Nome: Luíza Soares
Benício de Moraes
Profissão: - aposentada
da UFPE, no cargo de
Técnica em Assuntos
Educacionais, desde 1986
(tempo de serviço).
Quer falar um pouco da
terra onde mora?
- Moro no Recife, a
capital de Pernambuco,
uma das Capitanias
Hereditárias fundada
após o descobrimento do
Brasil por D. Manoel que
prosperou sob a
responsabilidade de
Duarte Coelho! A capital
era Olinda, e Recife,
cidade vizinha, foi
fundada pelos "mascates"
comerciantes que
aproveitaram o excelente
Porto do Recife (porto
natural devido aos
arrecifes). Esta cidade
prosperou mais que
Olinda devido ao intenso
comércio e tornou-se a
capital do Estado de
Pernambuco. Sendo o
comércio, a atividade
mais importante, e
devido a importância do
Porto para escoamento e
recebimento de
mercadorias vindas de
Portugal e de outros
paises da Europa e
internamente, das outras
capitanias. Continua
ainda hoje sendo mais
adiantada do que a
cidade de Olinda que em
importância histórica é
mais rica tendo sido
reconhecida pela UNESCO
como Patrimônio Mundial!
Tombada pelo Patrimônio
Histórico, Artístico e
Ambiental), o IPHAN.
Quando começou a
escrever? - no curso
primário gostava de
escrever estórias e
interpretação de textos,
lia muitos livro de
estórias e mais tarde da
Cristomatia, onde
decorava e brincava de
teatrinho com meus
irmãos primos e
amiguinhos vizinhos. Era
normal nas escolas da
minha época a
interpretação de textos
e declamação de poesias.
Nas redações os
professores exigiam
muito a criatividade e
eu tinha professores que
exigiam a consulta
diária do dicionário de
sinônimos e antônimos.
Depois da 4a. série
primária fiz um ano
preparatório para entrar
no Curso Ginasial já no
Ginásio 7 de Setembro
onde cursei o referido
curso Ginasial. Durante
este período, havia
semanalmente uma
programação no Grêmio
Literário do Colégio,
onde cada turma se
revesando às 4as.
feiras, nos dois últimos
horários de aulas
apresentavam uma
programação cultural
onde havia declamações
de poesias,
interpretações de
livros, muitas
biografias de inventores
e pessoas de destaque na
história Universal e do
Brasil. Como não havia
televisão, os alunos com
dons musicais, animavam
os trabalhos as vezes
até com criações
próprias. Eu além de
aluna, trabalhei na
Secretaria do Curso
Primário preparando
cadernetas escolares
individuais da vida
escolar do aluno que
servia para a direção
atender aos pais, (era
uma espécie de bolsa
escolar). Também
trabalhei na biblioteca
do colégio e ajudei
alunos do Jardim em
recreação, (bricadeiras
em que haviam músicas
também de roda e outras.
Quando conclui o Ginásio
fiz o teste para
entrar no Curso
Pedagógico. Fui aprovada
mas meu pai que já
estava no Recife,
preferiu que fôssemos
todos de imediato e
assim perdi o concurso.
Aqui chegando já tendo
havido o vestibular do
Instituto de Educação de
Pernambuco (antiga
Escola Normal), o meu
certificado serviu para
entrar no Curso Clássico
à noite. Cursei até o 3º
ano e parei por dois
anos por já está
trabalhando em
escritório comercial e
não ter tempo nem
dinheiro para pagar uma
faculdade. Não perdi de
todo o tempo porque fiz
cursos de Datilografia e
Taquigrafia,
correspondência
Comercial na Escola
Remington. Trabalhei
como secretária na
Paramount Films Of
Brasil Inc. durante dois
anos. Mais sabida,
observando que estava
ganhando pouco, resolvi
me aventurar em outras
firmas e meu intuito de
progredir me levaram a
trabalhar em vários
escritórios desde
representações até
chegar um salário bem
melhor na Siemens do
Brasil e Fosforita
Olinda S/A. Fiz concurso
então na UFPE para
datilógrafa, onde o
salário diminuiu mas
como só trabalhava um
expediente pude estudar
e passar no vestibular
de Geografia e História
na Universidade Católica
de Pernambuco que tinha
cursos noturnos. A UFPE
só tinha cursos diurnos
(se costumava dizer que
era só para os ricos).
Trabalhei durante 15
anos na UFPE como
datilógrafa. Setor de
mecanografia do Inst.
Geologia, Escola de
Engenharia, Departamento
de Ciências Geográficas
até 1978 quando fiz um
concurso para Tec. em
Assuntos Culturais com a
finalidade de trabalhar
em Museu. Como o Museu
não foi implantado,
ficou no sonho, fiquei
secretariando o
Seminário de
Tropicologia, e quando
este foi para o Inst.
Joaquim Nabuco, fui
lotada em Estudo de
Problemas Brasileiros.
