Todos acordaram que esta
aventura teria lugar entre os dias 16 e 22 de Dezembro. Ao
fim da tarde do dia 16, todos se encontraram na Praça XV de
Novembro, bem perto de onde partem as barcas para Niterói.
Os primeiros a chegar foi a
Lígia Leivas (acompanhada de dois ruidosos cachorrinhos) e a
Lucy Nazaro, seguindo-se depois pela ordem de chegada: Vilma
Matos e a Mónica Silveira; O Luiz Poeta (e seu violão); A
Iara Melo (com uma enorme mala quase da sua altura) e a
Fátima Cardoso; o Carlos e o von Trina; a Lúcia Chataignier;
O Henrique Lacerda e a Elaine Santa Rosa; e por último a Maria
Nascimento e a Gislaine Canales.
Todos se apresentaram
equipados de campistas: boné de pala (virada ao contrário),
blusa e blusão, calções, meias compridas, sapatilhas
desportivas; mochila com os respectivos acessórios,
utensílios, roupas, etc.; saco-cama, cobertor, etc.
Conforme iam chegando, a
alegria e a algazarra aumentava. Quase todos organizaram um
forró espontâneo e era vê-los a dançar o samba, o trevo e
até umas danças gaúchas, entre outras.
Até se esqueceram que todos
tinham algo em comum: Uma enorme falta de “pilim”, estavam
lisos, ou seja, falta de cacau, grana, tostão – enfim, falta
de dinheiro !
Uma pergunta pertinaz: - onde
iam arranjar dinheiro para a sua estadia de sete dias no Rio
de Janeiro?... Mistério …
Depois do intenso forro e
grande algazarra, o primeiro problema que todos preocupou,
foi onde podiam pernoitar, para mais, a noite já tinha
chegado...
O Carlos, sempre cheio de
ideias, lembrou-se da cobertura do edifício onde mora a
Maria Nascimento. Esta, como era natural, encolheu-se, hesitou, fez fumfum, pegou no celular (telemóvel) afastou-se
um pouco e telefonou não sei para quem. Passados uns longos
minutos e quando todos estavam na expectativa, a Maria
Nascimento tinha algo a comunicar à Malta:
- Meus queridos e adorados
amigos, tenho autorização e podem ficar, só esta noite na
cobertura, mas, como é lógico, não podem fazer barulho e têm
de deixar tudo limpo como vão encontrar. Estão lá umas
garrafas de vinho que não podem nem devem mexer.
De contentamento, todos
gritaram:
- Viva a Maria Nascimento!
Viva a cobertura do edifício onde mora a Maria! Vivóóó´o
vinho !!! , etc.
Para a Malta não ir toda a
monte, o Carlos pediu ao Henrique que, como oficial do
exército, que organizasse uma fila para todos seguirem em
fila indiana.
- Malta, vamos lá formar
virados para mim – quase gritou o Henrique, que continuou –
formem todos da esquerda para a direita, com os mais baixos
por esta ordem. Vamos lá: “Firme” … “Sentido” …
Estava tudo a correr bem
quando a Iara discordou:
- Não estou para acatar as
ordens do Henrique, portanto, sigo dez passos atrás do
último da fila. Tenho dito!
Depois deste incidente sem
grande importância, a fila começou a marchar: esquerdo –
direito – oop – oop2…