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Grande Gala
Luso-Brasileira 2012 (Virtual)

Formato de Carlos
Leite Ribeiro
Rádio
Criativa a transmitir do Centro de Portugal para todo o
Mundo
“Estamos sempre onde você está!”

2ª Parte
Mônica: Depois de termos tido um pequeno intervalo, a Grande
Gala, vai continuar e com Poesia com o tema
“Entrelaçamento”. Chamamos ao palco os poetas e poetisas:
José Verdasca, Luiz Poeta, Helena Armond, Maria Fonseca,
“Nato” Azevedo e Dalton Luiz Gandin. Por favor, fiquem no
meu lado direito e depois da atuação, saem pelo lado oposto,
ou seja pelo lado esquerdo. O primeiro poeta aproxima-se.
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José Verdasca
- Rio de Janeiro/Brasil/Portugal
LAÇOS E ABRAÇOS |
As naus chegaram ao Porto Seguro
Comandadas pelo gigante Cabral
Desde esse dia, Brasil e Portugal
São ligados por belo amor, puro
Amassada com sangue lusitano
Temperada com índia doçura
Surge uma etnia, cuja ternura
Muito deve ao povo africano
E após cinco séculos vividos
Cada um dando de si tudo que tem
Em perfeita simbiose natural
Eis dois Estados maduros, crescidos
Prontos para seguirem muito além
Dos velhos sonhos, do nosso IDEAL |

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Luiz Poeta
(Luiz Gilberto de Barros)
Às 22 h e 13 min do dia 10 de
junho de 2009 do Rio de janeiro
especialmente para o Portal CEN
RIO-LISBOA-PORTUGAL-BRASIL-CEN |
São tantas almas que a voz da lusofonia
Evidencia, sublimando o que se sinta
Criando a tinta que colore essa harmonia
Que a poesia de viver sempre repinta.
Cada palavra que se diga se projeta
Na inquieta emoção universal
Tornando igual o sentimento do poeta
Que se completa no amor mais fraternal.
No Portal Cen a voz lusófona ecoa
Sobrevoando o fascínio de Lisboa
E a sedução febril do Rio de Janeiro
Criando a rota entre o Brasil e Portugal,
E transformando-se no amor universal
Que harmoniza o povo luso-brasileiro. |

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Helena Armond - São Paulo / Brasil
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mil vezes aceito falar
do entrelaçamento
Portugal / Brasil
Estados postos em PÓDIO
num Verde Vermelho ( laço ???)
mais que mais ... foi feito
isto sim...
EM UM NÓ GÓRDIO |

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Maria da Fonseca -
Lisboa/Portugal
UNIDOS PELO OCEANO |
Este Oceano tão cantado
Na língua de nossos Pais
Em verso bem preparado
Por poetas geniais!
Enérgico e poderoso
De ondas tão imponentes,
Um grande mar corajoso
A unir os dois Continentes.
As águas que agora banham
Nossas praias tão amadas,
Amanhã as vossas molham,
Belas areias douradas.
O Oceano vai e vem...
Daqui parte co'a saudade
De quem só vos quer o bem,
Daí traz vossa amizade.
Todos os humanos seres
Amigos e destemidos,
Por beleza e viveres
São sempre mais atraídos.
Meus sonhos de regressar
Os teus de vir conhecer.
Corações a augurar
Encontro ao entardecer!
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"Nato" Azevedo
- Ananindeua - Pará / Brasil
ALMAS GÊMEAS |
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Cá entre nós, digo enfim
que além do Fado e Cozinha,
modas, jeito, gôsto afim...
muito mais nos avizinha !
Do Império ao moderno Estado
-- do novo ao tradicional --
falas, costumes, Fé, fado
junta ao Brasil Portugal.
Desde Assis, Eça, Camões,
poemas, crônicas, canções
religam almas louçãs.
Superando vendavais,
são os mesmos ideais
o que une as Nações irmãs. |

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Dalton Luiz Gandin -
São José dos Pinhais - Paraná/Brasil
UMA LITANIA |
Meu pau-brasil,
o índio sem piroga,
você viu?
Meu pau-brasil,
o curumim sem peixe,
você viu?
Meu pau-brasil,
a índia sem moringa,
você viu?
Meu pau-brasil,
a cana que mói negro,
você viu?
Meu pau-brasil,
as leis bebendo vidas,
você viu?
Meu pau-brasil,
as brancas naus sem olhos,
você viu? |

