.org/autores/autores_a/Adelia_Einsfeldt.htm

 

 

AGAMENON ALMEIDA DE SOUZA
CIDADE: SALVADOR - BAHIA
PAÍS: BRASIL

SONHOS NA SACOLA
 
Fiz tão pouco caso do passar das horas
Sem compreender o que dizia o tempo
Que de tão célere não deixa vestígio
Só um farfalhar de folhas ao vento
 
Como se fosse um corpo sem dono
Esquecendo a alma que lamenta e chora
Imaginei que a vida fosse um longo tempo
Que agora percebo, está indo embora
 
Nem tudo perdi, há os sentimentos
Me dizendo coisas que não via outrora
Um novo caminho sem tantos perigos
Na vida breve que está indo embora
 
Sabendo que a vida já não é tão longa
Como acreditei desperdiçando as horas
É chegado o momento de fazer as contas
Dos sonhos que ainda estão na sacola.

LOCAIS ONDE TEM SEUS TRABALHOS: www.agamenonalmeida.com

 


 

Alice Tomé
Guarda - Portugal

DESTINOS/DESTINS... CRAVOS... 25 DE ABRIL.
Quarenta anos volvidos... Portugal canta a SAUDADE!...

1
Perguntei ao Cravo da Revolução
Se conhecia o seu porvir?
Porque… andando de mão em mão
Desfolhado foi, antes de abrir.
2
Os cravos de Abril se vão
Cortados pela navalha
Lisboa acorda e dá-lhe a mão
Com o brilho do mar de palha!
3
Portugal e seus ventos
Bem querem desabrochar
Os perigos apagam talentos
Dum povo a navegar!
4
Com o Tejo e suas ninfas
Num turbilhão do amar
Tu world ciúmes ditas
A este país tão singular!
5
Portugal mon terroir
Bem quer despertar
Mas, logo a Europa vem travar
Os sonhos desse pouvoir...
6
Vive sempre em submissão
Como nos tempos d’outrora
Volta a fome e a compaixão
Com menos chão..., agora!
7
Grandes mares navegámos
Muito trouxemos p’ra dar
O mundo diz que falhámos
P’ra nossos bens escorripichar!...
8
25 De Abril e seus cravos
Fado da Liberdade
Quarenta anos volvidos
Portugal canta a SAUDADE...


***


ONDA BRICK CAFÉ/BRICK COFFEE...
VERSUS. L’ÂME DO SENTIR… GENTE LUSA…

1
Os ANJOS voaram p’ra Londres
Estudaram alguns sabores
Talvez curiosidades
Que lhe deram mais cor.
2
No dia Internacional da mulher
Lisboa era mais saudade
A calçada escreve o que quer
Ao sabor do vento sem idade.
3
Hoje...quem no Brick Café entrar
Tulipa branca vai abraçar
Surpresa p’ra recordar
Até onde o sentir nos levar.
4
Além do café saborear
Neste especial lugar
Com música a acompanhar
O romantismo anda no ar.
5
Brick coffee cria onda
No mundo do pensar
Prioridade cultural
Deste Café especial.
6
Lisboa com seus cafés perfumada
No “Poética” imortalizada
Na pedra sempre gravada
Gente Lusa, no Tejo inspirada.
7
Quem ao Brick Coffee vier
Toma o que lhe aprouver
Além de se alimentar
Põe o mundo a rodar... e, talvez, filosofar!...

© Alice Tomé, (8março2014), “Onda Brick Café/Brick Coffee...Versus.
L’Âme do Sentir… Gente Lusa” poema dedicado ao Brick café/ Brick
Coffee, Pedro Coriel Bento..., agradecendo as tulipas aí distribuídas
no Dia Internacional da Mulher de 2014.
<http://atome.no.sapo.pt/index.htm>;
<alice.maria.tome@gmail.com>
 


 

 

Amélia Luz

Brasil 
 

DIAGNÓSTICO
 

 

Nos olhos acanhados
A mágoa retratada
De um amor sentido...
Na alma a dor
Que estranha exala
Do meu sofrimento...
Coração agredido,
Grito perdido na amplidão,
Que vagueia sem resposta...
O silêncio enlouquece
Ao passar lento dos dias!
Fantasmas passeiam lembranças
Com aroma de tempo distante!
Não há esperanças
Nos escombros da minha vida,
Construída de fragmentos...
Mascarada, caminho na multidão,
Desvendando mistérios
Onde tudo é tão nebuloso.
Peço tempo e espaço
Nas horas de aço
Que me carregam mudas.
Calo-me! Busco as pistas!
Não acho saídas... Fecho-me!.
Confiro minha lucidez em ironia...
Diagnóstico: solidão!

           


***

           
FELIZ ANO NOVO!


Bateram à porta! Quem seria, àquela hora da manhã? Ainda de robe e jornal na mão, fui atender. Era um estranho homem vestido de branco com um envelope na mão enluvada. Entregou-me o envelope, estendeu-me a mão, olhou-me profundamente nos olhos e me disse:

                                                   
- Feliz ano novo! Feliz ano novo!


Tão apressado estava que nada mais falou e saiu em disparada pelas ruas do bairro. Era a última manhã do ano e ele já antecipava seus cumprimentos a um desconhecido? Retornei ao interior da sala, abri o envelope e encontre poucas palavras, que me disseram muitas coisas. “Liberdade ou prisão? Alegria ou tristeza? Mão ou contramão? Hábeas Corpus!”


Fiquei intrigado com a inesperada visita e toquei o dia entre preparativos para o reveillon em amigos. Fiquei pensativo, confesso. Que estranho enigma....


Comecei a me tocar de que tinha pela frente 365 dias, novinhos, só para mim, com emprego, residência em endereço nobre, sobrenome conceituado com brasão quatrocentão de família respeitada. Não conseguia entender o que queria me dizer a mensagem naquele meu momento!


Pela porta da infância, entrei no passado e os anos me trouxeram imagens ricas, guardadas como tesouros. Transfigurei-me, estava com meu alinhado terno de panamá branco, cravo grená na lapela, gravata listada e sapatos de verniz, bicolores, cabelos em topete com gumex, bigodinhos aparados e bolsos recheados. Estava recém-formado, exercendo advocacia com o meu pai no centro da cidade.


Naquela noite, eu saía festivo para comemorar de braços dados com a primeira namorada a passagem de ano. Nosso Ford percorria as ruas da cidade e eu me sentia um super-homem ao lado da mulher amada. Lembrei-me então do meu primeiro cliente, que, dias antes da passagem do ano, como advogado, lhe teria conseguido um “hábeas corpus” para que pudesse passar a noite junto dos filhos em Botafogo. E o detalhe maior da história, foi que comprovaram a sua total inocência mais tarde.


Mas, a vida mudou muito e sinto até uma ponta de inveja saudosista desse passado. Hoje, solitário e viúvo, caminho pela praia de Copacabana, celebrando minha passagem de ano, em um outro século, em um outro milênio. Os filhos estão por aí, na serra ou na praia com suas famílias. Eu, isolado no meu mundo de lembranças a pensar e a caminhar entre a multidão. Participantes do candomblé fazem seus barcos ornamentados de oferendas a Iemanjá, fogos embelezam a noite brilhando no céu num show pirotécnico de alta técnica. Da calçada, de bermudas e não de terno de panamá, curto a festa vendo um novo dia nascendo e com ele mais um ano de vida, mais um ano de sombras e de sol, mais um ano de mães parindo seus filhos com dores, na periferia ou nos grandes hospitais. Um mundo de contrastes.


Vejo crianças abandonadas, prostituição infantil, traficantes, polícia corrompida e me preocupo com balas perdidas. Penso que será mais um ano de prato vazio, de mão estendida suplicando esmola pelas ruas da cidade, mais um ano de desemprego e de desempregados, de promessas e de injustiçados, de relento e de desabrigados...


Debruço-me na minha bola de cristal procurando prever o futuro da sociedade doente, perdida no luxo e no consumismo para poucos, mas também na fome e na necessidade para tantos e tantos...


Ouço o grito dos oprimidos que incomodam o meu silêncio interior. Preciso de paz para continuar a minha caminhada. Os jovens disputando cada metro quadrado da praia, se embriagam numa falsa alegria que me dá medo. O que será para eles comemorar? Serei eu mesmo um velho que já não me adapto á modernidade?


Penso  no silêncio dos barracos, dos guetos de miséria, da falta de educação básica para o meu país, tão grande em extensão mas tão pequeno em divisão de rendas. Creio que somente a escola poderá resolver todas essas mazelas sociais, oferecendo condição de cidadania ao homem que luta pelo seu pedaço, pelo seu naco.


Enquanto isso, nos palacetes, homens cegos banqueteiam e brindam a passagem da meia noite, cantado: Feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender1” Lembro-me então da mensagem recebida pela manhã: hábeas corpus! Quem e terá nesse contexto, no sentido amplo e figurado da palavra o seu hábeas corpus?


Somos todos prisioneiros sem algemas das tragédias sociais que nos assolam impiedosamente. Mas os homens cegos e de coração de ferro continuam cantado e banqueteando, mas não brindam com vinho alemão ou champanhe francesa. Em suas taças esguicham o sangue vivo dos oprimidos que não precisam de ceias nem de festas. Precisam de políticas corretas que lhes dêem dignidade de viver num país que preconiza em sua Lei Maior, a igualdade entre os homens. Só assim, nesta teia, tentei descobrir a mensagem do homem de branco: hábeas corpus! 

Amélia


 

Nome: André Luiz Barbosa da Silva
Nome Artístico: André Anlub
Cidade: Crato/CE
País: Brasil

Casa*

"O importante não é a casa onde moramos.
Mas onde, em nós, a casa mora."
- Mia Couto

Às vezes constroem-se imponentes casas de madeira,
Às vezes impotentes castelos de areia.

Falando em outras épocas:
Não houve regras nem mesmices,
Nem de outros, quaisquer palpites,
Nunca deixei; (fui menino traquinas).
Até hoje em dia quando me apontam o dedo,
Aponto um lápis.

Na puerícia fui um príncipe - fui plebeu,
Fui o princípio das brincadeiras – fui o fim, pois também fui o rei.
Por essa razão ou outra, talvez,
Não existe agora, nesse tempo,
De um insatisfeito, nem um ínfimo resquício.

Vivia o hospício bem-vindo de um artista,
Vivia o “agora” sem a vil bola fora,
Que condiz com qualquer aprendiz.

Na parede da minha casa,
Descascada, carcomida,
Em linhas frenéticas de giz,
Comecei os primários esboços:
Linhas traçadas nas paredes
Do sóbrio Pollock de um metro e trinta.

O piso era velho, de taco,
E no meu quarto o desenho de um tabuleiro de xadrez.
Em frente à casa uma mangueira,
E uma mangueira para regar e tomar meu banho.
Um balanço sobre a roseira e os belos girassóis de Van Gogh...
Mas isso só em sonho.

Fui feliz naquela casa e nas outras que surgiram,
Pus meu toque ao adornar, pus a música e trouxe amigos.
Deixei o pássaro cantar, o verde crescer e o cachorro latir,
Deixei o chinelo sujo de barro na porta
E guardei a lembrança da minha mãe sorrindo.

***

Cada novo dia

As vertentes da vida não espantam,
Descrevendo e despontando ao mesmo tempo
Inúmeros caminhos – diversas situações
- Algumas incógnitas e outras corriqueiras,
Mas assim bem desse jeito estará sempre bom...
(que assim seja).

Ficaram de expor aos enamorados o bendito endereço,
Aonde mora, em qual rua, cidade, país e planeta,
O endereço daquele que sabe tudo sobre as paixões.
Ah, tolos: acreditaram – acreditamos.

Sorriu aquela criança afobada
Correndo atrás de sua pipa,
Quando o vento parou e a pipa caiu;
No outro lado do globo também sorriu o adulto insano,
Com o vento soprando muito forte, cingindo sua vida,
Levando seu barco através do oceano
E concluindo seu plano de finalizar o delírio.

Nas pontas dos raios do sol residem os diamantes,
São mistérios que tornam o viver mais venturoso;
Chegam à nossa alma desfazendo os esboços,
Iluminando soluções e colocando desenhos nos íntimos.

No brilho da lua há o domínio do soluto em um minuto,
Deixa a impressão de fleuma nas naturais brumas internas;
Afasta os temores do à toa, do naufrágio,
Da morte e talvez até dos vivos.

No brilho do sol e da lua existe a lucidez de um menino,
De um ou dois meninos, de dois ou todos eles...
(o menino da pipa e os meninos de todos);
Mesclam com discernimento a loucura da alegria
Com a batalha de viver cada novo dia.

André Anlub®

 

Locais dos meus trabalhos:
http://poeteideser.blogspot.com.br/
http://www.poemasaflordapele.com.br/
http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=74963
https://www.facebook.com/andreanlub
http://sitedoescritor.ning.com/profile/AndreLuizBarbosadaSilva

 

 

 

 

ANTONIO PAIVA RODRIGUES - FORTALEZA - CEARÁ


AMOR PURO E ALUCINANTE


O amor deve ser puro levando força pujante para os nossos corações. Puro como ar que respiro, eclodindo forte fazendo com que a pessoa amada, jamais esqueça as aspirações amorosas, na singela beleza de um brilho alucinante.  Nunca esqueceremos, mesmo com a válvula propulsora sangrando, o pulsar forte com a imantação de energias fulgurantes que emanam do peito ferido. Quem ama perdoa, diz o clichê popular, mas tudo floresce em nossas vidas, diante da beleza de uma mulher charmosa.


Não existe tempo certo para amar, desde que, haja afinação entre amantes sensíveis e educados. A saudade pode ser um muro instransponível, mas ao vencê-la se transformará num doce presente. Diante de um grande perfume de efeito inebriador meu coração entra em polvorosa, dando sinais deixando transparecer que eu fosse morrer de amor.  Teu sorriso brilha em contato com o sol, teu coração pulsa quando pensas em mim, invejo o teu sorriso, uma inveja forte que dói como se a flecha do cupido tivesse me atingido.


