Diogo Álvares Correia, o
Caramurú
(Nasceu em Viana do Castelo (Portugal) em 1475; e faleceu em Salvador (Bahia)
em 1557.
Viajando para São Vicente por volta de 1510, o fidalgo da Casa Real Diogo
Álvares naufragou nas proximidades do rio Vermelho, na baía de Todos os Santos.
Seus companheiros foram mortos pelos tupinambá, mas ele conseguiu sobreviver e
passou a viver entre os índios, de quem recebeu a alcunha de Caramuru, que
significa "moreia". Conhecedor dos costumes nativos, contribuiu para facilitar o
contacto entre estes e os primeiros missionários e administradores. No entanto,
não foi capaz de impedir a expulsão do primeiro donatário da capitania,
Francisco Pereira Coutinho. Casou-se com a índia Paraguaçu, filha de um chefe
tupinambá. O casal teve quatro filhas, que se casaram com colonos portugueses
vindos com Martim Afonso de Sousa, dos quais descendem, entre outras famílias
importantes, os Garcia d’Ávila. Quando o primeiro governador-geral, Tomé de
Sousa, chegou à Bahia em 1549, Caramurú ainda vivia, assim como durante o
governo de Duarte da Costa. Foi sepultado no mosteiro dos jesuítas em Salvador,
ao lado da mulher, que ao ser baptizada recebeu o nome de Catarina.
Catarina Alvares “Paraguaçu” –
Filha DO CACIQUE Taparica, chefe da tribo que encontrou o naufrago “Caramurú”,
foi uma líder de seu povo. Sua curiosidade a levou a interrogar os europeus que
eram capturados pela tribo. Tornou-se a principal companheira de Diogo Alvares “Caramurú”,
com quem se casou oficialmente na França logo após ser baptizada na Igreja
Católica em 1527. Sua devoção à Mãe de Jesus levou à construção da Igreja da
Graça e sua herança territorial foi legada à Ordem Beneditina da Bahia. Morreu
em 1583.
Em 1553, Duarte da Costa,
substitui Tomé de Sousa no Governo-geral. Este governador, envolve-se em
conflitos entre donatários e jesuítas em torno da escravização dos indígenas.
Termina, incompatibilizando-se com as autoridades locais e é obrigado a voltar
para Portugal, em 1557.
A França não aceita a partilha
das terras abrangidas pelo Tratado de Tordesilhas e defende o direito de posse a
quem ocupá-las. A primeira invasão francesa, acontece na ilha de Serigipe (actualmente
Villegaignon) na Baía de Guanabara (Rio de Janeiro). Os franceses instalam uma
comunidade chamada França Antártica, destinada a abrigar protestantes
calvinistas fugidos da guerras religiosas na Europa. A sua principal actividade
económica era a troca de mercadorias da valor baixo por pau-brasil, feita com os
indígenas da região. Constroem, então, um forte e resistem por mais de 10 anos
aos ataques dos portugueses.
Os corsários, no entanto,
continuaram a frequentar o litoral brasileiro. Em 1555, chegou à Baía de
Guanabara a expedição de Nicolau Durand de Villegaignon, com cerca de 600
pessoas, a fim de fundar uma colónia, a França Antártica. Com o auxílio dos
índios tamoios, os franceses construíram um forte na ilha de Serijipe.
A reacção portuguesas só veio em
1560, sob o comando de Mem de Sá, terceiro Governador-geral do Brasil. Em 1º de
Maio de 1565, Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, fundou a cidade de São
Sebastião do Rio de Janeiro, base dos combates contra os franceses, expulsos
dois anos depois. A cidade tornou-se sede da segunda capitania real do Brasil.
(Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal)