Novo
Hamburgo
Novo
Hamburgo
está situado
no Vale do
Rio dos
Sinos, a
cerca de
quarenta
quilômetros
da capital
do estado.
Pertence à
Região
Metropolitana
de Porto
Alegre.
O município,
banhado pelo
rio dos
Sinos,
compreende
uma área de
223 km²,
contando com
uma
população de
255.945
habitantes.
As primeiras
povoações de
Novo
Hamburgo
datam do
século
XVIII,
quando
imigrantes
açorianos se
instalaram
na parte
noroeste da
cidade no
bairro hoje
conhecido
como Rincão
dos Ilhéus,
ou
simplesmente
Rincão. Em
25 de Julho
de 1824 os
imigrantes
alemães
começaram a
chegar na
colónia de
São Leopoldo
e logo
desenvolveram
uma próspera
sociedade
rural na
região do
Vale dos
Sinos. Pouco
depois
começaram a
aparecer
pequenos
núcleos
urbanos nas
colônias e
uma delas
ficava na
área de
Hamburger
Berg (que
hoje é o
bairro
Hamburgo
Velho), a
partir de
onde se
origina a
Novo
Hamburgo
atual.
O movimento
emancipacionista
começou a se
delinear no
início dos
anos 20. A
“Liga Pró
Villamento”,
formada em
1926 por
várias
importantes
personalidades
da cidade,
foi recebida
pelo
governador
do Estado e
em 5 de
abril de
1927 houve a
emancipação
do
município.
Guilherme
Ludwig foi
eleito para
o cargo de
vice-intendente,
sendo
Leopoldo
Petry, o
primeiro
intendente
de Novo
Hamburgo.
Tendo a
cidade se
emancipado
de São
Leopoldo,
sua
industrialização
se acelerou,
tornando-se
um dos pólos
econômicos
do Vale do
Sinos. Por
muito tempo
a indústria
foi
praticamente
formada
apenas pela
cadeia
coureiro-calçadista,
com várias
empresas de
destaque.
Entre os
pioneiros se
destacam
Nicolau
Becker,
criador do
primeiro
curtume da
cidade,
Guilherme
Ludwig,
Pedro Adams
Filho,
Augusto
Jung, Pedro
Alles e
Artur Haas.
O
crescimento
trazido pelo
calçado
atraiu
inúmeros
imigrantes,
inchando a
cidade a
partir da
década de 60
e originando
a maior
parte dos
problemas
sociais,
dada a
incapacidade
dos
governantes
de acomodar
a todos
adequadamente.
Embora a
crise dos
anos 90
tenha
estancado o
crescimento
populacional
hamburguense,
agudizou os
problemas
mais graves
da cidade
como
favelização,
transporte
insuficiente
e
deficiências
na
infra-estrutura.
Atualmente,
a cidade
possui 1 dos
edifícios
mais altos
do Rio
Grande do
Sul, sendo
Residencial
Sunset
situado no
alto do
bairro
Hamburgo
Velho com 28
andares,
assim como o
Porto Brasil
no bairro
Vila Rosa
também com
28 andares.
O município
ainda possui
5 emissoras
de rádio,
sendo 4 FM´s
e uma AM.
São: Rádio
ABC 900,
União 105.3,
Alegria
92.9, 88.7
FM, Novo
Tempo 99.9 e
Oi FM 90.3.
A
preponderância
coureiro-calçadista,
com forte
caráter
exportador,
na economia
permaneceu
até o início
da década de
1990, quando
uma forte
crise
econômica na
região, a
partir do
governo de
Fernando
Collor de
Mello forçou
uma
diversificação
econômica. A
situação foi
agravada com
a
concorrência
chinesa nos
mercados
internacionais
e, a partir
do ano de
2003, pela
valorização
do real que
levou ao
fechamento
de diversos
curtumes e
fábricas de
calçados e
demissão de
milhares de
pessoas.