Mônica: Esta Grande Gala Luso-Brasileira é
composta de Música e Poesia. Connosco o
grande cantor português, Paulo de Carvalho!
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Paulo Carvalho - Lisboa Menina e Moça
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No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar
À ribeira encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
No terreiro eu passo por ti
Mas da graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
Lisboa no meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida |

Glória: Chamo mais seis poetas, a saber:
Donzília Martins, Humberto Rodrigues Neto,
Ivone Boechat, Izabel Eri Camargo, Juraci
Martins e Carolina Ramos. A mecânica de
entrada e saída do palco é sempre a mesma.
Aproxima-se a amiga Donzília.
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Donzilia da Conceição Ribeiro Martins -
Paredes/ Portugal
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Há um entrelaçamento forte ligado no espaço
e no tempo
Nascido há três gerações. Havia embalo e canções
Cerzidas cá e além-mar, sonhadas, cada momento.
Foi a avó que semeou e o luar que alumiou!
E nem o mar e o distante a amizade apagou.
De cá iam as amêndoas para elas, confeitadas
Prenhes de picos de açúcar trabalhadas ao calor;
E o azeite que era ouro!
De lá vinham os tecidos p’ra fazer lindos vestidos
Que depois a costureira mos moldava com amor;
E as fantasias brilhantes que p’ra mim eram tesouro!
Tudo era encantamento
Nas palavras que cantavam: “Quando você vem aqui?”
Eu criança respondia, pois já sabia escrever,
Que um dia o sonho seria e o abraço dado em si, breve iria acontecer.
Um dia sulquei o mar e minha amiga abracei de encontro ao coração.
Foi tanta a nossa alegria que prometi que um dia, repetiria a canção.
Os anos foram passando! Avós e pais já “passaram”
E nós netas, mesma idade, já nos “Entas” bem entrados
De vez em quando trocamos nossos abraços sonhados.
Mas o mar largo profundo e a vida com tantos medos
Vai-nos desatando os elos, atando algemas, degredos.
Ai laços de Portugal, meu abraço além Brasil
Quanto vos queria ligar, dar-vos beijos mais de mil.
Em vez das cartas d’outrora vem um mail de vez em quando
E nosso entrelaçamento aos poucos vai-se apagando.
Mas no meu peito inda mora, criança de aceso ardor
Alimentando a chama de ir passar umas férias na Ilha do Governador. |

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Humberto Rodrigues
Neto - São Paulo/Brasil
CILADAS DA VIDA |
Ao marulho das vagas que separam
este imenso Brasil de Portugal,
dois seres, num destino desigual,
em dois sonetos seu amor declaram.
Se amam demais, porém seria fatal
o malogro dos bens com que sonharam;
talvez nem um, nem outro, cogitaram
de não chegar tal sonho a um bom final.
Ah... quanto almejariam, pessoalmente,
trocar um beijo apenas, frente a frente,
pra consumar o amor que hoje os seduz!
Porém, a sorte, alheia a tais instantes,
coloca o Atlântico entre os dois amantes
e os crucifica sobre a mesma cruz! |

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Ivone Boechat - Niterói/Brasil |
Portugal e Brasil
irmãos que vão caminhando
na Terra de Santa Cruz!
Quando um olha pra o chão,
outro aponta pra luz,
os dois vão se amando,
no imenso coração,
que a história produz.
Brasil e Portugal,
paz e união nesse berço!
Um dança ao som do fado,
outro requebra no samba;
um ora com o terço,
outro sorri animado,
um supera as crises,
outro levanta a cabeça;
independentes e fortes,
um grito
não separa mais,
irmãos
potentes,
iguais. |