Você sempre mostrava a sua beleza nos passeios à tardinha, quando o astro-rei anunciava que sua luz diminuiria para a noite chegar. Um céu azulado, repleto de estrelas, mas aqui em terra firme, uma estrela cintilava, mostrando toda sua beleza descomunal. As aves de belas cores procuravam se abrigar para um descanso merecido, visto que, brindaram a natureza com seus cantos garbosos e encantadores.


A vida é composta de sonhos e realidades, o sonho sem realidade é uma fuga frustrante e alucinante, o sonho pode nos recompor e alimentar, mas somente na realidade realizamos, executamos e vivenciamos os belos encantos que o Senhor nos presenteou. Ao fechar os olhos eu sinto a tua bela e singela presença, ao abri-los vem o torpor que domina o meu corpo, são as nuanças de um imenso amor que se inicia e nunca terá fim.


Recheado de um prazer especial sinto algo pulsar dentro de mim, é a volúpia de um desejo sem fim.  A conquista de um corpo de forma escultural. Desejos de loucas esperanças, forte e de jeito diferentes, calor abrasador de um coração em chamas, induz o amor ao intelecto e ao subconsciente. Pensar, afagar é destemperança. Tê-la um dia não seria ironia, agonia, talvez uma esperança, acariciá-la, beijá-la até ao êxtase angelical. Desnorteada esperança, recompensado e amado. Real e amiga bonança deixam os lábios desesperados. A consciência é uma virtude bela como uma aquarela. Ah! Se todos os homens fossem conscientes e passassem a abrigar em seus corações, o amor e o perdão.


Minha querida, querida minha não se afaste de mim, quero sentir o teu calor, quero saborear o seu amor, sentir as suas carícias e as delícias de seus beijos, o néctar das flores que te perfumam e adocicam os lábios carnudos que em contato com os meus vem à impressão que o mundo está a girar e a nos proporcionar uma grande noite de amor. Noites deslumbrantes aconchegantes e auspiciosas, de estrelas brilhantes radiosas, num céu maravilhoso de aurora fascinante.


Gerando um clímax de amor, de felicidade e o perfume de rosas que exala do seu corpo me deixa louco e a vontade de te amar aumenta cada vez mais. Não tenho vontade de parar quero sentir tua respiração ofegante, o palpitar do seu coração junto ao meu. O tempo passa nos escaninhos da vida, a bondade e o coração flutuam de emoções, carícias e doações sem fim. Eu num momento de inspiração digo assim: Sublime, eterna, gloriosa bela, inteligente e graciosa amo-te.


Sem ter medo de ser feliz, onde miro de vejo, desejo-te profundamente. Dia e noite sou feliz, mas sem tua presença sou infeliz. A nossa vida é assim, cheia de virtudes, defeitos e trejeitos por sermos imperfeitos, mas não esqueçamos jamais como sofre um coração no peito de quem ama sem preconceitos, puro como o ar rarefeito. Minha linda, linda minha me agarra, me beija, me aperta contra os teus seios, eu quero sentir o bálsamo que exala de ti. O amor entre nós é descomunal, no entanto, almejo que as sensações gostosas perdurem sempre e num aconchego venha à liberação do líquido do amor que se instalou em nós.

 

António Paiva 

 


 

NOME: Ariovaldo Cavarzan
CIDADE: Campinas (SP)
PAÍS: Brasil

INSTANTE LIGEIRO

Foi doce a entrega, nascida do beijo,
 Sinfonia tocada em acordes de coração.
Restou arrepio de aragem, em solfejo,
 Soprando de leve, em folhas no chão.

Que importa, se o instante ligeiro
Foi painel grafitado, enfeitando paixão,
Sem preocupar-se se foi passageiro
Ou se ventania embalando emoção?

Enquanto houver lua, do alto espiando,
E sol aquecendo saudades de amor,
Ficará a espera, a certeza, sonhando,
Doces lembranças enfeitadas de cor.

Folhas mortas rodopiam em balés de passado.
Pirilampos ofuscam estrelas em noites sem fim.
É a vida que segue, soprando, apressada,
Guiando os amantes em caminhos afins.
 

***

VIDA

Sonhos dormitam
 Em dosséis de incertezas.
Corações apertados se agitam
 Em quimeras sem fim.

Amantes confusos flutuam
 Em bailados de estrelas,
Coreografando esperanças,
Em asas de querubim.

Restam anseios prostrados,
À espera de novos afagos,
- Finais felizes pintados
Em painéis de emoções.

Não tarda e a noite irá começar.
Que importa se a vida demora a acordar?


Ariovaldo Cavarzan

 

 

 

Benedita Silva de Azevedo
Magé - Rio de Janeiro - Brasil



Eterna Liberdade
Sou livre tal qual o vento
Que sibila na pastagem
Tal queda de cachoeira
Ou trepadeira ramagem;
Tal o pássaro que canta
E a teus ouvidos encanta
E os sentimentos reagem.
 
Sou livre tal qual criança
Que faz da vida um parquinho
E grita quando bem quer,
Que só precisa carinho
Para crescer, ser feliz
Juntinho com seu país,
Até ficar bem velhinho.

Sou livre para criar
Momentos  de amor e paz
Amor aos rios, aos ventos
A esta vida que me apraz,
Arranjar um companheiro
Pra viver a vida inteira
 Sem nunca voltar atrás.

Sou livre para  correr
Com os filhos pelas veredas
Desde que o sol nascer...
Peço - te que intercedas
Oh, Deus,  só então concedas
O fim da longeva idade.
Na cama às margens do rio
Deixa descer este frio
De uma eterna liberdade!

 

 

Carlos Lúcio Gontijo
Santo Antônio do Monte – MG
LOCAIS ONDE TEM SEUS TRABALHOS: www.carlosluciogontijo.jor.br


Os postes em carne e osso


Ter escolhas a fazer significa sempre sorte e privilégio, pois muitas são as pessoas que não dispõem sequer de simples horizonte ou caminho para seguir. Aposentado dentro do jornalismo da grande imprensa e, após ter passado por grave problema no olho esquerdo (buraco na mácula) ainda em recuperação, estou bastante propício a ficar apenas com as tarefas das quais não tenho como fugir, a exemplo da administração de meu site e da lavra de meus livros (dois novos títulos estão sendo preparados para o ano de 2015).


Sexagenário, acredito ser hora de eu parar de levar luz para pessoas que se comportam como se fossem uma espécie de poste em carne e osso, cujas luzes apenas acendem se houver algum fornecedor de energia: são as sanguessugas sociais. Além do mais, não sou nem pretendo ser a palmatória do mundo, cuja saída reside na prática efetiva do pensamento coletivo, com cada ser humano se responsabilizando pela parte que lhe cabe em meio ao todo.


Minha experiência de vida me leva a não ter esperança em mudanças que venham de cima para baixo, uma vez que quem está no comando não quer saber de agir em prol da construção de uma sociedade menos desigual e mais justa, que somente pode ser viabilizada através da cessão de espaços pelo grupo social composto pelos abastados, que agem em sentido contrário. Ou seja, o que pretendem, por intermédio do voto democrático que unge ditadores, é ampliar ainda mais o quadro de desigualdades sociais e, se possível, anular todas as possibilidades de ascensão dos mais pobres, a fim de não conturbar a prosperidade dos oásis de fartura, que é tão maior quanto menor for o número de privilegiados.


O saudoso escritor João Ubaldo Ribeiro dizia que “quem peca é aquele que não faz o que foi criado para fazer”; e eu tenho procurado, bem ou mal, grafar no papel a arte da palavra escrita, uma leve sombra de dom que tisna a minha alma. Confesso que, para continuar minha difícil missão em país tão avesso aos livros, a solução é ir me desfazendo de alguns fardos, segundo me exige a metamorfose da existência. A própria idade me obriga a concentrar tão-somente em focos de importância precípua, como é o caso da literatura, com a qual entrei em contato ainda muito cedo, bem antes de lançar meu primeiro livro em 1977.


Prova maior de que necessito aproveitar melhor o tempo que me resta, fechando-me em torno dos livros que pretendo editar no ano que vem e, também, no romance “Memórias de horizonte” (ainda nos escaninhos de minha imaginação), é a constatação de que de uns anos para cá, a partir mais ou menos da metade da produção de meus livros (16 obras), bateu-me certo desânimo em procurar patrocinadores e tudo ficou em torno de mim e do meu pai José Carlos Gontijo (o “paitrocinador”), que comemorou 90 anos no dia 19 de julho de 2014.


Tudo é uma questão de lógica: quanto menor o apoio, maior deve ser o poder de concentração e determinação. E para alcançar essa meta, a busca é desfazer de bagagens e compromissos que contribuam para a minha lentidão e me desviem da atividade de escriba menor, da qual extraio toda a luz que ilumina minha caminhada, onde a divina ideia filosófica é procurar abrigo definitivo na grandeza das coisas pequenas.

 

 

***


CAMINHO VERDADEIRO


No apelo da filantropia dá-se o peixe
Na filosofia da caridade ensina-se a pescar
Sob o calor do desejo vem a ardência da paixão
Ao fogo brando da convivência nasce o amor
O caminho se descobre com os pés fora do chão!

 

Carlos Lúcio Gontijo

 

 

 

 

Cida Micossi, Santos, São Paulo, Brasil


COMO NASCERAM AS ONZE-HORAS

 

Eram muitas, mas muitas crianças que viviam numa casa com um quintal enorme, cheio de grama verdinha. As crianças corriam, brincavam, divertiam-se: eram felizes em sua inocência.


O tempo passava e elas a cada dia se sentiam mais e mais felizes. Durante a manhã toda participavam de brincadeiras, corridas, jogos. Conviviam com seus animais amigos, os cachorros, os gatos, os passarinhos do lugar e também com os peixinhos do lago. Seus familiares se encantavam com aqueles rostinhos tão alegres e delicados.


Certo dia seus pais foram viajar para um país distante e deixaram as crianças com os fiéis empregados, com os quais podiam contar quando precisassem; por infelicidade, caiu um temporal tão violento, mas tão violento que arrasou tudo: árvores, casas, animais, plantas e infelizmente até a residência da família foi destruída.  Não ficou ninguém para contar a história. Sobrou apenas a plantação de gramas rasteiras incrivelmente verdinhas.


Ao voltarem, os pais mal podiam acreditar no que acontecera e entristecida, a mãe levantou os olhos em oração aos céus: pediu que lhe devolvesse as crianças, sob a forma mais simples e delicada que pudesse ser. Veio-lhe um enviado e comunicou que elas voltariam em uma determinada forma, mas que ficariam com eles apenas durante o dia, começando a se abrir todos os dias no horário em que fora entoada a oração; e que o doce beijo dos familiares seria trazido pelas abelhas. Tão doce o beijo que elas se espalhariam pelo mundo todo.


Nesse momento, exatamente às onze horas, começaram a brotar naquele gramado lindas e coloridas flores de singela beleza. A partir desse dia, quem passasse por aquele quintal às onze horas, parava em sua caminhada e ficava a esperar a floração que a partir daí, perdura até os dias de hoje, sempre durante o dia e recolhendo-se à noite, momento de repouso dessas que tão lindamente enfeitam os jardins e alegram os nossos sentidos.
 

Cida Micossi

 

 


Nome: Eliana Ellinger
Cidade: Hazorea
País: Israel


NOVA ESTRADA

Numa tarde chuvosa,
escuras nuvens cobriam o céu,
pés descalços na terra molhada,
devagar eu caminhava.
Em cada poça que pisava,
era como que se fossem
as tristezas que sofri,
saudades se afogavam
abandonando o apego dos
que se afastaram de mim...
Era a chuva lavando-me as feridas,
silenciando meus cálidos sentimentos
em quietude profunda que avança no tempo...
A cada passo, a leveza me embalava,
nada mais me atormentava
se do passado esqueci!
Tornei-me livre, vazia,
perdida na incerteza de qual atalho seguir,
retornar minha vida,
novos sonhos construir...
Não curvei-me vencida!
Deixei meu ego fluir,
de compasso em compasso
esculpi-me e dentre as brumas surgi,
requintada de amor para a nova estrada
sem  as perdas que vivi...
Como é bom ter nos olhos a beleza da vida,
ouvir o canto dos pássaros,
entoar o som da natureza,
conduzir-me a vastos caminhos,
trilhas sem fim, ter as mãos abertas
para os que precisarem de mim.

Sites com meus trabalhos: www.girasoldourado.com.br; www.caestamosnos.org/ ; www.cenariodesentimentos.blogspot.com; www.lulicoutinho.com; www.pedemeia.com.br; www.revista.agulha.nom.br; www.vidatransparente.com.br; www.pensador.uol.com.br/autores,
entre outros e também E.Books virtuais.



Gerci Oliveira Godoy
Porto Alegre
RS, Brasil


Inocência


A audácia ultrapassa e muito o seu tamanho. As pernas, apesar de ainda trôpegas, são ágeis. Ombros jogados para traz, ela pisa decidida no gramado, rumo as flores.
Quase tropeça na tabuleta branca com letras berrantes. Fico extasiada diante daquela cena e penso se ela obedeceria o proibido se conseguisse decifrar a palavra. Percebo que ha um código entre ela, o voo das borboletas brancas, a festa dos pássaros, o chiado dos pequenos insetos, a alegria sugerida pelas flores...
Guardiã do jardim, naquele momento sinto-me intrusa, fico à distância.
Ela quis colher uma rosa. O vestido branco foi manchado por uma gota de sangue. O choro abafou os ruídos. Ou teria a natureza silenciado?


Gerci Godoy

 



Gilberto Nogueira de Oliveira
Nazaré – Bahia
Brasil
Locais onde tenho trabalhos- Portal CEN, Arlete Piedade Letras e Amizades, Revista Partes, Estante João Furtado,  WebArtigos, Radio Portugal Amigo, Revista Logos.


Andei por todo o mundo
Em busca de algo que nunca vi,
Algo que nunca tive
Mas, que desejava.
Nada encontrei, exceto abismos.
Nem sei bem o que procurava.
Talvez o infinito,
Talvez a verdade,
Talvez eu mesmo,
Talvez a liberdade,
Talvez o amor.