Passo Fundo
O município
Passo Fundo,
emancipado
em 28 de
janeiro de
1857, teve
sua formação
a partir de
1827, como
resultado da
ocupação do
Planalto
Médio e Alto
Uruguai, e
seu
território
original
hoje abriga
107
municípios
do Rio
Grande do
Sul. Leva
esse nome em
função de um
rio de mesmo
nome
utilizado
pelos
tropeiros
desde o
século
XVIII. Em
1827 foi
fundada pelo
cabo Manuel
José das
Neves a
Fazenda
Nossa
Senhora da
Conceição
Aparecida,
nas terras
que recebeu
da
Comandância
Militar de
São Borja.
Essa fazenda
foi a
retomada da
povoação da
região onde
hoje fica o
município de
Passo Fundo.
Sua sede
ficava onde
hoje está a
Praça
Tamandaré.
Em um
terreno de
nove metros
quadrados
doados à
Igreja, foi
erguida em
1835 a
Capela de
Nossa
Senhora da
Conceição,
próximo a
onde hoje
fica
localizada a
Catedral de
Passo Fundo.
Em 1830, o
capitão
Joaquim
Fagundes dos
Reis foi
designado
pela
Comandância
Militar de
São Borja
para exercer
a função de
comissário
na nascente
povoação,
sendo assim
considerado
a primeira
autoridade
da cidade. A
Revolução
Farroupilha
quase causa
o
desaparecimento
de Passo
Fundo. Em
1833 a então
freguesia
tinha 419
habitantes.
Quando do
fim da
revolução,
em 1843
restavam
cerca de 60
pessoas em
precárias
condições.
Desestruturada
pelas
requisições
de
mantimentos,
gado e
cavalos
pelas tropas
que passaram
pela região,
reergueu-se
e chegou a
vila em 7 de
agosto em
1857, quando
foi
instalada,
sob a
presidência
de Manuel
José de
Araújo, a
Câmara
Municipal,
com poderes
executivos e
legislativos.
Anos depois,
no final do
século, seu
território
foi palco de
uma das mais
sangrentas
batalhas da
Revolução
Federalista:
a Batalha do
Pulador. Em
abril de
1964, o
governador
Ildo
Meneghetti
estabeleceu
em Passo
Fundo o
governo do
Estado do
Rio Grande
do Sul por 4
dias devido
ao Golpe
Militar de
1964. Em
1979,
ocorreu a
Revolta dos
Motoqueiros,
única
rebelião, no
Estado,
liderada por
motociclistas,
durante o
Regime
Militar. O
movimento
republicano
ganhou corpo
em Passo
Fundo com o
Clube do
Toco de
Vela, grupo
de rapazes
que por
volta de
1870 passou
a reunir-se
na ferraria
do
estadunidense
Thomas
Canfield,
para ler o
jornal A
Federação e
debater seus
ideais de
igualdade,
abolição,
democracia e
república. A
república
finalmente
chegou em
1889, mas os
republicanos
de vinte
anos antes
não tomaram
as rédeas da
política
passo-fundense,
que
continuou
sob comando
dos velhos
coronéis do
Partido
Conservador,
Gervásio
Lucas Annes,
Major
Chicuta e o
Capitão
Lucas de
Araújo.
Pelotas
Pelotas.
Apontamento
do “Jornal
do Comércio”
do ano de
1900:
“Pelotas,
cidade e
município do
Estado do
Rio Grande
do Sul,
situada na
margem
esquerda do
rio São
Gonçalo. Tem
Biblioteca,
Liceu de
Agronomia e
Veterinária.
População do
município 50
mil
habitantes.
Caminho de
Ferro
(Estrada de)
entre Rio
Grande e
Bagê”.
A ocupação
da região de
Pelotas teve
início em
meados do
século
XVIII, com a
instalação
das
primeiras
estâncias ou
fazendas de
criação de
gado. Pouco
tempo depois
a região
ganhou
grande
impulso com
o surgimento
e a imediata
expansão da
indústria do
charque, a
partir de
1779. Nessa
época, a
pecuária
nordestina,
tradicional
abastecedora
do mercado
brasileiro,
entrava em
decadência,
abandonando
aos
criadores
gaúchos um
amplo
mercado.O
Rio Grande
do Sul pode
assim sair
do
isolamento
em que se
mantinha,
passando a
aproveitar
de forma
mais intensa
seu grande
rebanho
bovino. As
exportações
de charque,
que em 1793
eram apenas
13 mil
arrobas,
atingiram no
início do
século XIX,
600 mil
arrobas.