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Izabel Eri Camargo - Porto Alegre/Brasil |
Portugueses destemidos enfrentaram mar
revolto
no lugar de muitas águas as caravelas pintaram
encontraram um porto seguro nesta Terra do futuro
gente inocente de pouca fala recebeu os visitantes
presentearam com sombreros cheios de penas coloridas
a tripulação embrenhou-se na mata
o pau-brasil encontrou e com ele a cruz fabricou
na Terra chamada virgem onde” tudo nela dar-se-á “
aqui fizeram morada para a história desenhar
Cabral, Coimbra e Caminha batizaram a descoberta
outros amigos vieram para o idioma praticar
fala-se e escreve-se com a herança portuguesa
na beleza do poetar abraça-se o imaginário
é a fonte do saber na cultura literária. |

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Juraci Martins -
Brasil
PORTUGAL - BRASIL
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Ah! Se distante estou,
Não importa...
Sou Brasil
Minha vóz é corrente
Parte, quase silente
navegando sobre mares
E pousa em Portugal
que reponde como aral
na mesma sintonia
E nesta sincronia
Há um abraço
Há um regaço
Que acolhe, que beija
É o poetismo irmanado
Com suas asas gigantes
Entrelaçando-nos
Na primeira grande gala
Luso-Brasileira.
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Carolina Ramos -
Santos/Brasil
Brasil/Portugal |
Por acaso, ou destino já marcado,
este imenso Brasil foi descoberto.
Não importa se a História tem traçado
várias versões, na busca ao rumo certo.
Importa, é o que nos veio por legado
nessas naus de Cabral, em mar aberto.
Importa, é o sangue luso, aqui mesclado,
a pulsar pelo sonho, então, desperto!
Importa, é que, ao dispor dos ventos parcos,
nos chegou a Saudade – clandestina
a dormitar nos lusitanos barcos!
Importa, é que essa meiga passageira,
aliada às mercês da mão divina,
uniu dois povos, pela vida inteira! |

Glória: e voltamos à Música, desta vez com o
grande cantor brasileiro, Caetano Veloso!
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Caetano Veloso - Você É Linda |
Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal
Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz |

Carmo: Para terminar o primeiro tema desta
Grande Gala, vamos chamar os queridos amigos
e poetas: Maria Moreira, Odenir Ferro,
Pinhal Dias, Estrela Radiante e Téka de
Castro!
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Maria da Conceição
Rodrigues Moreira – Belo
Horizonte/Brasil
BRASIL PORTUGUÊS BRASIL BRASILEIRO |
Com um povo pacífico em teu solo
Um Largo horizonte de grande esplendor
Um Orgulho nascido da terra
Em teus filhos transbordando amor
De origem vinda do alem mar
Da serpente vinda do Norte
Com Guerreiros nascido na terra
Pro o livramento é só sorte
Terra farta e gente bonita
De orgulho cobrindo este torrão
Na mistura de cores e raça
E Que se deu essa nova nação
Sobre o solo sagrado se estende
A mil vozes de aclamação
Postos em guarda fiel que defende
Com nobreza fervor e razão!
Do alem mar veio em outrora
A Realeza com novas missões
Que fez nesta terra historia
Com coragem e determinação. |

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Odenir Ferro – Rio Claro (São Paulo) –
Brasil
Fronteiras Culturais destes Belíssimos
Países
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Entretanto, por enquanto, por aqui, neste
imenso riquíssimo Brasil
Esta sendo novamente refluído os ares renovados do outono.
E as folhas vão, deliberadamente, caindo neste solo fértil
Desta Pátria amada tão gentil! E a Natureza, renova-se
Em forças de novas e antigas fontes de Vida!
Em Portugal, também seguindo igual,
A vida se explode em cores vivas!
Demonstrando nova e belíssima
Primavera que volta ao País,
Para refaze-Lo em energias,
Após um esvaído inverno!
E todos os laços contínuos das vidas vão se renovando
Em todos os Cantos do Planeta; levando aos Ventos,
Todos os Poéticos Cantos, tão musicalmente belos,
Literários, Artísticos, encantados! Dentro da União
Estabelecida pelo Intercâmbio Cultural, existente
Entre estes tão magníficos Países: Brasil, Portugal,
Portugal, Brasil, Brasil Portugal, Portugal e Brasil!
As belezas manifestas nestes entrelaçamentos
Culturais, se fazem presentes nestas Químicas
Quânticas do Amor feito de uma Física nobre!
Muito embora equidistante aonde as Histórias
Enriquecem-se por uma Sabedoria Cultural
Exposta para registrarem-se nas passagens
Dos Portais do Tempo, por onde as fontes
Das Divisas Culturais se estabelecem
Através do intercâmbio destes dois
Belíssimos Países: Portugal, Brasil,
Brasil, Portugal, Portugal e Brasil! |