A liberdade é como o tempo.
Quanto mais a queremos, menos a temos.
É também como os peixes,
Quando estão presos na rede
E quanto mais tentam sair, mais se embaraçam.
Não sei o que queria. Eu queria a liberdade
Mas, não tinha tempo para procurá-la.
Se a liberdade é como o tempo,
Não existe tempo nem liberdade.
Qual a liberdade do tempo? E o tempo da liberdade?
Para que haja liberdade é preciso libertar o tempo.
Para que haja tempo é preciso libertar o homem.
É preciso dar tempo ao homem
Para protestar pró-liberdade.
Para protestar contra a falta de tempo
E ter tempo para protestar
Contra a falta de liberdade.


***


LIBERTAÇÃO

O homem precisa é se libertar dele mesmo.
Liberto-me de mim só para chegar
A um ponto desconhecido que é meu próprio eu.
Depois que eu chego perto, me sinto feliz,
Como se estivesse conseguido chegar até mim.

Andei pensando em um modo inexistente
De chegar até mim.
Todos nós devemo-nos chegar,
Até libertarmo-nos. Devemos enfrentar
Tudo o que é ruim
E deixar que o bom nos enfrente.
Todos os que se enfrentam tem um final feliz,
Assim como eu estou me enfrentando
Para conseguir o bom e me livrar do ruim.
É a maturidade.

Eu não quero tudo, também nada, eu não quero.
Também não ficarei
Entre o tudo e o nada,
Pressionado por duas forças cruéis.

Não sei onde fico, porém sei o que eu quero.
Eu quero a libertação
E quero encontrá-la onde haja liberdade
Pois, o importante não é falar que existe
E sim, colocá-la em prática.

Eu quero libertar essa oprimida palavra
Que se chama liberdade.
 

 

 

MÃE

Glória Marreiros

 

Teu rosto, sublimado, existe ainda

na tela, em exposição, do meu viver.

Nos cantos da moldura, um malmequer

emana um doce aroma, que não finda.

 

Habitas outro plano, que te alinda

caminhos percorridos no dever.

Serás, eternamente, essa mulher

que à noite dos meus sonhos é bem-vinda.

 

Lembrar-me dos teus dias é consolo.

Talvez, como sentir-me no teu colo

sem ter de pôr, na Terra, os pés no chão.

 

P´ra ti, mãe, não há dias. Serão todos,

lembrando o teu viver, sorrisos, modos

e a fé com que me davas a bênção.

 

***

 

POEMA LIVRE

(Glória Marreiros)

 

Sou livre. Não faço sonetos com rimas.

Escrevo, somente, o que sinto no peito.

Já pus fim às regras. E sem preconceito

desfiz exigências sem ter de usar limas.

 

A livre poesia me lembra as vindimas,

onde há moças lindas, cantando a seu jeito,

depondo em canastras o fruto perfeito,

que apenas suplica doçura de climas.

 

Bastou-me a doutrina que vai na distância,

com marcas deixadas por toda a infância

e restos de medos, no fundo, submersos.

 

Tirei as algemas. Escrevo sem lei

palavras plebeias, opostas ao rei,

sem métrica ou rima a cingir os meus versos.


NOME: ISABEL C S VARGAS
CIDADE: PELOTAS - RS - PAÍS:BRASIL


MEU LUGAR...


Meu lugar é onde está meu coração.
Meu coração é de quem eu amo:
Minhas filhas,
Meus netos, minha família...
Aqueles que já cumpriram sua jornada terrena
Mas estão sempre em meus pensamentos.
Meus amigos de fé.
Meu local físico de introspecção
Para manter o equilíbrio 
E enfrentar as agruras do descampado
Meus animais de estimação
Que escutaram todos os meus lamentos
Sem chorar e sem recriminar
Cobrando-me um sorriso
Para que os outros me acreditassem em forma
Meu lugar
É onde meu coração encontra guarida
Em qualquer estação
É onde entro em pedaços
E saio inteira.

 

***

 

BORBOLETAS, BENTEVIS, E OUTRAS COISAS MAIS

 

Moro a quatro anos em um bairro da cidade muito peculiar. Fica distante do centro doze quilômetros. Um pulinho costuma-se dizer por aqui. Bem servido por transporte coletivo que atinge os três balneários. Santo Antônio, Valverde e Balneário dos Prazeres. Para quem desejar ir mais adiante, outro pulinho e passamos pela mata do Totó, sempre margeando a Lagoa e chegamos à Colônia de Pescadores denominada Colônia Z3. A lagoa a que me refiro é, apenas, a maior do mundo, ou seja, a Lagoa dos Patos que desemboca no Oceano Atlântico através do Canal de São Gonçalo.


Também a chamam laguna por apresentar em algumas épocas do ano água salgada que vem do mar através do canal. Temos, então, a deliciosa safra do camarão, com o Festival culinário de dar água na boca. É um paraíso cantado por todos. Mar de “mar de água doce, paixão” cantam meus conterrâneos, sucesso nacional. Pois creiam eu não gostava de morar aqui. Não pela lagoa em si, mas pelo fato de nossa cidade ser tão úmida que só perde para Londres, segundo os entendidos na área. No inverno, frio, úmido, com nevoeiro , à beira da praia e o Minuano soprando, é de pedir asilo no inferno para esquentar um pouquinho. Pois bem, com tudo isso a meu favor, para não vir para cá, há quatro anos que aqui estou morando, com o apartamento fechado no centro, que na realidade é outro bairro, esse onde fica localizada a última morada de todos nós. Como sempre morei no “centro”, de verdade, nunca imaginei ir para aquele bairro de fantasma, mas há trinta anos que lá é meu lar. Ou foi? Custo a definir. Talvez, por ser muito difícil para eu aceitar que as coisas mudam e para sempre - mas se renovam, também- e por ter me acostumado com o lado de cá, a zona onde o sol nasce para espantar mais cedo os males que assustam.


Ainda não decidi o que fazer, se volto, ou se fico. Então fico ponderando. Aqui tenho meus cães para me fazer companhia (dão muito trabalho, em contrapartida) tenho mais liberdade- tenho mesmo? Tenho a orla, com um magnífico calçadão, figueiras centenárias, bancos, sombras, academia ao ar livre, parque para as crianças, um cenário abençoado. Só que eu fico trancada em casa e quase não caminho.


Aí meu outro lado grita. O jardim acabou, por causa dos cães, os labradores mais destruidores que conheço. Mas ainda tenho três coqueiros, jasmim miúdo, a Hortência plantada pelo meu marido e uns três arbustos.


Meu lado meio insano pondera para deixar-me em uma dúvida mais atroz. Aqui tem os bentevis que me gritam e para quem eu respondo. Tem as pombas que ficam arrulhando pedindo comida, tem beija-flor, tem sim senhor, ou caros leitores, tem outros pássaros, que dão vôos rasantes para beber água na piscina, mas acima de tudo tem borboletas que permanecem me visitando mesmo que não tenha mais profusão de flores como na época que meu marido vivia e cuidava com muito amor.


Meus devaneios me dizem que estou muito bem acompanhada. Sempre que abro a porta nesta época de brilho, calor e alegria de verão, encontro borboletas brancas que nunca andam sozinhas e me dão uma doce sensação de paz e eternidade.


Qual será minha decisão? Quem vence? O lado prático ou o romântico?
Isto eu contarei em outra crônica, quando eu souber a resposta.
                                                
Isabel C S Vargas-PELOTAS-RS-BRASIL


LOCAIS ONDE TEM SEUS TRABALHOS:
Portal Cen "Cá estamos nós":
-  Autores: http://www.caestamosnos.org/autores/autores_i/Isabel_Pakes.html
- Antologia Virtual II e Antologia Virtual IX  / 2012
- Revistas "Novos Tempos" Fevereiro/Maio e Junho/2013
- Bel Pakes: http://belpakes.blogspot.com.br/


 


Ivone Boechat
Niterói RJ Brasil

 

Vem
    
Vem,
quero envolver-te
na alegria do abraço amante,
abrigar-te
na maciez de versos
descomplicados.
Vem
não adie o instante,
bebe certeza,
nas plumas-universo
que te ofereço
para descansar.
Vem,
há flores aprontando-se
para te esperar,
cheias de perfumes,
encantos, cores,
carinhos,
nos caminhos de espanto,
há uma luz na estrada,
indicando espinho.
Vem,
não há explicações
para o amor
nem dúvidas no ar,
promessas escorregam
dos meus cabelos
manchados de luar.


http://www.escrita.com.br/escrita/leitura.asp?Texto_ID=826
http://sitedepoesias.com/poesias/101427
http://camislaine.blogspot.com.br/2012/09/vem_21.html
http://www.paralerepensar.com.br/paralerepensar/publicacoes.php?opc=editar&id_publicacao=30094
 

 

 

 

Jacó Filho
Brasil


AO AMOR DISSE SIM

A primeira vista, resgatamos memórias...
O cosmos ajoelhado ao amor disse sim...
O céu se faz real e grito,até que enfim,
O destino cumpriu, de Deus, sua glória...

Nosso olhar incrédulo, voltou no tempo,
De outras vidas, resgatou nossas juras...
E começamos de novo viver as loucuras,
Do amor imenso que somos seu templo...

Em palavras medidas, expomos o óbvio,
Com a razão morta na paixão repentina...
Não há explicação além de nossas sinas...

Um universo em cores surge desse ópio,
Cuja embriaguez, nenhum céu recrimina,
Se cada um de nós pro outro,se destina...
 


 

 

JOÃO BOSCO SOARES DOS SANTOS.
Salvador BA Brasil


XARANDA * (DO LIVRO TOCATAS).

Quando as água de teu rio eram lágrimas de alegria
Sorrias com tanta graça e beleza construías.
Eras fonte! Eras centelha;
Multiplicavas estrelas, como se fora magia.

Hoje teu rio de lágrimas ainda carreia esperança
Dos belos sonhos-criança, que o tempo não apagou.
É deles que surgirão, como fênix mais ridente,
As energias do amor, num eterno persistente,
Que aquecerá muitas vidas em ternura comovente
Distante de toda dor.

Hoje a vida fez a estrada de saudades construída,
Onde o tempo destempera os sonhos de tantas vidas;
Do ontem que hoje é espuma;
Um resto de sombra ida, que só balança quimeras e todas desmilinguidas.

E em todos os cenários, dos muitos olhos molhados,
Só sobejos imaginários, todos bem desgastados,
São só o resto que sobrou dos tempos estraçalhados.

E todo este encanto, tecido com fantasia
Registrou-se na história como bela alegoria
Que hoje é só lenda e canto, como escreve a magia:
A Xaranda tão querida transformou-se após a vida e só como rio nos ficou.

E como lenda preferida, em rio se dissimulou,
A Xaranda tão querida, como magia da vida, em doce rio se tornou.

*XARANDA. Lenda de uma mulher que se transformou em rio


***

 

CORDEL DA SAUDADE. (DO LIVRO TOCATAS).

O que seria a saudade?

Um sentimento gigante?
Uma emoção acelerante,
Mas terna e aconchegante?

Uma dor não tão doida,
Uma insistente ferida,
Que nunca insinua partida?

Seria perfume e dor,
Dor e perfume envolventes,
Estonteantes e persistentes?

Seria tristeza temida,
Que teima em ser a preferida
E perturba nossa vida?
Ou nostalgia incontida,
Uma alegria dolorida,
Ou uma sorte perdida?

Seria um odor, amigos,
Que não se vê nem se toca,
Mas sua insistência nos choca.
E como uma pororoca
Nos envolve e nos provoca,
Impondo certos castigos?

Ou uma força-choque
Que nos fecha em pacote
Com terna dor e fricote
Que nos faz um réu da sorte
Num quase estertor de morte?

Sabemos ser dor sempre presente
Que não se vê; só se pressente.
Que como agulha contundente
Penetra fundo na gente,
Aguda e bem fortemente.

Ou seria flor que só se sente,
Com um perfume diferente,
Que estonteia corpo e mente,
Como se o mundo existente
Fosse força permanente,
Que sempre trancasse a gente
Nos amarrando pra sempre?

Saudade, dor dolorida,
Que nos deixa sem saída,
Nos atacando de frente,
Persistente e resistente.

Saudade é sempre um rói-rói,
Um sempre eterno dói-dói,
Que cada dia nos corrói,
Quase nos sufocando,
Quase a matar, não matando.

Mas é a dor preferida
Dos renegados da vida.
Consolo de despedida.
Cura pra muita ferida.
E nos soluços da vida
É o resto bom que nos fica.

Saudade é dor de amor
Que catuca o amor feliz.
E esta lembrança de dor
Todo belo amor bendiz.

 

 

 


Jonas R. Sanches
Catanduva/SP Brasil


Instruções para Colher Sonhos antes que a Lua acorde as Estrelas
 


Com uma luva de estilo poético
e uma vara de taquara metafórica
deve-se galgar os degraus ilusórios
de uma escada de poemas prolixos;
na cintura amarre uma algibeira
trançada com linha de bordar firmamentos;
também tenha em mãos uma foice
amolada em uma quinta-feira
com uma pedra de elixir dos sábios;
quando avistar os frutos oníricos
lance-se sem receio e estenda suas asas,
sobrevoe e escolha os sonhos mais tenros,
colha-os entre o arrebol e o crepúsculo,
agora, é só deliciar-se com os sabores
exóticos e esdrúxulos da fantasia.

 

LOCAIS ONDE TEM SEUS TRABALHOS: http://trilhasdeluz.blogspot.com.br/

***


Jacaurélio e a Lenda da Casa Feita de Doces


Lá vem ele pela estrada, faça sol ou faça chuva, vem pela relva molhada pra debaixo da embaúba onde espera a criançada pra contar suas aventuras. Vem com passos vagarosos se apoiando na bengala, vem com seus olhos brilhosos e sua cartola amarelada, muitos já o conhecem com sua calda esverdeada, lá vem ele Jacaurélio com sua boca pluridentada.