Esse
extraordinário
desenvolvimento
concentrou-se
numa pequena
área do
litoral
rio-grandense,
junto à
extremidade
meridional
da Lagoa dos
Patos.
Situadas
entre os
rios Pelotas
e São
Gonçalo, as
charqueadas
ficavam na
proximidades
tanto dos
grandes
centros
criatórios
da
fronteira,
como do
porto de
comércio
exterior da
capitania, o
Porto de Rio
Grande. Esta
localização
da indústria
do charque
deu origem
ao centro
urbano que
viria a se
transformar
na segunda
cidade da
província:
Pelotas.
Para isso,
muito
contribuiu a
instalação
de novas
indústrias
no Estado
durante a
primeira
guerra
mundial:
fábricas de
tecidos e um
grande
frigorífico.
Nessa mesma
época a
cidade pode
também
expandir
consideravelmente
seu
comércio, em
consequência
da ligação
ferroviária
com o
interior.
Transporte
Ferroviário
MARIA
FUMAÇA BENTO
GONÇALVES
Fonte:
http://www.riograndeemfotos.fot.br/trem.html
Rio Grande -
O Trem
“Todas as
informações
contidas
referentes
às
companhias
são
exclusivamente
para fins de
informação
geral, e
devem ser
confirmadas
diretamente
com as
respectivas
instituições.
A história
do trem foi
obtida com o
auxílio do
presidente
regional da
Associação
dos
Aposentados
da
R.F.F.S.A.
de Rio
Grande,
Paulo Nilton
Carvalho,
que também é
pesquisador
e realiza
exposições
sobre este
tema
procurando
resgatar a
importância
do
transporte
ferroviário
devido a sua
segurança e
economia.
O Início
A primeira
ferrovia no
mundo surgiu
na
Inglaterra
em 27 de
setembro de
1825.
Os 35 vagões
adaptados de
diligências
saíram da
cidade de
Darlington
até Stockton
percorrendo
um trecho de
32 km e
transportando
600
passageiros.
George
Stephenson,
aos 43 anos,
foi
considerado
o inventor,
após muitos
anos de
dedicação e
persistência
na
realização
do seu bem
sucedido
invento.
Anteriores a
ele, outros
já haviam
realizado
algumas
tentativas.
Nesta época
até os
cavalos eram
mais rápidos
que a
locomotiva,
o que
facilitava o
assalto aos
trens que
conseguiam
uma
velocidade
máxima de
45km.
A seqüência
de
transporte
passageiro
começou em
15 de
setembro de
1830.
A chegada no
Brasil
O transporte
ferroviáro
chegou ao
Brasil
através de
D. Pedro II,
príncipe
regente que
deu
concessão a
Irineu
Evangelista
de Souza, o
Barão de
Mauá
(Natural de
Arroio
Grande/RS).
No dia 30 de
abril de
1854, em
Petrópolis
no Rio de
Janeiro, o
primeiro
trem
percorreu
uma
distância de
14km de
ferrovia que
ligava a
Baía de
Guanabara à
Raiz da
Serra. Esta
primeira
estrada de
ferro
brasileira
recebeu o
nome de D.
Pedro II e
mais tarde
tornou-se a
Central do
Brasil. A
primeira
locomotiva
foi
carinhosamente
apelidada de
“Baronesa”.
No RS, a
primeira
ferrovia foi
de Porto
Alegre a
Novo
Hamburgo.
Em 14 de
abril de
1874, a
ferrovia
construída
por uma
companhia
inglesa
denominada
de Companhia
Brasileira
Ltda, de
Johan Mac
Ginity
inaugurou a
linha férrea
ligando
Porto Alegre
a Novo
Hamburgo.
Posteriormente,
foi criada
uma linha
principal(denominada
de linha
tronco)que
atravessava
o estado
horizontalmente
de Porto
Alegre a
Uruguaiana e
levou cerca
de 30 anos
para ser
construída –
tendo início
em 23 de
dezembro de
1877 e
finalizada
no dia 21 de
dezembro de
1907 . Com o
passar do
tempo, esta
linha foi
ficando
insuficiente
e então
foram
criados os
ramais(linhas
ferroviárias
que ligavam
as cidades
até a linha
tronco).