TEVE A INFLUÊNCIA DE
ALGÚEM PARA COMEÇAR A
ESCREVER? é possível ,
mas não me considero
ainda escritora, prefiro
dizer que escrevo
cartas... ou diário...
ou dores da alma...
dúvidas, passatempos,
desabafos.
LEMBRA-SE DO SEU
PRIMEIRO TRABALHO
LITERÁRIO? - uma redação
na 2a. série ginasial com
o título: "Perfil de
quem já existiu" - um
título que só eu escolhi
dos 3 dados pelo
professor Rebouças
Macambira. Fiz lembrando
de meu avô e ele gostou
muito e leu para toda a
classe pois só eu
escolhi o tema dos 3 que
foram expostos. Até para
mim foi surpreendente!
Eu não o tenho e como só
tinha 12 anos não lembro
como foi.
Este professor de
português era poeta e
lembro que passava o
tempo contando nos
dedos... devia ser o
ritmo de seus sonetos.
Quem sabe "trovas".
Todos tinham medo dele e
ele guardava certa
distância dos alunos.
Ele dava sempre 3 temas
no quadro negro e os
alunos ficavam a
escolher...
FOI DIVULGADO? COMO?
Bem, foi lido em classe
e como os colegas
reclamaram muito o tema
o professor mostrou que
era possível e não era
difícil, se pensar, e
transmitir aos outros um
pensamento.
TEM LIVRO IMPRESSO?
- Não. Escrevi para
jornais da Igreja,
jornais do Colégio,
Poesias a partir de
1977/78 mimeografadas.
Jornal Universitário
(duas poesias); Apostila
de Taquigrafia para
alunos do Colégio
Marista; Duas aulas
sobre a Importância dos
Museus no livro de EPB
da UFPE - Editora da
UFPE- 1978, duas aulas
sobre Olinda -
mimeografadas e
distribuídas às
bibliotecas da UFPE e
outras estaduais e
particulares. A despesa
destas duas
mimeografadas, foram
cobertas pela firma
ENERGE- Engenhadia de
Eletrotécnica Geral
Ltda. (Em stencil
eletrônico).
POESIAS - Iniciei num
grupo de "Paz e Amor"
poemas em que várias
pessoas colaboravam e
que eram mimeografados
por um poeta por nome
José Maria, o Zizo que
confeccionava em
livretos tipo cordel no
formato e desenhos.
Colhia de vários
colaboradores inclusive
da Reitoria da UFPE
(anos l978 a 1986).
TEM LIVRO ELETRÔNICO
(E-BOOKS, EDITORA E
ANO)?
Tenho um pequeno livro
eletrônico por título
"Nó Trançado", que fiz
com meus três netos. Foi
confeccionado por Nena.
PROJETOS LITERÁRIOS PARA
ESTE ANO DE 2008/09?
Em especial, não.
Fale-nos um pouco de si,
como pessoa humana?
Sou descuidada e/ ou
distraída, não
pressinto perigos, por
isso as vezes me assusto
com algumas surpresas
desmedidas. Como pessoa
humana ainda não aprendi
a viver.
COMO ESCRITOR(a)?
Ainda estou tateando,
não sei responder a esta
pergunta.
PARA SE INSPIRAR
LITERARIAMENTE, PRECISA
DE ALGUM AMBIENTE
ESPECIAL?
As vezes sim! Outras
vezes consigo muito
facilmente!
TEM PRÊMIOS LITERÁRIOS?
Alguns elogios, eu
considero prêmios. Desde
que sinceros.
TEM HOME PAGE PRÓPRIA?
- Não! Estou tentando
organizar meus arquivos
para escolher o que
colocar numa Home Page
Própria.
CONHECE AS VANTAGENS QUE
OS AUTORES DO CEN Têm
em ter sua Home Page ou
(e) Livro(s)
eletrônicos, nos nossos
sites?
Não; desconheço!
QUE CONSELHO DARIA A
UMA PESSOA QUE COMEÇASSE
AGORA A ESCREVER?
Se preocupe primeiro com
o que vai sair de
você...com o que você
pensa e aprende, porque
todos se acham sábios e
certos e não admitem
idéias que saem de você.
A PRIMAVERA CHEGOU!
Luiza Soares Benício de
Moraes
Acabaram-se os ventos
fortes...
As chuvas torrenciais...
O encapelamento das
ondas maneirou!
A destruição da orla da
praia...
Que já não está tão suja
dos dejetos dos rios...
E, portanto, convida-nos
a vê-la!
A cidade está mais
alegre, as árvores das
ruas e das praças
Estão mais frondosas e
mais verdes.
Os “flamboyant” se
vestem de flores,
As buganvílias de todas
as cores pedem espaço
para desfilar!
E nos jardins as rosas
se destacam
E há uma variedade tão
grande de flores, que
esconde qualquer
tristeza!
Não ficam atrás os
pássaros
Que voam alegres por
nossas cabeças
Num gorjeio insistente
como querendo nos falar!
A que se deve tanta
harmonia?
Que procura esconder o
feio dos humanos
E as cicatrizes que até
param de doer?
Ah! É a Primavera que
chegou!
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