Ele chega e a criançada já vai logo perguntando:


- Qual é a história de hoje? Nós estamos esperando. – E Jacaurélio paciente, palitando os seus dentes começa um conto novo.


- Hoje eu contarei a história de um tempo pavoroso, quando dois jacarezinhos abandonados na floresta em meados de agosto encontraram uma casa, colorida e enfeitada, toda feita de doce.


- Eles eram irmãozinhos, uma menina e um menino, Jacamaria e Jacajãozinho nasceram muito pobrezinhos e por falta de alimento seus pais sem pestanejo os deixaram ali sozinhos.


A criançada escutava com toda atenção do mundo e Jacaurélio continuava o seu conto quase absurdo.


- Os dois estavam famintos e vendo aquela casinha, suculenta e saborosa, caíram de mordidinhas, foi então que lá de dentro saiu uma velha jacaroa, seu nome era Cuca e fingia-se de boa, ela vendo os dois pequenos foi logo os convidando:


- Entrem cá meus dois pequenos que um bolo estou assando. – Os dois então maravilhados com um gesto inocente, passaram a língua nos dentes e com a boca cheia de água a Cuca foram acompanhando.


Jacaurélio concentrado e imerso em recordação continuou a narração:


- Então lá dentro da casa os dois se fartaram de guloseimas, eles pegaram no sono com suas barriguinhas cheias, então quando acordaram ficaram pasmos e assustados, Jacajãozinho estava enjaulado e a menina feita escrava, cozinhava para a Cuca malvada e seu irmão ia engordando.


Jacaurélio que era esperto foi fazendo seu suspense e a história de outros tempos deixava as crianças contentes.


- A intenção da bruxa velha era de comer o menino, mas primeiro deveria alimentar a reveria aquele franzino pequenino, mas sua visão era fraca e todos os dias apalpava do menino a sua pata, para saber se o coitado já havia engordado para depois entrar na faca.


-O menino era velhaco e encontrou um pé de pato que dava para ela apalpar, e a Cuca inconformada apalpava e resmungava:


- Que diacho de menino, tanto come esse franzino e não há meio de engordar.


- Jacamaria que era esperta foi bolando um dos seus planos e em um dia ensolarado enquanto a Cuca estava cochilando libertou seu irmão querido, então os dois depressa fugiram e a Cuca se revoltou, seu estomago gritou e ela ali ficou sozinha.


E a criançada com ar curioso quis saber qual foi o fim da velha bruxa da floresta, se ela viveu ou se morreu. Jacaurélio então de pronto aos pequenos respondeu:


- Hoje em dia da velha Cuca inda ouvem-se histórias, mas a casa na floresta foi devorada pelas formigas e já onde hoje a Cuca mora, não existe quem o diga.


Jacaurélio sorridente da criançada foi se despedindo, já era tarde de domingo e o sol logo se deitaria, já aquela criançada esperaria a próxima alvorada para se juntarem debaixo da embaúba, fizesse sol e até chuva para escutarem uma nova história.


Jonas R. Sanches

 

 

 

José Hilton Rosa
Belo Horizonte - MG - Brasil
www.josehiltonrosa.recantodasletras.com.br


Discriminação racial

Sou moreno
Sou negro
Tenho sangue
Branco também tem
Sou moreno
Sou negro
Sou escravo
Do seu amor
Trabalho para o pão
Sou moreno, preto também sou
Sou fruto de um amor
De um sorriso sou portador
Sou sangue O negativo
Serve ao negro também ao branco
Sangue que salva
Sangue único
Salva filho, filha e patrão
Sangue de doação
Sangue brasileiro
Salva também alemão
Filho de homem tição
Sou sangue de negro
Cura doença de branco
Cura doença de dama
Me lavo na lama
Rio sujo pelo branco
Pele escura do sol
Ouço o grito da fama
Rio que lava o suor do cansaço
Suor do trabalho moreno
Moreno de cor, cor do amor
Respeitando o cheiro da flor negra
O filho do seu ventre moreno
Com amor seu trabalho deixou
Cresceu sob o sol para branco e negro
O alimento para sua fome plantou

 

J.Rosa
 

 



José Luiz da Luz
Ponta Grossa Brasil 

Eu te desejo
 
Desejo, se ímpios plasmarem tua cruz.
Com exato fardo ao teu suor verter.
Que esmeres bem tua alma ao oferecer.
A certeza do perdão, e tua luz.
Que haja feito na pira do coração.
O fulgor justo de um verdadeiro irmão.

Desejo que tenhas o discernimento.
Que pondera quem desliza, e quem odeia.
Para que a sabedoria que permeia.
Dê ciência, e que exales entendimento.
Que não morra de tua alma esta ternura,
que possa afagar o afã de outra alma impura.

Desejo, se as tuas lágrimas furtarem,
dos teus mistérios o amor do coração.
Que tu interpeles tua própria razão.
Tendo ânimo para teus pés palmilharem.
Que tu ouças a voz que te fala em segredo.
De quanta vida virá após o degredo.
Desejo que sejas jovem no plantar.
Maduro na ceifa, tendo o joio e trigo.
E ancião no atar boa colheita ao abrigo.
Cada idade tem sapiência ao trabalhar.
Que saibas da força que abre uma semente.
Que entre as pedras explode folhas contente.
 

LOCAIS ONDE TEM SEUS TRABALHOS
Site Oficial http://joseluizdaluz.webnode.com.br/
O Melhor da WEB  http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/pagina_autor.php?cdEscritor=998
Luso Poemas http://www.luso-poemas.net/modules/yogurt/index.php?uid=6921

 

 

 


Juraci Martins - Associada do Portal CEN

 

 
GANGORRAS FLUTUANTES

 

 

Que mar é esse
De ondas gigantes,
em desafios constantes?
Que mar é esse
Que convida e atrai
E por vezes trai?
Marés mutantes:
Maré alta, maré baixa...
Barcos perdidos, engolidos
por ondas traiçoeiras:
Infidelidades... drogadição...
Violência...insegurança...
Liberdade sem limites,
Sem orientes,
Todas as gentes
Vacilantes.
Que mar é esse tão oscilante?
Onde está o porto seguro...?
Me inauguro
Entre os sobreviventes
Dessas caravelas
No mar da vida
Por crer em Deus!


***


     INDAGAÇÃO
       
Se cada humano é um mundo,
Cada mundo é diferente
Como viver então
No meio de tanta gente?

Uns gostam de céu e mar
Outros de campo e mata
Como fazer então
Tomando a mesma carreata?

Se de uns o horizonte é largo
De outros bem pequenino
P’ra onde olhar então
Pra igualar o destino?

Se há os que cantam a vida
E os que a maltratam também
Como ficar no atrapalho
Sem agredir a  ninguém?

Se Jesus disse pra todos
Tenham vida em abundância
Qual então é o nosso dever
No rol de tanta ganância?


Juraci Martins

 

 

 


Leomária Mendes Sobrinho
Salvador
Brasil
  
PROFESSOR

O professor é um corpo vivo em emoção.
É a força que gera ensinamentos.
É quem no país forma o cidadão.
É a fonte inspiradora de exemplos.

Nasce com o dom de uma vida a aflorar.
Olhos de segurança que seduzem.
Semente em um deserto a germinar.
Direções e objetivos que para o bem conduzem.

É o suporte para a família desestruturada.
É    a solução para a sociedade mal organizada.
É o facilitador de relacionamentos.
Do indivíduo, no meio, e seus questionamentos.

O professor é na escola o regente.
É a base que sustenta a nação.
É o pai ou a mãe quando ausente.
No planeta é a ordem e a educação.

Quem bem souber a essa célula dar valor
Que ao ver seus discípulos crescerem e tornarem-se alguém
Desabrocha o orgulho sem nenhum rubôr
Vencer o tempo é vencer o além.

Veículo que encontra    a realidade do estudante,
Meio único da vida a transformar
Construindo momentos triunfantes
Para a esperança consolidar.

Identidade de extremo amor
Que exala o perfume de um mentor
Do conhecimento em digno pudor
Ser mestre é ser professor.


***



É como é

Poderia ser diferente
Se tomássemos cuidados antes.
Se olhássemos o nosso ente
Se não fôssemos negligentes.

Amar o que nós temos
Nós não os fizemos.
Nós não os criamos
Apenas os temos.

Zelar , mesmo o diferente.
Nos torna inteligente.
Aprenderemos muito mais,
Com aqueles a quem contras.

Leomária Mendes Sobrinho
 

LOCAIS ONDE TEM SEUS TRABALHOS (https://sites.google.com/site/aminhavidaeumpoema/     https://sites.google.com/site/internetcultural/poemas  

 

 


Luiz Carlos Martini


Restinga Sêca - Rio Grande do Sul - Brasil


O eremita

Sua sombra é bela
As outras diferem
De ciúmes, somem
Por trás da janela

Nos loucos sonhos
Refletes nos vitrais
Da alma o refolho
Por onde penetrais

Vossa visita fortuita
Em cada amanhecer
Mostra ao eremita,
Novo resplandecer

Na outra primavera
Aguardo-te buliçoso
Acordar da quimera
No meu jeito chistoso

 

***


Peixe é peixe, boi é boi e peixe-boi é outra coisa

 

O padre estava com uma fome de leão segurando as rédeas da sua mansa égua, mas quem pagou o pato foi a galinha. Foi um golpe certeiro e rápido, como unhada de gato, enquanto o cachorro mexia no lixo, sem pressa, pois não sabe que boi lerdo toma água suja. O cusco, que não percebeu a cena e nem a velha choca faceira que nem ganso novo em taipa de açude, cantou de galo enquanto ela ciscava provocações.


O velho patrão, gordo igual touro Angus da Cabanha Campo Novo, chuleava os netos pequenos, tipo pintinhos, brincando na sala, mas não tirava o olho do urubu da visita, espreitando suas pombinhas em idade de vôo. Mandou recado para o compadre Ramiro, que encilhou o pingo e logo veio. Chegou uma hora depois do padre Alberto, que jantou uma sopa e roçou algumas pernas até início da madrugada, quando partiu. Seu intento deu zebra, pois a prosa era com o Ramiro, sujeito liso que nem muçum e que tinha uma boa quantia de onças.  O religioso ficou com a pulga atrás da orelha com a conversa antes de se retirar, mas enfim, deu um abraço de urso no velho e sumiu.   


O compadre Ramiro ficou sabendo das intenções do padre. Virou uma fera, apesar de que o caso não era nenhum bicho de sete cabeças, pois duas coisas neste mundo ninguém quer: Piolho de galinha e ciúme de mulher. Havia esse ar de alguma coisa esquisita. Mais esquisita qual o gambá do Oclides, que um dia apareceu com um dos dedos da mão do tamanho de uma bocha. Por causa da tremedeira acertou em cheio um pé de cabra. Ele, bem velhinho, do tempo que se amarrava cachorro com linguiça, tinha o apelido de Matungo Véio e vivia dando trela pra gurizada da rua com adivinhações e parlendas:


- Menino, diga: paca, tatu, cotia, não, bem depressa!


- Paca, tatu, cotia, não.


- Repita:


- Paca, tatu, cotia, não.


- Menino, pássaro avoa? - Avoa.


- Perdiz avoa? - Avoa.


- Papagaio avoa? - Avoa.


- Banco avoa? -Avoa.   

                 
- Bicho burro (...)


- Vocês são umas antas e comedores de mosca mesmo!


O Padre ficou sabendo que o velho estava desconfiado e pensou: “Estou num mato sem cachorro. Se o Ramiro me pega, faz de mim gato sapato.” Como lida numa paróquia de poucas ovelhas, uns gatos pingados, até ficava feio meter o bacalhou nesses assuntos. Mas as meninas eram novilhas de ponta nova e a vontade sempre foi saber onde as andorinhas dormem, pois já estava vendo passarinho verde.


Um dia, indo pela estrada M´Boi Mirim, encontrou o Ramiro a passos de tartaruga, que mal podia falar embora insistisse. Parecia um pato rouco de tão afônico. Apesar de acostumado a pegar touro a unha, parecia fracóide, ouviu o padre, que se apresentava mais nervoso que gato em dia de faxina. 
-Pare com essa conversa!


Disse o rouco Ramiro, e complementou.


- Tu achas que eu tenho estômago de avestruz para te imaginar mexendo com as filhas do velho. Dá vontade de passar o rabo do tatu no teu lombo.


- Com todo o respeito Ramiro, cão que late não morde.


- E tu! Porque não desmonta do cavalo, parece que tem um bicho carpinteiro!


- Tu sabes que o meu desejo é que àquelas pequenas gazelas andem, ou melhor, voem, pelo bom caminho.  E, pra encerrar o assunto, prefiro ser que nem pato, que tem dedo e, por isso, não pode usar aliança...


- Sei! Vou me calar, boca de siri, porque papagaio que fala muito é o primeiro a ser vendido e também não quero ser boi de piranha nessa história.


O comportamento do padre chegou ao conhecimento do bispo, que trocando ideias com o cardeal, resolveu transferir o padre para Patos de Minas. Já o raposa velha Ramiro, sabendo que o homem é o lobo do homem, se afastou da vida do velho, mas só depois de engaiolar umas pombinhas...
 

Luiz Carlos Martini

 

 

Luiz Poeta
Rio de Janeiro RJ  Brasil

 

EDUCADOR
 
Luiz Gilberto de Barros - às 22 h e 21 min do dia 29 de setembro de 2013, após o noticiário de que os professores da rede pública haviam sido expulsos da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro de maneira violenta.
 
Sou daquele tempo em que valia a pena ser educador…
Tempo em que havia muito mais respeito pela profissão;
E se discutia – sem demagogia - o termo “ professor “
...E se construía, sem hipocrisia, a educação.
 
Sou daquele tempo sério em que havia mais que um projeto
Cujo conteúdo não se preocupava com o eleitor,
Tempo em que o sistema não via o aluno como um objeto
Entupindo a escola e as salas de aula sem nenhum pudor.
 