A companhia
Belga,
Compagnie
Imperiale du
Chemin de
Fer,
realizou a
construção
da linha que
ligou a
cidade de
Bagé à Rio
Grande. Em
1883, esta
companhia
uniu-se à
Cia.
Americana
Souther
Brazilian
Rio Grande
do Sul
Company.
O iníco da
Viação
Férrea em
Rio Grande
A cidade de
Rio Grande
ganhou
transporte
ferroviário
em 1884,
inaugurado
no dia 2 de
dezembro. A
linha de
acesso à
praia
começou suas
atividades
no dia 26 de
janeiro de
1890, dando
início ao
primeiro
balneário
marítimo do
Brasil. Na
época, o
Cassino era
chamado de
Praia da
Mangueira.
O
desenvolvimento
do balneário
foi
impulsionado
pela Cia de
Bondes
Suburbanos
da Mangueira
e pelas que
as
substituíram:
Cia Estrada
de Ferro de
Rio Grande a
Costa do
Mar(Julho de
1890), Cia
Carris e
Estrada de
Ferro a
Estrada do
Mar
(Setembro de
1892), Cia e
Viação
Rio-grandense
(fevereiro
de 1895),
Southern
Brazilian
Rio Grande
do Sul (em
1900) que
mantinha
linha férrea
entre Rio
Grande e
Bagé.
No dia 29 de
julho de
1920, o
governo da
união passou
para o
estado do
Rio Grande
do Sul a
administração
das
ferrovias
localizadas
no seu
território,
o mesmo
acontecendo
no restante
do país.
Neste ano,
foi criada a
Viação
Férrea do
Rio Grande
do Sul.
Houve um
aumento de
ramais nas
ferrovias
gaúchas que
passaram de
2.300km para
3650km. Em
média
acontecia
cerca de 70
transportes
de
passageiros
no Rio
Grande do
Sul
diariamente.
Em 30 de
setembro de
1957, surgiu
a Rede
Ferroviária
Federal (RFFSA)em
conseqüência
da
decadência
das “
estradas de
ferro”
existentes
no Brasil.
As 42
ferrovias
que existiam
foram
incorporadas
a nova rede
ferroviária
num sistema
de
regionais,
resumidas em
18. Mais uma
vez, houve
um grande
avanço,
surgindo
neste
período os
trens de
luxo com
locomotivas
a diesel. O
primeiro
trem de
luxo,
denominado
“Minuano”,
era de
origem
alemã. Logo
após surgiu
o trem de
luxo
Húngaro.
Neste
período,
houve também
um aumento
na
capacidade e
remodelação
dos vagões.
Também as
linhas foram
remodeladas,
sendo
melhorados
os traçados
dos trilhos,
substituídos
os dormentes
de madeira
por
concreto.
Mas, não
resistindo à
concorrência
das
rodovias, em
1977, a Rede
Ferroviária
Federal foi
desestatizada,
sendo
criados seis
sistemas
regionais.
Porém, em 5
de dezembro
de 1999, a
RFFSA foi
extinta,
sendo criada
a Agência
Nacional de
Transporte
Terrestre (ANTT),
que ainda
hoje é o
órgão que
fiscaliza e
controla o
pouco que
sobrou do
transporte
ferroviário
no país”.
Os grupos
indígenas e
sua
distribuição
no Estado do
Rio Grande
do Sul
Fonte e
Autoria:
Telmo Remião
Moure
Os
agrupamentos
humanos que
os europeus
encontraram
na América
não eram
originários
deste
continente.
Sua origem
até hoje
constitui um
enigma para
os
cientistas,
os quais
elaboraram
várias
teorias para
explicar de
onde vieram
os primeiros
povoadores
da América.
Para alguns
pesquisadores,
eles teriam
vindo da
Atlântida,
que segundo
a lenda
havia
existido
entre o
norte da
África e a
América e
fora tragada
pelas águas
do oceano.
Outros
estudiosos
consideram
que os
indígenas
são
autóctones,
isto é,
originaram-se
do próprio
continente
americano.
