ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL -

 

BRASIL

 

Trabalho de Carlos Leite Ribeiro

 

 

Bloco Número 05

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Novo Hamburgo

 

 

 

 


Novo Hamburgo está situado no Vale do Rio dos Sinos, a cerca de quarenta quilômetros da capital do estado. Pertence à Região Metropolitana de Porto Alegre.
O município, banhado pelo rio dos Sinos, compreende uma área de 223 km², contando com uma população de 255.945 habitantes.
As primeiras povoações de Novo Hamburgo datam do século XVIII, quando imigrantes açorianos se instalaram na parte noroeste da cidade no bairro hoje conhecido como Rincão dos Ilhéus, ou simplesmente Rincão. Em 25 de Julho de 1824 os imigrantes alemães começaram a chegar na colónia de São Leopoldo e logo desenvolveram uma próspera sociedade rural na região do Vale dos Sinos. Pouco depois começaram a aparecer pequenos núcleos urbanos nas colônias e uma delas ficava na área de Hamburger Berg (que hoje é o bairro Hamburgo Velho), a partir de onde se origina a Novo Hamburgo atual.
O movimento emancipacionista começou a se delinear no início dos anos 20. A “Liga Pró Villamento”, formada em 1926 por várias importantes personalidades da cidade, foi recebida pelo governador do Estado e em 5 de abril de 1927 houve a emancipação do município. Guilherme Ludwig foi eleito para o cargo de vice-intendente, sendo Leopoldo Petry, o primeiro intendente de Novo Hamburgo. Tendo a cidade se emancipado de São Leopoldo, sua industrialização se acelerou, tornando-se um dos pólos econômicos do Vale do Sinos. Por muito tempo a indústria foi praticamente formada apenas pela cadeia coureiro-calçadista, com várias empresas de destaque. Entre os pioneiros se destacam Nicolau Becker, criador do primeiro curtume da cidade, Guilherme Ludwig, Pedro Adams Filho, Augusto Jung, Pedro Alles e Artur Haas. O crescimento trazido pelo calçado atraiu inúmeros imigrantes, inchando a cidade a partir da década de 60 e originando a maior parte dos problemas sociais, dada a incapacidade dos governantes de acomodar a todos adequadamente. Embora a crise dos anos 90 tenha estancado o crescimento populacional hamburguense, agudizou os problemas mais graves da cidade como favelização, transporte insuficiente e deficiências na infra-estrutura. Atualmente, a cidade possui 1 dos edifícios mais altos do Rio Grande do Sul, sendo Residencial Sunset situado no alto do bairro Hamburgo Velho com 28 andares, assim como o Porto Brasil no bairro Vila Rosa também com 28 andares. O município ainda possui 5 emissoras de rádio, sendo 4 FM´s e uma AM. São: Rádio ABC 900, União 105.3, Alegria 92.9, 88.7 FM, Novo Tempo 99.9 e Oi FM 90.3. A preponderância coureiro-calçadista, com forte caráter exportador, na economia permaneceu até o início da década de 1990, quando uma forte crise econômica na região, a partir do governo de Fernando Collor de Mello forçou uma diversificação econômica. A situação foi agravada com a concorrência chinesa nos mercados internacionais e, a partir do ano de 2003, pela valorização do real que levou ao fechamento de diversos curtumes e fábricas de calçados e demissão de milhares de pessoas.

 

 

Passo Fundo

 

 

 


