A Atlântida será uma lenda?

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

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Marca de pouso de um UFO com aproximadamente 15m
de diâmetro encontrada em Arba, província de Pordenome,
Itália no dia 22 de setembro de 1995

 

Diversidade de civilizações

 Num primeiro momento, essa excessiva variedade de formas dos tripulantes dos UFOs parece ser um indicador de que estamos diante de muitas civilizações diferentes entre si, que estariam nos visitando. O veterano ufólogo francês Aimé Michel comentou, em certa oportunidade, que a diversificação de formas observadas na anatomia dos humanoides requeria uma multiplicidade de origens. Porém, até certo ponto, temos um padrão mesmo nesta diversidade: a constituição anatómica dos seres é, na maioria esmagadora das vezes, humanoide. Ou seja, eles têm cabeça, tronco e membros. Muitas vezes com uma infinidade de variações em determinadas características de seus corpos – como cor de pele e estaturas diversas. Mesmo assim, seres com tais diferenças podem ser de uma mesma espécie. Nós, os Homo sapiens sapiens, também apresentamos uma infinidade de variações. Somos brancos, negros, pardos, amarelos etc. Também temos indivíduos que são de estatura alta, outros de estatura baixa e até anões. Alguns membros de nossa raça que são magros e outros que são gordos. No entanto, todos somos seres humanos. Esse talvez seja um dos elementos de suma importância nesta análise, e que parece ter sido ignorado no estudo de Jader Pereira. A possível diversidade anatómica que pode existir entre membros de uma mesma forma de vida, sendo desnecessário classificá-los um a um. Essa questão fez com que seu estudo fique impraticável, uma vez que há uma infinidade de classificações tornando seu uso nada pragmático e viável.

 

Marca de pouso de um UFO com aproximadamente 15m
de diâmetro encontrada em Arba, província de Pordenome,
Itália no dia 22 de setembro de 1995

 


O Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV) publicou um trabalho em 1991, através da fase anterior de sua coleção Biblioteca UFO. Também não há como não mencionar que existem critérios que são um tanto duvidosos no estudo de Jader Pereira, como classificar um humanoide numa nova categoria pelo simples fato deste estar usando cabelos compridos. É o caso do Tipo 03, que também tem três variações subsequentes. Esse elemento é realmente relevante? Um ser humano que usa cabelos compridos merece estar em uma nova categoria num estudo voltado principalmente para as características anatómicas? No nosso caso, dos terrestres, isso é uma mera questão de estética individual. Assim, algumas premissas usadas para realizar a classificação do estudo de Jader Pereira são bastante discutíveis. Mas mesmo com método questionável, não se pode negar que Jader Pereira foi um pioneiro no assunto, tornando-se inclusive referência internacional.
Deixando temporariamente de lado as possíveis diversidades anatómicas que uma forma de vida pode comportar, vamos buscar um parâmetro mais generalizado para analisá-las. Um método mais pragmático e compatível com a classificação da casuística atualmente. O coeditor de UFO Claudeir Covo realizou uma interessante classificação da tipologia dos humanoides extraterrestres, com base na frequência estimada com que cada categoria aparece na casuística ufológica, publicada no site do Instituto Nacional de Investigação de Fenómenos Aeroespaciais (INFA) determinou seis categorias distintas – Alfa, Beta, Gama, Delta, Ómega e Sigma –, sendo que a generalização é o conceito básico que pressupõe a admissão de uma vasta variedade de formas numa mesma categoria. É sempre importante lembrar que estamos trabalhando com elementos especulativos e dedutivos quando se estuda a morfologia dos humanoides extraterrestres. Mas nada impede que existam alguns casos onde tal ser não se enquadre em nenhuma das categorias de uma dada classificação, como a de Covo. Estas são exceções à regra. Mas, de um modo geral, e assumindo a possibilidade de uma enorme diversidade anatómica da mesma forma de vida, a classificação descrita parece ser até agora o instrumento mais compatível e aplicável.
Um exemplo de exceção à regra é um caso clássico da casuística ufológica brasileira e que envolve um ser descrito como ciclope, do clássico Caso Sagrada Família, ocorrido em 28 de Agosto de 1963, no bairro de mesmo nome da cidade de Belo Horizonte (MG). Nesta ocorrência, os meninos Fernando, Ronaldo e José Marcos Gomes Vidal estavam no quintal de casa quando um UFO esférico e transparente ficou flutuando sobre o local. Devido à sua transparência, era possível se ver quatro alienígenas no interior da nave, que eram bastante parecidos connosco se não fosse um detalhe curioso: em vez de dois olhos, tinham um único olho no meio da testa. Subitamente, o objeto lançou dois feixes de luz amarela para baixo, formando duas colunas de luz, através da quais desceu um dos alienígenas flutuando lentamente. Houve uma tentativa de contacto através de gestos e palavras inteligíveis e, ainda, um dos meninos tentou jogar uma pedra no ser. No entanto, um feixe de luz projetado pela criatura impediu que esse ato de agressão fosse concluído. E o extraterrestre permaneceu lá, diante dos três meninos, falando sem parar num idioma totalmente incompreensível. Neste momento, os garotos puderam observar bem o alienígena, que tinha um único olho no meio da testa, grande, escuro, sem a parte branca (esclerótica) e na base do nariz. Havia um risco que parecia ser a pupila, que se destacava por ser mais escuro e, sobre o olho, uma mancha que parecia ser a sobrancelha. O rosto era todo vermelho e foi possível perceber alguns dentes, conforme o alienígena abria a boca enquanto falava o estranho idioma. Ele tinha a cabeça envolta num capacete redondo e transparente, através do qual seu rosto era bem visível. Já a roupa que o alienígena usava era marrom até a cintura, branca até os joelhos e depois preta, como se fosse uma espécie de bota. Suas vestimentas pareciam feitas de couro ou algo similar, e tinham várias rugas nas partes correspondentes aos membros e tórax. Os meninos ainda notaram que havia uma caixa grudada nas costas da criatura, que era cor de cobre. Depois de alguns instantes, ele voltou para o interior do UFO e este, por sua vez, foi embora. Esse é um caso bastante conhecido da Ufologia Brasileira, pesquisado pelo veterano Húlvio Brandt Aleixo, e nos remete a uma indagação: os humanoides alienígenas são como as testemunhas os descrevem ou estaríamos diante de uma interpretação limitada pelo nosso escasso conhecimento de um fenómeno que parece transcender a tudo o que sabemos?
Pode ser, mas, de qualquer forma, é importante que se diga que todas as tentativas de classificação buscam, antes de qualquer coisa, um padrão que sirva de generalização. Talvez devêssemos transcender a classificação pelo aparente aspecto físico dos seres e buscar outras associações que possam apresentar indicadores novos e mais confiáveis.

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