Sou daquele tempo em que valorizavam nossa vocação,
Sem burocracia, sem tanto papel que sempre vai pro lixo,
Tempo em que as aulas eram ministradas por um cidadão
Que não se tratava como um algarismo, um chip, um dado… um bicho.
 
Hoje, o que se vê é gás lacrimogênio, balas de borracha e gás de pimenta
Sobre uma classe desvalorizada que só quer respeito,
Mas se um professor já não suporta a dor de quem o violenta,
Como é que vai falar, se um jovem perguntar,  sobre o que é direito?

 

 

 
 

LUIZA ALVES DE OLIVEIRA
IGUATU  BRASIL


AGROAMIGO PARCERIA DO BRASIL NO COMBATE A MISÉRIA
 
DE NOVE ESTADOS É FORMADA
A REGIÃO DO NORDESTE
EM CADA ESTADO SE ENCONTRA
DO LITORAL AO AGRESTE
DESDE O MAIS IMPORTANTE CIDADÃO
ATÉ O MAIS SIMPLES PEDESTRE
 
NESTA REGIÃO SE ENCONTRA
O QUE VOU FALAR É COISA SÉRIA
PAÍS TÃO CHEIO DE RIQUEZAS
ESTA É A MINHA MATÉRIA
AGROAMIGO PARCERIA DO BRASIL
NO COMBATE A MISÉRIA
 
UM PAÍS TÃO GRANDE E RICO
PORÉM COM MUITA DESIGUALDADE
O AGROAMIGO CHEGOU PARA
MUDAR ESTA REALIDADE
FAZENDO SUA PARCERIA
DANDO VEZ A HUMANIDADE
 
HUMANIDADE CARENTE
DE RECURSOS PRA SOBREVIVER
JUNTAMENTE COM O MDA
E O INEC VÃO FAZER
COM A POPULAÇÃO  HUMILDE
EM SEU TRABALHO CRESCER
 
HÁ SEIS ANOS JÁ EXISTE
AJUDANDO MUITAS FAMÍLIAS
TRAZENDO DESENVOLVIMENTO
COM CRÉDITO CERTO E PARTILHA
TUDO BEM ORGANIZADO
COMO SE LER NA APOSTILA
 
AGROAMIGO PARCERIA DO BRASIL
VAI AOS POUCOS AJUDANDO
COM TRABALHO ORGANIZADO
E TAMBÉM ESTIMULANDO
COM CRÉDITO ORIENTADO
 A TODOS ACOMPANHANDO
 
NINGUÉM VAI FICAR DE FORA
DESTE PROGRAMA DE MICROCRÉDITO
QUE O BANCO DO NORDESTE
OFERECE SEU EMPRÉSTIMO
TRANSFORMANDO O SONHO DE MUITOS
ISTO TUDO É INÉDITO
 
MAIS UMA VEZ EU REPITO
O QUE FALEI É COISA SÉRIA
PAÍS TÃO GRANDE E RICO
É O QUE DIZ A MATÉRIA
AGROAMIGO PARCERIA DO BRASIL
NO COMBATE A MISÉRIA

(Parceria de Mariana Alves de Oliveira, minha neta. (ela é especial) Mariana é funcionária do AgroAmigo no Banco do Nordeste de Iguatu/CE) ENSAIANDO FAZER CORDEL (1) (Resposta para minha irmã, que me convidou a fazer cordel).

BOM, JÁ QUE COMEÇAMOS
VAMOS CONTINUAR
SE DEPENDER DOS TALENTOS
ISTO NÃO VAI ME FALTAR
É COMO VOCÊ SEMPRE DIZ
PRECISAMOS  EXERCITAR
 
SE DEUS QUISER DE HOJE EM DIANTE
VOU PROCURAR MELHORAR
DEIXAR O PASSADO PRA TRÁS
E NO FUTURO PENSAR
POIS É O PRESENTE QUE DIZ
ATÉ ONDE PUDEMOS CHEGAR
 
MESMO COM POUCA VISÃO
NÃO VOU ME PREOCUPAR
EM TERRA DE CEGO,
QUEM TEM UM OLHO É REI
TENHO FORÇAS E SEMPRE TEREI
MAIS TEM DEUS PRA ME AJUDAR.


 


Mardilê Friedrich Fabre
São Leopoldo / RS Brasil

Alucinações
 
Vejo-te em todos os meus sonhos.
Lembro teus olhares risonhos.
São tão profundas as saudades
Que não reconheço as verdades.
 
Findou o tempo da magia
Em que tudo era poesia.
Os dias correm vagarosos
Entre períodos dolosos.
 
Lamento pelo que não foi
(Ainda imagino teu oi),
Por aquele sorriso largo
Que me tirava do letargo.
 
Alucina-me a tua voz.
Ouço-a em cada momento algoz
Perco-me na tua lembrança,
Fundo-me em tua graça mansa.


Mardilê Friedrich Fabre
 

LOCAIS ONDE TEM SEUS TRABALHOS: 

http://fremitosdaalma.blogspot.com

http://www.mardilefriedrichfabre.prosaeverso.net

 

 

 


Maria João Brito de Sousa

Oeiras Portugal
 


RATIO/CUORE

Lá fica a douta Razão
Incapaz de se afirmar,
Sem forma de se expressar,
Quando o louco Coração
Vem, tomado de paixão,
Pr`a ditar-lhe o que pensar
E, tomando o seu lugar,
Provoca a contradição
Entre a justa opinião
E a paixão que o comandar…

Claro está que a solução
Pr`á coisa se controlar
E a disputa se acalmar
Nem sempre se encontra à mão
Mas, com tanta dissensão,
Há que saber encontrar
Forma de os equilibrar
Ou será certo que, então,
Sem lugar pr`á dissuasão,
Se acabem por confrontar,

Chegando, mesmo, à agressão
Numa ânsia de conquistar,
Persuadir e derrotar
Que os foi tomando, à traição,
E, de cada, fez ladrão
Que, ao outro, tenta roubar
Pr`á seguir, o despojar
Da legítima ambição
Ou da mera inspiração
Que, em si, possa transportar…

O pior da situação
É quando um pede, a chorar,
Que o deixem continuar
E, a outra, a compensação
Pelo excesso de emoção
Que assim fez “desatinar”
E quase” descarrilar”
A sua concentração,
Destruindo a isenção
Do que, aqui, quis demonstrar!

Maria João

 

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MARIO REZENDE
RIO DE JANEIRO BRASIL
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/mrrezende
blog:http://mariorezende.blogspot.com.br/


COMO DOIS ANIMAIS


Encontraram-se numa balada e, assim que se olharam, sentiram atração mútua irresistível. Estavam dançando embriagados pelo ritmo quente, inebriante e delirante, quando seus corpos se tocaram de leve, mas suficiente para que sentissem, ambos, uma sensação estranha, deliciosa.  Propositalmente roçaram seus corpos: uma, duas, tantas e tantas vezes, ela para sentir um calor, leve ardência no ponto em que sua pele era tocada ao passo que ele sentia como um sopro de brisa ou o contato macio de uma pluma. Então ficaram de vez, dançaram a noite toda embalados por aquela sensação estranha, os olhos azuis dela, quase transparentes, não conseguiam se desgrudar dos dele, negros,  poderosos e dominadores.


Eles tinham que descobrir o porquê daquela força estranha que os impelia como se tivessem que se unir, e, assim, na madrugada fria, ao hálito da primavera, como duas criaturas livres, se entregaram e se amaram ao relento, como dois animais.


No seu jeito rude ele sentia que ela era uma mulher muito diferente de tantas outras que a ele se entregaram. Ela parecia que flutuava, enquanto seus ouvidos escutavam cânticos e se deleitava com o calor intenso do contato delicioso e se deixou levar, em frenesi, naquela viagem rumo ao desconhecido.


Amaram-se até o esgotamento, dormiram abraçados e só acordaram na aurora. Despediram-se e cada um seguiu o seu rumo, deixando vestígios na relva marcada por acomodar aquele inusitado encontro. Ela recompondo as suas asas de anjo mensageiro, feliz por ter sentido algo maravilhoso, indefinível até então desconhecido. Ele, esgotado por ter conquistado mais uma presa, sentindo que aquela tinha alguma coisa especial, seguiu arrastando a cauda e escondendo os cornos desvelados. Retornaram cada um à sua origem, para nunca mais se encontrarem.
 

***


MEU AMOR E MINHA VIDA


Sou assim como um pássaro,
e lhe vejo como uma flor.
Entre todas do jardim,
aquela  mais bonita,
a minha favorita,
que me encanta e fascina.
Eu, em voos coloridos,
brinco feliz ao seu redor,
fazendo festa, alegria desmedida.
Em cada beijo que eu dou
eu lhe chamo de querida.
E, no enredo da vida,
sua beleza me atrai e me conquista,
oferecendo o doce néctar do seu corpo
que me seduz e alimenta.

Mario Rezende
 

 

 


Maria Tomasia
Brasil


Quando a Gente Ama

O fogo espalha a chama
e somos tomados pela insanidade.
A presença do amado a gente clama
e tudo o que ouvimos se torna verdade.

Como é bom viver a inocência
de um amor que se faz presente.
Voltamos à era da adolescência
e a vida fica tão diferente...

Mesmo assim, isso é muito bom;
ter alguns momentos de amor...
Quando o sentimos fugimos do tom
para gozar todo seu esplendor.

Faz bem o sentimento de magia
que o amor sentido nos provoca.
Dançamos e até fazemos poesia.
É ainda melhor quando existe troca.

Maria Tomasia
 

 

 


Maria Vilma Matos Peixoto
Fortaleza CE  Brasil


RESENHA CRÍTICA ao filme “ÚLTIMA PARADA 174”


O filme a “Última Parada 174” de Bruno Barreto, prima pela legenda de credibilidade que o nome do cineasta representa. Sem narrativas direcionando o sentimento do expectador, o drama real se desenvolve nos guetos de um submundo fortalecido pela miséria, que se alimenta do comercio e uso de drogas, estopim da violência generalizada por sobre toda sociedade. Nem seria um fato incomum, não fora a mídia nacional e internacional focada no episodio angustiante, que antecedeu a captura do bandido ao preço do sacrifício de uma vida inocente. Ressalte-se que os personagens religiosos e instrutores sociais atuantes nas comunidades, em nenhum momento transmitiram formulas pedagógicas milagrosas, que levassem o expectador a minimizar a necessidade de vigorosas gestões públicas, principalmente na base educacional onde se inicia todo processo de contaminação: na criança.


O filme expõe em todos os ângulos as feridas sociais, que quase nos acostumamos a tocar com as mãos, mas preferimos responsabilizar um ou outro setor, no momento das tragédias. Isto é típico do ser humano que, com sua visão curta, cego de egoísmo anda sempre em busca de bens materiais, deixa de olhar ao redor para não ver que existem pequenos seres que vivem largados pelas ruas, dormindo pelas calçadas, no relento que, para enganar a fome, a dor e até a própria desgraça buscam na droga o refugio enganador. Estes pequeninhos necessitam de família, comida, educação escolar, respeito, cuidados e, principalmente de amor, único alimento capaz de matar a maior das fomes.


Contudo, a Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988, em seu artigo 227 preceitua que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade os direitos fundamentais da pessoa humana. Senão vejamos:


Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)


A Carta Magna vem ganhando consistência pela Doutrina e o reconhecimento das crianças e dos adolescentes como sujeitos de direitos e garantias fundamentais merecedores de uma legislação especial que, tão somente, tratasse das questões relacionadas às crianças e aos adolescentes.


Ocorreu que, o legislador da Constituição Federal de 1988, preocupado com a situação dos brasileirinhos passou a considerá-los cidadãos de direitos e garantias. Então, em 1990 foi editado o Estatuto da Criança e do Adolescente, este trouxe no bojo de seu artigo nº 7º - “A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.”


Como se vê, o pensamento do legislador pode até ter mudado, em relação às crianças e aos adolescentes brasileiros, mas, infelizmente as atitudes pioraram, visto que, as ruas estão repletas de meninos e meninas se drogando e se prostituindo, quando muitos deles saem com policiais, políticos e, nem vale à pena citar esses tipos, o que vale mesmo é buscar a justiça e fazer com que tais direitos sejam validados e nossos meninos e meninas as “sementes para a sociedade do futuro,” sejam respeitadas, em sua totalidade.


E, ainda no esplendido instrumento jurídico Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA que, segundo ALVES apud (MACHADO, 2000, p. 40) afirma que:


“É reconhecido pelo UNICEF como um dos instrumentos legislativos mais avançados do mundo sobre a matéria, ultrapassando inclusive a Convenção das Nações Unidas por prever uma parceria mais atuante entre governo e sociedade, além de outros aspectos relevantes. (UNIFOR ON LINE, material didático da unidade I, p. 16)


Por que o aparelho jurídico em seu conjunto de leis tão competentemente elaboradas, não é capaz de deter a metamorfose que faz de nossos adolescentes bandidos perigosos?


Por que as muitas instituições governamentais, destinadas ao atendimento e formação dos jovens, revelam-se impotentes na prática, mesmo aquinhoadas de consideráveis verbas para a efetiva realização de suas funções?
Enquanto nos perdemos em questões e reflexões outras muitas “paradas” acontecem e para cada um de nós, a próxima pode ser a “última”.

 

Vilma Matos

 

 

Marisa Schmit
Bertio - São Paulo
Brasil
Colaboro com: Portal e Revista CEN, Nova Ordem da Poesia


OUTUBRO

Setembro vai indo embora
e outubro não demora
a se mostrar por inteiro
nos sabiás seresteiros
que nas tardes perfumadas
enchem de sons as calçadas
e, nos ipês recém floridos,
os filhotes tão atrevidos
ensaiarão o bater de asas
com os corações disparados
farão voos desajeitados
sobre os telhados das casas...

Outubro, que foi promessa,
venceu o tempo com pressa
pois outro dia era janeiro!
No calendário em fevereiro
teve carnaval, se não me engano,
e março oficializou  o início do ano.
Depois vieram abril e maio
junho e julho que só de soslaio
pontificaram o inverno
Agosto já nem repercute
e setembro, com o fim do orkut,
nos deixará com saudade

Que venha então outubro
onde, entre mesmices descubro
sempre alguma novidade...