O município Passo Fundo, emancipado em 28 de janeiro de 1857, teve sua formação a partir de 1827, como resultado da ocupação do Planalto Médio e Alto Uruguai, e seu território original hoje abriga 107 municípios do Rio Grande do Sul. Leva esse nome em função de um rio de mesmo nome utilizado pelos tropeiros desde o século XVIII. Em 1827 foi fundada pelo cabo Manuel José das Neves a Fazenda Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas terras que recebeu da Comandância Militar de São Borja. Essa fazenda foi a retomada da povoação da região onde hoje fica o município de Passo Fundo. Sua sede ficava onde hoje está a Praça Tamandaré. Em um terreno de nove metros quadrados doados à Igreja, foi erguida em 1835 a Capela de Nossa Senhora da Conceição, próximo a onde hoje fica localizada a Catedral de Passo Fundo. Em 1830, o capitão Joaquim Fagundes dos Reis foi designado pela Comandância Militar de São Borja para exercer a função de comissário na nascente povoação, sendo assim considerado a primeira autoridade da cidade. A Revolução Farroupilha quase causa o desaparecimento de Passo Fundo. Em 1833 a então freguesia tinha 419 habitantes. Quando do fim da revolução, em 1843 restavam cerca de 60 pessoas em precárias condições. Desestruturada pelas requisições de mantimentos, gado e cavalos pelas tropas que passaram pela região, reergueu-se e chegou a vila em 7 de agosto em 1857, quando foi instalada, sob a presidência de Manuel José de Araújo, a Câmara Municipal, com poderes executivos e legislativos.
Anos depois, no final do século, seu território foi palco de uma das mais sangrentas batalhas da Revolução Federalista: a Batalha do Pulador. Em abril de 1964, o governador Ildo Meneghetti estabeleceu em Passo Fundo o governo do Estado do Rio Grande do Sul por 4 dias devido ao Golpe Militar de 1964. Em 1979, ocorreu a Revolta dos Motoqueiros, única rebelião, no Estado, liderada por motociclistas, durante o Regime Militar. O movimento republicano ganhou corpo em Passo Fundo com o Clube do Toco de Vela, grupo de rapazes que por volta de 1870 passou a reunir-se na ferraria do estadunidense Thomas Canfield, para ler o jornal A Federação e debater seus ideais de igualdade, abolição, democracia e república. A república finalmente chegou em 1889, mas os republicanos de vinte anos antes não tomaram as rédeas da política passo-fundense, que continuou sob comando dos velhos coronéis do Partido Conservador, Gervásio Lucas Annes, Major Chicuta e o Capitão Lucas de Araújo.

 

 

Pelotas

 

 

 

Pelotas. Apontamento do “Jornal do Comércio” do ano de 1900: “Pelotas, cidade e município do Estado do Rio Grande do Sul, situada na margem esquerda do rio São Gonçalo. Tem Biblioteca, Liceu de Agronomia e Veterinária. População do município 50 mil habitantes. Caminho de Ferro (Estrada de) entre Rio Grande e Bagê”.

 

A ocupação da região de Pelotas teve início em meados do século XVIII, com a instalação das primeiras estâncias ou fazendas de criação de gado. Pouco tempo depois a região ganhou grande impulso com o surgimento e a imediata expansão da indústria do charque, a partir de 1779. Nessa época, a pecuária nordestina, tradicional abastecedora do mercado brasileiro, entrava em decadência, abandonando aos criadores gaúchos um amplo mercado.O Rio Grande do Sul pode assim sair do isolamento em que se mantinha, passando a aproveitar de forma mais intensa seu grande rebanho bovino. As exportações de charque, que em  1793 eram apenas 13 mil arrobas, atingiram no início do século XIX, 600 mil arrobas. Esse extraordinário desenvolvimento concentrou-se numa pequena área do litoral rio-grandense, junto à extremidade meridional da Lagoa dos Patos. Situadas entre os rios Pelotas e São Gonçalo, as charqueadas ficavam na proximidades tanto dos grandes centros criatórios da fronteira, como do porto de comércio exterior da capitania, o Porto de Rio Grande. Esta localização da indústria do charque deu origem ao centro urbano que viria a se transformar na segunda cidade da província: Pelotas. Para isso, muito contribuiu a instalação de novas indústrias no Estado durante a primeira guerra mundial: fábricas de tecidos e um grande frigorífico. Nessa mesma época a cidade pode também expandir consideravelmente seu comércio, em consequência da ligação ferroviária com o interior.