As teorias
mais aceitas
atualmente
afiram que o
estabelecimento
de seres
humanos em
solo
americano
deve-se às
migrações
ocorridas há
milhares de
anos através
do estreito
de Bering ou
de ilhas da
Oceania. Ao
longo dos
séculos,
esses
agrupamentos
humanos se
fixaram no
continente,
e quando os
europeus
chegaram à
América já
existiam
grupos
indígenas
desde a
Patagônia ao
Alasca.
Constituíam
sociedades
diferenciadas,
e os únicos
que
apresentavam
instituições
sociais e
políticas
complexas
(classes
sociais e
estado) eram
os maias (na
América
Central), os
astecas (no
atual
México) e os
incas (no
Peru).
Quanto aos
indígenas
que viviam
na banda
oriental do
rio Uruguai
e as áreas
próximas,
sabe-se que
não eram
numerosos e
que deixaram
poucos
vestígios
materiais
sobre o seu
modo de vida
antes da
chegada dos
colonizadores.
Por isso, a
classificação
etnográfica
desses povos
se baseia em
informações
coletadas
dos contatos
estabelecidos
entre eles e
os europeus
que ocuparam
a região.
Muitas são
as
classificações
dos povos
indígenas
que viviam
entre o
oceano
Atlântico e
a margem
esquerda do
rio Uruguai.
Apesar da
importância
de cada uma
delas,
adotaremos a
mais usual
entre os
estudiosos
da história
do extremo
sul do
Brasil.
Havia na
região
platina três
grandes
grupos
indígenas:
guaranis,
pampeanos e
gês.
Antes e
mesmo depois
da chegada
dos
europeus,
esses grupos
indígenas
empreenderam
movimentos
migratórios
característicos
de seu modo
de vida
nômade ou
semi-sedentário.
Migraram
também
forçados
pela
presença dos
colonizadores
e seus
descendentes
que ocupavam
suas terras
ou os
aprisionavam
para
escravizá-los.
Os mais
expressivos
exemplos de
migrações
indígenas
ocorreram
com os
guaranis e
os minuanos
(estes
últimos,
indígenas do
grupo
pampeano).
Os
primeiros,
originários
do alto
Paraná,
chegaram à
região
platina
emduas
levas, uma
provavelmente
no século IV
d.C. e outra
no século X.
Atravessaram
o rio
Uruguai -
expulsando
dali os
guaianás (do
grupo dos
gês) para o
nordeste do
atual
território
do Rio
Grande do
Sul - e se
fixaram numa
extensa
faixa de
oeste a
leste do
atual
território
do Rio
Grande do
Sul. Os
minuanos,
por sua vez,
no século
XVII, se
transferiram
da região
compreendida
entre os
rios Uruguai
e Paraná
para o sul
do rio
Ibicuí.
Os guaranis
Os guaranis
ocupavam as
margens da
laguna dos
Patos, o
litoral
norte do
atual Rio
Grande do
Sul, as
bacias dos
rios Jacuí e
Ibicuí,
incluindo a
região dos
Sete Povos
das Missões.
Dominaram
também a
parte
central e
setentrional
entre os
rios Uruguai
e Paraná,
bem como a
parte sul da
margem
direita do
rio da Prata
e o curso
inferior do
rio Paraná.
Havia entre
os guaranis
três
subgrupos
principais:
os tapes (
indígenas
missioneiros
dos Sete
Povos), que
ocupavam as
margens dos
rios a oeste
do atual
território
do Rio
grande do
Sul e o
centro da
bacia do rio
Jacuí; os
arachanes ou
patos, que
viviam às
margens do
rio Gauíba e
na parte
ocidental da
laguna dos
patos; os
carijós, que
habitavam o
litoral,
desde o
atual
município de
São José do
Norte até
Cananéia, ao
sul de São
Paulo.
Apesar da
variedade de
dialetos, o
tupi-guarani
era o tronco
lingüístico
comum a
esses grupos
indígenas.