 

Marisa Schmidt

 

 


 


Nadilce Beatriz
Caxias do Sul - RS
Brasil

 

 

TU, E OS CORDEIRINHOS

 

Segue a vida como repousam os cordeirinhos
Cultivo flores
E tu, preocupas-te com os espinhos
Há tantas águas
Que brotam das fendas
Espalhadas sob nossos caminhos
Porém, nem toda é potável
Mas todas desviam as pedras
E os ventos em remoinhos...

Soprando beijinhos com muita cautela
Para que eu sinta só brisa
E tu, jogas-lhe a janela
Como a esconder os dias frios
Sob as mentiras que existem no mundo
Porque a verdade é uma balela
Assim como a cor dos lábios
De uma mulher que quer ser bela...

É uma bagatela este valor de realidade
Prendo-me ao infinito
E tu, confundes o céu com a calamidade
Onde há tantos quintais floridos
Cercados por mãos ansiosas
Que dependem de muita caridade
Para alimentar o perfume
E deixar presa à raiz
Tudo o que um coração sente como bondade...

E a humanidade quer um deus só para si
Cerco-me, então, de meu Criador
E tu, não queres ficar aqui
Só porque teu abrigo não ganha todo sol
Este que aquece até as vaidades
Um estranho, nem é daqui
Quão confusa esta farta sabedoria
Que ronda a farra dos loucos!
E ninguém entende, mas está logo aí...

E bem ali, no âmago do desamparo
Sorvo a esperança vestida de fé
E tu, a dizer que na madrugada não há amparo
As noites sonolentas acariciam a Terra
Como uma saudade eterna
Indo e retornando com o sonho mais caro
Trazendo ilusões banhadas de orvalho
Despertando o horizonte mais promissor
No mais fecundo dia claro

E tu, repousas com os cordeirinhos...


www.escrevendootempo.zip.net
www.dividasdotempo.blogspot.com

 



Nancy Castro Cobo
Rio de Janeiro Brasil

 

Bia, 17 Anos


Era uma vez uma menininha de 17 anos, Chamada carinhosamente de Bia, Tinha  a Mãe verdadeira...


Viveu momentos muito difíceis, Era Viciada em Cocaína, teve a primeira internação.


Num  dia em que lá cheguei vi com meus  próprios olhos, num ataque de abstinência ela tentava cortar o pulso, com um pedaço de caco de vidro que havia quebrado para esse fim, me atirei em cima dela e consegui tirá-lo de sua mão.


Dai em diante  fomos  duas  amigas,  três vezes ao dia eu tirava um tempo do meu trabalho e lá ia para conversar com Ela, tentar dar a única coisa que eu tinha a certeza de que iria tirar Bia dessa vida, lhe dar amor.
E assim foram meses, então  um dia ao chegar lá tive uma surpresa ela teve a primeira recaída, fugiu e foi para um dos morros na época mais perigoso que havia  no RJ.


De lá ela me ligou dizendo que estava mal e se eu podia ajudá-la, pedi que ela descesse o morro e  fui ao encontro dela, levei-a imediatamente ao Hospital, ala de Psiquiatria onde  estava internada.


Desde  esse dia Ela deixou de falar com os Médicos e eu  Fui o Elo Médico paciente.


Então teve a segunda recaída, eu sem pensar em nada, pois na minha cabeça  só vinha uma coisa  eu precisava ajudar essa menina, esse era meu objetivo e não ia abrir mão dele.


Subi o Morro e a trouxe para baixo, levei-a imediatamente numa padaria para  fazê-la comer e a tirar da loucura que se encontrava.


Levei-a para minha casa, no dia seguinte conversei  com Ela  antes de retornar  para a psiquiatria disse:
Se houver a terceira vez VOCÊ NUNCA MAIS VAI TER A MINHA AJUDA.


Começou   realmente  levar a serio o tratamento, várias vezes eu chegando lá era agredida por ela, pois a crise é  feia demais, mas assegurava e vinham os enfermeiros e a medicavam.


Alguns meses depois  começou a presentar  um controle sobre as crises, então era dado a Ela um final de semana com a família.


Claro  que o primeiro  foi na minha casa,  Depois de  mais de 01 ano internada, teve a alta sendo que  tinha que comparecer ao Hospital 03 vezes na semana para  dar continuidade ao tratamento.


E eu  03 vezes na semana à noite a levava numa Igreja na Rua Conde de Bonfim em frente ao Clube Tijuca Tênis Clube na reunião dos NA (Narcóticos Anônimos), lá esperava do lado de fora e a levava pra casa e assim foram por muitos meses.


Numa das reuniões em aberto, ela me convidou para assistir, eu fui e recebi uma linda homenagem.


Largou completamente as Drogas.


Estruturou-se, tem uma família linda,  e até hoje temos  um laço que nos uniu o amor sou para Ela Mãezinha, e Ela uma das filhas que eu escolhi.


Onde tem o amor como principio as drogas não tem como se fazer presente.


Sou feliz por ter conseguido atingir meu objetivo, sou feliz porque  continuo fazendo a minha parte para um mundo melhor.


Bia Te amo,   ainda tenho guardado todas as cartas que você me escrevia.


Ao ler isso saiba que em momento algum esqueci você, e  sempre conto tua  história nas visitas que faço como exemplo para que possam seguir o mesmo caminho de força e coragem que você seguiu.


Você é uma vencedora uma Guerreira.


Seja Feliz sempre.


Amo você.

 

LOCAIS ONDE TEM SEUS TRABALHOS
www.vidatransparente.com.br/nancy.htm
www.eunanet.net/beth/akkitemarte_nancy_cobo.php
www.yaranazare.com/nancycobo/nancycobo.htm
www.ligia.tomarchio.nom.br/ligia_amigos_nancycobo.htm
www.casadobruxo.com.br/poesia/n/nancy22.htm
http://escritora-nancy-cobo.webnode.com/

 

 


 

 

Nei Garcez
CURITIBA/PARANÁ/BRASIL

 

1/3
Luís de Camões, com o cunho
de Poeta da Nobreza,
representa, em 10 de junho,
nossa língua portuguesa.
*
Luís Camões, pela grandeza
de seu épico naval,
é, da língua portuguesa,
difusor universal!


Nei Garcez

 


 

 

Nídia Vargas Potsch


Brasil


"O sonho é o inconsciente a brincar às escondidas conosco; ora revela, ora oculta quem realmente somos." E.S.


Sonhos em azul (indriso)

Num abraço de transcendental carinho
Escorreguei em teu aconchegante colo
Embalda na emoção primeira, alerta fiquei.

Seus doces lábios pousaram nos meus
Arrebatador beijo acendeu lume de paixão
Nos entregamos no delírio de ardente sonho azul...

Jogos de esconde-esconde, verdades vem à tona...

Sonhar, emoções flutuantes perdidas no inconsciente!

@Mensageir@
 

 

 



ODENIR FERRO


RIO CLARO, Estado de SÃO PAULO, BRASIL


 

Por aqui, na dor, há o desalento triste. Por onde, na alma emotiva do meu coração, perduram. Indefinidamente...! E há, embora ainda haja e haverá, o meu grito abafado dentro de mim. Sempre haverá, no meu canto gritante, as memorias mais imemoriáveis do infinito amor que sinto por ti. Há, no meu canto gritante, uma angústia indefinida – que sendo muito, e, embora sofrível – eu vou caminhando silencioso. Melancólico e triste – dentro da minha nostálgica solidão. E o vento... Ah, este, bate forte. Muito forte, ou sei lá, talvez nem tanto... Dentro da minha saudosa solidão. Enquanto, entretanto, o vento bate forte. No meu rosto impassível. Enquanto posso ver reprisando por fora e por dentro de mim, e além e muito, muito além de mim, a vida reprisando-nos no além da janela de nós, e, através dos vidros das vidraças... Num amor eterno sem fim!
Tudo sintomaticamente acontecendo, enquanto as folhas se esvoaçam, fazendo tremendas algazarras entre si mesmas, brincando com elas mesmas, enquanto vão sendo carregadas em inumeráveis redemoinhos, rumo ao vazio equidistante do nada. Na fria escuridão da noite.


E no alto, bem lá do alto, a lua meia e altaneira, brilha. Muito. E intensamente, brilha!


E em seu brilho, revejo a minha solidão efêmera e triste. E eu me sinto efêmero infeliz, quando posso ser feliz, por poder compartilhar com o brilho da lua, a minha solidão efêmera e triste – dentro da minha nostálgica solidão. E no brilho da lua, vejo e revejo, a minha solidão: efêmera e triste. E o vazio... Ah, este, cerceia os meus desencantados e tão dolorosos desalentos...


Acolá, no além-mar, na terra Lusitana, as flores se revestem de acalorado aroma de perfume vibrátil – extraído da sinfonia musical do desabrochar de uma nova vida – ou quiçá, do que é fato contestável de bilhões e bilhões de vidas – acalorando-se dentro dos imensuráveis perfumes das flores que se revestem vibráteis – extraídos das sinfonias musicais dos desabrochares de uma – ou milhões de vidas – renascendo e vibrando-se, nos gracejos encantadores dos incógnitos que cerceiam todos os mistérios...! Encantadores enigmáticos Mistérios!...


E vidas... Milhões de vidas explodem-se vivas, dentro do Planeta Terra! Enquanto, entretanto, milhões de outras, morrem... Inúmeras, pelas mãos do Criador! Enquanto tantas e tantas outras morrem, pela desumanidade de alguns que se dizem: humanos... (AQUI FICA O MEU MINUTO DE SILÊNCIO PELA HUMANIDADE! JÁ PASSSAMOS DA HORA DE REVERMOS OS NOSSOS BONS COSTUMES. AS NOSSAS BOAS MANEIRAS, E AS NOSSAS TÃO TRADICIONAIS CAPACIDADES DE SERMOS HUMANOS... APESAR DE... E ACIMA DE TUDO)!


Mas, acolá, no além-mar, na terra Lusitana, as flores se revestem...


Ainda perdura por sobre todos nós, os gracejos encantadores, eternamente sedutores. E, tão plenos de galanteios – através do nosso velho amigo Sol!


E, em Portugal, as telas emotivas da vida, trazem novamente, os inumeráveis tonificantes de ensejos... Dentro dos amorosos anseios primaveris! Despertando nos egos dos corações humanos, as misteriosas ternuras da vida. Renovando-se, em mais este tão encantador ano novo...


Enquanto, entretanto, explodem-se, dentro dos teores compostos pela aquarela de si mesmos. Esfuziando-se, através das mais belas e das mais vibrantes cores...


Já, aqui no Brasil, enquanto olho a profundidade da minha dor, eu me perco dentro de mim mesmo. Sem poder e sem querer, resolver-me. Ouço as músicas dele. Absorvo, com reverencial, respeitosa, humilde dignidade, o quanto Ele é, sempre foi, e será culto.


Um grandioso homem! Eu o Amo! Sempre o Amarei!... Tenho o Maior Orgulho de Dele!


E eu?... Continuo por aqui! Desfazendo-me em prantos. Desejoso de ter alguns poderes, ao menos, pelo menos, os de atravessar – pelo menos, mesmo que momentaneamente –, atravessar as composições moleculares da janela. Esta, a qual em frente de onde agora. Esta na frente de cá estou... Para enfim, libertar-me. Desta opressa dor... E, ir... De alma livre, em voo livre... Silencioso e tácito. Rumo ao encontro da Eternidade!...


- Mas, contudo, o vento frio, ainda inunda os meus lacrimejantes sentimentos – devolvendo-me aos supetões e aos solavancos, os meus doloridos e dolosos prantos... De volta a o que?... À realidade?!...


E a noite fria, perdurou-se... Por todas as nervuras do meu ser... Extensivo e amparado pelo gélido vento que zimbrou e ainda zimbra, ricocheteando-se pela escuridão afora, dentro e fora do meu ser... Estendendo-se dentro desta devastadora melancolia. Esta mesma melancolia, que se estende pela negridão desta noite. Dentro desta mesma noite, que está cumprindo o seu desígnio de acontecer-se, lá fora.


Nas belezas acaloradas pelas músicas, há e sempre haverá os encantadores louvores manifestos, pelos incontáveis mistérios! E a Vida, refaz-se, e perdura-se dentro dela mesma, talvez pela força de nós, por pela força de si mesma...! Mas,... Estes mistérios, a nós, não nos pertence...  Ou será que não?!


Mas... Entre tudo, muito embora, porém... Na Terra de Portugal, assim como na temperatura tropical do Brasil, as biodiversidades naturais, seguem os seus ciclos...


Assim como as folhas e flores que morrem... São as mesmas que renascem... Enquanto num extremo do Planeta a vida morre e renasce, perdurando-se... Através da estação do Outono, no outro extremo do Planeta a vida se rejuvenesce, com a estação da Primavera...


- Estes são os Ciclos dos Polos condutores de Nós todos, rumo à Eternidade!

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UM AMOR DE GRAÇA

Raymundo de Salles Brasil

Santo Amaro - Bahia - Brasil

 

O poente em minha vida tem fulgor,

E não sei por que Deus tem dó de mim,

Não valho nada, mas, o seu amor,

De impuro lamaçal faz um jardim.

Tive muitos percalços, tive dor,

Tive aflições até, as tive sim,

Mas pelas mãos de Deus fui vencedor,

Ele pôs ao meu lado um querubim.

Eu não sei a razão de tanto zelo

Por quem nada merece e nada faz,

Um pouco ao menos para merecê-lo.

Só mesmo o amor de Deus é que é capaz,

Jamais se arvore alguém correspondê-lo,

Pois é o amor de Deus grande demais.

 

 

 

 


Ruy Silva Santos


Sorocaba/SP - Brasil
 


A arte de ser feliz
No peito desta bela jovem
Saltita um coração ofegante,
Brincando de esconde-esconde,
Entre sonhos e esperança,
Envolto em coisas belas,
Acreditando no amanhã!