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Pinhal Dias -
Amora/Portugal
Povo irmão |
Portugal de nota mil
fez a descoberta em
mil e quinhentos Brasil
com partida de Belém
Bastou afixar um cruzeiro
símbolo dessa descoberta
um Padrão d’aventureiro
e a palavra ficou certa
O Brasil e Portugal
afirmados de altivez
têm cultura funcional,
todos falam português
Uma história de memória
e bem diferente do Zen
por uma «Gala» de vitória
no virtual do Portal CEN |

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Regina da Conceição
Madeira Goda (Estrela Radiante) – Brasil
ENTRELAÇAMENTO BRASIL/PORTUGAL |
E foram vindo pelo mar bravio,
Sem medo de uma fera ou temporal,
A vida tal delgada como um fio,
O coração deixado em embornal.
Se alguém se arrependeu era tardio,
Nem pelo céu chegava um sinal,
Na alma um tremor tão forte e frio,
Não dava prá pensar em bem ou mal.
A força da missão está no navio,
Bandeira sob a Guarda Nacional,
Um grito que partiu cheio de brio,
Abriu alerta de forma geral.
Suor em corpos para encher um rio,
Os olhos postos lá pelo final,
Diziam que acabou o desafio,
E a terra apareceu bem magistral.
E como o dono é o senhorio,
Fez o batismo com água e sal,
Após passar o último desvio,
Gritou bem alto: esse é o Monte Pascoal.
E agora preenchendo o vazio,
De quem aqui estava afinal,
Nos encontramos nesse estribilho
Brasil abençoando Portugal. |

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Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro (Téka
Castro) – São Paulo/Brasil |
Os enlaces de portugueses em minha vida
Filha de portugueses, nascida em São Paulo, capital.
Sou grata ao meu país de origem, de sua vida além mar,
Do encontro, que não foi lá, mais cá,
E, Francisco e Deonilde se encontram aqui no Brasil.
Da união, duas gestações, eu e João Marcos.
Histórias de lá ouço falarem com saudades e alegrias.
Sonhos de muitas vezes, rever a família, ou conhecê-la.
Os sonhos, que mantenho, a dupla cidadania que pretendo tirar,
Para lá ser conhecida e de um dia aproveitar o sonho de lá ir.
Por enquanto, vivo aqui, a poetisar, sonhar, com a Capela de São Barnabé,
Ir a Coimbra, ainda para estudar.
Um dia vou está lá, e num pedaço de papel,
Deixo aqui, um abraço, e um desejo,
Que esta união Brasil-Portugal, se perdoe pelo passado de 1500,
E, que no entanto, a cordialidade, seja sempre vivida,
Não que aqui fosse às Índias,
Mas, de um povo eroico, fizeram parte, e
Na arte que me toma, posso poetisar,
Pois o amor é universal ao se escrever ou falar. |

Carmo: Antes de mais um pequeno intervalo,
vamos ouvir com todo o prazer o nosso grande
cantor, Carlos do Carmo!
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Carlos do Carmo - Estrela da Tarde
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Era a tarde mais longa de todas as tardes
Que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas
Tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca,
Tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste
Na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhamos tardamos no beijo
Que a boca pedia
E na tarde ficamos unidos ardendo na luz
Que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto
Tardaste o sol amanhecia
Era tarde demais para haver outra noite,
Para haver outro dia.
(Refrão)
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te
guarde.
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza.
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza.
Foi a noite mais bela de todas as noites
Que me aconteceram
Dos noturnos silêncios que à noite
De aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois
Corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa
de fogo fizeram.
Foram noites e noites que numa só noite
Nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites
Que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles
Que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto
Se amarem, vivendo morreram.
(Refrão)
Eu não sei, meu amor, se o que digo
É ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo
E acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste
Dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida
De mágoa e de espanto.
Meu amor, nunca é tarde nem cedo
Para quem se quer tanto! |

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