Os pampeanos
Os pampeanos
constituíram
um conjunto
de tribos
que ocupavam
o sul e o
sudoeste do
atual Rio
Grande do
Sul,a
totalidade
dos
território
da República
Oriental do
Uruguai, os
cursos
inferiores
dos rios
Uruguai,
Paraná e da
Prata. Os
subgrupos e
tribvos mais
conhecidos
entre eles
foram os
charruas,
guenoas.
minuanos,
chanás,
iarós e
mbohanes.
Todos
falavam a
língua
guíchua, com
poucas
variações
dialetais.
Os gês (kaingangs)
Os gês
possivelmente
eram os mais
antigos
habitantes
da banda
oriental do
rio Uruguai.
É provável
que essas
tribos
começaram a
se instalar
no atual Rio
Grande do
Sul por
volta do
século II
a.C.
Ocupavam o
planalto
rio-grandense
de leste a
oeste e
abrangiam
vários
subgrupos:
coroados,
ibijaras,
gualachos,
botocudos,
bugres,
caaguás,
pinarés e
guaianás.
Estes
últimos, no
início do
primeiro
milênio
d.C., foram
expulsos
pelos
guaranis da
região
posteriormente
denominada
Sete Povos
das Missões.
Os gês do
atual Rio
Grande do
Sul foram
dizimados
pelos
bandeirantes,
guaranis
missioneiros,
colonizadores
portugueses,
brasileiros
e
ítalo-germânicos.
Os grupos
que vivem
atualmente
nas reservas
de Nonoai,
Iraí,
Tenente
Portela
migraram de
São Paulo e
Paraná, no
século
passado,
durante a
expansão da
lavoura
cafeeira.
São
conhecidos
desde 1882
por
kaingangs ("kaa"
= mato; "ingang"
= morador),
conforme
foram
denominados
genericamente
por Telêmaco
Borba (*) (o
mais
importante
estudioso e
defensor dos
indígenas no
século
passado).
(*) Telêmaco
Augusto
Enéas
Morosini
Borba não
se limitou à
vida
sertaneja. O
vasto
círculo de
suas
relações,
arrastou-o
para a
política
provinciana.
O senso
crítico o
tornou um
rebelado.
Cerrou
fileiras na
Revolução
Federalista
de 1894, o
que lhe
rendeu, ao
final da
revolta
contida,
longos meses
de exílio no
Uruguai.
Após a
anistia,
retornou ao
Brasil,
elegendo-se
deputado
provincial,
para o
biênio
1882/83 e
deputado ao
Congresso
Legislativo
Estadual,
nos anos de
1891, 1897,
1899, 1908,
1910, 1912,
1914, 1916 e
1918,
vice-presidente
do Estado no
período
1916/1917,
prefeito de
Tibagi, por
oito
gestões,
inspetor
escolar,
sub-delegado
de polícia,
exercendo
todos esses
cargos com
imensa
abnegação,
prestando em
todo o
período
relevantes
serviços à
causa
pública do
Paraná.
Foi Telêmaco
Borba quem
percebeu
serem as
terras do
norte do
estado
ideais ao
plantio do
café, tendo
defendido
ardorosamente
a construção
de estrada
para aquela
região.
Lutou para
livrar o
magistério
da
influência
política que
lhe impingia
o governo
estadual.
Criticou a
contratação
de obras
públicas
pelo governo
sem
concorrência
pública,
entre tantas
outras
intervenções.
Era um
político que
se
preocupava
com o
ofício.
Era
tolerante
com as
questões
espirituais,
jamais
impedindo
que os
membros de
sua família
cumprissem
com os
deveres
religiosos.
Telêmaco,
contudo, era
cético.
Já velho,
possuidor de
rara
auto-crítica,
dono de
vasto
conhecimento
adquirido
através de
estudos e
pesquisas,
prefeito
vitalício de
Tibagi,
determina,
por
testamento,
a doação das
coleções de
seu museu
particular
ao acervo do
Museu
Paranaense.
Morreu aos
setenta e
oito nos,
vítima de
gripe
espanhola,
em Tibagi.
Muitas
homenagens
foram feita
os ao
Coronel
Telêmaco
Borba no
Congresso
Legislativo
Paranaense e
pelo Museu
Paranaense.
Trabalho e
pesquisa de
Carlos Leite
Ribeiro –
Marinha
Grande –
Portugal