Bela jovem sonhadora...
Com os olhos voltados
Para o firmamento,
No aguardo da luz resplendente,
Luz envolvente do Criador,
Força que nos dá a vida!

E nesse momento... De repente...
És invadida por uma força estranha,
Como num banho, o alivio da alma.
Incontida é a vontade de cantar, e,
De chorar...

Os olhos olham, mas, não vêem...
Envoltos em
Tamanha felicidade
Que emana do coração!

Diante de tudo,
Eis uma nova alma que nasce...
E dentro de ti
Ressurgiu uma linda flor
Que se chama esperança...
Bem junto a ela
Rebrotam a vida e a crença,
O amor e o carinho,
A fé e a confiança,
A bondade e a caridade...

Se o futuro já chegou...
O momento é agora... Exerça-o, pois,
A magia do viver,
Está na arte de ser feliz...

Ruy Silva Santos

 

 

LOCAIS ONDE TEM SEUS TRABALHOS:


- Portal Cen "Cá estamos nós"    http://www.caestamosnos.org/autores/autores_r/Ruy_Silva_Santos.htm
- Portal Cen "Cá estamos nós" "Revistas Novos Tempos" Fevereiro/Maio e Junho/2013
- Portal Cen "Cá estamos nós" Antologia Virtual II; Antologia Virtual IX  / 2012

 

 

 

 

Samuel Freitas de Oliveira
Avaré-SP-Brasil


DEIXOU DE SER FELIZ

A noite ela ficava na janela,
Olhando a rua a suspirar sentida,
Por alguém que partiu sem despedida,
Apesar de ela ser tão rica e bela.
 
A outro amor jurou não dar mais trela,
Fechou seu coração, e a sua vida
Ficou vazia igual sua'lma ferida,
A debater-se numa exígua cela.
 
O tempo foi passando lentamente,
E agora na janela, simplesmente,
Fica olhando, da vida, a escuridão.
 
Deita-se então vazia de esperanças,
Adormece feliz com as lembranças,
E acorda infeliz na solidão.

Samuel Freitas de Oliveira
 

 

 



Särita Bárros


Bagé/RS - Brasil


Mãos

 

A vida tem dessas coisas. Uma imagem nos leva a uma série de reflexões, lembranças, e que tais. Assim sucedeu quando pus os olhos na página social de um jornal da terrinha.


O tema principal, um casamento. Os noivos sorridentes, elegantes, belos. Convidados e detalhes da festa. União de duas famílias tradicionais. Tudo isso percorri num átimo. Nada disso chamou minha atenção.


Meus olhos se focaram nos pais do noivo. Especificamente em suas mãos. Eles estavam de mãos dadas, mais que dadas enlaçadas, mais que enlaçadas, entrelaçadas, ou melhor enosadas. Elas queriam ser uma. Formavam um nó. Dava para sentir o sangue pulsando naquelas mãos. As duas pulsações deveriam estar transformadas em uma. Yara e Aluísio. Suas mãos formando apenas uma corrente de vida.


Pensei nas mãos da colega adolescente no Científico. Mãos delicadas, alegres e bem feitas. Quase sessenta anos separavam aquelas mãos destas da foto. Há quantos andavam enlaçadas às dele? Creio que mais de cinquenta ou quase isso. Que vida passou por esses dois pares de mãos? Certamente não apenas flores e remansos. Espinhos e tempestades, enxurradas e desesperanças também.


Essas mãos permaneciam enlaçadas, entrelaçadas, enosadas. Mãos querendo ser uma. Mãos de amparo confiança, esteio, discernimento, perdão. Mãos que sabem o que esperar da outra. Suas fisionomias não deixavam transparecer emoção, plácidas, quase indiferentes. Porém as mãos falavam, gritavam, urravam. Que diziam? Não sei. Talvez falassem que o amor sobre-passa qualquer dificuldade, talvez dissessem aos filhos: espelhem-se em nós. Não se deixem vergar pelos mal entendidos da vida. Confiem um no outro, sejam cúmplices, não esmoreçam. O amor não é apenas brincos e bem-aventuranças. Traz em seu bojo trabalho, decepção e frustrações, mas tudo pode ser administrado se vocês não largarem o timão. Ou talvez dissessem: olhem-nos! Sempre encontramos algo novo a cada dia. O tédio não nos abate, as virtudes não nos orgulham, nem os vícios nos engolem. Temos carinho a ofertar e estaremos sempre juntas a vocês. Contem conosco. Confiem em nós, sejam cúmplices e amigos como somos. Estamos orgulhosas, felizes e alegres hoje, já estivemos tristes e amarguradas. Apesar de tudo, bons e maus momentos, continuamos nos amando. Esse amor nos dá força, resistência, brandura, tolerância, compreensão e atitude para enfrentar o que a vida oferece. E a tudo agradecemos. Somos gratas pela chuva e pelo sol, sobretudo, pela terra que nos acolhe, sustenta abençoa e nos guardará amorosamente em seu seio, quando o momento chegar.
 
Särita Bárros


LOCAIS ONDE TEM SEUS TRABALHOS: WWW. riototal. com.br

 


 


Sidnei Piedade
Assis / SP / Brasil
 


Poeta e escritor eu sou...pois recebi o dom de Deus o mestre nosso Senhor, escrevendo paz e amor e por este mundo afora vou levando minhas mensagens como pássaros nas passarelas do céu. Vem do meu instinto do fundo da alma a semente que germina brotando o amor. Vou seguindo o mapa das pegadas dos seus pés que ele me deixou. Sou poeta e escritor, o amor viajando entre as letras rumo ao seu coração... sou poema e você o leitor...pois eu sou você , você sou eu. Sou a mais antiga história de amor, depois de Eva e Adão....comendo a maçã do amor onde não fui avisado.. Mas sou poeta e escritor e mesmo escorregando nas palavras separo o sim do não..pois não tem nada de pecado e sim gosto de maçã , sou paraíso do amor onde esta escrito no livro do meu coração.                         

Sidnei Piedade

 

www.sidneipiedade.prosaeverso.net
http://sidneipiedade.blogspot.com
www.facebook.com/sidneipiedade
www.mensagensvirtuais.com.br/sidnei
//recantodasletras.uol.com.br/autores/sidneipiedade

 

 

 

Nome: Sonia Nogueira
Cidade: Fortaleza
País: Brasil


*Natal. Comércio ou Festa?

 


E Jesus Menino como símbolo, e entremeio das metades, os dois extremos. Sem diferença do ponto primeiro ou último.


É assim o natal nos maiores ou menores grupos do cristianismo. Não poderia ser diferente, vejamos: Nas festas familiares, enfeitamos a casa, limpamos todos os cantinhos para receber convidados, presentes, enfeitamos a estrela da festa com a melhor roupa, sorrimos e abraçamos, comemos e bebemos. É um momento ímpar em cada ocasião.


Na outra ponta o comércio em destaque por apresentar seus produtos do mais simples ao mais sofisticado gosto, atendendo ao singelo bolso ou ao cofre polpudo dos destacados do trabalho, fortuna ou sorte.  Os dois se completam para dar a festa, o prazer que e mente projetou ofertando aos convidados o melhor dos momentos.
Vem o esperado da festa a troca de presentes. Sim o presente. Imitando os três Reis Magos vindos a procura do Salvador e incumbidos por Herodes de encontrar a criança. Mago era visto como um homem do saber, em grego magoi (mago).


 Gaspar, o moreno, homem de meia idade, vindo, da Europa trazendo Mirra, resina com fragrância e possuía qualidades medicinais, representava a mortalidade;


Melquior, o branco, vindo da Ásia, o mais velho, trazia ouro, acredita-se que com ele financiou a viagem da Família Santa para o Egito, e representa a imortalidade, pureza e Divindade;


Baltazar, o preto, cita a literatura bíblica que tinha uns 40 anos, e veio do rei do Sabá, na Etiópia, ele trouxe Incenso, uma resina seca que simboliza o sacrifício e a natureza Divina de Cristo.


Concluímos então que festejos, homenagens e presentes são milenares na história da humanidade. E devemos fazer em união junto a familiares e amigos. Quando estamos felizes o nosso criador também deverá ficar feliz, visto que, a história cita que fomos feito “A Sua Imagem e Semelhança”.


O que preocupa são os excessos, arrebatando alguns para o precipício, viajando para o além, quem sabe antes da hora.


 Na história da criação da humanidade, lendo tantas outras dos povos antigos, a de Jesus Cristo, é a única que veio para ensinar o perdão, amor, justiça, fraternidade, humildade, onde um homem se entrega em sacrifico, para salvação da humanidade e ressuscita entre os vivos, para unir os povos, pregar um Deus Único.
Amém.



 *Deus
 
Ó Deus, da Divina criação,
Os teus mistérios fogem a mim
Sou tão pequenina e num refrão
Peço uma rosa em cada jardim.
 
Que exale no ar o meso aroma,
Abra a porta que não tem chave,
Multiplique, divida, e na soma,
Una irmãos, derrube entraves.
 
Não sei explicar com tal dimensão
O mal com tanta força e poder,
O bem no contrapeso e ação,
Numa luta corpo a corpo a crer.
 
As águas lavando a terra bruta,
O grito sem proteção, conflito,
O olho da natureza que astuta
Domina para equilíbrio contrito.
 
Dá-me sabedoria, eu nada sei.
O homem cria, inventa, escreve,
Às vezes rio, do dilema lei,
Convincente pra tudo prescreve.
 
De tão imenso a força universo
Que as letras somem na multidão,
Como reles pontos em reverso,
Cabisbaixo, Deus rir da ilusão.

Sonia Nogueira

 


Sueli do Espírito Santo
Brasil


ABRAÇA-ME POR FAVOR

Em teus braços eu quero estar
e em teu abraço me esquentar
enquanto a minha alma suspira
sentindo o teu doce perfume
uma paixão vem como um lume
e ascende meu corpo que delira
pedindo: "abraça-me, por favor"
para que sintas todo meu calor
em meus poros o amor transpira
 
Sueli do Espírito Santo
 


 

 

 

Tito Olívio
Faro
Portugal

 

 

O APERTO DE MÃO


O «aperto de mão», esse gesto social tão comummente usado pelos ocidentais, que efeito prático tem nestes tempos já entrados no século XXI? O Homem terá nascido, vivido e morrido na Terra, possivelmente, há mais de quarente milhões de anos, mas teremos notícias dele somente desde há doze a quinze mil anos. Daí para trás, quão lento terá sido o desenvolvimento do macaco-homem! Pelo Antigo Testamento, vemos que as tribos ou comunidades familiares eram nómadas. Todos os homens eram pastores e as mulheres cultivariam cereais apenas para o pão da sua subsistência. Pão, carne e leite seriam a sua alimentação. Não consta que se apertassem as mãos em algum gesto social. É muito vago o meu conhecimento sobre as civilizações orientais, mas dará para pensar que aquele seu gesto social de pôr as mãos, em frente da cara ou do peito, e de baixar ligeiramente a cabeça era uma cortesia corrente. Nada de contacto com as mãos de outrem. Eles percebem e a gente também. Nem precisam de dizer bom-dia ou boa-tarde. Está tudo implícito no gesto, porque o silêncio pode falar.


Como terá aparecido então o hábito do aperto de mão no ocidente? Li algures que seria um gesto de paz e de boa vontade, no sexo masculino, aquele que andava sempre com uma espada ou um sacho ou um cacete. Havia uma necessidade permanente de se defender, num mundo sem rei nem roque, quando uma vida humana valia menos de um pataco. Então, o gesto de mostrar a mão aberta e nua era um sinal de paz e o aperto de mão seria o selo de um acordo comercial ou de uma amizade. Faz sentido. Basta lembrar que, mesmo nas vilas e cidades, se andava pelas ruas às escuras, salvo em noites luarentas. Como se vê no «Primo Basílio» do Eça, homem de profissão ou de negócios que fosse ao Alentejo, por exemplo, não deixava de fazer o seu testamento, porque a probabilidade de voltar a casa era baixa.


Até à Segunda Guerra Mundial, um aperto de mão, num contrato ou num negócio, tinha o mesmo valor de uma escritura. No século XIX, comerciante que falisse, sentia-se na obrigação de se matar, para fugir do opróbrio e do escárnio social. Eram os tempos da honra, do brio, da sinceridade, da honradez. A seguir a este funesto prélio de 1939-45, o ocidente entrou em declínio moral, enquanto a tecnologia conhecia um desenvolvimento extraordinário. Hoje, nem uma escritura oferece segurança, quanto mais um aperto de mão! A mentira, que é um véu para ocultar o crime, a corrupção, a incompetência, tem vindo a ocupar o lugar da honradez. Então, para que é o aperto de mão? É estranho que um gesto inútil, anti-higiénico, ainda não tenha sido banido numa sociedade que tanto se preocupa com a saúde pública. Nós até nem teremos as mãos limpas. E o outro, terá? Alguém se preocupa em lavar as mãos antes de apertar as de outrem? É, portanto, um gesto perigoso para a saúde. Um hábito que se impunha desaconselhar. Ponham as mãos, em frente da boca, como se rezassem, imitando os orientais, porque é muito mais higiénico e até estético! Agora, com o ébola a espalhar-se pelo mundo, vamos acabar com o aperto de mão? 

 

Tito Olivio

 

LOCAIS ONDE TEM SEUS TRABALHOS http://cadernossantamaria.com

 

 

 


Varenka de Fátima Araújo
Salvador - Bahia - Brasil
Blog: http://varenkadefatima.blogspot.com


Gonçalves Dias

Sete horas da manhã
Abro janelas e portas
Um céu cinzento fere a vista
Palmeiras  raquíticas sem verde
Os sábias num canto sem som
E o vento seco varre sem fronteiras

É pitoresco este cenário
Rios com manchas pretas
Corem para o mar, uma tragédia
Uns sem sustendo de uma desgraça
Águas que vestem a terra  desbotadas

Que abrem fendas como cemitérios
Eu recomponho meu corpo ardente
Nas cores que aquecem vibrantes
Estou hoje convencida, nesta desdita
Gonçalves Dias se estivesse aqui
Pavoroso seria  sentir,dorme poeta



***


Meu canto

Onde pulsa o prazer e a vida
Estes instrumentos que cortam o silêncio
No instante jogo os sons ao vento
Não atinjo às vertigens da estética
Sem princípios de  vocalizações
Minha  voz soa sem flexibilidade
Na fresta do tempo soluçando em magoas
Canto para espantar a  dor
Não interpreta escritos nem os registros
Canto o  amargo do lamento da sorte
E o coração em descompasso sem afeição
Canto a saudade sem suavidade
Que sinto na ausência dos meus
Fico vagando na existência
Sem expressão ao léu
Com o  meu canto sozinha.