 

 

 

Transporte Ferroviário

 

MARIA FUMAÇA BENTO GONÇALVES


Fonte: http://www.riograndeemfotos.fot.br/trem.html
Rio Grande - O Trem
“Todas as informações contidas referentes às companhias são exclusivamente para fins de informação geral, e devem ser confirmadas diretamente com as respectivas instituições. A história do trem foi obtida com o auxílio do presidente regional da Associação dos Aposentados da R.F.F.S.A. de Rio Grande, Paulo Nilton Carvalho, que também é pesquisador e realiza exposições sobre este tema procurando resgatar a importância do transporte ferroviário devido a sua segurança e economia.
O Início
A primeira ferrovia no mundo surgiu na Inglaterra em 27 de setembro de 1825.
Os 35 vagões adaptados de diligências saíram da cidade de Darlington até Stockton percorrendo um trecho de 32 km e transportando 600 passageiros.
George Stephenson, aos 43 anos, foi considerado o inventor, após muitos anos de dedicação e persistência na realização do seu bem sucedido invento. Anteriores a ele, outros já haviam realizado algumas tentativas.
Nesta época até os cavalos eram mais rápidos que a locomotiva, o que facilitava o assalto aos trens que conseguiam uma velocidade máxima de 45km.
A seqüência de transporte passageiro começou em 15 de setembro de 1830.
A chegada no Brasil
O transporte ferroviáro chegou ao Brasil através de D. Pedro II, príncipe regente que deu concessão a Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá (Natural de Arroio Grande/RS).
No dia 30 de abril de 1854, em Petrópolis no Rio de Janeiro, o primeiro trem percorreu uma distância de 14km de ferrovia que ligava a Baía de Guanabara à Raiz da Serra. Esta primeira estrada de ferro brasileira recebeu o nome de D. Pedro II e mais tarde tornou-se a Central do Brasil. A primeira locomotiva foi carinhosamente apelidada de “Baronesa”.
No RS, a primeira ferrovia foi de Porto Alegre a Novo Hamburgo.
Em 14 de abril de 1874, a ferrovia construída por uma companhia inglesa denominada de Companhia Brasileira Ltda, de Johan Mac Ginity inaugurou a linha férrea ligando Porto Alegre a Novo Hamburgo.
Posteriormente, foi criada uma linha principal(denominada de linha tronco)que atravessava o estado horizontalmente de Porto Alegre a Uruguaiana e levou cerca de 30 anos para ser construída – tendo início em 23 de dezembro de 1877 e finalizada no dia 21 de dezembro de 1907 . Com o passar do tempo, esta linha foi ficando insuficiente e então foram criados os ramais(linhas ferroviárias que ligavam as cidades até a linha tronco).
A companhia Belga, Compagnie Imperiale du Chemin de Fer, realizou a construção da linha que ligou a cidade de Bagé à Rio Grande. Em 1883, esta companhia uniu-se à Cia. Americana Souther Brazilian Rio Grande do Sul Company.
O iníco da Viação Férrea em Rio Grande
A cidade de Rio Grande ganhou transporte ferroviário em 1884, inaugurado no dia 2 de dezembro. A linha de acesso à praia começou suas atividades no dia 26 de janeiro de 1890, dando início ao primeiro balneário marítimo do Brasil. Na época, o Cassino era chamado de Praia da Mangueira.
O desenvolvimento do balneário foi impulsionado pela Cia de Bondes Suburbanos da Mangueira e pelas que as substituíram: Cia Estrada de Ferro de Rio Grande a Costa do Mar(Julho de 1890), Cia Carris e Estrada de Ferro a Estrada do Mar (Setembro de 1892), Cia e Viação Rio-grandense (fevereiro de 1895), Southern Brazilian Rio Grande do Sul (em 1900) que mantinha linha férrea entre Rio Grande e Bagé.
No dia 29 de julho de 1920, o governo da união passou para o estado do Rio Grande do Sul a administração das ferrovias localizadas no seu território, o mesmo acontecendo no restante do país. Neste ano, foi criada a Viação Férrea do Rio Grande do Sul.
Houve um aumento de ramais nas ferrovias gaúchas que passaram de 2.300km para 3650km. Em média acontecia cerca de 70 transportes de passageiros no Rio Grande do Sul diariamente.
Em 30 de setembro de 1957, surgiu a Rede Ferroviária Federal (RFFSA)em conseqüência da decadência das “ estradas de ferro” existentes no Brasil. As 42 ferrovias que existiam foram incorporadas a nova rede ferroviária num sistema de regionais, resumidas em 18. Mais uma vez, houve um grande avanço, surgindo neste período os trens de luxo com locomotivas a diesel. O primeiro trem de luxo, denominado “Minuano”, era de origem alemã. Logo após surgiu o trem de luxo Húngaro. Neste período, houve também um aumento na capacidade e remodelação dos vagões. Também as linhas foram remodeladas, sendo melhorados os traçados dos trilhos, substituídos os dormentes de madeira por concreto. Mas, não resistindo à concorrência das rodovias, em 1977, a Rede Ferroviária Federal foi desestatizada, sendo criados seis sistemas regionais. Porém, em 5 de dezembro de 1999, a RFFSA foi extinta, sendo criada a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), que ainda hoje é o órgão que fiscaliza e controla o pouco que sobrou do transporte ferroviário no país”.

