HISTÓRIA e Estados do BRASIL

 

(Resumo)

 

Colonização

(de Martins Afonso à União Ibérica)

1530 a 1580

 

 

Diogo Álvares Correia, o Caramurú

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Dezembro/2006

 

 


 

Diogo Álvares Correia, o Caramurú
(Nasceu em Viana do Castelo (Portugal) em  1475; e faleceu em  Salvador (Bahia) em  1557.
Viajando para São Vicente por volta de 1510, o fidalgo da Casa Real Diogo Álvares naufragou nas proximidades do rio Vermelho, na baía de Todos os Santos. Seus companheiros foram mortos pelos tupinambá, mas ele conseguiu sobreviver e passou a viver entre os índios, de quem recebeu a alcunha de Caramuru, que significa "moreia". Conhecedor dos costumes nativos, contribuiu para facilitar o contacto entre estes e os primeiros missionários e administradores. No entanto, não foi capaz de impedir a expulsão do primeiro donatário da capitania, Francisco Pereira Coutinho. Casou-se com a índia Paraguaçu, filha de um chefe tupinambá. O casal teve quatro filhas, que se casaram com colonos portugueses vindos com Martim Afonso de Sousa, dos quais descendem, entre outras famílias importantes, os Garcia d’Ávila. Quando o primeiro governador-geral, Tomé de Sousa, chegou à Bahia em 1549, Caramurú ainda vivia, assim como durante o governo de Duarte da Costa. Foi sepultado no mosteiro dos jesuítas em Salvador, ao lado da mulher, que ao ser baptizada recebeu o nome de Catarina.

Catarina Alvares “Paraguaçu” – Filha DO CACIQUE Taparica, chefe da tribo que encontrou o naufrago “Caramurú”, foi uma líder de seu povo. Sua curiosidade a levou a interrogar os europeus que eram capturados pela tribo. Tornou-se a principal companheira de Diogo Alvares “Caramurú”, com quem se casou oficialmente na França logo após ser baptizada na Igreja Católica em 1527. Sua devoção à Mãe de Jesus levou à construção da Igreja da Graça e sua herança territorial foi legada à Ordem Beneditina da Bahia. Morreu em 1583.

 

Em 1553, Duarte da Costa, substitui Tomé de Sousa no Governo-geral. Este governador, envolve-se em conflitos entre donatários e jesuítas em torno da escravização dos indígenas. Termina, incompatibilizando-se com as autoridades locais e é obrigado a voltar para Portugal, em 1557.

 

A França não aceita a partilha das terras abrangidas pelo Tratado de Tordesilhas e defende o direito de posse a quem ocupá-las. A primeira invasão francesa, acontece na ilha de Serigipe (actualmente Villegaignon) na Baía de Guanabara (Rio de Janeiro). Os franceses instalam uma comunidade chamada França Antártica, destinada a abrigar protestantes calvinistas fugidos da guerras religiosas na Europa. A sua principal actividade económica era a troca de mercadorias da valor baixo por pau-brasil, feita com os indígenas da região. Constroem, então, um forte e resistem por mais de 10 anos aos ataques dos portugueses.

 

Os corsários, no entanto, continuaram a frequentar o litoral brasileiro. Em 1555, chegou à Baía de Guanabara a expedição de Nicolau Durand de Villegaignon, com cerca de 600 pessoas, a fim de fundar uma colónia, a França Antártica. Com o auxílio dos índios tamoios, os franceses construíram um forte na ilha de Serijipe.

A reacção portuguesas só veio em 1560, sob o comando de Mem de Sá, terceiro Governador-geral do Brasil. Em 1º de Maio de 1565, Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, base dos combates contra os franceses, expulsos dois anos depois. A cidade tornou-se sede da segunda capitania real do Brasil.


(Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal)
 



 

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