Varenka de Fátima Araújo
 

 

 

 


VERA SALBEGO
CIDADE GUAIBA RS BRASIL
 


CAZU - A MENINA AZUL


Era uma vez num lugar muito distante, havia uma menina que queria estudar, mas seus pais eram tão pobres, que não tinham dinheiro para levá-la à escola.


Os dias foram passando e Cazu ainda triste, com vontade de aprender, ia levando seus dias com todas as brincadeiras infantis.


Na comunidade onde ela morava havia várias crianças que passavam os dias sem nada para fazer, apenas vendo as outras crianças indo e vindo de suas escolas particulares.


Sua mãe, Dona Rita, lavava roupa para fora e ia às mansões do centro da cidade levar as roupas.


Certo dia sua mãe a convidou para ir com ela entregar os pacotes de roupas.


E ela foi feliz da vida! Chegando lá encontrou crianças bem vestidas brincando com bonecas maravilhosas...


Ela ficou de longe apenas olhando aquelas meninas.


Sua mãe a chama para irem embora; ela vai pensando naqueles brinquedos que nunca tinha visto. Sua imaginação fica a mil, e ela agora fantasia sobre aquela casa e aquelas crianças.


Os meses foram passando e Cazu pensava sobre o dia em que viu aquelas meninas brincando com lindas bonecas de porcelana.


Ela imaginava que nunca poderia ganhar aqueles brinquedos caros.


Certo dia sua mãe é chamada àquela casa pela dona, que lhe oferece brinquedos dos seus filhos alegando que as crianças não os querem mais e estão atrapalhando na casa.


Dona Rita agradece e fica feliz em levar os brinquedos para seus filhos.


Vai para sua casa levando os pacotes. Chegando lá, as crianças correm em sua direção.


- Crianças olhem o que eu trouxe para vocês.


Ela entrega os pacotes e as crianças desembrulham ansiosos para verem o que tem dentro deles.


- Mãe, isso é uma boneca?


- Claro, filha! Ganhei daquela senhora da mansão.


- Minha nossa! Quantos brinquedos! Que legal!


Assim as crianças ficaram felizes pelo resto da semana. Os dias foram passando e a vida continuava a mesma. Cazu agora um pouco feliz com a boneca nova percebia que algo não andava bem em sua casa.


Ela via seu pai andando triste e conversando baixinho com sua mãe. Eles se calavam ao perceberem que os filhos se aproximavam.


Um dia, toda sua vida iria mudar...


Certa manhã ouviu choros, resolveu levantar-se, chega à sala e vê alguns vizinhos abraçando sua mãe e falando que tudo isso vai passar.


Curiosa fica por perto para saber o que esta acontecendo. Então ouve alguém falar que seu pai sofreu um acidente no centro da cidade.


Sua mãe sai rápido para o hospital, levada pelos vizinhos e chegando lá já é tarde, seu esposo não aguentou a cirurgia e faleceu. Ela não sabia como fazer para contar aos filhos.


Em casa Cazu estava triste e não sabia que seu pai já tinha falecido, quando chega sua mãe chorando e a abraça falando:


- Filha seu pai não aguentou a cirurgia e faleceu.


- Como, mãe?


- Seu pai andava doente e a gente não queria preocupar vocês, mas hoje ele foi atropelado por um carro. Agora quero ver como vamos fazer para enterrá-lo. Não temos dinheiro em casa e nossos vizinhos também são pobres e não sei a quem pedir dinheiro emprestado.


Cazu então se coloca a rezar e pede a Deus que as ajude naquele momento triste.


Sua mãe sai e vai à busca de ajuda para poderem fazer o enterro. Procuram a assistência social do Município para ajudá-las.


Assim conseguem fazer a cerimônia fúnebre e despedem-se do  falecido.


Fica uma lacuna em seu mundo infantil: a falta de seu querido pai.


Os dias passam e sua mãe agora uma mulher triste mas batalhadora, tem que trabalhar dobrado para sustentar seus filhos Cazu e Paulo.


Anda cansada de tanto trabalhar, vê seus filhos cada vez mais sozinhos dentro de casa. Sabe que são crianças e pede aos vizinhos para ajudarem a cuidar deles.


Sabe que são crianças e pede aos vizinhos para ajudarem a cuidar deles.


Numa das casas onde ela trabalha os patrões são pessoas boas, que perguntam sobre seus filhos.


- Eles estão bem. Preocupam-me porque eles ficam sozinhos e tenho medo que algo venha a acontecer com eles.


A dona da casa então responde:


- Rita porque você não os traz um dia desses?


- Posso?


- Claro, querida, nós não temos filhos e adoraríamos conhecê-los.


Então certo dia dona Rita veste seus filhos com a melhor roupa e dirige-se para a mansão.


Chegando lá, as crianças são bem recebidas e ficam à vontade. Os donos da casa apaixonam-se pelas crianças e conversam com eles animadamente. Ficam impressionados com a desenvoltura de Cazu, que fala a eles de seu sonho de estudar.


Os dois se entreolham e voltam a conversar com aquela doce menina.


A tarde passa rápido e eles vão embora.


O casal então volta a conversar sobre a menina e ficam falando do sonho de estudar que ela tem.


Resolvem perguntar no outro dia para Rita, se eles podem adotar a menina para pagarem os estudos dela e, ainda, irão passar uma mesada para ajudarem na criação de Paulo.


A noite chega depressa e Rita vai até à cozinha para fazer um lanche para eles. Percebe que ali não tem muita comida... Chora entristecida. As crianças comem o que tem e adormecem cansadas daquele dia maravilhoso.
De manhã cedo Rita beija seus lindos filhos que ainda dormem, e vai para o trabalho.


Na condução para ir ao centro da cidade, seus pensamentos voam... Ela entende que precisa pegar mais uma residência para limpar, pois o dinheiro está pouco.


Quando chega à mansão vê seus patrões esperando por ela para conversarem.


- Rita! Estivemos conversando ontem à noite sobre você e seus filhos e gostaríamos de perguntar se daria sua filha para nós criá-la. Nós daríamos uma pensão para seu filho, afim de você não precisar sair de casa. Pensa com carinho, não queremos adotar com papel passado, apenas ajudar a Cazu em sua formação. Vai continuar a vê-la o quanto quiser. Acredite a gente quer apenas lhe ajudar. Quem sabe você vem morar aqui conosco e as crianças?


Rita fica pensativa, e depois responde:


- Preciso pensar, a oferta é boa. Mas eu vou continuar cuidando da casa, porque ficar sem trabalhar não é comigo.


- Claro, se quiseres.


Rita volta ao trabalho pensando sobre as ofertas, imaginando o que seus filhos irão falar sobre o assunto.


À noite chega e Rita volta para casa. Chegando lá, diz aos filhos, que precisa conversar com eles.


- Crianças, preciso contar sobre um oferecimento que meus patrões fizeram para nós.


Começou a contar e as crianças ficaram pensativas imaginando como seria a vida naquela mansão.


Cazu então percebeu que a oferta seria legal, pois assim ela poderia estudar naquela escola particular da cidade, visto que não havia escola pública naquele lugar. Seria maravilhoso! Cazu, agora com sete anos diz:


- Mãe, eu acho legal, pois só assim irei para a escola e o mano e vocês vão morar bem. Você não precisa trabalhar demais. Vamos tentar mãe!


Eles então começam a arrumar seus pertences pessoais para levarem à mansão.


Rita chama seus vizinhos e distribui a eles suas mobílias; vende sua casinha de madeira.


Pegam um carro de corrida para chegarem àquela mansão dos jardins e os donos, agora amigos, os recebem de braços abertos.


Daquele dia em diante suas vidas mudaram para melhor.


Cazu agora frequenta a escola, tem novos amigos e está feliz.


Aquela mansão já não é mais a mesma, agora tem vida; as crianças trazem luz às vidas daquelas pessoas que moram lá.


Até que um dia Cazu ouve de uma colega que ela tem sangue azul. Ela pergunta:


 - Por quê?


A menina responde:


- Porque você é filha daquela família rica e eles têm sangue azul.


Assim Cazu fica deveras orgulhosa, pois daquele dia em diante dirá a todos que tem sangue azul.


Os dias foram passando e a família, cada vez mais feliz, vivia radiante com aquelas crianças sorrindo e cantando entre as flores do jardim.


Cazu cresceu e formou-se em Arquitetura. Faz planos para projetar uma Escola Pública na vila onde ela morava realizando, assim, o sonho de levar muitos jovens a estudar e ser alguém no futuro.


Assim viveram felizes para sempre!


VERA SALBEGO

 

 

 

 


Von Trina
Samora Correia - Lisboa - Portugal


UM TEMPO DE MOMENTOS 3
 
imagem
perturbadora a tua
viaja na intimidade
com indefinida e implícita
estética erótico sexual
e agitação hormonal
 
acaricia os olhos
incapacita a reação
induzindo um calor vertebral
sobreaquecimento nervoso
e calor genital
 
e há arrepios     e tremores
e pensamentos de libidinosos sabores
 
deixas-me encantado num olhar


 
***


UM TEMPO DE MOMENTOS 6
  
sinto-te a falta
quando és longe e distância
mas é-me impossível
suportá-la
quando estás não estando
ou te ausentas de mim
ausentando-te primeiro de ti
 

von trina

 

 


 


 
Wanessa Maria Matos Peixoto


Fortaleza CE Brasil



Uma harmoniosa sinfonia

 

Era uma pequena casa feita de palha, localizada numa colônia de pescadores, onde eu vivia com meus pais e meus nove irmãos. Sempre atento a todos os movimentos, por isso comecei a trabalhar muito jovem, todas as manhãs acordava cedo e acompanhava meu pai e meu irmão mais velho que iam ao centro da cidade. Enquanto eles ficavam na feira eu engraxava sapatos e ajudava os clientes com as sacolas, com isso ganhava uns trocados, alguns riam de mim, outros zombavam, mas não entendia o motivo. O que havia de errado em mim?     
À tarde ia ao colégio, levava meus livros numa sacola, a maior riqueza que eu tinha, apesar de muito rabiscado pelos meus irmãos mais velhos, já que passavam de um para o outro, era o costume de antigamente.


Via o sofrimento dos meus pais em busca de conseguir o alimento, às vezes só tínhamos água para beber. 

 

Usávamos um único lampião para clarear toda a casa. Certa noite, brincando na rua, entrei correndo na sala e o quebrei, tudo ficou escuro, todos ficaram em silêncio, eu podia ouvir meu coração bater; meu pai suspirou e minha mãe disse: “Hoje teremos a luz da lua iluminando a nossa casa”, esta frase me trouxe um alento, diante da aflição que me encontrava por ter quebrado a única coisa que iluminava nossa casa e nos aquecia. Naquela noite a janela ficou aberta e a claridade da lua iluminou toda a casa. Fiquei olhando para o céu e naquela noite fiz um propósito dentro de mim, para com Deus: Mudarei a minha história.


Na escola eu era destaque em matemática, por isso passei a tirar as dúvidas dos colegas, então, aos poucos, comecei a dar aulas particulares. E cada vez mais fui me aprofundando nos estudos, mas era aluno de uma escola pública, dificilmente conseguiria ser notado.


Certo dia fui presenteado com uma flauta por um dos pais dos meus alunos e aos poucos fui aprendendo a tocar para louvar a Deus. Gostava de ir à praia durante a noite e lá se formava uma orquestra, eu, com a minha velha flauta, e o mar, com o barulho de suas ondas, tínhamos como platéia a lua e as estrelas. O vento embaraçava meus cabelos, eu sabia que era Deus a me confortar.


Anos depois um professor percebeu minha habilidade de lidar com os números e, sem perda de tempo, inscreveu-me num teste de seleção para uma escola renomada. Deus me deu a vitória, passei no teste e naquele mesmo ano a minha vida começou a mudar. Conclui o ensino médio, sendo condecorado com medalha de melhor aluno. Logo em seguida me inscrevi no melhor e mais concorrido concurso militar. Queria sentir o céu, o vento, a brisa do mar e nesta harmoniosa sinfonia tocar minha flauta, a mesma de quando era criança, nos ares do universo e na imensidão do mar.


Lutei e venci. Naquela época, não pude comprar-lhes outro lampião, mas hoje posso vê-los iluminados e sentir o calor do abraço, ouvindo-os: “Você mudou a sua história, a nossa história” e quase num sussurro respondi: Foi à misericórdia e a exaltação de Deus em nossas vidas.


Aprendi servindo a Deus e estudando a matemática. Nada é tão exato quanto às operações de Deus em nossas vidas. A escolha é sua, faça você também uma nova história, quem sabe estarei nela!


 

 

 

WILSON DE OLIVEIRA JASA
Brasil


MEU CASTELO


 

Na vida já me jogaram muitas pedras,
e com essas pedras construí um Castelo,
e nesse Castelo construí muitos cômodos
onde abriguei muitas pessoas queridas,
e ainda sobraram muitos cômodos vazios,
e nesses cômodos vazios eu reservei
para aqueles que necessitarem de um abrigo;
e por ironia do destino muitos daqueles,
que me atiraram pedras, vieram procurar abrigo
em meu Castelo o qual eles me forneceram as pedras
e não tiveram como construir o próprio abrigo.


Poeta WILSON DE OLIVEIRA JASA
(Príncipe dos Poetas Paulistanos)

 


 

 

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