 

 

 

Os grupos indígenas e sua distribuição no Estado do

Rio Grande do Sul 

 

 

 

 

Fonte e Autoria: Telmo Remião Moure
Os agrupamentos humanos que os europeus encontraram na América não eram originários deste continente. Sua origem até hoje constitui um enigma para os cientistas, os quais elaboraram várias teorias para explicar de onde vieram os primeiros povoadores da América. Para alguns pesquisadores, eles teriam vindo da Atlântida, que segundo a lenda havia existido entre o norte da África e a América e fora tragada pelas águas do oceano. Outros estudiosos consideram que os indígenas são autóctones, isto é, originaram-se do próprio continente americano.
As teorias mais aceitas atualmente afiram que o estabelecimento de seres humanos em solo americano deve-se às migrações ocorridas há milhares de anos através do estreito de Bering ou de ilhas da Oceania. Ao longo dos séculos, esses agrupamentos humanos se fixaram no continente, e quando os europeus chegaram à América já existiam grupos indígenas desde a Patagônia ao Alasca. Constituíam sociedades diferenciadas, e os únicos que apresentavam instituições sociais e políticas complexas (classes sociais e estado) eram os maias (na América Central), os astecas (no atual México) e os incas (no Peru).
Quanto aos indígenas que viviam na banda oriental do rio Uruguai e as áreas próximas, sabe-se que não eram numerosos e que deixaram poucos vestígios materiais sobre o seu modo de vida antes da chegada dos colonizadores. Por isso, a classificação etnográfica desses povos se baseia em informações coletadas dos contatos estabelecidos entre eles e os europeus que ocuparam a região.
Muitas são as classificações dos povos indígenas que viviam entre o oceano Atlântico e a margem esquerda do rio Uruguai. Apesar da importância de cada uma delas, adotaremos a mais usual entre os estudiosos da história do extremo sul do Brasil. Havia na região platina três grandes grupos indígenas: guaranis, pampeanos e gês.
Antes e mesmo depois da chegada dos europeus, esses grupos indígenas empreenderam movimentos migratórios característicos de seu modo de vida nômade ou semi-sedentário. Migraram também forçados pela presença dos colonizadores e seus descendentes que ocupavam suas terras ou os aprisionavam para escravizá-los.
Os mais expressivos exemplos de migrações indígenas ocorreram com os guaranis e os minuanos (estes últimos, indígenas do grupo pampeano). Os primeiros, originários do alto Paraná, chegaram à região platina emduas levas, uma provavelmente no século IV d.C. e outra no século X. Atravessaram o rio Uruguai - expulsando dali os guaianás (do grupo dos gês) para o nordeste do atual território do Rio Grande do Sul - e se fixaram numa extensa faixa de oeste a leste do atual território do Rio Grande do Sul. Os minuanos, por sua vez, no século XVII, se transferiram da região compreendida entre os rios Uruguai e Paraná para o sul do rio Ibicuí.
Os guaranis
Os guaranis ocupavam as margens da laguna dos Patos, o litoral norte do atual Rio Grande do Sul, as bacias dos rios Jacuí e Ibicuí, incluindo a região dos Sete Povos das Missões. Dominaram também a parte central e setentrional entre os rios Uruguai e Paraná, bem como a parte sul da margem direita do rio da Prata e o curso inferior do rio Paraná.
Havia entre os guaranis três subgrupos principais: os tapes ( indígenas missioneiros dos Sete Povos), que ocupavam as margens dos rios a oeste do atual território do Rio grande do Sul e o centro da bacia do rio Jacuí; os arachanes ou patos, que viviam às margens do rio Gauíba e na parte ocidental da laguna dos patos; os carijós, que habitavam o litoral, desde o atual município de São José do Norte até Cananéia, ao sul de São Paulo.
Apesar da variedade de dialetos, o tupi-guarani era o tronco lingüístico comum a esses grupos indígenas.
Os pampeanos
Os pampeanos constituíram um conjunto de tribos que ocupavam o sul e o sudoeste do atual Rio Grande do Sul,a totalidade dos território da República Oriental do Uruguai, os cursos inferiores dos rios Uruguai, Paraná e da Prata. Os subgrupos e tribvos mais conhecidos entre eles foram os charruas, guenoas. minuanos, chanás, iarós e mbohanes. Todos falavam a língua guíchua, com poucas variações dialetais.
Os gês (kaingangs)
Os gês possivelmente eram os mais antigos habitantes da banda oriental do rio Uruguai. É provável que essas tribos começaram a se instalar no atual Rio Grande do Sul por volta do século II a.C. Ocupavam o planalto rio-grandense de leste a oeste e abrangiam vários subgrupos: coroados, ibijaras, gualachos, botocudos, bugres, caaguás, pinarés e guaianás. Estes últimos, no início do primeiro milênio d.C., foram expulsos pelos guaranis da região posteriormente denominada Sete Povos das Missões.
Os gês do atual Rio Grande do Sul foram dizimados pelos bandeirantes, guaranis missioneiros, colonizadores portugueses, brasileiros e ítalo-germânicos. Os grupos que vivem atualmente nas reservas de Nonoai, Iraí, Tenente Portela migraram de São Paulo e Paraná, no século passado, durante a expansão da lavoura cafeeira.
São conhecidos desde 1882 por kaingangs ("kaa" = mato; "ingang" = morador), conforme foram denominados genericamente por Telêmaco Borba (*) (o mais importante estudioso e defensor dos indígenas no século passado).

(*) Telêmaco Augusto Enéas Morosini Borba  não se limitou à vida sertaneja. O vasto círculo de suas relações, arrastou-o para a política provinciana. O senso crítico o tornou um rebelado. Cerrou fileiras na Revolução Federalista de 1894, o que lhe rendeu, ao final da revolta contida, longos meses de exílio no Uruguai.
Após a anistia, retornou ao Brasil, elegendo-se deputado provincial, para o biênio 1882/83 e deputado ao Congresso Legislativo Estadual, nos anos de 1891, 1897, 1899, 1908, 1910, 1912, 1914, 1916 e 1918, vice-presidente do Estado no período 1916/1917, prefeito de Tibagi, por oito gestões, inspetor escolar, sub-delegado de polícia, exercendo todos esses cargos com imensa abnegação, prestando em todo o período relevantes serviços à causa pública do Paraná.
Foi Telêmaco Borba quem percebeu serem as terras do norte do estado ideais ao plantio do café, tendo defendido ardorosamente a construção de estrada para aquela região. Lutou para livrar o magistério da influência política que lhe impingia o governo estadual. Criticou a contratação de obras públicas pelo governo sem concorrência pública, entre tantas outras intervenções. Era um político que se preocupava com o ofício.
Era tolerante com as questões espirituais, jamais impedindo que os membros de sua família cumprissem com os deveres religiosos. Telêmaco, contudo, era cético.
Já velho, possuidor de rara auto-crítica, dono de vasto conhecimento adquirido através de estudos e pesquisas, prefeito vitalício de Tibagi, determina, por testamento, a doação das coleções de seu museu particular ao acervo do Museu Paranaense.
Morreu aos setenta e oito nos, vítima de gripe espanhola, em Tibagi. Muitas homenagens foram feita os ao Coronel Telêmaco Borba no Congresso Legislativo Paranaense e pelo Museu Paranaense.

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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